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Hetfield fala sua visão sobre projetos paralelos

   12 de Dezembro de 2015     tags: hetfield, entrevista      Comentários



Durante uma entrevista para a revista So What! do fã-clube oficial, o frontman do Metallica, James Hetfield, foi perguntado se o baixista Robert Trujillo fazendo seus projetos e o guitarrista Kirk Hammett realizando suas aventuras relacionadas ao terror, lhe deu mais força para desenvolver alguns projetos como esses para ele próprio.

Ele respondeu: "Essa é uma ótima questão, pois, para mim, sempre foi que se alguém fizesse alguma outra coisa, diluiria a potência do Metallica. Esse sempre foi o pensamento ao redor disso. Mas eu acho que se eles fazem isso, está tudo bem, mas se eu fizer isso, não, pois eu sou o frontman, ou Lars [Ulrich] é o baterista. Nós somos os fundadores. Nós não podemos fazer esse tipo de coisa."

Perguntado se ele ainda se sente dessa forma, Hetfield respondeu: "Eu acho que sempre foi assim, e eu ainda sinto um pouco disso. E eu acho que o Metallica, para Lars e eu - falarei principalmente por mim, mas eu sei que ele se sente da mesma forma - Metallica é nosso projeto paralelo também. É nosso projeto principal, mas é nosso projeto paralelo, é nosso projeto 24h do dia, 7 dias por semana. Isso não significa que eu não quero tentar outras coisas, como um trabalho de voiceover, um livro, fotografia, arte, carros... Você quem diz. Eu quero acrescentar a mim, não subtrair do Metallica."

Ele continuou: "Antes, eu posso ter ido a mesa com uma atitude negativa em relação a projetos paralelos: 'você está fazendo isso, o que significa que não está curtindo a banda tanto quando eu ou o Lars'. Estou cansado desse sentimento e estou cansado de ressentimento."

"No final, eu sei que Lars e eu somos os guias disso. Nós dirigimos o Metallica a maior parte do tempo, e os outros dois caras estão muito felizes que esta é a forma que é. E todos nós somos iguais. Estamos todos contribuindo da nossa forma. Mas eu acho que Lars e eu estamos bem confortáveis de sermos os líderes disso. E estamos em um ótimo momento atualmente, pois todo mundo sabe que a banda é prioridade acima de tudo, mas todo mundo também sente que é livre para explorar outras coisas."

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Hammett demonstra o Randall KH103 signature

   11 de Dezembro de 2015     tags: vídeos, hammett, produtos      Comentários

Kirk Hammett demonstra, em um vídeo de três minutos e meio disponibilizado pelo Musician's Friend, o amplificador signature Randall KH103. Confira abaixo.


Fonte: Whiplash!

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Capa do livro com a história definitiva do Master of Puppets

   10 de Dezembro de 2015     tags: livros, master of puppets, back to the front      Comentários



O site oficial do Metallica foi atualizado, com mais informações a respeito do livro com a história definitiva do Master of Puppets:

Mais de um ano atrás, nós contamos a vocês que tínhamos nos juntado ao aclamado autor Matt Taylor, para contar a história definitiva do Master of Puppets e a turnê subsequente ao seu lançamento. Todos vocês entraram no barco para nos ajudar a juntar a peças ao enviar fotos, vídeos, histórias e mementos... Nós não poderíamos ter isto sem vocês! Aqui está a primeira espiada na capa do Metallica: Back to the Front, que verá a luz do dia no outono [americano] de 2016.

Nós temos certeza que valerá a espera, já que o livro está cheio de entrevistas exclusivas e intensas com todos nós, já que passamos inúmeras horas com Matt, cavando fundo em nossas memórias por histórias, anedotas, detalhes e contos do estúdio, da estrada e além. Matt falou com todas as principais pessoas na época em nossa história, incluindo aquelas que estavam com a gente durante a produção do disco, como o produtor Flemming Rasmussen e o homem que o mixou, Michael Wagener. Ele foi atrás de toda a equipe de turnê do Master of Puppets, incluindo John Marshall e membros das bandas que fizeram turnê com a gente, Anthrax e Armored Saint. Nosso agente de shows, promotores de turnê e os empresários Cliff Burnstein e Peter Mensch foram todos generosos com seu tempo e lembranças. O guitarrista do Faith No More, Jim Martin, e o baterista Mike Bordin, e Brian Tatler do Diamond Head falaram com Matt sobre suas memórias dessa época louca e claro, vocês, os fãs que estavam naqueles shows nos deram uma ótima visão das suas memórias e experiências. Finalmente, estamos honrados que o pai de Cliff Burton, Ray, se sentou para uma extensa entrevista.

