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Ulrich fala sobre festival Orion Music + More

   29 de Fevereiro de 2012     tags: orion music and more, ulrich, entrevista      Comentários

O Metallica anunciou recentemente a criação do festival Orion Music + More, um novo festival de música, artes e estilo de vida, fundado e liderado pela banda. O evento acontece nos dias 23 e 24 de Junho no Bader Field em Atlantic City, EUA. O baterista Lars Ulrich falou ao Atlantic City Weekly sobre o porque do festival contar com uma diversa gama de música e não focar somente em metal e rock pesado.

"Nós temos tocado em festivais na Europa desde basicamente o meio dos anos 80, e a maioria destes festivais, sabe, seus Roskilders e Readings e Rock Am Rings e todos esses grupos gigantes já estabelecidos tendo lineups bem, bem variados neles, e, sabe, e nos EUA obviamente no Bonnaroo, etc. Mas nós tocamos nestes festivais na Europa basicamente todo ano nos últimos 25 anos. O primeiro festival que nós tocamos foi na Europa em 1986. Eric Clapton e Phil Collins estavam entre as três bandas principais, então sempre foi a respeito da variedade e sempre foi sobre a diversidade e meio que uma experiência musical que oferece um tipo diferente de coisa para os fãs, onde se torna meio que as pessoas de todos os tipos se juntando e experimentando muitas coisas que são diferentes... Esse foi o tipo de espírito que queríamos fazer, o tipo de coisa juntos, ao invés de você sabe, aqui está o Metallica com, sabe, nove bandas de metal da Noruega, o que pode ser legal em um cenário diferente, mas este tipo de coisa que queríamos fazer era mais sobre variedade e dar as pessoas um senso de descoberta - onde as pessoas possam sair e pensar que é algo bem legal, sabe?"

Quando perguntado sobre o elemento de "estilo de vida" do festival, Lars disse, "as pessoas que conhecem sobre os membros do Metallica meio que sabem nossas paixões. Cada membro curte coisas diferentes, mas obviamente se eu falar que as pessoas curtem carros ou as pessoas curtem surf ou as pessoas curtem filmes ou artes, ou seja o que for, digo, a idéia é que há meio que um elemento para os membros do Metallica que vamos compartilhar. É uma experiência diferente, então você pode ir e meio que experimentar outras coisas e nós ainda estamos tentando descobrir tudo isso porque nós temos uma imaginação vívida, mas nós também queremos garantir que não seja exagerado. Sabe, tipo 'vá e surfe com o Kirk [Hammett, guitarra] e Rob Trujillo [baixo] em uma grande piscina de ondas!'. Nós daremos um passo por vez, mas será um monte de coisa legal. Não sabemos ainda exatamente como será. As pessoas que conhecem o Metallica meio que sabem que sempre levamos a sério esse tipo de diversão e será muito divertido, mas eu não posso me sentar e te falar exatamente que as 2 p.m. de sábado, mágicos irão surgir e botar fogo nos seus traseiros. Haverá muita coisa legal e ainda temos um pouco de tempo para descobrir isso, e também você não quer necessariamente - eu não quero chegar em uma situação onde eu meio que tenho que vender a todos esse tipo de coisa. É mais do tipo as pessoas que nos conhecem sabem que será divertido e legal e único e meio que por aí, e então será bem divertido. Eu acho que nós vamos fazer uma experiência de festival que será bem especial, mas parte do que fazemos é criar enquanto rola, então é difícil sentar e te falar quatro meses antes exatamente o que acontecerá, porque não é o nosso forte."

Sobre se o Orion se tornará um evento anual, Lars disse, "se houver pessoas o suficiente e pessoas o suficiente ligarem e pessoas o suficiente se divertirem, então obviamente nós amaremos fazer isto todo ano. Estes tipos de coisas tem uma tendência de demorar uns anos para sair do chão, sabe, e com qualquer coisa que você faz, você se diverte, você tenta o seu melhor, e então você melhora no segundo ano. Eu acho que parece promissor. Nós temos várias bandas legais, várias coisas legais de estilo de vida que faremos, e eu acho que tem o potencial para ser algo que acontece todo ano. Esta certamente é a idéia, mas se ninguém apareccer, obviamente nós não teremos um festival para nossos amigos. Então se as pessoas aparecerem e curtirem, talvez possamos fazer acontecer todo ano."

A entrevista completa, em inglês, pode ser lida clicando aqui.

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Mustaine: "Seria ótimo tocar com Hetfield e Ulrich de novo"

   28 de Fevereiro de 2012     tags: mustaine, entrevista      Comentários

Harry da rádio 93X de Minneapolis, Minnesota, realizou recentemente uma entrevista com o líder do Megadeth, Dave Mustaine. Confira abaixo o vídeo da conversa.


Quando perguntado sobre o status de sua sugestão de "supergrupo" com David Ellefson (baixo; Megadeth), James Hetfield (guitarrita/vocais; Metallica) e Lars Ulrich (bateria; Metallica), Mustaine disse, "Sim, isso foi só eu falando. Eu não acho que [James e Lars estão] interessados em fazer isto. Seria legal, e eu mencionei isto a eles antes. Eu acho que eles estão tão ocupados que não tem tempo para fazer algo desse tipo. Minha esposa e a esposa de James são amigas, e elas se falam bastante. Do que eu sei, também, há muito trabalho que esses caras fazem, e eles fazem muitas turnês, então para eles pegarem um projeto como este, eu acho que teria que ser um trabalho de amor. Claro, David e eu faríamos isto, pois eu acho que seria ótimo tocar com eles de novo. Quando eu fui lá e fiz o negócio de aniversário de 30 anos, eu achei que foi bem legal. O Megadeth está indo realmente bem no momento. Eu não estou em posição de ficar pedindo favores para ninguém. Eu gosto de quem eu sou no momento, eu estou satisfeito com a minha carreira. Mas não brinca, se nós nos juntássemos e tocássemos, eu imagino que seria realmente legal. Não seria nada como o Megadeth, é claro, e não seria nada como o Metallica. Mas veremos o que acontece. Talvez com o número suficiente de pessoas pedindo para eles, eles topem. [Risos]"

Mustaine se juntou aos seus ex-colegas de banda Metallica no palco em 10 de Dezembro de 2011, para o quarto e último dos shows exclusivos para membros do fã-clube, que aconteceram no Fillmore em São Francisco como parte da semana de celebração dos 30o. aniversário do grupo.

