Destaques

Notícias

Idéias para o próximo álbum

   13 de Março de 2004     tags: ulrich, entrevista      Comentários

O baterista do Metallica Lars Ulrich disse a Launch Radio Network que o ritual pré-show da banda, feito todas as noites da atual turnê, tem realmente os ajudado a terem idéias para o próximo álbum do grupo.

"Você sabe quando você inicia com músicas tipo 'Blackened' e 'Fight Fire...' e daí em diante, você meio que tem quer seus ossos na posição para o momento que sobe ao palco," disse ele. "Assim, quando subimos ao palco, já estamos tocando há cerca de vinte, trinta minutos, porque nós nos juntamos nessa sala de jam que temos. E temos um cara que grava essas jams. Então já algumas coisas bem loucas que surgem a cada noite, e eu mal posso esperar para rever algumas delas quando voltarmos ao estúdio em Janeiro."

Agradecimentos: Master of Justice
fonte (em inglês): Blabbermouth.net

    Top

Lars Ulrich: Nós não devemos nada a ninguém

   12 de Março de 2004     tags: ulrich, entrevista, st. anger      Comentários

Lars Ulrich defendeu o último álbum do Metallica, "St. Anger", contra as críticas de que o ele é impossível de ser escutado, dizendo ao The Oregonian que os fãs de heavy metal não estão abertos a mudanças e experimentações com uma fórmula já usada e testada, em suas bandas favoritas.

"Nós precisávamos fazer uma gravação que era pouco produzida, e eu creio que conseguimos!" disse Lars sobre o álbum que foi largamente criticado por todos sobre sua péssima produção, desde Jonathan Davis do Korn até Jason Newsted, ex-baixista do Metallica. "Eu entendo que é desafiador, que é uma grande porrada. Ele não é para todos. Mas foi importante para nós fazê-lo. Nós fazemos músicas para nós mesmo, e sempre foi assim. Nenhum programa de rádio tocava nossas músicas nos nossos oito anos iniciais. Então, de repente, nós éramos os queridinhos de todos. E agora fizemos um álbum que não se encaixa com Nickelback ou algo do tipo e.... É uma idéia que eu acho que as pessoas tem, principalmente no mundo do rock pesado, de que assim que você fizer algo por um tempo, é como se você devesse algo as pessoas. Nós não devemos as pessoas (tocar o som que tocávamos antes). Nós não vendemos pasta de dentes aqui."

Quando perguntado se a "porrada" estava trazendo os antigos fãs da banda de volta, Lars disse, "Eu não sei. Você coloca 10 fãs do Metallica em uma sala, e eles tão 10 pessoas diferentes. Eu desisti de analizar as idas e vindas. Mas eu fui correr noite passada, antes do show. Eu estava do outro lado da rua na qual as pessoas estavam na fila do show e eu estava com um boné, e ninguém me reconheceu. Haviam crianças de 8 anos junto com avós de 50."

fonte (em inglês): Blabbermouth.net

    Top

Entrevista com Hetfield: Olhando o passado

   11 de Março de 2004     tags: hetfield, entrevista, skom      Comentários

James Hetfield admite que a pessoa que ele era quando começou o Metallica, no ínicio dos anos 80, não teria uma opinão respeitosa sobre os roqueiros mais antigos que o Metallica é atualmente.

"Eu, com 18 anos, teria olhado para nós (atualmente) e falado, 'Quer saber, desitam. Desencanem. Saiam da frente porque eu estou chegando. Nós passaremos," disse Hetfield por telefone recentemente, de sua casa em San Rafael, California, EUA. "Era uma atitude típica da jovens e de rebeldia."

E foi justamente essa atitude que nos ajudou a levar o Metallica ao topo do mundo do heavy metal e influenciar inúmeras bandas.

Mas foi essa mesma atitude que quase causou a auto-destruição da banda. Os últimos anos não foram generosos com o Metallica. Houve o caso Napster, que alienou fãs ao processar o programa de compartilhamento gratuito de músicas.

Houve então a tentativa de fazer um making of de "St. Anger", que seria o primeiro álbum de estúdio da banda após o ReLoad, de 1997.

Mas houveram problemas com a saída do Jason Newsted e a eterna batalha de James com o álcool, o que o forçou a entrar em uma clínica de reabilitação. A banda - incluindo Lars Ulrich e Kirk Hammett - até foram a terapias em grupo juntos. Newsted foi então substituído por Rob Trujillo, ex-Suicidal Tendecies.

Além disso, a banda concordou, antes de gravar "St. Anger", que dois diretores, Joe Berlinger e Bruce Sinofsky, gravassem todos os casos sórdidos. O resultado é o documentário "Metallica: Some Kind os Monster", que estreiou na edição de 2004 do Sundance Film Festival.

