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Ulrich e Hetfield comentam longevidade do Metallica

   21 de Setembro de 2008     tags: ulrich, hetfield, entrevista      Comentários

Em uma entrevista recente com a revista Rolling Stone, o baterista do Metallica, Lars Ulrich, foi perguntado por quanto tempo ele acha que o Metallica poderá continuar fazendo músicas e turnês. "O Metallica continuará para sempre", declarou Ulrich, "exceto a questão milionária. A parte física".

Ele continou, "os Rolling Stones, Black Sabbath, Aerosmith - eu não tenho nada além de respeito pela longevidade deles, mas Charlie Watts não toca 'Damage, Inc.' três vezes por semana ou toca 'Whiplash' toda noite. Isto tem o potencial de continuar por muito tempo. Mas se o braço, costas ou pescoço de alguém dizer, 'foda-se isto', e desistir, eu não sei."

"Eu poderia ficar feliz sem isso quando chegar a hora de dizer, 'cara, aquilo foi louco, agora está ficando meio bobo'. Eu sei que algumas pessoas já pensam que é uma piada. Nós não - ainda".

Já o guitarrista/vocalista do Metallica, James Hetfield, disse, "eu não sei o que o futuro nos reserva. O fato de que nós estamos juntos nisso há tanto tempo - há um significado por trás disso. Nós queríamos que isso acontecesse. Foi uma combinação - a motivação, o jeito, as pessoas certas".

Ele completou, "ouça, o que mais eu vou fazer? Isso é um pensamento assustador. Eu acho que nós vamos ficar bem se ficarmos por conta própria. Mas eu não quero perder isso".

Um vídeo com a sessão de fotos da capa da revista da Rolling Stone pode ser conferido clicando aqui.

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Towle: "Eles estão em melhor forma para terem criatividade com sucesso"

   21 de Setembro de 2008     tags: towle, entrevista      Comentários

Peter Rugg da revista The Pitch entrevistou recentemente o ex-terapeuta do Metallica, Phil Towle (que aparece em diversos momentos no documentário "Some Kind of Monster", de 2004). Alguns trechos da conversa podem ser conferidos abaixo.

The Pitch: Qual é seu relacionamento com a banda atualmente?

Phil Towle: Eu sou amigo dos membros da banda. Eu falei com Lars [Ulrich, bateria] alguns dias atrás e nós mantemos em contato. Não há contato profissional nesse momento.

The Pitch: Quando você começou a trabalhar com o Metallica, você disse que os resultados não seriam vistos até o próximo álbum. Agora que você está ouvindo o novo álbum, quais são os resultados?

Phil Towle: Eu acho que eles estão em melhor forma para ter criatividade com sucesso. E a música soa como isso para mim. Eu sinto o poder deles. Eu sinto a confiança deles. Eu não os sinto como tentados. Eu sinto que eles estão fortes em sua mensagem musicalmente e liricamente. É tudo visceral para mim. Eles parecem que estão se divertindo e fazendo algo que gostam uns com os outros. Para mim, parece que eles gostaram desse projeto e gostaram de tocar esta música, e eles fizeram um bom trabalho.

The Pitch: Onde está a banda psicologicamente, comparado com onde ela estava quando você a encontrou?

Phil Towle: Eu sinto que onde nós estávamos antes era em um processo de construção. E há um grande prazer que alguém pode ter na fase de reconstrução. Mas é diferente, como se você estivesse construindo uma casa e você começa a ver a fundação, e enquanto você reconstrói em vários estágios diferentes você aprecia o que foi feito, e no final, o produto final é o que eles estão celebrando mais agora. Eles estão celebrando o que eles foram capazes de fazer. Embora eu esteja curioso para ver o que eles irão fazer no próximo álbum.

The Pitch: Com times de futebol americano, você pode medir o sucesso em jardas ganhas e troféus do Super Bowl. Já que música é mais intangível, como você sabe se ajudou ou não o Metallica?

Phil Towle: Nós estávamos medindo sucesso em termos de garantir que a banda a reganhasse. Algumas pessoas dizem que a banda foi salva porque foi levada a destruição. A gerência estava preocupada que a banda estava se implodindo e que morreria da mesma forma que várias bandas morrem. E seus comportamentos pessoais eram auto-destrutivos, e suas formas de interagir eram auto-destrutivas. Assim que você está do outro lado disso, você pode medir de maneira objetiva o quanto quiser artisticamente. Álbuns vendidos: popularidade. Claro, vender álbun não significa necessariamente que eles são bons. Nós podemos discutir eternamente subjetivamente se alguém é ou não um talento real. Celebridade não significa que eles são um talento. Para mim, eles estão agora em posição de fazer um impacto positivo em nossa sociedade.