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Newsted não fará parte do Titans of Rock

   26 de Fevereiro de 2012     tags: newsted, titans of rock      Comentários

Ao contrário daquilo que foi anunciado anteriormente, Jason Newsted não fará parte da vindoura turnê do Titans of Rock na América do Sul, que o guitarrista Steve Stevens do Billy Idol revelou recentemente via Facebook, que contará com diversas membros das formações atuais e antigas de bandas como Guns N' ROses, Deep Purple, Def Leppard e Mötley Crüe.

O ex-baixista do Metallica contactou a Bravewords.com com o seguinte comunicado:

Existem diversas informações falsas, através da comunicação errônea com promotores de Los Angeles, me listando como um artista confirmado no Titans of Rock na América do Sul. Eu nunca concordei com qualquer coisa disso. Eu não farei parte da Rock Allstars Tour - nunca foi confirmado ou contratado. Minhas desculpas pessoais aos fãs destas regiões.

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A história do thrash metal contada pelos próprios músicos

   23 de Fevereiro de 2012     tags: entrevistas, ulrich, hetfield, hammett, slayer, exodus, testament, anthrax, megadeth      Comentários



Matéria publicada na Classic Rock 166, de dezembro de 2011, tradução por Ricardo Seelig

Estamos em 1985, quase 1986. O disco mais falado em todo o mundo é Born in the USA, de Bruce Springsteen. As paradas americanas estão dominadas por artistas que participaram do Live Aid alguns meses antes. A MTV tem apenas quatro anos de vida, e ainda faltam 15 meses para que o primeiro programa focado exclusivamente em um gênero musical faça a sua estreia na emissora – no caso, o Headbanger's Ball. As bandas de rock que tocam no canal incluem nomes como Ratt, Ozzy Osbourne, Def Leppard e Judas Priest. O maior nome de Los Angeles é o Mötley Crüe, líder de uma nova onda glam que levou ídolos veteranos como Ozzy e Scorpions a usar cabelos armados e delineador nos olhos.

Fora de tudo isso, algo estava acontecendo. Filho indisciplinado do heavy metal e do punk, o thrash metal passou os três anos anteriores nas mãos de um punhado de músicos da Bay Area de San Francisco, com pequenas cenas também em Los Angeles e Nova York. As bandas chaves da cena – o Metallica de San Francisco, Slayer e Megadeth de Los Angeles e o Anthrax de Nova York – haviam lançado álbuns que foram recebidos com entusiasmo por aqueles que as conheciam.

A cena era baseada em alguns selos independentes: Metal Blade e Magaforce na Califórnia e Music for Nations no Reino Unido. Por três anos, eles se mantiveram sem qualquer interferência das grandes gravadoras.

Mas tudo estava prestes a mudar. O Metallica, a mais celebrada e elogiada banda do movimento, assinou com a Elektra em 1985, e os outros grupos viam o progresso do quarteto com um mixto de admiração e inveja. No final do ano, as comportas se abriram e o thrash metal chegou com tudo ao mainstream.

Brian Slagel (fundador da Metal Blade) – A cena thrash era muito pequena. Nos Estados Unidos, todas as bandas conheciam umas às outras. Eu acho que, naquela época, todos estavam nessa apenas pelo amor à música, com uma mentalidade bem “nós-contra-o-mundo”.

Lars Ulrich (Metallica) – Você enviava cinco fitas demo para as pessoas, e uma semana depois milhares de garotos tinham uma cópia. Era como fogo se espalhando!

Brian Slagel – Acho que, hoje em dia, é fácil dizer que aquelas bandas se tornariam o Big Four, mas, na época, se você perguntasse para qualquer um qual seria o grupo que iria estourar, todos respoderiam Armoured Saint. Mas, no final, as coisas não aconteceram da maneira que imaginávamos.

Lars Ulrich – Você poderia facilmente argumentar que eu e James, naquela época, éramos meio conservadores por andar sempre com camisetas do Motörhead e do Iron Maiden, batendo cabeça e balançando nossos longos cabelos.

Harald Oimoen (fotógrafo) – Dave Mustaine, é claro, estava extremamente chateado por ter sido demitido do Metallica e se afogava em álcool e drogas. Eu estava mais do que satisfeito em saciá-lo. Lars e Dave ainda saíam regularmente e isso passou despercebido pela mídia, mas Mustaine acabou com qualquer possibilidade de voltar ao Metallica ao aproveitar qualquer oportunidade que tinha para falar mal da banda.

Eric Peterson (Testament) – Paul Baloff era o ídolo da Bay Area por causa da sua personalidade. Ele tinha um lobo de verdade! Ele ia para os clubes com o seu lobo, levava o animal junto para todos os lugares. Ele tinha patas peludas como uma barba. Baloff dava algumas ordens e o bicho rosnava pra você!

Gary Holt (Exodus) – O lobo se chamava By-Tor. Paul tinha um magnetismo sobre o público semelhante ao do pastor Jim Jones. Se ele mandasse as pessoas beberem um xarope colorido, elas bebiam! Ele tinha uma espécie de liderança distorcida.

Brian Slagel – O Slayer era uma banda interessante porque eles não eram necessariamente bons amigos. Quando estavam juntos era magia pura, mas eles não saíam muito um com o outro.

