Destaques

Notícias

Ulrich sobre Lemmy: "Seu espírito viverá para sempre em nós"

   30 de Dezembro de 2015     tags: ulrich, lemmy      Comentários



Após a nota que Kirk Hammett escreveu sobre o falecimento de Lemmy Kilmister, agora o baterista do Metallica, Lars Ulrich, escreveu um longo tributo ao frontman do Motörhead a RollingStone.com. Confira a tradução na íntegra abaixo.

Quando ouvi que Lemmy tinha morrido, estava em casa no final de uma celebração de Natal em família. Estava falando com um amigo meu ontem, que conhece bem o empresário do Motörhead, e ele me disse que as coisas não estavam bem e talvez eu devesse considerar ir até Los Angeles para vê-lo e prestar meus respeitos. O câncer era muito agressivo, e era terminal e provavelmente não teria muito tempo restante. Era 13h e acho que ouvi as notícias as 18h. Foi louco.

Lemmy provavelmente é uma das razões primárias e absolutas de eu querer estar em uma banda. É simples assim. Eu fui apresentado a música do Motörhead em 1979, quando o Overkill saiu. Eu estava na loja de discos e o bumbo duplo da introdução de "Overkill" começou, e eu nunca tinha ouvido nada como aquilo na minha vida. A jornada subsequente que esta música me levou foi para um lugar que nunca tinha ido. Foi bem excitante e realmente revigorante. Pareceu novo e diferente.

Eu me tornei bem obcecado por eles por boa parte dos anos seguintes. A primeira vez que os vi ao vivo no outono de 1981, quando estavam abrindo para o Ozzy, que estava meio que estourando como artista solo, e o Motörhead estava abrindo. Então este foi obviamente um show incrível, mas para mim, ter a chance de finalmente experienciar o Motörhead... Para mim e meu amigo Richard Burch - cujo nome está imortalizado na parte de trás do Kill 'Em All por dizer "Bang the head that doesn't bang" ("Bata a cabeça que não que bate") - ele e eu seguimos o Motörhead pela Califórnia: San Diego, Los Angeles, San Francisco e eles também tocaram um de seus shows no Country Club em L.A.

Ter a chance de vê-los com tanta frequência foi algo incrível, mas mais ainda, nós conseguimos nos aproximar deles. Tivemos a chance de conhecê-los e sair com eles. E isso foi por conta de Lemmy e sua graciosidade. Ele era tão aberto e acessível, tão a antítese de um rock star; ele não era exibido ou inacessível, se escondendo atrás de máscaras ou o que for. Nada disso existia. Ele tinha esta presença e esta aura de todos os grandes rock stars dos anos 60 e 70, mas ao mesmo tempo, ele era esse cara incrivelmente pé-no-chão, calmo, facilmente acessível. Então eu e meu amigo Rich estávamos apenas saindo e acabamos no ônibus bebendo cerveja, curtindo, ouvindo histórias das turnês, e sendo parte das loucuras que seguiam uma turnê rock & roll naquela época. Isso deixou um profundo impacto em mim, pois rock stars até aquela época pareciam vir de algum outro lugar. Eles eram épicos; você não estava no mesmo nível que eles. Você não era digno. Você não poderia nem se imaginar se envolver com Robert Plant ou Paul Stanley, Elton John ou Rod Stewart.

Lemmy foi este cara que tornou tudo isso possível. Foi a primeira vez que eu realmente passei por isso. Eu e Rich estávamos dirigindo atrás do ônibus de turnê do Motörhead, seguindo-os de cima a baixo na estrada por boa parte da semana. Eles paravam em uma parada de caminhão, e nós paravamos na parada de caminhão. Deveríamos ir lá e falar oi para eles? Deveríamos nos manter afastados? Foi tudo engraçado e estranho, mas durante o trajeto desta semana, nós acabamos conhecendo Lemmy e percebemos que não tínhamos que tentar e agir como super legais e esconder nosso fanatismo. Ele abriu a porta e nos deixou entrar, e isso foi chocante, pois não era a regra naquela época.

