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Hetfield: "Odiávamos Jason Newsted por ele ser nosso fã"

   06 de novembro de 2018     tags: entrevista, and justice for all, hetfield, hammett      Comentários



Para promover o lançamento do box-set dos 30 anos de aniversário do "... And Justice For All", o Metallica esteve batendo um papo com o jornalista e editor da Rolling Stone David Fricke, que foi o autor do primeiro texto sobre a banda publicado na revista em 1989.

Questionado por Fricke sobre a aparente batalha de Jason para encontrar seu lugar ao sol no Metallica, James disse: "Acho que deveria ter sido mais suave pra ele, como um sonho que se tornou realidade, mas não tenho como saber qual era o ponto de vista dele. Deve ter sido muito difícil - para ele e, pra nós foi efetivamente muito difícil, e a psicologia lhes dirá que toda nossa raiva, mágoa e tristeza foram direcionadas pro Jason, talvez não tudo mas boa parte dela - pois Jason era uma alvo fácil e haviam muitas coisas sobre ele, sua personalidade... ele era muito ingêno pra aceitar aquilo, o que foi positivo pra ele, acho que ele era um grande fã, e odiávamos aquilo, queríamos tirar aquele lado fã dele para que se tornasse tão endurecido quanto nós, e também tentamos fazer com que ele tocasse algo diferente, como Cliff faria. Jason seguia o que quer que eu fizesse na guitarra, e houve momentos em que eu escondi dele pra não ver o que eu tocava para que ele fizesse algo por conta própria. Mas, obviamente, ao vivo, ele se encaixava muito bem, tocava forte, você ouvia o baixo ao vivo, e ele não tinha medo de pegar o microfone e mandar ver quando tinha vontade. E ele dava o suor nos shows ao vivo. Isto fez com que ele ganhasse respeito assim que começamos a excursionar".

O guitarrista Kirk Hammett adicionou: "Jason tentava equilibrar as coisas se destacando nestas músicas quando eram tocadas ao vivo, você notava que ele estava dando o máximo de si. Acho que grande parte disto acontecia pois ele queria compensar o fato de não ser ouvido no álbum, e este era o jeito dele fazer suas partes serem ouvidas, nos shows ao vivo".

Fonte: Whiplash!

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Hammett fala sobre possível álbum solo

   26 de setembro de 2018     tags: entrevista, hammett      Comentários



Kirk Hammett disse para a Metal Hammer que está aberto à possibilidade de eventualmente lançar um álbum solo.

"Tenho muita coisa guardada que não se encaixa no Metallica, e a pilha de material está cada vez mais aumentando. Qualquer dia destes... ainda sinto que tenho muito a fazer o Metallica, porém mais pra frente talvez eu pense no que pode ser feito com este outro material. Não soaria como um álbum de Metal, seria algo bem esquisito e com estilos variados, mas ao mesmo tempo completamente coeso. Não me surpreenderia se todos nós lançássemos algum trabalho solo, pois quando se faz isto e volta para a banda, você está mais entusiasmado. É como ir passar um tempo acampando e depois voltar para a sua cama macia e quente".

Fonte: Whiplash!

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Ron McGovney fala sobre ser substituído por Cliff Burton

   20 de julho de 2018     tags: burton, mcgovney, entrevista      Comentários



O baixista original do Metallica, Ron McGovney, relembrou em entrevista ao podcast Talk Is Jericho (transcrição via Ultimate Guitar) sobre a ocasião em que foi substituído por Cliff Burton. McGovney afirmou que o músico, falecido em 1986 durante um trágico acidente com o ônibus de turnê da banda, era "incrível" e fazia coisas que ele nunca conseguiria tocar no instrumento.