Tom Araya (Slayer) – A cena era muito maior na Europa. Tocamos no festival Heavy Sounds, na Bélgica, para um público de 15 mil pessoas. Quando voltamos, continuávamos tocando para 300 a 400 pessoas nos clubes americanos.

Gem Howard (Music for Nations) – O Metallica conquistou a Europa antes de conquistar a América. Quando a Q-Prime assumiu (a Q-Prime é a empresa que gerencia a carreira do grupo), a banda era um sucesso no Velho Mundo, mas ainda não havia vingado nos Estados Unidos.

Em 27 de dezembro de 1985, em uma Copenhagen coberta de neve, o Metallica dava os toques finais em seu terceiro álbum, Master of Puppets. Eles estavam na Dinamarca há quatro meses, passando o tempo entre Sweet Silence Studio, onde haviam gravado o disco anterior, Ride the Lightning, e dividindo quartos no Scandinavia Hotel. As fitas masters foram enviadas para Los Angeles para serem mixadas por Michael Wagener, que havia trabalhado anteriormente com o Mötley Crüe e o Poison. Eles não sabiam, mas nos próximos 12 meses tudo mudaria não só para o Metallica, mas para o próprio estilo que eles ajudaram a criar.

James Hetfield (Metallica) – As faixas de Master of Puppets me lembram um Metallica inocente. Não estúpido, mas ainda não marcado e arruinado pela fama. A honestidade e a inocência estavam presentes no estúdio, ainda tínhamos aquele fogo. Só havia o Metallica em nossas mentes. Na minha opinião, Master of Puppets era tudo o que nós queríamos ser.

Kirk Hammett (Metallica) – Eu poderia dizer que percebemos que o que estava nascendo iria fazer história. Cada música que surgia era realmente incrível. Tudo o que nós escrevíamos, nós gostávamos. Era meio “Meu Deus, isso é ótimo!”, saca?

Lars Ulrich – Nos apoiamos uns nos outros quando a comunidade thrash nos acusou de vendidos por causa das partes acústicas e tudo mais. Mas nós fizemos aquilo porque era verdadeiro, era a nossa verdade.

Gem Howard – Nós tivemos todas as quatro bandas do Big Four ao mesmo tempo na Music for Nations. Licenciamos o Slayer para o Reino Unido, tínhamos os dois primeiros discos do Anthrax, os três primeiros do Metallica e o debut do Megadeth. O Metallica era a mais forte de todas, sem dúvida.

Charlie Benante (Anthrax) – Master of Puppets colocou tudo em um nível mais alto, isso é certo.

Brian Slagel – O disco era incrível. Honestamente, eu não era um grande fã de Kill 'Em All, mas Ride the Lightning era excelente e, quando lançaram Master of Puppets, eles fizeram melhor ainda!

Eric Peterson – O disco tinha uma produção muito melhor, tudo soava de forma limpa e clara. Qualquer um ficaria orgulhoso de compor algo como “(Welcome Home) Sanitarium”. Era uma faixa espetacular, que todo mundo adorava! O Metallica se transformou em nossa grande esperança. Era algo como “saca só essa produção, eles soam tão bem quanto qualquer disco do Rainbow”. Master of Puppets é um grande clássico, e foi muito inspirador para nós.

Gary Holt – Na primeira vez que ouvi “Battery”, foi algo como “isso é incrível”!

James Hetfield – Há uma inocência nisso tudo, meio que “fodam-se, a atitude ainda está aqui, não fomos influenciados por toda a grandeza do Metallica!”. As canções têm uma energia, uma chama. Mas nós ainda éramos jovens, estávamos crescendo, e aquelas músicas foram ficando cada vez maiores como o passar do tempo.

31 de janeiro de 1986. O Spastik Children, grupo formado por Cliff Burton e James Hetfield (na bateria) mais o vocalista Fred Cotton e o guitarrista James McDaniel, toca em um show no Ruthie's Inn, em San Francisco, local que se transformaria em um ícone da cena thrash da Bay Area.

Eric Peterson – O Ruthie's ficava em uma região muito perigosa da San Pablo Avenue. O camarim era um quarto pequeno atrás do palco. Basicamente você ficava no meio da multidão ou ia para o lado direito quando entrava e tentava atravessar o público. Era tudo muito sujo, na linha dos clubes de blues de antigamente. Tinha que ser meio kamikaze para encarar a bebida que os caras tinham lá.

Gary Holt – Eu e Paul Baloff começamos a moldar o Exodus a partir da nossa própria visão das coisas, que era basicamente ser o mais brutal e violento possível. O público também respondia dessa maneira, e quando o Ruthie's Inn abriu, tudo ficou realmente muito insano!

Eric Peterson – Baloff dizia: “Se tem algum poser lá fora, eu quero ver o seu sangue aqui no palco”. Era como um ritual de sacrifício Maia!

Robb Flynn (Vio-lence, futuro Machine Head) – Em um show do Exodus no Ruthie's Inn, um cara tinha um osso de uma perna de uma vaca, e andava com aquilo para todo o lado, encarando as pessoas …

Lars Ulrich – Eu sei que os nossos colegas ingleses bebiam mais do que nós, mas de certa forma era como se nós bebêssemos ainda mais! Em qualquer lugar dos Estados Unidos você encontra essas garrafas de vodka baratas, e todo mundo andava com uma embaixo do braço.

Eric Peterson – O Metallica sempre vinha assistir os nossos shows. Eu sempre via James e Kirk na plateia. Lembro de James sentado no Ruthie's com seu boné virado para trás. Ele ficava batendo nas mesas com os punhos e gritando “The Haunting”, “The Haunting”!

