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Trujillo comenta sobre composição do Death Magnetic

   22 de Novembro de 2008     tags: trujillo, entrevista, death magnetic      Comentários

O baixista do Metallica, Robert Trujillo, conversou recentemente com Keith Spera do Nola.com sobre diversos tópicos. Alguns trechos da conversa podem ser conferidos abaixo.

Nola.com: Em sua primeira turnê com o Metallica, a banda não tocou nada do St. Anger, o então atual álbum. Nesta turnê, vocês estão tocando muito do Death Magnetic, que implica que a banda está muito mais feliz com este álbum do que com o "St. Anger".

Trujillo: "Basicamente, o material no Death Magentic foi criado com a intenção de que tocaríamos ao vivo. Uma das coisas que Rick Rubin ressaltou para nós era, 'crie aquela fome de novo. Tente e junte músicas que vocês imaginam tocando na frente de uma platéia. Tenha essa atitude e mentalidade de que vocês estão tentando um contrato para um disco de novo.'

Estas músicas são consideravelmente longas e há definitivamente momentos onde as coisas ficam bem técnicas. Mas no fundo todas tem uma sensação de ao vivo. Nós gravamos elas de pé, como se tivéssemos tocando ao vivo. Nós não usamos um metrônomo nas baterias; nós simplesmente tocamos. Então você conseguiu esses arranjos elaborados, mas nós basicamente os tocamos. E as músicas precisam ter um groove. Você tem esse elemento de groove quando tenta tocar esses números.

As músicas no St. Anger, por outro lado, não foram gravadas dessa forma. Elas foram editadas e formatadas no computador. Essa é uma grande diferença. Por isso que nós só ensaiamos quatro músicas e acabamos tocando uma ou duas delas regularmente. Nós ensaiamos oito músicas do 'Death Magnetic' e nós estamos tocando quatro ou cino."

Nola.com: Qual foi sua contribuição para o processo de composição?

Trujillo: "Eu estava lá todos os dias quando nós estávamos compondo e arranjando as músicas. Não era fechado como nos anos anteriores, onde era, 'ok, nos dê sua fita com idéias, e nos vemos em seis meses'. Todas essas idéias que você ouve no 'Death Magnetic' foram riffs e grooves que nós ensaiamos fisicamente, então fundimos e mixamos e combinamos.

Uma música como "Cyanide", po exemplo. Há um momento onde Lars e eu estamos ligados, falando como um. Isso foi inspirado... Nós fomos ver The Cult na noite anterior e estávamos curtindo as antigas jams deles. James começou a tocar aquele riff da 'Cyanide' e nós imediatamente fechamos nesse padrão juntos.

Para mim é importante que Lars e eu nos estabelecemos mais como um time, para o baixo e a bateria se conectarem. Isso será muito importante para o que fizermos no futuro. Esse é um dos elementos que torna excitante para mim, como baixista, estar no Metallica.

O Metallica é muito inspirador. Em certo momento eu estava aprendendo guitarra flamenca. Eu mostrei para os caras algumas das coisas que eu aprendi. Algumas daquelas escalas e trechos aparecem nessas músicas. Eles ficam animados com idéias musicais que vem de lugares diferentes. Não importa se vem de bandas semi-clássicas como The Cult ou escalas de guitarras flamencas - tem tudo a ver com a música no final."

A entrevista pode ser lida, em inglês, clicando aqui e ouvida aqui.

Fonte (em inglês): Brave Words & Bloody Knuckles


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