Alguns meses depois, eu cansei de ficar na Califórnia e voltei para a Europa, onde toda a música e todo o metal e todas as coisas que eu curtia estava acontecendo, e acabei na Inglaterra e passei um pouco de tempo com o Diamond Head. O maior show na Inglaterra no verão de 1981 foi o Heavy Metal Holocaust, em um lugar chamado Port Vale Football Stadium. Era um estádio para 40 mil pessoas e o Motörhead era atração principal, eles tinham acabado de lançar o álbum No Sleep 'til Hammersmith, que entrou na parada britânica direto no número um. Eles eram a maior coisa na Inglaterra naquele verão.

Então eu e um dos caras do Diamond Head fomos até Port Vale para tentar e ver o show, mas estava esgotado. Resumindo, eu disse a alguém trabalhando lá que éramos amigos de Lemmy; nós conhecíamos alguns membros da equipe. Em 10 minutos, eu e meu amigo estavamos nos bastidores, na parte do Motörhead deste show. Estou te falando, você precisa entender o choque. Eles eram a maior banda da Inglaterra naquele verão. Toda pessoa na música na Inglaterra sabia quem era o Lemmy, e ainda assim, este menino espinhento de 16 anos da Dinamarca via Califórnia encontrou seu jeito de entrar na área do Motörhead. Foi totalmente chocante.

Eu fiquei na Inglaterra e Europa por mais um ou dois meses, e voltei a Dinamarca. Fiz um pouco de dinheiro para voar de volta a Califórnia. Meu voo estava saindo de Heathrow, então eu tinha duas noites em Londres. Quando cheguei lá, vi meu amigo que por acaso conhecia o empresário do Motörhead. Para colocar isso em perspectiva, eu tenho 16 anos e não sei nada. Estou em Londres, voando para San Francisco, saindo de Heathrow. Eu tinha um dia e basicamente ele disse, "O Motörhead está ensaiando, então se você quiser vê-los, vá até lá e veja se consegue achar algum deles". Era uma dica vaga.

Então fui até o estúdio de ensaio, e em meia hora, estou sentado na sala de ensaios deles e é o Lemmy, Phil Taylor, o baterista que faleceu um mês atrás, e o [guitarrista] Eddie Clark. Eram os três em uma sala do tamanho de, tipo, celas de prisão, juntos - um quarto de hotel - e eram só eles e eu, e eles estavam escrevendo músicas para o próximo álbum. Eu estou apenas sentado lá vendo-os escrever. Eu lembro deles falarem sobre esta música nova chamada "Iron Fist" em que eles estavam trabalhando, que se tornou a faixa título do próximo álbum. Esta é a maior banda na Inglaterra, e eu estou sentado lá com eles na sala de ensaios, escrevendo músicas para seu próximo disco. Coloque essa porra em perspectiva.

O ponto que estou tentando colocar é que havia essa abertura, não apenas deste menino de 16 anos perdido que estava tão louco sobre o que eles estavam fazendo, mas esta abertura a deixar pessoas entrarem em seu círculo interno e isso me motivou. Quando voltei a Califórnia mais tarde naquela semana, eu encontrei este menino, James Hetfield, cerca de seis meses antes, e nós passamos 24h juntos. Eu poderia dizer que ele era um cara super legal, mas nada veio daquela interação. Mas mais tarde naquela semana, nós voltamos, eu liguei para ele e disse, "nós temos que formar uma banda juntos. Eu acabei de sair com o Motörhead. Eu tive a chance de conhecer estes caras no Diamond Head. Estou sentindo isto, este chamado transcedental.".

Então quando eu digo que o Lemmy é a razão primária de eu estar em uma banda hoje, e que o Metallica existe por causa dele, não é algum exagero barato. Realmente é por isso. Eles me levaram, me deixaram ser parte do que estavam fazendo, e isso inspirou James e eu a formar esta banda, baseado nesse tipo de atitude e esse tipo de estética de se engajar com os fãs e ser aberto e transparente e deixar as pessoas entrarem e compartilhar a experiência. Nós éramos só um bando de crianças perdidas que queria pertencer a algo que era maior do que nós.