"Isso começou como uma ferramenta promocional," disse Hetfield. "Nós íamos gravar o making of deste álbum. Mas assim que Jason saiu e eu passei pela clínica de reabilitação, cara, acabou se tornando mais sobre relacionamento na banda do que sobre música. É muito mais sobre sobreviver e enfrentar nossos demônios."

Hetfield disse que o Metallica chegou bem mais perto de se separar do que as pessoas pensam.

"O processo se tornou uma grande revelação, um aviso para acordarmos," disse ele. "Nós chegamos a conclusão de que o Metallica poderia acabar, e isso foi um grande choque para nós todos. Todas as nossas identidades nos últimos 22 anos foram misturadas no Metallica e todo esse gosto e liberdade e todas essas coisas que vieram com isso. Nós aprendemos que tínhamos que ser real com nós mesmos."

Mas evolução pessoal raramente é fácil.

"Eu assisti o filme e me encolhi," disse ele. "Eu penso, 'Meu Deus, aquele sou eu e eu realmente quero que o mundo me veja assim?' Agora, eu tenho uma visão melhor de como as pessoas me vêem e como se sentem comigo quando estou sendo difícil, cabeça-dura ou insistente com algo. Isto realmente abriu nossos olhos para nós mesmos. É um grande espelho, e felizmente isto mostrará ao mundo que há humanos por trás desse machismo e a grande máquina que o Metallica é.

"Parte de mim está com medo de deixar o mundo ver como realmente somos. A outra parte está dizendo o quão bom será as pessoas me conhecerem de verdade. Eu sempre quis isso, mas tinha medo. E ainda existe uma parte de mim que adora estar guardada, na defensiva e intimidada para que eu não precise falar com as pessoas."

Mais de 1600 horas de filme foram gravadas por Berlinger e Sinofsky, premiados com o doumentário "Brother's Keeper", de 1992, o filme "Paradise Lost: The Child Murders at Robin Hood Hills" e a continuação "Paradise Lost 2: Revelations".

Hetfield disse que confiar nos diretores foi difícil, mas essencial.

"Nós amamos o trabalho deles, então sabíamos que eles seriam capazes. Mas algumas vezes você simplesmente não quer uma câmera na sua cara, gravando tudo que diz e faz. Porque você sabe que será nós. Nada será tirado porque alguém agiu como um idiota ou fez algo estúpido. Não havia nenhum roteiro."

Apesar de sua apreensão em se revelar ao mundo, Hetfield disse que está grato pela posição que está em sua vida - tanto profissional quanto pessoal. Hetfield é casado e tem três filhos, todos menores de 10 anos.

"Isto me parece como uma segunda chance," disse ele. "Eu me sinto totalmente limpo, sem névoas e dentro da realidade no momento e, eu devo dizer, me sinto bem por estar aqui."

E apesar dele estar em um ambiente diferente do que estava quando começou "St. Anger", ele disse que o álbum serviu como uma grande válvula de escape para a banda.

"Quando começamos, tínhamos mais um som do tipo do 'Load/ReLoad'. Mas quanto mais explorávamos, mais queríamos tocar coisas rápidas de novo. Nós deixamos de lado todas essas coisas e começamos a nos sentir vivos novamente. E tocar rápido é uma extensão natural nossa para nos sentirmos vivos, por alguma razão. Então o álbum acabou se tornando muito mais brutal do que deveria ser originalmente."

Hetfield disse que raiva sempre foi uma força que controla sua vida. Foi apenas recentemente que ele aprendeu a lidar com isso de maneira mais produtiva.

"Quando estava totalmente alienado ou isolado quando criança, a música falava por mim. Quando eu perdi meus pais no colegial, eu estava com tanta raiva - e eu nem sabia disso - que eu engoli isto e isto eventualmente iria voltar, geralmente direcionado a uma banda ou a um membro da família. Eu tive que olhar em minha raiva, enfrentá-la, ver o porquê, de onde vinha e como enfrentá-la. Eu também aprendi que está tudo bem em estar com raiva, desde que isto não esteja direcionado a alguém com a intensão de machucá-lo."

Hetfield disse que a banda terá um merecido descando no final do ano, para finalmente retornar ao estúdio na próxima primavera. Depois disso, não se sabe o que acontecerá.

"Quando chegar a hora de parar como Metallica, nós poderemos ou não saber. Mas está a nosso cargo isso. E desde que possamos escrever e criar música, isto não parará. Isto é algo que é uma grande parte da minha vida e uma grande sensação de satisfação."

