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Aniversário de Ulrich

   26 de Dezembro de 2011     tags: ulrich      Comentários



Hoje, dia 26 de Dezembro, o baterista do Metallica, Lars Ulrich, completa 48 anos de vida. Parabéns!

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Assista clipe de "The View"

   03 de Dezembro de 2011     tags: lulu, vídeos, lou reed, ulrich      Comentários

Lou Reed, Lars Ulrich e Darren Aronofsky, que dirigiu o vídeo clipe de 'The View', o primeiro clipe da parceria entre Lou Reed e Metallica, comentaram um pouco sobre a expectativa deste lançamento, que estreou online no dia 3 de dezembro e será promovido pela rede de televisão IFC. Embora o plano inicial fosse gravar um vídeo ao vivo de 'Honey Iced', quando todos se reuniram, tornou-se óbvio que um clipe de 'The View' seria o certo a se fazer.

"A primeira vez que ouvi 'The View' fiquei espantado", disse o diretor Darren Aronofsky. "Eu nunca tinha ouvido nada parecido. Metade era tudo Lou, a outra metade era Metallica. Foi um casamento que superficialmente não fazia sentido, mas a fusão mudou a forma como eu pensava sobre ambos os artistas e se transformou em algo completamente novo. Eu não conseguia parar de ouvir isso. O esmagamento de letras por parte de Lou, e a parte incrível da banda. É tão original, e é por isso que eu queria trabalhar com isso."

"Estou muito animado pelo fato de trabalhar com Darren Aronofsky em nosso vídeo 'The View'", disse Lou Reed. "Eu sinto que Darren entendeu a potência e alcance das emoções alimentadas pela chama do Metallica. Sua força e espírito estão em exibição em cada quadro e acho que ele chamou a raiva, raiva e angústia no fundo da alma do rock de verdade. Um homem letrado para uma canção letrada. Tão emocionante como a música e isso é um grande elogio.Possivelmente o melhor vídeo já feito em preto e branco."

"Ter uma música como 'The View' vista através dos olhos e do toque mágico de Darren Aronofsky é além do meu sonho mais selvagem", disse Lars Ulrich, do Metallica. "O casamento entre imagens, músicas e palavras neste vídeo é indescritivelmente emocionante e estou muito empolga sobre o que podemos fazer mais pra frente envolvendo um projeto que reúne as mentes criativas de Darren Aronofsky, Lou Reed... e o Metallica."


Fonte: Whiplash!

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Ulrich: "Eu era o maior fã do Iron Maiden"

   22 de Novembro de 2011     tags: entrevista, ulrich      Comentários

Em entrevista recente para a Rhythm Magazine o baterista do Metallica, Lars Ulrich, entre outras coisas declara todo o seu respeito e admiração ao baterista do Iron Maiden, Nicko McBrain. Confira!

Rhythm: Voltando ao EP Garage Days (1987), porque vocês não começaram tocando "Run To The Hills" do Iron Maiden?

Lars: "Nós sempre estivemos rodeados de britânicos. Nesses anos todos os managers das nossas turnês, nossos guias, os caras da nossa equipe, todos eram ingleses e por isso havia sempre um senso muito forte de cinismo e sarcasmo inglês e um pouco de humor áspero. Nós todos somos incríveis fãs do Iron Maiden, obviamente, e eu não acho que o Metallica estaria onde Metallica está hoje se não fosse o Iron Maiden, não só abrindo o caminho, mas também por me inspirarem em 1981 a formar uma banda. Estávamos sentados ali gravando coisas para o "Garage Days" em Los Angeles e foram sessões muito tranquilas, um dia começamos a fazer "Run To The Hills", que é uma daquelas coisas que qualquer um poderia tentar a qualquer momento. Às vezes, aquelas harmonias podem ser um pouco complicadas para os caras da guitarra e acho que eles estavam um pouco chapados. Algumas pessoas pensaram que nós estávamos tomando o lugar de alguém, mas obviamente aquilo foi concebido como um tributo à nossa maneira...

