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Mustaine: "Quero um novo relacionamento com o Metallica" 23 de agosto de 2010Tags: mustaine, big four, entrevista
Dave Mustaine, líder do Megadeth, e Kerry King, guitarrista do Slayer, fizeram uma entrevista conjunta para a edição de setembro/outubro da revista Revolver. Confira abaixo alguns trechos da conversa.
Revolver: Vocês recentemente fizeram o sétimo show do "Big Four" no Sonisphere na Europa, com o Metallica e Anthrax. Como foi?
Kerry King: Foi um daqueles raros momentos quando tudo funciona até melhor do que você espera.
Dave Mustaine: Foi incrível. Foi como na época em que éramos apenas quatro jovens bandas se conhecendo e saindo juntas.
Revolver: Foi estranho dividir o palco com o Metallica, a banda que você co-fundou e da qual mais tarde foi chutado?
Mustaine: Não, foi empolgante. Todos nós queríamos que isso acontecesse há muito tempo, e o Metallica finalmente decidiu que era a hora certa. Antes do primeiro show eles fizeram um jantar para as bandas, e eu fui até o James e disse, "Não quero consertar nosso relacionamento. Gostaria de ter um novo". E foi basicamente o que eu disse ao Kerry quando o vi no Japão. Digo, estamos todos mais velhos agora. Antes, eu disse coisas das quais me arrependo e crescí bastante.
King: Eu penso nisso como o início. Este é nosso novo ponto de partida. Vamos sair daqui e tentar conhecer o outro novamente.
Revolver: O "Big Four" virá aos EUA?
King: Esta é a primeira coisa que eu disse ao James quando o vi. Eu falei, "Cara, se isso for bem, não há razão para não ir pro resto do mundo. Todos querem ver este show também.
Mustaine: Todos conversamos, e Lars disse a mim que quer que isso continue. Ele falou sobre isso seguir durante o ano que vem. E nossos agentes dizem que há conversas sobre isso acontecer em 2012. Então estão todos falando agora. É apenas questão de fazer acontecer.
Fonte: Whiplash!
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Mustaine sobre o Metallica: "Nós somos amigos agora" 19 de agosto de 2010Tags: mustaine, entrevista
Chris Riemenschneider, do jornal americano Star Tribune, conduziu uma entrevista com o vocalista, guitarrista e principal compositor do Megadeth, Dave Mustaine, sobre sua recém-lançada autobiografia, "Mustaine: a Heavy Metal Memoir". confira abaixo alguns trechos da conversa.
Star Tribune: O livro lança uma luz diferente na sua demissão do Metallica. Você não pareceu tão irritado no filme "Some Kind of Monster". Ninguém pareceu, na verdade. Foi sua intenção acertar as contas?
Mustaine: "Não, não, não, essa não foi a intenção. Nós somos completamente amigos agora, temos sido por anos. Não há animosidade. É a imprensa que mantém a disputa viva. As pessoas ainda olham para as coisas baseando-se no que costumavam ser, mas nós éramos garotos naquela época. Não há mais nada lá."
Star Tribune: Mas ainda há, claramente, tensão no filme. Aquilo não foi um fator no processo de criação do livro?
Mustaine: "Basicamente, eu só queria contar aquela história sem machucar ninguém, e sem salvar minha própria pele prejudicando outras pessoas. Eu queria manter tudo, sabe, realmente divino na forma em que eu me conduzia. Eu acho que é por isso que essa coisa do Big Four pôde acontecer. James [Hetfield, vocal e guitarra do Metallica] e eu conversamos a respeito do passado. Eu me desculpei por algumas coisas, e ele se desculpou comigo. Nós tivemos uma experiência maravilhosa nessa aventura dos Big Four.
Star Tribune: Ainda há uma rivalidade saudável entre os Big Four ou entre vocês, Slayer e Testament?
Mustaine: "Eu realmente não quero falar de rivalidades. Há tantas coisas mais positivas para falarmos."
Star Tribune: Como isto aconteceu? Você também recuperou sua relação com [o baixista] Dave Ellefson.
