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Jason Newsted: "Algumas pessoas não foram feitas para se abrirem"

   20 de Junho de 2004     tags: newsted, entrevista, skom      Comentários

A edição de 20 de Junho da revista New York Times americana possui um longo e revelante artigo sobre o documentário de 4,3 milhões de dólares do Metallica, "Some Kind of Monster", contendo entrevistas inéditas com as pessoas envolvidas na realização do filme. Seguem alguns trechos das entrevistas:

Ex-baixista do Metallica, Jason Newsted, sobre o fato de considerar a idéia de uma banda de rock fazer terapia meio ridícula:

"Uma coisa realmente importante de constar - e que não é apontada por ninguém - é algo que eu sabia bem antes de encontrar James Hetfield ou qualquer outra pessoa. Algumas pessoas são feitas para se abrirem e se exporem. Algumas pessoas não. Eu deixo isto assim."

Guitarrista do Metallica, Kirk Hammett, sobre o fato do grande sucesso da banda - e os meios pelos quais eles o atingiram - fez com que eles nunca precisassem amadurecer intelectualmente além dos 19 anos.

"Eu acho que a maioria das pessoas em bandas de rock tem um desenvolvimento lento. A sociedade não exige que bandas de rock façam determinadas coisas. Você pode começar a beber quando quiser, pode tocar shows bêbado, e você pode sair do palco e continuar a beber, e as pessoas adoram isso. Elas gostam de um artista que está bêbado, quebrando coisas, gritando e brigando no meio de um restaurante. Situações desse tipo aconteceram conosco e as pessoas nos louvavam."

Baterista do Metallica, Lars Ulrich, em uma cena do documentário - trecho descrito por James Hetfield como "realmente vergonhoso" - de Lars tomando doses de champagne e leiloando sua coleção de arte moderna por 13,4 milhões de dólares:

"Arte é minha paixão. Por acaso, arte exige alto investimento. Se as pessoas acham isso de mau gosto ou ofensivo, eu não posso fazer nada. Se você for pintar um retrato dos membros do Metallica, é preciso negociar, porque é assim que eu sou. Se as pessoas gostam de focar mais no lado financeiro da arte ao invés da criatividade, eu não posso fazer nada também."

Leia o artigo completo (em inglês), clicando aqui.

fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Entrevista com James Hetfield

   24 de Maio de 2004     tags: hetfield, entrevista, vídeos      Comentários

Um pequeno vídeo com uma entrevista com James Hetfield, realizada nesta terça-feira, dia 18, na cerimômia de premiação do Pop Music Awards foi postado no site do Reuters.

Como já foi noticiado anteriormente, o Metallica foi homenageado pela ASCAP (American Society of Composers, Authors and Publishers - Sociedade Americana de Compositores, Autores e Editores) na vigésima primeira edição do Pop Music Awards, realizada no dia 18 de Maio no hotel Beverly Hilton em Beverlly Hills, Califórnia. Mais de 600 pessoas do meio artístico e da indústria musical compareceram no evento de gala.

Link: Entrevista
Agradecimentos: Master of Justice
fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Entrevista com Ron McGovney

   14 de Maio de 2004     tags: mcgovney, entrevista      Comentários

O site AllMetallica.com publicou recentemente uma entrevista com Ron McGovney, o primeiro baixista do Metallica. Segue abaixo a tradução:

Você poderia explicar para todos qual foi sua participação no começo do Metallica?
Eu não fui apenas o primeiro baixista do Metallica, eu era também o roadie principal do grupo. A banda foi formada em minha garagem e nós usávamos a pickup Ford do meu pai para transportar nossos equipamentos. Eu construí um mini-palco para a bateria do Lars para usarmos nos clubes. Na verdade, meus pais e eu que bancávamos financeiramente a banda no começo.

