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Ulrich: Novo álbum terá "muita energia"

   07 de Dezembro de 2006     tags: ulrich, disco novo, entrevista      Comentários

De acordo com a Launch Radio Networks, o Metallica já compôs cerca de 25 músicas para seu nono álbum de estúdio e está atualmente concentrado na escolha de quais entrarão no novo disco, cuja gravações se iniciarão em janeiro.

O baterista Lars Ulrich disse a Launch na terça (5 de Dezembro) que a turnê que a banda realizou no verão europeu, na qual tocaram na íntegra o clássico álbum de 1986, "Master of Puppets", serviu para direcionar o som do novo disco. "O que eu ouço soa muito vivo, com muita energia," disse ele. "Eu acho que os shows que tocamos durante o verão, nós estávamos definitivamente melhores e meio que em melhor forma do que já estivemos há muito tempo. Eu digo, trazer 'Master of Puppets' por três meses neste verão definitivamente revitalizou algumas coisas na gente, e foi meio divertido ter isto de volta em nossa mente enquanto passávamos por esse processo. Eu não sei mais o que dizer. Ainda é um pouco cedo para dizer tudo em uma única sentença chamativa, se você sabe o que eu quero dizer."

Referindo-se a controversa produção de baixo custo de "St. Anger", de 2003, Ulrich disse que "tirou a bateria de suas caixas" dessa vez, e que o guitarrista Kirk Hammett colocará solos neste disco.

O novo álbum será produzido por Rick Rubin e seu lançamento é esperado para 2007.

fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Tradução da entrevista da Playboy americana de 2001

   04 de Novembro de 2006     tags: playboy, entrevista      Comentários

O MetalRemains tráz pela primeira vez em português a tradução na íntegra da famosa entrevista do Metallica publicada na edição americana da Playboy, em Abril de 2001.

A entrevista, realizada pouco antes de Jason Newsted sair da banda, releva principalmente as intrigas existentes dentro do Metallica e os conflitos entre seus integrantes.

Cada um dos membros foi entrevistado individualmente por Rob Tannenbaum, e mostra também parte da infância problemática de James Hetfield e Kirk Hammett, as dificuldades de Jason quando se juntou a banda e o envolvimento do Lars na batalha contra o Napster.

Leia a entrevista, clicando aqui.

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Hetfield: "Eu tenho um pressentimento de que Cliff gosta do que estamos fazendo"

   05 de Outubro de 2006     tags: hetfield, entrevista      Comentários



O frontman do Metallica, James Hetfield, falou ao jornal sueco Dagens Nyheter sobre o memorial que foi realizado dia 30 de Setembro de 2006 em homenagem ao baixista Cliff Burton, no bar e restaurente Gyllene Rasten em Ljungby, Dörarp, Suécia. Foi no dia 27 de setembro de 1986 - 20 anos atrás - que Burton morreu em um trágico acidente de ônibus na Suécia, na mesma rodovia que se encontra Gyllene Rasten.

Sobre tocar "Orion" ao vivo no verão (europeu) passado:

Hetfield: "Esse foi o ponto algo do set para mim. Ela resume Cliff e eu chorei toda vez que a toquei, mas foram lágrimas boas. Eu fui tomado por gratidão pelo fato de ter a oportunidade de tocar na mesma banda que Cliff e aprender muitas coisas com ele."

Sobre a importância de Cliff, o gênio musical:

Hetfield: "Nós nunca teríamos escrito harmonias de guitarra ou instrumentais ou músicas com melodias tão complexas e orquestrações sem Cliff. Nós não estaríamos onde estamos hoje."

Quando o memorial é descrito a James Hetfield, ele se espanta e fica muito feliz.

Hetfield: "Wow. Isso realmente mostra o tipo de relacionamento e amor que nossos fãs têm com nossa música e as pessoas por trás disso. Cliff é um dos ícones que nunca será esquecido. Aparentemente, alguns fãs que são muito dedicados conseguiram um tempo e se esforçaram para criar algo tão independente de tempo quanto um memorial para lembrar as pessoas sobre Cliff. É realmente fantástico."

O Metallica está atualmente trabalhando no próximo álbum com o produtor Rick Rubin. Em uma parede no QG do Metallica, existe um poster do concerto em Copenhagen, para o qual a banda se dirigia quando Cliff foi morto. James Hetfield disse que Cliff ainda está presente quando eles escrevem as músicas.

