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Hetfield: "Estamos bem animados em compor de novo"

   29 de Julho de 2012     tags: entrevista, vídeos, hetfield, ulrich, trujillo, mexico city      Comentários

Os quatro membros do Metallica realizaram uma conferência de imprensa na tarde de ontem (sábado, 28 de JUlho), antes do primeiro da série de oito shows que acontecerão no Palacio de los Deportes na Cidade do México, México. Assista a sessão de perguntas e respostas abaixo. Alguns trechos transcritos podem ser conferidos a seguir:

Sobre porque o Metallica escolheu estrear seu novo palco na Cidade do México:

Lars Ulrich: "Nós temos uma relação de amor de longa data com tudo ligado ao México, começando em 1993 quando nós viemos até aqui e tocamos cinco shows no lugar que vamos tocar esta noite, o que resultou no box 'Binge & Purge', o que foi fantástico. Nós voltamos em 1999 e tocamos no Foro Sol e fizemos outras três noites no Foro Sol alguns anos depois. Então quando nós quisemos fazer a estréia mundial deste novo show louco, que é o primeiro show novo que fazemos deste o 'Death Magnetic' há quatro anos, nós não poderíamos pensar em um lugar melhor para fazer do que aqui na Cidade do México. E obviamente, também, nós temos tantos amigos aqui, tantos fãs, muitas pessoas que vieram da América Latina e de vários outros lugares. Então nós pensamos em estacionarmos na Cidade do México por algumas semanas e tocar todos estes shows e estrear este palco e meio que fazer com que os fãs mexicanos fizessem parte da iniciação deste novo palco, e nós não poderíamos pensar em um lugar mais legal para fazer isto. E esta coisa toda, obviamente, como alguns devem saber, é o começo do projeto de filme 3D do Metallica, e isto é meio que o que vamos fazer nas próximas seis semanas. Então isto culmina em Vancouver no final de Agosto, onde vamos filmar um filme e tocar os últimos shows."

Sobre os planos do Metallica em entrar em estúdio em Setembro para começar a juntar idéias para o sucessor do "Death Magnetic", de 2008":

James Hetfield: "Eu tenho me coçado para compor por um bom tempo - todos nós temos - então há muitas idéias. Há várias coisinhas que nós meio que apareceram e entraram no caminho de compor. Então nós estamos bem animados em compor de novo. Isto pode ir bem rápido, isto pode demorar muito tempo; nós não temos idéia. Esta é a beleza da arte."

Robert Trujillo: "Há vários riffs para fazermos jam, e isto é bem animador para gente. Mas, como James disse, há várias pequenas paredes e barreiras que temos que passar, e então nós estaremos compondo como loucos."

Sobre se a colaboração do Metallica com Lou Reed, "Lulu", que foi gravado em apenas 10 dias, afetará o processo de composição e gravação do próximo álbum da banda:

James Hetfield: "Eu acho que tudo que fazemos afeta a próxima coisa, de alguma forma. Nós não sabemos como isto aparecerá. Esta é outra forma de compor. E eu acho que nos deu confiança de que nós podemos ir e acreditar um pouco mais no momento. Há outro lado disto que é completamente obsessivo e perfeccionista. Então encontrar um balanço é a chave para fazer um disco do Metallica."

Sobre como Hollywood tem tratado Lars Ulrich em suas recentes incursões em atuações - primeiro na comédia "Get Him To The Greek" de Russell Brand, em 2010, e então mais tarde naquele ano no drama da HBO, "Hemingway & Gellhorn":