Gary Holt – O nascimento do thrash violento foi no Ruthie's. Havia figuras como o enorme Toby Haines, que pisava nas cabeças das pessoas. Ele tinha 1,96 metros e era bem pesado. A música “Bonded by Blood” é sobre os shows do Exodus no Ruthie's, onde sempre havia vidros quebrados por todo o palco e as pessoas se cortavam com eles. Os caras pegavam hepatite C e coisas do tipo!

Robb Flynn – Há uma espécie de mito a respeito do thrash, de que tudo era uma diversão saudável e intensa, mas não era bem assim. Havia muito perigo real envolvido, muita violência, não era nada seguro.

Eric Peterson – Ninguém tinha armas, mas havia muitos canivetes. Todo mundo tinha um canivete!

Bob Nalbandian (fundador da revista Headbanger) – Todo mundo acha que o speed metal, ou thrash metal como ficou conhecido depois, se originou em San Francisco, mas é preciso lembrar que três das bandas do Big Four começaram em Los Angeles.

Foi para Los Angeles que Dave Mustaine voltou após ter sido colocado para fora do Metallica devido aos seus excessos com drogas e álcool. Ele canalizou toda a sua fúria no Megadeth, a banda que criou com o baixista Dave Ellefson. A dupla era o Toxic Twins do thrash metal (nos anos setenta, Steven Tyler e Joe Perry, do Aerosmith, ganharam esse apelido devido à quantidade industrial de drogas que utilizavam, em uma alusão ao Glimmer Twins, como eram conhecidos Mick Jagger e Keith Richards, dos Rolling Stones) – junkies que faziam de tudo para conciliar a carreira musical com o vício em heroína (a dupla gastou metade do adiantamento de 8 mil dólares recebido em 1985 para a gravação do seu disco de estreia, Killing is My Business … and Business is Good, em drogas, bebidas e, em dose menor, algum alimento). Apesar disso, havia muita expectativa pelo disco seguinte do grupo, Peace Sells … But Who's Buying?.

Dave Mustaine (Megadeth) – Eu achava o que nós havíamos feito no Metallica muito bom e revigorante. Eu vivia sozinho desde os meus 15 anos. Todo dia eu acordava, tocava guitarra e vendia maconha para sobreviver. A minha vida era assim. Eu estava apto para ter um emprego verdadeiro na indústria da música, convenhamos … Mas como parecia que isso não iria acontecer, eu entrei em um modo de preservação. Foi assim que o Megadeth surgiu, porque eu desenvolvi habilidades de sobrevivência desde que os meus pais haviam se separado.

Dave Ellefson (Megadeth) – Morávamos em Los Angeles, mas nos sentíamos como peixes fora d'água. Havia um submundo ao nosso redor. Nós éramos basicamente sem-teto e ficávamos com qualquer garota que se interessasse por um músico. Vivíamos em minha van ou em nosso local de ensaio. Nosso vício em drogas era um grande problema, e também causava dificuldades financeiras. Nós literalmente descemos para o inferno!

Dave Mustaine – A cidade em que a gente morava, Los Angeles, era muito perigosa. Mas nós também éramos. Muitas dessas brigas entre as bandas glam e de thrash que contam por aí eram realmente perigosas, principalmente por causa da heroína. Os caras do Mötley Crüe desfilavam em carrões enquanto pessoas morriam embaixo de suas rodas. Era uma época bem perigosa …

Dave Ellefson – Dave e eu não tínhamos um plano B, empregos fixos e estudo. Éramos dois sem-teto que viviam juntos. Coisas assim são o DNA de uma grande bandas. É isso que o Megadeth tem.

Dave Mustaine – Havia gente drogada por todos os lados, uns deitados no chão e outros mijando ao redor. Era glamoroso? Nunca! A maneira como gravamos discos hoje em dia é muito mais agradável para mim. Naquela época fomos para o The Music Grinder Studios, que era um lugar bem legal e ficava em um local da moda com um monte de peruas ao redor e um hot dog muito bom por perto. Com um pouco de dinheiro para a comida e para a heroína, tínhamos um bom dia.

Bob Nalbandian – Eu entrevistei Dave Mustaine logo depois que ele saiu, ou foi demitido, do Metallica. Ele era muito convencido e um pouco arrogante, mas de uma maneira positiva. Se você ler essas entrevistas hoje em dia, você verá que ela tinha uma atitude de não se importar com nada e uma determinação total para alcançar o sucesso e ser o melhor no que fazia.

Dave Mustaine – Eu lembro de me apaixonar por Belinda Carlisle, da banda The Go-Go's. Ela veio ao estúdio me ver um dia, e eu tinha acabado de cheirar heroína quando ela bateu na porta. Ela era contra as drogas, e eu estava totalmente perdido. Eu realmente não sei o que aconteceu para eu ter ficado sóbrio. Talvez a gente pudesse ter casado e tido um monte de filhos, eu não sei, mas esse dia foi um dos piores na gravação daquele disco, com uma grande oportunidade balançando na minha frente e eu deixando-a passar.

Lars Ulrich – Quando você ouvia Peace Sells pela primeira vez em 1986, ou se você vai ouvi-lo pela primeira vez hoje em dia, ele continua sendo um grande disco de heavy metal. Nem mais, nem menos. Ele passou pelo teste do tempo.

Dave Mustaine – Deixa eu dizer uma coisa para você: Peace Sells não é apenas um disco, é um estilo de vida. É isso que ele é, tanto para os nossos amigos como para os nossos inimigos.

Em 3 de março de 1986, Master of Puppets desembarcou nas lojas com um adesivo falso de aviso aos pais grudado na capa, em que se lia: “A única faixa que você não vai querer tocar é 'Damage, Inc.', por causa do uso infame da palavra que começa com 'F'. Fora isso, não há quaisquer 'shits', 'fucks', 'pisses', 'cunts', 'motherfuckers' ou 'cocksuckers' em qualquer outra música deste disco”. Três semanas antes, no Kansas Coliseum em Wichita, o Metallica começou uma turnê de cinco meses abrindo para Ozzy Osbourne. Isso impulsionou Master of Puppets para a posição número 29 da Billboard, uma façanha totalmente inconcebível 12 meses antes.

