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Hetfield: "Descobrimos que há liberdade através de estrutura"

   17 de Setembro de 2008     tags: hetfield, entrevista      Comentários

A RollingStone.com realizou uma entrevista com o guitarrista e vocalista do Metallica, James Hetfield. Alguns trechos podem ser conferidos abaixo.

RollingStone.com: Você está no Metallica durante sua vida inteira de adulto. Você já se sentiu preso?

James: Eu me fiz sentir preso: "eu estou cansado de discutir. Eu não vou discutir por mais cinco horas sobre algo pequeno e estúpido. Você ganhou. Esta é a banda de Lars. Quando eu puder ser eu mesmo, será o projeto paralelo, o negócio solo." Que é simplesmente ridículo. Toda banda que eu conheci que fez projetos paralelos ou coisas assim - eu não a respeito mais.

RollingStone.com: Há parâmetros bem estritos na vida no Metallica. É como se juntar ao exército.

James: A milícia do metal, cara! Nós todos descobrimos que há liberdade através de estrutura. Tem que ter alguma estrutura na minha vida, pelo menos. Eu acho que o Lars descobriu muito disso. Você pode ver o Jason [Newsted] como o bode expiatório. Eu não queria que ele fizesse 12 projetos paralelos: "você está no Metallica". Mas estava tão desconectado quando ele saiu [em 2001], tão dividido. Mas agora, o Metallica é nós quatro. Este é nosso projeto solo. Esta é a melhor forma de liberar nossas emoções e sentimentos e tocar pessoas.

RollingStone.com: Houve um líder claro no começo? Você ou Lars?

James: Houve líderes de formas diferentes. Não há dúvida que o Lars era o cabeça em querer juntar um banda. Mas eu era o mesmo, e nós juntamos nossas forças. Lars tinha o nome. Eu tinha o logo. Ele era mais o cara de negócios, o pensador. Eu era o contrário. E havia sua personalidade, o filho único crescendo em uma família pouco comum.

RollingStone.com: Uma família incomum e boemia.

James: Sim, fazer o que ele queria, a qualquer hora, em qualquer lugar. O lado negativo disso, meio óbvio - se tornar mimado. Mas o lado positivo disso é que ele consegue o que quer. Ele tem a fé de que vai conseguir o que quer. Há momentos em que eu penso que todos nós seguimos sua energia. Há medo algumas vezes. Eu posso ver isso nele, quando ele sente que não está saindo do jeito dele. Nós sempre voltamos a nossa época de adolescente. [Risos]

A entrevista completa, em inglês, pode ser lida clicando aqui.

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Hetfield pede para desligarem as câmeras em show

   16 de Setembro de 2008     tags: hetfield, london      Comentários

De acordo com Jason Gregory do Gigwise.com, o frontman do Metallica, James Hetfield, disse aos fãs para desistirem de fazer upload de vídeos no YouTube da performance de ontem da banda no O2 Arena em Londres.

Falando com o público no início do show, Hetfield teria dito: "Desliguem suas câmeras, coloquem seus telefones de lado". Ele completou falando que as pessoas não deveriam se preocupar em falar com suas mães ou tentar se tornar famosas no YouTube e "apenas aproveitar o show".

A maioria da platéia parece ter apoiado o desejo de Hetfield e desligaram suas câmeras na música seguinte.

Fotos da apresentação podem ser conferidas clicando aqui.

Fonte (em inglês): Brave Words & Bloody Knuckles

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Hetfield responde a acusações de "crise de meia idade"

   12 de Setembro de 2008     tags: hetfield, entrevista, vídeos      Comentários

O guitarrista e vocalista do Metallica, James Hetfield, foi entrevistado ontem (quinta-feira, 11 de Setembro) pela VG TV da Noruega sobre o aguardado novo álbum da banda, "Death Magnetic", que chega hoje as lojas. A conversa de 7 minutos pode ser conferida abaixo.


Quando perguntado sobre sua opinião a respeito de uma review recente do "Death Magnetic" que chamou o álbum de uma "crise da meia idade", Hetfield respondeu, "eu não sei. Tanto faz. Se é isso que eles pensam, tudo bem. Eu acho que quanto mais velho ficamos, menos nos preocupamos com, talvez, a percepção do público ou o que as pessoas pensam de você. Sempre existirão pessoas que tentarão isso, e está bem. Nós somos um grande alvo. [Risos] E temos sido há um bom tempo. Eu acho que nossa honestidade é um bom escudo. Nós jogamos a culpa na honestidade. Isto é a gente."

