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Entrevista antiga de Cliff Burton e Kirk Hammett

   27 de Setembro de 2011     tags: entrevista, áudio, burton, hammett      Comentários

Hoje marca o aniversário de 25 anos da morte do lendário baixista do Metallica, Cliff Burton, que faleceu em um acidente de ônibus na Suécia (próximo a Ljungby) em 27 de Setembro de 1986, aos 24 anos. Para marcar este triste aniversário, a Bravewords.com divulgou uma entrevista de quase 40 minutos que Mark Gromen realizou com Burton e o guitarrista Kirk Hammett quando a banda estava promovendo o Ride the Lightning.

Leia a história de Mark Gromen abaixo:

"Data: 7 de Fevereiro de 1985

Como um DJ de rádio da universidade, eu realizei algumas entrevistas ao vivo, mas o prospecto do Metallica tocar no Variety Theater, fora de Cleveland, OH, junto do W.A.S.P., pareceu a oportunidade perfeita de ter uma conversa cara a cara. Nos anos seguintes, eu realizei centenas delas, mas esta foi a minha primeira e nunca repliquei o procedimento exato. Dia do show, meu assistente de produção Josh e eu pegamos o Rapid (metrô de Cleveland) para o lado oeste e andamos a distância restante ao Marriott no W. 150th (que ainda está lá). Não havia gravadores de bolso ou MP3 naquela época, então eu trouxe um deck de fitas doméstico, capaz de duas entradas estéreo e microfones!

Quando cheguei ao hotel, eu fiquei surpreso ao saber que a banda, em turnê do Ride the Lightning, estava registrada com seus nomes reais, então depois de não ter resposta de Lars e James, eu segui para Cliff e Kirk, que estava dividindo o mesmo quarto e estavam saindo da cama. A gente deu alguns minutos para que eles se arrumassem (o cabelo de Cliff ainda estava molhado, em uma toalha, quando ele entrou na sala, e se você ouvir com atenção, consegue ouví-lo escovando os dentes: a gravação é clara!). A maioria das perguntas foram feitas por mim, mas Josh não conseguiu ficar de fora.

Todos esses anos depois, ainda é meio raro ouvir Hammett falar e Burton, bem, considere isto como um tesouro enterrado há muito tempo. Depois de ir ao ar no meu programa de rádio na WRUW (em um horário infeliz de manhã, durante a semana), ela ficou acumulando poeira (junto de outras fitas que a Bravewords.com disponibilizará gradualmente). Sente-se e aproveite a exuberância jovem de uma banda se erguendo e dois fãs."

Ouça a entrevista abaixo.

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Fonte (em inglês): Bravewords.com

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Ulrich relembra Cliff Burton

   27 de Setembro de 2011     tags: entrevista, ulrich, burton      Comentários

Hoje marca o 25o. aniversário de morte do baixista do Metallica, Cliff Burton. Em memória a ele, o baterista da banda, Lars Ulrich, falou sobre ele na edição "Fallen Heroes" de Janeiro/Fevereiro da revista Revolver. Ele tinha tantas histórias boas sobre Burton, que não couberam na revista. Então, aqui está tudo que Ulrich disse sobre Burton.

Revolver: O que você se lembra sobre a primeira vez que o viu?
Ulrich: Eu nunca tinha visto nada daquele jeito. Era tão único e tão original. E ele tinha essa incrível presença de palco, e esta unicidade a toda vibe. Eu nunca tinha visto nada como isso. Era novo, era diferente. E obviamente você conseguia dizer que havia uma habilidade incrível, e havia uma presença de palco, e todos esses tipos de coisas empacotados neste tipo incrível de personalidade. E eu acgo que nós estávamos um pouco intimidados por ele no começo, por ele ser tão único.