Mustaine: "Quando eu machuquei o braço, olhei bastante para a minha alma. Eu não estava feliz com outras coisas na minha carreira. Eu tinha pessoas trabalhando para mim que não me ouviam, então eu demiti todos eles. Foi muito liberador, e o resultado foi que eu pensei em todas as outras pessoas com quem trabalhei. Não fiz muitas coisas das quais me arrependo para chegar onde estou na minha carreira, mas eu queria ter algumas segundas chances na forma como tratei algumas pessoas. Uma delas é o Gar Samuelson [baterista original do Megadeth], com quem eu gostaria de ter passado mais tempo antes que ele morresse. E outra é o Dave Ellefson, com quem estou de volta agora."
Leia a entrevista na íntegra, em inglês, no Star Tribune 9.
Fonte: Whiplash!
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Entrevista de Hammett no tributo a Johnny Ramone 18 de agosto de 2010Tags: vídeos, entrevista, hammett
O guitarrista do Metallica, Kirk Hammett, foi um dos convidados especiais no sexto tributo anual a Johnny Ramone que ocorreu em 25 de Julho de 2010 no Hollywood Forever Cemetery em Los Angeles, Califórnia. Hammett introduziu uma exibição do filme favorito de Johnny, o clássico de James Whale de 1935, "The Bride of Frankestein", celebrando atualmente seu 75o. aniversário. Hammett refletiu sobre sua amizade com Johnny Ramone e sua paixão por esta obra prima cinematográfica. Trechos da entrevista podem ser conferidos abaixo.
Fonte (em inglês): Blabbermouth.net
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Mustaine: "Estou animado com meu novo relacionamento com o Metallica" 16 de agosto de 2010Tags: mustaine, entrevista, big four
Em uma nova entrevista com Greg Kot do Chicago Tribune, o líder do Megadeth, Dave Mustaine, revela que "o maior engano" que ele gostaria de esclarecer em sua recentemente publicada autobiografia, "Mustaine: A Heavy Metal Memoir", é que todos os "desentendimentos com outras bandas", que ele afirma serem "tão antigos". Ele completa, "nenhum de nós liga mais para isso. Você pode ver o que aconteceu com a reunião dos 'Big Four' (Metallica, Slayer, Megadeth e Anthrax) e todos nós tocando juntos. Foi como se houvesse algum tipo de diversão em ter desentendimentos, esta briga entre todos nós. Muitas pessoas tem desentendimentos. Mas nós estávamos no palco tocando juntos e nos abraçando no fim. Como isto pode ser uma briga quando você tem uma prova lá, registrada? Isto sairá em DVD - o tiro ouvido ao redor do mundo. Isto mostra para vocês como que esta coisa terrível foi perpetuada pela imprensa."
Quando pressionado em admitir que sua relação com estas outras bandas teve sua parcela de tensão e competitividade no passar dos anos, Mustaine responde, "como Lars (Ulrich do Metallica) diz, há o relacionamento que temos e o relacionamento que a imprensa acha que todos nós temos. E a prova é que quando nós todos estávamos fazendo a jam de 'Am I Evil?' (do Diamond Head), eu ouvia o quão alto o público estava, e estava tão alto quando nós nos abraçamos quanto quando estávamos tocando a música. Me deu arrepios. James (Hetfield do Metallica) e eu sermos capazes de nos abraçar naquela plataforma mundial mostra as pessoas que o metal é uma comunidade unida. Nós não deixamos os feridos para trás. Kerry (King do Slayer) disse para mim, 'eu nem me lembro mais porque eu estava bravo com você'. O que é importante é que os quatro pilares da comunidade do metal estão todos em um ótimo relacionamento agora. É uma pena que nossos políticos não possam se dar bem também. Nos Estados Unidos sempre há aquela história de boa sorte e todos querem ver a pessoa ganhar no fim. Eu tive um pouco de salvação assistindo toda essa coisa cíclica."