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Entrevista com o Metallica

   12 de Setembro de 2008     tags: entrevista, hammett, hetfield, ulrich, trujillo, áudio      Comentários

Os quatro membros do Metallica - James Hetfield, Lars Ulrich, Kirk Hammett e Robert Trujillo - participaram de um evento de pré-lançamento do "Death Magnetic" no The Rock em Copenhagen, Dinamarca, ontem de tarde (quinta-feira, 11 de Setembr). Eles responderam a questões e conversaram em frente a uma platéia ao vivo. Ouça um trecho de cinco minutos do evento, abaixo:


Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Entrevistas com Hetfield e Ulrich

   10 de Setembro de 2008     tags: hetfield, ulrich, entrevista, vídeos      Comentários

O site da BBC Radio 1 postou vídeos de entrevistas individuais com o baterista do Metallica, Lars Ulrich, e com o vocalista/guitarrista James Hetfield. Na conversa com Ulrich, ele conta um pouco sobre como foi trabalhar com Rick Rubin no novo álbum da banda, "Death Magnetic", enquanto na conversa com Hetfield, ele explica sobre o significado do título do disco.

Confira os vídeos clicando aqui.

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Hetfield diz que "The Blackening" do Machine Head é inacreditável

   08 de Setembro de 2008     tags: hetfield, entrevista, machine head      Comentários

A revista Revolver realizou uma entrevista recente com o vocalista e guitarrista do Metallica, James Hetfield, sobre o que mantém a banda e o atual cenário do metal. Confira alguns trechos da conversa abaixo.

Revolver: Eu sei que declaração de missão por trás deste novo álbum foi meio que tentar voltar a fome existente nos álbuns como o "Master of Puppets". Mas obviamente, isso foi meio impossível, então qual é a fome atualmente? O que, se algo, faz o Metallica sentir como se precisasse provar algo agora?

Hetfield: O que nós precisamos provar? Nós precisamos provar que isso vive em nós. Não é tanto nossa carreira; é nossa vida. Além de ser pai e ter uma adorável família, eu não sei o que mais eu faria. Se eu não estivesse fazendo isso, eu estaria tentando fazer isso, simples assim. Do que nós temos fome? Sempre há algo: a fome de escrever um álbum melhor, a fome de escrever uma música melhor, criar a letra absoluta, conseguir o melhor som de guitarra. Digo, eu nunca estou satisfeito. Eu volto e ouço alguns destes discos e digo, "Cara, não, não". Sim, as músicas são boas, mas os sons... Sempre, sempre buscando por algo melhor. Um pouco desse perfeccionismo está na gente. Então eu acho que a outra coisa é sobrevivência. Uma banda como a gente estar junto, sabe, 26, 27 anos. Não é sempre que acontece. Não há muitas bandas que podem dizer isso. Nós temos muita sorte de termos mantido isso por todo esse tempo, e ainda amar isso e fazer isso e ser basicamente os mesmos caras na banda, e ainda sentarmos aqui em um ônibus fazendo isso de novo. [Risos] É um ônibus melhor do que de 1983. Nós temos portas que apertamos um botão e elas fecham; você tem DirecTV; você tem seu som de alta definição; você tem microondas. Sabe, tem um chuveiro no ônibus! [Risos] Não to falando que não há bandas que tem isso também, mas é bem legal.

Revolver: Até onde vocês acompanham a atual cena de metal? E até onde você acompanha, por que faz isso? Você é fã de coisas novas? Você acha que é parte do seu trabalho se manter ligado no que está rolando?

