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Ulrich, sobre Lulu: "Sempre gostamos de pensar de fora da caixa"

   25 de Outubro de 2011     tags: entrevista, ulrich, vídeos      Comentários

O baterista do Metallica, Lars Ulrich, foi entrevistado para o final da oitava temporada do "That Metal Show" da VH1 Classic, que foi ao ar no sábado, 22 de Outubro. Ulrich discutiu sobre o início humilde do Metallica, o escândalo do Napster, a estratégia de gravação do Metallica, e a colaboração da banda com o ex-frontman do Velvet Underground, Lou Reed. Assista ao episódio abaixo.




Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Hetfield: "Lulu não é o novo álbum do Metallica"

   23 de Outubro de 2011     tags: entrevista, hetfield, lulu      Comentários

Pelo visto, o álbum "Lulu" vem criando polêmicas entre os integrantes do Metallica e os fãs. Por isso, o Metallica não quer que considerem "Lulu" como um álbum do grupo.

“Tenho certeza de que alguns fãs do Metallica vão pensar ‘este é o novo álbum do Metallica e eu não gosto’. E não é isso. Este é um projeto que nos foi apresentado e nós quisemos encarar o desafio.", declarou o vocalista e guitarrista, James Hetfield.

Hetfield também afirma que o Metallica irá se juntar ao Lou Reed em shows. “Adoraria fazermos alguns shows, mas não sei quantos nem onde. Não precisamos fazer 20 shows nem somente um, talvez algo no meio disso, para dar uma prova a todos de como funciona”, disse James Hetfield.

Fonte: Whiplash!

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Ulrich: "Esta é a colaboração mais óbvia já feita neste planeta"

   21 de Outubro de 2011     tags: entrevista, lou reed, lulu, ulrich      Comentários

O baterista do Metallica, Lars Ulrich, e o ex-frontman do Velvet Underground, Lou Reed, falou com a revista GQ no mês passado sobre a colaboração musical de Reed com o Metallica, a sair em 8 de Novembro no Brasil. Confira alguns trechos da conversa abaixo.

GQ: Como foi ir de uma situação em que você pode arrumar cada pequena detalhe no computador para algo como isto?

Ulrich: É incrivelmente libertador e também inspirador para o futuro, saber que esses tipos de possibilidades estão por aí. Lou entrou com estes 10 ótimos conjuntos de letras. Com James Hetfield [frontman do Metallica], as letras - e eu digo isto das maneiras mais positivas - são usualmente pensadas depois. É como se as últimas letras estivessem sido escritas enquanto o álbum está sendo masterizado em Nova Iorque. Ter Lou chegando com as letras e dar ao Metallica a chance de ser inspirado por elas foi um presente e um choque absoluto e total. Nós estamos há apenas 30 anos nisso, então estamos só començando; para as próximas quatro ou cinco décadas, agora há outras formas de fazer isto.

Reed: Eu tinha este sonho dos tipos de músicas que você poderia fazer com o rock, se você olhar para isto do ponto de vista do William Burroughs, ou Hubert Selby, ou Tennessee Williams, por exemplo: "A bondade de estranhos". Se você pudesse fazer letras como esta, e ter uma melodia com isto, o que aconteceria se você não tivesse isto com verso/refrão, mas colocasse o Metallica lá e os deixasse soltos? E é exatamente isto que aconteceu: eles ficaram soltos. O céu era o limite com isto. Eu esperei desde sempre por alguém para fazer isto. Ninguém havia feito isso.

GQ: Lars disse que o Metallica levaria deste projeto uma abordagem mais espontânea de se fazer um disco. Lou, o que você acha que levará desde projeto para seus outros trabalhos?

Reed: Depois do Metallica, sessenta milhas por hora não será mais suficiente. É 110 ou nada. Para mim, tudo isto tem a ver com sentimento. Imagine se isto tem aquele poder, e você tem uma linha tipo, "era a bondade de estranhos" ou "era você, Charley". Imagine se você poderia fazer isto. Eu enviei isto para Lars e os caras e disse, "vocês estão prontos para fazer isto?" Ninguém sabe disto de nenhum lugar - nunca foi gravado. E ele retornou e disse, "eu estou animado para tentar isto. Nós temos que tentar isto".