Todos nós fomos aos armários de armazenamento, sotãos, e porões para encher o livro com centenas de imagens nunca vistas antes, tiradas de nossos arquivos pessoais e estivemos envolvidos em cada passo para trazer a vocês a história completa. Nenhuma pedra foi deixada no lugar, enquanto nos preparamos para celebrar o aniversário de 30 anos do lançamento do álbum.

Continuem de olho aqui, já que voltaremos de tempos em tempos para mais espiadas nas páginas do livro e, claro, detalhes do lançamento.

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Geddy Lee do Rush quase produziu Master of Puppets

   10 de Dezembro de 2015     tags: rush, master of puppets      Comentários



O baixista/vocalista do Rush, Geddy Lee, confirmou o antigo boato de que ele quase produziu o clássico disco "Master of Puppets" de 1986. Disse ele a Noisey: "É meio que verdade. Houve alguma discussão com [o baterista do Metallica, Lars Ulrich], na época, sobre trabalhar com eles. Isso foi antes do 'Master of Puppets' sair, eu acho. Houve conversa, sabe. Eu era amigo do empresário deles, e eu encontrei com Lars na Inglaterra. Eu me lembro de vê-los aqui em Toronto, quando eles tocaram no Masonic Temple. Foi quando o baixista original [Cliff Burton] ainda estava na banda. Sabe, antes daquela tragédia. E, sabe, nós falamos sobre isso, e eu gostava na banda deles na época. Mas acabou nunca acontecendo."

Durante a mesma entrevista, Lee admitiu que não é muito fã de heavy metal.

"Eu não ouço muito metal", disse ele. "Mesmo que exista um aspecto do nosso som que pode ser bem metal, eu meio que atribuo isto mais ao começo do metal, na forma que o [Led] Zeppelin era metal e na forma que Black Sabbath era metal, e Blue Cheer era metal. E esse é o tipo de tradição de metal que nós pegamos."

Ele contiunou: "Eu gosto do Metallica. EU tenho muito respeito por eles. Mas você não ouvirá muito speed metal ou death metal na minha casa."

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Hetfield: Perdemos milhões de dólares em cada edição do Orion

   10 de Dezembro de 2015     tags: orion music and more, entrevista, hetfield      Comentários



James Hetfield disse que a banda "perdeu milhões" de dólares na realização do festival Orion Music + More, tornando improvável que o grupo se envolve no projeto novamente.

O evento de Junho de 2013 na Belle Isle em Detroit teve público de pelo menos 40 mil pessoas no decorrer de dois dias do evento, para assistir a apresentações do Metallica, Red Hot Chili Peppers, Deftones, Silversun Pickups, Rise Against, dentre outros.

A banda moveu o evento para Detroit, após a edição inaugural em Atlantic City, New Jersey, em 2012, naquilo que a Billboard chamou na época de "transição suave" para "um segundo ano de sucesso".

Falando com a revista So What! do fã-clube do Metallica, Hetfield afirmou sobre o Orion Music + More: "Eu agradeço por termos feito o Orion. Aqueles dois que fizemos foram divertidos. Nós colocamos algumas bandas lá na frente das pessoas, principalmente nossos fãs, e essa era a idéia. Se ficasse no zero a zero, nós ainda estaríamos fazendo isso, mas perdemos milhões nas duas vezes. Nós não podemos fazer isso. Em algum momento, os negócios entram no jogo. Por que você continuaria fazendo algo que é prejudicial a você e que te impede de seguir adiante?"

Ele completou: "Foi divertido fazer, nós nos divertimos bastante fazendo isso, empregamos muitas pessoas e ajudamos ambas as cidades onde aconteceu. Muitas coisas boas vieram disso, mas nós não podemos fazer de novo."