Entrevista original em inglês: AllMetallica.com
Tradução: MetalRemains

    Top

Hetfield, sobre o Presidio Sessions

   27 de Fevereiro de 2004     tags: hetfield, entrevista, presidio      Comentários

James Hetfield deu uma curta entrevista por telefone a rádio The Blitz, de Ohio, EUA, na quarta-feira, dia 25. Quando perguntado para comentar sobre as informações divulgadas sobre o material escrito e gravado em 2001, pouco antes de ir a clínica de reabilitação, acabar em uma trilha sonora, James respondeu "nós ainda não sabemos ao certo sobre esse negócio da trilha sonora. Mas há algumas músicas que não estão no St. Anger que... Presidio foi um lugar que nós gravamos em São Franciso antes de construirmos nosso QG e antes da reabilitação. Então havia provavelmente... Eu não sei... 15 músicas ou algo do tipo que não entraram no St. Anger, talvez mais. E essas coisas. Nós as temos. Elas são legais - elas não estão terminadas, mas provavelmente aparecerão em algum lugar alguma hora, haverá o momento certo para isso. Mas para nós, St. Anger é muito bom, e é difícil não parar de escrever, então seria duro voltar atrás e refazer algumas coisas ou arrumá-las para serem lançadas. Isto me lembra do Load e ReLoad. Mas há tanta boa vibração atualmente, não há motivo de voltar atrás. Então essas coisas aparecerão de uma forma ou outra."

A entrevista pode ser baixada no site da rádio, clicando aqui.

fonte (em inglês): Blabbermouth.net

    Top

Some Kind of Monster

   14 de Fevereiro de 2004     tags: skom, berlinger, entrevista      Comentários

O site The 4 Horsemen realizou uma entrevista com Joe Berlinger, um dos 2 produtores do documentário "Metallica: Some Kind Of Monster". Nela, Berlinger respondeu algumas perguntas sobre o trabalho com a banda, o filme e o lançamento do DVD. Segue a tradução da entrevista:

O filme sairá em DVD? E quando será lançado? Além disso, há aparentemente muito material da banda que ficou de fora do documentário, assim, teremos material extra no DVD?
Joe: Sim, o documentário sairá em DVD no começo de 2005. No momento, estamos focando mais no lançamento no cinema - você poderá ver o "Metallica: Some Kind of Monster" em salas dos Estados Unidos e do mundo todo a partir de Julho. Nós realmente esperamos que as pessoas vejam o filme no cinema - a incrível mistura do som Dolby Surround vale o preço do ingresso, especialmente para os fãs do Metallica. Este filme é uma verdadeira experiência de cinema. Quando o DVD for lançado, ele virá cheio de extras. Nós temos muitas e muitas gravações e cenas excluídas, então eu creio que vocês podem esperar no mínimo um DVD duplo.

Quais foram os momentos mais intensos durante a gravação? Houve um momento em que você pensou consigo mesmo "Eu não gostaria de estar aqui"?
Joe: Houveram alguns momentos intensos. O último dia de James antes de ir para a clínica de reabilitação foi pouco confortável. O primeiro dia depois que ele voltou foi difícil também. Apesar de todos estarem felizes por ele estar de volta, nós, produtores, nos sentimos pouco confortáveis, já que não sabíamos se ele gostaria que continuássemos a gravar ou não.

Foi bom trabalhar com Dave Mustaine? Quero dizer, você acha que ele foi sincero com aquilo que disse ao Lars?
Joe: Dave Mustaine foi um verdadeiro cavalheiro. Para mim, ele me pareceu absolutamente sincero em sua conversa com o Lars. Foi bem intenso e honesto. Essa conversa foi realizada dois dias depois do 11 de Setembro de 2001, portanto a atmosfera foi um tanto estranha. Havia uma sensação de urgência e finalidade naquilo, e isto pode ser apenas as minhas emoções naquele momento, mas eu quase senti que tanto o Dave quanto o Lars não sabiam se falariam um com o outro de novo.

Durante as filmagens, os integrantes passaram por várias mudanças, terapias, etc. Como isto afetou a sua vida? Eu sei que o Bob Rock disse que passou por mudanças durante todo o processo, e estava pensando se acontecera algo semelhante com os produtores.
Joe: Nós mudamos consideravelmente. Bruce e eu trabalhamos juntos por muitos anos, e apesar de não sermos músicos, nós encontramos problemas de colaboração e de ego que são similares àqueles pelos quais o Metallica passava. Quando começamos este projeto, tivemos uma grande incerteza sobre trabalhar juntos de novo, por inúmeras razões. Algumas vezes depois que filmamos uma sessão de Phil, nós voltávamos ao hotel e tínhamos nossa própria terapia. Havia muitos gritos e algumas lágrimas, mas eu acho que no final, nos saimos como pessoas e artistas melhores, com mais força e uma relação mais honesta.

