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Hammett fala sobre captadores da EMG
11 de março de 2010Tags: hammett, vídeos, entrevista


A EMG TV sentou com o guitarrista do Metallica, Kirk Hammett, no QG da banda em San Rafael, Califórnia, em Setembro de 2009 para discutir seu uso de captadores da EMG. O vídeo da conversa foi disponilizado no YouTube e pode ser conferido abaixo.


Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Entrevista de Hetfield para Globo
22 de fevereiro de 2010Tags: entrevista, vídeos, hetfield, brasil


O programa Almanaque, da Globo News, levou ao ar neste domingo, 21 de Fevereiro, a entrevista completa realizada com o frontman do Metallica, James Hetfield. Confira abaixo o vídeo.


Vale lembrar que alguns trechos dessa conversa já haviam sido exibidos pelo Fantástico há algumas semanas.

Agradecimentos: Renata Sousa, André Mendes

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Entrevista de Ulrich para MTV Brasil
19 de fevereiro de 2010Tags: vídeos, entrevista, ulrich, brasil


O baterista do Metallica, Lars Ulrich, foi entrevistado pela MTV Brasil no final de Janeiro, durante a passagem da banda pelo país. Confira a conversa abaixo.


Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Jeff Young: Mustaine perdeu a chance de superar o Metallica
15 de fevereiro de 2010Tags: mustaine, entrevista


Robert Gray, do Ultimate-Guitar.com recentemente conduziu uma entrevista com o ex-Megadeth e atual guitarrista do Hydrogyn, Jeff Young. Alguns trechos da conversa seguem abaixo.

Dave [Mustaine, líder do Megadeth] alega que você abriu a maleta dele uma vez e encontrou uma carta de amor da Doro Pesch. Você, então, não ficou feliz e largou o Megadeth.

Jeff: "Não. Não foi assim que aconteceu. Foi mais para a Doro Pesch ter dado a carta de amor para ele e ele ter corrido pra dentro. Eu meio que tinha uma queda por Doro, não posso mentir: ela era bonita, ela era sexy. Nós estávamos flertando, mas, aparentemente Doro tinha mau gosto e estava a fim do Mustaine. Ele sabia que eu estava a fim da Doro, mas, correu para o camarim com a carta e mostrou pra todo mundo bem na minha frente, lendo-a em voz alta. Eu não precisei olhar na maleta dele. Ele só acrescentou esse detalhe para me fazer passar por mau ou desonesto. Ele apenas foi lá e estava orgulhoso daquilo. Foi chato; se você está a fim de uma garota e ela gosta de outro cara... eu não estava de coração partido e de nenhuma maneira foi como se eu já tivesse ficado com ela. Éramos apenas amigos".

E você não pediu demissão verbalmente por causa dessa carta?

Jeff: "Não. Nós saímos. Eu sai com ele e com Doro naquela noite e depois ele foram para algum outro lugar. Só Deus sabe o que aconteceu depois disso. Nós todos saímos juntos por algumas noites. Saímos muitas noites juntos naquela turnê; ela voltava para o quarto de hotel e saíamos. Se você está a fim de uma garota e ela a fim de outro cara, você só pensa 'OK'. Era onde eu estava, mas a história sempre fica melhor no papel, e o Dave gosta de aparecer bem, fazer um drama, de agitar uma história".

Você disse que você, Dave Effefson [baixista do Megadeth] e Chuck [Behler, baterista do Megadeth naquela época] tinham feito um acordo com o técnico de som da turnê para deixar as contribuições de Dave em volume baixo e que ele tinha que ser carregado para fora do palco todas as noites.

Jeff: "Eu gostaria que você colocasse as contribuições dele entre aspas. Bem, é como quando alguém estraga tudo; ele cantava desafinado e tocava de qualquer jeito. Nós queríamos soar bem, certo? Nós apenas pedimos ao Louie, técnico de som, 'Cara, quando ele estiver soando fraco...' e muitas bandas fazem isso. Se o vocalista estiver em uma noite ruim, talvez não queiram que a voz dele esteja tão alta. Não foi como se tivessemos pago a ele por isso. Não foi uma conspiração, mas ele sabia. Você pode ouvir as gravações ao vivo. Você pode ouvir por si mesmo".