Inicialmente, Ron McGovney lembrou que Cliff Burton entrou na vida do vocalista e guitarrista James Hetfield e do baterista Lars Ulrich no outono de 1982. "Sua banda, Trauma, veio tocar no Troubadour. Brian Slagel, da Metal Blade, nos convidou para assistir. Achei que aquele som não era o meu tipo de música. De repente, Cliff começou com o solo. James e Lars ficaram com os olhos bem abertos assistindo a ele. Ali, eu meio que já sabia que aquele era o cara que eles iriam atrás", afirmou.

Mesmo após o show do Trauma, Ron McGovney não foi sacado do Metallica de imediato. "Fiz vários shows com eles depois daquilo. Eles nunca me tiraram, dizendo que queriam o cara. Eu meio que ouvi rumores, mas já sabia quem seria. Uma vez, estávamos tocando em San Francisco e Cliff estava nos assistindo. Ele estava na chuva e eu lhe ofereci uma carona, pois ele estava encharcado. Ele disse: 'não, está tudo bem'. Eu daria uma carona para onde ele quisesse, mas já sabia que ele seria o cara. Não era meu papel ser o baixista em longo prazo", disse.

McGovney afirmou que, ao ver Burton tocar, pensou: "não é algo que eu faça". Em seguida, ele destacou que não só a questão técnica foi determinante para a situação: sua falta de interesse em continuar na carreira musical também influenciou. "Eu queria ser um mecânico de motos. Queria andar de moto pelo deserto. Lembro de andar nas dunas e pensar: 'é tão bom fugir daqueles caras, é isso que eu quero fazer, não quero ficar brigando e discutindo'. É como uma relação. É como: 'não preciso disso, não quero fazer parte disso'", afirmou.

O ex-baixista do Metallica reforçou que não queria ser um astro do rock. "Eu apenas estava ajudando James. Tudo o que eu queria era fazer parte do Leather Charm (banda anterior ao Metallica), tocar em umas festas de quintal, beber... e só. Mas, então, quando tocamos em clubes de Hollywood, percebo que estou tocando em lugares onde vi outras bandas. Eu assisti ao Mötley Crüe ali. Estou no mesmo palco em que o The Doors tocou e coisas do tipo", disse.

Ainda durante o bate-papo, Ron McGovney relembrou de quando soube que Cliff Burton havia morrido. "Acho que ouvi na rádio KNAC. Disseram que alguém do Metallica havia morrido, mas não disseram quem. E eu pensava: 'meu Deus, quem foi?'. Então, quando soube que era o Cliff, não podia acreditar, porque eles tocaram em Long Beach na turnê de 1986 e eu fui aos bastidores antes do show, mas só Cliff estava lá. Jantamos juntos e conversamos. [...] Ele era um cara com os pés no chão. Ele foi à minha casa em Los Angeles e era um cara incrível. Era muito respeitoso comigo, por minha passagem pela banda", afirmou.

Ouça a entrevista, na íntegra e inglês, clicando aqui.

Fonte: Whiplash!

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Ulrich relembra como conheceu Hetfield

   13 de julho de 2018     tags: entrevista, ulrich, vídeos      Comentários

O baterista Lars Ulrich relembrou, em entrevista ao jornalista Jan Gradvall (transcrição via Blabbermouth), a ocasião em que conheceu o vocalista e guitarrista James Hetfield, com quem formou o Metallica no início da década de 1980.

Ulrich, que é dinamarquês, relembrou que sua família se mudou para Los Angeles e a ideia era que ele se tornasse jogador de tênis profissional. "Era para eu me tornar o 2° jogador da escola Corona Del Mar. Na Dinamarca, eu estava no top 10 do país e blá-blá-blá. [...] O problema é que quando tentei entrar para o time daquela escola, eu não fiquei entre os sete melhores. Eu não estava nem entre os sete melhores da rua onde eu morava. Então, em um dia, todo esse sonho do tênis acabou e a música estava esperando para tomar conta", afirmou.