GQ: Lars, nós temos falado sobre como os discos anteriores do Metallica foram bem polidos e controlados. Como você se sente de antemão ao lançar algo como isto? Há medo de como será a recepção?

Reed: Um medo, você tá brincando?

Ulrich: Não, eu sinto só prazer e exaltação e animação em compartilhar isto. Eu acho que é a colaboração mais óbvia já feita neste planeta. Me coloca um sorriso na cara toda vez que eu leio alguém falando, "esta é a colaboração mais estranha". Consegue imaginar pessoas que são mais apropriadas umas para as outras do que Metallica e Lou Reed?

Reed: Parece tão óbvio!

Ulrich: Isto que eu estou dizendo. Nós trilhamos o mesmo caminho: Lou viveu em sua própria bolha por quatro décadas; nós vivemos em nossa bolha por três décadas. Nós não tocamos para agradar a mais ninguém. Somos autônomos. Nós vivemos em nosso próprio universo musical auto-contido. E não temos que atender a nenhum maldito. Eu não consigo imaginar ninguém mais apropriado do estas duas entidades musicais.

Reed: Nós fomos feitos para fazermos isto juntos. E foi simplesmente óbvio quando tocamos "Sweet Jane" juntos. Várias pessoas vieram até mim por meses e meses falando, "você precisa gravar com estes caras. Por que não pede para eles?". Eu disse, "eu pedi!".

Ulrich: O Metallica só teve que rodar o mundo três vezes primeiro.

Reed: Nós só tínhamos que achar a porta.

Ulrich: Ele disse como se fossemos sair de dentro do Madison Square Garden. Seja quando foi - Outubro de 2009. Esta é a história verdadeira: nós estávamos esperando o elevador. Eu estava indo para o meu carro, e ele estava indo para o carro dele. Ele olhou pelos ombros e disse, "vamos fazer um disco juntos". Eu disse, "Lou, claro que vamos fazer um disco juntos". Nós tínhamos que terminar com nossos compromissos do "Death Magnetic" primeiro, e então limpar nossos corpos e nossas mentes por alguns meses. Mas alguns meses depois, os frutos vieram.

A entrevista completa, em inglês, pode ser lida clicando aqui.

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Ulrich: "Eu estou revigorado em quão absolutamente incrível Lulu ficou"

   21 de Outubro de 2011     tags: entrevista, lou reed, lulu, ulrich      Comentários

O baterista do Metallica, Lars Ulrich, e o ex-frontman do Velvet Underground, Lou Reed, falou no mês passado com o Guardian.co.uk sobre a colaboração musical de Reed com o Metallica, "Lulu", que sairá em 1 de Novembro na América do Norte e um dia antes, 31 de Outubro, no restante do mundo. O CD foi co-produzido por Reed, Metallica, Hal Willner e Greg Fidelman. Fidelman também ficou responsável pela mixagem do disco.

Sobre como "Lulu" se saiu:

Reed: "Isto tem tanta raiva que é eletrizante. Eu esperei por muito tempo para ter uma chance de fazer algo como isso com as pessoas certas. Eu estou energizado e nas alturas. Algumas vezes eu o acho tão emocionante que eu preciso me levantar e desligá-lo."

Hal Willner (co-produtor de "Lulu"): "A música é exigente do ouvinte, sem dúvidas. Eu não sei como chamá-la, mas isto não é música de fundo. Lou veio com o material, o Metallica trouxe a passagem e embarcou na viagem. Eles se mostraram incrivelmente corajosos e abertos. Eles sempre falavam algo se eles não quisessem algo de determinada forma e eles estavam totalmente livres para se expressarem."

Ulrich: "Eu não esperava estar envolvido em um processo dessa magnitude. Eu estou revigorado em quão absolutamente incrível este disco ficou. Lou entrou no estúdio e cerca de sete segundos depois minha cabeça estava girando como a de Linda Blair no 'O Exorcista'. Foi tão impulsivo que demorará anos para acessar o que aconteceu."