E você diz que Dave estava tão inútil na turnê que precisava ser carregado para fora do palco todas as noites?

Jeff: "Todas as noites e a pior delas foi... e esse, para mim, foi um dos momentos mais embaraçantes na banda. Vou contar a história porque envolve o Metallica. Essa noite foi na turnê do DIO, na turnê 'Dream Evil' em Oakland, California, que é bem nas redondezas de São Francisco, de onde o Metallica é. Megadeth e Dio estavam tocando no Coliseum e James Hetfield e Lars Ulrich foram ao show. Eles estavam parados ao lado do nosso palco durante nossa apresentação e ninguém precisa dizer novamente o que tinha rolado antes entre Dave e o Metallica. O Megadeth estava indo muito bem àquela altura, estávamos na posição 28 da Bilboard e éramos uma das primeiras bandas de speed metal a ultrapassar a barreira das Top 30. Estávamos prontos para agarrar aquela chance e Dave, naquele momento do show, pronto para esfregar tudo no nariz deles. Ele teve a chance de fazer o show da vida dele. Lembra daquela parte do 'Some Kind of Monster' quando Lars vai ver a nova banda de Jason e ficou com uma cara de 'Jason é a nova sensação. O Metallica vai se reerguer... Jason é o cara?' Dave teve a chance de fazer esses caras sentirem a mesma coisa naquela noite, mas ele não pôde – por quarenta e cinco minutos – ficar sóbrio e tocar naquele show. Ele terminou tão detonado justamente pelo mesmo motivo que o levou a ser despedido do Metallica – ficar bêbado. Ele estava tão detonado naquela noite e quando você abre para uma banda você sabe que tem apenas quarenta e cinco minutos. Você vai lá, pega suas melhoras músicas, toca e vai pra casa feliz da vida. Você não sobe no palco e toca um troço, bêbado, por oito a dez minutos. Eu nem conseguia compreender o que ele falava. Aquela foi a primeira vez que pensei 'Que vergonha de estar aqui. Eu não trabalhei toda minha vida e pratiquei quatorze horas por dia pra isto... mas aqui estou eu. Como isso é possível? Estou tocando para treze mil pessoas por noite e com vergonha? Como?' Finalmente ele parou e fizemos o show. Todos nós tinhamos que passar ao lado de James e Lars, e passamos por eles de cabeça baixa porque o nosso vocalista estragou tudo por nós. Então esse era Dave ao vivo com o Megadeth. Aquele era o momento dele, ele poderia ir lá e mostrar a eles. Ele poderiam ter simplesmente encerrado todo aquele drama com o Metallica e ter dito 'Bola pra frente!'. Ele teve a chance naquela noite".

Agradecimentos: Gian Couto
Fonte: Whiplash!

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Entrevista de Hetfield para Multishow
09 de fevereiro de 2010Tags: vídeos, entrevista, hetfield, são paulo, brasil


O programa Bastidores do canal de televisão Multishow realizou uma entrevista com o vocalista e guitarrista do Metallica, James Hetfield, antes da apresentação da banda em São Paulo, no dia 30 de Janeiro de 2010. Nela, o frontman fala um pouco sobre o "Death Magnetic", a atual turnê do grupo, e sobre seus fãs. Confira abaixo.


Agradecimentos: James_Metcover

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Entrevista de Trujillo para PlayTV
08 de fevereiro de 2010Tags: entrevista, trujillo, brasil


A entrevista exclusiva concedida por Robert Trujillo, baixista do Metallica, ao drops jornalístico PopUp já está disponível no site da emissora PlayTV. Assista ao vídeo clicando aqui.

Além da entrevista, a reportagem é composta por imagens do primeiro dia de show do Metallica em São Paulo, no dia 30 de janeiro, no Estádio do Morumbi. Trechos da música “Creeping Death” podem ser conferidos no vídeo.