Perguntado o porquê dele achar que o Orion não funcionou, Hetfield disse: "Talvez tenha sido uma aventura grande demais, em relação as atrações. Eu acho que foi amplo demais. Se tivesse sido mais um festival de metal, ou realmente pesado, talvez? O que estávamos fazendo era novo. Cada banda que estava lá tinha algum diferencial. E não importava o gênero que estavam. Eu não diria toda banda, mas essa era o sentimento que buscávamos. Talvez precisasse ser um pouco mais secular."

Ele continuou: "Como os festivais ficam grandes? Eu não sei. Se for vendido como um festival hippie, todos os hippies vem? Se é vendido como um festival de death metal, toda a galera de death metal vem?"

"E vai saber? Talvez tenha sido a gente ligando o nosso nome. É, tipo, 'Ah, é o festival deles. Eu não quero ir'. Eu não faço idéia! Estamos colocando importância demais no nosso nome? Se abríssemos a barraquinha de hambúrguer do Metallica ali, mais pessoas viriam ou menos pessoas viriam por gostarem ou não gostarem da gente? Suas opiniões são influenciadas pelo nosso nome lá?"

Hetfield continuou, especulando o porquê dos fãs do Metallica estarem relutantes para gastar seu suado dinheiro em um festival com um monte de artistas que não eram metal. Disse ele: "Por que, em um festival do Metallica, o Red Hot Chili Peppers está tocando? Ou porque Eric Church toca em um festival do Metallica? Isso está errado. Eu não vou'. E tribalismo. Eu amo a terra tribal. Eu amo 'pertencer'. Eu amo uma sensação de família. Eu amo uma sensação de 'está tudo bem ser diferente quando vocês são diferentes juntos'. E todo mundo é diferente. Todo mundo sabe que eles estão conectados no final, mas talvez algumas vezes você só pense, 'por que você não pode só gostar do que gosta, por gostar disso?' Eu tenho que ver outras dez bandas que eu não gosto, só para ver a banda que curto? Talvez eu não queira fazer isso'. É simples assim."

Ele continuou: "Tentar agradar a todos, a toda hora, nunca funcionou. Nunca. E ao invés de todos os fãs de todas essas bandas se reunirem em um lugar, que era meio que a nova forma politicamente correta de ser - 'é um mundo, uma família' - eles na verdade se cancelaram. 'Meu Deus, eu não quero sair com um monte de metaleiros com piolhos, batendo cabeças, com seus insetos voando no meu cabelo! Eu não quero dividir o banheiro com aquele cara!' Talvez tenha sido isso? Eu não sei."

Hetfield completou: "Vai saber porque as pessoas são do jeito que são. Eu não posso forçar as pessoas a pensarem como a gente. E é isso que acontece quando você é um artista. Você pode pensar do jeito que quer, criar o que quer, lançar por aí, e não tem expectativa. Você teve êxito. Agora, se você faz um negócio com arte envolvida, é uma história diferente, e é difícil continuar a fazer isso e perder dinheiro. Simplesmente não faz sentido."

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Metallica disponibiliza documentário Freeze 'Em All

   08 de Dezembro de 2015     tags: antarctica, vídeos      Comentários



O site oficial do Metallica disponibilizou gratuitamente o documentário "Freeze 'Em All", a respeito do show que a banda realizou dois anos atrás, em 8 de Dezembro de 2013, na Antártida:

Em 8 de Dezembro de 2013, nós nos vimos tocando um show para algumas dezenas de amigos, fãs e pinguins na Carlini Base na South Shetland Islands na Antártida. O show fechou um ano onde fomos sortudos suficientes para colocarmos os pés e tocar em todos os sete continentes durante um período de 12 meses.

Enquanto estávamos na Antártida, nosso amigo Adam Dubin (A Year and a Hald in the Life of Metallica) nos acompanhou com sua câmera, registrando alguns momentos nossos no barco com nossa equipe e nossos fãs, vendo paisagens inacreditáveis que a Antártida tinha a oferecer e tocando nosso disco silencioso sob a redoma. Foi realmente o show mais não usual de nossa carreira e uma jornada inesquecível.

