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Ulrich: "Encontrar inspiração para tocar em nossa cidade nunca é difícil"

   25 de Julho de 2012     tags: entrevista, ulrich, vídeos      Comentários

O baterista do Metallica, Lars Ulrich, participou de uma conversa por telefone com repórteres nesta terça-feira (24 de Julho) para promover a participação da banda na edição 2012 do festival Outside Lands, que acontece entre os dias 10 e 12 de Agosto no Golden Gate Park em São Francisco. Também participarão do festival, Stevie Wonder, Neil Young and Crazy Horse, Skrillex, Jack White, Foo Fighters, Beck, Sigur Rós, Fun., Justice, Norah Jones, The Kills, Of Monsters and Men, Alabama Shakes e Grandaddy.

Auto-entitulado como o "único festival de música gourmet", o Outside Lands combina música com vinho e comida. Os produtores do evento doarão uma quantidade significativa de cada ingresso vendido para o departamento de recreação e parques de São Francisco. Além disso, o festival oferece mais de 100 opções de comidas e vinhos.


Sobre tocar este ano no Outside Lands:

Ulrich: "Como todos sabem do Metallica, nós louvamos São Francisco ao redor do mundo. Nós temos muito orgulho de nosso relacionamento com São Francisco. A coisa principal de qualquer show em São Francisco é gerenciar a lista de convidados. O Golden Gate Park é um lugar espetacular, espetacular, espetacular... A vibração toda é de outro nível, tudo que temos que fazer é aparecer e garantir que estamos dando nosso melhor... Encontrar inspiração para tocar em nossa cidade nunca é difícil."

"Ano passado, eu levei meus filhos para ver Muse e Artic Monkeys e o resto das bandas que estavam tocando [no Outside Lands]. No ano anterior, foi Kings of Leon; no outro ano, eu acho que foi Black Eyed Peas. Como um residente da Bay Area e como um fã de música, ir ao Ouside Lands todo ano é uma grande coisa. Não só pra mim, mas também para minha família. Ter a chance de tocar nele e ser atração principal é obviamente uma grande coisa para nós. Se eu não fosse tocar, eu iria e levaria meus filhos. É meio que o destaque dos shows do ano deles... Então funciona de todos os jeitos."

Sobre a setlist do Outside Lands:

Ulrich: "Com esses tipos de situações onde você está tocando para 50 a 70 mil pessoas, há músicas que você precisa tocar nessas situações... Nós sempre tentamos tocar músicas diferentes e trazer coisas mais obscuras que não tocamos o tempo todo. Nós colocaremos algumas músicas famosas, com algumas coisas obscuras e o que for. Há muitas músicas para escolher, e eu tenho certeza que vamos tirar alguma coisa louca da manga. Haverá coisas que explodem, coisas que se movem, e todo esse tipo de coisa. Então será divertido para toda família, como nós gostamos de falar."

Para mais informações, visite www.sfoutsidelands.com.

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Ulrich tocando trombone

   24 de Julho de 2012     tags: ulrich, vídeos      Comentários

Um vídeo do baterista Lars Ulrich, e o restante do Metallica, com o pessoal do The Soul Rebels tocando o trombone do grupo de New Orleans, durante um ensaio para a semana de shows em comemoração aos 30 anos da banda que aconteceu no Fillmore em São Francisco, Califórnia, em Dezembro de 2011, foi disponibilizado e pode ser conferido abaixo.

O The Soul Rebels abriu os quatro shows de aniversário do Metallica e fez uma jam com a banda em todas as noites. O The Soul Rebels também tocou nos dois dias do festival Orion Music + More.

"Eles nunca tinham lidado com uma brass band", disse o percursionista do The Soul Rebels e co-fundador, Lumar LeBlanc, ao Times-Picayune de seus novos colegas do Metallica. "Eles nos aceitaram como uma banda. Eles não quiseram que nós entrássemos com 'When The Saints Go Marching In'. Eles nos viram como, 'vocês todos podem realmente tocar essas músicas do Metallica'".


