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Slayer: Tom Araya não gostou de novo álbum do Metallica

   25 de Novembro de 2008     tags: slayer, death magnetic      Comentários

O webzine austríaco de heavy metal Stormbringer.at conduziu uma entrevista com Tom Araya, baixista/vocalista do Slayer, antes do show de 16 de novembro de 2008 em Viena, Áustria.

Durante a entrevista, cujo vídeo pode ser visto abaixo, perguntou-se a Araya se ele já havia ouvido o novo álbum do Metallica, "Death Magnetic", e se ele tem alguma opinião a respeito. "Você não vai querer saber", Araya respondeu. "Eu ouvi o álbum. É tudo o que você precisa saber. Eu ouvi o álbum... Foi por isso que quando eles [empresários do Slayer] disseram, 'Queremos lançar esta [nova música do Slayer], Psycopathy Red.' E isso foi depois de ouvir o álbum [do Metallica]. E eu disse, 'É, parece uma boa idéia. Vamos lançar a música e deixar ela de graça, porque pelo menos os fãs vão saber o que eles terão com nosso álbum' [risadas]. Estou falando sério. Quando eu ouvi o álbum do Metallica, ele não me comoveu nem um pouco. E tudo que eu conseguia pensar foi 'Cara, o que aconteceu?' e aí eles queriam gravar três músicas para ajudar a vender a turnê, para dizer que estamos trabalhando com material novo, e eu pensei, eu achei que fosse uma ótima idéia lançar essa música. Porque aí as pessoas podem ter algo para fazer comparações - [para mostrar para eles] que Rick [Rubin, produtor do Slayer e do Metallica] ainda sabe o que fazer. Não foi culpa do Rick. E isso é um jeito de mostrar às pessoas, 'Ei, não é o Rick Rubin. É a banda.' É o que a banda põe à mesa. As pessoas sempre estão comparando álbuns. Então temos que dar algo para para elas compararem. E elas sabem que isso é o que elas vão conseguir com nosso álbum. Vocês vão ter o Slayer".


Fonte: Whiplash!

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Trujillo comenta sobre composição do Death Magnetic

   22 de Novembro de 2008     tags: trujillo, entrevista, death magnetic      Comentários

O baixista do Metallica, Robert Trujillo, conversou recentemente com Keith Spera do Nola.com sobre diversos tópicos. Alguns trechos da conversa podem ser conferidos abaixo.

Nola.com: Em sua primeira turnê com o Metallica, a banda não tocou nada do St. Anger, o então atual álbum. Nesta turnê, vocês estão tocando muito do Death Magnetic, que implica que a banda está muito mais feliz com este álbum do que com o "St. Anger".

Trujillo: "Basicamente, o material no Death Magentic foi criado com a intenção de que tocaríamos ao vivo. Uma das coisas que Rick Rubin ressaltou para nós era, 'crie aquela fome de novo. Tente e junte músicas que vocês imaginam tocando na frente de uma platéia. Tenha essa atitude e mentalidade de que vocês estão tentando um contrato para um disco de novo.'

Estas músicas são consideravelmente longas e há definitivamente momentos onde as coisas ficam bem técnicas. Mas no fundo todas tem uma sensação de ao vivo. Nós gravamos elas de pé, como se tivéssemos tocando ao vivo. Nós não usamos um metrônomo nas baterias; nós simplesmente tocamos. Então você conseguiu esses arranjos elaborados, mas nós basicamente os tocamos. E as músicas precisam ter um groove. Você tem esse elemento de groove quando tenta tocar esses números.

As músicas no St. Anger, por outro lado, não foram gravadas dessa forma. Elas foram editadas e formatadas no computador. Essa é uma grande diferença. Por isso que nós só ensaiamos quatro músicas e acabamos tocando uma ou duas delas regularmente. Nós ensaiamos oito músicas do 'Death Magnetic' e nós estamos tocando quatro ou cino."

Nola.com: Qual foi sua contribuição para o processo de composição?