Hetfield: "Nós conversamos sobre o que Cliff pensaria e o que ele acrescentaria. E agora, especialmente com nosso novo baixista Rob [Trujillo] tocando tão energeticamente e com os dedos assim como Cliff, eu tenho um pressentimento de que ele gosta do que estamos fazendo."

Ninguém do Metallica voltou a Dörarp desde o acidente de ônibus, mas James Hetfield fala que eles provavelmente visitarão o lugar.

Hetfield: "Eu acho que isso nos fará bem. Mas meu relacionamento com a morte é diferente. Eu cresci com a ciência cristã onde você não acredita em funerais. De certa forma faz mal não ficar próximo, ter o tempo de se lamentar. Mas a idéia por trás disso é deixar a pessoa viver dentro de você. Eu sei que Cliff vive dentro de nós."

Você vai a Dörarp ver o memorial?

Hetfield: "Com certeza. Não existe dúvida de que todos nós gostaríamos de ir. Não para nos lamentarmos mas para vermos como Cliff é amado."

Agradecimentos: Bay Area Thrasher
fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Bob Rock: "Me sinto 20 anos mais novo" sem o Metallica

   18 de Setembro de 2006     tags: bob rock, entrevista      Comentários

O produtor Bob Rock disse recentemente a Reuters que ele se sente "20 anos mais novo" após sua separação do Metallica, cujos álbuns vinha produzindo desde 1991.

O produtor canadense se separou do titã do metal no início deste ano e agora está focando suas energias em outros artistas e no retorno de sua própria carreira musical.

De acordo com o Rock de 52 anos, "Minha vida agora é minha esposa e filhos, e gravar outras bandas."

Rock iniciou sua parceria com o Metallica no álbum homônimo de 1991 (também conhecido como álbum preto). A gravação estreiou em primeiro lugar na Billboard 200 e permaneceu na lista por 281 semanas. Rock ficou encarregado dos álbuns seguintes da banda até "St. Anger", de 2003.

Os bastidores desse projeto tumultuado pode ser conferido no documentário "Some Kind of Monster". Um abaixo-assinado subsequente, com cerca de 1500 assinaturas de fãs, foi colocado então online pedindo que o Metallica despedisse Rock, afirmando que ele tinha muita influência sobre o som da banda.

"As críticas machucavam meus filhos, que liam e não entediam as circunstâncias," disse Rock. "Algumas vezes, mesmo com um grande psiquiatra, um time continua se perdendo. Você precisa colocar sangue novo lá."

Mas o co-manager da banda, Peter Mensch, argumenta que Rock "curou o Metallica de um quase colapso total nessa gravação. Bob é um dos cinco melhores produtores no planeta. Mas era hora de mudar."

O artigo completo pode ser lido, em inglês, clicando aqui

fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Bob Rock feliz por não estar com Metallica

   08 de Setembro de 2006     tags: bob rock, entrevista      Comentários

Matéria de autoria de Bill Harris, do Toronto Sun, pergunta: Como Bob Rock decide quais trabalhos ele vai aceitar como produtor?

“Eu acho que o que vem na minha cabeça é, com quem eu gostaria de os próximos quatro meses?” Bob responde com uma risada. “Você pode saber isso quando fala com eles. Eu estou junto com o meu empresário Bruce Allen por tanto tempo, nós podemos perceber a situação. Nós sentimos e escolhemos.”

Rock disse que ele está aproveitando a sua liberdade profissional após seu duradouro trabalho com o Metallica. “Depois de me separar do grupo, eu sinto meio, que, posso me divertir novamente”, disse o produtor.

“Não que eles não fossem divertidos – não me entenda mal. Mas foi um compromisso mais duradouro do que qualquer um diria, ambos num senso de gravação e pessoalmente.”

