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Hammett: "Ainda estamos certos sobre o Napster"

   14 de maio de 2018     tags: entrevista, hammett, vídeos      Comentários

No começo do mês, o guitarrista do Metallica, Kirk Hammett, foi entrevistado no programa "Nyhetsmorgon" do canal TV4 da Suécia. Confira abaixo a tradução de alguns trechos da entrevista, e o vídeo a seguir.

Sobre se ele acha que a relutância do Metallica em disponibilizar seus álbuns anteriores em serviços de música digitais teve um impacto negativo na carreira da banda:

Hammett: "Oh, sim. Digo, toda a coisa do Napster definitivamente... Isso não nos ajudou nem um pouco. Mas quer saber? Nós ainda estamos certos nisso - ainda estemos certo sobre o Napster, não importa quem estiver por aí falando 'o Metallica estava errado'. Tudo que você precisa fazer é olhar para o estado da indústria da música, e isso meio que explica toda a situação. Houve uma época em que a coisa de streaming era meio estranha, e não tinha tanta qualidade. Eu não ligo para o que dizem sobre o streaming moderno ou o que for, ele nunca vai soar melhor do que o vinil. Dito isso, nós queremos ser acessíveis, e você precisa garantir que é acessível em todas as frentes modernas."

Sobre o Metallica ter sido premiado com o Polar Music Prize, o maior prêmio musical da Suécia:

Hammett: "Havia uma época em que as pessoas não nos entendiam. Ser reconhecido pelo que fazemos como banda é fenomenal. É um reconhecimento incrível de todo o trabalho duro que a gente vem fazendo durante os anos. E se juntar a todos esses estimados ganhadores deste prêmio, é incrível. Durante os anos, nós ganhamos muitos prêmios - Grammys, American Music Awards, Billboard Awards, o que for - mas muitas vezes, eles são baseados apenas em um produto, para ser honesto. Para mim, o Polar Music Awards é baseado na arte."

Sobre o que ele tem mais orgulho na carreira do Metallica:

Hammett: "Eu tenho mais orgulho do fato de que ainda estamos aqui, depois de 30 anos; ainda estamos fazendo música; as pessoas ainda apreciam o fato de que ainda estamos fazendo música. Eu pessoalmente sinto como se ainda tivesse muito a dizer musicalmente, e pessoalmente sinto que ainda não cheguei ao auge. Eu sei que ainda temos fome de fazer outras coisas. E acima de tudo, o que é mais importante para mim é que ainda somos capazes de levar música as pessoas."


Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Trujillo: "Hetfield é um dos melhores bateristas do mundo tocando guitarra"

   27 de fevereiro de 2018     tags: entrevista, trujillo      Comentários



A curiosa declaração foi feita por Robert Trujillo durante conversa com a Polar Music Prize, onde ele fala sobre as influências que ele trouxe à banda onde está desde 2003:

"Para tocar no Metallica você precisa estar afiado e ter atitude. Você pode ser um músico incrível mas quando subir ao palco tem que dar 120% de si, e isto requer muita energia e traz uma intensidade tão forte na música que meio que lhe conduz durante o show e te transforma em algo que você não é no dia a dia, então é uma coisa muito divertida. Mas, ao mesmo tempo, há o fator do ritmo, e eu sempre me volto ao (lendário baixista) Jaco Pastorius, pois ele tinha o ritmo, não importa o que estivesse tocando, quer fosse uma balada ou uma canção bebop ou algo realmente suingado, ele sempre tinha o ritmo. E as coisas são do mesmo jeito no Metallica".

Ele continua: "Eu sempre digo que James Hetfield é um dos melhores bateristas no mundo tocando guitarra, pois ele tem uma máquina rítmica no instrumento. E (a banda) é uma combinação incomum de músicos, mas funciona. Todos somos únicos e diferentes, cada um a seu modo, e quando nos juntamos fazemos o que fazemos. E eu acho que a plateia sente isto quando nos assistem ou ouvem nossa música".

Fonte: Whiplash!