Trujillo: "Eu estava lá todos os dias quando nós estávamos compondo e arranjando as músicas. Não era fechado como nos anos anteriores, onde era, 'ok, nos dê sua fita com idéias, e nos vemos em seis meses'. Todas essas idéias que você ouve no 'Death Magnetic' foram riffs e grooves que nós ensaiamos fisicamente, então fundimos e mixamos e combinamos.

Uma música como "Cyanide", po exemplo. Há um momento onde Lars e eu estamos ligados, falando como um. Isso foi inspirado... Nós fomos ver The Cult na noite anterior e estávamos curtindo as antigas jams deles. James começou a tocar aquele riff da 'Cyanide' e nós imediatamente fechamos nesse padrão juntos.

Para mim é importante que Lars e eu nos estabelecemos mais como um time, para o baixo e a bateria se conectarem. Isso será muito importante para o que fizermos no futuro. Esse é um dos elementos que torna excitante para mim, como baixista, estar no Metallica.

O Metallica é muito inspirador. Em certo momento eu estava aprendendo guitarra flamenca. Eu mostrei para os caras algumas das coisas que eu aprendi. Algumas daquelas escalas e trechos aparecem nessas músicas. Eles ficam animados com idéias musicais que vem de lugares diferentes. Não importa se vem de bandas semi-clássicas como The Cult ou escalas de guitarras flamencas - tem tudo a ver com a música no final."

A entrevista pode ser lida, em inglês, clicando aqui e ouvida aqui.

Fonte (em inglês): Brave Words & Bloody Knuckles

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Hammett comenta sobre os solos de Death Magnetic

   18 de Novembro de 2008     tags: hammett, entrevista, death magnetic      Comentários

O guitarrista do Metallica admite abertamente que ele apostou no feijão com arroz no Death Magnetic, o primeiro álbum da banda em cinco anos.

Seus solos característicos dominaram o álbum de estúdio dos gigantes do metal, elogiado como um retorno triunfante as origens da banda que tornou a música pesada popular.

"Eu busquei os pontos vitais. Digo, não há pequenas nuâncias ou variações", disse Hammett rindo em uma entrevista por telefone de Chicago. "Eu basicamente fui lá com a atitude de apenas fazer os solos mais rápidos, mais agressivos, altos, obcenos que eu poderia imaginar para o material. E sim, sabe, eu acho que combina muito bem com as músicas."

A matéria completa, em inglês, pode ser lida clicando aqui.

Fonte (em inglês): Brave Words & Bloody Knuckles

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Hammett: "Eu ouço um pouco de clipping no álbum"

   12 de Novembro de 2008     tags: hammett, entrevista, death magnetic      Comentários

Paul Friswold do Riverfront Times entrevistou recentemente o guitarrista do Metallica, Kirk Hammett. Alguns trechos da conversa podem ser conferidos abaixo.

Sobre as críticas ao novo álbum do Metallica, "Death Magnetic", devido ao excesso de compressão e clipping:

"Bem, é meio assim: existem algumas pessoas que só esperam a perfeição da gente. E eu entendo totalmente isso. E quando não segue o padrão de perfeição delas, elas vão reclamar. E eu entendo totalmente isso, também. Eu ouço um pouco de clipping aqui e ali. Foi mais uma decisão do Rick Rubin [produtor] do que da banda, pois ele achou que isso fez com que soasse um pouco mais ao vivo e dinâmico, e nós demos a ele o benefício da dúvida. E sabe, para mim, quando eu boto o álbum no máximo quando estou dirigindo, não é um problema para mim. Mas de novo - meus ouvidos estão meio detonados, também, cara."

"Qual é aquele álbum do Stooges que tem, tipo, o pior som de todos os tempos? Era o 'Fun House'? Eu não lembro. Mas quer saber? O álbum é louvado como divisor de águas agora!"

