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Entrevistas com Trujillo e Hammett

   17 de Outubro de 2008     tags: trujillo, hammett, entrevista, vídeos      Comentários

A Dunlop TV realizou recentemente duas entrevistas separadas com o guitarrista do Metallica, Kirk Hammett, e o baixista Robert Trujillo. Confira os vídeos das conversas abaixo.

Robert Trujillo:


Kirk Hammett:


Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Ulrich diz não entender reclamações sobre áudio do Death Magnetic

   14 de Outubro de 2008     tags: ulrich, entrevista, death magnetic      Comentários

O baterista do Metallica, Lars Ulrich, disse ao The Pulse of Radio que ele não entende a controvérsia que surgiu nas últimas semanas sobre a qualidade de áudio do novo álbum da banda, "Death Magnetic". Alguns fãs e publicações acusaram o grupo e o produtor Rick Rubin de mixar o álbum de forma tão alta que a música é distorcida e difícil de se ouvir. Mas Ulrich disse que ele está mais do que feliz com a forma como ele saiu.

"Eu ouço este disco, e eu o ouço a cada alguns dias," disse ele. "E quando eu o ouço, eu tenho um sorriso no rosto e ele detona, e eu não entendo sobre o que as pessoas estão falando. Alguém me disse noutro dia que havia 12 mil pessoas que assinaram a uma petição para remixar o disco. Nós vendemos dois milhões e meio de cópias do 'Death Magnetic'. Faça as contas."

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Entrevista com Hetfield

   10 de Outubro de 2008     tags: hetfield, entrevista, vídeos      Comentários

A MM Television Bulgaria realizou uma entrevista com o guitarrista e vocalista do Metallica, James Hetfield, no dia 25 de Julho no Vasil Levski Stadium em Sofia. COnfira a conversa em duas partes abaixo.

Parte 1:


Parte 2:


Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Entrevista com Hammett e Trujillo

   10 de Outubro de 2008     tags: hammett, trujillo, entrevista, vídeos      Comentários

A revista Guitar Part da França realizou entrevistas separadas com o guitarrista do Metallica, Kirk Hammett, e o baixista Robert Trujillo no dia 14 de Agosto de 2008 no festival Rock en France no Grand d'Arras em Arras, França. Confira o vídeo de 10 minutos e meio abaixo.


Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Ulrich fala sobre gravações do clipe de The Day That Never Comes

   07 de Outubro de 2008     tags: ulrich, entrevista, singles      Comentários

O baterista do Metallica, Lars Ulrich, participou hoje do programa Automat do Independent Film Channel (IFC). A porção musical do programa contou com informações sobre os bastidores das gravações do clipe da "The Day That Never Comes" e entrevista exclusiva com Lars discutindo sobre isso. Confira o vídeo clicando aqui.

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Ulrich comenta sobre ficar rico, Iron Maiden e Cliff Burton

   07 de Outubro de 2008     tags: ulrich, entrevista      Comentários

Tom Trakas da revista Midwest Metal realizou uma entrevista com o baterista do Metallica, Lars Ulrich, no dia 5 de Setembro de 2008. Alguns trechos da conversa podem ser conferidos abaixo.

None But My Own: Eu tenho certeza que em alguns momentos da vida do Metallica você se sentiu sobrecarregado com a imprensa, onde você está em 2008 em relação a promoção do "Death Magnetic"?

Lars: Em geral, porque fizemos turnê por todo o verão, quando nós saímos tentamos manter isso em três ou quatro horas por dia pois mais do que isso começa a afetar a apresentaçao. Mas nos anos 90, nós costumávamos ter essas viagens loucas de promoção onde você passava duas semanas na Europa ou no Oriente ou seja lá onde. Enquanto você está lá, você faz isso por oito a dez horas por dia por, como eu disse, duas ou três semanas direto. Isso te deixa louco porque você está sentado lá no meio da entrevista e não consegue lembrar se respondeu pra esse cara ou pro cara de meia hora antes (risos)! Tem sido louco no entanto, nós temos alguns shows na semana que vem então temos ensaiado e enquanto fazemos isso nós tentamos manter isso por algumas horas por dia. Eu fiz isso um dia inteiro em Copenhagen que foi meio que oito a dez horas mais ou menos, mas não temos feito isso em tempo integral, eu acho que estamos tentando preservar nossa sanidade, mas parece que a qualquer hora ela pode fugir!

