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Hetfield: "Nós ainda somos uma banda de heavy metal"

   30 de Agosto de 2008     tags: hetfield, entrevista      Comentários

José Miguel Rodrigues foi a Nova Iorque ouvir "Death Magnetic", o novo álbum dos Metallica. Em Lisboa, James Hetfield, de chávena de chá na mão, revelou-nos alguns dos segredos de uma das maiores bandas da actualidade.

Nova Iorque, Junho de 2008. Um calor abrasador e a pressa de chegar. No 16º andar de um dos gigantescos edifícios situados na Sétima Avenida, mesmo ao lado daquele frenesim entorpecedor que invade diariamente a lendária Times Square, situa-se o quartel-general da Q Prime, a empresa de "management" responsável pelo desenvolvimento da carreira de algumas das mais afamadas bandas rock das últimas décadas. Nesses escritórios - longe da tal azáfama provocada pelos turistas ofuscados pela imensidão de néons e pelas dezenas de táxis que se acumulam nos semáforos vermelhos - vão ouvir-se algumas canções do novo disco dos Metallica.

O momento quer-se o mais íntimo possível e está rodeado de secretismo. As misturas que vamos ouvir não são finais, os temas ainda nem sequer têm títulos definitivos. O aviso está feito, o entusiasmo não esmorece. Já se passaram cinco anos desde que os Metallica deram pela última vez um sinal de vida em forma de disco.

Um elevador coberto de espelhos sobe em meros segundos à suite 16 e, ao segundo toque na campainha, fomos recebidos por um simpático Cliff Burnstein. O manager dos Metallica tem cabelo branco até aos ombros e veste um t-shirt preta, fala de forma pausada mas concisa e, por muito que tente, não consegue disfarçar o charme que lhe permite estabelecer uma relação com alguém numa questão de segundos.

À sua volta, os resultados de uma carreira de sucesso invejável no seio da indústria discográfica: as paredes dos corredores do escritório estão recheadas de galardões conquistados por bandas como os Metallica, Red Hot Chili Peppers e Tool.

Lisboa, Junho de 2008, algumas semanas antes. A cerca de um metro, sentado descontraidamente numa cadeira branca, encontramos James Hetfield, 44 anos, vocalista, guitarrista e uma das forças motrizes dos Metallica, a poucas horas de entrar no grande palco do Rock in Rio Lisboa. O músico não disfarça a boa disposição e o alívio de, nem que seja por breves instantes, estar afastado do processo de gravação da novidade Death Magnetic. "Claro que sim", responde o músico à pergunta "continuam a divertir-se na estrada e a tocar ao vivo?". "Ainda mais quando se trata destas pequenas "fugas" durante o Verão", continua enquanto bebe lentamente sua chávena de chá acabado de fazer. "O factor diversão acaba por ser o que nos faz interromper o processo de concepção de um disco e vir para a estrada, sem termos um lançamento novo nos escaparates.

Estes concertos são bastante importantes porque estamos a tocar para muita gente, mas acabam por não ter o mesmo peso de uma digressão extensa e o seu principal objectivo acaba por ser essencialmente permitir-nos recarregar baterias. Depois de termos passado tantos meses fechados no estúdio, sentimos necessidade de mudar de ares e de ver pessoas. Acho, inclusivamente, que isso nos vai dar uma energia incrível para retomarmos a tarefa que temos entre mãos". O que se segue é Hetfield, sem rodeios, em discurso directo.

O processo de concepção de um álbum já é cansativo quanto baste. Não se torna difícil andarem em digressão enquanto têm entre mãos uma tarefa tão complexa?

Basta que consigamos encontrar um certo equilíbrio... e deixar de pensar ou respirar o álbum a cada minuto das nossas vidas. Estes espectáculos são um escape, literalmente. Os últimos meses foram passados a trabalhar meticulosamente e sentimos que já estávamos a precisar de respirar ar fresco. As pessoas pensam que estas "escapadelas" atrasam o lançamento dos nossos discos, mas não é isso que se passa. Não quero generalizar, mas falo com muita gente e fico nitidamente com a ideia de que, lá no fundo, é isso que pensam. Estão contentes por poderem ver-nos, mas não conseguem evitar um pensamento do género "raios! já se passou tanto tempo desde que o último disco foi lançado e, quando estão prestes a dar-nos música nova, decidem perder tempo a tocar ao vivo?!" (risos) Decidimos fazer estes espectáculos porque as gravações já estão finalizadas e, neste momento, a única coisa que falta mesmo fazer são as misturas. Acho que só temos a ganhar se, nesta fase de finalização, conseguirmos manter uma certa distância em relação ao que fizemos até aqui.

Talvez seja ainda cedo para conseguir ser objectivo, mas... como se sente em relação a Death Magnetic?