Mick Wall (jornalista) – O Mötley Crüe saiu com Ozzy, e os caras voltaram como estrelas. O Def Leppard saiu com Ozzy, e eles voltaram como estrelas. O Metallica saiu com Ozzy, e eles voltaram como estrelas. Era assim que as coisas funcionavam.

Brian Slagel – Os shows com Ozzy foram a primeira vez em que as bandas de thrash metal romperam as barreiras da cena que vieram.

Ozzy Osbourne – Eu estava caminhando perto do ônibus deles antes do show, ouvi alguém tocando algumas canções antigas do Black Sabbath e pensei que estavam tirando uma comigo. Eles não falavam comigo e sempre mantinham uma certa distância. Eu achava aquilo realmente estranho. Fui até o tour manager e perguntei: “Isso é uma piada ou algo do tipo?”. E ele respondeu: “Não, eles pensam que você é um deus!”.

Lars Ulrich – Essa foi a primeira vez que nós saímos de nossa região. Foi a primeira vez em que aparecemos no radar do mainstream.

Gary Holt – Os caras do Metallica eram todos meus amigos, então eu estava muito feliz com tudo o que estava acontecendo com eles. Desde que eles gravaram Ride the Lightning nós sabíamos que algo iria acontecer com a banda. E quando eles fizeram Master of Puppets ficou claro que eles eram melhores que qualquer um de nós.

Lars Ulrich – Lembro da última data com Ozzy, em Hampton, na Virginia. Nosso manager, Cliff Burnstein, veio de Nova York para assistir o último show. Ele se sentou no ônibus e disse: “Vocês estão vendendo discos suficientes para comprar muitas casas”. Nós ficamos cinco meses em turnê com Ozzy. Todos no mesmo ônibus, banda e equipe, bebendo 12 horas por dia, vivendo todas as fantasias mais malucas que tínhamos envolvendo garotas e heavy metal. Lembro de Cliff sentado e falando: “Fuuuuuuuuuuuuuuuckkkkk, eu posso comprar uma casa!”. O resto de nós não queria comprar uma casa, só queríamos continuar em turnê.

Kirk Hammett – Eu nunca imaginei que faríamos sucesso. Comparando o Metallica com os outros artistas nas paradas, éramos uma laranja podre no meio de um monte de belas maçãs.

Mick Wall – A grande diferença entre o Metallica e o resto era isto: eles tinham um grande disco, mas também tinham Lars Ulrich e Peter Mensch e Cliff Burstein, da Q Prime. Eles sabiam que não iriam tocar na MTV, então foram hábeis ao declarar “nós não vamos gravar nenhum clipe”. Ao mesmo tempo, Lars estava negocionando com Michael Alago, o chefão do selo A&R da Elektra, além de promotores e todo tipo de gente assim. Eles eram a base e a corporação ao mesmo tempo. Lars era um cara que poderia fazer carreira na indústria da música como executivo. Essa era a diferença.

Charlie Benante – Naquele tempo, o Headbanger's Ball estava começando na MTV. Eles mijavam em você durante uma hora e, se você tivesse sorte, via um vídeo do Bon Jovi ou do Poison. Era assim que funcionava, mas as coisas estavam mundando.

Graças a Master of Puppets, o thrash metal havia chegado ao mainstream. Outras bandas foram contratadas por grandes gravadoras depois do Metallica. Uma delas foi o Slayer, que trabalhava em seu terceiro álbum, Reign in Blood, enquanto o Metallica estava na estrada com Ozzy.

Brian Slagel – Havia uma competição entre as bandas para ver quem tocava mais rápido. Era por isso que elas eram classificadas de speed metal antes do surgir o termo thrash metal. O Slayer queria ser a banda mais rápida e pesada de todas.

Tom Araya – Nós tínhamos algo de black metal vindo do Venom, e isso nos colocou em outro nível. A ideia por trás de Reign in Blood era não fazer outro álbum lento como Hell Awaits, mas sim um disco rápido com canções curtas. Esse era o nosso objetivo.

Kerry King (Slayer) – O que eu lembro de quando compus essas canções? Não faço a menor ideia, cara …

Brian Slagel – Alguém me falou que Rick Rubin estava interessado no Slayer, e eu pensei: “Ok, isso é interessante. Def Jam, um selo de rap ...” Fui encontrá-lo, e Rubin era, definitivamente, muito mais headbanger do que eu imaginava. Ele realmente desejava o Slayer, e foi mais agressivo que qualquer outro que queria ter o grupo.

Tom Araya – O que Rick Rubin trouxe para o processo? O seu ouvido musical. O que aconteceu com Reign in Blood é que, embora ele fosse rápido, você podia ouvir tudo. Esse foi o toque de Midas de Rubin.

Brian Slagel – As demos de Reign in Blood tinham cerca de 34 minutos, mas quando finalizamos o disco ele tinha aproximadamente seis minutos a menos.

Tom Araya – Nós fizemos as mixagens, e eu pensei: “28 minutos?”. Falei para Andy Wallace, que era o engenheiro: “Isso é tudo?”. Ele: “Bem, é isso”. Perguntamos se isso seria um problema para Rick, e ele respondeu: “Bem, um álbum se constitui de 10 faixas, e nós temos 10 faixas”.

Jeff Hanneman (Slayer) – Quando nós finalizamos o disco e vimos a capa, uma pintura do artista Larry Carroll com Satã sendo carregado por homens com ereções, eu soltei um “yeah”! Eu tive a pintura original em minha casa durante anos.

Kerry King – Eu acho a capa legal e demoníaca. Ela não me incomoda em nenhum sentido. E, na boa, eu realmente não me importo com isso.