None But My Own: Voltando após o sucesso de 1991, o homônimo álbum preto, houve uma entrevista na edição número 38 da revista Classic Rock, com uma foto sua e a legenda era algo como "Lars Ulrich, este homem simplesmente não quis ser o 'próximo' Iron Maiden...

Lars: (Risos)

None But My Own: Mas a coisa é, você teve os colhões de realmente sonhar aquele sonho, e mais ou menos fixar esse objetivo para a banda e foda-se se não acontecesse.

Lars: Eu tenho que dizer, cara, isso era um pouco improvável, digo, se alguém me tivesse dito em 1981 ou 82 que talvez um dia pudéssemos ser iguais mesmo estar nas suas sombras (pausa) olha, Iron Maiden é uma geração diferente. Eu sempre vou admirar o Iron Maiden porque eu cresci admirando eles. O resto disso fica para as pessoas imaginarem. Como eu disse, eu sempre vou admirar o Iron maiden, eu tinha posteres deles no meu quarto. Falar sobre bandas que ocupam um lugar especial no meu coração, o Iron Maiden ocupa um lugar muito especial no meu coração. Sim, nós fomos sortudos o suficiente para, pelo menos na Estados Unidos, alcançar números maiores ou qualquer coisa que seja, mas se você ou alguém tivesse me dito em 1981 quando James e eu começamos essa banda que nós seríamos capazes de ser mencionados no mesmo grupo que o Iron Maiden, isso teria nos deixados perplexos. Nós não tínhamos tantos objetivos como a imprensa da Inglaterra dizia, nós não tínhamos idéia de onde estavamos nos metendo. Talvez mais tarde, quando você pode sentir que qualquer coisa que estivéssemos fazendo estava meio que funcionando e deixando as pessoas ligadas, nós estaríamos falando do final dos anos 80. Mas quando começamos? Não poderíamos soar como isso e simplesmente não tínhamos tais objetivos. Quando começamos, era beber cerveja ou um pouco de Goldschläger ou Schnapps ou qualquer merda horrível que bebessemos e nos encontrar para tocar nossas músicas favoritas de heavy metal. Nos primeiros seis meses que a banda estava junta, nós sequer escrevemos uma música! Digo, tinhamos "Hit The Lights" e então as dez outras músicas eram apenas covers, isso até a "Jump In The Fire" com o (Dave) Mustaine, que foi quando pensamos: "Ok, é meio divertido escrever nossas próprias músicas." (risos) Aqueles primeiros sei-lá-o-que era se divertir, suar a camisa e curtir qualquer merda. Alguns anos depois, houve uma mudança, e você já deve ter me ouvido falar disso antes, mas houveram vários momendos de mudanças para o Metallica, que podem ser observados e esse foi um deles. Eu lembro que a última data da turnê do Ozzy seria o aniversário do James, então, era 3 de Agosto de 1986 em Hampton, Virgínia e nosso empresário, Cliff Burnstein, veio de Nova Iorque para o último show. Então estávamos todos sentados no fundo do ônibus e ele disse: "Vocês agora venderam discos suficientes e ganharam dinheiro o suficiente para comprarem casas." Nós estavamos em turnê com o Ozzy, naquele época, há 5 meses. Todos nós, banda e equipe, bebendo 12 horas por dia, fodendo, apenas vivendo cada fantasia louca com garotas e heavy metal e na estrada. Nós estavamos completamente alheios ao que estava acontecendo, sabe, naquele lado da coisa. Eu me lembro do Cliff (Burton) sentado ali e dizendo, "Pooooorrraaaa, eu posso comprar uma casa." e o resto de nós ali, digo, o resto de nós não queria comprar uma casa - nós queríamos continuar em turnê! (risos) Não queríamos ir para casa! Então, eu me lembro daquele dia porque foi como: "Uau, você quer dizer que nós podemos realmente conseguir dinheiro fazendo isso? Você pode comprar uma casa e comprar merda?" E isto foi o que? Cinco anos nisso? Então nós fizemos o negócio do Van Halen no verão [Monster of Rock em 1988] e então todo o outono nós fomos a Europa e então voltamos aos Estados Unidos para começar em Novembro de 1988. Nós tínhamos a gerência de produção do AC/DC, Jake Berry, e nós tínhamos um palco de show de verdade e nós estávamos tocando em arenas e eles agendaram duas noites no Long Beach Arena e eu não achava realmente que poderíamos esgotar uma noite, mas nós esgotamos ambas e este foi outro grande momento. Eu estava meio que, não só você pode conseguir dinheiro para comprar uma casa, mas você pode conseguir dinheiro suficiente para comprar uma casa grande (risos)!! Mas os primeiros seis anos mais ou menos foram felicidade ignorante, quatro caras nerds por aí detonando, se divertindo muito. Mas o "Justice" foi quando nós tínhamos que juntar isso já que nós éramos a atração principal e nós tínhamos um show de duas horas para tocar todas as noites, mas depois disso as coisas continuaram a crescer e de repente você está fazendo discos com Bob Rock. Mas cara, sobre o Iron Maiden, eu sou um grande fã do Iron Maiden, sempre serei. Nós fizemos alguns shows com eles na Espanha em 1988 e foi a gente, Anthrax e Iron Maiden e foi meio que "Foda, nós vamos tocar com o Iron Maiden", e nós tivemos a chance festejar com eles. Cara, foi super legal. Eu fico super animado de que eles ainda estejam por aí e chutando as bundas ao redor do mundo. Eu os vi no Long Beach Arena quatro ou cinco meses atrás e foi fantástico! Steve Harris, eu juro por Deus, eu encontrei Steve Harris pela primeira vez em 1981 e foi o último show que eles tocaram com o Paul Di'Anno em Copenhagen, Dinamarca, em um lugar do tamanho da sua sala de estar. Steve Harris, quando eu os vi em Fevereiro desse ano, ele é exatamente o mesmo cara, o mesmo cara que eu encontrei em 81 exceto que ele tem cabelo comprido agora! Quantos caras de 50 anos tem cabelo até o rabo? Eu digo, por que eu não posso deixar meu cabelo crescer, o que acontece (risos)?