Mas então o conhecemos um pouco melhor, e eu meio que comecei a tentar fazer com que ele abandonasse o barco [da sua banda Trauma], e então eu comecei a perceber que ele era um cara bem tranquilo. Mas ele também era bem firme no fato que de L.A. não era para ele. Porque eu e James estávamos tentando leva-lo a L.A., e ele não curtia isso. Ele estava bem enraizado aqui [próximo de San Francisco], ele era quase um caipira do Northern California. Digo, há muitas vibrações diferentes aqui, e há definitivamente uma vibração única em Castro Valley e Hayward. E ele era realmente enraizado de onde ele veio. E ele era provavelmente, certamente falando por mim, eu era bem mais nômade. Quando nós viajávamos e coisas do tipo, ele era o primeiro cara a querer ir para casa. E ele era um o cara que provavelmente tinha as raízes mais fortes de todos nós. Ele tinha família e meio que uma história. Eu e James éramos mais solitários.

Revolver: Parecia que ele era relaxado.
Ulrich: Ele não machucava pessoas. Ele não ultrapassou os limites, mas ele certamente estava pronto para fazer parte de alguma agitação. Mas mais por travessura do que para machucar pessoas. Então era mais diversão e brincadeiras. Ele brigaria de mentira ou algo assim, mandava um tipo de soco falso, mas ele nunca daria um soco de verdade. Eu acho que nunca vi o Cliff em uma briga. Eu acho que nunca vi o Cliff em uma discussão acalorada ou algo assim. Digo, ele era um cara bem tranquilo. E nunca foi desagradável.

Revolver: Quais são suas melhores memórias dele?
Ulrich: Minhas melhores memórias de Cliff são sua desconsideração pelo convencional e sua total desconsideração em fazer as coisas da forma como você espera. Ele estava lá para desafiar a normalidade, desafiar o status quo, para foder com as coisas musicalmente, na forma de se vestir, na forma que ele se levava, seu senso de humor, seu relacionamento com a música que o inspirou, a música que ele tocava. Era sempre bem não-convencional, e era sempre bem pouco usual. Você poderia falar que eu e James [Hetfield] na época éramos caras mais do tipo quadrado, pois nós éramos mais tipo, "Motörhead, Iron Maiden!". Camisetas de heavy metal, cabelo comprido e bater cabeça na parede. Cliff era tão rápido em sua palheta de coisas que ele curtia e coisas que o inspirava e coisas que eles estava fazendo. Então foi definitivamente sua música, e sua atitude e seu jeito de viver que realmente inspirou a mim e a James a expandir nossos horizontes, expandir os horizontes do Metallica musicalmente. Então quando eu penso no Cliff, é isto que eu penso... Meio que variedade e falta de predição, sabe.

Revolver: Quais são algumas das bandas que ele fez você curtir?
Ulrich: Primeiro de tudo, ele era treinado classicamente, e realmente sabia das coisas de música clássica. Ele estudou música clássica na faculdade. Então ele se sentava lá, falando sobre Johann Sebastian Bach, falava sobre algumas dessas coisas legais de música clássica. E eu havia ouvido algumas dessas palavras serem lançadas quando Richie Blackmore falou sobre suas influências, mas não era algo que eu geralmente era exposto.

Então ele era bem... Sabe, esta coisa sulista. Digo, obviamente eu sabia de Skynyrd e curtia alguns de seus momentos mais pesados. Mas ele curtia tanto Skynyrd e .38 Special e ZZ Top e Allman Brothers e todas essas coisas que meio que vieram com o surgimento do Black Oak Arkansas. E o Outlars e todas essas coisas, havia toda uma coisas lá.

Ele também curtia muitas coisas progressivas tipo Yes, e Peter Gabriel, e muito rock progressivo. E ele era fanático por Rush. Certamente eu curtia Rush, mas não no mesmo nível que ele. Havia toda um gama de coisas.