Qual a sua parte favorita do documentário?
Joe: É dificil dizer uma parte favorita - apesar de soar pouco humilde, eu realmente adoro este filme. Foi muito divertido ter o tipo de liberdade, apoio, respeito e confiança que o Metallica nos deu, assim como a capacidade de viajar com a banda e filmar tudo que acontecia. Há várias cenas individuais que eu gosto, e eu estou especialmente orgulhoso do modo como conseguimos manter tantos assuntos que se juntaram e compensaram no final do filme.

Houve algum momento em que algum dos integrantes o forçou a parar de filmar? Ou ficar muito agitado na frente das câmeras?
Joe: Não houve nenhum momento em que alguém disse "Desliga essa câmera" ou "Não filme isto", mas definitivamente houveram momentos em que os integrantes ficaram frustrados com a presença das câmeras - alguns estão no filme. Nossa equipe era pequena e incrivelmente talentosa, e nós fizemos tudo que podíamos para que ficássemos fora do caminho deles. Mas é impossível deixar o caminho totalmente desobstruído quando se está trabalhando em locais como estúdios de gravação. Eu acho que nós fizemos o melhor trabalho possível, mas eu tiro meu chapéu pra banda não apenas pela boa vontade de aceitar a nossa presença das câmeras no nível emocional, como no prático, físico também. Nós tínhamos câmeras e microfones neles o tempo todo por quase dois anos, o que acaba cansando, pra não dizer mais, mas eles foram sempre respeitosos com o processo e sabiam que tínhamos um trabalho a fazer.

Durante esta experiência de seguir a banda durante todo o processo de gravação e ouvir todas as músicas que fizeram, vocês se tornaram fãs da músicas da banda ou isto foi totalmente profissional pra vocês?
Joe: Você sempre tenta e mantém algum tipo de laço entre você e seus assuntos, mas nós realmente amamos a música do Metallica - se não, seria bem tortuoso ouvi-los tanto durante esses 3 anos! Eu acho que nossa apreciação pelo Metallica foi fundamental no filme. A música, algumas vezes, servia como uma porta de escape para o que eles estavam pensando e sentindo durante alguns momentos da gravação em que eles não falavam seus pensamentos. Apesar de seu peso, St. Anger é uma gravação muito pessoal, e uma das coisas que tentamos mostrar no filme é a relação entre o que estava acontecendo na vida deles e a música que estavam criando, e eu acho que nossa apreciação pela música deles foi importante para capturar isto de maneira precisa.


Atualmente, o documentário Some Kind of Monster está passando apenas em festivais de filmes espalhados pelo mundo. Não foi divulgado se o filme será lançado nos cinemas brasileiros.

fonte (em inglês): The 4 Horsemen Website
Tradução da entrevista: MetalRemains
Site oficial do SKOM: SomeKindOfMonster.com

    Top

Músicas longas no St. Anger

   09 de Fevereiro de 2004     tags: st. anger, hetfield, entrevista      Comentários

James Hetfield admitiu que muitas das músicas de St. Anger são compridas e poderiam ter sido menores, sem tirar o potencial delas.

Quando perguntado em uma recente entrevista na rádio australiana Trile J sobre como será a composição e produção do próximo álbum, Hetfield afirmou "Bem, composição... Agora que exploramos escrevermos juntos - todos juntos ao mesmo tempo - Eu gostaria que... Você sabe, nós estamos confortáveis com isso, eu estou confortável em colocar um assunto lá, com todos dando idéias, em coletivo, escrevendo juntos, e fazendo algo legal. Eu gostaria de ser um pouco mais aberto em outros aspectos, como arranjos de músicas e coisas desse tipo. Na minha opinião, algumas músicas do St. Anger são um pouco compridas demais e poderiam ser menores e ainda assim fortes. Mas naquela hora, nossa mensagem era passar algo como "Tá bom, acabou... Meus deus, ainda não acabou!". Mas eu sinto que este modo de escrever é muito inspirador, e que nos une ainda mais.

fonte (em inglês): Blabbermouth.net

    Top


<<< Anteriores Próximas >>>

Newsletter
Receba em seu e-mail as últimas notícias sobre Metallica:

Conecte-se

Facebook   Twitter   RSS   Fórum

© 1998-2026 Metallica Remains - Desde 13 de Janeiro de 1998 | Política de Privacidade