“Acho que estamos todos felizes por estar dando um tempo um do outro. E isso significa que eu posso fazer qualquer escolha de diferentes trabalhos”

Leia o artigo completo clicando aqui.

fonte: Whiplash

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James e Lars discutem importância de "Master of Puppets"

   31 de Agosto de 2006     tags: master of puppets, hetfield, ulrich, entrevista      Comentários

James Hetfield e Lars Ulrich falaram recentemente sobre a decisão de tocar o álbum "Master of Puppets" na íntegra, como celebração do aniversário de 20 anos de lançamento do disco. A entrevista foi ao ar no programa japonês "Rock City" e alguns trechos podem ser conferidos abaixo:

Hetfield: "Eu sinto que... Eu acho que 'Master of Puppets' representa um certo período da história. Foi meio que o final da era Cliff Burton no Metallica, o que é triste, mas também muito importante. E talvez 'Master of Puppets' tenha sido o disco que um monte de fãs antigos tenham se identificado. Porque depois disso Jason [Newsted] entrou na banda e a popularidade cresceu. E então o 'black album'... Foi diferente depois do 'Master of Puppets'. Então eu acho que ainda há uma inocência nisso e uma verdadeira atitude 'f*da-se o mundo' nele. E nós não éramos, eu acho, muito influenciados pela 'grandeza' do Metallica. E ainda tem as músicas - elas têm aquela energia, aquela chama; elas ainda são jovens, mas nós ainda estávamos crescendo, e as músicas se tornaram maiores e maiores, e [nós adicionamos] mais características as músicas. Eu acho que todas as músicas desse álbum são muito boas e não envelhecem."

"Nós já tínhamos tocado quase todas as músicas ao vivo antes, pois todas elas são, penso eu, músicas que precisam ser tocadas ao vivo. 'Orion' era a única música que nós nunca tínhamos realmente tocado ao vivo, e ela parece ser uma das mais legais - talvez porque não tocávamos ao vivo, mas... Tem muita emoção, mesmo que não tenha letras, e ter Rob Trujillo agora na banda tocando algumas coisas excelentes no estilo de Cliff... Soa melhor do que nunca. Mas eu diria que a músicas em si lembram um Metallica inocente. A palavra 'inocente'... De que jeito? Não estúpido, mas não arruinado pela fama, não desbotado. [Risos] Mesmo que tenhamos tentado ao máximo não nos deixar influenciar pela popularidade, é impossível não sentir os efeitos dela. Então a honestidade e inocência de 'Master of Puppets' - ainda dormindo, morando no estúdio; ainda crua e ainda com aquela chama. E somente Metallica em nossas mentes - só Metallica. Agora é diferente. Tem a família, tem muitas coisas que são importantes em nossas vidas. Eu acho que 'Master of Puppets' foi... Tudo aquilo que nós pensávamos."

"Quando nós íamos tocar na Europe, principalmente no Reino Unido, muita importância foi depositada no 'Master of Puppets', e eles fizeram um CD - a Kerrang! colocou em um CD todas essas bandas - Avenged Sevenfold, Trivium, Bullet For My Vallentine, muitas bandas novas de metal - fazendo um tributo ao 'Master of Puppets', e isso nos inspirou a fazermos nosso próprio tributo. Mas também, ouvindo essas bandas tocandos nossas músicas, nos colocou um pouco de fogo para voltarmos a isso e não sermos tão preguiçosos para tocá-las. Não que a gente seja preguiçoso, mas você meio que considera, sabe, nós estamos fazendo isso por 26 anos. Nós somos bons nisso. Sim, somos, mas podemos ser melhores. E isso nos ajudou a passarmos para outro nível. Eu pensei que o que faríamos era tocar 'Master of Puppets' ao vivo talvez em Donington, ou só em shows em locais fechados. Mas minha idéia era, ei, nós tocamos no Download/Donington Festival cinco, seis vezes. Vamos fazer algo diferente do 'melhor de'. Então nós fizemos isso na turnê inteira, e foi muito bom. Era um set longo, mas muito inspirador, e senti bem em tocar o álbum do começo ao fim."