The Pitch: Sabe, muitos fãs do Metallica, ao assistirem aquele documentário, pensaram que seu trabalho com eles era só uma prova de que a banda estava fraca e sem rumo. Aquilo foi a coisa menos "metal" que eles poderiam fazer.

Phil Towle: Eu acho que as pessoas estão vendo um retrato. Elas ouvem a um trecho do "Some Kind of Monster" e elas não gostam como soam e o comparam com o que ouviram antes, então aquilo se torna um fracasso para eles. Para um terapeuta, isso é parte do processo. Os membros do Metallica são melhores companheiros de bandas, melhores seres humanos, pais, não por causa do que eu fiz mas o que fizemos de forma consistente durante aqueles meses e anos. Nós reservamos um tempo naqueles meses e anos para explorar suas personalidades. Então eu não pego um retrato. Eu olho para isso da forma como era durante aquela época.

The Pitch: Dado seu conhecimento em psicologia, você acha que as pessoas tem razão quando dizem que a capa do Death Magnetic parece uma vagina?

Phil Towle: Bem... Eu não pensei sobre ela dessa forma. Eu falei com algumas pessoas sobre a capa. As pessoas parecem gostar dela. Parece uma cripta para mim. Psicologicamente, a coisa mais importante é porque nós vemos do jeito que vemos. Por que vemos como uma cripta? Eu fui influenciado pelo "Death Magnetic"? Para mim, não parece isso talvez porque eu estou chegando aos 70. Essa é a coisa maravilhosa na arte.

A entrevista completa pode ser lida, em inglês, clicando aqui.

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Hetfield: "Prefiro ter 8 músicas poderosas do que 14 medianas"

   21 de Setembro de 2008     tags: hetfield, entrevista      Comentários

A revista Guitar World perguntou recentemente ao guitarrista/vocalista do Metallica, James Hetfield, sobre como o processo de composição da banda evoluiu desde o álbum preto.

No álbum preto, nós aprendemos como adicionar massa ao nosso som", respondeu Hetfield. "No 'Load' e 'Reload', eu aprendi que quando você escreve muitas músicas, seu foco diminui; se dilui. Eu odeio essa parte de nós. Nós sabemos como pegar uma música ok e torná-la boa. Mas a questão ultimamente tem sido, 'você é disciplinado para deixar passar uma música mediana e dizer que não estará no disco? Nós sabemos quando algo não é bom o suficiente?'"

Ele continuou, "nós costumávamos ser disciplinados no começo. E eu atribuo isso a ter tapa-olhos - aquela atitude de 'foda-se isso, isso não é pesado o suficiente para estar no álbum'. Nos anos 90, nó tentamos abraçar tudo e o [produtor[ Bob Rock era bom em nos ajudar a fazer isso. Cada vez que fazíamos, nós abríamos nossos olhos um pouco mais, mas essa disciplina meio que foi embora. Nós nos tornamos construtores ao invés de destruidores. Então do 'Load' e 'Realod', o que eu aprendi é que eu não posso soltar 40 músicas. Eu simplesmente não posso. Eu prefiro ter oito músicas poderosas do que 14 músicas medianas".

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Ulrich: "Há muito amor e momentos positivos no Death Magnetic"

   19 de Setembro de 2008     tags: ulrich, entrevista      Comentários

A News.com.au da Austrália realizou uma entrevista recentemente com o baterista do Metallica, Lars Ulrich. Alguns trechos da conversa podem ser conferidos abaixo.

Sobre sua vida fora do Metallica:

"Nós todos vivemos vidas normais e quietas nos subúrbios de São Francisco, levando nossos filhos a escola. Minhas responsabilidades são acordar as 6:30 da manhã e preparar as lancheiras. Sair em Paris para programas de TV e ter jantares chiques e beber vinhos franceses caros, não é exatamente trabalho duro. Eu digo as pessoas comigo que elas tem permissão de me estapear se eu reclamar alguma vez. Ninguém me estapeou o suficiente porque tem medo, mas eu os encorajo."

"Eu vejo cada vez mais o Metallica como minha fuga das responsabilidades reais que são meus filhos e família e minha situação doméstica. Muitas pessoas usam a palavra emprego ou trabalho, mas isto é divertido, é uma fuga sair em turnê. Eu durmo mais em turnê do que quando estou em casa."