Após isso, Kot aponta que há uma cena no documentário "Some Kind of Monster" do Metallica onde Mustaine e Lars conversam, e Dave aparece como uma pessoa que nunca realmente superou ter sido demitido do Metallica em 1983. Mustaine responde que "eu acho que está bem certo. Eu ligo para essas coisas. Eu ainda ligo. Eu estava bebendo e me drogando, mas eu nunca recebi nenhum aviso de Lars ou James quando eles me demitiram. Eles só me colocaram em um ônibus e me mandaram para casa. O filme era algo que eles estavam fazendo, e eu não sabia sobre o que era. Eu já passei por terapia demais, então eu não liguei de ter sido colocado naquela situação. Tudo que eu queria era um pouco de proximidade e ter um novo relacionamento com esses caras. Nós fizemos tanto mal ao relacionamento através das drogas e álcool. Eu ainda queria ser amigo dele. Eu sabia que sentar e conversar com aquele cara ajudaria em partes. Eu só queria proximidade desses caras para que pudéssemos deixar o passado para trás. Nós éramos crianças quando tudo isso aconteceu. Mas James não estava lá quando Lars e eu tivemos nossa conversa (no filme). James disse para mim no show dos 'Big Four' que ele gostaria de ter estado lá, e eu fiquei sentido por isso. Eu achei que ele foi um cavalheiro, e estava muito orgulhoso dele. Isto é tudo tão fantástico agora. Eu estou tão animado com este novo relacionamento que eu tenho com estes caras."
A entrevista completa, em inglês, pode ser lida clicando aqui.
Fonte (em inglês): Blabbermouth.net
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Big Four fala sobre popularidade do thrash metal 23 de julho de 2010Tags: big four, entrevista, hammett
Jamie Thomson do Guardian.co.uk entrevistou recentemente membros dos "Big Four" do thrash metal - Metallica, Slayer, Megadeth e Anthrax - sobre a popularidade sempre viva do thrash e os recentes shows do festival Sonisphere contando com as quatro bandas. Alguns trechos podem ser conferidos abaixo.
Sobre o apelo contínuo do thrash metal:
Kirk Hammett (Metallica): "Ele conversa com a essência do núcleo da psique humana, cara. É verdade. Há uma batida e uma energia que conversa com você sem importar o seu passado cultural, idade, demografia. Se você ouvi-la e fizer uma conexão, está feito, cara, está nisso para o resto da vida."
Sobre o grande público presente nos shows do festival Sonisphere contando com os "Big Four":
Kerry King (Slayer): "O Metallica tira as pessoas das cavernas; todos vem para ve-los. O resto de nós somos só a cobertura de um bolo já destruidor."
Sobre o começo do thrash:
Scott Ian (Anthrax): "Nós éramos os renegados, e nós olhávamos para as bandas maiores e pensávamos, 'nós somos metal de verdade. Não vocês.' É tão estúpico quando eu penso sobre isso agora, mas eu entendo totalmente a mentalidade que tínhamos."
"As crianças podem crescer ouvindo Bon Jovi ou outra coisa, mas quando você chega aos 15 anos e elas simplesmente não querem mais isso - então elas começam a ouvir Anthrax e Metallica. E esta era nossa missão, fazer com que as crianças parassem de ir para o lado negro!"
Sobre a popularidade contínua do thrash metal:
Dave Mustaine (Megadeth): "Ainda há provavelmente pessoas fazendo glam metal e em algum lugar há um monte de meninas com peitos falsos comprando essas merdas, mas para as pessoas que realmente gostam de heavy metal, thrash é música do homem pensante. Eles tentam e estigmatizam as pessoas do metal e as fazem parecer estúpidas. Quando eu fui para a Casa Branca nos anos 90 [como parte da campanha Rock the Vote], muitas pessoas pensaram, 'bem, ele não vai ser muito inteligente', e ao contrário, eu fui bem articulado."
Em como a chegada do grunge no começo dos anos 90 afetou a cena do thrash metal:
Scott Ian (Anthrax): "Quando o 'rock alternativo' surgiu nos anos 90, nós ficamos tipo, 'eles estão o tempo todo na MTV, como diabos eles são alternativos? Nós somos os alternativos!'"