Ulrich: "Tem sido divertido. Tem sido bem interessante escrever o novo álbum e voltar e ouvir o 'Master of Puppets' - revivendo-o, reaprendendo-o. Durante o passar dos anos, nós começamos a tocar algumas das músicas um pouco diferente, e nós voltamos e tocamos todas as músicas exatamente... Quer dizer, mais ou menos... Com os mesmo arranjos do álbum. Nós colocamos várias partes de volta que foram tiradas durante os anos. E tem sido interessante escrever novas músicas enquanto temos o 'Master of Puppets' em nossas mentes, pois eu acho que isto está definitivamente nos afetando um pouco. Algumas das coisas novas tem o mesmo tipo de... É desafiante como algumas coisas do 'Master of Puppets' e talvez algumas das coisas sejam um pouco inspiradas em um pouco disso. Nós brincávamos, óbvio, no começo quando tentávamos reaprender as músicas, que se soubessemos há 20 anos que nós tocaríamos as músicas 20 anos depois, talvez não tivéssemos feito as coisas tão complicadas. Mas nós meio que reaprendemos isso, na verdade, mais rápido que pensávamos. Quando nós tocamos no primeiro show na Alemanha, no Rock am Ring, ficamos surpreso com a facilidade que foi, e quão natural pareceu tocar o álbum inteiro, e claro, o modo como os fãs responderam a isso foi muito positivo. Eles ficaram ainda mais surpresos que nós por ainda conseguirmos toca-lo, e ainda tocarmos bem e ainda sentir que estávamos no controle disso, pois algumas das coisas são meio complicadas e doidas, mas... Nós estamos em boa forma e nós temos estado com uma energia física muito boa na maior parte do ano, então tem sido divertido."

"Mas o que o álbum significa? É difícil destacar só esse álbum. Você já fez várias entrevistas comigo para saber como eu me sinto com nossos álbuns. Eu gosto da maioria de nossos álbuns, eu tenho respeito por todos eles, com certeza. Eu entendo que as pessoas achem o 'Master of Puppets' um grande destaque, mas para mim, é apenas um de vários álbuns, e um de vários álbuns que se encaixam em um quebra-cabeça. Eu acho que poderia existir um 'Master of Puppets' sem o álbum anterior a ele e sem o álbum posterior a ele, e isto vale para todos eles, então é difícil para mim para isolar esse álbum como um destaque especial, mas eu entendo que para muitas pessoas é um álbum muito especial, e eu estou bem com isso. Mas tem sido uma experiência bem positiva. Nós nunca fizemos nada como isso antes - nós nunca tocamos um álbum inteiro, nós nunca realmente comemoramos um álbum - e eu acho que estávamos um pouco hesitantes em fazer isso, pois eu acho que temos um certo medo de vivermos do passado. Nós ainda nos consideramos mais jovens do que somos, e em nossas mentes, nós sentimos que somos muito mais parte da geração atual do que da geração anterior. Iron Maiden e Judas Priest e AC/DC, eles ainda são nossos heróis e ainda são nossos ídolos. Então é difícil... Quando fizemos todo esse negócio do 'Master of Puppets', eu acho que ficamos com um pouco de medo de, talvez, sermos parte de uma geração mais velha, sabe o que eu quero dizer? Mas eu acho que está tudo bem. Tem sido bem divertido fazer isso, na verdade. Talvez façamos com cada álbum que chegue ao vigésimo aniversário. Quem sabe?!"

Trechos da entrevista podem ser conferidos no YouTube: James, Lars

fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Jason Newsted: "Metallica continua sendo o maior embaixador do heavy metal"

   04 de Agosto de 2006     tags: newsted, entrevista      Comentários

Devin Pratt da revista FHM entrevistou recentemente o ex-baixista do Metallica e atual membro do Voivod/Supernova, Jason Newsted. Seguem alguns trechos da conversa:

FHM: Quanta energia Tommy Lee produz?

Jason: "Eu estou tão perplexo de tocar com Tommy e tenho estado assim desde que entrei no Voivod. E agora que eu sei que vai ter esse cara poderoso atrás de mim, fazendo 'woo da do do da do da'. Cara, meu Deus, parece que todo o céu está se abrindo! É um tipo de sentimento que não sentia há muito tempo."

FHM: Desde o Metallica?

Jason: "Metallica foi aquilo que eu mais coloquei energia, mas isso não queria dizer que eu não quisesse fazer outras coisas. Quando saí do Metallica, eu parei por cerca de três horas para comer um sanduíche, e talvez muitas cervejas naquela noite, e foi isso, cara."

FHM: Você sente saudades de tocar com eles?

Jason: "Eu sinto falta das pessoas. Era uma grande parte de mim - a ligação com as pessoas. Eu tinha orgulho de conhecer 500 pessoas em um dia por sabe-se lá quantos anos. Essa diplomacia era muito grande e Metallica continua sendo o maior embaixador do heavy metal. Ponto."

FHM: A maioria não discutiria isso.