Sobre as chances do "Death Magnetic" ser remixado:

"Bem, sabe, o álbum é o que é. E no final, é por causa da gente que é o que é. E neste momento, minha atitude é, aceite ou desencane. Sabe?"

A entrevista completa, em inglês, pode ser lida clicando aqui.

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Machine Head comenta sobre Death Magnetic

   11 de Novembro de 2008     tags: machine head, death magnetic      Comentários

Mia Timpano entrevistou recentemente o guitarrista do Machine Head, Phil Demmel. A conversa de 18 minutos, que foi ao ar pela estação de rádio 3RRR 102.7 FM de Melbourne, Austrália, pode ser ouvida clicando aqui. Dentre os assuntos abordados, Demmel comentou sobre o novo álbum do Metallica, "Death Magnetic", cuja tradução pode ser conferida abaixo.

"Eu acho que é o melhor disco deles desde o álbum preto. Eu gosto de metade dele, que eu realmente gosto. Eu acho que tem ótimas idéias. Eu amo que eles estejam tocando rápido de novo. Eu acho que as músicas são um pouco longas, mas eu acho que é um passo na direção certa para a banda. Porque foi... 'St. Anger', eu ouvi algumas faixas, e foi como 'Porra...' Eu não o comprei. Eu não compro um álbum do Metallica desde o disco preto. Eu acho que é algo que eles deveriam estar fazendo. Apenas eles recuperando o fogo. Nós fizemos quatro shows com eles no ano passado, e vê-los se divertindo tocando - eles estão tocando 'Damage Inc.' e 'No Remorse' e todas essas ótimas faixas - eu acho que eles estão de volta para se divertirem apenas e serem uma banda de novo. Eu acho que eles estão no caminho certo."

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Exodus comenta sobre Death Magnetic

   11 de Novembro de 2008     tags: exodus, death magnetic      Comentários

Gary Holt, guitarrista do Exodus, participou da última edição da revista Decibel , na seção "Call & Response" ("Chamado e Resposta"), na qual um músico que toque em uma banda de Metal avalia canções de outras bandas do gênero, ou até mesmo de estilos diferentes.

A respeito de "My Apocalypse", faixa do mais recente álbum do Metallica, "Death Magnetic", Holt disse que "há alguns riffs matadores nessa música. É legal saber que eles redescobriram como compor em andamentos rápidos. É muito melhor que os três últimos álbuns".

No entanto, o guitarrista ressaltou que "Rick Rubin é uma fraude completa. Ele arruinou a produção do disco. Pensei que ouviria a guitarra do James Hetfield soar pesada e distorcida como no '...And Justice For All', mas foi decepcionante. Se eles queriam que o produtor fosse apenas alguém que os aconselhasse, eu faria esse papel, e só teriam que me pagar um jantar e uma cerveja. Diria para voltarem às raízes, ouvirem os primeiros álbuns deles e do Diamond Head, entrarem no estúdio e gravarem um álbum de metal. Faria isso até de graça. Sairia muito mais barato que o Rick Rubin".

Entretanto, Holt enfatizou: "estou me acostumando com o disco. Gosto do estilo, mas não curti os timbres. O (produtor) Andy Sneap [Megadeth, Exodus, Machine Head, Nevermore, Arch Enemy] teria feito esse álbum soar poderoso. Mas, graças a Satã, Kirk Hammett está 'fritando' outra vez. O mundo precisa dos solos dele".

Fonte: Whiplash!

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Metallica toca alguns velhos acordes em "Death Magnetic"

   09 de Novembro de 2008     tags: death magnetic      Comentários

Em novembro de 2005, quando o Metallica se reuniu em seu estúdio doméstico e sala de ensaio em San Rafael, Califórnia, os quatro veteranos do heavy metal não sabiam que estavam começando a trabalhar naquele que o baterista Lars Ulrich chama de "o disco mais livre de estresse que o Metallica já fez", o novo álbum da banda, "Death Magnetic".