Sobre o porque do mal falado álbum do Metallica de 2003, "St. Anger", precisou ser feito:
Kirk Hammett (Metallica): "Ele nos impediu de acabarmos - nós tínhamos algo para focar, e ele nos manteve juntos como uma unidade. Nós sempre aproveitamos as oportunidades e muitas das vezes acabamos no lado errado das faixas. Mas nós nunca fizemos um disco de rap metal, graças a Deus."
Sobre como o "Death Magnetic" do Metallica e o "Christ Illusion" do Slayer se tornaram os discos de maior sucesso comercial e crítico das duas bandas em mais de uma década:
Kerry King (Slayer): "Entre 1985 e 1990, todos estavam soltando ótimos discos. E aqui estamos nós fazendo isso de novo."
Sobre os "Big Four" dividirem o palco pela primeira vez:
Scott Ian (Anthrax): "Se você olhar para trás pelos últimos 40 anos, você não consegue encontrar outras quatro bandas que poderiam fazer isto. Nós estamos todos aqui e podemos fazer isso - é espetacular."
Sobre estar em paz com seu passado e finalmente fazer as pazes com o Metallica:
Dave Mustaine (Megadeth): "No backstage, James [Hetfield, frontman do Metallica] e eu estávamos falando, e abraçando um ao outro, e nos desculpando pelas coisas que fizemos um ao outro no passado. E Lars [Ulrich, baterista do Metallica] e eu estávamos falando sobre sair para jantar. Quem pensaria que isto aconteceria? Mas aqui estamos, detonando e acabando com as coisas em nome do heavy metal."
A matéria completa, em inglês, pode ser lida clicando aqui.
Fonte (em inglês): Blabbermouth.net
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Turnê dos Big Four nos EUA? 20 de julho de 2010Tags: Ulrich, entrevista, big four
Os planos do Metallica de criar um equivalente ao The Wall do Pink Floyd podem ter sido deixados de lado, após o sucesso dos recentes festivais Sonisphere contando com os Big Four do thrash metal.
"Vamos só dizer que no próximo ano, vocês verão uma turnê do Metallica que detonará suas mentes", disse Mensch, empresário do Metallica, anteriormente.
"Eles tocarão apenas em 10 cidades, mas será algo gigante. Será o equivalente do Metallica para o The Wall."
No entanto, Lars Ulrich disse agora a Classic Rock que mais shows dos Big Four - contando com Metallica junto do Slayer, Megadeth e Anthrax - podem acontecer.
"Há muitas coisas excitantes acontecendo na mente de Peter Mensch e algumas vezes elas não são facilmente compreendidas pelas pessoas ao redor dele", disse o baterista do Metallica.
"Mas a vibração nessa coisa [a turnê dos Big Four] é tão grande, que seríamos estúpidos de ignorá-la. Você sabe no seu iPhone, você pode mover os mapas de clima pra cima e pra baixo? Bem, o Big For está movendo rapidamente para cima em termos de ocorrências em potencial para os próximos anos."
Mesmo assim, o sucesso dos Big Four não significa que o Metallica abandonou completamente seus próprios planos de uma turnê de larga escala.
"Nós temos tidos algumas idéias sobre fazer algumas coisas que - como devo dizer - são bem teatrais, essa provavelmente é a melhor forma de dizer isto", confirmou.
"No começo, antes de começarmos a tocar no centro, que nós fizemos na turnê do álbum preto, nós estávamos obviamente inspirados pela grande escala dos shows do Iron Maiden e assim por diante."
"A idéia seria para nós, potencialmente, tentarmos algo teatral de novo. Seria um pouco daquelas coisas diferentes que nós já fizemos, como na turnê do ...And Justice For All, que a estátua da Lady Justice se quebrava no final de cada show."
"Nós podemos incorporar muitas idéias diferentes, ao invés de uma coisa em particular. Seria uma multitude de elementos teatrais, talvez como uma idéia para uma turnê única ou algo assim."
Mas acima de tudo, a mente de Ulrich está aproveitando um tempo de descanso merecido.
