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Lars Ulrich comenta a atitude de rock star dos Rolling Stones

   27 de Maio de 2007     tags: ulrich, entrevista      Comentários

O baterista do Metallica, Lars Ulrich, esteve no "The Opie & Anthony Show" nesta sexta de manhã (25 de Maio) e ficou no ar por cerca de 15 minutos, e falou sobre o show do Heaven and Hell que ele viu em Los Angeles, a influência do Mercyful Fate na música do Metallica e a oportunidade de abrir para o Rolling Stones em 2005. Seguem alguns trechos da conversa:

Sobre ver o Heaven and Hell em Los Angeles:

"Eu e James [Hetfield] vimos o Heaven and Hell - sabe, [Black] Sabbath com o Dio - duas ou três semanas atrás em L.A., e foi bem legal. Eu estava realmente admirado. Eles, aliás, irão tocar um show conosco na Europa neste verão. É fantástico [que eles estejam abrindo para nós]. É meio que, 'nós devíamos abrir para vocês'."

"Bill [Ward, baterista do Black Sabbath] é Bill. Mas ele não tem estado em sua melhor forma nos últimos anos. Mas se for pra alguém o substituir, é Vinny [Appice]..."

"Eu achei que foi demais. Eu estava realmente admirado em como... Foi simplesmente desafiador e tinha muita energia. Foram algumas boas horas. Foi uma boa diversão."

"Eu estou te falando, se assistir o Heaven and Hell no palco fazendo a coisa deles não for ótimo, lá na mesa de som onde nós estávamos, Hetfield teve seu próprio mosh pit lá onde as luzes estavam, olhando assustado. Eu não via o Hetfield excitado dessa forma há anos."

Sobre o status das gravações do novo álbum:

"Nós fomos a L.A. pelas últimas quatro, cinco semanas, fazendo as backing tracks do novo álbum com o [produtor] Rick Burin. Nós acabamos de terminar há cerca de uma semana de fazer todas as backing tracks e então eu voltei pra São Francisco e eu tive um bebê na segunda [21 de Maio] - eu não tive um bebê, mas minha mulher teve um bebê - então esta é a minha primeira noite de volta ao lar aqui, então eu tenho um bebê de três dias no quarto com ela. Então nós demos um pouco de tempo nisso e então nós começaremos a ensaiar daqui algumas semanas e iremos a Europa e faremos três semanas de shows e alguns festivais e toda aquela diversão e então voltaremos a L.A. em Agosto para terminar o disco."

Sobre coverizar Mercyful Fate (em 1998, o Metallica fez um tributo ao Mercyful Fate ao gravar um medley de músicas clássicas do Mercyful Fate no álbum "Garage Inc.", entitulado "Mercyful Fate"):

"Mercyful Fate é uma das duas ou três principais bandas que meio que moldaram o som do Metallica, junto do Diamond Head, e uma ou duas outras bandas. Então, em 81 ou 82, quando nós estávamos começando, Mercufyl Fate foi uma das principais inspirações, então quando chegou a hora de fazermos alguns covers e homenagearmos algumas das pessoas que pavimentaram nosso caminho, Mercyful Fate... Eu não sei quantas pessoas que nos ouvem sabem quem é Mercyful Fate, mas algumas das coisas são bem loucas, como você deve saber... Então muita do nosso lado meio que progressivo vem daí, mas estou te falando, quando nós fizemos essa cover - quando foi? 97, 98, tanto faz - eu quero dizer, ver o Hetfield tentar cantar coisas do King Diamond; é tipo nove oitavas acima... onde só os pássaros conseguem ouvir ou seja lá o que for. Foi uma bela cena. Mas isso foi ótimo. Fate sempre foi algo grande para a carreira do Metallica. Nós tocamos com eles algumas vezes na Europa, e tivemos a participação deles conosco no palco - cruzes invertidas e tudo mais. Isso tudo é bom. [risos]"

Sobre abrir para os Rolling Stones:

"Sim, foi no ano passado - foi há cerca de um ano e meio, aqui em São Francisco. Nós estávamos no meio de um período de descanso depois da turnê do 'St. Anger' e um dia, 'os Stones querem saber se você querem abrir para eles em São Francisco,' e foi tipo, 'Duh, claro, nós queremos. Só falar o dia e o local e nós estaremos lá.' Só que obviamente não abríamos para ninguém há alguns anos mas se você for abrir para alguém, abra para os Stones."