Então, o baterista colocou um anúncio no jornal de classificados locais The Recycler, que era vendido em todas as lojas da franquia 7-Eleven. "Havia uma pequena seção de músicos e coloquei o anúncio: 'Baterista procurando por outros fãs de metal para começar uma banda. Influências: Diamond Head, Angel Witch, Tygers Of Pan Tang e Venom'. Aí alguns caras me ligaram falando: 'eu curto heavy metal, gosto de Styx, Kansas e Van Halen'. E eu perguntava quem era Diamond Head. Era o tipo de conversa que rolava. Tentei tocar com alguns desses caras e não deu certo", disse.

Depois de algum tempo, um cara chamado Hugh Tanner ligou e perguntou se poderia levar um amigo. "O cara era James Hetfield. Muito tímido, introvertido, mal olhava nos olhos, custava a conversar. Mas havia alguma conexão quando tocávamos. [...] Era junho de 1981, então passei o verão na Europa e passei algum tempo na Inglaterra com DIamond Head e Motörhead. Quando voltei à América, em outubro daquele ano, liguei para aquele James Hetfield, porque havia uma vibe, uma conexão. Perguntei se ele queria se juntar e ver se havia a chance de fazermos algo. E 37 anos depois, estou aqui", afirmou.

O baterista, em seguida, destacou a diferença cultural entre os dois. "Venho de uma cultura europeia, fui filho único, muito próximo aos meus pais, que eram meus melhores amigos. Ele era o exato oposto: o clássico rebelde americano, tipo: 'f*dam-se meus pais, a sociedade e Deus'. Acho que o pai dele abandonou a família. Não sei quando, mas sei que ele era bem desconectado de seu pai e foi criado pela mãe, que teve câncer quando ele tinha 14 ou 15 anos. E por causa da crença que tinham, não podiam procurar ajuda médica. Durante um ano e meio, ele viu a mãe morrer, então teve um impacto forte nele. Eu o conheci, acho, depois de um ano, talvez ele tivesse 17 ou 18 anos. Ele era muito tímido e estranho, mas nos conectamos e ouvíamos discos do Tygers Of Pan Tang, Girlschool, Saxon e Angel Witch, que ele amava. Ele ouvia mais bandas americanas, como Aerosmith e Ted Nugent, mas encontramos uma linguagem comum", disse.

Enquanto as bandas locais tocavam covers de Kiss e Judas Priest, Lars Ulrich queria fazer algo diferente com o Metallica. "Muitas das músicas que tocávamos eram covers de NWOBHM que estavam bem fora do radar, porque queríamos começar a tocar logo. Muitas bandas nos clubes tocavam músicas de Kiss e Judas Priest, então, pensamos em tocar covers, mas de músicas que as pessoas não conhecessem. Então, teríamos tempo de começar a fazer nossas músicas depois", afirmou.

Assista à entrevista, na íntegra, no player de vídeo a seguir (em inglês).


Fonte: Whiplash!

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Ulrich explica porque a banda mudou no "Black Album"

   13 de julho de 2018     tags: entrevista, ulrich, black album      Comentários



Durante uma longa conversa com o jornalista Jan Gradvall, realizada antes do Metallica ser prestigiado com o Polar Music Prize no dia 14 de junho em Estocolmo, na Suécia, o baterista Lars Ulrich falou sobre diversos assuntos, incluindo a mudança de direcionamento musical pela qual a banda passou em 1991 quando lançou o "Black Album".