Reed: "Quando eu finalmente ouvi, eu estava mais que atordoado. Agora eu nem consigo me associar a isto. Isto é o melhor que eu consigo escrever. Eu não consigo fazer melhor. Eu ouço isto e meu pobre coração vai um pouco além do que está nisto."

Sobre fazer o "Lulu":

Reed: "O momento em que tocamos juntos, foi tipo: Uau! Isto é realmente sério. Minha guitarra em cima da do James e do Kirk [Hammett]. As chances disso funcionar - três guitarras - é quase zero. Tem sido bem difícil até para conseguir aquela trava para duas guitarras. Eu comecei a tocar contra o James - foi tipo, whuump! [aperta seu punho contra sua palma] Se isto não tivesse acontecido, ainda estaríamos lá..."

"Eu tinha tocado com eles então eu não precisei ir além disso. Eu não precisei pedir por sua biografia. Seja o que for, isto existe em tocar. Sentimento é tudo para mim no rock - fazer isto acontecer de verdade e não degenerar para música pop. Isto não é para denegrir o pop."

Ulrich: "Eu não sabia que nós seríamos tão envolvidos no nível criativo. Eu estava perfeitamente feliz em uma forma perversa em ser uma banda de apoio, porque isto é algo que nós nunca fizemos."

"Isso nos ofereceu uma oportunidade incrível de fazer algo que não tinha limites. Nós poderíamos nos concentrar em tocar."

"Nós temos caminhos paralelos em como nos relacionamos com tudo a nossa volta. Por isto que isso pareceu tão sem esforço. Nós nunca fizemos parte de um movimento em particular ou aderimos a um estilo particular que as pessoas querem de nós. Lou e James tem estilos diferentes de escrever, mas eles ainda vem de uma sensação de alienação, de ser estar do lado de fora, olhando para dentro. Eles usam palavras diferentes: Hetfield nunca usou ainda a palavra 'axila' [em uma letra] mas é uma minhas palavras favoritas no disco."

"Foi uma oportunidade para nós nos livrarmos do pensamento. Não foi complicado. Isto é animador para nós porque pode apontar o caminho daquilo que o Metallica fará no futuro."

A reportagem completa pode ser lida, em inglês, clicando aqui.

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Hetfield: "Adoraria fazer alguns shows do Lulu"

   17 de Outubro de 2011     tags: lulu, hetfield, entrevista      Comentários

O projeto que reúne Metallica e Lou Reed planeja tocar ao vivo? Nada ainda está oficialmente confirmado, contudo, James Hetfield disse que "adoraria fazer alguns shows" com o lendário ex-líder do Velvet Underground. O site Blabbermouth mostrou uma parte da entrevista que o guitarrista e vocalista deu a uma rádio argentina.

Ele comentou: "Não sei quantos [shows], não sei onde [os faríamos]. Quantos podemos fazer juntos? Não precisa ser 20 shows e não precisa ser apenas um show. [Pode ser] Algo no meio disso, penso eu, só para dar a todos um gosto e ver como é [tocar as músicas ao vivo]".

'Lulu', álbum resultante da parceria, chegará às lojas em duas datas diferentes: 31 de outubro (mundo) e 1 de novembro (América do Norte). O repertório é composto por dez canções inspiradas nas peças do escritor expressionista alemão Frank Wedekind, 'As Peças de Lulu'.

Apesar disso, Hetfield deixou claro que não se trata de um novo trabalho do Metallica. "Tenho certeza de que alguns fãs vão pensar: 'Esse é o novo disco do Metallica. Eu não gosto. Estou com medo'. Mas não é [um novo disco do grupo]!", disse. "Esse é um projeto que nos foi apresentado e com o qual acabamos querendo nos desafiar".

Agradecimentos: Rock 'n Roach
Fonte: Guitar Player

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Hammett: "Lulu é uma das melhores coisas que já fizemos"

   16 de Outubro de 2011     tags: entrevista, hammett, lulu      Comentários

A colaboração musical entre Lou Reed e o Metallica, "Lulu", será lançada em 1 de Novembro na América do Norte e um dia antes (31 de Outubro) no resto do mundo. O CD foi co-produzido por Reed, Metallica, Hal Willner - que também produziu álbuns para Reed, Marianne Faithfull e Laurie Anderson, dentre outros - e Greg Fidelman. Fidelman também mixou o disco.

