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Explicações de Lars sobre sua ausência no Download Festival de 2004

   24 de Fevereiro de 2005     tags: ulrich, entrevista      Comentários

Lars Ulrich explicou a revista Metal Hammer sobre sua ausência na edição do ano passado do Download Festival da Inglaterra, na qual foi substituído por dois bateristas - Dave Lombardo do Slayer e Joey Jordison do Slipknot.

Ulrich culpa sua ausência por estar exausto, devido ao pesado horário da turnê e sua separação com Skylar Satenstein, depois de um casamento de sete anos.

"Nós tivemos uma programação de turnê pesada no Japão, Europa, América do Norte e Austrália. No meio disso, houveram coisas que vieram de repente em minha vida pessoal - minha família e meu casamento e coisas do tipo. Eu tive várias noites perdidas."

"Então eu acordei em Copenhagen (Dinamarca) na manhã de Domingo, tomei café da manhã com 14 parentes e primos e então eu fui pro avião. Estava exausto."

"Nós partimos, e no meio do caminho para o aeroporto Midlands (na Inglaterra)... Eu não sei que m*rda aconteceu, mas de repente eu passei mal."

"Eu estava com muito medo de estar em uma porcaria de tubo de metal a 41 mil pés de altitude. Eu nunca tive nenhum tipo de ataque de ansiedade ou de estresse na vida."

"Então nós pousamos em Hamburgo (Alemanha) e fomos ao hospital. Eles fizeram alguns testes de sangue e tudo estava normal fisicamente - tudo isso me pegou psicologicamente."

"Então esse foi o primeiro show do Metallica que eu perdi na vida."

"Você quer tentar ficar deitado no hospital na Alemanha enquanto Dave Lombardo - o melhor baterista do planeta - toca com sua banda. Não é fácil. Joey Jordison também."

"Eu me sinto meio estranho com isso - eu ainda não vi as matérias ou as fotos sobre isso."

fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Jogo do Metallica para computador

   23 de Fevereiro de 2005     tags: ulrich, entrevista, jogo      Comentários

Segundo a ContactMusic.com, o baterista do Metallica, Lars Ulrich, confirmou que a banda será imortalizada em um jogo de computador.

Fazendo uma brincadeira com o documentário "Some Kind of Monster", Ulrich também deixou claro que não haverão fases do jogo com terapias em grupo.

Disse ainda que "com o jogo de computador, realmente isso é verdade. Não será somente um jogo em que você deve conduzir Lars, James e Kirk em uma turnê sem acabar com a banda, ou qualquer porcaria do tipo."

Além disso, Lars desmentiu a possibilidade de um álbum de "greatest hits" da banda.

fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Aniversário de Lars

   26 de Dezembro de 2004     tags: ulrich      Comentários

Neste dia 26 de Dezembro, Lars Ulrich, baterista do Metallica, completou 41 anos de vida! Parabéns a ele!

Agradecimentos: José Vieira, Lady Justice

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Mensagem de Lars sobre a morte de Dimebag Darrell

   10 de Dezembro de 2004     tags: ulrich, dimebag      Comentários

Segue a tradução da mensagem de Lars, postada no site oficial do Metallica, sobre o assassinato de Dimebag Darrell (ex-Pantera, atual Damageplan), ocorrido nesta quarta-feira.

Isto é inacreditável. Sentar-se aqui e falar no pretérito sobre Darrell parece tão errado, tão injusto, eu nem sei o que dizer. Meus pêsames vão para Vinnie, sua família, aos outros membros da banda, e as famílias e amigos de outras pessoas que foram assassinadas ou machucadas, nesta p*rra de atitude insensata egoísta e estúpida.