None But My Own: No seu livro (de 2004) "So What!: The Good, The Mad and The Ugly" na seção do tributo ao Cliff, você escreveu: "Eu queria poder ter passado mais tempo com o Cliff no seu atual estado de espírito." Por favor, comente.

Lars: Claro. Eu acho que seria interessante sentar aqui com as crianças e, obviamente, após 27 anos fazendo isso, ter um olhar mais saudável sobre a vida, bem como uma análise menos narcisista. Mais mente aberta, menos linear e toda essa coisa, então seria interessante ver com o que ele teria contribuído em alguns dos caminhos musicais estranhos nos quais o Metallica entrou. Ele era tão presente, era difícil definir ele musicalmente. Ele era muito aberto para coisa diferentes e fodidas e estou muito certo de que ele teria achado legal tocar com a Orquestra Sinfônica de São Francisco! Estou certo de que ele se destacaria na ásperas sessões do St. Anger, mas eu não tenho certeza se ele iria necessariamente concordar com o modo como tudo foi meio misturado em um computador, mas na crueza daquele álbum, eu acho que ele iria se encaixar. Ele provavelmente iria querer mais alguns elementos melódicos, mas em alguns aspectos ele era meio contraditório, ele era todo a favor de melodias e coisas assim mas, ao mesmo tempo, "Damage Inc." era uma de duas músicas favoritas. Então havia um monte de energias opostas lá e seria legal dividir com ele a doidera que está acontecendo agora.

A entrevista completa pode ser lida, em inglês, clicando aqui.

Agradecimentos: Lady Justice
Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Entrevista com Hetfield

   06 de Outubro de 2008     tags: hetfield, entrevista, áudio      Comentários

A revista Metal Hammer disponibilizou seu podcast desta semana, que conta com uma entrevista com o frontman do Metallica, James Hetfield, falando sobre o novo álbum da banda, "Death Magnetic". Ouça a conversa, clicando aqui (a entrevista começa por volta dos 17 minutos).