Sobre o "Death Magnetic":

"Não é o disco mais feliz. Há um tópico rolando em todas as músicas, sobre morte e suicídio, desespero e miséria e estar ferrado. 'Death Magnetic' foi uma forma, um jeito de resumir tudo isso."

"As letras sempre são importantes para o Metallica. Elas não podem ser forçadas e estas surgiram bem tarde no processo, tudo da mente insana do único James Hetfield."

"Eu estava perplexo com quão boas as letras eram. E perplexo com quanta merda estava rolando em sua mente, quantas coisas ainda rolavam na cabeça do pobre homem. Então eu fiquei feliz do ponto de vista criativo mas um pouco preocupado com o cara."

Sobre quem foi o primeiro a chamar o Metallica de voltar ao estúdio:

"Mick Jagger. E eu vou te dizer porque foi o Mick Jagger. Um dos seus representantes ligou para os representantes do Metallica no outono [americano] de 2005 e perguntou se a gente tocaria com os Rolling Stones em São Francisco. Nossa resposta foi 'Tudo bem, que se foda, nós vamos tocar com os Stones porque é algo que todo mundo deveria fazer alguma vez na vida'. Nós nos encontramos uma semana antes dos shows depois de passarmos boa parte do ano descansando e começamos a ensaiar e sair. Nós nos divertimos tanto que literalmente depois do show dos Stones, nós viemos e começamos a passar pelas fitas demos."

Sobre o processo de gravação:

"Quando você está tentando acertar algo no estúdio, você tem que estar preparado fisicamente devido a falta de platéia; você tem que achar por conta própria, aumentar não pra 11 mas pra 12. Nós não fazemos muitos takes - seis, oito, talvez 10 - e então acabamos e usualmente dá três ou quatro horas isso. Há definitivamente uma rotina para nós no estúdio e isso também envolve fazer yoga e ter pratos de fruta."

Sobre o fato dos dois primeiros singles do álbum, "The Day That Never Comes" e "Cyanide", ter entrado nas paradas de singles mesmo eles tendo mais de seis minutos de duração cada:

"Isso é uma vitória. Há muito amor e boa vontade e momentos positivos neste disco do Metallica. Vamos ver daqui seis meses se isso pega."

A matéria completa pode ser lida, em inglês, clicando aqui.

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Hetfield: "É impossível ganhar de novo sua inocência"

   18 de Setembro de 2008     tags: hetfield, entrevista      Comentários

Brad Tolinski da revista Guitar World americana realizou uma entrevista com o guitarrista e vocalista do Metallica, James Hetfield. Alguns trechos da conversa podem ser conferidos abaixo.

Sobre as letras do "Death Magnetic":

"O tema de nosso novo álbum é que todos nós iremos morrer alguma hora. Assim como os pólos de um imã, algumas pessoas são atraídas pela morte e outras são repelidas por ela, mas todos nós precisamos lidar com isso. Liricamente, começou meio que como um tributo ao Layne Staley [cantor do Alice in Chains] e todos aqueles que se martirizaram em nome do rock. Mas cresceu e evoliu daí."

Sobre o controverso álbum de 2003, "St. Anger":

"Eu não era um grande fã de não ter nenhum solo no álbum. Sendo um vocalista, há poucas músicas que eu ouço apenas por causa dos solos, mas o solo é a voz por um tempo. E não ter esse elemento no 'St. Anger' foi algo - eu não quero dizer 'entediante' - mas fez o álbum bem unidimensional. Ou a voz estava ligada ou o riff. Ou aquele som da caixa estava ligado."

Sobre o som do "Death Magnetic":

"Eu acho que poderia dizer que é um olhar para trás - pegar a essência de nosso estilo do começo e tocar com nossas habilidades atuais. É impossível de ganhar de novo completamente sua inocência ou virgindade. Quando nós gravamos nossos primeiros álbuns, não tínhamos nenhuma preocupação com autoridade ou por como as coisas deveriam ser. Nós íamos ao estúdio e tocávamos o que sabíamos e era isso. Alguns dos engenheiros reclamariam e diriam coisas como 'você não consegue ouvir o vocal', ou 'você não consegue ouvir a guitarra... Que som é esse?' e nós diríamos, 'Somos nós! Grave isso, por favor'. [risos] Nós tentamos capturar essa atitude de novo. É uma das razões de termos escolhido Rick Rubin para produzir o álbum. Ele é bom em capturar a essência de artistas com os quais ele trabalha."