"É o segundo show - nós tocamos dois shows com os Rolling Stones - e uma assistente com, tipo, cinco walkie-talkies e uma garrafa d'água, veio antes do show e disse, 'vocês querem sua foto tirada com os Rolling Stones?' Nós estávamos meio que, 'Quer saber? Claro. Por quê não?' Então depois de nosso show e quando eles estavam se arrumando para entrar, a assistente veio e disse, 'Ok, estejam prontos em cinco minutos' ou algo assim. Então ela veio, nos guiou até este lugar no túnel que leva até o estádio e disse, 'Esperem aqui.' Enquanto esperávamos neste túnel, literalmente, e esta banda, Everclear - que também estava tocando - eles estavam meio que lá no X deles. Então nós estávamos lá e fomos e falamos 'Oi' para os caras do Everclear, 'Ei, como foi o show?' e esta assistente volta e diz, 'Não. Os caras do Metallica ficam aqui, e os caras do Everclear ficam ali.' Então nós pensamos 'Whoaaah.' Então depois de uns cinco minutos, os Stones vieram e eu juro que eles não pararam - eles diminuiram o passo, o suficiente para tirar, tipo, duas ou três fotos, duas ou três imagens com o Everclear, e então eles vieram até onde nós estávamos esperando, e eles olharam para nós... Não, na verdade, Charlie Watts disse 'Oi' e eu acho que Keith [Richards] balançou a cabeça ou algo assim, e Mick [Jagger] olhou como se todos nós fossemos passar pneumonia para ele ou algo assim - ele tinha essa cara de desgosto em seu rosto. Então eles diminuiram o passo enquanto o fotógrafo tirou duas ou três fotos, e então eles foram embora. E então a assistente veio e disse, 'se a banda aprovar a foto, nós enviaremos para vocês uma cópia.' Isto meio que resume a experiência com os Rolling Stones. [risos] Mas estar no palco, foi demais e o legado e tudo isso, mas isso meio que me deixou com um gosto estranho em minha boca... Se nós conseguirmos isso alguma vez, você me acha e me dá um tiro? Quero dizer, sério? Mas foi uma ótima noite e ter a chance de ser parte de... Se você puder sentar e falar para seu filhos, 'Eu abri para o Iron Maiden, eu abri para o Deep Purple, e eu abri para os Rolling Stones,' então você pode morrer feliz, entende o que eu quero dizer?"

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Kirk Hammett: "Músicas novas tem toque oriental"

   16 de Março de 2007     tags: hammett, entrevista, disco novo      Comentários

Na última edição da revista do fã-clube oficial do Metallica, a "So What!", o guitarrista da banda, Kirk Hammett, foi perguntado se havia algum tema musical em comum nas 14 músicas que o grupo está gravando para seu novo álbum.

"Existe na verdade um tema incomum que está aparecendo nas músicas," ele respondeu. "Eu não sei ao certo como reagir a isso. Talvez seja alguém tentando nos dizer como devemos reagir, mas muitas das músicas tem um toque de harmônicos orientais, um toque de harmônicos menores, e quando eu digo harmônicos menores, isto deve ser entendido como sons orientais ou do Oriente Médio, ou talvez árabe? Eu não sei se é só a época, o sinal dos tempos, ou talvez porque, sabe, a cultura do Oriente Médio prevalece tanto, ou talvez as coisas negativas sobre a cultura do Oriente Médio. Talvez os artistas estejam conscientes, apenas desejam iluminar os aspectos positivos da cultura do Oriente Médio, isto é, a música. Mas existem passagens que soam, que usam harmônicos menores e dominantes, e estes sons são característicos dos árabes ou do Oriente Médio, e você os ouve em todas as músicas. Nos momentos mais improváveis, de repente eles mudam e lá estão eles, um toque de Síria ou Iraque, até onde a cultura for. Nós estamos tocando notas que foram tocadas, que estão sendo tocados há milhares de anos, mas não nasceram na cultura ocidental, é uma viagem. E talvez eu seja o primeiro a colocar isso em palavras, mas está lá."

Os planos do grupo é de trabalhar no novo álbum até começo de Junho, fazer uma pausa para uma turnê européia e então terminar as gravações em Agosto. Sobre a data de lançamento, Lars diz que espera que saia neste ano ainda, mas caso isto não ocorra, o álbum deverá sair no início do ano que vem.