Jason: "O deus é o Black Sabbath. O Metallica fez uma coisa diferente deles, no entanto. Nós éramos sempre aproximáveis. As pessoas podiam facilmente chegar a mim. Sim, o Metallica estava com as pessoas, mas eu estava realmente com as pessoas! Agora eu tenho a chance de atingir mais fãs com o Supernova. 'Rock Star' irá a cerca de 70 países mais ou menos, incluindo lugares em que as pessoas nunca ouviram Metallica ou Guns n' Roses antes. Nós levaremos esta música a eles!"

FHM: Você acha que Axl Rose lançará o "Chinese Democracy" neste ano?

Jason: "Sim, claro. Tanto faz. O álbum do Supernova sairá antes do dele."

FHM: Você já cruzou o caminho com Axl. Ele é doido ou é um gênio?

Jason: "Eu não passei tempo suficiente com ele para julgá-lo assim. Como um fã saindo para ver sua banda favorita, e ver o vocalista saindo do palco ou jogando o microfone no chão, frustrado porque os monitores estavam estranhos, não é profissional e não é para isso que as pessoas foram lá. Cara, nós fizemos uns 50 shows com Axl. Nós usamos os mesmos monitores todas as noites. Eu não lembro de James ou eu reclamarmos nenhuma vez sobre esse tipo de coisa. O cara gravou alguns vocais excelentes em algumas músicas excelentes, mas você não vende 50 mil ingressos para sair do palco. Dane-se isso!"

A entrevista completa pode ser conferida clicando aqui.

fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Hammett: Dragonforce tem "os guitarristas mais rápidos que eu já devo ter visto"

   01 de Agosto de 2006     tags: hammett, entrevista      Comentários

Steve Baltin da AOL Music perguntou recentemente ao guitarrista do Metallica, Kirk Hammett, quais guitarristas novos o têm impressionado ultimamente.

"Eu realmente gosto desta banda absurda chamada Dragonforce," disse Kirk. "Aqueles são os guitarristas mais rápidos que eu já devo ter visto. Eles são como Yngwie [Malmsteen] com anabolizantes. Não, eles são como Barry Bonds na guitarra. É fantástico. Eu vi um vídeo e eu juro por Deus que o cara deve ter tocado umas 75 mil notas."

Sobre algumas outras músicas que Hammett tem ouvido, ele disse, "Eu gosto de Muse, Mars Volta, Trivium, The Sword. Eu acho Wolfmother divertido. The Black Keys. E eu tenho ouvido Hank Williams, pois você realmente precisa. É tão pesado quanto Robert Johnson ou Bob Dylan."

Qual foi o último show que ele assistiu? "Deve ter sido nosso próprio show no YouTube. Eu estava vendo nosso show de Moscou, de 1991, e pensando, 'Caramba, nós estavamos bem naquela noite. O que aconteceu?'"

fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Lars Ulrich: "St. Anger foi um experimento isolado"

   14 de Julho de 2006     tags: ulrich, hetfield, entrevista, st. anger      Comentários

O frontman do Avenged Sevenfold, M. Shadows, entrevistou os membros do Metallica, Lars Ulrich (bateria) e James Hetfield (vocal, guitarra) para a última edição da revista Revolver, antes do show da banda em Gelredome, Arnhem, Holanda, em 8 de Junho de 2006. Seguem alguns trechos da conversa:

