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Hetfield sobre disco novo: "Por mais que demore é o quanto vai demorar"

   19 de Dezembro de 2015     tags: entrevista, hetfield      Comentários



O frontman do Metallica, James Hetfield, falou sobre como as mudanças na indústria da música e a introdução da tecnologia digital afetou a forma como sua banda conduz os negócios.

"O mundo do consumidor, varejo, o que for, o produto parte disso - é uma forma totalmente diferente", disse Hetfield a revista So What! do fã-clube da banda. "Mas isso não mudou a forma com que gravamos."

Ele continuou: "Nós temos muito material [novo para o próximo álbum do Metallica]. Nós estamos passando por eles. Queremos o melhor do melhor. Isso é o que sempre fizemos, e por mais que demore é o quanto vai demorar."

"Nós não vamos atender aos consumidores agora, pois nunca tivemos que fazer isso. Nós queremos a melhor coisa no momento certo, quando for a hora certa. Então lançar algo todo ano apenas para te manter novo ou o que for, isso não funciona para gente. E se desaparecermos ou o que acontecer, aconteceu."

Hetfield completou: "Nós precisamos fazer as coisas do jeito que sentimos, e no final, nos sentimos bem. Nos sentimos bem que não tentamos acelerar isto ou aquilo apenas para agradar aos outros. Mas isso também pode cair no 'quanto mais velho você fica, talvez menos você se importe com toda essa merda'."

Apesar do Metallica continuar a fazer música do mesmo jeito que sempre fez, Hetfield admite prestar atenção em como os avanços tecnológicos afetaram o mundo em que vivemos. Disse ele: "As mudanças ao redor de nós ainda me interessam. Ainda me interessa que, 'nossa, esta é a forma que as pessoas estão obtendo suas músicas'."

Ele continuou: "Por mais que a gente fale sobre o panorama da indústria musical não ser o que era, estou animado com o fato de que é diferente. A diferença costumava me assustar muito, e pelas coisas estarem mudando tão rápido, eu comecei a me sentir mais velho, pois não estava conseguindo acompanhar, me encontrei soando como meu avô! 'Essas crianças de hoje', sabe. Mas o que? Minha forma é melhor? Não. É só uma forma diferente. Então eu me adaptei a isso de maneira que ficasse confortável."

Hetfield prosseguiu, dizendo: "Eu não quero ficar preso na forma que costumava ser, mas também há um conforto nisso que eu não posso negar. Eu amo ouvir rock dos anos 70, metal do começo dos anos 80. Isso não significa que eu não goste de música nova. Eu gostaria de ter o mesmo sentimento de música dos dias de hoje que eu tinha antes, mas é quase impossível. Aquilo foi minha adolescência. Então é quando eu digo que a música é o mais importante para qualquer um. As memórias que moldaram minha vida entre os 13 e 28 anos, seja o que consideram adolescência, isso é quando você é mais influenciado pelas coisas e você as absorve. Então, claro, música daquela época me fará sentir bem. Mas é animador ainda estar fazendo o que estamos fazendo, e em um ambiente que é tão diferente. Nós podemos lançar uma música por semana. Nós podemos lançar um álbum inteiro. Nós podemos fazer cinco festivais em cada continente. Há tantas oportunidades e tantas idéias novas para trabalhar."

Hetfield também descartou qualquer chance de aposentadoria em um futuro não distante, explicando: "Olha, músicos nunca se aposentam. Eles só se tornam menos populares. As pessoas acham que você se aposentou, mas não, eu ainda estou compondo. É parte de mim. É o que eu faço neste planeta. É por isso que estou aqui, acredito. E se eu parar isso, parte de mim morre."

Ele continuou: "Não há aposentadoria. Então faremos o que faremos até que não possamos mais fisicamente. Nós sempre fomos uma banda ao vivo, mas neste estágio, com 50 anos, é fisicamente mais difícil de fazer turnê. Nós todos temos filhos, alguns de nós, filhos adolescentes, e queremos fazer coisas de família. Isso não significa que daqui dez anos eles não terão saido de casa, e vamos querer apenas viajar pelo globo. Vai saber."