Isso era o que o Motörhead representava: você era parte da gangue. Se você era um fã do Motörhead, você era chamado de Motörheadbanger - os Motörheadbangers era o nome do fã-clube deles - e todos nós tínhamos a conexão comum onde sentíamos que todos nós pertencíamos. Nós sentimos como se pertencessemos a algo maior que nós mesmos. Mas não havia separação entre banda e fãs. Não havia separação entre ninguém; estávamos todos juntos. Isso foi muito inspirador. Essa unidade me fez querer estar em uma banda e ser parte daquele coletivo e fazer minha própria versão daquela experiência. Profundamente enraizada em nós está aquela estética que vem diretamente de Lemmy e de como ele me abraçou e me deixou entrar em seu santuário interior naquele verão de 1981. Eu estarei eternamente em dívida com ele e eternamente grato.

Mesmo depois da primeira vez que o conheci, nós continuamos amigo. Era o primeiro a entrar no lugar e o último a sair toda vez que o Motörhead vinha a uma distância viajável nos anos seguintes. Eu os encontraria em seus hotéis e acabaria no quarto do Lemmy. Eu sairia com eles. Há uma famosa foto na parte interna do disco Orgasmatron onde estou basicamente sentado com vômito todo em mim. Estava tão animado em ver o Lemmy alguns anos depois que estávamos bebendo da mesma garrafa de vodka, e obviamente eu não tinha tanta experiência nisso quanto as pessoas que estavam naquele quarto, então bem rapidamente eu estava vestindo a maior parte da vodka que estava bebendo. Eu desmaiei em seu quarto de hotel, e ele tirou a foto e me imortalizou para sempre no Orgasmatron, o que obviamente é uma honra [risos]. Não importam as circunstâncias, eu estava na parte interna de um dos discos do Motörhead.

O Metallica estava começando a estourar naquela época. Lemmy foi como um padrinho, uma figura paterna. Ele era alguém com quem você se sentia completamente seguro. Você nunca era julgado. Você nunca era intelectualizado. Você nunca era questionado. Você era sempre bem vindo no nível que eles pudessem. Era como se você fosse instantaneamente bem vindo ao santuário interno. Fazia você se sentir vivo e fazia você se sentir importante. Fazia você se sentir como se fosse parte de algo que era muito maior que você, e era um lugar tão seguro e revigorante para crianças como eu, pois nos dava um propósito.

Na festa de 50 anos do Lemmy, nós fomos lá e tocamos. Nós éramos basicamente a banda da casa; tocamos seis músicas do Motörhead, todos vestidos como Lemmy. Tocar suas músicas sempre foi algo que nunca exigiu esforço para nós. Fazíamos com orgulho.


Ele escreveu tantas ótimas músicas. De cabeça, "Motörhead" é um chamado aos tempos para o rock & roll: a frase imortal, "I should be tired, but all I am is wired/ Ain't felt this good for an hour" ("Eu deveria estar cansado mas tudo que estou é ligado/ Não me sentia tão bem há uma hora"). Aquilo era, tipo, a citação, a coisa mais rock & roll que tinha ouvido na vida. Isso está provavelmente bem no topo. "Overkill" é a razão de eu querer tocar bumbo duplo; aquela música teve grande parte em moldar o som do Metallica. "(We Are) Road Crew" é provavelmente aquela que tem uma das melhores letras já feitas, descrevendo a vida na estrada. A música "Bomber" é uma das mais músicas mais energéticas já feitas do rock pesado. E há a "Capricorn", que eu consigo me relacionar, já que meu aniversário é dois dias depois do Lemmy, então eu sou capricorniano tabém. Então você tem as pequenas jóias, como o lado B "Over the Top", que acho que foi o lado B do single de "Bomber". Ainda era um clássico ao vivo deles, anos mais tarde. A lista é interminável.

