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Hetfield: "Escrever música sempre será parte de mim"

   23 de Dezembro de 2008     tags: hetfield, entrevista      Comentários

A revista Brave Words and Bloody Knuckles publicou recentemente a seguinte matéria a respeito do Metallica. Confira abaixo a tradução na íntegra para português.

Em duas horas e 25 minutos, James Hetfield do Metallica ficará em frente a 21 mil pessoas em Vancouver, BC (no GM Place) e exorcizará seus demônios. Mas neste instante, ele está dando um tempo entre entrevistas no confuso backstage, que parece exatamente como os inúmeros backstages ao redor do mundo onde Hetfield cresceu. Ele não está gritando, ele não está correndo; ele está só parado, em silêncio.

Quando introduzido, nosso aperto de mão não acerta direito; nós desajeitosamente arrumamos para acertar; esperamos um minuto enquanto a sala em que conversaremos é limpa; nós sentamos, e enquanto eu dou uma olhada em James, os anos estão a mostra em seu rosto. Este não é o James Porralouca Hetfield, monstro do Metallica. Este é James Hetfield, humano. É um lembrete de que James Hetfield pode falhar, e James Hetfield é um cara realmente legal e James Hetfield não é algum tipo de monstro, pelo menos não mais. Ele não é gigante, embora ele seja realmente grande.

Críticos musicais são, como sabemos, também passíveis de falhas: eu recentemente coloquei o novo disco da banda, Death Magnetic, no topo da minha lista de "Piores do Ano" para esta publicação; agora que os meses passaram, eu colocaria no meu top cinco só com as quatro primeiras músicas. A banda retornou depois de muita luta interna e chocou o mundo com um álbum que é tão nervoso quanto eles já foram, apesar do fato de Hetfield ser todo sorrisos quando nós sentamos para conversar.

BW&BK: Como você está se sentimento em relação ao álbum?

Hetfield: "Maravilhado. Ainda muito, muito surreal. Pensando que, sabe, nós estávamos quase nos separando ou gritando uns com os outros sobre não querer estar mais juntos e então nós saímos mais fortes do que nunca e fizemos um álbum que parece como se estivéssemos vivos de novo."

BW&BK: Deve ser ótimo sentar e segurar o CD e simplesmente dizer, "Porra, nós conseguimos".

Hetfield: "(Risos) Realmente é uma boa sensação. E obviamente, ter um feedback positivo ajuda, cara. Não importa o que for, eu não quero falar por todos os artistas, mas no fim, o artista diz, nós estamos fazendo isso por nós, eu estou fazendo isso por mim, mas sim, é bom quando alguém diz que você fez um ótimo trabalho. É humano."

BW&BK: Suas letras... Lars disse que ele ficou surpreso em um pouco triste com suas letras, que você ainda tem muito ódio em você. O que você sente sobre isso?

Hetfield: "Eu me sinto feliz sobre isso (risos). Eu agradeço por ainda ter. Isso alimentou a minha vida. Junto de outras coisas que alimentam a minha vida agora, também. Mas sabe, nós todos temos nossas coisas. Nós todos temos nossos defeitos, de certa forma, que nos apegamos, que parecia funcionar, ou que queremos nos livrar ou trabalhar; ainda há um pouco por aí. Sobre a raiva, não é mais só raiva, com certeza. Eu preciso mostrar isso em meu trabalho. O Lars, seus defeitos surgem em outros lugares (risos), onde as pessoas não estão lendo, imagino, mas todos nós temos nossas coisas em que trabalhamos. Eu sou capaz de expressar isso. Isto é uma das coisas mais fáceis para eu expressar, então isso é meio onde e como caminha."

BW&BK: Há muita felicidade dentro de você que não é tão expressada?

Hetfield: "Com certeza. Há cada vez mais. É fácil fazer isso. Possivelmente hoje de noite, quando você nos ver no palco, é tudo bobo, vendo quatro caras sorrindo tanto, mas é uma boa sensação estar lá e realmente saber que é por isso que você foi colocado na Terra, acredito, para estarmos juntos e criar música e criar um show divertido ao vivo onde as pessoas podem se distrair."