A idéia por trás destes dois gigantes da música moderna para trabalharem juntos nasceu depois dos shows do 25o. aniversário do Rock and Roll Hall of Fame em Nova Iorque em Outubro de 2009. O Metallica tocou com Reed as clássicas músicas do Velvet Underground "Sweet Jane" e "White Light/White Heat".

"[Lou] tem uma reputação em ser um cara meio mal humorado", disse Hammett a revista Revolver. "Assim que começamos a ensaiar [para os shows do Rock and Roll Hall of Fame], no entanto, Lou estava tipo, 'oh meu Deus. Isto é ótimo! Isto é o que eu queria ouvir em toda a minha vida'. E isto que levou a, 'oh, nós deveríamos fazer um álbum'. E nós meio que unanimanente concordamos."

Depois da apresentação triunfante, Reed sugeriu que todos eles gravassem um disco juntos. De início, eles planejaram gravar um disco de materiais antigos de Reed que Ulrich descreve como sendo "algumas das jóias perdidas de Lou - músicas que ele achou que deveriam receber uma segunda chance, e que nós poderíamos fazer o que quisessemos com estas músicas". Essa idéia "ficou no ar por alguns meses". Então uma semana ou duas depois da sessão começar, "Lou nos ligou e disse, 'ouça, eu tenho esta outra idéia'".

A idéia era gravar uma série de músicas que Reed havia escrito para o diretor Robert Wilson e para a produção de "Lulu Plays" do grupo de teatro Berliner Ensemble, que estreiou em abril no Theatre am Schiffbauerdamm em Berlin, fundado por Bertolt Brecht. As músicas foram inspiradas nas peças "Earth Spirit" e "Pandora's Box" do expressionista alemão Frank Wedekind, do início do século XX.

"Eu acho que é uma das melhores coisas que nós já fizemos", disse Hammett a Revolver. "Isto me mostrou que nós ainda podemos ser verdadeiramente espontâneos e no momento. Nós não temos sido espontâneos por anos e anos e anos, provavelmente desde os anos 80."

Ele completa, "nós estivemos todos fora da nossa zona de conforto, e por causa disso, nós surgimos com coisas que não viriam normalmente. É amplamente uma tentiva artística para nós mesmos. E nós só estamos convidando todo mundo para se juntar a festa. Isto é algo que a maioria das pessoas não esperaria de nós. Tudo que eu tenho a dizer é não julgar isto por padrões do heavy metal e talvez você o entenderá melhor."

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Hetfield, sobre mais shows do Big Four: "Nunca diga nunca"

   08 de Outubro de 2011     tags: big four, entrevista, hammett, hetfield      Comentários



Brad Angle da Guitar World realizou uma entrevista com James Hetfield e Kirk Hammett do Metallica, para a edição de Novembro de 2011 da revista, que conta com os "Big Four" do thrash metal dos anos 80 (Metallica, Megadeth, Slayer e Anthrax) na capa. Alguns trechos da conversa podem ser conferidos abaixo.

Guitar World: Fazer turnês antigamente era cheio de confusões de juventude, com bebidas. Há uma clássica história do [guitarrista do Anthrax] Scott Ian e do [ex-baixista do Metallica] Cliff Burton mijando na passagem de roupa da área de serviço em Londres...

Hetfield: [risos] Sim, agora é cagando na passagem. [risos] Havia certamente um comportamento infantil que acontecia na estrada. Havia muita energia reprimida naquela época. E eu posso só falar por mim mesmo, mas agora eu sou capaz de canalizar essa energia muito melhor e focá-la na música. Mas eu vou dizer que assistir meus filhos mijarem da varanda ainda é bem engraçado. Eu não fui nem o instigador, mas a esposa ainda brigou comigo. Mas ela deveria fazer isso. Então eu tenho que dizer para meu filho, "Ei, não faça mais isso!". Mas foi tão divertido. [risos]

Hammett: Para estes shows do Big Four, muitos dos caras tem suas famílias com eles. Então você não tem aquelas cenas de festas rock-and-roll loucas e imorais que poderia ter 15 anos atrás. Eu odeio dizer isto, mas agora tudo está ligado a lidar com a família e estar cansado de sair com a família. Mas tire toda a responsabilidade e seria uma ótima cena de festa em cada show.