Quais músicas você gravou e ajudou a compor com eles e quantos shows vocês tocaram juntos?
Todas as músicas do Kill'em All foram escritas em minha garagem e nós tocamos todas elas enquanto eu estava na banda. Nós também tocamos covers de Diamond Head: The Prince, Sucking My Love, Am I Evil e Helpless. Coverizamos Blitzkrieg do Blitzkrieg, Let It Loose do Savage e Killing Time do Sweet Savage. Todas essas músicas podem ser encontradas em bootlegs, mas eu tenho uma fita gravada da gente tocando algumas dessas músicas. Eu vou colocar uma cópia no eBay em breve. Eu fiz alguns arranjos das músicas, mas nenhum crédito foi dado. Eu toquei no mínimo em 28 shows com a banda em seu primeiro ano. Um cara recentemente me mandou uma lista com todos os shows que eu toquei e eu tinha esquecido de alguns deles.

Quais foram suas influências naquela época e de quais bandas você gosta atualmente?
Eu era viciado em UFO quando estava no colegial e Michael Schenker era um deus para mim. É uma pena que ele não tem passado muito bem recentemente. Nós ouvíamos também Maiden, Priest, Sabbath, etc. Você sabe, todo tipo de metal. Eu ainda ouço alguma dessas coisas. A maioria das bandas novas soam parecidas. Eu acho que são os meus 40 anos falando. Eu soo como meu pai.

Você acompanha o Metallica atualmente e ouve os trabalhos recentes deles?
Eu não acompanho mais a carreira do Metallica do jeito que eu costumava acompanhar. Eu tenho 3 filhos e eles tomam boa parte do meu tempo. O último álbum do Metallica que eu comprei foi o álbum preto. Eu não tenho nenhum dos álbuns que saíram depois desse. Eu não acredito que eu ainda falo "álbum". Eu quero dizer "CDs". Vixi, estou ficando velho.

Você reencontraria o Metallica para fazer uma jam?
Jam? Eu não toco há tanto tempo que eles provavelmente ririam da minha cara. Você tem que lembrar que eles são músicos profissionais. Eu era só um baixista de garagem que fez alguns shows.

O que você faz atualmente?
Eu sou só um trabalhor do colarinho branco, como a maioria dos fãs do Metallica. Eu tenho uma casa nas montanhas em North Caroline. Minha família e eu nos mudamos de Los Angeles há cerca de 5 anos. É um lugar melhor para as crianças. Essa é minha opinião.

Quando o Metallica estava procurando recentemente por um novo baixista, você se sentiu tentado a tentar a vaga?
Isso nem passou pela minha cabeça. Entretanto, depois da perda trágica de Cliff Burton em 1986, eu pensei em tentar. Eu acho que eu não quis me desapontar caso eles escolhessem outra pessoa. Jason era um bom baixista e uma grande pessoa também.

Você ainda toca baixo? Você está em algum banda?
Eu não toco mais baixo atualmente, mas eu ainda tenho meus baixos e amplificadores. Todo final de semana, eu e meus filhos tocamos guitarra e bateria. Eu tenho uma guitarra Washburn A20 antiga de 1982 que meu amigo Jim Kiechle me deu. É bem divertido. Meu filho Tyler que tem 10 anos toca bateria. Eu aumento a distorção e nós tocamos Sabbath e coisas assim. A última banda que eu toquei foi a Phantasm em 1987. Ela tinha Katon Depena do Hirax como vocalista. Nós fomos bem aceitos nos clubes de LA. Nós também tocamos em Phoenix e Oakland.

Como você se tornou amigo de James? E quando você conheceu Lars?
James e eu nos tornamos amigos através da música. Ele costumava tirar sarro do meu adesivo do Elvis no meu caderno. E eu tirava com as imagens do Aerosmith dele. Ele que me trouxe ao metal. Eu não ouvia hard rock ou metal até que eu o conheci. Ele era um bom amigo no colegial. James encontrou Lars através de um amigo em comum e eu fui aprensetado a ele em um show do Priest em San Bernardino, Califórnia, em 1981. Eu fiquei chocado com esse dinamarquês baixinho cheio de patches na roupa. Ele era realmente engraçado. Era muito divertido quando ele brigava com a mãe ao telefone. Eles falavam em dinarmaquês e eu só conseguia entender a palavra "Fuck".

Sabendo do sucesso do Metallica, como é rever os seus dias com eles? Algum arrependimento?
Eu tenho alguns arrependimentos quanto ao passado. Eu gostaria de ter levado a música mais a sério como o James fez. Eu gostaria de ter sido mais tolerante quanto às coisas que aconteciam em minha casa. Era uma luta de poder. Todos queriam estar no comando.