Quando eu conheci o Cliff em 81, eu tinha passado por muitas experiências musicais. Mas naquela épocam as coisas que estavam me inspirando a tocar música eram... Eu não posso dizer que Lynyrd Skynyrd era particularmente uma grande inspiração para que eu começasse a tocar bateria. Era bem mais restrito. Iron Maiden e Deep Purple e Judas Priest e Diamond Head e Angel Witch, e as histórias foram contatas milhares de vezes. E a coisa de New Wave of British Heavy Metal, e Cliff era bem mais amplo em seu escopo. Eu toquei Diamond Head para ele. Ele gostou de algumas coisas, ele gostou um pouco da energia do Iron Maiden. Ele gostou de Witchfinder General, algumas dessas coisas. Mas ele também, ele era mais seletivo naquilo que gostava, onde eu e James éramos mais do tipo, cara, New Wave of British Heavy Metal, isso detona! Onde algumas dessas coisas você pode argumentar 20, 30 anos depois que não eram tão boas como as outras. Havia acertos e erros nisso.

Mas o Cliff meio que curtia Peter Gabriel, The Police. Algumas das coisas, digo, não eram o inimigo porque eu estava ciente do fato de que havia integridade musical lá. Mas eu não posso dizer que eu conhecia muito do que o Police estava fazendo além das cinco músicas que eu ouvi na rádio. Mas de repente, entre as fitas de Diamond Head e Iron Maiden que tocavam nos ônibus da turnê e nas vans podres, o álbum Zenyattà Mondatta do Police surgiria. Ou era aquele álbum do Yes? 90125 ou algo assim. Alguma dessas coisas surgiria. Era bom. Ele amava tocar alguma coisa do começo do ZZ Top. Eu não conhecia realmente as coisas do Tres Hombres ou o resto desses álbuns até que o Cliff começasse a jogá-las em nossa direção.

Revolver: O que você pensa dele quando você olha para trás hoje?
Ulrich: Ele era realmente legal. Era, obviamente além de perder um irmão, teria serido mais... Eu ficaria interessado em ver em que mais ele poderia ter contribuído, pois parecia que estávamos apenas começando. Nós acabamos de tocar "Orion" de novo na última turnê, nas duas últimas semanas [quando o Metallica estava se preparando para o show do Big Four em Abril]. Então tocar "Orion", eu acho que a tocamos três vezes nas duas últimas semanas. Você se senta lá e de repente, Foda! Que peça musical incrível. E tão única. E teria sido interessante ver o que mais poderia ter sido nessa vasta lista de coisas que ele poderia ter compartilhado com o restante de nós. Essa será eternamente o elemento da curiosidade. Mas eu sou tão grato por ter tido a chance de tocar com ele por alguns anos. E ter tido a chance de conhece-lo, e ter tido a chance de beber com ele, e todas as coisas que provavelmente não seria legal de imprimir em uma publicação legal e familiar como a Revolver. Mas definitivamente foi uma época louca, e naquela época nós abraçamos o que a vida nos ofereceu. E a aceleramos a um "mach 10", como James costumava falar no palco.

Fonte (em inglês): Revolver

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Hetfield: "Lulu é único"

   27 de Setembro de 2011     tags: entrevista, hetfield, lulu, lou reed      Comentários

Pouco antes do show do Metallica, que fechou a noite de domingo no Rock in Rio, James Hetfield, vocalista e guitarrista da banda, topou com seus velhos conhecidos do Sepultura nos bastidores.

Andreas Kisser, guitarrista da banda brasileira, pergunta se ele pretendia mostrar algumas canções de "Lulu", o aguardado (e improvável) álbum que o Metallica gravou com Lou Reed e que será lançado em 31 de outubro.

"Sem chance", respondeu Hetfield. "Não é música de festival, digamos assim."

Falando à Folha pouco depois, o músico disse que "Lulu" não deve nem ser considerado um disco do Metallica. "É muito diferente. Também não é o novo álbum do Lou Reed, é o primeiro disco de Lulu", completa.

O nome, que Hetfield aplica tanto ao disco quanto à nova "banda" com Lou Reed, é derivado de duas obras do dramaturgo alemão Frank Wedekind (1864-1918) conhecidas como "as peças de Lulu", para as quais Reed começou a escrever uma trilha que agora virou o álbum.