BW&BK: Você já imaginou que haverá uma hora em que você estará velho demais para fazer isso? Quando termina? Por que o Metallica pára?

Hetfield: "Claro. Por que? Pára porque... (longa pausa) Bem, morte não pára, pirotecnias não pára, pessoas saindo não pára. Sim, o que pára? Acidentes de ônibus, tudo isso, eu não sei. Eu acho que quando Lars e eu decidirmos não fazer isso ou nós não sentirmos isso ou algo acontecer com um de nós então é quando provavelmente pára. Mas isso não significa que o espírito do Metallica ou o amor por ele pára. Escrever música sempre será parte de mim e da minha expressão."

BW&BK: James Hetfield... Há o personagem James Hetfield. No palco, você é um filho da puta...

Hetfield: "(Risos) É mesmo?"

BW&BK: Falando com você, você é um cara legal, você sorri bastante. De onde vem o personagem do palco?

Hetfield: "27 anos tocando ao vivo e crescendo em Los Angeles, não gostando da cena musical. Eu acho que muito do personagem se desenvolveu de onde nós viemos. A velocidade, a intensidade, o volume alto, nós queríamos a atenção. Crescer em Los Angeles tocando com todas as bandas glam quando a cena só ligava para visual, cabelo, tanto faz, e nós não tínhamos certeza disso, nós queríamos música, nós tínhamos que tocar mais alto, mais rápido, para as pessoas nos notarem. E sabe, junto de seus hábitos, isso é parte do que você desenvolve, é sua arma lá, seu escudo, é seu tudo, você é capaz de se esconder atrás disso, você é capaz de avançar mais do que eu poderia só sentado aqui falando com você. Eu acho que isso é levar seu corpo, sua voz, sua alma, seu ser a um estado mais alto. Quando você sobe ao palco, há algo. Eu certamente não faria as coisas que faço lá na frente da minha família no Dia de Ações de Graças (risos). Eu não faria. A música e as pessoas me levam a outro lugar. É como as olimpíadas para nós (risos). Você vai fundo."

BW&BK: Você precisa disso?

Hetfield: "Eu preciso. Soa como um novo vício, e não é novo. É só mais claro de que é de certa forma um vício mais saudável (risos). Estar no palco, é... (pausa) Eu me sinto bipolar lá. Eu vou de um monstro louco para 'Nothing Else Matters', onde eu tento alcançar a alma das pessoas e conectar. Há muitos extremos lá, e dependendo da música, te leva lá."

BW&BK: Some Kind of Monster: agora que teve um pouco de tempo para sentar, algum arrependimento?

Hetfield: "Eu assisto isso toda noite (risos)."

BW&BK: Tem duas horas e meia.

Hetfield: "Sim, eu saio do palco... (Risos). Não, sem arrependimentos. Sem arrependimentos. Eu diria que é provavelmente uma das melhores coisas que... Foi um grande presente que nos foi dado naquele ponto. O making of de um disco e nós começamos a... Se tornou em outra coisa. Se tornou em desintegração da banda, de amigos, de uma longa carreira. Nos filmou quando nós não queríamos (risos), nos filmou quando nós realmente queríamos ser filmados... Estava lá, e foi um ótimo espelho para todos nós. Nós aprendemos muito sobre nós mesmos e sobre os outros. Há muita liberdade agora por causa disso. Expos nossa feiura para o mundo então nos tornou mais fortes. Além disso, quando alguém tenta te machucar com algo, algo do seu álbum ou isto ou aquilo... Você não pode me machucar. Você me viu no canto, chorando. Você viu Lars gritando comigo enquanto eu queria matá-lo. Você viu toda a roupa suja. Nos deu liberdade, nos deu muito mais amigos, porque eles nos veem como humanos agora, e isso nos deu muito mais respeito, eu acho."

BW&BK: As pessoas te colocam em um pedestal. E mostrou o lado humano.