Hetfield: Isso é bem interessante. É muito interessante porque eu acho que Lars e Kirk tem bastante conhecimento de revistas. Talvez Kirk porque, sabe, ele é obsessivo-compulsivo. Ele sempre tem que ter uma revista com ele o tempo todo, sabe: Rolling Stone, ou Revolver, ou seja o que for, se manter informado sobre toda essa coisa. E é estranho porque é meio que, sim, este é meu show, esta é minha vida. Mas eu não leio realmente quem está saindo com quem, quem lançou o que, ou, ei, ele está tocando com aquilo. Eu meio que ouço dos outros caras. Eu não sei. Há provavelmente a parte de mim que realmente detesta fofoca, e quando as notícias e fofocas se fundem, isso me incomoda. Então, eu não me mantenho realmente informado sobre todas essas coisas. Por exemplo, se eu fosse um mecânico, eu leria revistas de carros o tempo todo? Eu não sei. Eu não sou um mecânico mas eu gosto de revistas de carros. Tem um cara que trabalha em uma loja, tenho certeza que ele está lendo revistas de metal. Mas eu sei do que eu gosto. Eu ouço bandas. Eu procuro coisas, ouço um nome de uma banda, ok, vou conferir. Tem coisas que eu realmente gosto. E há coisas que você redescobre, como a que eu vou falar agora: A Bay Area era excelente em 1984, 1985. Aquela era era como, "caramba, cara". A década do "Ride the Lightning", ela tava rolando. Obviamente antes disso havia o Exodus e toda essas coisas, mas, cara, era gigante na Bay Area. Nós temos tanto orgulho de ter sido parte daquilo e meio que sinto uma nostalgia disso. Mas esta banda, Machine head, dois dos caras que tavam no Vio-lence [o frontman Robb Flynn e o guitarrista Phil Demmel], nós tivemos uns shows juntos na Europa. E cara, eu não conseguia parar de ouvir. Era incrível."

Revolver: Sim, eles detonam.

Hetfield: Eles são tão pesados e super-amigáveis. Eles tem isso e amam isso. O último álbum, "The Blackening", inacreditável. Som e poder inacreditáveis. Soam como uma banda em chamas. Eles realmente me ligaram de novo. E então esta banda, Mnemic, que, sabe, eu gosto. Nós fizemos alguns outros shows com eles. Tem muita coisa intensa de verdade por aí que eu gosto. Algumas vezes os vocais me desanimam, sabe.

Revolver: Sim, a mim também.

Hetfield: Vai de urros para [faz voz aguda] la, la, la. E então de repente, uau, o que aconteceu? O refrão pop entra. É como, espera aí, vocês ainda estão um pouco ligados demais em nu-metal. É algo tão previsível. Enjoa muito rápido. Mas cara, tem uns músicos loucos por aí. Este, que eu chamo de "guitarristas de quarto", sabe, obviamente o Dragonforce, coisas como isso mas não só eles. Tem tanto, e não só guitarristas, os bateristas também tão me assustando com seus pés, suas mãos, eles são os Yngwie das baterias. Quase ao ponto de ser bom demais. São inacreditavelmente precisos. É como, "oh não, é o rock progressivo de novo". Mas é inacreditável ouvir alguns desses caras tocarem juntos.

O resto da conversa por ser lida, em inglês, clicando aqui.

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Entrevista em vídeo com Hetfield e Ulrich

   07 de Setembro de 2008     tags: hetfield, ulrich, entrevista, vídeos      Comentários

Vídeos de duas entrevistas separadas com o vocalista/guitarrista do Metallica, James Hetfield, e o baterista Lars Ulrich, foram disponibilizadas para visualização online pelo site da 3sat, os quais podem ser conferidos abaixo:

James Hetfield
Lars Ulrich

Na longa conversa, Hetfield e Ulrich discutem sobre o documentário Some Kind of Monster, St. Anger, Death Magnetic, dentre outros assuntos.

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Hetfield e Trujillo comentam processo de composição

   05 de Setembro de 2008     tags: hetfield, trujillo, entrevista, vídeos      Comentários

Trechos em vídeo dos membros do Metallica James Hetfield e Robert Trujillo falando sobre o processo de composição de algumas das faixas do novo álbum da banda, "Death Magnetic", foram disponibilizados e podem ser conferidos abaixo.

Parte 1:


Parte 2:


Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Hetfield entrevistado em rádio dinamarquesa

   04 de Setembro de 2008     tags: hetfield, entrevista, vídeos      Comentários

O guitarrista/vocalista do Metallica, James Hetfield, foi entrevistado por Eric Corton da rádio dinamarquesa Radio 3FM no festival Pinppop no dia 30 de Maio de 2008 em Landgraaf, Holanda. Assista a conversa de 23 minutos clicando aqui.