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Hetfield: "Não estamos recriando a mesma música de novo e de novo"

   22 de fevereiro de 2018     tags: entrevista, hetfield, hammett, vídeos      Comentários

Em uma nova entrevista para a revista do fã-clube internacional do Metallica, So What!, os quatro membros do grupo foram questionados sobre porque eles não são vistos como uma banda "legada" ou "do passado", como tantos outros artistas que estão por aí há quase quatro décadas. "Eu não quero desmerecer as outras bandas, porque eu sei que elas se importam, mas a gente realmente se importa", disse o frontman James Hetfield. "Digo, nós amamos o que fazemos e queremos cuidar disso e queremos continuar fazendo isso. Então alguns dos defeitos de caráter que temos nos estimulam. Nunca estamos satisfeitos. Somos perfeccionistas. Nós queremos que seja o melhor ou não podemos ficar para trás - não podemos. Então tem essa honestidade. É muito trabalhoso ser esse tipo de pessoa, mas vale a pena. Vale a pena no fim, e não estamos interessados em nos preocupar se soa como a gente ou não. Não estamos recriando a mesma música de novo e de novo como algumas bandas tendem a fazer. Elas tem medo de se distanciar daquilo que elas acham que as pessoas querem ouvir. Nós não temos medo nenhum disso, e amamos explorar, mas quando você tem essa liberdade, na maioria das vezes isso acaba voltando para o mesmo lugar. Mas você tem uma nova teia que lançou, você tem influências diferentes, e tudo nos influencia no caminho, mas nos preocupar com o Metallica é nossa maior influência."

O guitarrista Kirk Hammett completou: "Eu realmente acho que nossa música e a natureza de nossa música, o som de nossa música, as mecânicas dos sons de nossa música são incrivelmente vivas e joviais. Há uma energia jovial em nossa música que é inerente ao nosso som. Nós tocamos com muita energia. Nós tocamos com muita dinâmica, e há uma certa quantidade de animação. Tudo isso é energia jovial, essa energia que está em você quando é mais novo, com seus 20 anos. Nossa música inerentemente tem isso, e esses fatores estão incorporados na maquiagem psicológica de nossa música. Então eu acho que muito disso tem a ver com o porquê de pessoas mais novas não nos verem como velhos. Eu acho que elas não nos veem como uma banda que está diminuindo o ritmo e vivendo do sucesso e vitórias do passado. Quando lançamos um álbum, soa como jovens tocando música. Digo, a única referência direta de quem está tocando a música é a imagem no álbum. Você olha para a foto, como Lars disse, e você vê um bando de caras cinquentões que nem sabem que tem 50 anos!"




Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Ulrich explica sua maneira única de tocar bateria

   20 de fevereiro de 2018     tags: entrevista, ulrich, vídeos      Comentários

Em uma recente entrevista para a Polar Music Prize, Lars Ulrich do Metallica foi pedido para falar sobre "sua forma totalmente única de tocar bateria". Ele respondeu: "Para mim, sempre teve a ver com o som e a banda em primeiro lugar. E a bateria, ou as guitarras, ou o que mais estiver rolando, é só uma parte do panorama como um todo. Então o que você sempre precisa fazer é verificar seu ego na porta e fazer o que é melhor para a música, para o som em geral."

"O que sempre foi o mais interessante para mim na bateria é como você encaixa a bateria no que está mais está rolando?", continuou. "Como isso funciona com batidas especiais e coisas do tipo para deixar com mais ritmo ou mais dinâmico ou apenas acrescentar meio que um corpo a isso? Eu nunca me interessei muito em habilidade. 'Oh, uau! Este cara é tão bom!'. Sim, ele é tão bom, mas não significa que ele possa dar ritmo, ou não significa que ele consiga fazer funcionar em um grupo ou coletivo."

"Embora eu tenha crescido com pessoas como Ian Paice do Deep Purple, que obviamente tem muita habilidade, eu também amo pessoas como Phil Rudd [AC/DC] e Charlie Watts [The Rolling Stones], que tem uma certa habilidade, mas, eu acho, para muitos puristas, talvez nem tanto, pois eles não são tão técnicos", completou Lars. "Mas eles tem um tipo diferente de habilidade que, para mim, é tão valioso e precioso e importante quanto, pois eles dão ritmo, eles fazem a música mover, dá a ela aquele corpo que ela precisa."