Em 1985 eu tive a sorte de encontrar Darrell e seu irmão em Dallas na turnê. A primeira coisa que eu e meu amigo fizemos assim que a turnê acabou foi ir direto para Dallas e sair com Darrel e Vinnie por bastante tempo, pois eles eram os desgraçados mais legais que encontramos enquanto cruzávamos os EUA por 3 meses. Esse foi o começo de uma amizade baseada no amor, respeito, diversão, imoralidade, música, álcool, suor, dores de cabeça, tapadores de ouvidos, desgaste físico... A lista é grande.

Existe uma tendência nesses momentos ruins de usar demais a palavra "eu" e focar no próprio sentimento de pena e choque... então ao invés disso, deixarei transparecer nestes olhos que Darrell era incrivelmente caloroso, aberto, divertido, doido, amável, talentoso, amigável, despretencioso, acomodador e ele sempre teve uma inocência que atraía e fazia com que ele nunca ameaçasse e fosse sempre bem vindo.

Darrell e seu irmão eram a divisão das aventuras musicais que eram sempre revolucionárias, puxava os limites, desafiador para eles mesmos e seus fãs, respeitado por seus conhecidos e sempre verdadeiros músicos, e hoje o mundo do rock está pior por causa dessa perda insensata.

Muito amor e respeito e agradecimentos por ter me deixado ser uma pequena parte de sua vida e eu sei que você já está se divertindo com Bon Scott, Keith Moon, John Bonham, Jimi, Cliff B., e o resto dos músicas e geradores de confusão que você está vendo tão prematuramente.

- Lars


Agradecimentos: Darth Vader

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Lars Ulrich não quer esconder o fato de ser rico

   12 de Novembro de 2004     tags: ulrich, entrevista, skom      Comentários

Keith Spera do The Times-Picayune informou que alguns acharam que o documentário "Some Kind of Monster" do Metallica revelou demais, especialmente quanto ao dinheiro. Em um encontro inicial com seus novos companheiros de banda, o baixista Robert Trujillo luta pra manter sua postura enquanto é presenteado com um milhão de dólares. Em uma das cenas mais comentadas, o baterista Lars Ulrich vende sua coleção de arte moderna enquanto bebe champagne e lucra 13 milhões de dólares.

Para Ulrich, retratar a realidade financeira da banda foi essencial para a integridade do filme.

"Se você vai abrir as portas, você tem que abrir o máximo possível," disse Lars ao The Times-Picayune. "Eu não acho certo abrir e fechar dependendo da informação. É enganar as pessoas dizer, 'Tá, você pode saber disso, mas não sobre o dinheiro.'"

"As pessoas ficaram tão chocadas que nós revelamos essas coisas de dinheiro. Algumas podem achar isso horrível; eu respeito isso. Mas para mim, você fica limpo se não esconder nada. Você não finge que vendeu 90 milhões de discos e não ficou rico. Se você jogar isso por aí, você acaba desmistificando isso um pouco."

Depois que a atual turnê terminar, a banda provavelmente tirará seis meses de férias antes de iniciar as gravações de um novo álbum. Será que a tensão criacional existente entre Ulrich e o frontman James Hetfield ainda existe na pós-terapia e reabilitação do Metallica?

"Isso será testado ano que vem," disse Ulrich. "Certamente na terceira parte final do filme, quando rumamos ao final feliz, as dinâmicas criacionais estão funcionando bem. Eu ficaria surpreso se não continuássemos de onde paramos, ou continuarmos em um lugar mais firme, simplesmente porque nesse um ano e meio que estamos na estrada passamos sem maiores problemas ou incidentes."

"Todo mundo está funcionando bem, todo mundo está se dando bem, todos estão mantendo isso."

A entrevista completa e em inglês pode ser lida clicando aqui.

fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Lars Ulrich: "O rock pesado está meio estagnado"

   03 de Novembro de 2004     tags: ulrich, hammett, hetfield, entrevista, áudio      Comentários

A estação de rádio de Boston, WBCN 104.1, postou entrevistas recentes com os membros do Metallica James Hetfield, Lars Ulrich e Kirk Hammett. James e Kirk discutiram sobre a atual turnê da banda, enquanto Lars foi entrevistado por um ganhador de uma promoção. As entrevistas podem ser ouvidas em formato Real Media no site da WBCN.com: James, Kirk, Lars.