Lars Ulrich: "Eu acho que foram duas situações isoladas. Eu sempre tive um incrível interesse em filmes. Eu sempre fui incrivelmente interessado no processo criativo, seja em um filme ou música ou pintura ou escultura ou escrita, então estar ao redor de pessoas criativas é sempre fascinante. Então quando as pessoas me ligaram e falaram, 'venha e faça isto por três dias', ou 'venha e faça isso por algumas semanas', meio que aumentou meu interesse. Eu acho que a palavra 'carreira' é certamente não aplicável. Eu não tenho um agente, então tenho ninguém. Eu posso te dizer que na estréia do filme 'Hemingway', que aconteceu cerca de dois meses atrás, eu recebi este tanto de ligação [mostrando um sinal de zero] - zero. Então vamos lá; este pode ser o fim disto. Mas eu sempre estou interessado em diferentes experiências criativas, e desde que elas meio que se encaixem e não fiquem no caminho do Metallica. Mas filme sempre foi uma paixão e quando eu não estou com minha família ou com o Metallica, eu me estaciono no mundo dos filmes e eu vejo um filme e leio sobre o filme e estudo o filme. Isto sempre foi meio que minha grande fuga. Estas foram duas experiências interessantes, mas não é algo que eu estou buscando em relação a minha carreira ou qualquer besteira do tipo. Atuar - se sentar em um trailer por oito horas por dias para que você seja chamado - não é exatamente meu sonho. Mas eu acho que escrever ou produzir seria interessante em algum momento. Mas atuar não é algo grande."






Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Ulrich: Álbum novo só em 2014

   27 de Julho de 2012     tags: entrevista, ulrich      Comentários

Na quarta-feira, 25 de Julho, Todd Hancock da rádio canadense 99.3 The Fox realizou uma entrevista com o baterista do Metallica, Lars Ulrich. Ouça a conversa completa em inglês clicando aqui.

Quando perguntado o quão próximo estão os fãs do Metallica de verem um novo álbum de estúdio da banda, Ulrich disse, "eu não usaria a palavra 'próximo'. Digo, óbvio, no contexto de, digamos, da idade do planeta Terra, nós estamos bem próximos. Mas no contexto de, digamos, outras coisas, haverá uma ou duas temporadas de futebol, ou uma ou duas temporadas de baseball, ou uma ou duas temporadas de hockey... Nós temos que fazer esse filme [3D], e nós vamos voltar a compor quando terminarmos esse filme. Eu diria final de 2013 ou começo de 2014. É difícil imaginar... Eu acho que até final de 2013 é um pouco otimista. Eu diria que esperamos realisticamente lançarmos um disco provavelmente daqui um ano e meio, então talvez começo de 2014."

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Metallica deve se concentrar em músicas novas a partir de Setembro

   26 de Julho de 2012     tags: entrevista, ulrich      Comentários

O Metallica planeja entrar em estúdio em Setembro para começar o trabalho em seu próximo disco, planejado para 2013. O grupo contará mais uma vez com o produtor Rick Rubin, que trabalhou no "Death Magnetic" de 2008.

O baterista do Metallica, Lars Ulrich, participou de uma conversa por telefone com repórteres na terça-feira (24 de Julho) para promover a participação da banda na edição 2012 do festival Outside Lands, e revelou que não haverá falta de material quando o álbum de estúdio número 10 começar a ser feito. Ele explicou, "toda vez que [o frontman do Metallica] James Hetfield pega uma guitarra, há alguns riffs brilhantes que saem disso, e eu tento garantir que eles estejam todos gravados e tento meu melhor para acompanhá-los e coloco um pouco de bateria nisso. Então há, obviamente, toneladas de idéias guardadas, esperando para serem transformadas em músicas. Quando terminarmos o [projeto do] filme [3D] e com o Outside Lands, o que deve acontecer no começo de Setembro, nós vamos basicamente nos concentrar apenas em música nova e tentar fazer outro disco do Metallica."

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Ulrich: "Encontrar inspiração para tocar em nossa cidade nunca é difícil"

   25 de Julho de 2012     tags: entrevista, ulrich, vídeos      Comentários

O baterista do Metallica, Lars Ulrich, participou de uma conversa por telefone com repórteres nesta terça-feira (24 de Julho) para promover a participação da banda na edição 2012 do festival Outside Lands, que acontece entre os dias 10 e 12 de Agosto no Golden Gate Park em São Francisco. Também participarão do festival, Stevie Wonder, Neil Young and Crazy Horse, Skrillex, Jack White, Foo Fighters, Beck, Sigur Rós, Fun., Justice, Norah Jones, The Kills, Of Monsters and Men, Alabama Shakes e Grandaddy.