Este não foi o caso seis anos antes, quando o grupo indicado para o Museu da Fama do Rock estava no mesmo lugar gravando aquele que se tornaria "St. Anger" (2003). Como documentado no filme emocionalmente bruto "Metallica: Some Kind of Monster" (2004), aquelas sessões se desintegraram em meio a brigas internas, árdua terapia de grupo e à decisão abrupta do cantor/guitarrista James Hetfield de largar tudo e se internar em uma clínica de reabilitação.

Mas as coisas foram diferentes em 2005, quando o Metallica se reuniu para ensaiar para abrir alguns concertos para os Rolling Stones.

"Havia realmente um clima relaxado", lembra Ulrich, 44 anos. "Não havia equipe de filmagem, não havia psiquiatra, não havia produtor. Eram apenas quatro sujeitos em uma banda de rock e seus instrumentos. Hetfield venceu seus demônios e nós sobrevivemos ao processo de 'St. Anger' e tudo que veio após ele. Nós sabíamos que tínhamos chegado no fundo e que então as coisas só podiam melhorar..."

"Nós meio que paramos por um momento ali e percebemos quão afortunados éramos por termos o que tínhamos e ainda funcionarmos", diz o baterista de origem dinamarquesa, "de ainda termos uns aos outros e podermos estar no mesmo espaço juntos".

"E acho que apenas sorrimos e começamos a tocar, e partimos daí."

Mas apesar das coisas estarem mais gentis e leves, certamente mais felizes, dentro do Metallica, o fato de forma alguma amenizou a música. "Death Magnetic", o nono álbum de estúdio nos 27 anos de carreira do grupo, é o tipo de som agressivo que fez a reputação do Metallica, cheio de ataques dinâmicos incendiários, volume trovejante e canções longas -apenas duas têm menos de sete minutos- que dão voltas com ferocidade precisa.

No meio de tudo isso, Hetfield rosna "O que não te mata te deixa mais forte", e a recepção a "Death Magnetic" prova que o Metallica, após vender mais de 90 milhões de álbuns em todo o mundo, permanece uma grande força no mercado. O álbum passou três semanas no topo da parada Billboard 200, tornando o Metallica a primeira banda a conseguir cinco estréias consecutivas em primeiro lugar, além de ocupar o topo das paradas em 31 outros países. O álbum se tornou um vendedor multimilionário em sua primeira semana, um feito que pegou até mesmo os membros da banda desprevenidos.

"Eu me sinto, tipo, um pouco estupefato, agradecido", diz Ulrich com uma risada. "É muito bacana, porque parece ser algo universal desta vez. Está ocorrendo em todo o mundo e todos estão ligados nele de muitas formas. A sensação é de que, entre os fãs, imprensa, meus pares, todo mundo (...) A sensação é de que é uma coisa enormemente positiva."

Outro teste importante: o que Ulrich escuta quando leva seus filhos, com 10 e 7 anos, para a escola.

"Todos os garotos que, nos últimos dois anos sabiam que eu fazia algo ligado a rock and roll, agora dizem: 'Cara, 'Death Magnetic' é demais! -todos esses garotos da quinta série e semelhantes que nunca antes realmente tiveram chance de estarem muito expostos ao Metallica. É muito maluco levar meus filhos para a escola e receber todo esse amor."

Ao mesmo tempo, Ulrich e seus companheiros de banda -o co-fundador Hetfield e os que chegaram depois, o guitarrista Kirk Hammett e o baixista Robert Trujillo, que ingressaram na banda respectivamente em 1983 e em 2003- rejeitam a idéia de que "Death Magnetic" é algum tipo de volta, de retorno à forma, após a suposta decepção de "St. Anger".

Ulrich reconhece que o álbum anterior foi feito durante um momento difícil para a banda, que também suportou o ressentimento residual dos fãs em torno de sua posição veemente contra a troca de arquivos de música pela Internet, a saída acrimoniosa do baixista Jason Newstead e a descrição inconveniente por "Some Kind of Monster" do poderoso Metallica em uma disfunção chorosa, estragada por terapia.

