
A edição 69 deste mês da versão brasileira da revista Rolling Stone traz uma entrevista com o guitarrista/vocalista do Metallica, James Hetfield. Confira abaixo alguns trechos da conversa.
Rolling Stone: Quando o Metallica tocou as músicas antigas nos shows de comemoração aos 30 anos da banda, em dezembro passado, você chegou a reconhecer-se mais novo e mais cheio de raiva naquelas letras? Hoje você é um homem diferente do que era quando compôs “Of Wolf and Man”.
James Hetfield: Ou “Dyers Eve”, que é desprezo puro. [Faz uma pausa] Olho para as imagens antigas e vejo uma pessoa feliz – sorrindo, brincando, falando grosserias na hora errada, meio insuportável, mas feliz. Mas, atrás de portas fechadas, havia uma pessoa solitária, feia, cheia de ódio. Agradeço a Deus por aquelas músicas. Há uma parte romântica daquele tempo de que eu sinto falta. Eu olho para aquelas fotos e quero ser aquilo de novo. Daí, olho para a minha relação com a banda, com os meus amigos e, principalmente, com a minha família, e penso: “Eu não teria nada disso se fosse aquela pessoa”.
Rolling Stone: Como você escreve letras raivosas, agora que toda aquela raiva ficou para trás?
James Hetfield: Pergunte para a minha mulher por que eu fico puto e tenho vontade de arrebentar o carro. Tudo continua ali. Eu preferia que não continuasse. Mas por que fugir? Basta compreender. Tirar proveito. Quando eu me sinto assim, pego caneta e papel. Pego a guitarra. Começo a trabalhar. Porque não foi embora. Minha família preferia que tivesse ido. Mas não foi.
A entrevista completa pode ser conferida na edição de Junho de 2012 da revista, que já se encontra nas bancas.
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