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Lars comenta sobre as gravações do novo álbum

   05 de Março de 2007     tags: ulrich, entrevista      Comentários

O baterista do Metallica, Lars Ulrich, falou com Eddie Trunk do programa "Friday Night Rocks" da rádio de Nova Iorque, Q104.3FM, na sexta-feira, dia 2 de Março, sobre o próximo álbum de estúdio e seus planos futuros de turnê. Uma transcrição parcial se encontra abaixo:

Q: Então, muitas pessoas querem novidades e estão ansiosas para ouvir novas músicas do Metallica. O que você pode nos falar sobre o que está rolando no estúdio?

Lars: Bem, nós estamos acabando a pré-produção neste momento e devemos começar a gravar na segunda. Então nós tiramos outra semana de pré-produção semana que vem e então as fitas devem começar a rolar pra valer na segunda, 12 de Março, que é o dia D, como diz o meu calendário lá em cima. Nós estamos bem psicóticos com isso. Já estamos há cerca de um ano compondo e juntando idéias e a coisa toda - passando por riffs de uns dois anos e todas essas coisas. Nós começamos há seis meses com cerca de 25 músicas e agora nós estreitamos para 14, e nós vamos começar a gravar essas 14 músicas na próxima segunda.

Q: Todos sabem exatamente o que aconteceu na gravação do último álbum, porque, claro, foi documentado em um filme. Então, desta vez, eu imagino que as coisas tenham sido bem diferentes de como foram no "Some Kind of Monster", certo?

Lars: É muito, muito... Quero dizer, é o contrário daquilo... É bem tranquilo e não há o povo da filmagem ou psiquiatras ou qualquer coisa desse tipo - são quatro caras em uma banda de rock, saindo, se divertindo, fazendo música e fazendo suas coisas. É bem tranquilo. Não há dramas ou coisas do tipo. [Risos] Eu acho que muita gente estaria na verdade... Eu não sei se eles se desapontariam, mas eles provavelmente achariam isso muito inesperado. [Risos] É só a gente fazendo nossas coisas e depois dessas porcarias que nós passamos em 2001 e 2003 e tudo que você falava no filme, isso tudo ficou tranquilo. Todo mundo está meio que se dando bem e se divertindo. O espírito lembra muito o passado. Como eu disse, quando as pessoas perguntavam pra mim sobre o novo álbum nos últimos meses, "St. Anger", eu acho cada vez mais quando olho para trás que aquilo foi um experimento isolado, sobre tentar escrever e gravar e fazer tudo isso no estúdio, meio que no momento, não trazendo idéias e meio que se livrando de tudo que nós fizemos nos 20 anos anteriores. E este disco, é mais como nós costumávamos fazer, meio que se juntando, passando pelas idéias, escrevendo músicas juntos, fazer demos, fazer a pré-produção. A coisa do Rick [Rubin, produtor] é fazer com que todas essas músicas estejam completamente fundidas em nossos corpos e basicamente na próxima segunda, no dia D, só entrar e tocar - basicamente, só tocar ao invés de... Então você deixa o elemento criativo do processo fora da gravação, você só entra e basicamente só grava um monte de músicas que você já sabe de cabeça e não tem que gastar muita da sua energia no estúdio de gravação criando e pensando e analisando e coisas assim. A analogia toda dele é, o processo de gravação se torna mais como um show - só entrar e tocar e deixar todo o pensamento na porta.

(...)

Q: E você quer que o álbum saia este ano ou você espera que o álbum saia ano que vem?

Lars: [Risos] Toda vez que nós lançamos um disco, nós sempre pintamos esses cenários perfeito sobre como vai sair e ninguém se estressará e não haverá nenhum prazo e todos estarão calmos e tranquilo e ninguém pegará hérnia ou úlceras no estômago ou qualquer coisa, mas parece que isso nunca funciona realmente dessa forma. Nós obviamente queremos lançar o álbum quanto antes depois que terminarmos de gravar, para compartilharmos com todo mundo, mas ao mesmo tempo, estes dias, com o que está rolando na indústria musical e todas as recusas e essas porcarias, os managers estão sentados lá, latindo em nossos ouvindos, "nós precisamos de mais tempo pra ajustar? Nós precisa disso..." Eu gostaria de tentar e lançar neste ano, eu espero que a gente consiga lançar neste ano. Se não sair neste ano, então sairá no começo do ano que vem. Quero dizer, o prazo máximo é que sairá uns dois meses depois que tudo estiver pronto e todos estarão, espero, felizes.