Você ainda é amigo de James, Lars ou Dave?
Eu não converso com os caras do Metallica desde 1998. James e eu tivemos alguns problemas quanto ao que eu disse em uma entrevista sobre o Metallica. Eu sou só honesto. Nada do que eu falei em uma entrevista sobre o Metallica foi uma mentira. Eu acho que eu divulgo muita informação. Ele provavelmente gostaria que eu mantivesse a minha boca fechada. Eu não acho que o Lars liga para aquilo que eu falo. Eu não converso com o Dave Mustaine desde o começo dos anos 90.

Qual o tipo de baixo que você prefere tocar?
Eu só tive três baixos em minha vida. Meu Ibanez Roadster de 1981 que foi roubado em um show em Long Beach, Califórnia, em 1982 quando tocamos com Roxx Regime (Stryper). Eu ainda tenho meu conhecido baixo do Metallica, o Washburn B20 de 1982. E eu tenho um Fender P-bass de 1986 que usava no Phantasm.

Você e o James se tornaram amigos tão novos. Como ele era no colegial?
Eu conheci o James na East Middle School em Downey, Califórnia em 1974. Nós estávamos na sexta série. Nós não nos tornamos amigos até que fomos ao Downey High em 1977. Ele era bem tímido e quieto. Eu sei que pode parecer difícil de acreditar agora.

fonte (em inglês): AllMetallica.com

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Lars rebate críticas sobre o som da bateria de St. Anger

   01 de Maio de 2004     tags: ulrich, st. anger, entrevista      Comentários

Lars Ulrich disse recentemente a revista Rhythm, do Reino Unido, sobre as origens do som um tanto peculiar da bateria obtido no mais recente álbum da banda, "St. Anger"."O famoso som da bateria que todos estão falando," disse ele. "Um dia, eu esqueci de afinar a caixa pois não estava pensando nessas coisas. Na hora de ouvir o que havia gravado, eu decidi que estava realmente gostando daquilo que ouvia - tinha um jeito diferente. Aquilo soou para mim de maneira bonita. Parecia totalmente natural. As opiniões contrárias vieram quando algumas pessoas ouviram o álbum e disseram, 'Sabe, caixas de heavy metal não devem soar assim.' Bem, eu acho que pulei o capítulo 3 do Livro de Regras do Heavy Metal [risos]. É doido, esse tipo de mentalidade fechada."

Ulrich disse também sobre o fato da bateria parecer ser o centro das músicas em "St. Anger", o que não foi o caso dos últimos álbuns da banda.

"Tudo que a gente faz é uma reação àquilo que fizemos antes," disse ele. "Nos últimos álbums, a bateria ficava basicamente no fundo, se mantendo simples e dando base para os riffs de guitarra. A maior parte das críticas ao 'St. Anger' veio do fato da bateria ser o catalisador, como nos velhos tempos. Hetfield começava então a tocar junto da base de bateria e partíamos disso. As músicas do 'Load', e até do 'Black album', davam mais ênfase aos riffs de guitarra e mantinham a bateria no fundo."

Perguntado se isso estava bom para ele, Ulrich disse, "Ah sim, isso foi o que eu queria fazer. Eu passei por todas essas fases e algumas vezes ficava meio enjoado de baterias e de tocar bateria como um todo. Existem momentos que eu quero ficar mais ao fundo, musicalmente falando. Outras vezes, eu quero que a bateria apareça mais no Metallica."

"Neste último álbum, apesar da bateria estar bem destacada, não há tantas viradas. Eu enjoei de fazer viradas na bateria. Eu cheguei a conclusão de que eu não tinha mais nenhuma virada animadora para tocar, então é melhor eu não tocar nenhuma. Então eu passo por esses ciclos e tenho prioridades diferentes."

Sobre o fato dele se sentir ou não orgulhoso do Metallica ter experimentado musicalmente durante os anos apesar das duras críticas dos fãs mais hardcores, Lars disse, "Lógico que sinto. Eu me sinto totalmente orgulhoso de sempre termos feito aquilo que queríamos. Mas recebemos críticas por algo que não somos. A gente não tem vários encontros fechados para decidirmos o que tocaremos. Musicalmente, tudo que fizemos foi puro, espontâneo, e até inocente de certa forma. Ainda assim, fomos desrespeitados por isso algumas vezes."