M. Shadows: Por que vocês decidiram não trabalhar com Bob Rock no novo álbum? Como está o trabalho com Rick Rubin?

Lars Ulrich: "Nós acabamos de começar, sério. 'St. Anger' foi meio que um experimento isolado, onde escrevemos e gravamos tudo ao mesmo tempo no estúdio. Mas nós meio que voltamos ao modo como fazíamos antes de 'St. Anger', que é mais ou menos a fase de composição e então a fase de gravação. Ao contrário do que pensam, não estamos na fase de gravação ainda - estamos apenas compondo. Nós tivemos apenas meia dúzia de encontros com Rick, e ele só vem e ouve. Nós estamos nos conhecendo ainda. Quando começarmos a fase de gravação, o que espero que aconteça neste outono [primavera brasileira], é que quando a sua grande opinião entrará. Em 1990, quando começamos a trabalhar com Bob, foi porque Bob tinha feito os melhores álbuns de rock que estavam saindo naquela época - Mötley Crüe, David Lee Roth, The Cult - e ele estava envolvido na engenharia de todos os álbuns do Bon Jovi. Tudo que estava acontecendo no final dos anos 80 tinha a ver com Bob Rock. E agora, tudo que é bom no rock - das gravações do Slipknot as do System of a Down as do Chili Peppers as do Mars Volta, e até do Johnny Cash e do Neil Diamond - tudo tem a ver com Rick Rubin. A mesma coisa que nos trouxe a Bob 15 anos atrás é meio o que nos trouxe a Rick. Nós queremos trabalhar com o cara que sabe o que faz. E Bob foi o primeiro a apoiar isto, falando, 'olha, eu não sei mais o que eu posso oferecer depois de 15 anos'. Nós terminávamos a frase um do outro. Nós sabíamos o que ele ia dizer, e ele sabia o que nós falaríamos. Nós fizemos o que, cinco álbuns com ele? E ele realmente tem sido o quinto membro da nossa banda pelos últimos 15 anos. Por mais doloroso que possa ser, ter o apoio dele primeiro foi muito importante para nós. Então, até agora, tudo tem sido ótimo."

M. Shadows: A música mudou muito desde que vocês começaram, e eu tenho certeza que suas influências também mudaram. O que os motiva a continuarem tocando e quais são as suas influências atuais na música e na vida como um todo?

Lars Ulrich: "Honestamente, são vocês, caras. Sério! Vocês tocam músicas que nos inspira, e eu eu agradeço todo o carinho que recebemos de todos vocês, do Trivium, do Bullet For My Valentine - todo mundo. Isso que nos inspira - ouvir pessoas re-re-reinterpretando o que nós fizemos da mesma forma que nós re-reinterpretamos Black Sabbath e tudo daquela época. Vocês cospem coisas de volta na nossa cara, e é isso que nos mantém de pé e vivos. Nós somos só fãs de músicas, e a razão pela qual fazemos o que fazemos é porque amamos música. Nós sempre ouvimos coisas novas e tentamos fazer o melhor que nossas habilidades conseguem. E eu diria que só de estar em um meio musical que continua reinventando a si mesmo e ser estimulante é o que nos inspira. Nós fazemos isso por tanto tempo. Tem tantos altos e baixos e tantas relações dinânimas. E eu acho que o que realmente nos inspira agora é que estamos nos dando bem, estamos realmente nos divertindo. Como você pode ver, não há um psiquiatra por perto - não tem toda essa porcaria rolando. Phil [Towle, que participou das sessões de terapia em grupo mostradas no documentário de 2004, 'Some Kind of Monster'] disse o tempo todo que todo o trabalho que estávamos fazendo três, quatro anos atrás, apareceria no próximo álbum, não no 'St. Anger'. E é realmente verdade - ir todo dia ao estúdio para compor e ver esses caras, é divertido de novo. Não é tipo, 'agora eu tenho que lutar com James Hetfield todo dia', entender o que eu falo? E está aparecendo em tudo - o modo como tocamos no palco e toda a vibração."

James Hetfield: "Sim, com certeza. O fato de não sabermos nosso potencial, ainda buscamos por aquela coisa final - 'nunca satisfeito' é tanto uma maldição quanto uma benção, sabe? A próxima música que você escreve sempre será a melhor da sua carreira. E bandas como a sua estão fazendo com que nos avançassemos e nos lembrássemos das raízes das quais viemos. Também, estar com o Rick Rubin, outra entidade. É como 'imagina se o Metallica gravasse com Rick Rubin? Nossa, como seria?'. Tem muita coisa que não foi gravada, e não sabemos até onde podemos ir até tentarmos. Além disso, quando você evolui em sua vida, você ouve música de forma diferente de quando era mais novo. Músicas daquela época tem um sentido totalmente novo e te inspiram de maneira totalmente diferente - principalmente as letras."