Eu estava na festa de 70 anos duas semanas atrás, e tive a chance de me sentar com ele por 10 minutos, só ele e eu. Eu disse a ele que era sua obrigação a comunidade rock & roll em viver para sempre, pois ele era a razão de todos nós estarmos juntos e celebrarmos o rock pesado e celebrarmos o Motörhead e ver rostos familiares, pois estamos tão dispersos agora. Sua festa de aniversário foi como um reunião de classe do rock pesado. Todo mundo estava lá pois Lemmy era uma das poucas pessoas que todos nós podemos concordar que é apenas um dos caras mais legais da história. Todos nós apareceríamos.

Obviamente eu podia dizer que ele estava com a saúde deteriorada, mas tínhamos uma ligação próxima, uma que não necessariamente precisa ser reafirmada ou articulada. Quanto menos falássemos, mais sabíamos que a ligação estava lá.

Quando o Metallica tocou em Los Angeles, ele sempre viria e nos assistiria, e sempre que o Motörhead estivesse aqui, nós sempre iríamos e assistiríamos tocar. Nós provavelmente nos cruzamos de 50 a 100 vezes nos últimos 20 anos, e ele veio e tocou com a gente no palco múltiplas vezes. Era uma ligação tão profunda e que datava desde aquele verão de 1981. Eu sempre apreciarei e sempre valorizarei todos os grandes momentos que tivemos juntos, mas especialmente aqueles primeiros dias. Éramos tão vulneráveis, tão moldáveis, pois uma parte significante do que nos tornamos, tanto na banda quanto como pessoas, é diretamente por conta não apenas dele, mas todas as outras pessoas que foram inspiradas e beberam das mesmas garrafas e compartilharam as mesmas histórias e espaços. Seu espírito viverá para sempre em nós.

    Top

Hammett sobre Lemmy: "A inspiração sempre estará lá para mim"

   29 de Dezembro de 2015     tags: lemmy, hammett      Comentários



O guitarrista do Metallica, Kirk Hammett, escreveu uma nota ao herói e amigo Lemmy Kilmister para a RollingStone.com. Kilmister faleceu na manhã desta segunda-feira, 28 de Dezembro, aos 70 anos, por conta de um "câncer extremamente agressivo".

Confira abaixo a nota na íntegra:

Lemmy foi o melhor dos cavalheiros.

Em 1979, quando eu tinha 16 anos, ouvi Overkill pela primeira vez. Eu achei que era a coisa mais rápida que já tinha ouvido, e declarei a todos os meus amigos que o Motörhead era a banda mais rápida da terra.

Quando vi as primeiras fotos de como esses caras pareciam, eu percebi uma certa autenticidade neles. Eu imaginei que eles viviam da forma que se vestiam, e se vestiam da forma que viviam.

E eu me lembro claramente de ter uma percepção naquele momento - percebi que estava tudo bem em ser um estranho e que estava tudo bem em não se sentir como se eu tivesse que estar de acordo com tudo que me opunha na minha vida adolescente, pois claramente os caras do Motörhead nesta foto pareciam que não estavam de acordo com nada e, cara, com certeza parecia e soava como eles estavam se divertindo como resultado.

Então eu tenho tirei muito daquela foto e do som massivo e daquela atitude.

E eu tenho que agradecer a Lemmy, Fast Eddie e também ao recém falecido Philthy Animal pela inspiração, faísca e fogo que senti tão forte naquela noite de 1979.

A inspiração sempre estará lá para mim e que a música do Motörhead siga viva!

    Top

Metallica lamenta morte de Lemmy Kilmister

   29 de Dezembro de 2015     tags: lemmy      Comentários



Em uma postagem nas suas mídias sociais, o Metallica lamentou a morte de Lemmy Kilmister, do Motorhead.

"Lemmy, você é um dos principais motivos desta banda existir. Somos eternamente gratos por toda a sua inspiração. Descanse em paz. Infinito Amor e Respeito, Metallica"

Fonte: Whiplash!

    Top

Ouça trecho de música nova do Metallica

   22 de Dezembro de 2015     tags: metclub, vídeo      Comentários



Em um vídeo exclusivo para membros do fã-clube, o Metallica divulgou em seu site um pequeno trecho de uma música nova como um presente de fim de ano. Para assistir ao vídeo, clique aqui.

Vale lembrar que o cadastro no fã-clube oficial, o MetClub, é gratuito e aberto a todas as pessoas.