Hetfield: "Sim. E como você estava dizendo, eles querem aquele personagem do palco. Eles acham que aquele é você, então quando você os encontra no aeroporto, você deve pular na esteira das malas e gritar com eles, 'Vai se foder!'. Agora eles sabem muito mais sobre nós. E junto disso, vem um pouco de psicopatia, onde as pessoas acham que elas realmente te conhecem. Mas é bom ser conhecido, e as pessoas podem dizer, 'ele está com sua família, jantando, e eu não vou incomodá-lo. Eu lembro que no filme ele disse que isso meio que o incomoda e se ele me der o sinal, eu me aproximarei.' Então isso nos conectou com o mundo."

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Hetfield comenta sobre composição de letras

   19 de Dezembro de 2008     tags: hetfield, entrevista      Comentários

A revista Revolver elegeu o "Death Magnetic" do Metallica como o "Álbum do Ano", e conversou recentemente com o frontman James Hetfield sobre o disco e os elogios recebidos pela crítica. Um trecho da conversa pode ser conferido abaixo.

Revolver: O que rolou, pessoalmente, entre vocês quatro para fazer um disco como este?

Hetfield: Pessoalmente? Muito respeito. Muita comunicação, e muito foco enquanto nós estamos lá. Há muita honestidade e, sabe, dar um feedback honesto colabora com o projeto, não só brigando e batalhando. Coisa que é realmente honesta e que tornará o projeto melhor. E eu acho que nós todos estamos melhorando um pouco nisso; nossa pele está um pouco mais grossa, e somos capazes de deixar de lado coisas que não se encaixam, sabe. E trabalhar com o [produtor] Rick Rubin, nós aprendemos muito nisso!

Revolver: Você aprendeu sobre ter uma pele mais grossa?

Hetfield: Bem, você está colocando seu coração nisso, sabe? E qualquer um que escreve música ou escreve como você sabe que você coloca seu coração lá com sua arte. E quando alguém julga isso, claro que vai machucar, mas você precisa ou ter a confiança de, "Sim, ok, eu posso fazer melhor", ou "parte da afirmação desse cara faz sentido - esta parte não", e seguir com isso.

Revolver: Você pode dar um exemplo específico de uma música onde você precisou de uma pele grossa?

Hetfield: Bem, falando de riffs, eu sou bem confiante. Mas quando é sobre letras, aí é quando fica ainda mais pessoal. Está vindo de algum lugar, e você não tem certeza de onde está vindo. Não importa o quão externo, foi digerido por você; está ligado a sua vida de alguma forma. Seja durante sua infância ou eventos recentes ou o que for, está ligado, e você tem que ter o sentimento nisso, e isto significa que há uma oportunidade de ter sentimentos machucados. Então quando você está escrevendo letras e alguém diz, "Meh, isto não é tão bom", você pensa, "Wow, ok". Porque eles estão basicamente dizendo que sua vida não é tão boa! Parece meio dessa forma, porque você está se dedicando tanto lá. Mas aceitar o desafio - isto faz mais sentido pra mim. Ficar todo bravo e reescrever funciona de um modo, mas aceitar o desafio é sempre bom. Então tiveram até que algumas coisas de letras. Tiveram até que algumas em algumas músicas, assim como nós fazemos ao Lars [Ulrich, bateria] ao fazer uma certa batida na bateria e dizemos, "Meh, você pode fazer melhor isso, tente algumas coisas". Nós fizemos isso, onde eles falaram, "Estas letras estão ok. Tente outra coisa". Tiveram até que algumas nesse disco. Eles não sentaram e analisaram cada coisinha como Rick fez neste disco, mas eu sentei na casa de Rick em sua sala de estar vazia, onde ele basicamente tem um sofá de couro branco e um grande aparelho de som, e nós sentamos lá e passamos por isso. Nós estávamos basicamente procurando por coisas que nos abalavam: "Isto me abalou. Aquilo me abalou. Eu não sei o que diabos estas letras significam", sabe? Até o [título] "Death Magnetic", o que diabos é isso? Eu não sei, mas me abala. Tem emoção nisso! Nós procuramos por muito disso, e através do passado, mesmo nos discos antigos tinha muito dessa atração misteriosa. Você não sabe exatamente o que era, mas no minuto que você cantou ou sentiu isso, você sabia o que significava.