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Hetfield lista top 10 coisas de 2015

   15 de Dezembro de 2015     tags: hetfield, curiosidades      Comentários

Confira abaixo a lista com as 10 principais coisas que rolaram em 2015, na opinião do frontman do Metallica, James Hetfield:



Top 10 Coisas de 2015
- Sem ordem de importância -

1. Ainda vivo!!!
2. Tirando o melhor som de guitarra, gravando o novo álbum no HQ
3. Vendo meus filhos crescer. Especialmente o Castor me passando, com 1,88m
4. Encontrar com Robert Plant
5. Fazer uma jam com Jerry Cantrell e minha filha, Cali, no show do Acoustic-4-A-Cure
6. Baroness - Purple
7. Atirar com um rifle sniper 308, pela porta de um helicóptero em movimento
8. Pepper Keenan de volta ao Corrosion of Conformity
9. Ter os fãs no palco nos shows deste ano. Europa/Rússia/Reino Unido/EUA/Canadá/Brazil
10. Justin Bieber usando uma camiseta do Metallica!

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Hetfield fala sua visão sobre projetos paralelos

   12 de Dezembro de 2015     tags: hetfield, entrevista      Comentários



Durante uma entrevista para a revista So What! do fã-clube oficial, o frontman do Metallica, James Hetfield, foi perguntado se o baixista Robert Trujillo fazendo seus projetos e o guitarrista Kirk Hammett realizando suas aventuras relacionadas ao terror, lhe deu mais força para desenvolver alguns projetos como esses para ele próprio.

Ele respondeu: "Essa é uma ótima questão, pois, para mim, sempre foi que se alguém fizesse alguma outra coisa, diluiria a potência do Metallica. Esse sempre foi o pensamento ao redor disso. Mas eu acho que se eles fazem isso, está tudo bem, mas se eu fizer isso, não, pois eu sou o frontman, ou Lars [Ulrich] é o baterista. Nós somos os fundadores. Nós não podemos fazer esse tipo de coisa."

Perguntado se ele ainda se sente dessa forma, Hetfield respondeu: "Eu acho que sempre foi assim, e eu ainda sinto um pouco disso. E eu acho que o Metallica, para Lars e eu - falarei principalmente por mim, mas eu sei que ele se sente da mesma forma - Metallica é nosso projeto paralelo também. É nosso projeto principal, mas é nosso projeto paralelo, é nosso projeto 24h do dia, 7 dias por semana. Isso não significa que eu não quero tentar outras coisas, como um trabalho de voiceover, um livro, fotografia, arte, carros... Você quem diz. Eu quero acrescentar a mim, não subtrair do Metallica."

Ele continuou: "Antes, eu posso ter ido a mesa com uma atitude negativa em relação a projetos paralelos: 'você está fazendo isso, o que significa que não está curtindo a banda tanto quando eu ou o Lars'. Estou cansado desse sentimento e estou cansado de ressentimento."

"No final, eu sei que Lars e eu somos os guias disso. Nós dirigimos o Metallica a maior parte do tempo, e os outros dois caras estão muito felizes que esta é a forma que é. E todos nós somos iguais. Estamos todos contribuindo da nossa forma. Mas eu acho que Lars e eu estamos bem confortáveis de sermos os líderes disso. E estamos em um ótimo momento atualmente, pois todo mundo sabe que a banda é prioridade acima de tudo, mas todo mundo também sente que é livre para explorar outras coisas."

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Hammett demonstra o Randall KH103 signature

   11 de Dezembro de 2015     tags: vídeos, hammett, produtos      Comentários

Kirk Hammett demonstra, em um vídeo de três minutos e meio disponibilizado pelo Musician's Friend, o amplificador signature Randall KH103. Confira abaixo.


Fonte: Whiplash!

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Capa do livro com a história definitiva do Master of Puppets

   10 de Dezembro de 2015     tags: livros, master of puppets, back to the front      Comentários



O site oficial do Metallica foi atualizado, com mais informações a respeito do livro com a história definitiva do Master of Puppets:

Mais de um ano atrás, nós contamos a vocês que tínhamos nos juntado ao aclamado autor Matt Taylor, para contar a história definitiva do Master of Puppets e a turnê subsequente ao seu lançamento. Todos vocês entraram no barco para nos ajudar a juntar a peças ao enviar fotos, vídeos, histórias e mementos... Nós não poderíamos ter isto sem vocês! Aqui está a primeira espiada na capa do Metallica: Back to the Front, que verá a luz do dia no outono [americano] de 2016.