Quando perguntado se há alguma banda nova de rock pesado que gosta, Lars respondeu, "Eu acho que no mundo do rock pesado, não há muita coisa rolando que eu diria que é realmente isso... Eu acho que uma banda como 'The White Stripes' é realmente interessante só porque são duas pessoas, e tudo isso é realmente interessante. Parece que o rock pesado está meio estagnado atualmente. Eu acho que há alguns anos, quando se tinha bandas como 'Staind' e 'Godsmack' e etc, havia algo meio que animador rolando, mas parece que está meio baixo atualmente - os Nickelbacks da vida não me interessam muito. Há algumas coisas mais extremas, eu não sei... Algo como 'Lamb of God' e "Satyricon' ou algo desse tipo, que eu acho bem legal. E obviamente existem bandas como 'System of a Down', que eu acho que é provavelmente a minha banda favorita de rock pesado dos últimos anos, e bandas como 'Audioslave', que você não pode passar batido, mas tirando essas, é bem difícil achar algo por aí, cara [risos]. Bem difícil."

fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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"Metallica deve entrar em estúdio na primavera americana"

   24 de Outubro de 2004     tags: ulrich, entrevista      Comentários

Em recente entrevista ao Boston Globe, Lars fez o seguinte comentário, quando perguntado sobre o próximo álbum do Metallica: "Nós terminaremos a turnê nas próximas 6 semanas, e depois descansarmos merecidamente. Faz 2 anos e meio - um ano para gravar o álbum, e um ano e meio na estrada. Mas provavelmente voltaremos na primavera [americana] e estou ansioso para fazer um álbum com Rob. Será interessante. Eu acho que liberamos a maior parte da agressão extrema em 'St. Anger', então veremos o que acontece."

Além disso, na entrevista Lars fala sobre Rob Trujillo, o álbum "St. Anger" e o documentário "Some Kind of Monster". Para lê-la na íntegra e em inglês, basta clicar aqui.

fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Lars Ulrich: "Podemos ser agressivos mesmo ficando em hotéis 5 estrelas"

   20 de Setembro de 2004     tags: ulrich, entrevista      Comentários

O baterista do Metallica Lars Ulrich foi recentemente entrevistado pelo Post-Gazette de Pittsburgh sobre o documentário "Some Kind of Monster", "St. Anger" e turnês. Seguem alguns trechos:

Sobre o fato dos fãs terem ou não estranhado o acesso a banda mostrado no documentário:

Lars Ulrich: "Não que eu saiba, estranhado não. Eu acho que a maioria de nossos fãs dedicados sabem que com o Metallica é sempre um tipo diferente de jornada e que você nunca deve se limitar a um modo de pensar. Então eu não acho que isso os enlouqueceu ou algo do tipo. Eu acho que, basicamente, todos os fãs do Metallica estavam bem animados com isso e realmente gostaram de se aproximar de nós e de darem esse passo que foi dado entre eles e nós da banda.

Sobre a natureza da música de "St. Anger":

Lars Ulrich: "Eu acho que realmente precisávamos nos mostrar, provar para nós mesmo que somos meio que capazes de evoluir e agir dessa forma - fazer um álbum realmente pesado, agressivo, que não foi melhorado ou super produzido. Foi importante para nós depois dos últimos álbuns."

Em resposta a um crítico que escreveu sobre o "St. Anger", "Provavelmente nenhuma outra banda trabalhou tanto e tanto tempo para criar um álbum com o intuito de fazê-lo soar tão cru."