Guitar World: A máquina do Metallica cresceu significantemente durante os anos. Já se sentiram nostálgicos em se amontoarem em uma van e descarregarem seus próprios equipamentos?

Hammett: Com certeza não. [risos] Eu tenho problemas no pescoço, costas, ombros e joelho. Mas eu sinto nostalgia de antigamente, quando as coisas eram muito simples. Para tocar um show atualmente, isso significa que você precisa avisar todo mundo e dar partida na máquina. Eu gostaria que nós fossemos bem mais invisíveis e rápidos. Mas nós somos uma banda estabelecida que está por aí há muito tempo. O que você pode fazer? Nós somos brontossauros.

Hetfield: [risos] Usualmente nós entramos em um veículo juntos, damos uma volta e percebemos que está bom o suficiente. Há tantas outras coisas na vida que é divertida para nós e nos inspira. E quer saber? Sair em turnê ainda é uma dessas coisas. É difícil dizer adeus e deixar a família, mas uma vez feito, você percebe que você realmente deseja essa saída com os caras, seja fazendo jam e compondo juntos, ou só saindo no HQ [quartel-general do Metallica em San Rafael, Califórnia]. Nós ainda somos um bando de caras que precisa dessa saída entre caras. O círculo só é bem menor do que costumava ser, e a palavra festa significa algo um pouco diferente agora. Nós sentimos nostalgia de antigamente, e o que isto significou para a gente. Mas nós estamos fazendo "antigamente" agora. Daqui dez anos, nós olharemos para trás e imaginaremos porque perdíamos tempo olhado para os dez anos anteriores. Nós estamos fazendo história agora, e curtindo enquanto fazemos isso.

Guitar World: James, eu percebei que você estava se divertindo do lado do palco, assistindo a apresentação do Megadeth. Isso é parte da saída regular também?

Hetfield: Oh, definitivamente. Eu amo ver o que está rolando se eu tenho tempo. É realmente legal subir lá cedo e ver o que está rolando. É chato que eu não consigo ficar lá o tempo todo e assistir ao show. Mas há várias outras partes de fazer turnê para nós, com o fã-clube, entrevistas, e conseguir um pouco de jantar. É legal ver como o público está reagindo, e é um bom sinal quando o público está curtindo. Porque, realmente, nós queremos que todos façam bem e sintam a vibração. E quando o público é anti um dos Big Four, não há diversão. Nós estamos todos movendo na mesma direção, então você precisa deixar essa coisa de lado. Claro, você pode gostar mais de uma banda do que de outra, mas ei, você está vendo um pouco de história.

Guitar World: No momento, o Yankee Stadium é o último show agendado do Big Four. Há algum plano para acrescentar mais datas?

Hammett: Bem, há vários lugares para surfar que eu preciso ir no mundo. [risos] Eu acho que nós devemos levar o Big Four a Indonésia, Taiti, Malvinas e Tavarua. [risos] Mas, sério, a vibração nesses shows é genuinamente boa. Nós faremos um punhado de shows do Big Four, iremos fazer nossas próprias coisas por alguns meses, e quando voltarmos, todos estão felizes de ver uns aos outros. É uma coisa super legal para nós, e eu tenho certeza que há muito fãs por aí que amariam ver o show. Eu não direi sim, mas eu não direi não tabém.

Hetfield: Nós não sabemos o que vai acontecer. Nós estamos tentando cobrir as costas dos EUA pelo menos. Então precisamos ir lá e começar a focar em compor um novo disco. Mas mais shows do Big Four? Nós nunca falamos nunca, porque obviamente, isto nunca aconteceria em primeiro lugar.

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Hetfield: "Não queremos provocar os fãs"

   05 de Outubro de 2011     tags: entrevista, hetfield, lulu      Comentários

James Hetfield concedeu entrevista à rádio argentina Rock & Pop 95.9 FM antes do show do Metallica no Rock In Rio. Na ocasião, o vocalista e guitarrista falou sobre o trabalho com Lou Reed no álbum Lulu. Confira os principais trechos.