Tom Araya – Foi preocupante quando a Columbia se recusou a lançar o disco. Isso aconteceu por causa daquela faixa, “Angel of Death”, sobre o médico nazista Joseph Mengele.

Jeff Hanneman – Assisti um documentário que falava como os assuntos que você utiliza para escrever sobre o demônio, e a pesquisa que você faz para isso, faz você perceber o quão doentio o ser humano pode ser.

Kerry King – É assim que as coisas funcionam. Nós não tentamos mostrar quem é bom ou quem é ruim.

Lars Ulrich – Eu acho que o Slayer é a banda mais interessante daquela cena porque eles são os mais extremos. Eles não dão a mínima para ninguém, e por isso são tão legais.

Em 10 de setembro de 1986, no St Davis Hall em Cardiff, no País de Gales, o Metallica iniciou uma tour pela Europa como atração principal, tendo o Anthrax como banda de abertura. No dia 27 de setembro, depois de um show em Estocolmo, eles voltaram para o ônibus da turnê para uma viagem noturna até Copenhagen. Nas primeiras horas da manhã, próximo à cidade de Ljunby, o ônibus derrapou no gelo e capotou para fora da estrada. Cliff Burton foi jogado de seu beliche e atravessou a janela. O ônibus caiu em cima do baixista, tirando sua vida. Pouco antes, Cliff tinha jogado uma moeda com James para decidir quem ficaria com o beliche. Acontecia o primeiro choque de realidade do thrash metal.

Charlie Benante – Nós estávamos viajando na frente. Nos despedimos, e quando chegamos ao local encontramos crianças nos perguntando: “Vocês viram o que aconteceu com o Metallica?”. Eu já havia perdido pessoas na minha família, mas aquilo foi muito estranho.

James Hetfield – Eu vi o ônibus deitado em cima dele. Vi suas pernas esticadas para fora, e surtei! O motorista estava tentando puxar o cobertor que estava com Cliff para dar para outra pessoa. Olhei para ele e gritei: “Não faça isso!”. Eu queria matar aquele cara. Nosso tour manager falou: “Vamos manter a banda unida e voltar para o hotel”. Eu pensei: “A banda? Não existe mais banda, somos apenas três caras”.

Gem Howard – Tinha uma jornalista japonesa chamada Terri Mashizuke. Ela era como uma garotinha de escola, bem pequena. Ela entrou no escritório da Music for Nations em prantos, e a maioria de nós começou a chorar.

Eric Peterson – Nós tínhamos um show com Jonny e Marsha Z, da Megaforce Records. Jonny era muito próximo do Metallica naquela época. Estávamos ensaiando, e Jonny olhava fixamente para o bumbo. Ele estava perdido, e falou: “Cliff morreu na noite passada”. E começou a chorar. Todos nós derramamos algumas lágrimas.

Kirk Hammett – Nos últimos quatro ou cinco meses de sua vida, Cliff começou a tocar bastante guitarra. Ele fazia uns acordes enquanto ouvia música e pedia umas dicas para mim. Lembro que ele amava a maneira como Ed King, do Lynyrd Skynyrd, tocava.

Dave Mustaine – Eu sempre pensei em Cliff como um grande músico. Nós não tivemos a chance de ter qualquer tipo de relacionamento.

Lars Ulrich – Nós ficamos obviamente de luto, mas depois que a raiva começou a passar percebemos que ele não morreu da maneira como as pessoas que estão envolvidas com o rock morrem, geralmente em consequência do uso abusivo de álcool e drogas. Cliff nunca fez isso.

Brian Slagel – Umas quatro semanas depois da morte de Cliff, Lars me ligou e perguntou se eu não tinha um baixista para indicar para a banda. Minha primeira sugestão foi Joey Vera, do Armoured Saint, mas ele não quis sair do grupo. Então eu falei: “Olha, tem uma banda chamada Flotsam and Jetsam, e o baixista é um grande fã do Metallica. Acho que é o cara certo”. O Flotsam era a banda de Jason Newsted, ele compunha tudo lá. Chamei Jason para conversar e disse: “Você está indo de uma banda onde compõe todo o material para uma onde não poderá falar nada. O Metallica é a banda de Lars e James, você será apenas o baixista. Tudo bem para você?”. Depois de um mês, Jason estava no Metallica.

Quando o Metallica retornou aos palcos após a morte de Cliff Burton, o thrash metal havia alcançado o grande público. No topo, junto com eles, estavam o Slayer e o Megadeth, cujos álbuns Reign in Blood e Peace Sells … But Who's Buying? foram lançados com uma distância de apenas três semanas entre um e outro, entre outubro e novembro, pela Def Jam e pela Capitol. Ambos chegaram ao top 100 norte-americano. Os críticos da cena não gostaram nada disso, mas o thrash metal era agora uma realidade. Vinte e cinco anos depois, 1986 parece e soa como um ano lendário. As coisas nunca mais foram as mesmas para qualquer uma das bandas envolvidas.

Brian Slagel – Estão todos maduros e cresceram como músicos, têm mais dinheiro e tempo para fazer as coisas e estão trabalhando com pessoas melhores. Houve uma demanda e uma grande novidade quando essas bandas surgiram, tudo culminando naquele ano.

Gem Howard – Você tem esses períodos no rock. Em 1967-1957 foi o pico do rock and roll. Em 1966-1967 houve o movimento hippie. Em 1976-1977, o punk. E em 1986-1987, tivemos o thrash metal. Este ciclo de dez anos parece ter acabado aqui.

Charlie Benante – Nós fomos da Megaforce para a Island, que era a casa de todo mundo, de U2 a Bob Marley a Anthrax.

Bob Nalbandian – A mentalidade das grandes gravadoras era: “O dinheiro é o que interessa, então vamos sugar todas as bandas que conseguirmos”. E essa foi a razão pela qual, alguns anos mais tarde, elas começaram a assinar com qualquer banda 'thrash', saturando a cena com um monte de merda, que, inevitavelmente, levou ao declínio do thrash metal no final dos anos 80 e durante toda a década de 90.