Fonte: Whiplash!

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Trujillo: "O carinho que recebemos de volta é absurdo!"
03 de fevereiro de 2010Tags: trujillo, entrevista, brasil


Após a coletiva de imprensa do Metallica, realizada dia 30 de janeiro no Estádio do Morumbi, o baixista da banda, Robert Trujillo (ex-Ozzy Osbourne e Suicidal Tendencies), concedeu uma entrevista exclusiva ao drops jornalístico PopUp, da emissora PlayTV.

O músico, mostrando total disposição para falar com a equipe, contou que estava entusiasmado com sua primeira apresentação, em São Paulo, com o Metallica. “O show nem começou e já dá para sentir a energia do público! Você já escuta as pessoas lá fora batendo palmas e cantando super empolgadas!”, disse o baixista.

Questionado sobre a sensação de tocar para os fãs brasileiros, Trujillo completa: “Uma das coisas que a gente pode esperar do público no Brasil é a incrível energia. E o carinho que recebemos de volta é absurdo! A gente usa isso de combustível: nos alimentamos da energia dos fãs e da paixão que eles trazem”.

Robert Trujillo entrou para compor a banda há 7 anos, com a saída do baixista Jason Newsted. “O Metallica é uma família, o que é ótimo, porque podemos dividir tudo”, disse entusiasmado. “Quando saímos em turnê, especialmente durante o verão europeu, é como se fossemos para um acampamento juntos”, emenda o músico.

O baixista - que impressionou os integrantes da banda com sua habilidade e presença de palco - foi contratado antes de iniciar a turnê do disco “St. Anger” (2003). O teste que o fez entrar no grupo está documentado no filme “Some Kind of Monster”, dos diretores Joe Berlinger e Bruce Sinofsky.

O músico construiu sua marca não só no palco, como também no processo criativo do Metallica. O disco “Death Magnetic” (2008) é o primeiro a ser lançado com sua participação integral. “As músicas [do novo álbum] parecem ter sido escritas para o palco”, explica o baixista.

No desfecho da reportagem, incrementada com imagens do primeiro show em São Paulo, Trujillo define o verdadeiro sentido de uma das bandas mais importantes do heavy metal mundial. “O Metallica nada mais é do que o amor pela música, que faz nosso som e performance atingir as pessoas. Isso é o que nos direciona e motiva! Eu sempre digo que quando nós pegamos as guitarras e o Lars assume a bateria, é como se fossemos adolescentes de novo.

Fonte: Whiplash!

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Entrevista e vídeos profissionais de Buenos Aires, Argentina
31 de janeiro de 2010Tags: vídeos, entrevista, ulrich, buenos aires, world magnetic tour


A emissora La Viola da Argentina realizou uma entrevista com o baterista do Metallica, Lars Ulrich, e filmou o show da banda no River Plate Stadium em Buenos Aires. Confira os vídeos abaixo.

Entrevista:


Show:







Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Metallica: "Somos melhores músicos hoje"
31 de janeiro de 2010Tags: são paulo, brasil, entrevista


O blog Fonico publicou a seguinte matéria em seu site, sobre a coletiva de imprensa que rolou no final da tarde deste sábado.

Depois de levar os fãs à loucura com um show em Port Alegre, o Metallica chegou a São Paulo neste sábado, 30, para dar continuidade à quarta turnê da banda no Brasil. Bem humorados, os músicos participaram de uma coletiva de imprensa horas antes da apresentação no Morumbi e falaram sobre as apresentações e também o futuro da banda.

Ansioso pela primeira apresentação em um estádio paulistano, Lars Ulrich avisa os fãs que já assistiram ao grupo em 1989, 1993 e 1999 que desta vez o show deve ser ainda melhor. “Nós somos melhores músicos hoje porque tivemos mais tempo para praticar. A melhor coisa de se fazer shows é poder tocar para vários tipos de fãs, inclusive os mais novos, que nunca nos viram ao vivo”, diz o baterista.