Nós gostaríamos de compartilhar o documentário de 20 minutos que Adam fez com vocês, como um presente adiantado de Natal exclusivamente para os Fifth Members. Membros do MetClub podem baixá-lo ou assistí-lo online.

Esperamos que vocês curtam... Foi uma experiência única que ainda estamos tentando entender!


Caso queiram rever a apresentação, o vídeo completo da transmissão do show pode ser conferido clicando aqui.

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Hetfield tem orgulho do Lulu

   07 de Dezembro de 2015     tags: entrevista, hetfield, lulu      Comentários



O frontman do Metallica, James Hetfield, defendeu o "Lulu", o controverso álbum colaborativo com o ex-frontman do The Velvet Underground, Lou Reed, explicando que fazer o disco foi uma experiência divertida que uniu ainda mais os membros do grupo.

"Lulu" polarizou os fãs ao redor do mundo e recebeu duras críticas. O esforço contou com as letras e poemas falados do ex-frontman do The Velver Underground combinadas com as bases musicais do Metallica, resultando em uma experiência que não soava como nada que a banda já havia feito anteriormente.

Quatro anos desde o seu lançamento, "Lulu" vendeu menos de 35 mil cópias nos Estados Unidos, de acordo com a Nielsen Soundscan.

Falando com a revista do fã-clube do Metallica, a So What!, Hetfield disse que não se arrepende de ter feito o "Lulu".

"Nós temos sido extremamente cabeça-duras ou sortudos ou algo assim", disse ele. "Nós temos sido bem enfadados nas coisas que funcionaram bem para a gente. Somos perfeccionistas. Nós somos realmente extremamente auto-críticos. Isso nos levou onde estamos, mas também é uma maldição. Quando algo não vai bem, eu sou duro comigo mesmo."

"'Lulu' não foi aceito tanto quando nós o aceitamos", continuou. "Eu tenho muito orgulho do que fizemos. Foi divertido, foi uma aventura. E há muitas bandas por aí que fazem aventuras que as mataram, seja escolhendo o empresário errado ou fazendo um mal investimento ou algo do tipo."

"Nós temos esta dedicação e lealdade a esta banda não importa o que aconteça, nada pode nos matar. Seja Cliff Burton [morrendo], Jason [Newsted] saindo. O filme 'Some Kind of Monster', o drama que está rolando agora, sempre há algo que nos une e que sobrevivemos. Então o 'Lulu' nos uniu ainda mais."

Hetfield completou: "Há certos artistas que te defendem e falam, 'Ei, eu gosto disso. Eles são artistas! Eles se divertiram! É algo que eles queriam fazer e eles fizeram'. Vocês não precisam gostar, eu entendo isso, mas há pessoas que são articuladas o suficiente para poderem dizer isto desta forma: 'Eu posso não gostar do projeto, mas eu fico feliz, como artista, que eles correram o risco e mandaram ver.'"

"Eu acho que no fundo tem a ver com personalidades. Você pode ou não querer que as coisas sejam seguras, e você investe tanto nelas que se não forem seguras, agita o seu mundo inteiro, ou você leva a vida como uma aventura."

O guitarrista do Metallica, Kirk Hammett, disse que não ficou perturbado pelo fato de que a maioria dos fãs da banda considerou "Lulu" impossível de se ouvir, dizendo, "eu amo esse álbum até a morte. É triste que algumas pessoas não o veja da mesma forma que eu, mas o que posso fazer? Eu não posso fazer nada a respeito. Eu só posso continuar amando-o. E se as pessoas gostarem, ótimo. Se não gostarem, ótimo também. É só música."