"Mas eu tenho 40 anos agora, então está tudo bem para mim se as pessoas nem sempre entendem isso. Nós fizemos coisas que foram sucessos muitas vezes, criativamente falando. É irritante que as pessoas não aceitem a gravação quando a foto atrás do álbum não é algo ao qual elas se possam ligar. Eu estou há 23 anos nesta carreira e estou mais em paz com isso. Existem cinco milhões de fãs que compraram 'St. Anger' e milhares de pessoas que apareceram em nossos shows. Aparentemente ainda existem bem mais pessoas interessadas naquilo que a gente faz do que aquelas que nos criticam. Eu disse muito lixo durante os anos e muitas vezes fui uma estrela de rock arrogante - e o mesmo com todos dessa banda, apropósito. Mas tentamos acertar e voltar a terra. Tem sido uma longa jornada, com vários altos e baixos. O fato de não ter sido uma experiência direta e linear é algo excelente. Ultimamente, aquilo que as pessoas respondem sobre esta banda é que nós nos entregamos de alma e coração àquilo que fazemos com grande nível de emoção. Isso gera algo nas pessoas, tanto bom quanto ruim."

Agradecimentos: Unnamed Feeling
fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Entrevista com Kirk no The Grand Rapids Press

   26 de Abril de 2004     tags: hammett, entrevista      Comentários

O guitarrista Kirk Hammett do Metallica disse recentemente ao The Grand Rapids Press sobre a grande quantidade de opiniões que surgiram, tanto criticando quando elogiando o último álbum de estúdio do grupo, "St. Anger". "Isto acontece conosco desde nosso segundo álbum," disse Kirk. "Todo álbum tem aqueles que divergem e dizem 'Eu não gosto da direção que eles estão tomando,' 'Eles nunca serão tão bons quanto eram,' ou algo assim. É tudo parte do jogo. Você não pode agradar a todos toda hora - é aquele velho cliché, mas infelizmente, é verdade. Nós percebemos há um bom tempo que devemos fazer os álbuns com as músicas que queremos escrever e tocar e ouvir. Eu amo o álbum. Pra mim, acaba aí."

"Este álbum é extremamente desafiador," continuou Kirk. "Nós confrontamos situações que são desafiadoras, o som é desafiador, os arranjos são desafiadores. Mas ao mesmo tempo, é um verdadeiro reflexo daquilo que somos em estúdio antes daqueles 15 meses de produção nos fazendo soar como algo que não somos. O humor da banda naquele momento e agora é que queríamos retratar nós mesmo da maneira mais precisa e honesta possível, de todas as formas. Nós queríamos nos mover como uma unidade a cada passo, todos juntos. É como uma colaboração entre todos da banda."

Perguntado sobre como o novo baixista Robert Trujillo mudou o Metallica, Hammett disse ao The Grand Rapids Press, "Ele com certeza mudou o Metallica para melhor. No nível pessoal, ele é um cara fantástico, pé-no-chão e honesto e eu respeito muito isso em uma pessoa. E seu modo de tocar é tão sólido quanto sua personalidade. Ele é uma pedra. A banda está mais balanceada agora, e não foi sempre assim com o nosso antigo baixista - havia sempre atrito. Ele está pronto para desafios. Sua frase favorita é 'Pra frente!' "

Informando se ele ainda fala com Jason Newsted, Kirk disse, "Eu o telefonei e deixei uma mensagem em sua secretária, e isto foi a última coisa que eu ouvi. Eu não sei se ele se esqueceu de retornar a ligação ou não o quis fazer, mas eu tomei partida e não ouvi nada de volta, então não sei. Eu me mantenho informado sobre o que ele está fazendo profissionalmente. É difícil não fazer isso. Eu só espero que o Jason esteja feliz. Ele escolheu sair da banda sem o consenso das pessoas que ele afetaria diretamente: a banda. Ele tomou a decisão sem nós. Eu acho injusto ele não nos ter dado chance de resolvermos isso. É uma pena, mas precisávamos continuar. Mas estamos bem felizes hoje em dia - com Rob, as coisas estão mais balanceadas. Para uma banda estar por aí há 21 anos e ficar melhor é algo incrível."

