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Hetfield: "St. Anger foi um ponto baixo"

   21 de Agosto de 2008     tags: hetfield, ulrich, entrevista, st. anger      Comentários

Em entrevista recente ao The Sun, James Hetfield e Lars Ulrich comentaram a respeito da banda, do novo álbum, bebida, e outros assuntos. Confira abaixo alguns trechos interessantes.

Sobre sua amizade com Lars Ulrich, Hetfield comenta que "nosso relacionamento é parte do que faz o Metallica especial. Se tudo for tranquilo todo o tempo, algo está errado. Você precisa ter atritos, pois isso cria energia, idéias, pro-atividade, e nós seguimos adiante."

Já sobre o St. Anger, o frontman do Metallica comenta que ele foi "um ponto baixo da montanha russa, mas nós estamos de volta ao topo agora", e completa falando sobre o documentário Some Kind of Monster, que expõe os bastidores da banda e as brigas existentes na época. "O ar místico do Metallica foi tirado. Você podia olhar por baixo do véu e ver o que estava rolando. Nós estávamos filmando um making of do disco, mas acabou se tornando algo maior, mas foi um presente. Foi um presente que de alguma forma não podíamos ignorar. Através do filme, nós vimos como nós realmente éramos. Foi um espelho para nos vermos agindo como pessoas de 12 anos. Nós éramos egomaníacos. Todos nós temos defeitos de características diferentes e foi bom vê-los na tela. Aprendemos mais com isso do que nossos fãs. Foi uma terapia para nós colocar isso para fora".

Ulrich diz que hoje, ele tem outras preocupações. "Eu tenho 44 anos. Eu discuto o suficiente com meus filhos para comerem os legumes. Eu não gosto de discutir sobre que solo de guitarra deve estar na música nove."

Sobre o passado, o baterista comenta que "antigamente era louco, caótico e envolvia clubes de strip e drogas. Agora é mais família, museus e crianças. Eu tenho orgulho que depois de tudo que passamos esses anos, eu ainda posso falar de maneira coerente e virei pai de três crianças saudáveis".

Hetfield comenta também sobre sua luta contra o álcool. "A tentação de beber está sempre comigo. Quando você faz algo por tanto tempo, fazer de outra forma é difícil. Você começa a duvidar de si mesmo. Eu nunca estarei curado. É uma dessas coisas que você precisa lidar por toda a sua vida".

Sobre o Death Magnetic, ele diz que "não há dúvidas que um novo baixista, um novo produtor e um novo disco nos ajudou com nossa nova atitude. Eu sinto como se o Robert estivesse na banda desde sempre. Ele contribuiu muito com este disco. Nós temos sorte de termos escolhido ele". E completa dizendo que "obviamente, nós não queremos tentar e refazer algo que fizemos no passado, mas St. Anger foi o fim de um capítulo e parecia certo tentar e abrir um novo capítulo. Há críticas em todos os álbuns. Todos pensam que eles sabem o que é melhor para nós, mas isso está bem também, sabe."

Já Ulrich destaca duas faixas do disco novo: "Faixas que se destacam no álbum incluem The Day That Never Comes e The Unforgiven III - uma música sobre redenção e perdão, uma música muito pessoal para James. Ela me leva a outro nível. Se existisse uma música que eu pudesse ouvir 100 vezes seguidas, seria essa".


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