Em entrevista, Hetfield disse que "Lulu" é "um álbum bastante adulto, muito profundo", e comentou a parceria com Lou Reed.

Folha - Você falou que "Lulu" não é música de festival.
James Hetfield - Quando eu quero ouvir "Lulu", eu coloco fones de ouvido e mando todo mundo sair da sala.

É uma experiência muito individual e muito diferente. É único, por isso o chamamos de "Lulu", não de "Lou Reed & Metallica".

Como aconteceu o trabalho com Lou Reed?
Ele nos convidou. Eu não queria fazer covers do Lou Reed, então, quando ele veio com essa ideia [de retrabalhar as canções escritas para a peça], foi perfeito.

Nós iríamos pegar as letras dele e escrever músicas que se encaixassem nelas. Ficávamos fazendo jams e foi notável, tanto nós quanto ele ficamos espantados com quão divertido, intenso e bom estava soando.

E o que achou dele?
É muito intelectual, mas também tem um certo aspecto infantil, ele fica brincando com sua mente, se você deixar. Nós não deixamos [risos]. Como letrista, é um gênio. Ele é único.

Ficou algo experimental?
Não é tão louco. Tem os vocais intensos dele e coisas do Metallica. É difícil não soar como o Metallica, mesmo quando tentamos. Mas acho que é ótimo, com canções típicas de Lou Reed, algumas animadas, outras lentas, pesadas. E algumas das coisas mais rápidas que o Lars [Ulrich, baterista] já tocou.

Os fãs de metal podem ser bem resistentes a mudanças. Você teme a reação dos seus?
Os fãs são exigentes e podem ser muito maldosos, escrevem coisas que não teriam coragem de dizer na sua cara. Nós já contamos com isso. Mas tudo bem, esse álbum não é para esse tipo. É para nós, para o Lou Reed. Estamos escrevendo o próximo disco do Metallica e eles podem esperar por ele.

Seria um disco para os fãs de Lou Reed?
Eles provavelmente vão odiá-lo também. Não sei, o disco é para quem gostar dele. Nós o fizemos, foi divertido e, para nós, soa fantástico. Pode abrir os olhos de algumas pessoas, ou não.

Agradecimentos: silverhetfield
Fonte: Folha.com

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Metallica e Lou Reed se unem em álbum histórico

   26 de Setembro de 2011     tags: lou reed, entrevista, ulrich, vídeos, lulu      Comentários

Ele se uniram para gravar o álbum “Lulu”, uma ópera rock com letras escritas por Lou Reed e musicadas pelo Metallica. A banda está no Brasil para se apresentar pela primeira vez no Rock in Rio.

Trata-se de uma banda de heavy metal que já se aventurou pela trilha das baladas românticas e dividiu o palco com uma orquestra. Na estrada desde 1981, o Metallica é o maior grupo de metal em atividade. Já foram nove prêmios “Grammy”, 100 milhões de discos vendidos e um lugar definitivo no “The Rock and Roll Hall of Fame”, o panteão dos imortais do rock.

O peso do Metallica sobe ao palco do Rock in Rio neste domingo (25). O Fantástico conversou com o baterista Lars Ulrich, na semana passada, quando o Metallica finalizou um álbum histórico com outra lenda viva: Lou Reed. Esse encontro é inusitado e ao mesmo tempo faz pensar: “Como é que isso nunca aconteceu antes?”.



Lou Reed e Metallica se uniram para gravar o álbum “Lulu”, uma ópera rock com letras escritas por Lou Reed e musicadas pelo Metallica. Quando perguntado como foi trabalhar com um ícone do rock, quem responde é o próprio Lou Reed: “Esses caras é que são ícones do rock. Foi ótimo trabalhar com eles. Eu estou mais do que feliz”.

Lars Ulrich segue com a troca de gentilezas entre roqueiros. “O trabalho com o Lou Reed foi muito natural. Nós levamos apenas quatro dias para finalizar dois terços do álbum. Foi incrível. Tivemos uma energia espontânea juntos”, disse.