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Ulrich: "Todos que ouviram o álbum acharam excelente"

   27 de Setembro de 2008     tags: ulrich, entrevista, death magnetic      Comentários

A iafrica.com postou uma longa entrevista com os quatro membros do Metallica sobre o último álbum do grupo, "Death Magnetic". Um trecho da conversa pode ser conferido abaixo.

Q: Agora que o "Death Magnetic" foi terminado, como você se sente a respeito do álbum?

Lars Ulrich: "Minha cabeça ainda está meio que rodando sobre todo o processo, os últimos anos. Mas todo mundo que ouviu o álbum disse que ele soa ótimo, então eu vou concordar com isso! Ele certamente tem muita energia, soa muito vivo. Uma das coisas chaves que Rick Rubin queria fazer era o Metallica soar realmente ao vivo em estúdio. Alguns dos discos anteriores que fizemos nos anos 90, eu acho, foram um pouco produzidos demais, foram um pouco orientados demais a detalhes. Rick queria preservar aquele som que acontece quando nós tocamos ao vivo, e eu tenho 100 porcento de certeza que ele manteve todo aquele sentimento, que é alto e direto. Meus amigos que ouviram o álbum todos gostaram, então eu vou considerar isso como uma coisa boa!"

James Hetfield: "'Death Magnetic' me passa uma sensação realmente boa. É a essência old-school com novas sonoridades. E fomos mais banda nele do que eu me lembro de já termos sido. Nós crescemos muito depois do 'St. Anger' - tanto que podemos dizer que somos adultos! Eu acho que a parte principal é perceber que os atritos é parte disso tudo. E nós precisamos uns dos outros mais do que odiamos uns aos outros, simples assim!"

Kirk Hammett: "Quando nós começamos a escrever músicas para o 'Death Magnetic', nós éramos uma banda de novo pois tínhamos o Rob. Isso foi grandioso. Nós começamos a tocar como uma banda de novo, começamos a soar como uma banda, começamos a criar como uma banda, e essa foi uma evolução óbvia de nosso início da última vez com o 'St. Anger'. Eu tenho muito orgulho deste álbum. Ainda é cedo demais para dizer como ele se encaixa no panorama geral, mas eu realmente acredito que este álbum é um dos nossos melhores momentos."

Robert Trujillo: "Sendo este meu primeiro álbum do Metallica, eu sinto que ele é ótimo. O ambiente criativo pode ser um pouco intimidador por ser tão intenso. Com Lars e James, será a melhor escola de composição. Mas eles estavam realmente abertos a sugestões e eles queriam ouvir o que eu tinha a dizer."

Q: Foi uma decisão consciente para o Metallica de se reconectar com seu passado no "Death Magnetic"?

James: "Pessoas falaram que é 'Master of Puppets II'. Isso me desanima... e me assusta um pouco. 'Death Magnetic' é Rick Rubin e nós tentando capturar a essência, a fome, a simplicidade, o esqueleto do Metallica. E isso é o que eu acho que nós capturamos. É realmente bem claro e óbvio para mim, e espero que eu possa esclarecer isso para os fãs, que nós escrevemos estas músicas para nós mesmos. Você não consegue agradar a todos. Sempre terá alguém que se sentiu vítima pela forma que você fez algo, e eu entendo isso. Há muitas bandas que eu não ouço mais depois de um certo álbum, e que seja assim. É perfeitamente normal. Mas nós somos exploradores, nós temos que andar para frente e continuar, somos artistas, temos fome pelo melhor. O melhor ainda não foi atingido, então nós continuamos."