Dave Ellefson – Estar em uma grande gravadora era manter a porta aberta para os nossos fãs. 1986 foi um grande ponto de virada. A ordem era ser grande, ser diferente. E nós sabíamos que éramos diferentes.

Gary Holt – Metallica, Megadeth, Slayer e Anthrax de longe foram as bandas que mais venderam discos. Às vezes leio coisas do tipo “Exodus, Testament, estas bandas eram seguidoras, por isso não estão no Big Four”. O Exodus fez tudo antes que o Metallica, mas a verdade é que tudo se resume às vendas. Eu não tenho problema com isso. Todos nessas bandas são grandes amigos meus.

Jeff Hanneman – Eu deixei a minha marca no mundo, fiz algo e posso morrer feliz.

James Hetfield – Tem momentos em que eu romantizo tudo o que aconteceu. A vida era muito mais simples naquela época.

Fonte: Whiplash!

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Ulrich: As pessoas eventualmente serão capazes de falar sobre o Lulu cara a cara

   22 de Fevereiro de 2012     tags: entrevista, ulrich, lulu      Comentários

O baterista do Metallica, Lars Ulrich, falou com Roche da rádio DC101 de Washington D.C no começo desta semana sobre o novo grande projeto da banda, que é o festival Orion Music + More, um festival de dois dias criado pela banda que acontecerá em Junho em Atlantic City e contará com mais de 20 bandas, atrações relacionadas a estilo de vida, entre outros. Ulrich também falou sobre o álbum colaborativo com Lou Reed, Lulu, que teve baixa vendagem e críticas desastrosas em Novembro passado. Confira um trecho da conversa abaixo, ou ouça o áudio completo em inglês clicando aqui.

Quando perguntado sobre a sua opinião sobre as reações dos fãs ao Lulu, Lars disse, “Você aprende, ao longo do caminho, a meio que absorver tudo com um pouco de distância. Obviamente, é fantástico que em 2012 a internet dê meios para todos expressarem suas opiniões, e eu acho que é um meio incrível de se comunicar e aproximar o mundo. Mas, obviamente, como um artista, ou alguém que está criando algo, você tem que tomar cuidado com o quão fundo você vai no que todos estão falando, porque realmente pode ferrar sua mente. Eu sempre estive numa posição na qual sou bem insensível, então essas coisas não me incomodam tanto. Foi muito difícil para o Lou, porque ele leva tudo muito para o lado pessoal. E eu acho que ele ficou muito surpreso. Nós sempre falávamos a ele: ‘Olha, há alguns fãs de metal muito, muito, muito radicais que gostam de tudo pré-embalado numa caixinha assim, e, no minuto que você varia um pouquinho daquilo, eles ganham uma hérnia.’ E tudo bem – Estou bem com isso. As pessoas tem que entender e eu acho que tenho dito isso durante boa parte dos 30 anos (risos), e eu tenho tentando encontrar outras maneiras de dizer isso, mas é basicamente a mesma coisa, que é que as pessoas tem que entender que no Metallica, nós meio que precisamos continuar a nos reinventar e experimentar coisas diferentes e tentar experiências diferentes; é parte do que precisamos para sobreviver criativamente. Então, nessa situação, quando uma lenda, um ícone como Lou Reed te liga e fala, ‘Venha e grave um álbum comigo,’ é meio ‘Ok. Nós iremos e gravaremos com você.’Aí você se joga na aventura e vê onde ela vai te levar. Sabe, é a melhor parte de estar no Metallica – nós podemos fazer isso e não devemos satisfações a ninguém, não temos que pegar dinheiro de ninguém para fazer acontecer, ou coisas assim. Então é um luxo. E entendo que existam pessoas que fiquem ressentidas com isso, porque eles querem que o Metallica faça apenas o que elas querem que seja feito. Mas eu não consigo viver assim. (Risos) Então foi uma experiência realmente muito, muito divertida gravar esse álbum. Foi um pouco difícil, obviamente, as reações à isso, porque nós sentimos que fizemos algo realmente impulsivo, mas bonito e que tem seu charme. Mas a parte interessante é que, nas últimas semanas, a cada dois ou três dias, acho que o Howard Stern começou a falar sobre uma música semana passada chamada Junior Dad e sobre como ele estava errado sobre o álbum na primeira vez que ele ouviu e como agora Junior Dad é uma música incrivelmente bonita e ele a ouviu a semana inteira e aconselhou todos a fazerem o mesmo. E eu acabei de ver um artigo, na LA Weekly ou algo assim, alguém me enviou, falando que o álbum de 2011 na verdade foi o Lulu mas ninguém vai reconhecer isso pelos próximos vinte anos. Então, um a um, eles estão caindo. (Risos) Em novecentos anos, as pessoas serão capazes de falar sobre o Lulu, cara a cara, sem esconder-se atrás de máscaras. Estamos aguardando esse dia. (Risos)”

Agradecimentos: Lady Justice
Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Ulrich fala um pouco mais sobre filme 3D

   22 de Fevereiro de 2012     tags: 3d      Comentários

Quando o Metallica recentemente confirmou notícias de que estaria trabalhando em um filme 3D, a banda foi vaga sobre o que exatamente o projeto seria ou quando sairia. O The Pulse of Radio perguntou ao baterista Lars Ulrich por mais informações e ele disse que a produção de filme é um novo território para o grupo e que eles estão levando isso bem devagar. "Foi uma idéia que estava na cabeça de todo mundo pelos últimos dois anos", disse ele. "Fazer nosso próprio filme 3D é mais fácil falar do que fazer, mas nós estamos dando nosso melhor e temos uma janela para isso, mais pro final do ano, que esperamos que ainda façamos acontecer. Nós só queremos garantir que a gente não se jogue em algo que fique tão grande que a coisa toda estoure na nossa cara."