A primeira ideia era regravar alguns clássicos de Reed. Ele mesmo preferiu revisitar um trabalho recente, uma adaptação de uma ópera que ele compôs. “Eu pensei: o Metallica é a banda perfeita para trabalhar comigo nesse projeto, e chamei os caras”, comentou Lou Reed. “Levou mais ou menos uns dois minutos para a gente aceitar. Foi um presente de Deus”, acrescentou Lars.

O Metallica sempre gostou de colaborações. Em 1999, o grupo surpreendeu ao tocar acompanhado pela Orquestra Sinfônica de São Francisco. Desde o ano passado, eles têm se apresentado com Slayer, Megadeth e Antrax, no que deve ser talvez o maior encontro de heavy metal da história.

Qual a expectativa para tocar no Rock in Rio? “Parece mentira, mas nós não tocamos no Rio desde 1989”, lembra Lars, que tem boas lembranças do Brasil. Por falar em memórias, Lars brinca uma foto que está na sala: “A gente era jovem naquela época e inocente. Eu tinha uns 14 anos”.

Na viagem ao Rio, ele se lembra que jogava ‘freesbee’ na praia durante horas. “Talvez se a gente não tivesse perdido aquele ‘freesbee’ no mar, eu estaria até hoje naquela praia. Era muito lindo”, disse.

No meio do papo, caiu a ficha de Lars: “Eu vou estar no Brasil na semana que vem”. Lou Reed se surpreende: “Na semana que vem?”, pergunta. “Você sabe de uma coisa absurda? O Metallica já tocou em edições do Rock in Rio pelo mundo inteiro, menos no Rio”, acrescenta Lars. Chegou a hora de consertar essa falha na carreira do Metallica.

Fonte: Fantástico

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Entrevista com Hammett antes do show no RIR

   26 de Setembro de 2011     tags: entrevista, hammett, vídeos, rock in rio, brasil      Comentários

O canal Multishow exibiu uma entrevista com o guitarrista Kirk Hammett, que aconteceu antes da apresentação do Metallica no Rock In Rio. A entevista legendada de Hammett pode ser conferida abaixo.


Fonte: Whiplash!

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Hammett fala sobre show no Rock in Rio e projetos com Lou Reed

   26 de Setembro de 2011     tags: rock in rio, entrevista, brasil, hammett      Comentários

Em entrevista ao Globo na noite deste domingo, o guitarrista Kirk Hammett, do Metallica, deu pistas do que vem no show que a banda fará nesta noite no Palco Mundo.

- Prometo que será um show longo, com um repertório bem abrangente. Geralmente, criamos o setlist baseado no último show feito na cidade em questão. Como nossa última apresentação no Rio foi em 1999, tivemos que improvisar, porque muita música foi lançada desde então. Nós adoramos o Rio e estamos felizes por voltar à cidade.

Ele ainda revelou que a banda está começando a compor novas canções para um disco, o primeiro desde "Death magnetic", de 2008, afora "Lulu", colaboração com Lou Reed que chega às lojas no dia 31 de outubro.

- Gostaria de dizer que o disco sairá no ano que vem, mas não vai acontecer - disse Hammett. - Sendo realista, será no mínimo em 2013.

O Metallica predende promover "Lulu" em shows nos Estados Unidos e na Europa.

- Temos que encontrar tempo, mas pelos menos alguns shows com Lou devem acontecer.

O cantor James Hetfield comentou com amigos que nenhuma canção do disco com o ex-integrante do Velvet Underground estará no repertório do show desta noite, no Rock in Rio.

- Não é exatamente música de festival -- brincou Hetfield.