    Top

Hetfield sobre disco novo: "Por mais que demore é o quanto vai demorar"

   19 de Dezembro de 2015     tags: entrevista, hetfield      Comentários



O frontman do Metallica, James Hetfield, falou sobre como as mudanças na indústria da música e a introdução da tecnologia digital afetou a forma como sua banda conduz os negócios.

"O mundo do consumidor, varejo, o que for, o produto parte disso - é uma forma totalmente diferente", disse Hetfield a revista So What! do fã-clube da banda. "Mas isso não mudou a forma com que gravamos."

Ele continuou: "Nós temos muito material [novo para o próximo álbum do Metallica]. Nós estamos passando por eles. Queremos o melhor do melhor. Isso é o que sempre fizemos, e por mais que demore é o quanto vai demorar."

"Nós não vamos atender aos consumidores agora, pois nunca tivemos que fazer isso. Nós queremos a melhor coisa no momento certo, quando for a hora certa. Então lançar algo todo ano apenas para te manter novo ou o que for, isso não funciona para gente. E se desaparecermos ou o que acontecer, aconteceu."

Hetfield completou: "Nós precisamos fazer as coisas do jeito que sentimos, e no final, nos sentimos bem. Nos sentimos bem que não tentamos acelerar isto ou aquilo apenas para agradar aos outros. Mas isso também pode cair no 'quanto mais velho você fica, talvez menos você se importe com toda essa merda'."

Apesar do Metallica continuar a fazer música do mesmo jeito que sempre fez, Hetfield admite prestar atenção em como os avanços tecnológicos afetaram o mundo em que vivemos. Disse ele: "As mudanças ao redor de nós ainda me interessam. Ainda me interessa que, 'nossa, esta é a forma que as pessoas estão obtendo suas músicas'."

Ele continuou: "Por mais que a gente fale sobre o panorama da indústria musical não ser o que era, estou animado com o fato de que é diferente. A diferença costumava me assustar muito, e pelas coisas estarem mudando tão rápido, eu comecei a me sentir mais velho, pois não estava conseguindo acompanhar, me encontrei soando como meu avô! 'Essas crianças de hoje', sabe. Mas o que? Minha forma é melhor? Não. É só uma forma diferente. Então eu me adaptei a isso de maneira que ficasse confortável."

Hetfield prosseguiu, dizendo: "Eu não quero ficar preso na forma que costumava ser, mas também há um conforto nisso que eu não posso negar. Eu amo ouvir rock dos anos 70, metal do começo dos anos 80. Isso não significa que eu não goste de música nova. Eu gostaria de ter o mesmo sentimento de música dos dias de hoje que eu tinha antes, mas é quase impossível. Aquilo foi minha adolescência. Então é quando eu digo que a música é o mais importante para qualquer um. As memórias que moldaram minha vida entre os 13 e 28 anos, seja o que consideram adolescência, isso é quando você é mais influenciado pelas coisas e você as absorve. Então, claro, música daquela época me fará sentir bem. Mas é animador ainda estar fazendo o que estamos fazendo, e em um ambiente que é tão diferente. Nós podemos lançar uma música por semana. Nós podemos lançar um álbum inteiro. Nós podemos fazer cinco festivais em cada continente. Há tantas oportunidades e tantas idéias novas para trabalhar."

Hetfield também descartou qualquer chance de aposentadoria em um futuro não distante, explicando: "Olha, músicos nunca se aposentam. Eles só se tornam menos populares. As pessoas acham que você se aposentou, mas não, eu ainda estou compondo. É parte de mim. É o que eu faço neste planeta. É por isso que estou aqui, acredito. E se eu parar isso, parte de mim morre."

Ele continuou: "Não há aposentadoria. Então faremos o que faremos até que não possamos mais fisicamente. Nós sempre fomos uma banda ao vivo, mas neste estágio, com 50 anos, é fisicamente mais difícil de fazer turnê. Nós todos temos filhos, alguns de nós, filhos adolescentes, e queremos fazer coisas de família. Isso não significa que daqui dez anos eles não terão saido de casa, e vamos querer apenas viajar pelo globo. Vai saber."