Ulrich completou que a banda espera que o filme vá as telas no final de 2013.

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Ulrich diz que Orion Music + More contará com coisas pesadas

   22 de Fevereiro de 2012     tags: orion music and more, ulrich, entrevista      Comentários

O Metallica anunciou recentemente a criação do festival Orion Music + More, um novo festival de música, artes e estilo de vida, fundado e liderado pela banda. O evento acontece nos dias 23 e 24 de Junho no Bader Field em Atlantic City, EUA. Porém, para a surpresa de muitos fãs, o festival contará com uma diversa gama de música e não focará exclusivamente em metal e rock pesado. O baterista Lars Ulrich disse ao The Pulse of Radio sobre o porque da banda ter feito esta escolha. "Esta coisa toda é meio que baseada mais nos festivais clássicos que nós temos tocado na Europa por boa parte dos últimos 25, 30 anos, que é realmente sobre diversidade e realmente sobre meio que muitas, muitas experiências musicais", disse ele. "Então é meio que o que estamos buscando. Agora, se as pessoas gostam disso ou não, descobriremos, mas haverá muitas coisas legais, pesadas, acredite".

Bandas como Arctic Monkeys, Avenged Sevenfold, Modest Mouse, The Gaslight Anthem, Cage the Elephant, Best Coast, Gary Clark Jr., Lucero, Roky Erickson, The Sword, dentre outras, já estão no festival ou estão sendo confirmadas nas próximas semanas.

Ulrich disse ao The Pulse of the Radio que o show contará com uma tenda menor, dedicada a bandas novas de thrash e punk.

O Orion Music + More contará com diversos palcos ao vivo, mais um elemento de estilo de vida que refletirá interesses pessoais de cada membro do Metallica.

A banda será a atração principal de ambas as noites, tocando o álbum preto na íntegra em uma das noites e o disco "Ride the Lightning" na outra. Esta será a única vez que a banda tocará estes álbuns na América do Norte em 2012.

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Slayer: Metallica tentou ser cool demais com Lulu

   16 de Fevereiro de 2012     tags: slayer, entrevista, lulu      Comentários

Jenn Selby do The Quietus realizou recentemente uma entrevista com o baixista/vocalista do Slayer, Tom Araya. Alguns trechos da conversa podem ser conferidos abaixo, em que ele fala sobre o controverso disco "Lulu":

The Quietus: O Metallica decidiu ir em uma direção pouco usual recentemente e fez o "Lulu" com Lou Reed. Qual seria o equivalente do Slayer, se vocês tivessem que ir e faze-lo, e tivessem que escolher um artista para faze-lo e que fosse totalmente diferente, quem seria e por que?

Tom: Erm... Eu não posso dizer pela banda inteira, mas exigiria pensar muito, e eu não nos vejo fazendo algo como isso. Eu não consigo nem conceber a idéia de fazer algo como isso, sabe? Lou Reed dentre todas as pessoas, sabe? Ele é tão avant garde, tão fora, tão musicalmente diferente. Ele tem sua própria coisa. Ele tem sua própria forma. E para eles tentarem... Eu não sei, quando eu descobri sobre isso, eu achei que foi um pouco demais.

The Quietus: Você ouviu o álbum?

Tom: Não, eu não ouvi o álbum. Eu não quero. Para mim, é como se fosse, eu odeio dizer isso, mas é tentar demais ser cool.

The Quietus: Lou Reed está se esforçando demais?

Tom: Não, não, não, isto não é nada contra o Lou Reed. Lou Reed é ótimo, eu acho que o que ele faz é maravilhoso, mas é o Metallica tentando ser cool demais. Eles estão tentando ser cool demais. Por que vocês precisam fazer isso? Por que vocês precisam ser tão cool? Isto é com o Metallica, não com Lou Reed. Ele é ótimo... E eles vão odiar se lerem isto, eles vão me odiar por falar isto, mas é só minha opinião pessoal. Eu não preciso nem ouvir o álbum! [Risos]

A entrevista completa pode ser lida, em inglês, clicando aqui.

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Show na Suíça

   13 de Fevereiro de 2012     tags: yverdon-les-bains      Comentários

O site oficial do Metallica foi atualizado com a seguinte notícia, anunciando mais um show na Europa:

É isso, nossa última adição de nossas férias de verão na Europa com uma data do Sonisphere em Yverdon-les-Bains, Suíça, em 30 de Maio de 2012. Você imaginou, o álbum preto será tocado na íntegra (sim, sim, aquela coisa do 20o. aniversário) e o line-up do dia está de outro mundo já que o Slayer, Motorhead, Mastodon, Gojira e Eluveitie se juntarão a nós!

A pré-venda do fã-clube já começou, então membros do MetClub, se loguem para mais detalhes. Os ingressos irão a venda na sexta-feira, 17 de Fevereiro, as 8:00 AM horário local no www.ticketcorner.ch. Para mais informações sobre o Sonisphere, clique aqui.

É isso para a Europa... Por enquanto. Mas acredite em nós, ainda há muito do verão sobrando!

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Trivium coveriza Metallica em Denver

   13 de Fevereiro de 2012     tags: trivium, vídeos      Comentários

Um vídeo amador do Trivium tocando uma cover da clássica música do Metallica, "The Four Horsemen", em 10 de Fevereiro no Summit Music Hall em Denver, Colorado, foi disponibilizado no YouTube e pode ser conferido abaixo. O Trivium tocou a música como um trio, com o vocalista/guitarrista Matt Heafy assistindo seus colegas de banda - Corey Beaulieu (guitarra), Paolo Gregoletto (baixo) e Nick Augusto (bateria) - do lado do palco (Corey fez os vocais na faixa).


Agradecimentos: Waneska Candido
Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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