"Nós começamos em Maio de 2008, então temos que ir e descansar em breve! Nós iremos para Austrália, Japão e Nova Zelândia no Outono, então vamos tomar um pouco de fôlego porque nessa época estaremos há dois anos e meio na estrada."
"Então eu tentaria fazer isto [a turnê dos Big Four] em 2011 ou 2012, obviamente na Inglaterra e Estados Unidos. É só uma questão de logística. Eu não acho que há ninguém envolvido que considere uma data garantida para isto."
"Mas aqui está a coisa: em 20 de Novembro meu traseiro vai pra casa. Eu vou sentar em casa, e eu sei que os outros caras da banda vão fazer a mesma coisa. Eu diria que nós vamos tirar pelo menos seis meses de descanso e não fazer nada, e então em algum momento da primavera ou verão de 2011, começaremos a pensar no que fazer."
Fonte (em inglês): Classic Rock
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Ulrich: "As coisas estão bem fáceis e agradáveis" 15 de julho de 2010Tags: ulrich, entrevista
Cameron Adams do Herald Sun entrevistou recentemente o baterista do Metallica, Lars Ulrich. Alguns trechos da conversa podem ser conferidos abaixo.
Sobre a batalha do Metallica, em 2000, contra o Napster, o principal serviço de compartilhamento de arquivos na época:
Lars Ulrich: "É parte do legado, por bem ou por mal. A melhor coisa que você pode fazer é tentar fazer com que as pessoas entendam que você está no ponto de que está confortável em rir um pouco disso. Não foi muito divertido 10 anos atrás... Eu não vou te enganar, foi uma época bem difícil. É algo que ainda me deixa um pouco desconfortável. Foi impressionante como nós fomos pegos por essa coisa toda."
Sobre o impacto negativo que o compartilhamento de arquivos teve em todos os setores da indústria musical:
Lars Ulrich: "Enquanto você vê declínio de todos esses modelos que existiam por décadas, eu não acho nada glorioso dar tapinhas nas nossas costas dizendo, 'olhe, nós estávamos certos'. Outras pessoas dizem isso. Eu tento não dizer muito sobre isso. Eu não vejo glória nisso. É parte do declínio de tanta coisa."
"Certamente não tanto a gente, mas muitas pessoas perderam seus empregos e suas habilidades de depender da música para suas rendas, para suas vidas. Outras bandas tem dificuldade de continuar por causa da falta de dinheiro para equipamento ou gravação. As gravadoras estão assinando com menos bandas e colocando menos dinheiro para elas."
Sobre ser anti-internet:
Lars Ulrich: "Nós somos responsáveis por cerca de 10% do lucro da Apple todo ano - nossa casa é um santuário do Steve Jobs sem dúvida."
Sobre o filme "Some Kind of Monster", que mostra a gravação do álbum "St. Anger", a luta do vocalista James Hetfield na reabilitação e a contratação do terapeuta Phil Towle:
Lars Ulrich: "Toda vez que eu vejo Noel Gallagher [Oasis], ele cita mensagens do filme para mim. Essa coisa ganhou vida própria. Eu tive que viver essa merda por três anos! A coisa toda foi assustadora."
"Eu sei que vários outros músicos parecem ter vividos muitos desses momentos. Eles não foram necessariamente estúpidos o suficiente para filmá-los como fomos e compartilha-los com o resto do mundo."
"A dinâmica interna nesta banda é tão radicalmente diferente agora, é difícil de relacionar com esse filme atualmente. É uma sensação de terceira pessoa. Se eu vejo um trecho dele ou penso sobre isso, é mais como algo que aconteceu com outra pessoa."
Sobre ter seu próprio jogo, uma versão dedicada do "Guitar Hero":
Lars Ulrich: "É bem legal ter seu próprio jogo quando você tem filhos com 8 e 11 anos, isso ajuda no fator de pai legal. Eu sentei e joguei 'Guitar Hero: Metallica' com meus filhos, não é ruim. Sempre é bom te dar mais cabelo e uns músculos a mais."