Cerca de um ano depois, eu acho, quando nós terminamos o álbum "And Justice for All" (1988), eu estava em Nova York na masterização do disco e o Iron Maiden estava tocando no Meadowlands, em Nova Jersey, provavelmente era julho de 1988. Então saí e fui para o show... Eles estavam fazendo a turnê do "Seventh Son Of A Seventh Son", e eu estava ali em pé atrás do Nicko, olhando para ele. Acho que "Run To The Hills" foi a primeira música do bis e ele me entregou as baquetas e apontou pra bateria. Eu estava tipo, "Né?", então eu rastejei até as escadas e eu lembro de ouvir Bruce Dickinson me apresentar ao público, então eu comecei a tocar a "Run To The Hills" na frente de 20.000 pessoas. Talvez eu tenha chegado quase tão longe como eu fiz na versão do Metallica que foi lançada. A coisa toda foi um desastre completo e eu acho que nem chegamos ao primeiro verso. Um dica, nunca toque bateria em público quando estiver bêbado! Nós demos o melhor de nós, mas eu creio que não chegamos nem ao primeiro refrão."

Rhythm: E você já excursionou com o Iron Maiden?

Lars: "Nós fizemos um monte de shows com eles."And Justice for All" saiu em agosto de 1988 e havia um monte de festivais europeus, onde tocamos com eles, na Península Ibérica, San Sebastian, Madrid, Barcelona... tocamos em arenas de touros na Espanha, Iron Maiden, Metallica e Anthrax, foi muito legal. Eu era o maior fã do Iron Maiden. Quando eles estavam tocando na Costa Oeste eu ia pra lá ficar com eles. Uma vez eu dirigi até Las Vegas, eles estavam tocando lá! Eles sempre foram super acolhedores, quando tocamos com eles em 1988 e tivemos a chance de sair juntos, o que era muito legal. "

Rhythm: Você já conversou com Nicko sobre sua bateria?

Lars: "Isso não me importa tanto. Estou mais interessado em como são como pessoas, e não como afinam sua bateria. Quando estou com outros bateristas que me inspiram, estou mais interessado no que eles são e o que estão fazendo naquele momento... Eu não acho que tenha esse tipo de relação com muitos bateristas, não há muito tempo para esse tipo de coisa. Mal posso afinar minha própria bateria! Estar perto de pessoas criativas é muito inspirador para mim, eu amo tentar entender quais são as suas fontes de inspiração. Sou muito interessado na linhagem e sua história musical. Vou sentar para conversar com Nicko sobre quando ele fez isso com confiança ou quando ele fez exatamente aquilo outro, sendo que eu nem sequer olhei para sua bateria, Nicko é tão avassalador e assustador, tem uma dos maiores set ups de bateria da história do Rock n' Roll! Eu tento estar em um nível um pouco mais baixo, e nunca fiz nenhuma das coisas mágicas da técnica dele."

Rhythm: Você e Nicko são muito animados no palco

Lars: "Eu tenho visto isso, sim! É o sentimento, você sobe no palco na frente de 20.000 pessoas e vai para outro nível. Nicko sempre foi grande e, obviamente, ainda é grande, porque ele tem personalidade e não há tanta visibilidade sobre ele. As pessoas realmente sentem que ele está lá se divertindo e existe algo ligeiramente louco sobre ele, mas nunca no nível de um Keith Moon, que nos dava medo. Ele apenas gostava realmente do que estava fazendo... As pessoas falam comigo sobre: Por que você mostra a língua para fora, enquanto você está tocando? - Eu não tenho uma resposta para isso, isso simplesmente acontece. Eu sou o único que tem que sentar e olhar para as fotos, eu sei que parece ridículo, simplesmente acontece. Me transformo neste pequeno Gremlin e não há nenhuma meditação cósmica ou coisa premeditada."

Fonte: Blog Flight 666

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Ulrich: "Os reviews não focaram no que o álbum realmente é"

   20 de Novembro de 2011     tags: entrevista, ulrich, hetfield, lulu      Comentários

O álbum colaborativo do Metallica com Lou Reed, "Lulu", polarizou os fãs ao redor do mundo e fez com que a banda recebesse alguns dos reviews mais cruéis de sua carreira. O trabalho conta com as letras e poesias faladas do ex-frontman do Velvet Underground com o assalto musical do Metallica em uma experiência que não soa como nada que o Metallica já fez antes. Um álbum conceitual baseado em duas peças do começo do século XX, do autor alemão Frank Wedekind, o CD foi co-produzido por Reed, Metallica, Hal Willner e Greg Fidelman. Fidelman também mixou o disco.

Então, os reviews tão ruins afetaram os veteranos do heavy metal? O baterista Lars Ulrich disse ao Hindustan Times, "nós lemos vários reviews. Eles foram bem interessantes, já que as pessoas não focaram no que o álbum realmente é". O vocalista/guitarrista James Hetfield completa, "de qualquer forma, o álbum é bem especial para nós e nós tivemos uma experiência fantástica gravando-o."