Agradecimentos: Slim
Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Ulrich fala sobre falecimento de Jon Lord

   17 de Julho de 2012     tags: ulrich, jon lord      Comentários

O site oficial do Metallica foi atualizado com o seguinte texto de Lars Ulrich, a respeito do falecimento de Jon Lord do Deep Purple:



Desde que meu pai me levou para vê-los em 1973 em Copenhagen, na impressionante idade de 9 anos, o Deep Purple tem sido a mais contante, contínua e inspiradora presença musical em minha vida. Eles significaram mais para mim do que qualquer outra banda que existiu, e tiveram uma grande influência em moldar quem eu sou. Então obviamente eu estou mais que deprimido, triste e devastado pela notícia de hoje sobre o falecimento do tecladista Jon Lord.

Nós todos somos culpados de soltarmos adjetivos como "único" e "pioneiro" quando queremos descrever nossos heróis e pessoas que nos tocaram, mas não há palavras que se encaixam melhor do que essas no momento e simplesmente não há outro músico como Jon Lord na história do hard rock. Ninguém. Ponto final.

Não havia ninguém que tocasse como ele. Não havia ninguém que soasse como ele. Não havia ninguém que escrevesse como ele. Não havia ninguém que parecesse com ele. Não havia ninguém mais articulado, cavalheiro, caloroso, ou mais legal que já tocou teclado ou que chegou perto de um teclado. O que ele fez foi tudo por conta própria. Incluindo obviamente seu som único. Seja o que for que ele fez com o orgão Hammond, a forma que Leslie distorceu o que ele estava tocando e levou a um lugar nunca ouvido antes, a forma que ele a atacou enquando estava jogando-a por aí, seja o que for mais que estava rolando entre Jon e "A Besta", como ele chamava seu orgão, foi algo como nunca visto antes, durante ou depois. Simples assim.

Deep Purple, claro, consiste em uma entidade própria, sempre imprevisível, sempre impulsivo, nunca repetitivo e a maioria do tempo, do outro mundo. Eu tive sorte de vê-los três vezes em Copenhagen entre 1973 e 1975, várias vezes de novo na turnê de reunião entre 1985 e 1987. Nós até tocamos alguns shows na Alemanha com eles no verão de 1987 e, nem preciso dizer, toda vez foi uma experiência que teve grande impacto em mim. Ver Jon no palco tocando os riffs, as colorações, as texturas, os solos de outro nível, introduções, outros, trechos de blues, peças clássicas e o que mais viesse em sua cabeça cada noite E além disso, seguindo o Ritchie Blackmore música após música, noite após noite, foi um sinal da grandeza de sua arte... O mais talentoso, original e único tecladista de hard rock que já andou neste planeta.

Em 1992, quando nós tocamos em Munich na turnê do Black Album, Jon Lord e o vocalista Ian Gillan vieram até o show e ficaram no snake pit o tempo todo. Eu estava nos céus. Tocar em frente aos membros da banda que significaram mais para mim do que qualquer coisa em minha vida foi um sonho que se tornou realidade. E quando eu consegui uma nota autografada depois do show, de que eles tinham que sair e voltar e se prepararem para as sessões de gravação no dia seguinte, eu estava mais que animado. Meu(s) herói(s) no snake pit!!!!! "Olha, mãe, no topo do mundo!!"

....Um ciclo completo para o impressionável menino de 9 anos de KB Hallen em Copenhagen em Fevereiro de 1973.

Descanse em paz Jon e OBRIGADO por tudo,

Lars

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Vídeo-mensagem de Ulrich no Orion Music + More

   24 de Junho de 2012     tags: vídeos, ulrich, orion music and more      Comentários

O baterista do Metallica, Lars Ulrich, gravou uma vídeo-mensagem de três minutos do segundo dia do festival de dois dias da banda, Orion Music + More, que acontece neste final de semana (23 e 24 de Junho) no Bader Feld em Atlantic City, New Jersey. Confira abaixo.


Além disso, uma entrevista com o guitarrista do Metallica, Kirk Hammett, realizada pela CBS Local pode ser conferida clicando aqui.