Nós temos certeza que valerá a espera, já que o livro está cheio de entrevistas exclusivas e intensas com todos nós, já que passamos inúmeras horas com Matt, cavando fundo em nossas memórias por histórias, anedotas, detalhes e contos do estúdio, da estrada e além. Matt falou com todas as principais pessoas na época em nossa história, incluindo aquelas que estavam com a gente durante a produção do disco, como o produtor Flemming Rasmussen e o homem que o mixou, Michael Wagener. Ele foi atrás de toda a equipe de turnê do Master of Puppets, incluindo John Marshall e membros das bandas que fizeram turnê com a gente, Anthrax e Armored Saint. Nosso agente de shows, promotores de turnê e os empresários Cliff Burnstein e Peter Mensch foram todos generosos com seu tempo e lembranças. O guitarrista do Faith No More, Jim Martin, e o baterista Mike Bordin, e Brian Tatler do Diamond Head falaram com Matt sobre suas memórias dessa época louca e claro, vocês, os fãs que estavam naqueles shows nos deram uma ótima visão das suas memórias e experiências. Finalmente, estamos honrados que o pai de Cliff Burton, Ray, se sentou para uma extensa entrevista.

Todos nós fomos aos armários de armazenamento, sotãos, e porões para encher o livro com centenas de imagens nunca vistas antes, tiradas de nossos arquivos pessoais e estivemos envolvidos em cada passo para trazer a vocês a história completa. Nenhuma pedra foi deixada no lugar, enquanto nos preparamos para celebrar o aniversário de 30 anos do lançamento do álbum.

Continuem de olho aqui, já que voltaremos de tempos em tempos para mais espiadas nas páginas do livro e, claro, detalhes do lançamento.

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Geddy Lee do Rush quase produziu Master of Puppets

   10 de Dezembro de 2015     tags: rush, master of puppets      Comentários



O baixista/vocalista do Rush, Geddy Lee, confirmou o antigo boato de que ele quase produziu o clássico disco "Master of Puppets" de 1986. Disse ele a Noisey: "É meio que verdade. Houve alguma discussão com [o baterista do Metallica, Lars Ulrich], na época, sobre trabalhar com eles. Isso foi antes do 'Master of Puppets' sair, eu acho. Houve conversa, sabe. Eu era amigo do empresário deles, e eu encontrei com Lars na Inglaterra. Eu me lembro de vê-los aqui em Toronto, quando eles tocaram no Masonic Temple. Foi quando o baixista original [Cliff Burton] ainda estava na banda. Sabe, antes daquela tragédia. E, sabe, nós falamos sobre isso, e eu gostava na banda deles na época. Mas acabou nunca acontecendo."

Durante a mesma entrevista, Lee admitiu que não é muito fã de heavy metal.

"Eu não ouço muito metal", disse ele. "Mesmo que exista um aspecto do nosso som que pode ser bem metal, eu meio que atribuo isto mais ao começo do metal, na forma que o [Led] Zeppelin era metal e na forma que Black Sabbath era metal, e Blue Cheer era metal. E esse é o tipo de tradição de metal que nós pegamos."

Ele contiunou: "Eu gosto do Metallica. EU tenho muito respeito por eles. Mas você não ouvirá muito speed metal ou death metal na minha casa."

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Hetfield: Perdemos milhões de dólares em cada edição do Orion

   10 de Dezembro de 2015     tags: orion music and more, entrevista, hetfield      Comentários



James Hetfield disse que a banda "perdeu milhões" de dólares na realização do festival Orion Music + More, tornando improvável que o grupo se envolve no projeto novamente.

O evento de Junho de 2013 na Belle Isle em Detroit teve público de pelo menos 40 mil pessoas no decorrer de dois dias do evento, para assistir a apresentações do Metallica, Red Hot Chili Peppers, Deftones, Silversun Pickups, Rise Against, dentre outros.

A banda moveu o evento para Detroit, após a edição inaugural em Atlantic City, New Jersey, em 2012, naquilo que a Billboard chamou na época de "transição suave" para "um segundo ano de sucesso".

Falando com a revista So What! do fã-clube do Metallica, Hetfield afirmou sobre o Orion Music + More: "Eu agradeço por termos feito o Orion. Aqueles dois que fizemos foram divertidos. Nós colocamos algumas bandas lá na frente das pessoas, principalmente nossos fãs, e essa era a idéia. Se ficasse no zero a zero, nós ainda estaríamos fazendo isso, mas perdemos milhões nas duas vezes. Nós não podemos fazer isso. Em algum momento, os negócios entram no jogo. Por que você continuaria fazendo algo que é prejudicial a você e que te impede de seguir adiante?"

Ele completou: "Foi divertido fazer, nós nos divertimos bastante fazendo isso, empregamos muitas pessoas e ajudamos ambas as cidades onde aconteceu. Muitas coisas boas vieram disso, mas nós não podemos fazer de novo."