A conversa em sua quase totalidade pode ser lida no Blabbermouth, em inglês, clicando aqui.

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Rick Rubin para Metallica: não reinventem nada

   16 de Fevereiro de 2007     tags: rick rubin, entrevista      Comentários

O lendário produtor Rick Rubin (Slayer, System of a Down, Audioslave, Red Hot Chili Peppers), eleito "Produtor do Ano" no Grammy Awards da semana passada, falou à MTV.com sobre seu trabalho com o Metallica no tão aguardado sucessor de "St. Anger" (2003), que deve sair até o fim do ano pela Warner Bros.

"Eu vi [o documentário 'Some Kind of Monster', com o Metallica], e isso me deixou bem nervoso", disse Rubin. "Aí começamos a trabalhar, e está sendo o oposto de tudo aquilo. Eles são muito produtivos, bem comunicativos — parece que gostam mesmo de compartilhar a mesma sala. É um ótimo processo. Eles dizem que estão mais animados pra fazer música, como há muito não se sentiam. Começaremos a gravar em março. Pedi para não se reinventarem muito quanto a fazer um álbum marcante, tem que ser um Metallica mais puro. Esse é o objetivo, então veremos o que acontece."

O baterista Lars Ulrich declarou à Rolling Stone que o produtor disse querer fazer o grupo soar "como o Metallica que todos conheceram, sem regredir" — e ele está fazendo isso ao questionar velhos hábitos.

"Ele está questionando em que tom deveríamos tocar," Ulrich disse à mesma revista. "Tocamos em Mi bemol desde o início dos anos 90. Ninguém falava nada. De repente, o Rick vem e diz 'Talvez os lances tenham mais energia e a voz do Hetfield soa melhor em Mi.' Ele nos forçou a repensar todo o quadro, algo que não fizemos em anos."

Rubin também insistiu que o Metallica ensaiasse e aprendesse o material até que, como Ulrich disse, "possamos tocar essas músicas dormindo, com tudo na cabeça. Com o Bob [Rock, produtor do Metallica por anos], nós entrávamos em estúdio quando já tínhamos umas idéias pré-concebidas. Mas o Rick quer que cuidemos de todos os elementos criativos antes. Ele quer que peguemos esses sons em um ambiente de gravação, ao invés de criarmos as músicas lá."

Fonte: Whiplash!

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Lars comenta processo de composição

   16 de Fevereiro de 2007     tags: ulrich, entrevista, disco novo      Comentários

O baterista do Metallica, Lars Ulrich, falou recentemente a revista Rolling Stone sobre o processo de composição do novo álbum do grupo, previsto para sair no final deste ano.

Quando perguntado sobre os títulos das novas músicas prestes a serem gravadas, Ulrich disse: "no momento, a maioria delas tem nomes de cidades, sem brincadeira! Caspar, Fresno, Munich, Glasgow - parecia o jeito mais fácil de identifica-las".

Ulrich, o cantor e guitarrista James Hetfield, o guitarrista Kirk Hammett e o baixista Rob Trujillo começaram a trabalhar no sucessor de St. Anger, de 2003, enquanto estavam no backstage, antes de cada show da turnê passada. "Nós fizemos algo que nunca havíamos feito antes: nós carregamos um sistema ProTools conosco," disse Ulrich. "Vinte minutos antes de subirmos ao palco, nós íamos para a sala e tocávamos, para manter as coisas em movimento. Elas eram jams, riffs, diversão e jogos. E elas foram gravadas."

"Isso foi onde noventa e cinco porcento deste disco veio," completou Ulrich. "Os títulos provisórios são de acordo com o local onde surgiram."

