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Ulrich: "Esta é a colaboração mais óbvia já feita neste planeta"

   21 de Outubro de 2011     tags: entrevista, lou reed, lulu, ulrich      Comentários

O baterista do Metallica, Lars Ulrich, e o ex-frontman do Velvet Underground, Lou Reed, falou com a revista GQ no mês passado sobre a colaboração musical de Reed com o Metallica, a sair em 8 de Novembro no Brasil. Confira alguns trechos da conversa abaixo.

GQ: Como foi ir de uma situação em que você pode arrumar cada pequena detalhe no computador para algo como isto?

Ulrich: É incrivelmente libertador e também inspirador para o futuro, saber que esses tipos de possibilidades estão por aí. Lou entrou com estes 10 ótimos conjuntos de letras. Com James Hetfield [frontman do Metallica], as letras - e eu digo isto das maneiras mais positivas - são usualmente pensadas depois. É como se as últimas letras estivessem sido escritas enquanto o álbum está sendo masterizado em Nova Iorque. Ter Lou chegando com as letras e dar ao Metallica a chance de ser inspirado por elas foi um presente e um choque absoluto e total. Nós estamos há apenas 30 anos nisso, então estamos só començando; para as próximas quatro ou cinco décadas, agora há outras formas de fazer isto.

Reed: Eu tinha este sonho dos tipos de músicas que você poderia fazer com o rock, se você olhar para isto do ponto de vista do William Burroughs, ou Hubert Selby, ou Tennessee Williams, por exemplo: "A bondade de estranhos". Se você pudesse fazer letras como esta, e ter uma melodia com isto, o que aconteceria se você não tivesse isto com verso/refrão, mas colocasse o Metallica lá e os deixasse soltos? E é exatamente isto que aconteceu: eles ficaram soltos. O céu era o limite com isto. Eu esperei desde sempre por alguém para fazer isto. Ninguém havia feito isso.

GQ: Lars disse que o Metallica levaria deste projeto uma abordagem mais espontânea de se fazer um disco. Lou, o que você acha que levará desde projeto para seus outros trabalhos?

Reed: Depois do Metallica, sessenta milhas por hora não será mais suficiente. É 110 ou nada. Para mim, tudo isto tem a ver com sentimento. Imagine se isto tem aquele poder, e você tem uma linha tipo, "era a bondade de estranhos" ou "era você, Charley". Imagine se você poderia fazer isto. Eu enviei isto para Lars e os caras e disse, "vocês estão prontos para fazer isto?" Ninguém sabe disto de nenhum lugar - nunca foi gravado. E ele retornou e disse, "eu estou animado para tentar isto. Nós temos que tentar isto".

GQ: Lars, nós temos falado sobre como os discos anteriores do Metallica foram bem polidos e controlados. Como você se sente de antemão ao lançar algo como isto? Há medo de como será a recepção?

Reed: Um medo, você tá brincando?

Ulrich: Não, eu sinto só prazer e exaltação e animação em compartilhar isto. Eu acho que é a colaboração mais óbvia já feita neste planeta. Me coloca um sorriso na cara toda vez que eu leio alguém falando, "esta é a colaboração mais estranha". Consegue imaginar pessoas que são mais apropriadas umas para as outras do que Metallica e Lou Reed?

Reed: Parece tão óbvio!

Ulrich: Isto que eu estou dizendo. Nós trilhamos o mesmo caminho: Lou viveu em sua própria bolha por quatro décadas; nós vivemos em nossa bolha por três décadas. Nós não tocamos para agradar a mais ninguém. Somos autônomos. Nós vivemos em nosso próprio universo musical auto-contido. E não temos que atender a nenhum maldito. Eu não consigo imaginar ninguém mais apropriado do estas duas entidades musicais.

Reed: Nós fomos feitos para fazermos isto juntos. E foi simplesmente óbvio quando tocamos "Sweet Jane" juntos. Várias pessoas vieram até mim por meses e meses falando, "você precisa gravar com estes caras. Por que não pede para eles?". Eu disse, "eu pedi!".

Ulrich: O Metallica só teve que rodar o mundo três vezes primeiro.

Reed: Nós só tínhamos que achar a porta.

Ulrich: Ele disse como se fossemos sair de dentro do Madison Square Garden. Seja quando foi - Outubro de 2009. Esta é a história verdadeira: nós estávamos esperando o elevador. Eu estava indo para o meu carro, e ele estava indo para o carro dele. Ele olhou pelos ombros e disse, "vamos fazer um disco juntos". Eu disse, "Lou, claro que vamos fazer um disco juntos". Nós tínhamos que terminar com nossos compromissos do "Death Magnetic" primeiro, e então limpar nossos corpos e nossas mentes por alguns meses. Mas alguns meses depois, os frutos vieram.

A entrevista completa, em inglês, pode ser lida clicando aqui.

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net


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