Mais trechos da entrevista podem ser lidos, em inglês, clicando aqui.

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Ulrich comenta sobre masterização do Death Magnetic

   18 de Dezembro de 2008     tags: ulrich, hammett, death magnetic, entrevista      Comentários

Shay Quillen do MercuryNews.com realizou uma entrevista com Kirk Hammett e Lars Ulrich do Metallica, nos bastidores do show que fizeram em Fresno no sábado (13 de Dezembro). Alguns trechos da conversa podem ser conferidos abaixo.

Kirk Hammett sobre o compartilhamento de arquivos: "Nosso modo de pensar não mudou. Digo, eu acho que a propriedade intelectual deve ser protegida e respeitada, e isto é realmente o que faz muitas das coisas em toda a indústria do entretenimento funcionar. (Sua batalha legal contra o Napster o machucou da perspectiva de relações públicas?) Provavelmente, mas sabe, um pouco de sal no bolo torna o bolo mais saboroso, certo? Então, nós não podemos sempre tomar as decisões certas. Quanto as relações públicas e o modo como nós lidamos com isso, podíamos ter lidado bem melhor, mas nós ainda estamos apontando nossas armas nisso. Sabe, compartilhamento de arquivos ligado a música machuca a audiência de uma forma que muitas pessoas não percebem. As pessoas podem dizer que eu sou um cuzão por dizer o que estou dizendo, mas conhecendo bem os dois lados da equação, eu tenho que dizer, é conveniente a curto prazo, mas é destrutivo a longo prazo."

Lars Ulrich sobre as críticas a masterização do "Death Magnetic": "Há muitas pessoas da geração do rock que cresceram e agora estão em seus 40, e que ainda firmes no que eram 20 ou 30 anos atrás, e eu não culpo isso, no entanto. Mas obviamente, compressão tem um papel diferente na música, mixagem e masterização do que há 20 anos ou 30 anos. E obviamente, MP3s e serviços online e downloads - é um jogo diferente do que era. Então obviamente as coisas soam diferentes. Sabe, não há certo ou errado aqui. É na verdade questão de gosto, e é realmente sobre o que as pessoas preferem."

Kirk Hammett sobre sair em San Jose quando criança: "Eu tenho parentes em San Jose. Eles vivem pros lados da Story Road. Na verdade, eu passei bastante tempo em San Jose. Eu sempre ficava feliz de ir lá porque era sempre mais quente que San Francisco. Sempre que minha mãe dizia que nós estávamos indo para San Jose, eu falava 'Isso aí!' pois meus primos sempre estavam lá e eles tinham uma piscina. Eu era uma criança urbana vivendo em San Francisco onde sempre era frio, e nós não tínhamos uma piscina. Então era uma experiência divertida para mim."

Lars Ulrich sobre seu amor pela Bay Area: "Nós formamos em Los Angeles, mas eu sempre nos considerei uma banda da Bay Area. Nós tínhamos que sair de lá. Era louco demais. Todas aquelas coisas glam e de Hollywood estavam rolando. Ugh. Era desagragável. Nós viemos e tocamos alguns shows na cidade, no The Stone, The Mab, no Old Waldorf, todos esses lugares. Um ambiente muito mais aberto por aqui, obviamente. As pessoas eram muito mais abertas a música e individualidade e havia muito mais tolerância, obviamente, pois é isso que San Francisco e a Bay Area é. Então nós nos sentíamos muito mais em casa aqui... Como um não-americano, mas que paga os impostos, não há outro lugar em que eu gostaria de estar. Se eu for criticado ou algo assim, e for literalmente jogado pra fora - se Gavin me tirar de San Francisco, a grande Bay Area - então eu provavelmente voltaria para Dinamarca, porque eu não acho que poderia me sentir em casa o suficiente em outro lugar dos Estados Unidos para não querer ficar na Dinamarca."