Nós ainda somos uma banda de heavy metal! Acho que o disco vai soar, simultaneamente, ao passado e ao futuro dos Metallica - para mim é como se fosse um renascimento. E isso acontece por uma série de razões diferentes... Para começar é o primeiro álbum que gravamos com o Robert [Trujillo, baixista] e o primeiro registo dos Metallica em que ele esteve envolvido desde o início. Depois estamos a trabalhar com um produtor novo e isso também acabou por ter bastante influência no nosso método de trabalho. Todos sentimos que estamos a entrar numa nova fase da nossa carreira e, pensando bem, acho que já nos sentimos assim desde que acabámos de gravar o St. Anger. Esse álbum representa um dos momentos mais problemáticos da nossa carreira, mas serviu o seu propósito. O objectivo era fazer uma limpeza profunda ao nosso sistema interno e foi precisamente isso que fizemos. Olhando para trás consigo perceber que talvez tenha sido uma descarga de energia demasiado unidimensional para o que se espera de uma banda como nós.

Foi uma bolsa de oxigénio?

Parece-me que sim. Foi um disco que tivemos mesmo de fazer para continuarmos juntos e a ser os Metallica. Era algo que tínhamos, literalmente, de fazer naquele momento.

O artigo completo pode ser conferido na revista portuguesa Blitz, em sua edição de Setembro.

Agradecimentos: Helltallica
Fonte: Blitz

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Hetfield toca com Sweet Savage

   28 de Agosto de 2008     tags: hetfield, sweet savage, vídeos      Comentários

O frontman do Metallica, James Hetfield, se juntou ao palco com as lendas do NWOBHM Sweet Savage no show realizado no dia 20 de Agosto, no Marlay Park, em Dublin, Irlanda, para a execução do clássico Killing Time. Dois vídeos com gravações amadoras podem ser conferidos abaixo.

O Metallica gravou uma cover de "Killing Time" (co-escrita pelo atual guitarrista do Def Leppard, Vivian Campbell, um ex-membro do Sweet Savage), que foi incluída como b-side do single de "The Unforgiven".



Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Entrevista com Hetfield na Radio Eins

   28 de Agosto de 2008     tags: hetfield, entrevista, áudio      Comentários

O vocalista e guitarrista do Metallica, James Hetfield, participou de uma entrevista ao vivo com Anja Caspary da estação alemã de rádio Radio Eins nesta segunda-feira, dia 25 de Agosto. A conversa está disponível para download e pode ser ouvida clicando aqui.

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Entrevista ao vivo com Hetfield em rádio alemã

   22 de Agosto de 2008     tags: hetfield, entrevista      Comentários

O guitarrista e vocalista do Metallica, James Hetfield, participará de uma entrevista ao vivo com Anja Caspary da estação alemã de rádio Radio Eins, na segunda-feira, dia 25 de Agosto, a partir das 5:00 p.m. CST (7:00 p.m. horário de Brasília).

Para ouvir ao vivo pela internet, clique aqui.

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Hetfield: "St. Anger foi um ponto baixo"

   21 de Agosto de 2008     tags: hetfield, ulrich, entrevista, st. anger      Comentários

Em entrevista recente ao The Sun, James Hetfield e Lars Ulrich comentaram a respeito da banda, do novo álbum, bebida, e outros assuntos. Confira abaixo alguns trechos interessantes.

Sobre sua amizade com Lars Ulrich, Hetfield comenta que "nosso relacionamento é parte do que faz o Metallica especial. Se tudo for tranquilo todo o tempo, algo está errado. Você precisa ter atritos, pois isso cria energia, idéias, pro-atividade, e nós seguimos adiante."

Já sobre o St. Anger, o frontman do Metallica comenta que ele foi "um ponto baixo da montanha russa, mas nós estamos de volta ao topo agora", e completa falando sobre o documentário Some Kind of Monster, que expõe os bastidores da banda e as brigas existentes na época. "O ar místico do Metallica foi tirado. Você podia olhar por baixo do véu e ver o que estava rolando. Nós estávamos filmando um making of do disco, mas acabou se tornando algo maior, mas foi um presente. Foi um presente que de alguma forma não podíamos ignorar. Através do filme, nós vimos como nós realmente éramos. Foi um espelho para nos vermos agindo como pessoas de 12 anos. Nós éramos egomaníacos. Todos nós temos defeitos de características diferentes e foi bom vê-los na tela. Aprendemos mais com isso do que nossos fãs. Foi uma terapia para nós colocar isso para fora".

Ulrich diz que hoje, ele tem outras preocupações. "Eu tenho 44 anos. Eu discuto o suficiente com meus filhos para comerem os legumes. Eu não gosto de discutir sobre que solo de guitarra deve estar na música nove."

Sobre o passado, o baterista comenta que "antigamente era louco, caótico e envolvia clubes de strip e drogas. Agora é mais família, museus e crianças. Eu tenho orgulho que depois de tudo que passamos esses anos, eu ainda posso falar de maneira coerente e virei pai de três crianças saudáveis".

Hetfield comenta também sobre sua luta contra o álcool. "A tentação de beber está sempre comigo. Quando você faz algo por tanto tempo, fazer de outra forma é difícil. Você começa a duvidar de si mesmo. Eu nunca estarei curado. É uma dessas coisas que você precisa lidar por toda a sua vida".