Os músicos do Metallica ainda agradaram os brasileiros afirmando que gostam muito de vir ao Brasil, “sempre vivemos bons momentos, as pessoas são muito abertas”, e pediram desculpas por terem cancelado uma apresentação prometida para 2003. “Estávamos gravando um disco e achamos melhor descansar um pouco”, diz Lars.

Falando sobre álbuns, James Hetfield contou que o Metallica já se prepara para lançar um novo CD. O novo material está sendo escrito durante a turnê, mas ainda não há data para que chegue às lojas. “Por enquanto são só alguns esboços, ideias. Depois da turnê elas vão se transformar em disco. Ainda não sabemos como vai soar, mas não temos medo de fazer algo novo. Adoramos o desconhecido”, diz o líder.

Durante a coletiva, o Metallica ainda recebeu um disco de ouro por “Death Magnetic”, CD de 2008 que teve 40 mil cópias vendidas no Brasil. Já pelo DVD “Orgulho, Paixão e Glória”, a banda ganhou disco duplo de platina, pelas 60 mil cópias vendidas.

O Metallica faz dois shows no show do Morumbi, nos dias 30 e 31 de janeiro.

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Estado de São Paulo: matéria sobre Metallica
29 de janeiro de 2010Tags: brasil, entrevista


O jornal Estado de São Paulo publicou a seguinte matéria em seu site:

Metallica volta ao Brasil em fase 'relaxada'

Grupo anda com a família, faz ioga e se espelha em ídolos antigos para seguir na estrada por muitos anos

A chuva que castiga São Paulo por todo mês de janeiro vai ter a companhia de um vulcão em erupção neste fim de semana. Assim que os primeiros acordes de Creeping Death ecoarem no Estádio do Morumbi, a maior banda de heavy metal do mundo despertará para o primeiro dos dois shows marcados para São Paulo da World Magnetic Tour. Mais de 100 milhões de discos vendidos depois, os 11 anos que separam a última passagem do Metallica pelo Brasil escancaram uma mudança de comportamento cristalino, tanto em entrevistas, como na forma de cada integrante encarar a vida dentro e fora dos palcos.

Antes do concerto que a banda realizou em Buenos Aires na sexta-feira passada, o guitarrista Kirk Hammett recebeu o Estado nos camarins do Estádio Monumental Nuñez e falou sobre o atual humor das quatro partes que formam o Metallica - além de Kirk, James Hetfield (vocal e guitarra), Lars Ulrich (bateria) e Robert Trujillo (baixo): "Todos passamos pelas mesmas experiências, temos famílias, somos pais. Hoje, nosso maior desafio é ser ao mesmo tempo bons pais e rockstars que têm de viajar pelo mundo." Kirk tem dois meninos e durante toda conversa, sempre que pôde, colocou o assunto criança na pauta. "Turnês são os únicos momentos que posso testar novas guitarras e efeitos. Em casa, meus filhos estão sempre pedindo para eu abaixar o volume."

O quarteto montou seu QG latino-americano em Buenos Aires, cidade da mulher de James Hetfield, Francesca Tomasi. Já Lars veio com a mulher e o filho mais novo. Mais do que a presença da família, a atitude dos músicos pouco lembra os clichês de uma banda de rock pesado. Nos camarins, onde antes era possível chafurdar em "toneladas de bebidas, comida, sprays, maquiagem e loções hidratantes para as groupies que tomavam banho depois dos shows", segundo Kirk, hoje é possível esbarrar em fraldas, brinquedos, desenhos da Disney, vitaminas e um professor de ioga. "Antes de entrar no palco ouço jazz e bossa nova."

Na entrevista coletiva que antecedeu a apresentação na capital argentina, o baixista Rob Trujillo contou como cada integrante do Metallica gasta seu tempo fora dos palcos: "Treinamos muito. O Lars corre todos os dias. Kirk faz Ioga e surfa e eu faço exercícios com o James e sua esposa."