Lars Ulrich: "Isso é um erro de interpretação. Nós estávamos no estúdio por um bom tempo, mas... Eh. Eu acho que você pode deixar dessa forma. Quem sou eu para julgar? Nós estávamos no estúdio por um bom tempo mas a quantidade de trabalho nas músicas que foram parar no álbum foram mínimas. A maior parte do tempo foi tomada pelos 80 por cento do material que não entrou no álbum. Dependendo do ponto de vista que você vê isso, você pode dizer, sim, nós trabalhamos nele por um ano para acabar com essas 11 músicas. Mas nós trabalhamos nove meses desse um ano em 35 músicas que estão guardadas em algum lugar. Então depende muito de como você vê."

Sobre o modo como a banda fez o "St. Anger" em um ambiente positivo:

Lars Ulrich: "Existe este cliché, que quando você se torna famoso você perde a habilidade de ficar nervoso ou irritado. Talvez isso seja verdade para algumas pessoas, mas eu posso lhe dizer que eu quase inverteria isso e diria o oposto. Eu fico bem mais frustrado com muitas coisas agora que sou famoso, eu espero que as coisas estejam em outro nível, e quando elas não estão eu fico realmente frustrado [risos]. Eu fico muito frutrado com muitas coisas que me rodeiam a todo tempo.

"Então eu não acredito nesse cliché de que agora que temos um pouco de dinheiro ou qualquer outra porcaria significa que não podemos ser agressivos. Para mim, isso é algo que vem de dentro de você. Isso não vem necessariamente de algo como a comida que você come ou o tapete de sua sala, se está sujo ou não. Essas coisas, para mim, queimam tão lá dentro que eu gostaria de pensar que pelo menos para mim, para o James, elas ficam totalmente inafetadas independente de ficarmos em um hotel cinco estrelas ou em um três estrelas."

Sobre o próximo álbum do Metallica:

Lars Ulrich: "Certamente isso é o que nós esperamos e queremos fazer. Terminaremos a turnê em breve e então provavelmente iremos entrar em estúdio por volta da primavera ou verão [do hemisfério norte] e pensaremos sobre isso de novo. Estamos coletando várias idéias legais na estrada e temos uma pequena sala no backstage que tocamos e fazemos jams. Antes de entrarmos no palco, nós meio que nos esquentamos."

Leia a entrevista completa em inglês clicando aqui.

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Entrevista de Lars na Rolling Stone: "Não tem um case que eu não urinei ainda"

   13 de Agosto de 2004     tags: ulrich, entrevista      Comentários

"Houveram muitas brigas durantes esses vinte e três anos da banda," disse o baterista do Metallica Lars Ulrich. "Mas a gente se diverte." Se você viu o documentário conta-tudo "Some Kind of Monster", você sabe sobre o que Lars está falando. A luta pelo poder, alcoolismo e atitudes infantis que quase destruíram a maior banda de metal deram origem a um novo e melhor Metallica, graças a chegada do baixista Robert Trujillo e um gasto de quarenta mil por mês. No filme, no qual Ulrich também mostra seu amor pela arte, nós encontramos o seu mais duro crítico: seu pai, Torben, um escritor de jazz, jogador de tênis profissional e clone de Gandalf do Senhor dos Anéis. No dia 16 de Agosto, o Metallica iniciará a parte final de sua turnê em St. Paul, Minnesota.

Seu pai parece ser tão legal. Qual música ele tocava em casa quando você era criança?

Sua paixão, seu amor, a principal coisa para ele era jazz. Então de seu quarto vinha muito Miles, Coltrane, Charlie Parker, Ornette Coleman, Sonny Rollins. Copenhagen era a capital do jazz da Europa Ocidental naquela época. Mas ele também ouvia The Doors, Stones, Beatles e Muddy Waters. Quando eu comecei a ouvir as primeiras coisas de rock por volta de 73, como Deep Purple e Uriah Heep, nós começávamos a nos bicar. Ele dizia que era muito quadrado e que o baterista era muito branco.

Você costumava ir em casas de shows quando criança?