Auto-entitulado como o "único festival de música gourmet", o Outside Lands combina música com vinho e comida. Os produtores do evento doarão uma quantidade significativa de cada ingresso vendido para o departamento de recreação e parques de São Francisco. Além disso, o festival oferece mais de 100 opções de comidas e vinhos.


Sobre tocar este ano no Outside Lands:

Ulrich: "Como todos sabem do Metallica, nós louvamos São Francisco ao redor do mundo. Nós temos muito orgulho de nosso relacionamento com São Francisco. A coisa principal de qualquer show em São Francisco é gerenciar a lista de convidados. O Golden Gate Park é um lugar espetacular, espetacular, espetacular... A vibração toda é de outro nível, tudo que temos que fazer é aparecer e garantir que estamos dando nosso melhor... Encontrar inspiração para tocar em nossa cidade nunca é difícil."

"Ano passado, eu levei meus filhos para ver Muse e Artic Monkeys e o resto das bandas que estavam tocando [no Outside Lands]. No ano anterior, foi Kings of Leon; no outro ano, eu acho que foi Black Eyed Peas. Como um residente da Bay Area e como um fã de música, ir ao Ouside Lands todo ano é uma grande coisa. Não só pra mim, mas também para minha família. Ter a chance de tocar nele e ser atração principal é obviamente uma grande coisa para nós. Se eu não fosse tocar, eu iria e levaria meus filhos. É meio que o destaque dos shows do ano deles... Então funciona de todos os jeitos."

Sobre a setlist do Outside Lands:

Ulrich: "Com esses tipos de situações onde você está tocando para 50 a 70 mil pessoas, há músicas que você precisa tocar nessas situações... Nós sempre tentamos tocar músicas diferentes e trazer coisas mais obscuras que não tocamos o tempo todo. Nós colocaremos algumas músicas famosas, com algumas coisas obscuras e o que for. Há muitas músicas para escolher, e eu tenho certeza que vamos tirar alguma coisa louca da manga. Haverá coisas que explodem, coisas que se movem, e todo esse tipo de coisa. Então será divertido para toda família, como nós gostamos de falar."

Para mais informações, visite www.sfoutsidelands.com.

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Entrevista de Ulrich no Orion Music + More

   07 de Julho de 2012     tags: entrevista, ulrich, vídeos, orion music and more      Comentários

Stash da rádio 98 Rock de Baltimore, Maryland, realizou uma entrevista com o baterista do Metallica, Lars Ulrich, durante o festival de dois dias da banda, Orion Music + More, que aconteceu nos dias 23 e 24 de Junho em Atlantic City, New Jersey. Assista a conversa abaixo.


Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Ulrich sobre sua habilidade na bateria: "Usualmente sinto que regredi"

   27 de Junho de 2012     tags: entrevista, ulrich      Comentários

A revista DRUM! entrevistou recentemente o baterista do Metallica, Lars Ulrich. Alguns trechos da conversa podem ser conferidos abaixo.

Sobre sua habilidade de tocar:

Lars: "Eu usualmente sinto que regredi. [risos] Eu fico tipo, 'por que eu não consigo mais fazer isso?' Sabe, quando eu ouvi essas músicas [do EP 'Beyond Magnetic'] alguns meses atrás, eu achei que elas soaram bem animadoras. Eu achei que tinha uma vibração bem boa, viva - é só um bando de caras tocando juntos, e soaram realmente cheias de energia e coragem e vivacidade. E isso foi meio que toda a coisa das sessões do 'Death Magnetic', tentar manter essa energia o mais preservado possível. A coisa que eu realmente me orgulho no álbum 'Death Magnetic' é o quão vivo ele soa. Como ele não soa preocupado, não soa insípido. Ele não foi, meio que, muito cerebral - é só físico. É simplesmente vivo e cheio de coragem e cheio de pessoas que estão tocando música uma para as outras, em uma sala, sabe? Isso foi meio o que nós buscávamos com o 'Lulu'."