"O Metallica estava excursionando com o Aerosmith, bem no final do ciclo do 'Justice' no verão de 1990, daí James, eu e Cliff (Burnstein, empresário do Metallica) descemos até a parte de baixo da arquibancada do CNE Stadium em Toronto e dissemos pra Cliff que sentíamos que havíamos expandido o lado progressivo do Metallica... a última música do '... And Justice For All' era 'Dyers Eve', que consiste basicamente em cinco minutos da gente fazendo o que batizamos, a título de piada, de 'Metal Matemático'. A turnê ia rolando e o público ia aumentando cada vez mais e mais e descobrimos que algumas das músicas mais loucas, aquelas progressivas de dez minutos, estavam cada vez menos conectadas com a plateia. Sentimos que havíamos atingido, sob o ponto de vista criativo, o nosso limite... aonde ir depois de algo como 'Dyers Eve'? Era tipo, chegamos ao fim, não havia nada mais além daquilo. Então decidimos que tentaríamos... de forma criativa faríamos um retorno. E percebemos que a simplicidade e tentativa de fazer algo mais coeso... precisávamos fazer algo. E... fizemos. E então fizemos o 'Black Album' com o Bob Rock (produtor) e aquilo tudo aconteceu. Sentimos que estávamos seguindo uma jornada criativa - e sempre sentimos que vivemos esta jornada criativa que sempre precisa ser revigorada, reinventada. E eu acho que nós, como pessoas, temos medo de nos repetir ou de ficarmos estagnados. E talvez até ao ponto em que você pode argumentar que nós lutamos demais. Acho que fizemos alguns retornos em algum ponto onde quase passamos do ponto, apenas por não querermos ficar presos ao que as pessoas querem de nós, ao que a comunidade espera da gente. E somos tão independentes e autônmos, e ninguém vai nos segurar, e sempre mudaremos isto o tempo todo. Mas este álbum foi realmente um reflexo... eu acho que se você analisar nossos primeiros quatro trabalhos - 'Kill 'Em All', 'Ride The Lightning', 'Master Of Puppets', '…And Justice [For All]' - há um crescimento progressivo natural e evolução que chegou ao ponto final no '…And Justice For All'. E o único lugar que tínhamos pra ir, além de se repetir ou ficar estagnado, seria fazer algo completamente diferente, e foi o que fizemos nos anos que se seguiram".

Fonte: Whiplash!

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Hammett: St. Anger provou que solos são necessários na banda

   22 de junho de 2018     tags: entrevista, hammett, st. anger      Comentários



O guitarrista Kirk Hammett disse, em entrevista à "Metal Hammer", que solos de guitarra sempre serão necessários no Metallica. A declaração, feita para uma edição da revista que foca no tradicional instrumento, faz referência à ausência de solos em "St. Anger", polêmico disco lançado pela banda em 2003.

"Acho que foi apropriado para a época, mas olhando para trás, não parece tão apropriado para mim agora! Sempre vou me opor a isso, mas acho que a mensagem foi transmitida depois daquele álbum: que os solos são necessários no Metallica! As pessoas ficam ansiosas para ouvi-los", disse.

Kirk Hammett também falou sobre o futuro da guitarra tendo em vista os problemas econômicos enfrentados pela icônica marca Gibson. A fabricante de instrumentos entrou com pedido de falência, no início deste ano, nos Estados Unidos.

"Não sei o que diabos é, mas as pessoas parecem estar vendo a guitarra de forma diferente e substituindo pela p*rra de samplers. Talvez seja um sinal dos tempos. Como todos os instrumentos, há um momento em que (a guitarra) sai de moda. No início dos anos 80, a guitarra não era tão popular como se tornou novamente na metade daquela década, então, vamos ver o que acontece", disse.

Fonte: Whiplash!

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Hammett: "Ainda estamos certos sobre o Napster"

   14 de maio de 2018     tags: entrevista, hammett, vídeos      Comentários

No começo do mês, o guitarrista do Metallica, Kirk Hammett, foi entrevistado no programa "Nyhetsmorgon" do canal TV4 da Suécia. Confira abaixo a tradução de alguns trechos da entrevista, e o vídeo a seguir.

Sobre se ele acha que a relutância do Metallica em disponibilizar seus álbuns anteriores em serviços de música digitais teve um impacto negativo na carreira da banda:

Hammett: "Oh, sim. Digo, toda a coisa do Napster definitivamente... Isso não nos ajudou nem um pouco. Mas quer saber? Nós ainda estamos certos nisso - ainda estemos certo sobre o Napster, não importa quem estiver por aí falando 'o Metallica estava errado'. Tudo que você precisa fazer é olhar para o estado da indústria da música, e isso meio que explica toda a situação. Houve uma época em que a coisa de streaming era meio estranha, e não tinha tanta qualidade. Eu não ligo para o que dizem sobre o streaming moderno ou o que for, ele nunca vai soar melhor do que o vinil. Dito isso, nós queremos ser acessíveis, e você precisa garantir que é acessível em todas as frentes modernas."