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Ulrich: "Teremos que reaprender o 'Black Album'"

   18 de Novembro de 2011     tags: entrevista, ulrich, download festival      Comentários

O Metallica está preparando um show muito especial para a edição de 2012 do Download Festival, que acontece na Inglaterra.

Para a alegria dos fãs, a banda tocará na íntegra seu clássico disco autointitulado de 1991, mais conhecido como The Black Album - mas terão de aprender as músicas novamente, revelou Lars Ulrich, em entrevista ao Kerrang!. Especialmente porque duas delas, "Don't Tread On Me" e "The Struggle Within", nunca foram tocadas ao vivo.

"Mas, para ser sincero, uma música como 'The Struggle Within' é muito mais fácil de reaprender que 'The Frayed Ends of Sanity'. Acho que não será muito difícil para nós entendermos essas músicas. (...) O pessoal do Download pediu [o show do Black Album]. Isso não foi nossa ideia. O negócio é que, apesar de não tocarmos nesse festival há seis anos, nós tocamos na Inglaterra praticamente todos os anos desde então. Então eles queriam que nós fizéssemos algo diferente, e essa foi a sugestão deles", explicou o baterista.

O Download Festival acontece no dia 8 de junho de 2012 e terá como atração principal o Black Sabbath, reunido com sua formação original.

Fonte: Omelete

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Ulrich sobre Reed: "Nós simplesmente nos conectamos"

   02 de Novembro de 2011     tags: entrevista, ulrich, lou reed, lulu      Comentários

O baterista do Metallica, Lars Ulrich, e o ex-frontman do Velvet Underground, Lou Reed, falaram com Marc Spitz da VanityFair.com sobre a colaboração musical de Reed e o Metallica, "Lulu", que foi lançado ontem (terça-feira, 1 de Novembro) na América do Norte. Confira alguns trechos da conversa abaixo.

VanityFair.com: Quando Lou Reed apareceu no seu radar quando criança?

Lars Ulrich: Eu cresci em uma casa que era bem cultural. Havia música e arte e muita escrita ao redor. Meu pai passou muito tempo viajando nos Estados Unidos nos anos 60, e ele trazia muitos discos para casa e tinha essas pessoas nos visitando... E eles ouviam de discos do Doors a Hendrix. O Velvet Underground começou a aparecer nesse grupo de bandas tocadas na casa.

VanityFair.com: Lou é uma figura autoritária. Ele ficou mal humorado alguma vez com vocês durante as sessões de gravação?

Lars Ulrich: Este não é um cara que mede palavras. Ele vai direto ao ponto: ele diz o que está em sua mente, e nós o amamos por isso. Algumas vezes ele é bem brusco e é quase como, "whoa, entendi!" Nós tivemos três a quatro fantásticos dias de rock juntos em Nova Iorque alguns anos atrás, então obviamente nós sabíamos onde estávamos no metendo. Nós nos tornamos amigos de alma. Nós simplesmente nos conectamos. Eu estou ciente de sua reputação, mas ele me trata com respeito.

VanityFair.com: Eu acho que é diferente com outros músicos de como é com os jornalistas.

Lars Ulrich: Houveram algumas vezes em que nós fazíamos um take de uma música, e eu estava batendo na porta e falava, "ei, vamos fazer outro take?". E ele só olhava para mim e falava, "eu nunca mais vou cantar isso". E eu pensei, ok, Lou, eu não posso discutir com isso. Eu gosto da aspereza disso.

VanityFair.com: O quão longe você estava do projeto "Lulu" antes de decidir que queria este poder em particular para suas músicas?

Lou Reed: Eu fiz uma versão disso para o Bob Wilson que foi de um jeito, e eu pensei que seria marcante faze-la com meus irmãos do metal... Foi feita com eletrônicos e violoncelos e cordas - e então quando fizemos com o Metallica, nós enviamos a eles aquilo e falamos, "agora, o que acontece quando você a rompe, usando isto como ponto de partida?"

VanityFair.com: A liberdade que eles tem e a liberdade que você tem juntaram forças...

Lou Reed: Para falar o mínimo. Olhe, ok? Só para cortar toda essa formalidade - eu poderia fazer qualquer coisa que eu quisesse. Eles poderiam fazer qualquer coisa que eles quisessem. Nós escolhemos fazer isto como um projeto que queríamos fazer. Algo bonito. Ponto. Não é complicado.