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Ulrich fala sobre Orion Music + More

   21 de Junho de 2012     tags: entrevista, ulrich, orion music and more      Comentários

Scott Cronick do Atlantic City Insiders realizou recentemente uma entrevista com o baterista do Metallica, Lars Ulrich. Alguns trechos da conversa podem ser conferidos abaixo.

Atlantic City Insiders: Por que vocês escolheram Atlantic City como o local para seu primeiro festival de música?

Lars: Nós sempre soubemos que queríamos estar em um CEP - bem perto do seu bairro - entre New York, Philadelphia, Baltimore e D.C. Nós queríamos faze-lo em um lugar que fosse conveniente para as pessoas virem da costa oeste ou Europa em termos de acesso via aeroporto. A história da música é cheia de histórias de horror sobre festivais musicais e eventos acontecendo em uma fazenda de alguém a 90 minutos de uma rodovia e você ter que lutar em um congestionamento em uma estradinha. Então nós não queríamos isso. Quando Atlantic City veio, nós entramos nisso pois queríamos que a experiência fosse agradável. Há acesso. Há hotéis. É um lugar lógico de se fazer.

Atlantic City Insiders: O Metallica está por aí há mais de 30 anos. Por que agora?

Lars: Nós queríamos fazer isso há anos. Nos chame de ignorantes ou loucos ou sonhadores ou o que for, mas é uma idéia que estava no ar por cerca de quatro anos. Desde que nós fizemos o Bonnaroo em 2008, nós sentimos que estávamos fazendo essas coisas na Europa e tudo com lineups bem diversos por 25 anos... E nós sentimos que nós mesmos poderíamos fazer algo deste tipo aqui, e que seria divertido fazer isso. Então quando decidimos fazer, nós procuramos por pessoas que pudéssemos confiar e trabalhar para proteger nossa visão e mante-la pura e sobre a música e a experiência e o estilo de vida de músico. Não tem a ver com comércio e garrafas de água por 9 dólares e todas essas merdas.

Atlantic City Insiders: O que será a melhor parte desse fim de semana para você?

Lars: Já que nós somos os hosts dessa coisa, nós todos estaremos por lá. Não é como se a gente chegasse em uma limosine 20 minutos antes de subirmos ao palco. Nós estaremos lá e participaremos e ouviremos as músicas e de tudo mais. Eu estou ansioso por esse lado. Nós estamos tão acostumados a ir de um lugar para o outro para aparecer e tocar e sair. Eu espero ficar a toa lá. Haverá várias pessoas legais em Atlantic City nesse fim de semana. Essa é a parte legal.

A entrevista completa, em inglês, pode ser lida clicando aqui.

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Ulrich fala sobre a idéia do filme 3D

   31 de Maio de 2012     tags: entrevista, ulrich, 3d      Comentários

A revista Rolling Stone realizou entrevistas separadas com os quatro membros do Metallica - guitarrista/vocalista James Hetfield, baterista Lars Ulrich, guitarrista Kirk Hammett e baixista Robert Trujillo - durante uma recente visita ao QG da banda em San Rafael, Califórnia. As entrevistas completas em inglês podem ser lidas na edição "The Big Issue" da Rolling Stone ou online clicando aqui.

Rolling Stone: Quais partes do festival Orion você pode ser creditado?

Ulrich: Eu vim com o nome [risos]. Para mim, ter o Artic Monkeys lá é importante. Eu acho que eles são uma banda de heavy metal disfarçada de uma banda indie. Se você ouvir uma música como "Perhaps Vampires Is a Bit Strong But...", há quase um elemento do Rush lá. O Avenged Sevenfold é próximo e querido por mim. Eles estavam em dúvida sobre isso. Eles estavam descansando no verão. Eu liguei para um dos caras e disse, "isto significaria muito para nós". O The Black Angels são simplesmente legais. Um amigo meu me disse, "confira", e eu fiquei, "Uau, é como se o The Doors se encontrasse com algo em 2011".

Rolling Stone: Houve alguma banda que você convidou que disse, "sem chance, seremos mortos pelos seus fãs"?