Sobre o Metallica ter sido premiado com o Polar Music Prize, o maior prêmio musical da Suécia:

Hammett: "Havia uma época em que as pessoas não nos entendiam. Ser reconhecido pelo que fazemos como banda é fenomenal. É um reconhecimento incrível de todo o trabalho duro que a gente vem fazendo durante os anos. E se juntar a todos esses estimados ganhadores deste prêmio, é incrível. Durante os anos, nós ganhamos muitos prêmios - Grammys, American Music Awards, Billboard Awards, o que for - mas muitas vezes, eles são baseados apenas em um produto, para ser honesto. Para mim, o Polar Music Awards é baseado na arte."

Sobre o que ele tem mais orgulho na carreira do Metallica:

Hammett: "Eu tenho mais orgulho do fato de que ainda estamos aqui, depois de 30 anos; ainda estamos fazendo música; as pessoas ainda apreciam o fato de que ainda estamos fazendo música. Eu pessoalmente sinto como se ainda tivesse muito a dizer musicalmente, e pessoalmente sinto que ainda não cheguei ao auge. Eu sei que ainda temos fome de fazer outras coisas. E acima de tudo, o que é mais importante para mim é que ainda somos capazes de levar música as pessoas."


Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Trujillo: "Hetfield é um dos melhores bateristas do mundo tocando guitarra"

   27 de fevereiro de 2018     tags: entrevista, trujillo      Comentários



A curiosa declaração foi feita por Robert Trujillo durante conversa com a Polar Music Prize, onde ele fala sobre as influências que ele trouxe à banda onde está desde 2003:

"Para tocar no Metallica você precisa estar afiado e ter atitude. Você pode ser um músico incrível mas quando subir ao palco tem que dar 120% de si, e isto requer muita energia e traz uma intensidade tão forte na música que meio que lhe conduz durante o show e te transforma em algo que você não é no dia a dia, então é uma coisa muito divertida. Mas, ao mesmo tempo, há o fator do ritmo, e eu sempre me volto ao (lendário baixista) Jaco Pastorius, pois ele tinha o ritmo, não importa o que estivesse tocando, quer fosse uma balada ou uma canção bebop ou algo realmente suingado, ele sempre tinha o ritmo. E as coisas são do mesmo jeito no Metallica".

Ele continua: "Eu sempre digo que James Hetfield é um dos melhores bateristas no mundo tocando guitarra, pois ele tem uma máquina rítmica no instrumento. E (a banda) é uma combinação incomum de músicos, mas funciona. Todos somos únicos e diferentes, cada um a seu modo, e quando nos juntamos fazemos o que fazemos. E eu acho que a plateia sente isto quando nos assistem ou ouvem nossa música".

Fonte: Whiplash!

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Hetfield: "Não estamos recriando a mesma música de novo e de novo"

   22 de fevereiro de 2018     tags: entrevista, hetfield, hammett, vídeos      Comentários