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Ulrich fala sobre Guitar Hero

   18 de Dezembro de 2008     tags: ulrich, entrevista, guitar hero      Comentários

O baterista do Metallica, Lars Ulrich, falou com a Newsbeat da BBC sobre a decisão da banda em seguir os passos do Aerosmith e lançar sua própria versão do Guitar Hero em 2009.

"Guitar Hero - isso é sobre guitarra e sobre riffs e bater cabeça", disse Ulrich. "Há algumas pessoas que dizem a mesma coisa sobre o Metallica - eu acho que Metallica e Guitar Hero é o casamento perfeito."

"O Guitar Hero apareceu em meu radar cerca de um ano, um ano e meio a trás", completou. "Eu tenho um filho de 10 anos e um de 7 anos e comecei a perceber que esta era, na verdade, uma ótima forma de os expor a música."

"Isto é o que nós no Metallica chamamos de sem-pensar. Esta foi uma daquelas decisões que demorou uns 12 segundos para aceitar."

Ele continuou, "28 anos em uma carreira, ainda ser capaz de fazer coisas que são de certa forma novas e desconhecidas para você e ainda ser inovador - é uma grande oportunidade."

Desde que a programação iniciou, o quarteto de São Francisco esteve envolvido em todos os passos.

"Nós estávamos envolvidos em termos de seleção de músicas, em termos de gráficos, em termos de história", disse Ulrich. "Nós estavamos com a mão na massa em todas essas áreas."

"Eu sentei e o tomei como um show - uma setlist", explicou. "Há algumas músicas que você provavelmente seria criticado se não tocasse e não estivesse no jogo - os chamados hits. Então obviamente algumas músicas mais obscuras dos álbuns e algumas covers - alimentando o fenômeno do Guitar Hero. Há todas as diferentes facetas da carreira do Metallica."

A matéria completa, em inglês, pode ser lida clicando aqui.

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Entrevista em áudio com Trujillo

   17 de Dezembro de 2008     tags: trujillo, entrevista, áudio      Comentários

Skippy da rádio Rock 96.7 de Modesto, Califórnia, realizou uma entrevista com o baixista do Metallica, Robert Trujillo, em 13 de Dezembro de 2008 no Save Mart Center em Fresno. Ouça a conversa de 10 minutos abaixo.


Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Ulrich e Hammett comentam sobre Guitar Hero: Metallica

   15 de Dezembro de 2008     tags: ulrich, hammett, guitar hero, entrevista      Comentários



Mike Snider do USA Today realizou uma entrevista com o baterista do Metallica, Lars Ulrich, e o guitarrista Kirk Hammett, além do lead designer da Activion, Alan Flores, sobre o jogo Guitar Hero: Metallica, a sair em 2009. Alguns trechos da conversa podem ser conferidos abaixo.

Q: Como surgiu o jogo?

Flores: Eu acho que o interesse deles no projeto realmente deu gás nele. Tanto os filhos de Lars quanto de James jogam Guitar Hero e eles estavam bem animados sobre isso. Eles queriam fazer isso e, claro, nós queríamos fazer isso, então fazia sentido.

Ulrich: Eu acho que meus filhos decidiram por mim. Eu fui introduzido ao Guitar Hero em minha casa cerca de um ano atrás pelo meus filhos (Myles, 10 anos, e Layne, 7; ele também tem um filho de 1 ano de idade, Bryce, com sua namorada atriz Connie Nielsen). Eles se tornaram grandes fãs de Deep Purple e Black Sabbath e todas as bandas que eu cresci ouvindo. Parece que este foi o primeiro jogo que realmente uniu a família.

Nós estávamos todos sentados lá e compartilhando isso. Não era algo só sobre uma pessoa tocando, era todo mundo. Se tornou algo coletivo. Esta coisa estava se tornando mundialmente um fenômeno. Há algo dito na terra do Metallica: "Isto é o que nós chamamos de sem-pensar".