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

    Top

Hetfield lista top 10 coisas de 2015

   15 de Dezembro de 2015     tags: hetfield, curiosidades      Comentários

Confira abaixo a lista com as 10 principais coisas que rolaram em 2015, na opinião do frontman do Metallica, James Hetfield:



Top 10 Coisas de 2015
- Sem ordem de importância -

1. Ainda vivo!!!
2. Tirando o melhor som de guitarra, gravando o novo álbum no HQ
3. Vendo meus filhos crescer. Especialmente o Castor me passando, com 1,88m
4. Encontrar com Robert Plant
5. Fazer uma jam com Jerry Cantrell e minha filha, Cali, no show do Acoustic-4-A-Cure
6. Baroness - Purple
7. Atirar com um rifle sniper 308, pela porta de um helicóptero em movimento
8. Pepper Keenan de volta ao Corrosion of Conformity
9. Ter os fãs no palco nos shows deste ano. Europa/Rússia/Reino Unido/EUA/Canadá/Brazil
10. Justin Bieber usando uma camiseta do Metallica!

    Top

Hetfield fala sua visão sobre projetos paralelos

   12 de Dezembro de 2015     tags: hetfield, entrevista      Comentários



Durante uma entrevista para a revista So What! do fã-clube oficial, o frontman do Metallica, James Hetfield, foi perguntado se o baixista Robert Trujillo fazendo seus projetos e o guitarrista Kirk Hammett realizando suas aventuras relacionadas ao terror, lhe deu mais força para desenvolver alguns projetos como esses para ele próprio.

Ele respondeu: "Essa é uma ótima questão, pois, para mim, sempre foi que se alguém fizesse alguma outra coisa, diluiria a potência do Metallica. Esse sempre foi o pensamento ao redor disso. Mas eu acho que se eles fazem isso, está tudo bem, mas se eu fizer isso, não, pois eu sou o frontman, ou Lars [Ulrich] é o baterista. Nós somos os fundadores. Nós não podemos fazer esse tipo de coisa."

Perguntado se ele ainda se sente dessa forma, Hetfield respondeu: "Eu acho que sempre foi assim, e eu ainda sinto um pouco disso. E eu acho que o Metallica, para Lars e eu - falarei principalmente por mim, mas eu sei que ele se sente da mesma forma - Metallica é nosso projeto paralelo também. É nosso projeto principal, mas é nosso projeto paralelo, é nosso projeto 24h do dia, 7 dias por semana. Isso não significa que eu não quero tentar outras coisas, como um trabalho de voiceover, um livro, fotografia, arte, carros... Você quem diz. Eu quero acrescentar a mim, não subtrair do Metallica."

Ele continuou: "Antes, eu posso ter ido a mesa com uma atitude negativa em relação a projetos paralelos: 'você está fazendo isso, o que significa que não está curtindo a banda tanto quando eu ou o Lars'. Estou cansado desse sentimento e estou cansado de ressentimento."

"No final, eu sei que Lars e eu somos os guias disso. Nós dirigimos o Metallica a maior parte do tempo, e os outros dois caras estão muito felizes que esta é a forma que é. E todos nós somos iguais. Estamos todos contribuindo da nossa forma. Mas eu acho que Lars e eu estamos bem confortáveis de sermos os líderes disso. E estamos em um ótimo momento atualmente, pois todo mundo sabe que a banda é prioridade acima de tudo, mas todo mundo também sente que é livre para explorar outras coisas."

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

    Top

Hammett demonstra o Randall KH103 signature

   11 de Dezembro de 2015     tags: vídeos, hammett, produtos      Comentários

Kirk Hammett demonstra, em um vídeo de três minutos e meio disponibilizado pelo Musician's Friend, o amplificador signature Randall KH103. Confira abaixo.


Fonte: Whiplash!