Agradecimentos: Dands
fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Flemming Rasmussen, sobre o Metallica

   10 de Abril de 2004     tags: rasmussen, entrevista      Comentários

O produtor Flemming Rasmussen, que colaborou com o Metallica em três de seus álbuns dos anos 80, foi recentemente entrevistado pela rádio suéca Sveriges Radio sobre seu trabalho com a banda.

Na entrevista, ele afirmou estar orgulhoso da sua afiliação com o Metallica, revelando que considera o "Master Of Puppets" o melhor trabalho dos três álbuns que ele trabalhou com o grupo. Quando perguntado se ele trabalharia novamente com o Metallica, Flemming disse que existe uma possibilidade já que ele sempre toma umas bebidas junto com a banda, sempre que passam por Copenhagen.

Agradecimentos: Dands
fonte: AllMetallica.com

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Lars Ulrich, sobre Kurt Cobain

   02 de Abril de 2004     tags: ulrich, entrevista      Comentários

Na véspera do aniversário de 10 anos da morte de Kurt Cobain, o baterista do Metallica, Lars Ulrich, deu o seguinte depoimento a NME.com:

"Em 1991 havia uma espécie de mudança no rock nos Estados Unidos - ela estava afetando todas as bandas de Los Angeles. E com Kurt Cobain você sentia que estava se conectando com a pessoa de verdade, não uma percepção daquilo que ele era - você não se conectava a uma imagem ou uma figura fabricada. Sentia que entre você e ele não havia nada; era de coração para coração. Haviam poucas pessoas que tinham essa habilidade.

Eu nunca o encontrei, mas nosso guitarrista Kirk Hammett se encontrou com ele. Nós estávamos fazendo nossa turnê com o Guns N' Roses nos EUA em 1992 e queríamos que o Nirvana viesse e se juntasse a nós. Kirk perguntou ao Kurt, mas ao mesmo tempo que o Cobain disse que tocaria com o Metallica em qualquer lugar no mundo, em qualquer hora, em qualquer palco, ele não pisaria no mesmo palco que o Guns N' Roses - obviamente ele sentia que o Axl era a antítese daquilo que ele era.

Como eu disse, eu nunca encontrei o Kurt, e ele é provavelmente o único cara do rock'n'roll que eu nunca encontrei e que eu gostaria de encontrar - além de Bon Scott talvez. Algo triste é que nós não podemos ouvir um quarto álbum do Nirvana. Teria sido ótimo poder ver como aquilo evoluiria."

Agradecimentos: KuKa HetFielD
Tradução: MetalRemains.com
fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Entrevista com Lars: "St. Anger está a frente de seu tempo"

   29 de Março de 2004     tags: ulrich, st. anger, entrevista      Comentários

O baterista do Metallica, Lars Ulrich, disse recentemente ao Seattle Post-Intelligencer sobre a natureza desafiadora do mais recente álbum da banda, "St. Anger".

"Algumas pessoas ficaram sobrecarregadas devido a ele," disse Ulrich sobre o sucessor de "ReLoad", de 1997. "Eu consigo ver agora que, para as pessoas que conheciam o Metallica mais superficialmente, 'St. Anger' pode ser uma gravação bem desafiadora. Mas eu estou orgulhoso dela, e também que a mantivemos e não desistimos. Algumas vezes no passado, quando decidíamos fazer algo mais agressivo, nós meio que a deixávamos mais leve. Estou feliz por não termos feito isso."

" '... And Justice for All' é um dos divisores de água na carreira da banda. Mas próximo a ele, 'St. Anger' soa como 'Dark Side Of The Moon' (n. do. e.: álbum do Pink Floyd). Será interessante ver o que as pessoas pensarão do álbum daqui cinco ou dez anos. Existem pessoas que pensam que ele está um pouco a frente de seu tempo."

Ulrich disse também sobre a atual turnê com o Godsmack, que iniciou no começo do mês no Arizona, EUA. Ela seria uma continuação das cidades da "Summer Sanitarium Tour", na qual a banda tocava em estádios, juntamente com o Linkin Park e Limp Bizkit.