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Newsted revela truque que usou para ser chamado

   02 de Dezembro de 2015     tags: newsted, entrevista, curiosidades      Comentários



Em conversa com That Metal Show, Jason Newsted contou como conseguiu a vaga de baixista no Metallica em 1986, substituindo o lendário Cliff Burton: "Fui o último a tocar. Eles tinham chamado 50 caras para uma audição, e eu fui o último. Estudei as músicas que eles tocaram quando abriram para o Ozzy (o Metallica estava abrindo shows do madman antes da morte de Cliff). Achei o setlist que eles tocaram e escrevi numa folha de papel, que mostrei para Lars dizendo 'eu sei tocar estas'. Ele ficou surpreso: 'cara, este é nosso setlist'. E eu me fiz de surpreso. Ele falou pra gente seguir em frente e eu mandei bala, foi isto - eles me chamaram naquela noite para voltar em dois dias e tocar mais quatro músicas. Daí no Halloween de 1986 fiz meu último show com o Flotsam & Jetsam, coloquei meu baixo no carro e onze dias mais tarde estava tocando em arenas lotadas no Japão com o Metallica".

Fonte: Whiplash!

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Nova guitarra Nosferatu de Hammett

   30 de Novembro de 2015     tags: hammett, produtos, vídeos      Comentários

O guitarrista do Metallica, Kirk Hammett, que é um grande fã de terror, revelou uma edição extremamente limitada da guitarra ESP LTD Kirk Hammett Nosferatu.

Com preço fixado em 2400 dólares para os Estados Unidos (US$2500 para o exterior), cada uma das 13 guitarras são numeradas a mão e autografadas por Kirk, e incluem uma foto de Hammett segurando sua própria guitarra com um certificado de autenticidade. Também está incluso um giclée de Basil Gogos do Nosferatu, assinado por Basil Gogos, e uma edição limitada do Famous Zombies Jr Kirk Von Hammett Zombie, também conhecido como "Lil Kirk".

Um vídeo de Hammett demonstrando a guitarra pode ser visto abaixo, e outras informações podem ser conferidas clicando aqui.


Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Hetfield fala do fracasso comercial de Through the Never

   27 de Novembro de 2015     tags: entrevista, through the never, hetfield      Comentários



O frontman do Metallica, James Hetfield, admitiu que a banda não conseguia entender porque o filme "Metallica Through The Never", de 2013, falhou na tentativa de se conectar a uma audiência mais ampla.

"Metallica Through The Never" arrecadou apenas US$3.4 milhões nas bilheterias americanas, nas quatro primeiras semanas de lançamento, custando mais de 20 milhões de dólares para ser feito, com a banda colocando todo o dinheiro do projeto.

A banda filmou o filme em dois shows em Vancouver no verão de 2012, usando um palco de 5 milhões de dólares construído especificamente para a produção.

Falando com o revista oficial do fã-clube do Metallica, a So What!, Hetfield disse: "É bem agridoce, toda a parte do filme. Nós colocamos muito dinheiro, tempo e esforço nele, e o quão fantástico achávamos que era, e como 'uau, quão único é isto' que sentíamos em relação a ele, mas no final, foi um fracasso. Não era muito um filme-show, nem muito um drama com ação, estava em algum lugar no meio; ele simplesmente caiu pela fenda. Disapareceu. E foi triste ver isso."

Ele continuou: "A forma como a vida é agora no campo do entretenimento, especialmente filmes, dois anos de trabalho culminou em uma noite de sexta-feira. 'Ok, o filme foi lançado!'. Na noite de sexta, você sabe bem o panorama completo e como o filme será recebido nas bilheterias. Mas a gerência disse - e eu concordo com isso; faz total sentido - que Hollywood tem a ver com percepção. Hollywood tem a ver com boatos se espalhando e coisas do tipo, então se alguém twitta, 'Ei, o filme é ótimo', se isso se espalha, então ajuda. Muitas pessoas não vão ao cinema por causa de resenhas, eu acho... Eu não entendo muito disso."

Hetfield reconheceu que o "Metallica Through The Never" de fato recebeu resenhas em sua maioria positivas, mas continuou explicando: "Eu direi para minha esposa, 'Ei, vamos ver isto. Parece bom!'. E ela diria, 'Bem, ele recebeu resenhas ruins. Nós não vamos.'. É tipo... Eu não ligo. Parece bom para mim. Me deixe ir e descobrir se eu gosto ou não. Uma resenha é apenas mais uma opinião. Mas de qualquer forma, eu acho que no final ficou quanto tempo nos cinemas, umas duas semanas? Eu diria para as pessoas, 'Ei, nós lançamos este filme', e elas diriam, 'Legal, eu não posso ir nesta semana. Talvez eu vá na próxima'. Bem, na próxima não estará mais passando."