Hammett: Eu não jogo muito video-games, mas eu amo o que o Guitar Hero faz para as crianças novas, na verdade, crianças de todas as idades.

Q: Qual é a história?

Flores: Não é tocado cronologicamente. Nós não pudemos fazer isso porque você então tocaria algo do "Kill 'Em All" e jogaria o controle contra a parede e pararia de jogar. Nós tivemos que fazer baseado na dificuldade. No começo, você toca duas músicas como Metallica, e você está tão inspirado pelo Metallica que decide criar sua própria banda. Então você segue o Metallica por todos esses lugares famosos que eles tocaram.

Ulrich: Nós queríamos um caminho um pouco diferente. Basicamente, você começa e toca algumas músicas e se aquece, e há uma competição. Nós estamos tentando escolher uma banda para tocar com a gente e sair pela estrada conosco.

Hammett: Há um lugar chamado The Stone, um clube noturno em São Francisco que nós tocávamos regularmente no início de nossas carreira, e outro em Londres, The Hammersmith Odeon (agora chamado Hammersmith Apollo) que nós tocávamos no final dos anos 80. É bom poder voltar de volta a esse ponto de sua carreira e revive-lo no jogo.

Q: Há uma recompensa final no fim?

Flores: Há um lugar em particular que o Metallica tocou que eles meio que vêem como o ápice de seu sucesso. É engraçado, de todos os lugares que eles tocaram, há tantos gigantes, para eles escolherem apenas um, é meio que interessante.

A entrevista completa, em inglês, pode ser lida clicando aqui. Já algumas imagens do jogo podem ser conferidas aqui.

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Hammett comenta sobre Internet

   12 de Dezembro de 2008     tags: hammett, entrevista      Comentários

O guitarrista do Metallica, Kirk Hammett, falou recentemente com o FresnoBee.com sobre o fato de que sua banda, que lutou contra o Napster em uma batalha online por direitos autorais, se tornou agora um gigante de várias cabeças na web.

Sobre o site LiveMetallica.com, onde os fãs podem baixar o áudio de qualquer show da banda por US$9,95-US$12,95:

"Eu diria que nós temos uma forma de lidar bem sensata. O modelo que estamos tentando construir, acho, está realmente funcionando para nós atualmente. LiveMetallica.com é uma das coisas mais legais que nós poderíamos fazer."

"Antes, no início dos anos 90, pre-Internet, nós costumávamos deixar os fãs virem aos concertos e gravar os shows para que eles pudessem ter sua própria recordação. Agora a Internet nos permite fazer isso rapidamente, de maneira eficiente e ter isso em boa qualidade."

"Nós também vimos o potencial que usar a Internet pode trazer a causa da banda e a missão da banda."

Sobre como o jeito do Metallica é diferente daquele do Radiohead, que talvez tenha feito nos últimos tempos a maior chamada online de todas as bandas com seu modelo pague-quanto-quiser para o disco "In Rainbows":

"Nosso jeito é muito diferente daquele do Radiohead, que é libere a música por aí e coloque nas mãos dos ouvintes. O que nós tentamos fazer é vir com embalagens criativas que terão apelo com nossos fãs principais."

A matéria completa pode ser lida, em inglês, clicando aqui.

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Hetfield: "As pessoas sempre reclamam de algo"

   08 de Dezembro de 2008     tags: hetfield, entrevista      Comentários

Fish Griwkowsky da Sun Media entrevistou recentemente o guitarrista/vocalista do Metallica, James Hetfield. Alguns trechos da conversa podem ser conferidos abaixo.

Sun Media: Como você reage ao fato dos fãs falarem que este é o melhor álbum em anos, talvez décadas? Você não toma isso como um insulto?