"Eu sempre vi a bateria mais como um instrumento do grupo. Eu nunca me interessei muito em tocar bateria sozinho - sabe, me sentar no porão, praticar solos de bateria por horas sozinho, isso não é comigo. Então estar em uma banda, escrever músicas, gravar discos, ser parte de uma gangue, ser parte de uma banda, isso sempre me fascinou."


Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Hetfield explica de onde vem sua raiva

   18 de fevereiro de 2018     tags: entrevista, hetfield      Comentários



O vocalista e guitarrista dos Metallica, James Hetfield, explicou à organização do Polar Music Prize - considerado o "Nobel" da música e que, este ano, será entregue ao Metallica - as origens de toda a raiva presente nas suas letras e na sua obra.

"Creio que essa raiva vem das minhas origens, de uma sensação de não se ser ouvido, de ser manipulado. Provavelmente, há um adolescente em algum lugar em mim que ainda está tentando resolver alguns problemas do passado - os pais, o crescimento, coisas assim", explicou.

"Há isso, mas creio que muita dessa raiva é uma forma de defesa; quando os meus filhos me assustam, ou quando alguém me faz cócegas, fico zango. É a minha reação primária a muitas coisas. Não sei porquê. Há quem ria quando se sente nervoso".

A sua carreira enquanto músico pode, por isso, ser encarada como uma forma de terapia pessoal. "Saber que há outras pessoas que sentem o mesmo que eu é muito reconfortante", afirmou. "A ligação com o nosso público é extremamente importante. São o quinto membro da banda, como lhes chamamos".

"Gosto de poder vê-los libertando aquilo que precisa de ser libertado. Eles no veem tocar ao vivo, eu os vejo se transformarem e se juntarem, se tornando numa família. É maravilhoso", concluiu.

Fonte: Blitz

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Ulrich tenta explicar o segredo do sucesso da banda

   04 de janeiro de 2018     tags: entrevista, ulrich      Comentários



No fim de 2017, o baterista Lars Ulrich participou de uma sessão de perguntas e respostas promovida por um evento da National Public Radio (NPR), nos Estados Unidos. Durante o bate-papo, ele foi questionado sobre o motivo pelo qual o Metallica se tornou uma das maiores bandas de rock pesado da história.

Ulrich tentou explicar o "segredo do sucesso" de forma didática. Para ele, o êxito comercial foi obtido a partir da inovação.

"Fomos muito inspirados pelo que estava acontecendo na Europa (no início dos anos 1980). Então, tomamos essas influências europeias e meio que criamos um novo som", afirmou o baterista.

O músico complementou: "E quando você pergunta por que ficamos tão famosos ou algo assim, é porque tínhamos um som diferente da maior parte do que estava acontecendo na Califórnia e até nos Estados Unidos durante a época".

O sucesso do Metallica permanece firme e forte. Seu disco mais recente, "Hardwired...To Self-Destruct" (2016) foi o segundo mais vendido nos Estados Unidos durante o ano de 2017, perdendo apenas para a trilha sonora do filme "Guardiões da Galáxia: Vol. 2". Além disso, a turnê "WorldWired" esteve entre as cinco mais lucrativas do ano, com 1,5 milhão de ingressos vendidos e arrecadação de US$ 153 milhões.

Fonte: Whiplash!

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Ulrich: "Cliff Burton sempre fará parte desta banda"

   29 de novembro de 2017     tags: entrevista, ulrich, master of puppets      Comentários



Durante participação em um especial para um programa de rádio tendo como tema o "Master of Puppets", que ganhou uma reedição mega-luxuosa recentemente, foi perguntado a Lars Ulrich se ele pessoalmente tinha interesse em ouvir o último show do Metallica com Cliff Burton, gravado ao vivo em 18 de novembro de 1986 no Festival Hall em Osaka, no Japão, e que faz parte do box-set:

"Oh, eu ouvi. Digo, claro que é uma experiência incomum ouvir aquelas músicas se formos pensar que foram as últimas vezes que tocamos com Cliff. Mas 31 anos mais tarde estamos em um ponto onde podemos lidar com isto. Ainda nos perguntam como a gente se sente, e claro que foi terrível na época, mas você tem que seguir em frente e aprender com a experiência. Hoje é parte da história, é que nem quando falamos sobre o 'Master of Puppets', como foi o processo de composição, como foi a turnê com Ozzy, e daí você fala sobre Jason Newsted e, claro, acaba falando de Cliff. Ele fará parte desta experiência para todo o sempre, e Cliff sempre fará parte desta banda e sempre pensaremos nele como nosso irmão. Ele é parte da família Metallica enquanto seguimos em frente. Não sei se 'triste' seria a palavra correta, talvez seja estranho ouvi-la. Mas muitas vezes ainda é assim... quando eu volto no tempo, muita coisa ficou enevoada".