Sobre o apelo do Metallica na nova geração:
Lars Ulrich: "Muitas crianças estão se animando com nossas coisas por causa dos pais que cresceram com a gente. De alguma forma as músicas dos anos 80 - Metallica e Megadeth e Slayer e coisas dos anos 70 como Thin Lizzy e Deep Purple e Black Sabbath - elas parecem ter uma relevância com as crianças atualmente. Elas parecem se conectar com isso."
"Olha para os anos 90, o rap rock, nu metal e grunge. Muitas dessas coisas tiveram mais elementos comerciais. Eu estou generalizando aqui. Obviamente o Nirvana foi uma ótima banda, Alice in Chains, Soundgarden, Pearl Jam - sensacional - mas todas as coisas nessa época tinham uma vibração mais de produto. Para cada Kid Rock e Limp Bizkit, haviam 100 clones."
"Muito do hard rock dos anos 80 e 70 se mantiveram e sobreviveram da mesma forma que muitas das coisas dos anos 90 sumiram."
Sobre estar aliviado de que não há mais intrigas entre ex-membros do Metallica:
Lars Ulrich: "Nós passamos por coisas demais. É isto que sobrevive; toda a falação de merda cai pros lados. Não tem perna própria. Se torna momentâneo. A experiência que você passou fazendo música dura para sempre."
Sobre como, depois de 30 meses na estrada, os fãs não devem esperar pelo sucessor do "Death Magnetic" em breve:
Lars Ulrich: "Há uma boa vibração na banda agora, todos estão se divertindo e se dando bem. As coisas estão bem fáceis e agradáveis. Eu sei que não soa muito rock and roll, mas me surpreenderia se passar um ano antes que comecemos a fazer um novo álbum."
"Eu acho que nós teremos de três a seis meses de descanso. Há uma boa chance que demore menos que nos ciclos anteriores. Mas eu já me ouvi dizendo isso em entrevistas antes..."
Sobre o Metallica estar celebrando sua terceira década:
Lars Ulrich: "Trinta anos é uma grande conquista para uma banda como nós, que acabou se esgotando umas três vezes durante os anos."
"O fato de ainda estarmos de certa forma funcionando e não só colocando sentenças juntas mas tocando música é obviamente um tipo de conquista que deve ser celebrado."
"Eu não tenho certeza se isso deveria ser feito em público ou com uma reza quieta em casa."
"Eu tenho certeza que algo surgirá. Algo sempre surge. Nós não somos muito bons em ficarmos sentados em casa."
A entrevista completa pode ser lida, em inglês, clicando aqui.
Fonte (em inglês): Blabbermouth.net
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Down: "O Metallica são caras comuns que por acaso são ricos" 07 de julho de 2010Tags: down, entrevista
O Metalgeek realizou uma entrevista com o guitarrista/vocalista Kirk Windstein (Crowbar, Down, Kingdom of Sorrow) quando o Crowbar tocou em Viena, Áustria em 5 de Julho de 2010. Na conversa, Windstein falou um pouco sobre como foi sair com Metallica, quando abriram para o grupo em 2008.
"Eu os conheci há muito tempo atrás e James [Hetfield] é um fã de Down desde o começo", disse Windstein. "C.O.C. abriu para o Metallica, então Pepper [Keenan, guitarrista do C.O.C. e do Down) conhece bem o James. Depois do show, James vinha ao nosso vestiário, algumas vezes ele até trazia sua esposa e filhos, mas neste caso, ele garantia que ninguém estava fumando nada... Eu acho que ele é um bom pai, isso é ótimo. Lars [Ulrich] e Robert [Trujillo] nos convidaram para seus vestirários depois do show e James também estava lá, mas como ele tem estado sóbrio nos últimos anos, ele saia depois de um tempo - você precisa respeita-lo por isso. Sendo uma das maiores bandas do planeta, os caras do Metallica são bem legais, bem pé no chão. Eles são caras comuns que por acaso são... ricos. (risos)"
A entrevista completa, em inglês, pode ser lida clicando aqui.