O resto da entrevista pode ser conferida na edição de Dezembro da Guitar World americana, já a venda.

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Segunda parte da entrevista com Hammett na MTV Brasil

   18 de Setembro de 2008     tags: hammett, entrevista, brasil      Comentários

Update: O vídeo da entrevista completa, com 17 minutos, pode ser conferido clicando aqui.

A segunda parte da entrevista que o Jornal da MTV fez com o guitarrista do Metallica, Kirk Hammett, foi transmitida hoje durante o programa e pode ser conferida abaixo. Desta vez, Hammett fala um pouco sobre download ilegal, Tom Jobim e o Brasil.


Caso tenha perdido a primeira parte, basta clicar aqui. E em breve será disponibilizada aqui no Metallica Remains o vídeo da entrevista completa, com cerca de 17 minutos de duração.

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Entrevista com Hammett da MTV Brasil

   17 de Setembro de 2008     tags: hammett, entrevista, brasil      Comentários

Update: O vídeo da entrevista completa, com 17 minutos, pode ser conferido clicando aqui.

O Jornal da MTV transmitiu hoje uma entrevista com o guitarrista do Metallica, Kirk Hammett. Na conversa, Hammett fala um pouco sobre o novo álbum da banda, "Death Magnetic" e sobre a turnê do disco.

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Ulrich: "Se não nos dermos bem, o resto é irrelevante"

   17 de Setembro de 2008     tags: ulrich, entrevista      Comentários

A RollingStone.com realizou uma entrevista com o baterista do Metallica, Lars Ulrich. Confira alguns trechos da conversa:

RollingStone.com: O que é melhor - viajar para shows do Metallica com sua família ou do jeito que era antes, com a banda? Quatro no ônibus, como um punho.

Lars: Quatro punhos em um ônibus, um punho e quatro cervejas no ônibus [risos] - aquilo era muito divertido. Mas se você for fazer isso nos primeiros anos de vida da sua família, quando está criando os filhos então se estabelecer em algum lugar se torna o jeito de resolver isso. Pare em uma cidade - Copenhagen, Londres, Paris. Você vai e vem. Pode não ser o jeito mais econômico de fazer uma turnê. Mas o panorama - é o jeito de manter todo mundo firme. Todos tem seu quarto. O que você não precisa é política de festa, pra dizer as pessoas o que fazer, o que elas podem ou não. Isto não tornará as coisas divertidas. Não vai dar as pessoas o que elas precisam para administrar suas habilidades de sobrevivência, para aguentar esta insanidade.

RollingStone.com: Há um preço a ser pago por isso? A unidade da banda?

Lars: Para mim, tem a ver com começar a se dar bem. Se nós não nos dermos bem, todo o resto é irrelevante. Se você tem quatro caras que estão felizes, que se dão bem, todo o resto acontecerá automaticamente. Quando a gente vem a Europa todo ano, é basicamente o que nós chamamos de férias de verão. Trazer as famílias, nos estabelecer em algum lugar, tocar shows. Onde mais você poderia querer estar além das capitais da Europa ocidental no verão? Tocar festivais com grandes bandas, vibrações legais, os dias longos? É o paraíso.

Eu não aceito nada disso sem questionar. Não há absolutos em minha vida. Eu não penso em preto e branco. Eu penso em cinzas. Quem sabe onde isso vai levar? Mas no momento, isto funciona. Funciona para a família. Funciona para a banda. Eu não acho que tenha existido uma vibração interna melhor do que esta na banda. E os lugares que isto aparece e mostra a diferença - aquelas duas horas no palco. Porque as notícias que eu ouço de pessoas que eu confio - há mais fogo, mais tesão, é mais direto. Talvez não devesse ser sobre-analisado. Se as pessoas estão contentes, com elas e suas famílias e umas com as outras, então é visível nas duas horas no palco.

A entrevista completa, em inglês, pode ser lida clicando aqui.

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Hetfield: "Descobrimos que há liberdade através de estrutura"

   17 de Setembro de 2008     tags: hetfield, entrevista      Comentários

A RollingStone.com realizou uma entrevista com o guitarrista e vocalista do Metallica, James Hetfield. Alguns trechos podem ser conferidos abaixo.

RollingStone.com: Você está no Metallica durante sua vida inteira de adulto. Você já se sentiu preso?