James: É meio que bom. Não, há muitas outras coisas para serem consideradas como insultos. Nós nos sentimos bem com cada um dos discos, mas este parece ter tido uma resposta positiva extra. Com o "St. Anger" (de 2003), o tempo dirá. Não nos considerando como Led Zeppelin ou algo assim, mas o terceiro álbum de Zep, eles foram xingados, mas agora é um dos meus favoritos. O tempo dirá. Ele tem que apagar todas as outras coisas associadas a ele. Como "Load" e a foto (de semem e sangue). E "St. Anger" e todo o filme sobre o colapso do Metallica. Este, saiu direto. Bem surpreendente.

Sun Media: Quanto o Rick Rubin como produtor teve a ver com isso, trazendo os solos de volta e as músicas longas?

James: Ele teve muito a ver em nos deixar confortáveis com isso. Muitos de nossos medos sobre não progredir como uma banda estavam se mostrando. Não olhar para trás, pois este é um sinal de falha. Descansar em suas conquistas, se sentar no sofá. No caminho nós esquecemos algumas das ferramentas essenciais que nos tornam único. Ele nos ajudou a acolher nosso passado. Lars (Ulrich) e eu sempre batalhamos. Eu preciso ter uma música curta, digamos do mesmo tanto de uma frase curta. Se uma música de oito minutos soa como se tivesse dez, há um problema.

Sun Media: Eu gosto mais de "All Nightmare Long" das músicas novas. Quem você está caçando nela?

James: Eu gosto de manter o mais vago possível, para que ela possa se ligar em sua vida. Ela quase não entrou. O refrão é uma sobra do "St. Anger". Foi uma tentativa de voltar ao mito de H.P. Lovecraft com "The Thing That Should Not Be", "The Call of Ktulu". Era sobre os cães de Tindalos, que era outra mente louca - sobre estes lobos que caçam através de seus pesadelos e a única forma de escapar deles é ficar com os anjos. Você não consegue nem escapar através do sono.

Sun Media: Você acha que as pessoas esqueceram que você é um artista, lá no fundo. Você tem algo a dizer.

James: Nós somos um alvo grande, fácil. Por causa do Napster. Por causa do filme. Coisas nas quais as pessoas podem facilmente atirar contra. Eu vou sentar e falar sobre o sentimento de ir ao palco e o barato que isso dá para mim, o novo barato, e o respeito que as pessoas têm ao vir para nos ver ao vivo, em um tempo como este. E você tem um criança que está morrendo e uma das coisas que ela quer é conhecer o Metallica - e você vai e "com certeza". Nós fazemos isso porque nós sentimos isso. As pessoas sempre reclamam sobre algo. Se você se encarar e se mantiver firme, você está bem. Não tem como errar.

A entrevista completa, em inglês, pode ser conferida clicando aqui.

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Hetfield sobre vida, morte e Metallica

   07 de Dezembro de 2008     tags: hetfield, entrevista      Comentários

Graeme Wood do The Cape Breton Post entrevistou recentemente o guitarrista/vocalista do Metallica, James Hetfield. Alguns trechos da conversa podem ser conferidos abaixo.

The Cape Breton Post: Você está feliz com esta nova-velha direção [do "Death Magnetic"]?

Hetfield: Sim, parece certo. Parece que é a hora certa. Eu certamente sei que os fãs têm pedido desde sempre, basicamente nos falando o que fazer, o que para nós, não funciona. Seja meu pai ou um fã, isso nunca funcionou. Eu tenho que sentir isso por minha conta, e eventualmente nós vamos ao ponto onde somos capazes de acolher as coisas que fizemos no passado e não fugir delas.

The Cape Breton Post: Fale para mim sobre o novo álbum e você estar sóbrio agora. Você já foi viciado em álcool, então isso mudou sua forma de escrever, já que thrash metal é tão sinônimo de beber?

Hetfield: Os fãs terão que dizer. Este novo álbum, eu acho, é muito bom e eu estou completamente limpo e sóbrio. Sempre existirão pessoas que se preocuparão por você, também... E então eu escrevo as coisas mais raivosas da minha vida no "St. Anger" e todo mundo odeia isso ou algo assim. Sabe, você não pode fazer isso pelos outros. Você tem que ser o artista que está fazendo arte.