Todavia, o baterista sente que o Metallica levou uma surra fora de proporção.

"Eu me lembro, quando 'St. Anger' saiu, que recebeu quatro estrelas na 'Rolling Stone' e foi muito bem recebido por muita gente, especialmente pela imprensa principal. Foi tipo, 'Viva! O Metallica voltou a ser agressivo, barulhento e... sujo de novo'. E então, cinco anos depois, 'St. Anger' é tratado com desdém."

"Parece coisa de folclore ou de como funciona a percepção. É, tipo, como este exemplo: 'É 2008, o Metallica está de volta tocando de novo como nos anos 80, de volta às raízes, e "St.Anger" é uma memória distante'."

"Ok, eu entendo a necessidade desse tipo de citação. Mas ao fazer parte do Metallica por 27 anos, parte do passeio envolve estes altos e baixos e dinâmicas. Agora as pessoas gostam um pouco mais de você, agora gostam um pouco menos, agora as pessoas se queixam disso, agora se empolgam com aquilo (...) eu entendo. Mas na verdade nós não fomos a lugar algum. Para nós é apenas uma jornada contínua."

Dito isso, Ulrich reconhece que o Metallica sentiu uma certa pressão pra acertar em "Death Magnetic".

"Nós sabíamos que precisávamos explorar algo diferente do que vínhamos fazendo há algum tempo. Nós sabíamos que precisávamos ir para algum lugar e reinventar."

Como parte do processo, o grupo descartou Bob Rock, seu produtor desde "Metallica" (1991), também conhecido como o "Álbum Preto", que vendeu mais de 22 milhões de cópias em todo o mundo. Em seu lugar a banda contratou Rick Rubin, cujos créditos ecléticos incluem álbuns para Slayer, Run-DMC e Beastie Boys, assim como Tom Petty & the Heartbreakers, Johnny Cash e Neil Diamond.

Rubin, por sua vez, "começou fazendo com que nos sentíssemos bem revisitando algumas coisas por onde passamos antes", diz Ulrich, citando álbuns inovadores como "Kill 'em All" (1983) e "Ride the Lightning" (1984).

Durante a turnê de "St. Anger", o Metallica gravou todas suas sessões nas salas de aquecimento nos bastidores para cada show. Cerca de 150 noites de jams pré-show deixaram a banda com o que Ulrich chama de "muitas idéias realmente ótimas".

Ele estima que metade de "Death Magnetic" nasceu "desses jams de aquecimento em várias arenas de cimento ao redor do mundo, em 2003 e 2004".

A mesma metodologia pode alimentar o próximo disco da banda, já que um novo álbum significa mais shows do Metallica, como promete Ulrich. Muitos shows. Já há datas marcadas até a metade de 2009, e na primeira parte da excursão o Metallica está de volta tocando no centro da arena, como fez durante a etapa de arenas da turnê de "St. Anger".

"Quando você toca no meio da arena, você tem quatro fileiras da frente. Você fica mais próximo de uma porção maior do público. É tudo uma questão de acesso, acesso aos fãs e acesso à banda."

E esses fãs terão que esperar outros cinco anos entre álbuns, como tem sido a norma ultimamente para o Metallica?

Ulrich ri da pergunta, mas rapidamente fica sério enquanto pondera as atuais circunstâncias da banda.

"As coisas não ficam mais fáceis. Eu adoraria lançar álbuns com mais freqüência, mas... eu não quero perder o crescimento dos meus filhos. Nenhum de nós quer. Talvez, quando meus filhos estiverem na faculdade, nós lançaremos um álbum por ano ou a cada seis meses, como as bandas faziam nos anos 60. Mas não será assim por algum tempo."

"Então serão outros cinco anos? Quem é que sabe?" conclui Ulrich. "Eu não prenderia minha respiração por algo mais rápido, mas manteremos você informado."