James: Eu me fiz sentir preso: "eu estou cansado de discutir. Eu não vou discutir por mais cinco horas sobre algo pequeno e estúpido. Você ganhou. Esta é a banda de Lars. Quando eu puder ser eu mesmo, será o projeto paralelo, o negócio solo." Que é simplesmente ridículo. Toda banda que eu conheci que fez projetos paralelos ou coisas assim - eu não a respeito mais.

RollingStone.com: Há parâmetros bem estritos na vida no Metallica. É como se juntar ao exército.

James: A milícia do metal, cara! Nós todos descobrimos que há liberdade através de estrutura. Tem que ter alguma estrutura na minha vida, pelo menos. Eu acho que o Lars descobriu muito disso. Você pode ver o Jason [Newsted] como o bode expiatório. Eu não queria que ele fizesse 12 projetos paralelos: "você está no Metallica". Mas estava tão desconectado quando ele saiu [em 2001], tão dividido. Mas agora, o Metallica é nós quatro. Este é nosso projeto solo. Esta é a melhor forma de liberar nossas emoções e sentimentos e tocar pessoas.

RollingStone.com: Houve um líder claro no começo? Você ou Lars?

James: Houve líderes de formas diferentes. Não há dúvida que o Lars era o cabeça em querer juntar um banda. Mas eu era o mesmo, e nós juntamos nossas forças. Lars tinha o nome. Eu tinha o logo. Ele era mais o cara de negócios, o pensador. Eu era o contrário. E havia sua personalidade, o filho único crescendo em uma família pouco comum.

RollingStone.com: Uma família incomum e boemia.

James: Sim, fazer o que ele queria, a qualquer hora, em qualquer lugar. O lado negativo disso, meio óbvio - se tornar mimado. Mas o lado positivo disso é que ele consegue o que quer. Ele tem a fé de que vai conseguir o que quer. Há momentos em que eu penso que todos nós seguimos sua energia. Há medo algumas vezes. Eu posso ver isso nele, quando ele sente que não está saindo do jeito dele. Nós sempre voltamos a nossa época de adolescente. [Risos]

A entrevista completa, em inglês, pode ser lida clicando aqui.

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Hammett comenta sobre quando percebeu ser um rock star

   17 de Setembro de 2008     tags: hammett, entrevista      Comentários

A RollingStone entrevistou recentemente o guitarrista do Metallica, Kirk Hammett. Um trecho da conversa pode ser conferido abaixo.

RollingStone: Houve um momento em que você percebeu que era uma estrela do rock?

Kirk: Foi provavelmente durante a turnê do álbum preto, quando as coisas começaram a ficar realmente loucas. Nós íamos em eventos sociais, e Ozzy vinha até a gente e dizia "Oi" ou nós recebíamos uma mensagem falando "Tony Iommi está aqui. Ele quer dizer olá". Se nossos heróis, as pessoas que nos inspiraram tanto, estão interessadas na gente agora, nós devemos ter cruzado a linha em algum momento. Nós atingimos um nível, entre músicos, de respeito. Foi um sentimento poderoso.

RollingStone.com: Isto te fez perceber que seu amigo estava certo - estrelas do rock também são normais?

Kirk: Chega uma hora que você começa a se sentir confortável com eles, e percebe, sim, eles têm as mesmas mecânicas que qualquer outro ser humano do mundo. Só porque eles tocaram aquele solo de guitarra fantástico em 1978 não os tornam não-humanos. Eu espero continuar com isso com as pessoas quando elas me encontram. Eu sempre me sinto desconfortável quando as pessoas começam a reverenciar. Eu espero um aperto de mão e elas fazem isso. Apenas aperte minha mão! [Risos]

RollingStone.com: Quanto você acha que precisa estar no Metallica - que não há nada mais que você possa ou queira fazer? Durante a criação do "St. Anger", quando ficou claro que as engrenagens não estavam girando, você aceitou o fato que nada dura pra sempre?

Kirk: Honestamente, eu estava pronto para começar a trabalhar em um álbum solo. Eu tinha um monte de música guardada. Eu ia pedir pro Lars tocar bateria nele. Mas pra ir ao ponto real da questão...

RollingStone.com: A necessidade de estar nesta banda.

Kirk: É realmente importante. Eu estou na banda há mais tempo nela do que fora dela. Eu me juntei a banda quando tinha 20 anos de idade. Eu estou na banda há 25 anos agora.

A entrevista completa pode ser, em inglês, clicando aqui.

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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