"Nós quase nos saímos bem," disse Ulrich sobre a turnê que acabou dando prejuízo. "As turnês em estários, você as faz por causa da vibração e porque são divertidas e porque é verão. A idéia era juntar algumas bandas legais e sair para se divertir. Tem uma vibração de festivais de rock antigo. Mas há não ser que você curta Rolling Stones e pode cobrar uma fortuna nos ingressos, você não sai para uma turnê em estários para colocar suas crianças na faculdade."

De acordo com Lars, os atuais shows do Metallica têm uma rotatividade de
mais de 40 músicas na setlist.

"Nós fazemos um show diferente a cada noite," disse Ulrich ao Seattle Post-Intelligencer. "No passado, algumas vezes nós caíamos na mesmisse. Toda noite, por seis meses, tocávamos o mesmo show. Se você quisesse colocar uma música diferente, tínhamos que avisar o responsável pela iluminação três dias antes para que ele pudesse programar no computador."

"Agora a gente junta uma setlist diferente a cada noite. Isso a mantém nova pra gente. Nós estamos tocando músicas que nunca havíamos tocado. Nós temos uma salinha pra praticar, onde nos juntamos por cerca de 30 minutos para tentarmos fazer com que as músicas novas que tocaremos na noite saiam direito."

Tradução: MetalRemains.com
Agradecimentos: Dands
fonte (em inglês): AllMetallica.com

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Metallica sem gravadora no futuro?

   23 de Março de 2004     tags: ulrich, entrevista      Comentários

Lars Ulrich, baterista do Metallica, disse recentemente ao Launch Radio Networks que a banda planeja examinar suas opções de distribuição de gravações assim que terminarem o contrato atual com a Elektra Records (o Metallica tem apenas mais um álbum no contrato vigente).

"Você sabe, nosso contrato está para acabar (risos) e nós vamos descobrir o que faremos depois disso," disse ele. "Você sabe, o que é bom em estar em uma banda como a nossa é que nós estamos em posição de não precisar de uma gravadora. Basicamente gravadoras agem como bancos. E quando você não precisa da parte de banco da gravadora, você pode meio que fazer você mesmo. Então nós meio que veremos onde isto vai dar."

Metallica está com a Elektra Records desde 1984. A banda está atualmente na primeira parte da turnê norte-americana, que durará até outubro.

fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Hetfield nem sempre ri das piadas sobre o Metallica

   19 de Março de 2004     tags: hetfield, entrevista      Comentários

O frontman do Metallica, James Hetfield, disse ao Edmonton Journal que está acostumado a ser alvo de piadas, uma das conseqüências de ter processado o Napster e a compania de cosméticos com a linha "Metallica" de perfumes e batons. Mas Hetfield nem sempre acha graça disso, como por exemplo a banda "Metallicugh!" que tirou sarro do nome "Metallica" devido aos inúmeros processos legais já ocorridos. Como esperado, a banda canadense logo recebeu um comunidado dos advogados do Metallica para mudar de nome, e foi de fato o que aconteceu.

"Quer saber? Nós estamos defendendo aquilo que é nosso," disse Hetfield. "As pessoas podem rir o quanto elas quiserem."

Hetfield disse também que acredita que estão pegando pesado com o Metallica devido ao problema com o Napster.

"O fato de que era de graça era o que estava nos incomodando," disse ele. "Nós poderíamos ligar menos se eles estivessem baixando, nós queremos conveniência. Mas nós queríamos que fossemos perguntados se gostaríamos de ser parte disso. Pra mim, era roubo e eu cresci sabendo que roubar é errado. Nós estávamos defendendo aquilo que achávamos certo. Foi difícil devido a excitação das pessoas quanto as possibilidades. Nós estávamos também, mas estávamos ao mesmo tempo com medo delas - o que significava para nós e para nossa carreira? Como sustentaríamos nossos filhos?"

"Você sabe, revistas como Rolling Stone ou Forbes divulga listas das bandas com maior arrecadação e sempre estamos lá. Mas eles nunca têm uma coluna que mostra os nossos gastos, quanto pagamos com impostos e todas essas coisas. É realmente injusto que as pessoas pensem que devido ao dinheiro que você tem, você deve agir de maneira diferente - roubar está certo porque você tem o suficiente. Eu realmente não entendo isso."

fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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