Sim. Um lugar chamado Montmartre - Eu fui levado lá algumas vezes. Mas muitos músicos passavam lá em casa, como Sonny Rollins, Ben Webster e Dexter Gordon, que era meu padrinho.

Quantas batidas por minuto você consegue tocar no seu pedal duplo?

Eu não sei, mas tecnicamente, eu estou na melhor forma que já estive. Eu tenho desenvolvido bastante neste ano, correndo. Eu parei de fumar. Quando estamos sentado lá no décimo quinto minuto da terceira hora tocando "Dyers Eve" eu estou muito, muito bem. Virando a casa dos quarenta, é bom dizer.

O Rob Trujillo te assusta no palco? Ele é bizarro.

Eu tenho a opção de desviar o olhar [risos]. Quando ele está fazendo seu passo sumô-luta-livre-satânico-podre, eu viro meu olhos para o [James] Hetfield. Se ele está fazendo sua cara de luta do inferno, eu sei que eu posso olhar para o [Kirk] Hammett - há um pouco mais de amor por lá. Mas o Rob tem sido incrível. No final dos anos noventa, o Metallica era como uma operação militar: as coisas ficaram meio egocêntricas demais, e Rob nos ajudou a nos soltar. Isso é bom.

Você fica bravo por não poder mais ficar bêbado com o Hetfield?

Eu, o Kirk e o Trujillo ainda podemos nos embebedar. Acredite em mim. Nós também podemos fazer isso quando o James está por perto. Não há problema. James tem sido um anjo com isso. Ele não reclama, não policia, ou fica em cima das porcarias dos outros.

Você costumava beber muito no palco. Onde você urinava?

Desde que você não mije em algo que está ligado. Eu não toco em álcool no palco desde o ano novo de 83-84, em algum lugar do estado de Nova Iorque com o Anthrax. Nenhum de nós conseguíamos tocar. Mas o Kirk geralmente mija em uma garrafa em seu pequeno cubículo, e eu vou e urino nos cases. Não tem um case que eu não urinei ainda.

Qual a melhor tirada que você já fez?

Eu amo The Cult, mas quando a gente ficou com eles durante o verão inteiro em 89, um membro da banda tinha uma namorada que trouxe peixes dourados em pequenos sacos. Um dia o dia o motorista de ônibus esqueceu de ligar o ar condicionado, o peixe basicamente ferveu, e a garota os perdeu. Então para o show em Portland, nós compramos metade da loja de animais e por dois minutos choveu peixes dourados no palco. O membro não identificado e a namorada chocada tentaram pegar os peixes que ficavam pulando. O baterista deles, Matt Sorum, começou a comê-los.

Sorum tocou com o Guns'n'Roses. Você fizeram uma turnê com o Guns'n'Roses. O quão estranho é Axl?

Eu não ouço do cara há vinte anos, mas Axl era duas pessoas. Você ficava realmente pensando que diabos ia acontecer em seguida. Quando ele estava de bom humor, ele é o cara mais doce, e quando ele esquecia de tomar seu remédio ou decidia explodir, ele era meio estranho. Ele era a última pessoa que eu vi, talvez além de Bill Clinton, que quando entrava todo mundo saía da frente. Isso é algo raro.

Qual pintura melhor incorpora o espírito do Metallica?

Ótima pergunta: eu estou tendendo àqueles grandes Jackson Pollocks. Quando penso no Metallica, eu penso em energia e movimento; um caminho que está sempre se mexendo e mudando toda hora. Eu escolheria o Número 32 de Pollock, de 1950.

Quem é o melhor baterista vivo?