A rotina de exercícios é necessária. Nos últimos 10 anos, segundo a Billboard, a banda fez 406 aparições ao vivo. As apresentações vieram entrelaçadas com problemas de ordem jurídica e emocional. Em 2000, Lars Ulrich entrou em guerra contra a pirataria digital, na época representada pelo Napster. Hoje, quando fala de internet, ainda soa rancoroso. "Não tenho ocupado a minha mente com isso, mas temos que educar a nova geração de 8, 9 anos sobre o mal da pirataria. Se eles não souberem a consequência dos seus atos nunca vão ser responsáveis." Quando questionado sobre as críticas que recebe pela rede, respondeu: "A internet possibilita a pessoas anônimas a falarem um monte de merda."

Golpe mais agudo veio com a quase dissolução da banda em 2003. A saída do baixista Jason Newsted, uma crise de criatividade e os problemas de alcoolismo de James potencializaram um cenário devastador. Um psicólogo foi convocado e um documentário filmado, Some Kind of Monster (2004), levou as mazelas de uma banda em frangalhos às telas de todo mundo. "As coisas estavam muito ruim com o Jason. Não sabíamos como lidar com aquilo e quase acabamos. Mas não gostei nada de que nossas roupas sujas foram lavadas em público", lembrou Kirk. "Eu sou um cara quieto, gosto de ficar sozinho, sou uma espécie de outsider. Um filme daquele vai contra as minhas crenças." O resultado da terapia, ao menos, foram positivos. Kirk diz que o grupo nunca esteve tão afiado, o segredo: Robert Trujillo. "Com o Rob na América Latina é outra experiência. Ele tem uma mãe mexicana e as pessoas se identificam com ele. Rob é uma fonte de inspiração e muito melhor do que Jason."

As boas vibrações são parte do lançamento de Death Magnetic, disco lançado em 2008 - após o fracassado St. Anger (2003) -, que levou novamente a banda aos topos da parada. "É um álbum muito energético e uma grande Polaroid de nós como grupo agora", afirmou Kirk. As comemorações continuarão nos quatro shows em junho na Europa chamados de The Big Four, onde Metallica, Slayer, Megadeth e Anthrax estarão tocando pela primeira vez juntos. James explicou como os papas do thrash metal se uniram: "Depois de gravar um CD como Death Magnetic e entrar no Rock’n’Roll Hall of Fame muitas histórias antigas vieram à cabeça. A Bay Area (local na Costa Oeste dos Estados Unidos onde surgiram as bandas) foi muito importante para nós e resolvemos celebrar os sobreviventes. Estamos vivos e muito fortes." Aqui no Brasil, é o Sepultura quem ciceroneia o Metallica depois de prometer nunca mais abrir para os americanos após o concerto de 1999. O Sepultura alega que foi boicotado naquela data, pois teve seu volume abaixado.

Quanto ao futuro, James se espelha em seus ídolos: "Olhamos as outras bandas, como o Rolling Stones, o Lemmy do Motörhead, e eles continuam tocando no mesmo nível e intensidade. Angus Young é um atleta. Enquanto eles estiverem aí, temos que segui-los."

Encontro de Lou Reed com gigante do rock pesado, em outubro, foi fenomenal

"Disseram para a gente que iríamos fazer um show com convidados. Algumas das bandas sugeridas não faziam muito sentido. Mas, depois de algumas jams com elas, fez todo o sentido. Nós temos muito em comum, não apenas musicalmente, mas em nossas mentes e corações."

O comentário do vocalista do Metallica, James Hetfield, referia-se ao convidado que receberiam a seguir, no Madison Square Garden, no dia 30 de outubro, em Nova York, no show comemorativo dos 25 anos do Hall da Fama do Rock’n’Roll. O cara que veio de preto do fundo do palco era ninguém menos que Lou Reed, ex-Velvet Underground, remanescente da blank generation, ex-pupilo de Andy Warhol, Cavaleiro Negro do underground nova-iorquino, um dos avós do punk rock.