Sobre o Death Magnetic, ele diz que "não há dúvidas que um novo baixista, um novo produtor e um novo disco nos ajudou com nossa nova atitude. Eu sinto como se o Robert estivesse na banda desde sempre. Ele contribuiu muito com este disco. Nós temos sorte de termos escolhido ele". E completa dizendo que "obviamente, nós não queremos tentar e refazer algo que fizemos no passado, mas St. Anger foi o fim de um capítulo e parecia certo tentar e abrir um novo capítulo. Há críticas em todos os álbuns. Todos pensam que eles sabem o que é melhor para nós, mas isso está bem também, sabe."

Já Ulrich destaca duas faixas do disco novo: "Faixas que se destacam no álbum incluem The Day That Never Comes e The Unforgiven III - uma música sobre redenção e perdão, uma música muito pessoal para James. Ela me leva a outro nível. Se existisse uma música que eu pudesse ouvir 100 vezes seguidas, seria essa".

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Hetfield fala sobre processo de composição com fã

   20 de Agosto de 2008     tags: hetfield, entrevista, vídeos      Comentários

Um vídeo de quatro minutos de uma menina dinamarquesa de 17 anos chamada Cissie conversando com o frontman do Metallica, James Hetfield, sobre como ele compõe músicas durante um meet and greet no dia 15 de Agosto, antes da apresentação da banda no festival Pukkelpop em Bélgica, pode ser visto aqui.

Cissie - que toca guitarra desde 2005 - diz, "eu sempre tive curiosidade de saber sobre o processo de composição de James e estou muito feliz que ele tenha dado boas respostas e tenha tido tempo para isso! E desculpe se eu estava meio boba; eu estava muito nervosa e é sempre difícil formar frases com o grande Hetfield bem na sua frente! Foi um dos melhores dias da minha vida!"

Fonte (em inglês) Blabbermouth.net

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Metallica comenta contribuição de Trujillo

   06 de Agosto de 2008     tags: trujillo, hammett, hetfield, ulrich, entrevista      Comentários

O Metallica conversou com a MTV News sobre as contribuições de Robert Trujillo no novo disco da banda, "Death Magnetic", que chega as lojas dia 12 de Setembro e conta com "The Day That Never Comes" como primeira música de trabalho.

"É difícil elogiar Rob sem insinuar que existia algo não muito bom em sem predecessor, e eu não tenho nada além de respeito e amor pelo [ex-baixista do Metallica] Jason Newsted," disse o baterista Lars Ulrich. "Mas Rob, ele está com a gente há 5 anos agora, e precisamos lutar pra ter isso. Nunca nos sentimos tão completos."

O guitarrista Kirk Hammett disse que parece como se Trujillo estivesse na banda desde o começo. "Algumas vezes eu olho para ele, e ele está tocando baixo no palco, e parece que ele sempre esteve lá - sua química, sua personalidade, é algo que realmente combina muito, muito bem", disse Hammett. "Ele é um enviado de Deus."

De acordo com Hetfield, a razão principal pelo qual Newsted, em sua opinião, não contribuiu muito nos outros álbuns do Metallica era que nem sempre o permitiam fazer isso. "Muito disso tinha a ver com nosso medo de perder algum tipo de controle, sem dúvida alguma", disse ele. "Mas Rob se encaixou mais fácil. Ele tem esse respeito por ele. A gente não precisou tirar esse ar de fã dele ou o deixar mais forte de alguma forma."

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Aniversário de Hetfield

   03 de Agosto de 2008     tags: hetfield      Comentários



O frontman do Metallica, James Hetfield, completa 45 anos neste domingo, dia 3 de Agosto. Parabéns a ele!

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Vídeo de entrevista de Hetfield em Istambul

   29 de Julho de 2008     tags: hetfield, trujillo, entrevista, vídeos      Comentários

O canal de notícias NTV da Turquia transmitiu uma longa reportagem sobre o show que o Metallica realizou dia 27 de Julho no Ali Sami Yen Stadium, em Istambul. A reportagem, que inclui uma entrevista com o guitarrista e vocalista do Metallica, James Hetfield, sobre o novo álbum da banda, "Death Magnetic", e o documentário "Some Kind of Monster", pode ser assistida clicando aqui.

Além disso, uma entrevista adicional, com Trujillo, realizada pela mesma emissora, também foi disponibilizada e pode ser vista aqui.

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Entrevista em vídeo de Hetfield e Trujillo

   25 de Julho de 2008     tags: hetfield, trujillo, entrevista, vídeos      Comentários

A Vertigo TV da Alemanha entrevistou recentemente o Metallica (guitarrista/vocalista James Hetfield e o baixista Robert Trujillo) e a banda Scars on Broadway (guitarrista/vocalista Daron Malakian e baterista John Dolmayan) em seu último podcast. Assista ao vídeo clicando aqui.

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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