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Hetfield: "Eu sei mais agora"

   30 de Agosto de 2008     tags: hetfield, death magnetic      Comentários

O NYTimes publicou ontem um artigo sobre o Metallica. Abaixo, podem ser conferidos os principais trechos que falam sobre o novo álbum da banda, Death Magnetic:

Depois de alguns verões de turnê, haviam 60 horas de riffs gravados para escolher. Todos os membros compartilharam os créditos de composição de cada música. "Foi bem colaborativo", disse Trujilo. "Ninguém foi egoísta. Foi como ir a melhor escola de música que você pode imaginar".

Os riffs foram fundidos em músicas, compostas pelo todo conhecimento da banda. (Hammett disse que ele pensou nisso como "recuperar a posse" do antigo vocabulário do Metallica.) Elas tem velocidade de thrash e solos de guitarra de novo, tanto no antigo estilo modal de Hammett quanto no seu novo som de blues com pedal de wah-wah. O Metallica mais recente não foi completamente apagado: peças menos rápidas aparecem aqui e alí como conectores de seções.

As composições são formidáveis e complexas, com mudanças de tempo nos ritmos, guitarras gêmeas e solos harmonizados e algumas melodias que lembram o álbum preto. Na "The Day That Never Comes", "All Nightmare Long", "My Apocalypse" e outras você pode pensar que a música chegou ao climax ou ao final e então, uau: uma nova porta se abre, uma nova torre começa a surgir.

O Hetfield gosta das ficções de terror de H. P. Lovercraft que Cliff Burton costumava compartilhar com a banda. E ele pegou o desafio do passado ao cantar mais agudo: Rubin pediu que a banda tocasse na afinação padrão, ao invés das guitarras meio tom abaixo, como tem acontecido desde 1992.

Hammett se preparou bastante para seus solos, passando meses emprestando idéias de guitarristas de rock e jazz como Pat Martino, Sonny Sharrock, Michael Schenker, Eddie Van Halen e Jimi Hendrix. Então no estúdio ele tocou mais rápido que o usual. (Ele relembra que seus solos no "Death Magnetic" são 3/4 improvisados.) "Como a maioria dos músicas, eu sou um pouco inseguro com meu modo de tocar", disse ele. "Mas eu fui de forma vulnerável. Então eu ouvia ao playback e dizia, 'como eu fiz isso e o que eu fiz?'".

Em "Some Kind of Monster", Hetfield acaba de retornar da reabilitação, preocupações se ele só escreveria sobre músicas de recuperação. Ele escreveu algumas aqui: "Broken, Beat & Scarred", por exemplo, com sua chamada para "mostrar suas cicatrizes" ("show your scars"). Mas na maior parte do resto do álbum, o tema da morte está de volta, livre de pensamentos positivos.

Antes do show de Bucareste, eu perguntei a Hetfield se não foi difícil voltar a pessoa que ele costumava ser, tendo recuperado recentemente.

"Sim", disse ele. "Eu diria que aquela era uma pessoa diferente. Eu sei mais agora. Neste disco, eu precisava tomar as rédeas de novo, e ser pesado e ter medo de mim de novo. Eu não preciso ter medo da raiva. Eu acho que é muito mais fácil de atingir isso agora. Eu sei o quão longe eu quero ir com isso, e eu fui longe e ainda estou bem. Eu tive essa dualidade a minha vida inteira. Há a pessoa que eu escondo e a pessoa que eu mostro".

Ele continuou e ergueu seus braços. "Eu sou o animador por aí!" ele berrou. "Eu sou o mestre do palco!". Ele então se encolheu. "E quando isso termina, eu preciso ir e sentar sozinho", disse ele. "Então eu sou ambos. É este ou aquele que eu quero ser? Provavelmente nenhum", riu. "Mas viver no meio parece muito apático".

Nós queremos que o Metallica seja um pouco ingênuo: rebeldes, loucos e fascinados pela fantasia da violência, lutando contra suas limitações. "Death Magnetic", por outro lado, é conhecimento. Mas não é presunçoso.

O álbum aposta no fato que estes músicos amadureceram e podem provar através da música que isso é mais complicado do que aquilo que eles estavam acostumados, mas ainda é deles. Nesse antigo estilo cavalgado e barroco, eles soam como se estivessem se ampliando e não se limitando.

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