Fonte (em inglês): Blabbermouth.net
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Ulrich: "No momento o principal é não ter um ataque do coração no palco" 06 de julho de 2010Tags: entrevista, ulrich
O baterista do Metallica, Lars Ulrich, foi entrevistado recentemente para o site do festival Sonisphere. Alguns trechos da conversa podem ser lidos abaixo.
Q: O Metallica trilhou um longo caminho desde seus dias de thrash underground nos anos 80. Como vocês gerenciaram a transição para megastars?
Lars: O Metallica sempre se manteve firme e tocou o tipo de música que nos excitava e em nos animar, parece que nós animamos muitas pessoas também. Com o decorrer dos anos, os números aumentaram, nós vendemos mais e mais discos, nós atingimos mais e mais pessoas e agora nós tocamos em lugares maiores. Mas no fundo, são só quatro caras se divertindo e tocando música e compartilhando com as pessoas que gostam tanto quanto a gente. Seja 100 pessoas ou 100 mil, é mais ou menos a mesma atitude. De vez em quando nós voltamos e tocamos em lugares realmente pequenos. Nós tocamos em um festival nos EUA alguns anos atrás chamado Bonnaroo e na noite anterior nós tocamos em um porão de uma loja de discos para cerca de 150 pessoas, então nós ainda fazemos esse tipo de coisa.
Q: Como seus fãs mudaram durante os anos?
Lars: Os públicos e os fãs parecem se tornar cada vez mais jovens. Em alguns países você olha para a primeira fileira e estão crianças de 10, 12 anos que nunca viram o Metallica antes. Parece que há uma geração toda nova. Talvez seja nossa geração que esteja trazendo seus filhos, mas há esta teoria de que muitas das crianças estão se inspirando muito nos anos 80, enquanto muitas coisas que aconteceram nos anos 90 como o grunge e rap-rock e por assim em diante, talvez não tenha soado tão bem para esta geração mais nova. Parece que muitas das bandas mais pesadas dos anos 80 e até dos anos 70, como Black Sabbath, Deep Purple, Led Zeppelin tiveram um impacto diferente com muitas das crianças. Obviamente é incrível ser parte disso e uma verdadeira honra ter este tipo de impacto nas crianças que estão começando a caminhar.
Q: Seu baixista Rob [Trujillo] está sempre experimentando com novas técnicas. Que novas técnicas vocês estão trabalhando?
Lars: Há algum número menor que zero? Não, eu acho que no momento a coisa principal é não ter um ataque do coração no palco. Esse é o novo objetivo. Eu tenho 46 anos e a coisa principal que eu faço é tentar e se manter saudável. Eu como bem, malho, corro e tento e me mantenho na melhor forma possível. Eu não acordo e começo a tocar bateria. Eu estou mais interessado em músicas e compor e eu amo fazer discos e o lado da produção disso. Eu definitivamente faço o que tenho que fazer para manter alguma habilidade em tocar bateria, mas principalmente tem a ver com se manter saudável, cuidar de mim mesmo e então só esperar pelo James Hetfield para me inspirar.
Q: Você aparecereu no "The Simpsons" e no "South Park" antes, mas você fez sua primeira aparição em um filme, "Get Him To The Greek". Como isso surgiu?
Lars: Eu recebi um telefonema do empresário falando que as pessoas que fizeram o "Forgetting Sarah Marshall" estavam fazendo um filme novo com algumas das mesmas pessoas e eles perguntaram se eu estaria interessado em atuar como eu mesmo. "Forgetting Sarah Marshall" é na verdade um dos meus filmes favoritos dos últimos anos. Eu achei ele muito bem escrito, muito bem dirigido e a turma envolvida nele é ótima, então eu achei que seria interessante ser parte disso. Então eu voei para Los Angeles e fiz como me falaram por dois dias. É sempre divertido entrar em outras áreas e mundos que são desconhecidos. O mundo do Metallica e o mundo da música nós conhecemos tão bem e nós controlamos todos os elementos dele. Você entra num set de filmagem, você tem que fazer como é mandado e fazer com um sorriso e atuar junto. É divertido para perder o controle e só pegar carona.