Jon [Theodore] do Mars Volta. Nós fizemos três semanas de shows com eles na Austrália em Janeiro. Eles eram tão bons, e Jon é o melhor baterista que eu vi em dez anos. Ele toca com energia e fogo, o peso de Bonham e a técnica de alguém como Phil Taylor do Motorhead mas também Elvin Jones. Eu queria desistir depois que vi ele tocar.

fonte (em inglês): Rolling Stone

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Lars: "O acesso dos fãs vem de nossas raízes punk"

   12 de Agosto de 2004     tags: ulrich, entrevista, skom      Comentários

O baterista do Metallica Lars Ulrich foi recentemente entrevistado pelo Star Tribune sobre o documentário de 4.3 milhões de dólares "Metallica: Some Kind of Monster" e sobre o livro "So What! The Good, the Bad and the Ugly", a sair dia 17 de Agosto nos Estados Unidos. Seguem alguns trechos:

P: Você está surpreso que o filme vem sendo um sucesso, mesmo entre os não-fãs da banda?

Lars Ulrich: "Não. Um ótimo documentário é um ótimo documentário. Funcionou porque, como a maioria dos grandes documentários, é uma história humana. Independente de ser sobre uma banda de rock, McDonald's, Bush, Al-Jazeera ou qualquer outro excelente documentário, no fim eles são todos histórias sobre pessoas. Esses ótimos produtores de documentários são capazes de pegar essas histórias e humanizá-las e fazê-las com que as pessoas que não gostem desse estilo tenham algum tipo de ligação."

P: Como os fãs mais fervorosos do Metallica vêm reagindo ao filme?

Lars Ulrich: "Muito, muito positivamente. Eles gostaram desse passo, no qual nós nos abrimos. Eles gostaram desse acesso. Nós sempre tivemos uma relação aberta, acessível com nossos fãs e eu acho que o filme foi o passo seguinte para isso - talvez o último passo. Eu não sei o quanto mais nós podemos nos abrir.

"Nós tomamos uma decisão há muito tempo que não seríamos como o Led Zeppelin ou o Kiss, não seríamos uma banda com um mistério em volta. Isso vem das nossas raízes punk, e eu acho que isso é uma continuação disso."

P: Algumas das partes mais sérias do filme são aquelas que mostram os problemas pessoais da vida de James, e eu sei que existem alguns problemas em sua vida atualmente. O quanto se pode culpar estar em uma banda - ou esta banda em particular - por esses problemas?

Lars Ulrich: "Excelente pergunta. E você ter deixado essa de lado [risos]. Sabe, será que a banda é o lugar onde você vai quando tem esse tipo de problema? É o último santuário? Existe uma grande área cinza que é difícil de definir.

"Obviamente, viver esse tipo de vida envolve muitas coisas. É ligado a criatividade. É ligado a quebrar as regras. É ligado a fugir. É ligado a viajar. Ela permite tantos comportamentos exagerados e extremos que não são tolerados em outras partes da sociedade. Então a questão talvez seria, seriam as bandas o lugar onde as pessoas que já estão partidas vão?"

P: No filme, Rob Trujillo acabou de se juntar a banda e apenas fica de boca calada e toca baixo. Isso mudou?

Lars Ulrich: "Oh, ele é um membro da banda. Quando estamos em nossa sala de ajustes na estrada, ele fica tocando e vem com algumas idéias. Ele faz entrevistas. Ele dá sugestões para as setlists. Ele é um enviado de Deus, esse cara. Ele é uma das grandes razões da tranquilidade e boas vibrações na banda atualmente."

P: Diga-me sobre o livro que a banda está lançando na próxima semana ["So What! The Good, the Bad and the Ugly", com entrevistas, fotos raras e anotações pessoais].

Lars Ulrich: "Nosso fã-clube lança umas quatro ou cinco revistas por ano. Provavelmente é a área onde nós chegamos no nível mais pessoal com nossos fãs. Nós escrevemos histórias para isso, contribuímos com coisas muito pessoais. Ninguém mais as vê a não ser os membros de nosso fã-clube. Bem, vieram com a idéia de fazer um livro que fosse uma espécie de "melhor de" desse material. E é isso que é."

fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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