A entrevista completa pode ser lida, em inglês, clicando aqui.

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Melhores momentos da sessão de audição de Lulu

   02 de Novembro de 2011     tags: vídeos, lulu, hammett, hetfield, ulrich, trujillo, lou reed      Comentários

O canal oficial no YouTube da colaboração musical de Lou Reed com o Metallica disponibilizou um vídeo com os melhores momentos da sessão de audição de "Lulu", que aconteceu em 24 de Outubro em Nova Iorque. Confira o vídeo abaixo.

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Reed: "Os fãs do Metallica estão ameaçando atirar em mim, só porque eu apareci"

   01 de Novembro de 2011     tags: entrevista, ulrich, lou reed      Comentários

O baterista do Metallica, Lars Ulrich, e o ex-frontman do Velvet Underground, Lou Reed, falaram com Edna Gundersen do USA Today sobre a colaboração musical de Reed e o Metallica, "Lulu". Confira abaixo alguns trechos da conversa.

Sobre se "Lulu" pode ser considerado um álbum do Metallica:

Lars: "Não, não, não, nem isso. Isto é um projeto isolado. É um novo coletivo."

Sobre as versões antigas de faixas de "Lulu" que Ulrich e o guitarrista/vocalista do Metallica, James Hetfield, ouviram antes de concordarem em trabalhar no disco colaborativo:

Lars: "Sem baterias, sem guitarras, sem ritmos reconhecíveis. Só estes sons, incrivelmente bonitos. E Lou recitando estas palavras potentes. Era tão profundo. Eu liguei para Lou e disse, 'eu não sei onde isto está indo, mas nós estamos dentro'. Lou veio uma semana depois com [o produtor] Hal Willner para ver nosso estúdio. Em uma hora, estávamos gravando.

Sobre trabalhar com o Metallica:

Reed: "Eles são meus irmãos de sangue do metal. Eles são corajosos, e eles podem tocar. Eu não sou fácil de tocar junto. Algumas partes de Lulu que soam fáceis, são na verdade bem difíceis. Vários músicos legais não conseguem fazer isso. A escola tirou isto deles."

Sobre o quartel-general/estúdio do Metallica em San Rafael, Califórnia:

Reed: "Se eu tivesse dinheiro, eu construiria um estúdio exatamente como o deles, onde todos se sentam em um círculo. Se fosse do meu jeito, todos eles levariam um tiro e seriam jogados no Hudson. Eles colocam todo mundo em salas isoladas. É por isso que gravações digitais soam como quebra-cabeças feitos de som. Só grave isto e me deixe em paz."

Sobre a aproximação espontânea e impulsiva do Metallica no projeto "Lulu":

Lars: "Você não quer pensar demais disso. Para aqueles nós que agonizam em detalhes, o desafio era pular sem uma rede de proteção. Tinha uma música que estávamos começando a acertar depois de dois takes, e Lou disse, 'conseguimos. Eu nunca vou cantar isso de novo.'"

Sobre a revolta dos fãs com o álbum:

Reed: "[Os fãs do Metallica] estão ameaçando atirar em mim, e isto é somente porque eu apareci. Eles nem ouviram o disco ainda, e eles estão recomendando várias formas de torturas e morte."

"Eu não tenho mais nenhum fã. Depois do 'Metal Machine Music' (1975), todos fugiram. Quem liga? Eu estou nisso essencialmente pela diversão disto."

Lars: "Em 1984, quando os fanáticos pelo Metallica ouviram violões em 'Fade to Black', houve uma guerra na comunidade heavy metal. Existiram várias outras desde então."

"Isto é algo que eles nunca ouviram. Ninguém ouve ritmos ou entrega poesia do jeito que Lou faz. Não é para todos, mas eu acho que é um disco fantástico."

A matéria completa, em inglês, pode ser lida clicando aqui.

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Ulrich: "Nós nos alimentamos da liberdade"

   01 de Novembro de 2011     tags: entrevista, ulrich, lulu      Comentários

O baterista do Metallica, Lars Ulrich, falou com a USA Today sobre o álbum colaborativo da banda com Lou Reed, entitulado "Lulu".

A reação mundial ao disco tem sido uma mistura de confusão, hostilidade e decepção, com fãs elogiando o Metallica com ressalvas pela ousadia do experimento, mas também falando que talvez este projeto tenha a combinação errada de artistas.

Explorações continuarão, independente da expectativa dos fãs, disse Ulrich.