Foi o show mais estranho e ao mesmo tempo eletrizante que os fãs das duas partes veriam. Lou e Hetfield encabeçaram o palco, cantando Sweet Jane e White Light/White Heat, duas pérolas do Velvet Underground. A plateia berrava um "Looouuuu" em uníssono, e aquilo parecia uma vaia - coisa que Lou Reed teria adorado nos anos 70, mas ele acabou se tornando respeitável, como (quase) todo o rock de sua época.

E, de fato, Hetfield tinha razão: havia muito em comum entre o Metallica e o convidado. Lou Reed, que integra o Hall da Fama do Rock desde 1996 e foi condecorado com a medalha de Cavaleiro das Artes e das Letras pela França, gosta da armadura metálica do barulho. Seu lado hardcore aflorou em 1973, quando ele lançou o disco ao vivo Rock and Roll Animal, com versões pesadas de Sweet Jane, Carolina Says e outros clássicos.

O guitarrista Kirk Hammett teve um acesso de fanzoca depois da coisa toda. "Um dos meus momentos favoritos foi quando Lou Reed foi atrás do cara do monitor e disse: ‘Hey, eu preciso de mais Kirk Hammett no meu monitor! Lou Reed queria me ouvir mais de perto! Irado!", disse o guitarrista à revista Rolling Stone.

O próprio Reed, em uma de suas visitas ao Brasil, em 1996, questionou os rótulos usados para definir música. "O que é underground? Miles Davis e Ray Charles são alternativos ou são mainstream?", perguntou a repórteres. "Outsider? Na verdade, nunca experimentei ser um insider de coisa alguma, então eu não saberia dizer se já estive do lado de fora", afirmou.

Outra grande surpresa do show: Ray Davies, dos Kinks, cantando You Really Got Me, de 1964 (gravada pelo Van Halen em 1978), e All Day and All of the Night. O vocalista James Hetfield parecia realmente maravilhado com seus convidados, especialmente com Ray Davies. "Ele foi nossa escola nos primórdios dos riffs do rock", afirmou Hetfield. Quando Davies deixou o palco, após cantar All Day and All of the Night, ele exclamou: "Uau, que doideira!"

E o dueto com Ozzy em Iron Man e Paranoid foi de arrepiar. Ozzy tomou os vocais e as guitarras do Metallica não pareciam alheias, era como se Zakk Wylde estivesse ali do ladinho. Deste convidado, Hetfield não falou de nenhum estranhamento - foi o Metallica quem conduziu Ozzy ao clube do Hall da Fama do Rock, anos atrás.

O Metallica deixou todo mundo com os ouvidos zunindo. Está soando ainda mais pesado do que da última vez que esteve aqui, nos anos 1990. Ofereceu um belo coquetel de rock pesado, com músicas como Enter Sandman (que foi precedida de imagens no telão do jogador dos Yankess Mariano Rivera, que tem a música como seu tema da vitória), Stone Cold Crazy, For Whom the Bell Tolls. Na cover de Bob Seger, Turn the Page, que o Metallica gravou em 1998, a plateia cantou a plenos pulmões (a balada de Bob Seger, compositor popular de Detroit, é um hino melódico típico da cultura americana, e já foi gravada também pelo Thin Lizzy).

O show do Madison Square Garden foi gravado pela HBO americana e transmitido no Brasil pelo canal TNT. Os encontros inusitados são uma marca das celebrações do Hall da Fama do Rock, mas desta vez parece que se superaram. Houve momentos memoráveis, como Jeff Beck ao lado de Billy Gibbons, do ZZ Top, esmerilhando Foxy Lady, de Hendrix.

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Atualizações

6/3/2010 - Foram corrigidos alguns erros no site decorrentes da mudança de servidor. Além disso, os vídeos da página de clipes foram corrigidos e estão funcionais novamente.

15/12/2009 - Nas últimas semanas, foram adicionadas informações sobre o DVD Orgulho, Paixão e Glória na seção de videografia da banda. Para conferí-las, clique aqui.


 
 
 

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