Perguntado o porquê dele achar que o Orion não funcionou, Hetfield disse: "Talvez tenha sido uma aventura grande demais, em relação as atrações. Eu acho que foi amplo demais. Se tivesse sido mais um festival de metal, ou realmente pesado, talvez? O que estávamos fazendo era novo. Cada banda que estava lá tinha algum diferencial. E não importava o gênero que estavam. Eu não diria toda banda, mas essa era o sentimento que buscávamos. Talvez precisasse ser um pouco mais secular."

Ele continuou: "Como os festivais ficam grandes? Eu não sei. Se for vendido como um festival hippie, todos os hippies vem? Se é vendido como um festival de death metal, toda a galera de death metal vem?"

"E vai saber? Talvez tenha sido a gente ligando o nosso nome. É, tipo, 'Ah, é o festival deles. Eu não quero ir'. Eu não faço idéia! Estamos colocando importância demais no nosso nome? Se abríssemos a barraquinha de hambúrguer do Metallica ali, mais pessoas viriam ou menos pessoas viriam por gostarem ou não gostarem da gente? Suas opiniões são influenciadas pelo nosso nome lá?"

Hetfield continuou, especulando o porquê dos fãs do Metallica estarem relutantes para gastar seu suado dinheiro em um festival com um monte de artistas que não eram metal. Disse ele: "Por que, em um festival do Metallica, o Red Hot Chili Peppers está tocando? Ou porque Eric Church toca em um festival do Metallica? Isso está errado. Eu não vou'. E tribalismo. Eu amo a terra tribal. Eu amo 'pertencer'. Eu amo uma sensação de família. Eu amo uma sensação de 'está tudo bem ser diferente quando vocês são diferentes juntos'. E todo mundo é diferente. Todo mundo sabe que eles estão conectados no final, mas talvez algumas vezes você só pense, 'por que você não pode só gostar do que gosta, por gostar disso?' Eu tenho que ver outras dez bandas que eu não gosto, só para ver a banda que curto? Talvez eu não queira fazer isso'. É simples assim."

Ele continuou: "Tentar agradar a todos, a toda hora, nunca funcionou. Nunca. E ao invés de todos os fãs de todas essas bandas se reunirem em um lugar, que era meio que a nova forma politicamente correta de ser - 'é um mundo, uma família' - eles na verdade se cancelaram. 'Meu Deus, eu não quero sair com um monte de metaleiros com piolhos, batendo cabeças, com seus insetos voando no meu cabelo! Eu não quero dividir o banheiro com aquele cara!' Talvez tenha sido isso? Eu não sei."

Hetfield completou: "Vai saber porque as pessoas são do jeito que são. Eu não posso forçar as pessoas a pensarem como a gente. E é isso que acontece quando você é um artista. Você pode pensar do jeito que quer, criar o que quer, lançar por aí, e não tem expectativa. Você teve êxito. Agora, se você faz um negócio com arte envolvida, é uma história diferente, e é difícil continuar a fazer isso e perder dinheiro. Simplesmente não faz sentido."

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Metallica disponibiliza documentário Freeze 'Em All

   08 de Dezembro de 2015     tags: antarctica, vídeos      Comentários



O site oficial do Metallica disponibilizou gratuitamente o documentário "Freeze 'Em All", a respeito do show que a banda realizou dois anos atrás, em 8 de Dezembro de 2013, na Antártida:

Em 8 de Dezembro de 2013, nós nos vimos tocando um show para algumas dezenas de amigos, fãs e pinguins na Carlini Base na South Shetland Islands na Antártida. O show fechou um ano onde fomos sortudos suficientes para colocarmos os pés e tocar em todos os sete continentes durante um período de 12 meses.

Enquanto estávamos na Antártida, nosso amigo Adam Dubin (A Year and a Hald in the Life of Metallica) nos acompanhou com sua câmera, registrando alguns momentos nossos no barco com nossa equipe e nossos fãs, vendo paisagens inacreditáveis que a Antártida tinha a oferecer e tocando nosso disco silencioso sob a redoma. Foi realmente o show mais não usual de nossa carreira e uma jornada inesquecível.

Nós gostaríamos de compartilhar o documentário de 20 minutos que Adam fez com vocês, como um presente adiantado de Natal exclusivamente para os Fifth Members. Membros do MetClub podem baixá-lo ou assistí-lo online.