Em uma nova entrevista para a revista do fã-clube internacional do Metallica, So What!, os quatro membros do grupo foram questionados sobre porque eles não são vistos como uma banda "legada" ou "do passado", como tantos outros artistas que estão por aí há quase quatro décadas. "Eu não quero desmerecer as outras bandas, porque eu sei que elas se importam, mas a gente realmente se importa", disse o frontman James Hetfield. "Digo, nós amamos o que fazemos e queremos cuidar disso e queremos continuar fazendo isso. Então alguns dos defeitos de caráter que temos nos estimulam. Nunca estamos satisfeitos. Somos perfeccionistas. Nós queremos que seja o melhor ou não podemos ficar para trás - não podemos. Então tem essa honestidade. É muito trabalhoso ser esse tipo de pessoa, mas vale a pena. Vale a pena no fim, e não estamos interessados em nos preocupar se soa como a gente ou não. Não estamos recriando a mesma música de novo e de novo como algumas bandas tendem a fazer. Elas tem medo de se distanciar daquilo que elas acham que as pessoas querem ouvir. Nós não temos medo nenhum disso, e amamos explorar, mas quando você tem essa liberdade, na maioria das vezes isso acaba voltando para o mesmo lugar. Mas você tem uma nova teia que lançou, você tem influências diferentes, e tudo nos influencia no caminho, mas nos preocupar com o Metallica é nossa maior influência."

O guitarrista Kirk Hammett completou: "Eu realmente acho que nossa música e a natureza de nossa música, o som de nossa música, as mecânicas dos sons de nossa música são incrivelmente vivas e joviais. Há uma energia jovial em nossa música que é inerente ao nosso som. Nós tocamos com muita energia. Nós tocamos com muita dinâmica, e há uma certa quantidade de animação. Tudo isso é energia jovial, essa energia que está em você quando é mais novo, com seus 20 anos. Nossa música inerentemente tem isso, e esses fatores estão incorporados na maquiagem psicológica de nossa música. Então eu acho que muito disso tem a ver com o porquê de pessoas mais novas não nos verem como velhos. Eu acho que elas não nos veem como uma banda que está diminuindo o ritmo e vivendo do sucesso e vitórias do passado. Quando lançamos um álbum, soa como jovens tocando música. Digo, a única referência direta de quem está tocando a música é a imagem no álbum. Você olha para a foto, como Lars disse, e você vê um bando de caras cinquentões que nem sabem que tem 50 anos!"




Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Ulrich explica sua maneira única de tocar bateria

   20 de fevereiro de 2018     tags: entrevista, ulrich, vídeos      Comentários

Em uma recente entrevista para a Polar Music Prize, Lars Ulrich do Metallica foi pedido para falar sobre "sua forma totalmente única de tocar bateria". Ele respondeu: "Para mim, sempre teve a ver com o som e a banda em primeiro lugar. E a bateria, ou as guitarras, ou o que mais estiver rolando, é só uma parte do panorama como um todo. Então o que você sempre precisa fazer é verificar seu ego na porta e fazer o que é melhor para a música, para o som em geral."

"O que sempre foi o mais interessante para mim na bateria é como você encaixa a bateria no que está mais está rolando?", continuou. "Como isso funciona com batidas especiais e coisas do tipo para deixar com mais ritmo ou mais dinâmico ou apenas acrescentar meio que um corpo a isso? Eu nunca me interessei muito em habilidade. 'Oh, uau! Este cara é tão bom!'. Sim, ele é tão bom, mas não significa que ele possa dar ritmo, ou não significa que ele consiga fazer funcionar em um grupo ou coletivo."

"Embora eu tenha crescido com pessoas como Ian Paice do Deep Purple, que obviamente tem muita habilidade, eu também amo pessoas como Phil Rudd [AC/DC] e Charlie Watts [The Rolling Stones], que tem uma certa habilidade, mas, eu acho, para muitos puristas, talvez nem tanto, pois eles não são tão técnicos", completou Lars. "Mas eles tem um tipo diferente de habilidade que, para mim, é tão valioso e precioso e importante quanto, pois eles dão ritmo, eles fazem a música mover, dá a ela aquele corpo que ela precisa."

"Eu sempre vi a bateria mais como um instrumento do grupo. Eu nunca me interessei muito em tocar bateria sozinho - sabe, me sentar no porão, praticar solos de bateria por horas sozinho, isso não é comigo. Então estar em uma banda, escrever músicas, gravar discos, ser parte de uma gangue, ser parte de uma banda, isso sempre me fascinou."


Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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