Fonte: UOL Música

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Ulrich: "Novo álbum do Metallica é como um par de tênis velhos"

   06 de Novembro de 2008     tags: ulrich, entrevista, death magnetic      Comentários

Quão bom é o novo álbum do Metallica? Os fãs já sabem que Death Magnetic, o nono disco de estúdio da lendária banda de metal, é um bem-vindo retorno à forma. Uma multidão o adquiriu no lançamento de 12 de setembro, gradualmente levando-o além do status de platina e justificando a resposta crítica estonteante.

Neste ambiente da indústria de gravadoras, essa é uma boa notícia para uma banda de 27 anos que despertou a ira de seus apoiadores mais vezes do que qualquer um se lembra. Mas para o baterista Lars Ulrich, o verdadeiro teste de qualidade do álbum é o “nível de conforto” das músicas.

“Não quero usar as palavras ‘sem esforço’, porque algumas delas são complicadas”, disse ele por telefone quando estava no jogo de flag de seu filho da quinta série perto de San Francisco. “Mas elas soam muito naturais, como se você calçasse um par de tênis velhos ou aquela jaqueta de couro que não é usada há 10 ou 15 anos.”

O Metallica praticamente ofendeu os fãs na última década com álbuns que diminuíram o thrash metal que definiu o gênero em favor de excursões por outros gêneros. Death Magnetic, produzido pelo guru de estúdios Rick Rubin, pode não ter os hits poderosos e rápidos de contrabaixo de discos como “Ride of Lightning”, mas ele pelo menos traz de volta os solos nervosos de Kirk Hammett – e não parece ter medo de transitar em terreno desgastado.

Ulrich está tão confiante com as músicas novas que até – surpresa – está disposto a tocar mais delas em shows. “Na turnê St. Anger, acho que tocamos só duas ou três daquele álbum, mas era sempre uma luta”, afirmou. “A maioria das coisas daquele álbum foi reunida em um computador, mas a maioria das coisas do Death Magnetic foi feita como nos velhos tempos. São só quatro caras tocando e relaxando. Rick Rubin queria mesmo uma abordagem orgânica para o trabalho”.

Rubin produziu artistas diversos como Beastie Boys, Neil Diamond e Slayer, e é conhecido pela habilidade de revigorar atos criativamente dormentes. E Ulrich, que conhece o cara há duas décadas, ainda não sabe por que isso acontece. “Não sei se é um espelho, uma coisa meio animadora de torcida ou uma dose de confiança”, disse. “Rick não é um músico nem um cara técnico. Ele não se senta e gira manivelas e aperta botões. Mas quando você se senta para falar sobre sua música, há quase um elemento psicológico ali”.

Ulrich reluta em comparar Metallica com outros que Rubin ajudou a dar um ar de vida nova, como Johnny Cash, Diamond ou Tom Petty. Mas ele vê semelhanças na abordagem de Rubin em diferentes artistas. “Na nossa banda, tivemos muita necessidade de continuar a sentir que estávamos evoluindo e sempre nos desafiando, mas como resultado vem essa busca e essa caça e essa perseguição a coisas diferentes”, afirmou Ulrich. “Rick nos controlou sem nos fazer sentir que estávamos nos ameaçando. Ele tem uma forma de levá-lo a pontos em que as coisas não parecem falsas e não parece que você está num retrocesso ou copiando o que já fez antes”.

Enquanto a banda continua a primeira turnê pela América do Norte em quatro anos, o círculo completo de confiança do último álbum se traduz em um show que enfatiza o novo álbum ao mesmo tempo em que ainda dá aos fãs o que eles vieram ouvir.

Para o estranhamente extrovertido Ulrich, esse é um pensamento que acalma, especialmente depois de quase três décadas com a banda. “Nós levamos paixão às pessoas, e não encaramos isso sem seriedade. Depois de todo esse tempo, extraio as coisas boas das caras feias, das reclamações e da dissecação, pois as pessoas ainda se importam.”