Q: A internet mudou muito desde sua disputa com o Napster há 10 anos. Dito isso, você teria lidado de forma diferente?
Lars: Eu teria acordado do pesadelo antes. Eu acho que se teve algo, é que nós fomos pegos de surpresa sobre o quão passionais as pessoas eram com esse fenômeno todo de internet na época e meio que nos colocou um cabresto, mas marcamos nosso território e nos mantivemos firmes com nossos princípios e agora muitas pessoas estão dando tapinhas em nossas costas e falando o quão certo estávamos. Onde vocês estavam há 10 anos? Nós éramos os únicos por aí é o que eu diria. Mas está tudo bem - você ganha algumas, perde outras. Eu não me arrependo de nada disso. Certamente, foi uma época estranha já que sempre fomos os caras bons e de repente havia gente que não achava que éramos os caras bonzinhos, e foi uma situação diferente para nós.
A entrevista completa, em inglês, pode ser lida clicando aqui.
Fonte (em inglês): Blabbermouth.net
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Mustaine: "Uma turnê Megadeth/Metallica seria ótimo" 04 de julho de 2010Tags: mustaine, big four, vídeos, entrevista
O webzine Stormbringer.at da Áustria realizou uma entrevista com o líder do Megadeth, Dave Mustaine, durante a passagem da banda por Viena em 1 de Julho de 2010. Confira o vídeo da conversa abaixo e a transcrição traduzida de alguns trechos:
Sobre a turnê "Big Four" [contando com Metallica, Megadeth, Slayer e Anthrax] ser algo especial para ele ou se é apenas "mais uma turnê do Megadeth":
Mustaine: "Claro que é especial. É histórico. É algo que muda a vida de muitas pessoas que estiveram lá. E eu acho que o direito de falar das pessoas que realmente testemunharam isso contra a alguém que viu isso no YouTube ou viu em uma sala de cinema ou verá no DVD quando sair... Eles não estiveram lá. Então ver de verdade foi algo fantástico. Ficar no palco onde eu estava [durante a jam dos Big Four no festival Sonisphere em Sofia, Bulgária, em 22 de Junho], ser capaz de olhar para os lados, de qualquer lado ser rodeado por tremendo talento, foi ótimo. É uma dessas coisas que no momento não parece tão grande quanto realmente é. Depois do fato, você olha para trás e fica... Sabe quando você sobrevive a um acidente de carro, você não pensa que é algo importante até que vê em câmera lenta, você pensa, 'oh, meu Deus, eu não acredito que eu sobrevivi'. Então subir no palco foi realmente incrível. Especialmente quando você olha para trás e vê como todos estavam se abraçando e como eu penso nisso... Se você estivesse lá, você ouviria quando, entre todos os adeus e tudo no final, quando James [Hetfield, do Metallica] e eu nos abraçamos, a platéia inteira foi a loucura, porque é isto que eles estavam esperando. É o que eu acho que James e eu estávamos esperando também, então é uma boa coisa."
Sobre se a turnê do Big Four ir aos Estados Unidos:
Mustaine: "Isto depende do Metallica, porque eu acho que é bem óbvio, para mim... Não precisa ser o "Big Four" para mim para tocar com James e Lars [Ulrich, baterista do Metallica]. Eu acho que se a turnê do Big Four nos EUA não acontecer, certamente uma turnê Megadeth/Metallica seria ótimo - seja só nós dois ou se tivermos uma banda de abertura ou algo assim. Mas sim, eu acho que foi realmente divertido pelo que representamos no heavy metal. Eu e James somos como os "grandes pais" desta coisa toda - nós fomos os dois guitarristas que colocamos as rodas para girar quando as primeiras fitas foram feitas pelo Metallica. Eu acho que é bem animador agora olhar para trás e ver todos os milhões de bandas que foram criadas a patir do que eu e James fizemos sentados em uma sala em Norwalk [Califórnia]."
Fonte (em inglês): Blabbermouth.net
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