O frontman do Metallica revelou que a banda sentiu muita "frustração" pelo fato de que "não conseguiam que mais pessoas vissem" o filme. Ele disse: "É, tipo, espere um minuto. Nós íamos para as exibições e todas as pessoas estão lá, e elas estavam lá para ver o filme? Sim. Elas estariam lá se a gente não fosse aparecer? Eu não sei. Esse não é nosso forte. Simples assim. Nós fazemos música boa, nós gostamos de turnê, nós gostamos de tocar. E isso não se traduziu muito bem para os cinemas."

Um vídeo documentando a produção de "Through The Never" mostrou Peter Mensch, um dos empresários do Metallica na Q Prime, discutindo com a banda formas de economizar US$2 milhões para diminuir o orçamento do filme para US$30 milhões.

Marc Reiter, que trabalha para a Q Prime, disse a So What! que o filme foi o maior gasto único na história da banda, mais do que todos os orçamentos combinados de todos os seus discos. A Q Prime também investiu uma quantia não divulgada no filme.

Sobre a decisão do Metallica de financiar a produção do "Through The Never" sem o uso de investidores externos, Hetfield disse a So What!: "Bem, não há dúvida nessa decisão. Sabe, 'Po, nós somos realmente criativos. Nós somos artistas!'. E o dinhero de alguém se torna uma opção, e todos nós meio que sabemos que quando alguém mais está investindo, eles tem espaço para entrar e dizer, 'Ei, eu acho que isto poderia ser assim', ou 'Você pode tentar isto'. E em toda nossa carreira, nós temos sido bem resguardados ou simplesmente afastamos pessoas que nos dizem o que fazer como artistas, seja gravadoras ou o que for. Mas também há horas onde você pensa, 'Vamos fazer isso realmente de maneira profissional. Vamos ver o que mais existe por aí e arrumar um produtor para ajudar a desenvolver nossa música de outra forma, ou começar a usar designers ao invés de 'aqui está meu conceito para a capa do disco'. Pessoas que podem contribuir com seus dons."

Ele continuou: "Eu não sei se um produtor colocasse dinheiro nisso, se traria alguma coisa a mais que pudessemos precisar. Mas eu sei que fizemos a decisão certa de não deixar ninguém mexer com isso. Nós estamos pagando o preço por isso. Então que seja."

Para que o "Metallica Through The Never" tivesse lucro, seria necessário pelo menos dobrar nas bilheterias os gastos com a produção e marketing, já que os donos dos cinemas ficam com metade do valor dos ingressos. Então o filme teria que ter arrecadado pelo menos US$40 milhões para não sair no prejuízo.

Hetfield disse a So What! que ele inicialmente ficou bravo com o fato de que o "Through The Never" se tornou um fracasso comercial, com o Metallica absorvendo a maior parte das perdas. "Houve um momento que eu estava só bravo", admitiu ele. "Tipo, 'mas que diabos?'. Aquilo foi estúpido. Eu só queria apontar os dedos para todos os lados. As pessoas da distribuidora. 'Eles não falaram o que iam fazer'. Ou só apontar para Hollywood como um todo. 'Eles são um bando de impostores, cara. Eles nos venderam algo que sabiam que era porcaria'. Culpar o diretor, o produtor, a equipe... E culpar a gerência. 'Estão todos fodidos, cara'. Nós realmente assumimos um grande risco nisso. Talvez devíamos ter pensado um pouco mais sobre isso. Construir o palco - foi muito dinheiro nessa coisa. Mas no final, é com a gente. É nossa culpa! Nós concordamos com isso, e então aí está. Então aprendemos uma lição."

Ele completou: "AS coisas acontecem por uma razão, e você pode não ver o lado bom agora, mas no final, vai saber? Talvez o filme fique marcado na história de alguma forma, ou talvez tenhamos basicamente aprendido: não faça isso de novo."

Fonte (em inglêS): Blabbermouth.net

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