Sobre a nova leva de bateristas de speed-metal:

Lars: "Esses caras, eu acho que eles fazem algo tão... Não é o que eu faço. Não é só o que eu não faço, mas também não é aquilo que tenho interesse em fazer. A coisa deles é tão técnica, e eu respeito totalmente isso, eu admiro isso, mas eu tenho muito mais interesse na coisa meio que mais tradicional, como compor e groove e atitude e vibração."

Sobre se ele pratica bateria:

Lars: "Eu não posso dizer que eu necessariamente me sento para praticar, como, 'eu vou tocar e praticamente para que eu fique melhor'. O que acontece é que eu só me sento e meio que toco mais para me manter em forma. Sabe, o Metallica ficou de férias por dois ou três meses ano passado, e eu me sentava, eu teria meu iPod perto da minha bateria para que eu tocase junto todo o tipo de coisa louca, e tentava ver se eu podia seguir um pouco dessas coisas ocasionalmente. Mas eu não posso dizer que eu me sento necessariamente para praticar para meio que ficar melhor. Para a maioria das minhas coisas, tem a ver com ouvir e interpretar as coisas que estou ouvindo. Então todo o negócio de me sentar e, sabe, 'agora eu vou fazer exercícios na minha cabeça' - sabe o que eu quero dizer? Eu não faço tanto esse tipo de coisa. Para mim é mais sobre o regime de me manter em forma, correr todo dia, comer coisas saudáveis, sabe, estar no topo desse lado da coisa."

A matéria completa, em inglês, pode ser lida clicando aqui.

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Hetfield e Hammett falam sobre disco preto

   25 de Junho de 2012     tags: entrevista, hetfield, hammett, black album      Comentários

Chris Steffen do The Village Voice entrevistou recentemente o guitarrista/vocalista do Metallica, James Hetfield, e o guitarrista Kirk Hammett sobre o álbum de 21 anos atrás que lançou a banda ao sucesso comercial, conhecido como disco preto. Alguns trechos da conversa podem ser conferidos abaixo.

The Village Voice: "Nothing Else Matters" foi um grande distanciamento da banda. Ela deixou alguns fãs com raiva, que esperavam por thrash metal, mas ainda é tocada em quase todos os shows.

James Hetfield: Isto é absolutamente louco, esta era a música que eu achava que era menos Metallica, que tinha a maior chance de nunca tocarmos, a última música que qualquer um gostaria de ouvir. Era uma música para mim, no meu quarto na turnê quando eu estava triste por estar fora de casa. É bem espetacular, é um verdadeiro testamento a honestidade e em me expor, liberando seu lado verdadeiro por aí, e aceitando o risco, apostando que alguém ou vai pisar no seu coração com espinhos ou eles vão colocar seus corações bem do lado dela, e você nunca saberá até tentar. Isto solidificou, eu acho, que nós estávamos fazendo a coisa certa, escrevendo de coração sobre o que sentíamos, e você não pode errar desta forma. Ela se tornou uma música inacreditável ao vivo, e desde o New York Hells Angels colocando-a em seu filme, as pessoas dos esportes, as pessoas se casando com ela, todos os tipos de coisas, as pessoas se relacionam com ela. Eu sou grato que os caras me forçaram a tirar do meu toca-fitas para torná-la do Metallica.

The Village Voice: O que você acha tão inspirador nos temas em "The Unforgiven" para você decidir revisitar a música para duas sequências?

James Hetfield: Talvez não esteja terminado, talvez eu não me sinta perdoado ou não foi capaz de perdoar. É uma daquelas músicas para mim que é bem pessoal, obviamente girando em torno do perdão do mundo e da própria pessoa e o que mais você tiver de ressentimento, e trabalhar nisso. A melodia em si nunca saiu da minha cabeça, é potente para mim, e liricamente, as coisas continuam a vir com ela, e provavelmente o fato de que você supostamente não deve fazer uma trilogia ou algo assim, ou continuar escrevendo a mesma coisa no próximo álbum. Eu acho que depois de "The Unforgiven III", nós meio que acabamos com isso. Eu acho que sou capaz de perdoar, me perdoar e seguir em frente.