Como se formou a parceria: Fizemos uma jam no aniversário de 25 anos do Rock And Roll Hall Of Fame. Ele se sentiu tão bem que nos bastidores alguns amigos dele vieram até nós e perguntaram o que tínhamos feito, pois nunca haviam visto Lou sorrir tanto. De repente, ele simplesmente gritou no corredor, enquanto saía, que deveríamos fazer um disco juntos. E estava falando sério, disse que éramos a banda que ele sempre quis ter.

Sobre as críticas de alguns fãs ao projeto: É definitivamente algo diferente. Não é o novo disco do Metallica. Isso é Lulu, nem Metallica nem Lou Reed. É algo que criamos juntos. É um desafio ao qual nos propusemos. Há riffs muito bons ali. Não canto muito, é mais Lou, com suas letras e a gente fazendo a música de fundo. Alguns terão dificuldade em entender, mas não podemos deixar de explorar o que desejamos fazer como artistas. Não gostamos de nos limitar. Não estamos fazendo isso para provocar os fãs, pode ter certeza. Se não gostarem, esperem até o próximo álbum, onde estaremos focados no Metallica.

A recente declaração de Kirk Hammett sobre a emoção dos dois durante a gravação da música “Junior’s Dad”: Lou derrubou a guitarra no meu pé e comecei a chorar (risos). Foi apenas um momento. Fiquei chocado em como a música nos tocou. Comecei a ouvi-la e as lágrimas vieram, não conseguia pará-las. Tive que sair dali. De repente, alguém vem até mim e diz que Kirk também estava chorando. Esse foi um sinal de que estávamos fazendo a coisa certa.

Planos para turnê: Adoraríamos fazer alguns shows.Não sei quantos nem onde. Não precisa ser vinte nem um. Algo no meio disso. Não seria um concerto do Metallica, no melhor estilo do Rock. É algo mais pessoal, em lugares menores.

Fonte: Whiplash!

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Quando Metallica encontra Lou Reed

   30 de Setembro de 2011     tags: lou reed, lulu, entrevista      Comentários

"Você precisa senti-lo", disse Lou Reed com um olhar duro para o vocalista/guitarrista do Metallica, James Hetfield. "Você precisa acreditar nisto".

Reed, Hetfield e o restante do Metallica - baterista Lars Ulrich, guitarrista Kirk Hammett e o baixista Robert Trujillo - estão sentados no estúdio da banda em Marin County, norte de São Francisco, falando sobre "The View", uma das faixas de seu novo álbum, "Lulu", a sair em 1 de Novembro. As 10 músicas são de Reed - exames angustiantes do tabu sexual e perigo moral originalmente composto para uma nova produção de Berlin, dos trabalhos do dramaturgo expressionista alemão Frank Wedekind. Mas Lulu é uma verdadeira colaboração: o Metallica escreveu novos riffs e arranjos e gravou quase tudo, incluindo vocais, ao vivo com Reed neste estúdio.

Hoje, na terceira semana de sessões, Reed está passando pela parte de fundo de Hetfield na "The View", uma resposta uivante a fria obsessão no canto cântico de Reed. Hetfield retorna o fixo olhar roqueiro de Nova Iorque com sua própria intensidade pensativa. "Lou diz, 'você precisa querer dizer isto'", Hetfield reflete depois, durante uma pausa para se alimentar. "Me dê uma dica. O que você quer que signifique? E estas linhas não rimam. Há cinco sílabas aqui, duas ali". Hetfield então nota que ele e Reed, que praticamente inventou o avant-rock nos anos 60 com o Velvet underground, tem muito em comum, "em que somos alienígenas neste planeta. 'Ninguém está ouvindo. Eu não me encaixo'. É inacreditável ouvir sua voz recitando estas letras. Você está preso, cara".