Fonte: O Globo

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Entrevista de Ulrich no Jamie Cullun Show

   21 de Setembro de 2011     tags: ulrich, entrevista, áudio      Comentários



O baterista do Metallica, Lars Ulrich, foi entrevistado a respeito de seu amor pelo jazz na edição de ontem (terça-feira, 20 de Setembro) do programa "Jamie Cullum" da BBC Radio 2. Ulrich discutiu sobre a influência de seu pai como um músico de jazz, e o impacto que artistas de jazz em sua casa teve em seus trabalhos futuros. Ouça o programa clicando aqui.

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Zeca Camargo fala sobre Lulu, Lou Reed e Lars Ulrich

   19 de Setembro de 2011     tags: entrevista, ulrich, lou reed, lulu      Comentários

Zeca Camargo, apresentador do Fantástico da TV Globo, postou recentemente em seu blog sobre sua experiência ao ouvir o disco "Lulu", colaboração musical entre Lou Reed e o Metallica, a ser lançado em 31 de Outubro, e sua entrevista com Lou Reed e Lars Ulrich:

Na última sexta-feira eu estive com Lars Ulrich, do Metallica – que vem tocar aqui, no Rock in Rio, no próximo domingo. Lars é um “velho conhecido” – a primeira vez que o entrevistei foi nos tempos da MTV, quando descobri que o baterista da banda (considerado hoje um dos melhores do mundo) é bom de conversa. Sexta-feira passada, por exemplo, quando ele chegou para a entrevista, quase que imediatamente começou a me contar que o filme que ele mais tinha gostado de ver recentemente era “Senna” – e por uma razão inesperada. O documentário, claro, é muito bom, e emocionou milhões de fãs do piloto pelo mundo desde que foi lançado. Mas Lars gostou mesmo porque ficou envolvido emocionalmente com a história por um detalhe bastante curioso: ele não sabia o final do filme!

Eu mesmo não acreditei quando ele me contou isso. Mas tratou logo de explicar que nunca foi um grande fã de corridas de Fórmula 1 – e que quando Senna morreu naquele acidente de 1994, em Ímola (Itália), ele provavelmente estava em turnê com o Metallica, e não prestou atenção na comoção mundial que essa grande perda causou (e olha que para ter escapado de uma notícia como essa, ele deveria estar realmente “imerso” nos seus concertos…). Lars contava esse caso com a espontaneidade de quem reencontra um grande amigo – coisa que não sou, veja bem: não posso, nem de longe me considerar “íntimo” dos artistas que entrevisto (não tenho essa ilusão, mesmo com aqueles que encontro repetidas vezes). Mas quero apenas passar o registro do nível de descontração que abriu esse encontro – pelo menos até o momento em que meu outro entrevistado do dia adentrou a sala…

Estou falando de Lou Reed.

Ele estava lá não porque estivesse vindo também para o Rock in Rio (quem dera!), mas porque ele acabou de lançar, junto com o Metallica, um dos álbuns mais interessantes que você vai ouvir em 2011 – ou melhor, um dos mais interessantes que você “não” vai ouvir, porque “Lulu” (o nome do trabalho conjunto) é algo muito estranho e diferente, e as pessoas geralmente têm um pouco de medo de coisas assim. Só que é genial – e eu só posso lamentar pela infelicidade de quem não quiser dar pelo menos uma chance a “Lulu”. Os fãs do Metallica certamente vão reconhecer o melhor da banda no disco – texturas musicais e evoluções sonoras que em muitos momentos (como na faixa “Dragon”) supera até trabalhos anteriores do próprio Metallica. E os fãs de Reed, sem dúvida nenhuma, vão identificar a voz gasta do artista que vem nos intrigando desde os tempos do Velvet Underground – que, talvez pela parceria inédita, parece se dedicar com novo fôlego ao estilo que ele mesmo criou e que poderíamos chamar de um “proto-rap”. Mas se ouvirem o álbum com atenção, os admiradores tanto de um lado como o do outro – bem como aqueles que não tem intimidade com nenhuma das partes, mas gostam da boa música – vão encontrar uma obra que é no mínimo instigante.