Fonte: Whiplash!

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Hetfield confessa que não concordava com a fase "Load/Reload"

   24 de novembro de 2017     tags: entrevista, hetfield, load, reload      Comentários



A Clash perguntou a James Hetfield se o Metallica já teve que aceitar determinadas coisas para ser aceito pelo mainstream. "É interessante, pois nós tivemos que criar nosso próprio mainstream, é o que eu acredito. Sempre fomos muito honestos com a gente mesmo, incluindo esta parte de nos comprometer".

"Mas sempre tem que haver algum tipo de concessão - especialmente quando são quatro caras numa banda. Você tem dois que realmente dirigem a coisa - Lars (Ulrich, baterista) e eu - e quando não concordamos somos obrigados a entrar num acordo. Mas quanto a algo que não parece certo, estou certo que houve algumas vezes que isto aconteceu - a era 'Load' e 'Reload', pra mim, foi uma delas; o jeito que a coisa acabou se tornando, eu não estava 100% convencido que era o certo, mas diria que foi um acordo. Eu disse 'Estou seguindo a visão de Lars e Kirk (Hammett), vocês estão extremamente apaixonados por isto, então subirei à bordo, pois se os quatro estiverem no mesmo barco será bem melhor. Então eu fiz o melhor que pude naquilo, e (o resultado) não foi tão bom quanto eu esperava, mas novamente digo que não há arrependimentos, pois naquele momento parecia o certo a se fazer. Então, se eu precisar ceder um pouco pela integridade da banda, eu farei isto".

Mas quanto ao mainstream, acho que sempre fomos muito honestos e abertos sobre o que queremos ou não. Você sabe, esta é a nossa festa (risos). Vocês estão convidados! Todos estão convidados! Venha fazer parte desta aventura e se começar a se tornar algo que você não queira, você pode sair fora a qualquer momento, e esperamos que sempre exista alguém pronto para apreciar este entusiasmo que temos por criar coisas novas, e sempre haverá espaço para esta pessoa".

Fonte: Whiplash!

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Ulrich: Há muita música boa por aí

   13 de novembro de 2017     tags: entrevista, ulrich      Comentários



O baterista do Metallica, Lars Ulrich, participou do quadro "Music Ruined My Life" do programa "Rock Show With Daniel P. Carter" da BBC Radio 1. No segmento, que pode ser ouvido clicando aqui, Ulrich fala sobre as músicas que o inspiraram e mudaram sua vida.

Questionado se apresentar seu próprio programa de rádio, "It's Eletric!", mudou sua perspectiva de músicas novas que estão saindo, Ulrich respondeu: "Eu posso te dizer o que isso já fez - isso rejuvenesceu minha conexão com a música e meio que me reinspirou."

"Eu tenho sido bem aberto sobre isso: eu tenho um relacionamento de altos e baixos com a música há anos, pois há momentos em que eu fico muito inspirado por outras músicas, e então há momentos em que estou tão deprimido com o fato de que não há nada legal acontecendo", continuou.

"Na verdade, há muita música boa por aí. Essa é a notícia boa. A notícia ruim é que é tão difícil para a música boa se destacar das outras músicas que não são tão boas, por conta do óbvio desaparecimento da indústria da música."

"Eu me sento lá e encontro alguma banda, e eu amo essa música e eu a tocarei no programa, e ocasionalmente, eu vou até o YouTube ou algo assim e essa música em particular tem 1200 visualizações, e você apenas fica lá e pensa, 'isso deveria ter 1,2 milhão de visualizações, não 1200'. Digo, 1200 visualizações - essa é a família estendida dos membros da banda, entende? Então há muita música boa que, infelizmente, não tem penetração. Então isso é meio que o bom e o ruim de onde toda essa jornada nos levou. Mas há muita música boa. Muitas das coisas que eu toco... Muitas das ótimas bandas da Inglaterra, muitas das ótimas músicas que aparecem de todos os cantos do mundo. Então definitivamente há muitas coisas legais e inspiradoras por aí."