"As pessoas gostariam que nós não ficássemos presos a certos limites", disse ele ao USA Today. "Isto mataria o Metallica. Nós nos alimentamos da liberdade. Nós amamos voltar ao metal, mas nós precisamos mexer ou nos sufocaríamos. Este é o nosso DNA."

O Metallica celebrará seu trigésimo aniversário em shows esgotados em 5, 7, 9 e 10 de Dezembro no Fillmore em São Francisco, exclusivamente para membros do fã-clube. Os shows que deverão contar com diversos convidados serão gravados para um possível lançamento futuro.

"Quando você está na estrada por tanto tempo, você consegue achar um aniversário em quase tudo", disse Ulrich. "Se torna um pouco ridículo. Então nós decidimos fazer algo mais intimista do que grande."

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Ulrich relembra Cliff Burton

   27 de Setembro de 2011     tags: entrevista, ulrich, burton      Comentários

Hoje marca o 25o. aniversário de morte do baixista do Metallica, Cliff Burton. Em memória a ele, o baterista da banda, Lars Ulrich, falou sobre ele na edição "Fallen Heroes" de Janeiro/Fevereiro da revista Revolver. Ele tinha tantas histórias boas sobre Burton, que não couberam na revista. Então, aqui está tudo que Ulrich disse sobre Burton.

Revolver: O que você se lembra sobre a primeira vez que o viu?
Ulrich: Eu nunca tinha visto nada daquele jeito. Era tão único e tão original. E ele tinha essa incrível presença de palco, e esta unicidade a toda vibe. Eu nunca tinha visto nada como isso. Era novo, era diferente. E obviamente você conseguia dizer que havia uma habilidade incrível, e havia uma presença de palco, e todos esses tipos de coisas empacotados neste tipo incrível de personalidade. E eu acgo que nós estávamos um pouco intimidados por ele no começo, por ele ser tão único.

Mas então o conhecemos um pouco melhor, e eu meio que comecei a tentar fazer com que ele abandonasse o barco [da sua banda Trauma], e então eu comecei a perceber que ele era um cara bem tranquilo. Mas ele também era bem firme no fato que de L.A. não era para ele. Porque eu e James estávamos tentando leva-lo a L.A., e ele não curtia isso. Ele estava bem enraizado aqui [próximo de San Francisco], ele era quase um caipira do Northern California. Digo, há muitas vibrações diferentes aqui, e há definitivamente uma vibração única em Castro Valley e Hayward. E ele era realmente enraizado de onde ele veio. E ele era provavelmente, certamente falando por mim, eu era bem mais nômade. Quando nós viajávamos e coisas do tipo, ele era o primeiro cara a querer ir para casa. E ele era um o cara que provavelmente tinha as raízes mais fortes de todos nós. Ele tinha família e meio que uma história. Eu e James éramos mais solitários.

Revolver: Parecia que ele era relaxado.
Ulrich: Ele não machucava pessoas. Ele não ultrapassou os limites, mas ele certamente estava pronto para fazer parte de alguma agitação. Mas mais por travessura do que para machucar pessoas. Então era mais diversão e brincadeiras. Ele brigaria de mentira ou algo assim, mandava um tipo de soco falso, mas ele nunca daria um soco de verdade. Eu acho que nunca vi o Cliff em uma briga. Eu acho que nunca vi o Cliff em uma discussão acalorada ou algo assim. Digo, ele era um cara bem tranquilo. E nunca foi desagradável.

Revolver: Quais são suas melhores memórias dele?
Ulrich: Minhas melhores memórias de Cliff são sua desconsideração pelo convencional e sua total desconsideração em fazer as coisas da forma como você espera. Ele estava lá para desafiar a normalidade, desafiar o status quo, para foder com as coisas musicalmente, na forma de se vestir, na forma que ele se levava, seu senso de humor, seu relacionamento com a música que o inspirou, a música que ele tocava. Era sempre bem não-convencional, e era sempre bem pouco usual. Você poderia falar que eu e James [Hetfield] na época éramos caras mais do tipo quadrado, pois nós éramos mais tipo, "Motörhead, Iron Maiden!". Camisetas de heavy metal, cabelo comprido e bater cabeça na parede. Cliff era tão rápido em sua palheta de coisas que ele curtia e coisas que o inspirava e coisas que eles estava fazendo. Então foi definitivamente sua música, e sua atitude e seu jeito de viver que realmente inspirou a mim e a James a expandir nossos horizontes, expandir os horizontes do Metallica musicalmente. Então quando eu penso no Cliff, é isto que eu penso... Meio que variedade e falta de predição, sabe.