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Lars Ulrich, sobre as músicas novas: "Nós estamos tentando ser os mais críticos possíveis com nós mesmos"

   17 de Janeiro de 2007     tags: ulrich, entrevista, disco novo      Comentários

O baterista do Metallica, Lars Ulrich, falou recentemente a revista Revolver sobre o processo de composição do novo álbum do grupo, esperado para sair no final do ano. "É legal entrar no estúdio e não encontrar de repente três câmeras em sua cara e ter que sentar e falar por quatro horas sobre como você estava se sentindo na noite passada", disse ele, referindo-se a equipe de filmagem que documentou cada detalhe das intrigas do Metallica durante a gravação do álbum "St. Anger", de 2003. "Nós meio que passamos dessa fase. Todos estão se dando bem agora. Estes dias, é divertido ir ao estúdio - é na verdade algo que eu aguardo com ansiedade, ao invés de relutar. E eu acho que isto é um reflexo de quão longe nós chegamos".

Ulrich disse que as sessões para o novo CD, que a banda está planejando gravar em Los Angeles com o produtor Rick Rubin (System of a Down, Slayer, Audioslave, Red Hot Chili Peppers), relembrou os primeiros anos do Metallica.

"É James [Hetfield] e eu passando por fitas com riffs e escolhendo os melhores riffs, e então moldando músicas em cima disso", explicou. "Existem dois processos separados - um processo de composição e um processo de gravação. 'St. Anger' foi um experimento onde compomos e gravamos ao mesmo tempo. Mas isto é o que costumávamos fazer antes: sentar, escrever um monte de músicas, escolher as melhores e então ir a algum lugar grava-las". Ulrich disse que Rubin - que o baterista lembra de vê-lo no backstage em shows do Metallica no meio dos anos 80 com mixagens cruas de "Reign in Blood" do Slayer, que produziu - "não quer que nós comecemos a gravar até que cada música que faremos esteja mais próxima possível dos 100% que podemos conseguir".

A banda tem cerca de 25 músicas novas, uma grande quantidade que Ulrich credita as jams que fizeram na sala de aquecimento todas as noites antes dos shows da turnê do "St. Anger". Eles pretendem deixar a tracklist final com cerca de 12 ou 14 músicas.

"A quantidade de material é um pouco exagerada", Ulrich admitiu, "então estamos tentando ser os mais críticos possíveis com nós mesmos. É ótimo com Rick, pois ele não tem nenhuma experiência conosco. Ele só vem e diz 'isto é ótimo, isto não é tão bom'. Eu acho que depois de 15 anos com Bob [Rock], era hora de reinventarmos a roda. Eu acho que o que aconteceu com Bob foi que chegamos em um ponto onde nós simplesmente nos conhecíamos muito bem. E precisávamos de uma dinâmica diferente."

A entrevista completa da revista Revolver com Lars Ulrich pode ser conferida na edição de Março de 2007.

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Metallica "realmente renovado" ao trabalhar com Rick Rubin

   08 de Janeiro de 2007     tags: ulrich, entrevista      Comentários

De acordo com a Launch Radio Networks, o baterista do Metallica disse na nova edição da revista Rythm, da Inglaterra, que trabalhar com o produtor Rick Rubin depois de 15 anos e 5 álbuns com Bob Rock tem "uma energia completamente diferente, uma vibração nova". Ulrich disse a Launch que a banda sentiu que era hora de fazer mudanças. "Rick, sabe, entre o Red Hot Chili Peppers e Audioslave e System of a Down e Slipknot e o que mais for, quero dizer, é meio que, ok, eu quero dizer, ele é obviamente o cara certo. Ele veio com algumas idéias ótimas e tem um jeito totalmente diferente de Bob de olhar para o Metallica, o que não que é nada contra o Bob, claro, mas vem de um lugar diferente e realmente renovou algumas coisas diferentes em nós".

O Metallica escreveu músicas para seu nono álbum de estúdio durante grande parte do ano passado. A banda deve entrar em estúdio ainda este mês.

Ulrich disse recentemente que o som do novo disco será diferente da controversa produção de baixa qualidade de "St. Anger", de 2003, o que ele chamou de "uma reação aos 20 anos fazendo as coisas de uma jeito".

O novo álbum do Metallica é esperado para sair no final de 2007.

fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Lars Ulrich: "Nunca fomos tão felizes como agora"

   05 de Janeiro de 2007     tags: ulrich, entrevista, dream theater      Comentários

Mike Portnoy, baterista do Dream Theater, entrevistou, por telefone, o baterista Lars Ulrich, do Metallica (entrevista realizada em 08/11/2006) para a edição de janeiro de 2007 da revista Rhythm, na qual Portnoy participa como editor convidado. Alguns trechos da conversa seguem abaixo:

Mike Portnoy: Como estão os trabalhos quanto ao novo disco?