A faixa instrumental do Metallica para "The View", recortada naquele dia na mesma sala em que eles fizeram o St. Anger, de 2003, é um furacão irregular com uma finalização thrash-speed. Hetfield refaz alguns rugidos, então Hammett coloca uma quebrada de blues com barulho branco, não exatamente um solo, mas perfeitamente furioso. O resultado - como a propulsão cega de "Mistress Dread" e o movimento violento em pedaços e ritmos em "Pumping Blood" - é um novo tipo de maldição no metal, um realismo brutal impulsionado por um músculo. Reed ouve a um playback sem expressão em seu rosto até o último acorde. "Eu me sinto renovado com isto", diz ele com um sorriso. "Foi muito bom".

"Eles são os mais poderosos possíveis", diz Reed do Metallica na sala do estúdio. "A bateria não é brincadeira, e Hetfield é assim". Reed coloca uma mão em seu coração. "Então você tem as letras que são intensas. É tão simples, porque nós não estamos tentando mudar ninguém."

"Não foi 'isto é meu, faça como eu te mandei'", confirma Ulrich. "Lou entendeu que a gente ia para dar a ele algo que ninguém mais daria". Co-produzido por Reed, Metallica, o engenheiro Greg Fidelman e o colaborador de longa data de Reed, Hal Willner, Lulu "é quase como duas línguas", disse Ulrich. "Nós temos m-e-t-a-l em nosso nome. Mas nós podemos ir pra onde quisermos e fazer qualquer coisa."

Apesar da diferença da idade - Reed tem 69; os caras do Metallica estão quase com cinquenta - e a reputação de Reed como durão, há um conforto e admiração mútua na sala entre as tomadas. E em certo momento, Hetfield desenha uma figura assustadora feminina em um bloco de desenho e dá para Reed. "Isto é para você", disse Hetfield com uma gargalhada. "Esta é a 'Mistress Dread'" Reed ri agradecido. Quando Hetfield toca um violão, fazendo uma melodia, Reed olha afiado. "Isto é uma música?", pergunta. "Eu guardaria isso".

"Lou e a gente - nós somos irmãos de alma", disse Hammett. "Nós temos uma visão clara de como deve soar e dizer. Além disso, ele tem um jeito que se encaixa totalmente. Ele fala nossa língua, meio sarcástico e brusco, como outra ervilha na vagem."

Reed e Metallica tocaram juntos pela primeira vez em 2009, quando o grupo serviu de banda de apoio nos shows de aniversário do Rock and Roll Hall of Fame no Madison Square Garden. Reed imediatamente sugeriu que eles gravassem juntos. O plano inicial era novas versões de algumas de suas músicas antigas. Mas logo antes das primeiras sessões nesta primavera, Reed propôs uma mudança na sua peça Lulu. Ulrich relembra ouvir com Hetfield as fitas originais de 'Reed, contando com guitarras soltas e trechos longos de violoncelo e um instrumento eletrônico, o Continuum, tocado por Reed e Sarth Calhoun, um membro da banda de Reed. (Calhoun também aparece em Lulu)

"Ele foi bem defensivo, pronto para virar os olhos", disse Ulrich, da reação inicial de Hetfield. "Então você pode ver o peso tirado de suas costas. Ele sentiu uma conexão. Ele não esperava isso". Uma linha de Reed cantada por Hetfield em "Cheat On Me" - "Why do I cheat on myself?/Well I got nobody else" ("Por que eu me engano?/Bem, eu não tenho mais ninguém") poderia estar no álbum Metallica de 1991.

Hammett, cujo pai morreu em Abril, lembra quando Reed gravou seus vocais para a elegia final de Lulu, "Junior Dad". "Eu estava a beira de lágrimas", disse o guitarrista. "Eu não podia ficar na sala. Dez segundos depois, James veio na cozinha, soluçando. Lou derrubou os guitarristas do Metallica de uma vez. Depois disso, qualquer coisa que Lou quisesse, ele me tinha. Eu tocaria."

"Onde quer que eu vá, eles ainda estão comigo", diz Reed com grande prazer. "Esta coisa toda foi do jeito que deveria ter sido, na minha mente". Ainda não acabou. Reed e Metallica estão falando sobre promover o álbum com alguns shows ao vivo. E Lulu já teve um efeito na forma de compor do próximo álbum do Metallica. Ao invés de começar com riffs, "James está falando de trazer as letras primeiro", disse Ulrich. "O que acontece se a música é inspirada por isto?"