M. Shadows: Como ter uma família mudou a vida de vocês na estrada?

James Hetfield: "Mudou muito. Só por ficarmos fora por muito tempo, eu não consigo. Eu simplesmente não farei isso. Eu não quero perder meus filhos crescerem, sabe? E se estivermos fora - como no Download Festival que é no aniversário da minha filha, nós pegaremos ela mais cedo da escola e trazemos para cá. Coisas como essas são muito importantes - você não tem uma segunda chance nisso. Isso não quer dizer que os shows sempre estarão lá para nós também, mas existe uma prioridade ali. E ter eles vivendo junto... Realmente, introduzi-los uns aos outros foi muito importante. Sabe, 'família, esta é a banda! Banda, esta é a família! Vocês viverão juntos, então é melhor se darem bem'. Então está indo muito bem. E o fato de Lars e eu estarmos na mesma posição, com crianças e o tempo fora e as prioridades - é o que nos ajuda com esta banda. Eu acho que se estivéssemos diferentes nisso, seria muito difícil fazer qualquer coisa. [Risos]"

Lars Ulrich: "Pois é, costumava ser Metallica, e agora é família e Metallica. Como James disse, isso também nos ajudou em nosso relacionamento, pois nossos filhos tem a mesma idade. Nós temos muitas diferenças - as coisas que compartilhamos com o Metallica e a família - coisas tão pequenas como isso realmente nos ajudou a nos darmos melhor e co-existirmos, e isso faz o Metallica melhor. Algumas semanas atrás, antes de virmos para cá, nós fizemos um pequeno churrasco do Memorial Day. O filho dele e meu filho estavam jogando air hockey juntos, e eu estava como, 'Uau, isso é realmente legal - as crianças estão se dando bem!'. O fato delas poderem co-existir no mesmo espaço torna tudo bem mais fácil. Você perguntou sobre a vida na estrada, e obviamente os dias de turnês intermináveis, de bebedeiras e clubes de strippers e toda essa porcaria - é uma coisa diferente. Antes, era ficar na estrada o máximo que pudesse - como 'eu não quero ir pra casa! Eu quero ficar fora e sair toda noite!'e agora são duas ou três semanas no máximo, e você tem que voltar e lidar com a realidade. Quando eu tinha a sua idade, eu pensava, 'Hã, ter filhos? Ugh!' mas eu sinto orgulho de dizer que tivemos filhos e ainda podemos tocar como nunca no palco. Eu sei que é cliché, e eu sei que soa besta para algum carinha de 19 anos, mas nós estamos tocando mais pesado hoje do que há muito tempo, e tocando melhor."

A entrevista completa com Ulrich e Hetfield pode ser conferida na edição de Setembro da revista Revolver.

fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Kirk Hammett: "Nós temos 15 músicas" escritas para o próximo álbum

   20 de Maio de 2006     tags: hammett, entrevista      Comentários

O guitarrista do Metallica, Kirk Hammett, disse a Artisan News Service que a banda tem "cerca de quinza música" escritas para o sucessor de "St. Anger", de 2003, que esperam lançar no início de 2007. Em uma rápida entrevista feita durante o concerto da MusiCares MAP Fund no dia 12 de Maio, o qual homenageou James Hetfield, Kirk admitiu que a banda realmente está a todo vapor compondo, criando até duas ou três músicas novas por semana.

"Ainda é bem cedo no processo," disse Hammett a Artisan News Service. "Nós temos cerca de quinze músicas mais ou menos e vamos continuar compondo até que percebamos que temos as doze melhores músicas e as levaremos para o estúdio. É aí então que eu acho que Rick (Rubin) entra e faz a parte dele. Mas ainda é muito cedo, nós estamos compondo, o que é ótimo. Somos apenas nós quatro no estúdio, o que é bem diferente agora."

James Hetfield também falou com a Artisan News Service sobre trabalhar com lendário produtor Rick Rubin no novo CD - o primeiro a ser entregue a alguém que não seja Bob Rock desde 1988.

"Nós temos Rick Rubin trabalhando no próximo projeto e a sua reputação é verdadeira," disse Hetfield. "Ele não aparece todo dia no estúdio. Ele está lá quando preciso e nós estamos caminhando sozinhos. É bem diferente da última gravação. 'St. Anger' foi horas e horas de conversa, conversa sobre o que estava acontecendo, o que iria acontecer, o que viria a acontecer - tudo isso e ainda tínhamos um psiquiatra por lá. Desta vez nós estamos caminhando sozinhos e nos sentimos livres e muito bem. Não há pressão. Nos sentimos bem. Às vezes ficamos um pouco sem foco então meio que precisamos dar um toque de vez em quando para que voltem a se focar."

fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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