Lars Ulrich: "Até aqui foi um ano divertido (2006). Não há equipes de filmagens, nem psiquiatras, nem produtores. Apenas nós quatro (Lars, Rob, James e Kirk) nos sentamos, escrevemos, tocamos, suamos e nos divertimos. O (produtor) Rick Rubin (Nota: renomado produtor que já trabalhou, dentre outros, com Slayer, Beastie Boys, System of a Down, e alguns artistas pop) aparece vez ou outra, ouvindo e dando algumas sugestões. Nós carregamos esse sistema ProTools por aí e fizemos jams na sala de ensaios todo dia antes do show, logo registramos todas as idéias. Temos por volta de 25 novas canções e Rick estará vindo depois de amanhã (Nota: no caso, seria no dia 10/11/2006). Basicamente, lhe dissemos que já terminamos de compor. Agora é tempo de escolher algumas delas e gravá-las".

Mike Portnoy: Como é trabalhar com um novo produtor após 15 anos (até então, Bob Rock havia sido responsável por toda a produção do Metallica, desde o ‘Black Album’, de 1991)?

Lars Ulrich: "É uma energia completamente diferente, uma vibração toda nova, após cinco discos (Nota: ‘Black Album‘, de 1991; “Load’, de 1996 e ‘Reload, de 1997; ‘Garage Inc.‘, de 1998 e ‘St. Anger’, de 2003) e 15 anos incríveis com Bob (Rock). O cara é e sempre será um membro da família Metallica, mas nós tivemos que tentar algo diferente. Rick vê a coisa de forma mais ampla. Ele não é tão chegado a vocais dobrados ou em adicionar mais quatro canais. Ele é mais do tipo: 'Desliguem o ProTools, vão tocar e façam os arranjos sozinhos.' Até aqui, ele nos tem forçado a trabalhar e a suar um pouquinho mais".

Mike Portnoy: Então, todo esse tempo foi para o processo de composição. Vocês ainda não gravaram nenhuma parte de bateria ainda?

Lars Ulrich: "Fizemos aproximadamente 30 a 40 horas de material bruto, de riffs, idéias e jams, e juramos para nós mesmos que utilizaríamos um pouco de tudo isso. Temos 25 canções até agora, então vamos começar a arrumar isso, mas você tem que lembrar que fizemos o (show, evento) do Rock and Roll Hall of Fame, aí fomos para a África do Sul por três semanas, daí fomos para a Europa por seis semanas, então, Rob (Trujillo, baixista) teve um filho e ficamos algumas semanas parados".

Mike Portnoy: Isso é ser old-school. O Led Zeppelin gravava um pouco, fazia uma turnê, depois voltavam.

Lars Ulrich: "Não é mais como no "Black Album", com 16 horas/dia, seis dias na semana por três meses. Estivemos excursionando e o Kirk (Hammett, guitarrista) teve um filho. E se demorasse mais, estaríamos tranqüilos quanto a isso".

Mike Portnoy: Estamos no mesmo barco, porque ficamos trancados em estúdio (Nota: no caso, o Dream Theater) por alguns meses e ainda há trabalho até o início do ano que vem (2007). Damos algumas paradas – eu e o guitarrista (do Dream Theater, John Petrucci) excursionamos com o G3 (Nota: projeto dos guitarristas Joe Satriani e Steve Vai, sempre com outro guitarrista convidado, já passando pelo G3 nomes como Robert Fripp, do King Crimson, Yngwie Malmsteen, dentre outros), e faremos mais alguns shows na Austrália no próximo mês (Nota: em dezembro/2006), então ficamos nessa de ir e vir e trabalhar ao redor de nossas vidas.

Lars Ulrich: "Exatamente, eu não tenho mais resistência para ficar nove meses dentro de um estúdio e depois 18 meses na estrada - esse tipo de coisa te leva até o seu limite".

Mike Portnoy: Eu adorei a direção tomada em seu último disco ("St. Anger", de 2003) com as canções cumpridas, mais pesadas e com os arranjos não-ortodoxos. Me lembrou muito o antigo material (do Metallica). O novo trabalho será uma continuidade disso?