No telefone, alguns dias depois de Lulu ter sido masterizado, Ulrich descreve ouvir o álbum ao dar uma volta de carro, de noite. "Eu fiquei emocionado", confessou. "Eu também senti, 'isto é realmente único'". Quão único? Ele ri. "Isto faz com que... And Justice For All soasse como o primeiro álbum do Ramones."

Agradecimentos: Slim
Fonte (em inglês): RollingStone.com

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Hetfield fala sobre aniversário de 30 anos, Lou Reed e Big Four

   30 de Setembro de 2011     tags: entrevista, hetfield, vídeos      Comentários

Jose Mangin, produtor e apresentador do "Headbangers Ball" da MTV.com, realizou uma entrevista com o guitarrista/vocalista do Metallica, James Hetfield, antes da apresentação da banda em 14 de Setembro de 2011 no Yankee Stadium em Nova Iorque. Confira a conversa abaixo.

Sobre a possibilidade de mais shows do Big Four (contando com Metallica, Slayer, Megadeth e Anthrax) no futuro:

"Eu não sei. Nunca diga nunca, mas eu acho que já meio que seguiu seu rumo na Europa, claro, e os dois aqui na costa. Eu acho que foi feito o que precisava ser feito agora, e então nós seguiremos nossos caminhos separados, fazer nossos álbuns, fazer nossas coisas. O Megadeth acabou de lançar seu álbum, Anthrax tem um álbum. Eu não tenho certeza o que tá rolando com o Slayer. O Metallica vai fazer nosso álbum. E vai saber o que acontece no futuro? Poderia ser o 'Big Ten' e então incluiriamos... Vai saber? Sem limitações, cara. Mas isto foi animal. E eu acho que este será o último pelo menos por um tempo."

Sobre a vindoura colaboração musical do Metallica com Lou Reed, entitulada "Lulu":

"Foi baseada em uma peça do final dos anos 80, baseada em uma mulher, uma mulher sedutora que acaba sendo a ruína do homem. Todos se apaixonam por ela, mas eles não conseguem parar. E ela não liga para eles, sem alma - meio que sem alma - e só quer sair e festejar... Você olha de duas formas para ela - ela só está fazendo o que quer fazer ou ela está por aí para realmente partir alguns corações ou algo assim. E ela é bem cativante, no entanto. Mas a sensação de estar apaixonado tanto por algo, que você se perde. Mas esta pessoa não liga para você... De qualquer forma, é bem profundo. É um tipo de conceito bem adulto. Mas é histórico. Pela história, isto aconteceu. E no final disto, há toda essa coisa onde ela é uma prostituta e ela acaba pegando Jack o estripador como alguém qualquer, e ele faz a violação suprema definitiva, que é [faz um gesto de cortar o pescoço com a mão]."

"Lou veio com as letras; as letras estavam terminadas. As letras eram intensas, e toda vez que eu ouço esta coisa, há uma frase que eu pego e fico remoendo nesta coisinha potente o dia inteiro. É como, 'Cara...' É profundo, e sem soar tão metido a artístico, você pode levá-lo a outro nível. Não é superficial, com certeza. É profundo, sombrio e intenso."

Sobre os shows de 30 anos do Metallica, em São Francisco:

"Aniversário de 30 anos do Metallica e fãs do Metallica. 30 anos... Celebrar isto no Fillmore, quatro noites, em São Francisco [em Dezembro]. E Jim [Breuer] vai subir e apresentar. E vai saber o que vai acontecer, cara. Nós teremos concursos, nós teremos... Vai saber o que vai rolar. Será insanidade do Metallica. E nós estamos tentando convidar o máximo de pessoas que tocaram com a gente em álbuns ou no palco, ou músicas que fizemos com eles, nós estamos tentando levá-los ao palco para o aniversário de 30 anos... Esperamos o Lemmy e Ozzy [Osbourne] e Tony [Iommi], e os caras do Diamond Head, e vai saber. Quem a gente fez turnê junto também. Vamos nos divertir e celebrar."


Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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