“Lulu” é uma adaptação de uma adaptação – textos do dramaturgo alemão Frank Wedekind, que pelas mãos de Lou Reed (e seu parceiro, o diretor Bob Wilson), virou uma montagem estupenda em Berlim, que agora virou um disco em colaboração com o Metallica. Como eles mesmos contam, o primeiro encontro entre as duas partes aconteceu em 2009, durante a cerimônia anual do Rock and Roll Hall of Fame, quando eles tocaram juntos alguns clássicos do Velvet. Surgiu então a vontade de estender essa ideia – e quem sabe gravar um disco com outras releituras do repertório (injustamente) esquecido de Reed. Mas aí um dia Reed teve um “estalo” e achou que o Metallica seria ideal para das uma nova cara ao seu trabalho antigo em cima de Wedekind – e pronto: nascia então “Lulu”.

A “criatura” que surgiu disso porém, não é exatamente bonita. Encarnado na voz de uma mulher, Reed leva torturas, tragédias, desespero e sofrimento a um novo patamar – que eu ainda não havia visitado, pelo menos não no universo da música pop. “Lulu” é brilhante – visceral. E tendo ouvido as faixas do álbum que me foram liberadas antes do lançamento oficial do CD (seis delas, no total) durante toda a manhã da última sexta-feira, devo dizer que estava ligeiramente transtornado para o resto do dia. E foi nesse estado de espírito que parti para a entrevista.

Aqueles momentos iniciais com Lars até que serviram como uma boa distração. Mas, retomando aquela hora em que Lou Reed entrou na sala, tenho a declarar eu fui tomado de uma “travação”, como se não tivesse me preparado nem um pouco para a entrevista. Eu estava preparadíssimo, diga-se, mas de alguma maneira, a presença dele naquela sala apertada mexeu comigo. Diante de mim estava um homem não muito alto – aliás, mais para o “baixinho”. Seu rosto era extremamente marcado, mais até do que seus quase 70 anos talvez permitissem. Sorrisos não faziam parte da sua expressão corporal, mas nas poucas palavras que expressou naqueles instantes iniciais, era possível ver que pelo menos alguns de seus dentes eram de platina (ou de algum outro material que se parecia com platina). Indiferente a esses detalhes, seu primeiro pedido foi para ver, no monitor do nosso equipamento, como ele estava fotografando – isto é, queria saber se estava “bem na câmera”. Mesmo com toda essa estranheza – ou talvez até por causa dela – eu me senti totalmente intimidado pela figura de Lou Reed.

Diante de mim, bem ali, estava alguém que significava mais que um “ídolo de rock” – Reed nunca se encaixou confortavelmente nessa categoria –, mas um ícone cultural, um cara que é uma referência não só para a história da música contemporânea, mas para a Arte (com maiúscula mesmo) do nosso tempo. O que seria apenas mais uma entrevista para promover um novo disco – e, talvez, a passagem do Metallica pelo Rock in Rio – assumia, para mim, um novo caráter. Eu tinha ali o desafio de “entreter” um artista maior. E devo dizer que quase não me dei bem.

Reed não tem a “manha” de dar esse tipo de entrevista – afinal, ele é de uma geração que não cresceu com o massivo esquema de marketing que hoje faz parte da carreira de qualquer artista. Mesmo depois que esse “sistema” já estava implantado, ele nunca se sentiu na obrigação de “passar por isso”. Entrevista para ele, eu imagino, é a oportunidade de uma conversa onde se discute assuntos sérios, sobre vida e arte, sobre questões mais fundamentais. E, a julgar pela sua atitude inicial, era essa postura que ele assumiria durante todo nosso encontro.