Lars Ulrich: "Quando olho para o 'St. Anger' o encaro como um experimento, uma reação aos 20 anos em que agimos de uma mesma forma, e foi algo como, 'ok, vamos sentar, os quatro, e mostrarmos algumas idéias do momento e gravá-las'. Penso que houve uma grande energia lá. O que há por trás disso é que acabamos usando ProTools pra caramba. As novas canções são definitivamente um pouco maiores e mais intrincadas. É mais orgânico, todos tocando juntos, Kirk está fazendo solos novamente, não são tantos 'gravar oito pistas e depois colocá-las no computador'. A caixa está de volta à bateria. Me lembrei daquele tempo! Nos anos 90 ficávamos assustados com nosso material que parecia ficar tão estéril e perdendo a pegada ao vivo. Queíamos ver se conseguiríamos achá-la com o 'St. Anger'. Assim, nós gravamos todos esses momentos, mas aí acabamos por colocá-los dentro do computador, então resultou em algo artificial. Agora definitivamente iremos gravar mais como estávamos acostumados. Então vamos ver no que vai dar.”

Mike Portnoy: Como era seu relacionamento com Cliff (Burton, ex-baixista, morto por acidente de carro em 1986), Jason (Newsted, ex-baixista, que saiu da banda em 2000) e Rob (Trujillo, atual baixista)? Quais são as diferenças entre eles como baixistas em termos de relacionamento musical com você?

Lars Ulrich: "Cliff foi único. James (Hetfield, guitarra, voz), Kirk e eu sempre sentimos que Cliff estava muito adiante do que o resto de nós. Ele estudara música clássica, tinha muito mais talento que a gente, e era alguém com o qual mantínhamos um relacionamento incrível".

Mike Portnoy: Eu acho que quando alguém morre muito cedo (Nota: Cliff morreu aos 23 anos de idade), você imagina como seria – como seria se Jimi Hendrix ainda estivesse vivo? O que Randy Rhoads (guitarrista do Ozzy Osbourne que morreu em acidente aéreo em 1981. Também tocou no Quiet Riot) estaria fazendo, assim como Cliff.

Lars Ulrich: Exatamente, ele era tão ligado ao seu próprio mundo. Jason era demais, era incrivelmente motivado, atento, às vezes sentíamos que ele era atento demais. Ele era sempre o cara que dizia, 'vamos lá, andemos'. Ele era mais não-tradicional, era mais ligado a guitarras do que à bateria. havia momentos em 'Enter Sandman' e em algumas das músicas com mais groove no 'Load' (1996) e 'Reload' (1997), como 'Ronnie' (do 'Load') em que a bateria e o baixo estão realmente coesos, mas era algo que Bob (Rock) nos forçou a fazer. Rob é muito detalhista. Ele tende a dar mais preferência à bateria do que para a guitarra do James, e penso que isso que estamos fazendo agora - Rob e eu - é mais empolgante e quando as pessoas ouvirem, vão se amarrar. Ele está sempre acompanhando a bateria, preso a isso. Ao vivo, ele apenas mantém tudo junto. Rob é perfeito. Não penso que o Metallica tinha ficado tão feliz ou avançado melhor, e não diminui o crédito do que Cliff e Jason trouxeram, mas há uma serenidade na banda (agora) sem soar fora de moda. Todo mundo está evoluindo e se divertindo. Parece tudo balanceado".

Agradecimentos: jordan
fonte: Whiplash!

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Metallica trabalhando no seu ritmo normal

   04 de Janeiro de 2007     tags: ulrich, entrevista, disco novo      Comentários

A Launch Radio Networks informa: o Metallica está a princípio agendado para entrar em estúdio este mês e começar as gravações do sucessor do "St. Anger", de 2003.

Embora a banda tenha gasto a maior parte de 2006 compondo o novo material e tenha disponível boa parte desse início de 2007 para ajeitar as coisas, o baterista Lars Ulrich disse que não sente que o processo esteja ocorrendo de forma mais lenta ou longa que o usual. "Eu não acho que estejamos gastando um tempo especialmente mais longo, é tão somente um trabalho que ainda está em aberto", diz. "A época de 16 horas diárias de estúdio, seis dias na semana realmente não está acontecendo mais. Nós combinamos estar aqui lá pelas 9 da manhã e então sentamos e trabalhamos 'até que alguém tenha que ir ao dentista ou coisas desse tipo, entende?' (risos)."