The Cape Breton Post: Você ajeitou as coisas em sua vida privada, então isto faz com que você e a banda se dêem melhor do que antes?

Hetfield: Com certeza. Eu acho que o fato é que nós podemos ler uns aos outros melhor porque nós conhecemos uns aos outros melhor, e queremos conhecer uns aos outros melhor, e nós conseguimos nos comunicar muito melhor... Nós passamos por alguns momentos bem difíceis e por termos andado através do fogo e sobrevivido, há quase um tipo de honra que você tem com cada um - que nós passamos por isto então não precisamos ir lá de novo.

The Cape Breton Post: Você mencionou antes que é importante falar sobre morte. Talvez você possa discorrer sobre isso.

Hetfield: A banda chegou perto de acabar. Nós chegamos ao ponto onde egos, e ressentimentos e coisas assim cresceram tanto e tão forte que era praticamente um abismo impossível de escalar. Então o fato de que nós passamos por isso e saimos com o álbum mais forte de um longo tempo, acho, é um testamento de trabalho duro e para se apoiar pois você nunca sabe o que acontecerá. E para nós, foi perto da morte e esse é um pensamento bem assustador. E obviamente, há vida pós-Metallica, mas vale a pena? Então nós começamos a falar sobre isso em uma metáfora de vida e morte.

The Cape Breton Post: Você ainda é de certa forma político?

Hetfield: Nunca fui. Liricamente, eu estava escrevendo o que eu sentia... Muitas das coisas que nós fazemos são, felizmente, universais, como se ligar nas emoções - é humano. Músicas como "One" e "Disposable Heroes" falam mais sobre lado feio da guerra. E há mais do que só essas músicas. A música "Don't Tread On Me" mostrou o outro lado disso. Nós na banda temos opiniões políticas diversas e é melhor deixar isso na entrada. Isso atrapalha o caminho, é um bloqueio. Olhando como um todo, nós todos queremos proteger nossas famílias e existem certas formas que nós achamos que devem ser feitas. Mas todo nós temos preocupações sobre o globo e humanidade e onde isto está indo e eu não acho que nós somos os primeiros a nos preocuparmos com isso.

A entrevista completa, em inglês, pode ser lida clicando aqui.

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Ulrich: "Eu gosto do que estou fazendo ainda mais atualmente"

   05 de Dezembro de 2008     tags: ulrich, entrevista      Comentários

O baterista do Metallica, Lars Ulrich, conversou com Lisa Wilton da Sun Media recentemente sobre diversos tópicos. Alguns trechos da conversa podem ser conferidos abaixo:

Sun Media: Você diria que o novo álbum, Death Magnetic, é um retorno as origens para o Metallica?

Ulrich: "Eu não concordo nem discordo disso. Quanto mais eu ouço as pessoas falarem que eles estão de volta e eles retornaram as origens, eu meio que sento, coço a cabeça e imagino, 'bem, nós nunca fomos a lugar algum'. E da última vez que eu conferi, os últimos vários anos foram vem sucedidos, shows esgotados e assim por diante. Mas então eu também entendo que talvez, de alguma forma, nós estamos fazendo algo que é um pouco mais daquilo que as pessoas veem como o Metallica clássico. É difícil para mim chegar nessa categorização. Para mim, é tudo um único tipo de trilha ou jornada ou seja lá o que for. Mas há, obviamente, um monte de boas vontades, muito amor ao Metallica. Há muita energia positiva e tem sido um ótimo para nós em todos os aspectos."

Sun Media: O que você pensa quando está sentado lá, em frente a 17 mil pessoas?

Ulrich: "Eu sento lá e penso, 'não esqueça a próxima parte que está por vir'. Então é um tipo de energia bem focado."

Sun Media: Você ainda gosta de estar no Metallica?

Ulrich: "Sabe, eu acho que gosto do que estou fazendo ainda mais atualmente."

A entrevista completa pode ser lida, em inglês, clicando aqui.

Fonte (em inglês): Brave Words & Bloody Knuckles

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