Esperamos que vocês curtam... Foi uma experiência única que ainda estamos tentando entender!


Caso queiram rever a apresentação, o vídeo completo da transmissão do show pode ser conferido clicando aqui.

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Hetfield tem orgulho do Lulu

   07 de Dezembro de 2015     tags: entrevista, hetfield, lulu      Comentários



O frontman do Metallica, James Hetfield, defendeu o "Lulu", o controverso álbum colaborativo com o ex-frontman do The Velvet Underground, Lou Reed, explicando que fazer o disco foi uma experiência divertida que uniu ainda mais os membros do grupo.

"Lulu" polarizou os fãs ao redor do mundo e recebeu duras críticas. O esforço contou com as letras e poemas falados do ex-frontman do The Velver Underground combinadas com as bases musicais do Metallica, resultando em uma experiência que não soava como nada que a banda já havia feito anteriormente.

Quatro anos desde o seu lançamento, "Lulu" vendeu menos de 35 mil cópias nos Estados Unidos, de acordo com a Nielsen Soundscan.

Falando com a revista do fã-clube do Metallica, a So What!, Hetfield disse que não se arrepende de ter feito o "Lulu".

"Nós temos sido extremamente cabeça-duras ou sortudos ou algo assim", disse ele. "Nós temos sido bem enfadados nas coisas que funcionaram bem para a gente. Somos perfeccionistas. Nós somos realmente extremamente auto-críticos. Isso nos levou onde estamos, mas também é uma maldição. Quando algo não vai bem, eu sou duro comigo mesmo."

"'Lulu' não foi aceito tanto quando nós o aceitamos", continuou. "Eu tenho muito orgulho do que fizemos. Foi divertido, foi uma aventura. E há muitas bandas por aí que fazem aventuras que as mataram, seja escolhendo o empresário errado ou fazendo um mal investimento ou algo do tipo."

"Nós temos esta dedicação e lealdade a esta banda não importa o que aconteça, nada pode nos matar. Seja Cliff Burton [morrendo], Jason [Newsted] saindo. O filme 'Some Kind of Monster', o drama que está rolando agora, sempre há algo que nos une e que sobrevivemos. Então o 'Lulu' nos uniu ainda mais."

Hetfield completou: "Há certos artistas que te defendem e falam, 'Ei, eu gosto disso. Eles são artistas! Eles se divertiram! É algo que eles queriam fazer e eles fizeram'. Vocês não precisam gostar, eu entendo isso, mas há pessoas que são articuladas o suficiente para poderem dizer isto desta forma: 'Eu posso não gostar do projeto, mas eu fico feliz, como artista, que eles correram o risco e mandaram ver.'"

"Eu acho que no fundo tem a ver com personalidades. Você pode ou não querer que as coisas sejam seguras, e você investe tanto nelas que se não forem seguras, agita o seu mundo inteiro, ou você leva a vida como uma aventura."

O guitarrista do Metallica, Kirk Hammett, disse que não ficou perturbado pelo fato de que a maioria dos fãs da banda considerou "Lulu" impossível de se ouvir, dizendo, "eu amo esse álbum até a morte. É triste que algumas pessoas não o veja da mesma forma que eu, mas o que posso fazer? Eu não posso fazer nada a respeito. Eu só posso continuar amando-o. E se as pessoas gostarem, ótimo. Se não gostarem, ótimo também. É só música."

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Newsted revela truque que usou para ser chamado

   02 de Dezembro de 2015     tags: newsted, entrevista, curiosidades      Comentários



Em conversa com That Metal Show, Jason Newsted contou como conseguiu a vaga de baixista no Metallica em 1986, substituindo o lendário Cliff Burton: "Fui o último a tocar. Eles tinham chamado 50 caras para uma audição, e eu fui o último. Estudei as músicas que eles tocaram quando abriram para o Ozzy (o Metallica estava abrindo shows do madman antes da morte de Cliff). Achei o setlist que eles tocaram e escrevi numa folha de papel, que mostrei para Lars dizendo 'eu sei tocar estas'. Ele ficou surpreso: 'cara, este é nosso setlist'. E eu me fiz de surpreso. Ele falou pra gente seguir em frente e eu mandei bala, foi isto - eles me chamaram naquela noite para voltar em dois dias e tocar mais quatro músicas. Daí no Halloween de 1986 fiz meu último show com o Flotsam & Jetsam, coloquei meu baixo no carro e onze dias mais tarde estava tocando em arenas lotadas no Japão com o Metallica".

Fonte: Whiplash!

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