Fonte: iG Pop

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Trujillo: "O som do 'Death Magnetic' ficará nas mentes dos fãs por anos"

   31 de Outubro de 2008     tags: trujillo, entrevista, death magnetic      Comentários

Scott Iwasaki do Deseret News entrevistou recentemente o baixista do Metallica, Robert Trujillo. Alguns trechos da conversa podem ser conferidos abaixo.

Sobre o "Death Magnetic", seu primeiro trabalho de estúdio com a banda:

"Foi uma experiência maravilhosa. Abriu meus olhos para ver como esta banda trabalha no estúdio. Primeiro de tudo, o trabalho ético é muito forte. E eu realmente me senti como parte do processo de composição e gravação do álbum."

"Foi interessante ver o Lars [Ulrich, bateria] e James [Hetfield, guitarra/vocal] escreverem músicas. Foi irreal."

Sobre a escolha das músicas que entraram no álbum:

"Nós discutimos em algumas delas. E nós odiamos ver algumas delas ficarem de fora. Uma em particular nós não incluímos no álbum porque não estava terminada. E eu acho que ela teria sido a música mais brutal e dura que o Metallica já fez."

"É bom nos ver acolher o metal de novo. E nós tínhamos um monte de música. É por isso que as músicas são longas de novo. Além do mais, os membros da banda concordaram 90 porcento do tempo nas escolhas das músicas para o 'Death Magnetic', o que, claro, não é congruente com a história da banda."

Sobre trabalhar com o produtor Rick Rubin:

"Rick e a banda estavam todos no mesmo plano. Ele nos guiou para escrever músicas que faríamos se estivéssemos buscando assinar um contrato com uma gravadora. Foi como o começo de nossa carreira."

"Rick sabia o que ele estava fazendo. Haviam momentos em que ele nos diria para tentar algo e só fazia sentido mais tarde. Claro, nós queríamos soca-lo, pular em suas costas e arrancar seus cabelos algumas vezes, mas ele nos forçou a escrever músicas melhores."

Sobre gravar o álbum em Los Angeles ao invés de São Francisco:

"Eu pessoalmente achei que foi bom para a banda. L.A. é arenoso, quente e o estúdio fica na região industrial. Não havia fuga. Isso é diferente de gravar em um lugar como no norte da Califórnia, onde o ar é limpo e as casas de James e Lars estão a apenas alguns minutos. Eu acho que trabalhar em L.A. deu ao álbum um som mais significativo."

Sobre as críticas a mixagem do CD, consideradas piores do que as que foram usadas em jogos como o Guitar Hero III:

"Os membros da banda tem o controle criativo e eles vivem em uma bolha. Eles fazem o que precisa ser feito. E algumas vezes não é o que os fãs querem. Mas em outros casos, é."

"O Metallica deixou os fãs bravos algumas vezes, mas por bem ou por mal, a banda atingiu o interesse dos fãs. O som do 'Death Magnetic' ficará nas mentes dos fãs por alguns anos... A banda o torna interessante para os fãs."

Sobre a setlist da turnê atual do Metallica:

"Nós mudamos toda noite. Há algumas músicas que mantemos todas as vezes, mas nós queremos tocar as coisas novas porque estamos animados com isso. E nós vamos tocar algumas coisas antigas porque os fãs as conhecem. Mas eu tenho notado que as coisas novas estão indo muito bem. As pessoas sabem as letras, e tem sido bom toca-las."

A matéria completa, em inglês, pode ser lida clicando aqui.

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Death Magnetic é disco de platina nos EUA

   29 de Outubro de 2008     tags: death magnetic      Comentários

O novo álbum do Metallica, "Death Magnetic", foi certificado como platina pela Recording Industry Association of America (RIAA) apenas seis semanas depois de sua estréia em 12 de Setembro pela Warner Bros. Records. O CD vendeu 52 mil cópias nos Estados Unidos na semana que terminou em 26 de Outubro, levando as vendas todais em território estado-unidense a 1,21 milhões, de acordo com o Nielsen SoundScan.

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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