    Top

Capa do livro com a história definitiva do Master of Puppets

   10 de Dezembro de 2015     tags: livros, master of puppets, back to the front      Comentários



O site oficial do Metallica foi atualizado, com mais informações a respeito do livro com a história definitiva do Master of Puppets:

Mais de um ano atrás, nós contamos a vocês que tínhamos nos juntado ao aclamado autor Matt Taylor, para contar a história definitiva do Master of Puppets e a turnê subsequente ao seu lançamento. Todos vocês entraram no barco para nos ajudar a juntar a peças ao enviar fotos, vídeos, histórias e mementos... Nós não poderíamos ter isto sem vocês! Aqui está a primeira espiada na capa do Metallica: Back to the Front, que verá a luz do dia no outono [americano] de 2016.

Nós temos certeza que valerá a espera, já que o livro está cheio de entrevistas exclusivas e intensas com todos nós, já que passamos inúmeras horas com Matt, cavando fundo em nossas memórias por histórias, anedotas, detalhes e contos do estúdio, da estrada e além. Matt falou com todas as principais pessoas na época em nossa história, incluindo aquelas que estavam com a gente durante a produção do disco, como o produtor Flemming Rasmussen e o homem que o mixou, Michael Wagener. Ele foi atrás de toda a equipe de turnê do Master of Puppets, incluindo John Marshall e membros das bandas que fizeram turnê com a gente, Anthrax e Armored Saint. Nosso agente de shows, promotores de turnê e os empresários Cliff Burnstein e Peter Mensch foram todos generosos com seu tempo e lembranças. O guitarrista do Faith No More, Jim Martin, e o baterista Mike Bordin, e Brian Tatler do Diamond Head falaram com Matt sobre suas memórias dessa época louca e claro, vocês, os fãs que estavam naqueles shows nos deram uma ótima visão das suas memórias e experiências. Finalmente, estamos honrados que o pai de Cliff Burton, Ray, se sentou para uma extensa entrevista.

Todos nós fomos aos armários de armazenamento, sotãos, e porões para encher o livro com centenas de imagens nunca vistas antes, tiradas de nossos arquivos pessoais e estivemos envolvidos em cada passo para trazer a vocês a história completa. Nenhuma pedra foi deixada no lugar, enquanto nos preparamos para celebrar o aniversário de 30 anos do lançamento do álbum.

Continuem de olho aqui, já que voltaremos de tempos em tempos para mais espiadas nas páginas do livro e, claro, detalhes do lançamento.

    Top

Geddy Lee do Rush quase produziu Master of Puppets

   10 de Dezembro de 2015     tags: rush, master of puppets      Comentários



O baixista/vocalista do Rush, Geddy Lee, confirmou o antigo boato de que ele quase produziu o clássico disco "Master of Puppets" de 1986. Disse ele a Noisey: "É meio que verdade. Houve alguma discussão com [o baterista do Metallica, Lars Ulrich], na época, sobre trabalhar com eles. Isso foi antes do 'Master of Puppets' sair, eu acho. Houve conversa, sabe. Eu era amigo do empresário deles, e eu encontrei com Lars na Inglaterra. Eu me lembro de vê-los aqui em Toronto, quando eles tocaram no Masonic Temple. Foi quando o baixista original [Cliff Burton] ainda estava na banda. Sabe, antes daquela tragédia. E, sabe, nós falamos sobre isso, e eu gostava na banda deles na época. Mas acabou nunca acontecendo."

Durante a mesma entrevista, Lee admitiu que não é muito fã de heavy metal.

"Eu não ouço muito metal", disse ele. "Mesmo que exista um aspecto do nosso som que pode ser bem metal, eu meio que atribuo isto mais ao começo do metal, na forma que o [Led] Zeppelin era metal e na forma que Black Sabbath era metal, e Blue Cheer era metal. E esse é o tipo de tradição de metal que nós pegamos."

Ele contiunou: "Eu gosto do Metallica. EU tenho muito respeito por eles. Mas você não ouvirá muito speed metal ou death metal na minha casa."

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

    Top



Newsletter
Receba em seu e-mail as últimas notícias sobre Metallica:

Conecte-se

Facebook   Twitter   RSS   Fórum

© 1998-2026 Metallica Remains - Desde 13 de Janeiro de 1998 | Política de Privacidade