Kirk: "Um dos conceitos principais que Rick Rubin trouxe a mesa quando nós começamos a falar com ele era que ele sabia, em sua cabeça, como deveria soar o melhor álbum do Metallica. Ele disse para nós: 'Seja lá o que vocês estavam fazendo, o que estavam pensando, o que estavam ouvindo, o que estavam comendo, bebendo... Tentem colocar suas mentes nesse lugar. Porque seja lá o que vocês estavam fazendo no início dos anos 80, meio dos anos 80, você fizeram algumas músicas incríveis naquela época'. Nós ouvimos isso e concordamos. A atitude que nós tínhamos naquela época era bem diferente da atitude que temos hoje. Nós éramos novos, querendo provar nós mesmos - provar que nós éramos uma das bandas mais pesadas que existia - e nós escrevemos de acordo. Então Rick disse: 'Só se coloquem nesse lugar'. E funcionou totalmente. Funcionou na composição, nas letras, nos solos de guitarra, na atitude. Eu lembro quando chegou a hora de colocar os solos de guitarra, eu ouvi tudo que eu ouvia quando era adolescente: muito UFO, Deep Purple e Rainbow, o primeiro álbum do Van Halen, Pat Travers. Inicialmente eu estava chocado, porque me encontrei sendo reinspirado por todas essas coisas que me influenciaram naquela época, e abriu de novo minha forma de tocar. Quando eu apliquei essa atitude e trouxe aquela inspiração para as músicas novas, eu consegui alguns resultados incríveis direto. A auto-referência estava funcionando, e nós não estávamos simplesmente copiando a nós mesmos. Eu realmente senti que estávamos indo a algum lugar novo."

Lars: "Reconectar com o passado foi algo que definitivamente aconteceu de maneira orgânica. Rick passou muito tempo só saindo e falando sobre a música, e durante os primeiros meses, ele nos fez sentirmos confortáveis sobre revisitar e nos inspirarmos em alguns dos discos que lançamos nos anos 80: 'Ride the Lightning', 'Master of Puppets', '...And Justice For All'. Quando nós terminamos o 'Justice', nós sentimos que não havia nada mais para fazer naquele lado progressivo e thrash do Metallica, então passamos boa parte dos anos 90 o mais distante possível desses discos. Rick nos fez sentir bem sobre revisitar aqueles discos. Nós começamos o processo criativo para o 'Death Magnetic' no verão de 2006, que foi quando o aniversário de 20 anos do 'Master of Puppets' estava rolando e nós tocamos o disco inteiro ao vivo por toda a Europa e Ásia. Nós entramos por debaixo da pele do 'Master of Puppets' bem quando nós começamos a escrever aquelas músicas novas para o 'Death Magnetic'. E aquilo certamente nos fez sentir confortáveis sobre agregar algumas das coisas que tínhamos nos anos 80 pela primeira vez em 15 anos. Tem sido interessante. Rick sugeriria: 'Ouça aos mesmos discos que vocês ouviam nos anos 80, ou tente e escreva da mesma forma'. Nunca foi: 'Copie o que vocês fizeram musicalmente'. Foi: 'Se coloquem naquela mentalidade'. E a sensação foi boa de fazer isso, finalmente. Nós evitamos ir lá por tanto tempo, mas quando nós voltamos, foi como : 'Sim, nós podemos vir aqui - nós podemos ser inspirados por aqueles discos e nos sentirmos bem.'"

Rob: "Parece que a banda, durante os últimos dez ou 15 anos, estava tentado sair dos primeiros anos. E para mim, falando de Metallica, eu amo tudo que o Metallica fez, mas eu realmente amo as coisas antigas. E só o fato de que os caras estavam abertos a isso foi uma coisa realmente positiva. Rick foi bem inteligente, até na afinação das músicas. 'Por que o Metallica abaixou meio tom ou mesmo um tom inteiro? Por que o Metallica não volta a afinação que tinha no 'Master of Puppets'? E nós acabamos tentando as músicas na afinação natural, e isso é ótimo - James ainda pode cantar pra caramba, e há mais angústia no vocal. Eu realmente gosto do que o James fez. Muitas coisas positivas vieram de Rick."

A entrevista completa, em inglês, pode ser lida clicando aqui.

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Hammett: "Se sairmos muito de nosso som padrão, nossos fãs ficam impacientes"

   25 de Setembro de 2008     tags: hammett, entrevista      Comentários

A revista Guitar World americana realizou uma entrevista com o guitarrista do Metallica, Kirk Hammett, para sua edição de Dezembro de 2008. Confira abaixo alguns trechos da conversa:

Guitar World: Um dos seus contemporâneos do thrash metal, Alex Skolnick do Testament, gravou alguns álbuns de jazz como Alex Skolnick Trio. Vocês já os ouviu?