The Village Voice: Vocês já olharam para uma setlist antes de um show, viram "Enter Sandman", e falaram, "Sério, caras, esta noite não"?

Kirk Hammett: Há uma certa quantia de músicas que sabemos que temos que tocar, pois a platéia espera que façamos isso, e as músicas que nós colocamos pois queremos tocar ou recebemos pedidos. A coisa legal de nossa música é que a maior parte dela é realmente divertida de se tocar, e muito dinâmica, dinâmica o suficiente que se quisermos mudar uma parte de uma música ou acrescentar uma parte, tirar uma parte, ela pode sobreviver a isso. Quando as músicas começam a ficar meio entendiantes, o que nós fazemos é mudá-las, tirar partes, acrescentar partes, ou torná-las mais dinâmicas, e esta é a nossa forma de para lidar com esse fato de tédio, o que eu acho que é uma boa forma de lidar. Houveram vezes em que mencionar "Seek and Destroy" me faria gargalhar, mas nós começamos a tocar de forma mais pesada, e agora ela soa como uma música nova para mim. Nós fizemos a mudança seis ou sete anos atrás, e eu a amo de novo.

A entrevista completa, em inglês, pode ser lida clicando aqui.

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Hetfield: "Estou ansioso para fazer o próximo disco"

   22 de Junho de 2012     tags: hetfield, entrevista      Comentários

Dan DeLuca do Philadelphia Inquirer entrevistou recentemente o frontman do Metallica, James Hetfield. Alguns trechos da conversa podem ser conferidos abaixo.

Philadelphia Inquirer: O Metallica falou publicamente contra o Napster quando a revolução do compartilhamento de arquivos começou no final da década de 90, e vocês se tornaram vilões por conta disso. Como você vê isso hoje?

Hetfield: Eu acho que todo mundo foi errado, das pessoas inventando a tecnologia, as gravadoras, aos artistas. Eu acho que as gravadoras devem adotar a tecnologia ao invés de darem as costas a ela, achando que são intocáveis, o que obviamente colocou um pouco mais de fogo nesses jovens gênios de computadores que estavam inventando esta tecnologia espetacular. Digo, elas foram atrás deles, e as gravadoras os repreenderam. Então o artista acabou ficando, na minha opinião, queimados por causa desse confronto... Eu acho que nós fizemos a coisa cerca na época. Eu ainda acho que roubar é errado. É um dos dez mandamentos: Não roubarás. Embora não seja tão simples assim, sempre acaba caindo nisso. Lars [Ulrich, baterista do Metallica] tomou os tiros. Vários artistas vinham e falavam, "Graças a Deus, vocês estão lutando contra isso" e "Pegue eles". Mas assim que nós pedimos o apoio deles, eles se esconderam nas sombras, e nós ficamos sozinhos.

Philadelphia Inquirer: Você já se arrependeu do tanto de acesso que deu aos cineastas em "Some Kind of Monster", que foi feito enquanto você estava na reabilitação?

Hetfield: Não. Nós achamos que deveríamos lançar de uma forma que fosse algo que pudéssemos confiar. É apenas revelador. Nós não sabíamos o que estávamos fazendo. Eu era como um pedaço de carne crua andando por aí. Eu não sabia o que tinha acabado de acontecer na minha vida. Eu sou grato disso ter sido capturado.

Philadelphia Inquirer: Quando é o próximo disco do Metallica?

Hetfield: Você que me diga. Eu não sei. Nós estamos compondo aqui e ali, fazendo turnê, fazendo a coisa do festival. Eu estou ansioso para fazer o próximo disco. Mas eu não sei quando.

A entrevista completa pode ser lida, em inglês, clicando aqui.

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Ulrich fala sobre Orion Music + More

   21 de Junho de 2012     tags: entrevista, ulrich, orion music and more      Comentários

Scott Cronick do Atlantic City Insiders realizou recentemente uma entrevista com o baterista do Metallica, Lars Ulrich. Alguns trechos da conversa podem ser conferidos abaixo.

Atlantic City Insiders: Por que vocês escolheram Atlantic City como o local para seu primeiro festival de música?