Ulrich também revelou que ele amaria ver uma turnê do Metallica com o Rage Against The Machine, se a banda decidir voltar a ativa de novo.

"Rage Against The Machine, para mim é... Eles não são apenas uma das minhas bandas favoritas de todos os tempo, eles não apenas fizeram... Provavelmente seus três primeiros discos são, eu acho, o essencial de um catálogo. Digo, isso é o máximo que se pode querer para os três primeiros discos", disse Ulrich. "E o Rage Against The Machine, eles são tão atemporais, e a maior parte disso é ainda mais revelante hoje do que há 20 anos."

"Quando você faz um turnê, você quer estar perto de bandas que te inspiram, você quer se animar e se inspirar e estar pronto para sair por aí", explicou. "Então fazer turnê com alguém que te inspira é algo bom. E o Rage Against The Machine me inspira, então tocar shows com eles seria muito legal. Nós tocamos alguns shows com eles no Lollapalooza em 1996, por aí; eles fizeram cerca de metade do Lollapalooza com a gente. Então já tocamos shows com eles."

"Vamos colocar desta forma: se eles voltarem, um das primeiras pessoas de quem eles ouvirão será eu falando, 'Ei, eu sou o baterista no bla bla bla. Talvez a gente possa fazer alguns shows juntos?'. Então veremos."

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Ulrich comenta: o que Cliff Burton pensaria sobre a banda se estivesse vivo?

   13 de novembro de 2017     tags: entrevista, ulrich      Comentários



Lars Ulrich conversou com a 92Y de Nova Iorque no dia 5 de novembro e durante o papo, perguntaram de quais músicas dos álbuns "Load", "ReLoad" e "Black Album" o saudoso Cliff Burton teria gostado: "Tenho uma resposta fácil: todas elas. Próxima!", respondeu Lars.

Depois ele prossegue: "Olha, é uma grande pergunta, eu realmente gostei. Uma coisa que sempre me intrigou foram as questões tipo 'e se isto não tivesse acontecido?'. E se Cliff ainda estivesse vivo? E se a Terra fosse plana ao invés de redonda? É meio tipo se você estivesse aqui no meu lugar e eu no seu, pois teríamos uma conversa totalmente diferente".

"Acho que existiria uma evolução", continua Lars, explicando o que teria acontecido se Cliff ainda estivesse na banda. "E, claro, a banda é formada pela soma de suas partes. Então se ele ainda estivesse conosco estes discos teriam algo de diferente. Mas é a mesma coisa que se perguntar como soaria o nosso álbum mais recente, 'Hardwired...' se Jason Newsted estivesse conosco, entende o que quero dizer? Não sou o cara que vai te dar uma resposta definitiva".

Ao final, Lars ainda conta que nunca teve medo que o Metallica encerrasse suas atividades após a morte de Cliff pois a banda nunca lidou com a tragédia pensando nisto como uma saída. "Nossas conversas eram no sentido de 'o quão rápido poderemos nos recompor?'. E percebemos que quanto mais rápido voltássemos à ativa, melhor conseguiríamos lidar com aquilo. E meio que sob a benção de Cliff que teria desejado assim. Sim, eu acho que Cliff iria querer que fizéssemos assim. Talvez tenhamos até discutido um pouco além da conta sobre o assunto na época, mas quando se têm 22 anos você não está preparado para lidar com uma merda destas".

Em outubro de 2006, James Hetfield disse ao jornal sueco Dagens Nyheter que Cliff ainda estava presente quando eles escreviam as músicas do então novo álbum ("Death Magnetic", que seria lançado em setembro de 2008): "Nós conversamos sobre o que Cliff pensaria e o que ele acrescentaria. E agora, especialmente com nosso novo baixista Rob (Trujillo) tocando tão energeticamente e com os dedos assim como Cliff, eu tenho um pressentimento de que ele gosta do que estamos fazendo."

Fonte: Whiplash!

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