O baterista do Metallica Lars Ulrich foi recentemente entrevistado pelo Star Tribune sobre o documentário de 4.3 milhões de dólares "Metallica: Some Kind of Monster" e sobre o livro "So What! The Good, the Bad and the Ugly", a sair dia 17 de Agosto nos Estados Unidos. Seguem alguns trechos:
P: Você está surpreso que o filme vem sendo um sucesso, mesmo entre os não-fãs da banda?
Lars Ulrich: "Não. Um ótimo documentário é um ótimo documentário. Funcionou porque, como a maioria dos grandes documentários, é uma história humana. Independente de ser sobre uma banda de rock, McDonald's, Bush, Al-Jazeera ou qualquer outro excelente documentário, no fim eles são todos histórias sobre pessoas. Esses ótimos produtores de documentários são capazes de pegar essas histórias e humanizá-las e fazê-las com que as pessoas que não gostem desse estilo tenham algum tipo de ligação."
P: Como os fãs mais fervorosos do Metallica vêm reagindo ao filme?
Lars Ulrich: "Muito, muito positivamente. Eles gostaram desse passo, no qual nós nos abrimos. Eles gostaram desse acesso. Nós sempre tivemos uma relação aberta, acessível com nossos fãs e eu acho que o filme foi o passo seguinte para isso - talvez o último passo. Eu não sei o quanto mais nós podemos nos abrir.
"Nós tomamos uma decisão há muito tempo que não seríamos como o Led Zeppelin ou o Kiss, não seríamos uma banda com um mistério em volta. Isso vem das nossas raízes punk, e eu acho que isso é uma continuação disso."
P: Algumas das partes mais sérias do filme são aquelas que mostram os problemas pessoais da vida de James, e eu sei que existem alguns problemas em sua vida atualmente. O quanto se pode culpar estar em uma banda - ou esta banda em particular - por esses problemas?
Lars Ulrich: "Excelente pergunta. E você ter deixado essa de lado [risos]. Sabe, será que a banda é o lugar onde você vai quando tem esse tipo de problema? É o último santuário? Existe uma grande área cinza que é difícil de definir.
"Obviamente, viver esse tipo de vida envolve muitas coisas. É ligado a criatividade. É ligado a quebrar as regras. É ligado a fugir. É ligado a viajar. Ela permite tantos comportamentos exagerados e extremos que não são tolerados em outras partes da sociedade. Então a questão talvez seria, seriam as bandas o lugar onde as pessoas que já estão partidas vão?"
P: No filme, Rob Trujillo acabou de se juntar a banda e apenas fica de boca calada e toca baixo. Isso mudou?
Lars Ulrich: "Oh, ele é um membro da banda. Quando estamos em nossa sala de ajustes na estrada, ele fica tocando e vem com algumas idéias. Ele faz entrevistas. Ele dá sugestões para as setlists. Ele é um enviado de Deus, esse cara. Ele é uma das grandes razões da tranquilidade e boas vibrações na banda atualmente."
P: Diga-me sobre o livro que a banda está lançando na próxima semana ["So What! The Good, the Bad and the Ugly", com entrevistas, fotos raras e anotações pessoais].
Lars Ulrich: "Nosso fã-clube lança umas quatro ou cinco revistas por ano. Provavelmente é a área onde nós chegamos no nível mais pessoal com nossos fãs. Nós escrevemos histórias para isso, contribuímos com coisas muito pessoais. Ninguém mais as vê a não ser os membros de nosso fã-clube. Bem, vieram com a idéia de fazer um livro que fosse uma espécie de "melhor de" desse material. E é isso que é."
fonte (em inglês): Blabbermouth.net
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