Revolver: Quais são algumas das bandas que ele fez você curtir?
Ulrich: Primeiro de tudo, ele era treinado classicamente, e realmente sabia das coisas de música clássica. Ele estudou música clássica na faculdade. Então ele se sentava lá, falando sobre Johann Sebastian Bach, falava sobre algumas dessas coisas legais de música clássica. E eu havia ouvido algumas dessas palavras serem lançadas quando Richie Blackmore falou sobre suas influências, mas não era algo que eu geralmente era exposto.

Então ele era bem... Sabe, esta coisa sulista. Digo, obviamente eu sabia de Skynyrd e curtia alguns de seus momentos mais pesados. Mas ele curtia tanto Skynyrd e .38 Special e ZZ Top e Allman Brothers e todas essas coisas que meio que vieram com o surgimento do Black Oak Arkansas. E o Outlars e todas essas coisas, havia toda uma coisas lá.

Ele também curtia muitas coisas progressivas tipo Yes, e Peter Gabriel, e muito rock progressivo. E ele era fanático por Rush. Certamente eu curtia Rush, mas não no mesmo nível que ele. Havia toda um gama de coisas.

Quando eu conheci o Cliff em 81, eu tinha passado por muitas experiências musicais. Mas naquela épocam as coisas que estavam me inspirando a tocar música eram... Eu não posso dizer que Lynyrd Skynyrd era particularmente uma grande inspiração para que eu começasse a tocar bateria. Era bem mais restrito. Iron Maiden e Deep Purple e Judas Priest e Diamond Head e Angel Witch, e as histórias foram contatas milhares de vezes. E a coisa de New Wave of British Heavy Metal, e Cliff era bem mais amplo em seu escopo. Eu toquei Diamond Head para ele. Ele gostou de algumas coisas, ele gostou um pouco da energia do Iron Maiden. Ele gostou de Witchfinder General, algumas dessas coisas. Mas ele também, ele era mais seletivo naquilo que gostava, onde eu e James éramos mais do tipo, cara, New Wave of British Heavy Metal, isso detona! Onde algumas dessas coisas você pode argumentar 20, 30 anos depois que não eram tão boas como as outras. Havia acertos e erros nisso.

Mas o Cliff meio que curtia Peter Gabriel, The Police. Algumas das coisas, digo, não eram o inimigo porque eu estava ciente do fato de que havia integridade musical lá. Mas eu não posso dizer que eu conhecia muito do que o Police estava fazendo além das cinco músicas que eu ouvi na rádio. Mas de repente, entre as fitas de Diamond Head e Iron Maiden que tocavam nos ônibus da turnê e nas vans podres, o álbum Zenyattà Mondatta do Police surgiria. Ou era aquele álbum do Yes? 90125 ou algo assim. Alguma dessas coisas surgiria. Era bom. Ele amava tocar alguma coisa do começo do ZZ Top. Eu não conhecia realmente as coisas do Tres Hombres ou o resto desses álbuns até que o Cliff começasse a jogá-las em nossa direção.

Revolver: O que você pensa dele quando você olha para trás hoje?
Ulrich: Ele era realmente legal. Era, obviamente além de perder um irmão, teria serido mais... Eu ficaria interessado em ver em que mais ele poderia ter contribuído, pois parecia que estávamos apenas começando. Nós acabamos de tocar "Orion" de novo na última turnê, nas duas últimas semanas [quando o Metallica estava se preparando para o show do Big Four em Abril]. Então tocar "Orion", eu acho que a tocamos três vezes nas duas últimas semanas. Você se senta lá e de repente, Foda! Que peça musical incrível. E tão única. E teria sido interessante ver o que mais poderia ter sido nessa vasta lista de coisas que ele poderia ter compartilhado com o restante de nós. Essa será eternamente o elemento da curiosidade. Mas eu sou tão grato por ter tido a chance de tocar com ele por alguns anos. E ter tido a chance de conhece-lo, e ter tido a chance de beber com ele, e todas as coisas que provavelmente não seria legal de imprimir em uma publicação legal e familiar como a Revolver. Mas definitivamente foi uma época louca, e naquela época nós abraçamos o que a vida nos ofereceu. E a aceleramos a um "mach 10", como James costumava falar no palco.

Fonte (em inglês): Revolver

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