Hammett: Adoro os álbuns. Eu amo seu trabalho. O que o Alex está fazendo ao colocar o heavy metal em um contexto de jazz é completamente renovador. Sua versão da "Detroit Rock City" me deixou perplexo; aquela música nunca soou melhor para mim. E quando você pensa sobre isso, os padrões antigos do jazz eram a música pop daquela época. Então Alex atualizou a noção do que é um padrão, e abriu para todas as músicas atuais para interpretação. A idéia de tocar Kiss ou Scorpions no estilo de Dave Brubeck é ótimo e bem radical. Há muitas pessoas do Julliard que estão tocando "Straight No Chaser" pela n-ésima vez, então está na hora de alguém tentar algo novo.

Guitar World: O que você acha que aprendeu do "St. Anger"?

Hammett: Eu fiquei chocado com como as pessoas sentiram falta dos solos de guitarra e do meu modo de tocar no "St. Anger". Eu apenas pensei que não faria muita diferença. Na turnê, no entanto, pelo menos cinco pessoas me perguntariam todos os dias o porque de não ter solos de guitarra no álbum e se haveria solos no próximo disco. Para dizer a verdade, eu não tinha idéia que as pessoas consideravam esse aspecto, esse ingrediente, como uma parte tão grande de nosso som. Eu sempre me vi mais como a cobertura do bolo. Mas, cara, aquelas pessoas realmente gostam dessa cobertura! Eu aprendi que há uma assinatura no som do Metallica, e se nós sairmos muito dela, nossos fãs ficam impacientes, ou eles simplesmente não entendem, ou não percebem o sentido. Eu não to dizendo que isso é bom ou ruim: é só algo que nós temos que lidar.

Guitar World: É um som que eles não conseguem com mais ninguém.

Hammett: Há um pouco de verdade nisso. Nos anos 90, nós provavelmente passamos muito tempo desconstruindo esse som. Nós fizemos isso intencionalmente, mas nós simplificamos erroneamente. Junto disso veio qualquer coisa que estivesse nos influenciando naquela época. Mas eu concordo com você. Você não pode conseguir o Metallica se não for por a gente, e eu acho que as pessoas têm a impressão de que nós estávamos nos guardando apenas.

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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‘Darei músicas de graça, mas eu decido quando e como’, diz baterista do Metallica

   22 de Setembro de 2008     tags: ulrich, entrevista      Comentários

Lars Ulrich, baterista e fundador do Metallica, declarou em entrevista à revista americana “Rolling Stone” que dar material da banda de graça não é um problema. “A internet também não”, acrescentou o músico. “Toda aquela polêmica com o Napster não teve nada a ver com dinheiro, e sim com controle.”

Em 2.000, o grupo processou o site de compartilhamento por ter disponibilizado os discos do Metallica de graça sem autorização. “De cada dez pessoas, nove pensam que foi uma questão financeira”, diz o artista, que acaba de lançar “Death magnetic”. O álbum está em primeiro lugar nas paradas pela segunda semana.

“Em 1983, nós comíamos saladas de US$ 2,99 no Burger King. Depois, dinheiro passou a não ser mais um problema. Não tenho conexão emocional com isso. Mas acabei me tornando o dinamarquês ganacioso por causa dessa história.”

Segundo o baterista, a internet não é um problema para a banda. “Quem decide isso? Nós. Vou dar músicas de graça, mas eu escolho quando, onde e como.”

Ulrich relembrou a época do lançamento de “Kill ‘em all”, no início dos anos 80. “Quando terminamos a turnê, não tínhamos um tostão. Pela primeira vez em um ano, tive de ligar para a minha mãe e pedir uma ajuda para o aluguel.”

“O mais importante era ter shows marcados, porque na estrada a gente sobrevive, come umas porcarias no camarim e está tudo bem. Mas, em casa, era na base do atum enlatado.”

Fonte: G1

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