Era até engraçado. Enquanto Lars se esforçava em responder as perguntas com as informações básicas sobre “Lulu”, Reed parecia fazer questão de “divagar”. Na primeira brecha, me perguntou de quem era a cara estampada na minha camiseta (de ninguém especificamente – era só um desenho anônimo), e começou a divagar sobre aquela figura, sem deixar transparecer se ele estava realmente interessado naquilo ou apenas procurando uma distração para uma situação que ele não achava confortável. Logo depois pareceu incomodar-se com uma câmera extra que era usada pelo nosso cinegrafista – e sugeriu que outra pessoa a segurasse. “Você vai me agradecer por isso”, disse ele, em tom de “missão cumprida”. No geral, ele se comportava como um garoto disperso, que estava ali apenas para apresentar suas últimas arrelias…

Eu – ao mesmo tempo nervoso diante do artista, e concentrado a levar a entrevista adiante – tentava buscar em Lars algum apoio. E o baterista do Metallica, experiente como é nesse tipo de situação, tirava de letra. Mas eu queria mesmo era a atenção de Reed – algo que só consegui, finalmente, quando ele me perguntou se eu conhecia seu parceiro de tantos trabalhos, Bob. Ele se referia, claro, a Bob Wilson – que já citei acima –, um artista respeitadíssimo no mundo todo, e cujo trabalho eu conhecia bem, não só por espetáculos fantásticos que eu tive a oportunidade de ver em viagens (especialmente Nova York, onde ele é um nome quase permanente nas programações do Next Wave, o festival de artes da Brooklin Academy of Music), mas também por uma ótima exposição que ele ganhou recentemente aqui mesmo no Brasil, no Instituto Moreira Salles, Rio de Janeiro.

Nunca agradeci tanto meu interesse por “alta” cultura… Reed, talvez julgando que eu fosse um repórter que só me interessava por música pop, não tinha me dado a menor bola até então, mas mudou de atitude assim que eu citei trabalhos de Wilson que eu já havia conferido – passou, de fato, a conversar comigo. E aí então, a entrevista realmente aconteceu… Daquele momento até o final (ainda teríamos uns quinze minutos juntos) o clima era de total descontração – e eu me senti recompensado pelo esforço. E contente de ter conseguido levar uma conversa, não apenas com um, mas com dois grandes artistas ao mesmo tempo. O resultado disso, claro, você vai ver em breve no “Fantástico”.

Agora, com licença – tenho que me concentrar para falar com outro artista que muito provavelmente vai gerar muito mais tráfego na internet quando sua entrevista for exibida do que Metallica e Lou Reed (e escrevo isso sem o menor juízo de falor, acredite). Justin Bieber, aqui vou eu! Acho que não vai ser uma má maneira de comemorar os cinco anos deste blog – pelo contrário…


Agradecimentos: MoonWallkeR

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Metallica deveria se manter longe da grama do estádio

   16 de Setembro de 2011     tags: big four, new york, hetfield, entrevista      Comentários

O Metallica realizou seu segundo show em solos americanos como parte dos quatro grandes do thrash metal dos anos 80 nesta última quarta-feira, 14 de Setembro, no novo Yankee Stadium no Bronx. Fotos mostraram que o diamante do campo foi mantido livre de fãs, e o frontman do Metallica, James Hetfield, disse ao The Pulse of Radio que o estádio também tinha algumas regras para as bandas.

"Não toque a grama. Não ande na grama", disse ele. "Nos falaram algumas várias vezes ontem e nossa equipe inglesa foi, sabe, desafiadora como geralmente é, sabe. 'Ok' e então eles atravessavam correndo bem rápido - 'Volte aqui!'. Sim, eles foram bem, bem sensíveis quanto a grama, supersticiosos. Mas o estádio em si é inacreditável. Eles fizeram um ótimo trabalho em manter a atmosfera antiga, mas modernizando-o."

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Ulrich fala sobre show do Big Four em Nova Iorque

   15 de Setembro de 2011     tags: ulrich, entrevista, big four, new york      Comentários

Um vídeo do baterista do Metallica, Lars Ulrich, falando a revista Rolling Stone sobre a apresentação de ontem (quarta-feira, 14 de Setembro) no novo Yankee Stadium em Nova Iorque, contando com as quatro grandes bandas do thrash metal dos anos 80 - Metallica, Megadeth, Slayer e Anthrax - foi disponibilizado e pode ser conferido abaixo.


Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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