Ulrich recentemente contou à Launch que o Metallica tem compostas cerca de 25 músicas para esse seu nono trabalho de estúdio e que irão trabalhar nelas ao máximo para que entre no álbum um material digno de toda a espera.

Referindo-se à controvertida e fraca produção de "St. Anger", Ulrich disse que irá "tocar uma bateria sem caixas de papelão" dessa vez e que o guitarrista Kirk Hammett terá seus solos de guitarra nesse álbum.

fonte: Whiplash!

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Lars Ulrich: "Ninguém queria fazer vídeos com a gente"

   17 de Dezembro de 2006     tags: ulrich, entrevista      Comentários

Aidin Vaziri do San Francisco Chronicle recentemente conduziu uma entrevista com o baterista do Metallica, Lars Ulrich, sobre a primeira coletânea com todos os clipes já lançados pela banda, entitulado "The Videos 1989 - 2004". Leia a seguir alguns trechos:

Pergunta: Não era muito comum vocês fazerem vídeos no começo. O que mudou?

Lars: Sabe, ninguém queria fazer vídeos conosco. Então não era como se a gente dissesse, "Por favor, venham fazer um vídeo para Seek and Destroy conosco". Simplesmente não parecia que éramos parte disso tudo nos anos 80.

P: Pelo menos ninguém os filmou com penteados armados e jeans desbotado.

L: Não esquenta. Eu mantive tudo isso longe em cofres de bancos em Marin. Quando eu sentei e olhei tudo isso há alguns meses, alguém perguntou "Como você quer chamar isso?". Eu disse "Que tal 15 anos de penteados feios?". Obviamente nós fomos a antítese de todas aquelas bandas de hair metal, então talvez nossas coisas tenham marcado de uma forma um pouco melhor. Não sei.

P: Você se lembra da primeira vez que viu o Metallica na TV?

L: Sim, eu lembro quando vi o primerio vídeo que fizemos no "Dial MTV" ou algo assim, e era muito diferente dos outros nove vídeos que estavam lá. Então, pelo menos nós acertamos nisso.

P: Você tem um clipe favorito?

L: Eu diria que o clipe de "One" se saiu muito bem. Ele continua soando único, então eu sou, obviamente, muito orgulhoso dele.

P: É por que você mal aparece nele?

L: Deve ter algo a ver com isso. Foi literalmente como uma dessas coisas que estamos em um galpão em Long Beach por algumas horas e ficou, tipo, pronto, e, de repente, meses depois, esta coisa toda saiu da gente direto.

P: Qual mais você gosta?

L: "I Disappear" também é bom. Pelo menos é o que o meu filho de 8 anos pensa porque Tom Cruise está nele.

P: Tom Cruise esteve em um clipe do Metallica?

L: Sim. Eles me perguntaram se nós poderíamos escrever uma música para o filme dele ("Missão Impossível 2"), então eu passei um dia todo no set com ele em Los Angeles, encontrei John Woo, vi algumas das gravaçoes e tive todo o tratamento, que foi muito legal. Mas nós nunca interagimos com ele no vídeo. Foi tudo montado.

P: O quão louco ele estava naquela vez?

L: Tom Cruise? Ele é super legal. Instantaneamente, ele te faz se sentir como se o conhecesse a vida toda. Ele tem esse efeito sobre você. Eu o vi várias vezes desde então e ele sempre se lembrou de meu nome. Boas vibraçoes.

P: Quanta persuasão precisou para conseguir que Marianne Faithfull ficasse de cabeça para baixo no clipe de "The Memory Remains"?

L: Incrivelmente, não muita. Assim que fizemos a música e tomamos 17 copos de vinho, ela estava pronta para isso. Ela estava curtindo fazer o clipe. Ela estava no "Saturday Night Live" com a gente. Ela apareceu em um monte de programas de TV na Europa. Foi muito divertido estarmos com ela, cara, estou te dizendo.

P: Existe algo que você pessoalmente teria deixado para trás?

L: Não. Olhando para essa lista aqui, não posso dizer que há algum desses clipes que me seja embaraçoso. Há alguns que são um pouco mais experimentais, e alguns que fazem você coçar o queixo, mas eu diria que a maioria deles se sairam melhor do que eu imaginei. Mesmo com alguns corte de cabelo ridículos, estou muito orgulhoso dessa coletânea. Estou ficando emocionado.

Agradecimentos: Lady Justice
fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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