Lars: Nós sempre soubemos que queríamos estar em um CEP - bem perto do seu bairro - entre New York, Philadelphia, Baltimore e D.C. Nós queríamos faze-lo em um lugar que fosse conveniente para as pessoas virem da costa oeste ou Europa em termos de acesso via aeroporto. A história da música é cheia de histórias de horror sobre festivais musicais e eventos acontecendo em uma fazenda de alguém a 90 minutos de uma rodovia e você ter que lutar em um congestionamento em uma estradinha. Então nós não queríamos isso. Quando Atlantic City veio, nós entramos nisso pois queríamos que a experiência fosse agradável. Há acesso. Há hotéis. É um lugar lógico de se fazer.

Atlantic City Insiders: O Metallica está por aí há mais de 30 anos. Por que agora?

Lars: Nós queríamos fazer isso há anos. Nos chame de ignorantes ou loucos ou sonhadores ou o que for, mas é uma idéia que estava no ar por cerca de quatro anos. Desde que nós fizemos o Bonnaroo em 2008, nós sentimos que estávamos fazendo essas coisas na Europa e tudo com lineups bem diversos por 25 anos... E nós sentimos que nós mesmos poderíamos fazer algo deste tipo aqui, e que seria divertido fazer isso. Então quando decidimos fazer, nós procuramos por pessoas que pudéssemos confiar e trabalhar para proteger nossa visão e mante-la pura e sobre a música e a experiência e o estilo de vida de músico. Não tem a ver com comércio e garrafas de água por 9 dólares e todas essas merdas.

Atlantic City Insiders: O que será a melhor parte desse fim de semana para você?

Lars: Já que nós somos os hosts dessa coisa, nós todos estaremos por lá. Não é como se a gente chegasse em uma limosine 20 minutos antes de subirmos ao palco. Nós estaremos lá e participaremos e ouviremos as músicas e de tudo mais. Eu estou ansioso por esse lado. Nós estamos tão acostumados a ir de um lugar para o outro para aparecer e tocar e sair. Eu espero ficar a toa lá. Haverá várias pessoas legais em Atlantic City nesse fim de semana. Essa é a parte legal.

A entrevista completa, em inglês, pode ser lida clicando aqui.

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Entrevista com Hetfield na Rolling Stone brasileira

   18 de Junho de 2012     tags: entrevista, hetfield      Comentários



A edição 69 deste mês da versão brasileira da revista Rolling Stone traz uma entrevista com o guitarrista/vocalista do Metallica, James Hetfield. Confira abaixo alguns trechos da conversa.

Rolling Stone: Quando o Metallica tocou as músicas antigas nos shows de comemoração aos 30 anos da banda, em dezembro passado, você chegou a reconhecer-se mais novo e mais cheio de raiva naquelas letras? Hoje você é um homem diferente do que era quando compôs “Of Wolf and Man”.

James Hetfield: Ou “Dyers Eve”, que é desprezo puro. [Faz uma pausa] Olho para as imagens antigas e vejo uma pessoa feliz – sorrindo, brincando, falando grosserias na hora errada, meio insuportável, mas feliz. Mas, atrás de portas fechadas, havia uma pessoa solitária, feia, cheia de ódio. Agradeço a Deus por aquelas músicas. Há uma parte romântica daquele tempo de que eu sinto falta. Eu olho para aquelas fotos e quero ser aquilo de novo. Daí, olho para a minha relação com a banda, com os meus amigos e, principalmente, com a minha família, e penso: “Eu não teria nada disso se fosse aquela pessoa”.

Rolling Stone: Como você escreve letras raivosas, agora que toda aquela raiva ficou para trás?

James Hetfield: Pergunte para a minha mulher por que eu fico puto e tenho vontade de arrebentar o carro. Tudo continua ali. Eu preferia que não continuasse. Mas por que fugir? Basta compreender. Tirar proveito. Quando eu me sinto assim, pego caneta e papel. Pego a guitarra. Começo a trabalhar. Porque não foi embora. Minha família preferia que tivesse ido. Mas não foi.

A entrevista completa pode ser conferida na edição de Junho de 2012 da revista, que já se encontra nas bancas.

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