Ulrich: A coisa não é com as bandas. É mais se este tipo de festival pode existir do ponto de vista dos fãs. Porque nós estamos fazendo isso, fica rotulado como uma coisa em particular. Nós temos que trabalhar duro. Se o Radiohead fizer isso, é legal. Se nós fazemos, não é. Eu fico espantado que as pessoas ficam espantadas por fazemos este tipo de coisa. É o nosso DNA.

Rolling Stone: O lance de filme 3D é bem diferente, mesmo para vocês. Ele tem elementos de documentário, ficção e apresentação ao vivo, neste palco maluco.

Ulrich: Isto tem circulado por dois anos. É hora de dar vida a isto, tirar de nossas mentes e colocar na tela. Se feito direito, pode ser sensacional. Você não está assistindo o Metallica no palco. Você está no palco com o Metallica. No IMAX, James Hetfield tem 11 metros, cuspindo em você. São 2000 decibéis. Se houver um terremoto do lado de fora, você não perceberia. Mas você não pode fazer isso por 100 minutos. Perde o apelo. Há outro elemento lá - íntimo, pequeno, uma história que acontece durante a mesma trajetória do show. A questão é, "onde começa um e termina o outro?". Mas você precisa sair do show para aproveitá-lo.

Rolling Stone: Mesmo em um show do Metallica, você precisa dar uma pausa para uma cerveja ou ir ao banheiro.

Ulrich: Esta idéia vem dos anos 90, quando os filmes para IMAX começaram a sair. Nós estávamos conversando com eles. Isso quando as câmeras do IMAX tinham o tamanho de uma casa, e elas só tinham 12 minutos de filme. Você precisava parar para recarregar. Mas ver "Missão: Impossível - Protocolo Fantasma" em IMAX, o que eu fiz na semana que saiu, e então quando transmitimos o show do "Big Four" de Sofia, Bulgária, nos cinemas em 2010 - foi aí que fechamos o contrato.

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Ulrich fala sobre seu papel em Hemingway & Gellhorn

   24 de Maio de 2012     tags: entrevista, ulrich      Comentários

O baterista do Metallica, Lars Ulrich, possui um papel no filme "Hemingway & Gellhorn" da HBO, que estreiará nesta segunda-feira, 28 de Maio, nos Estados Unidos. Depois de aparecer como ele mesmo no documentário "Some Kind of Monster" de 2004 e na comédia "Get Him To The Greek" de 2010, Ulrich faz um papel de verdade neste filme, que conta uma versão fictícia da relação entre o autor Ernest Hemingway e a correspondente de guerra Martha Gellhorn. O casal é estrelado por Clive Owen e Nicole Kidman, enquanto Ulrich faz o papel do documentarista neerlandês Joris Ivens.

Ulrich disse ao USA Today que embora ele goste de aparecer em filmes, ele não está interessado em seguir uma carreira de ator.

"Eu não tenho grande aspirações a uma carreira de ator, mas eu amo me envolver em vários processos", disse ele. "Eu não estava procurando por isso, mas eu não podia dizer não."

Ele acrescentou, "eu levei isto bem a sério. Eu estudei a diferença entre como um neerlandês falaria as coisas em inglês e a forma como eu falo como dinamarquês. A maioria das pessoas não saberia dizer a diferença, mas eu posso. E precisava ser certo."

Ulrich disse que ele gostou de atuar, mas se sente mais a vontade em casa, com seu primeiro amor.

"Em um filme, você é uma ferramenta servindo a visão do diretor, e é assim que deve ser. Mas no mundo da música, eu ajudo a tomar as decisões", disse ele.

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Ulrich fala sobre decisão de tocar disco preto ao contrário

   20 de Maio de 2012     tags: entrevista, ulrich      Comentários

O baterista do Metallica, Lars Ulrich, foi questionado durante uma entrevista a revista Rolling Stone americana, sobre a idéia de tocar o disco preto ao contrário na atual turnê da banda.

"Se você gostou da idéia, ela foi minha. Se não, ela foi do James [Hetfield, guitarra/vocais]. Por bem ou por mal, eu sou o cara das setlists. Isto está tudo sujeito a mudanças se não funcionar. Mas a idéia de começar com músicas menos conhecidas e terminar com 'Sad But True' e 'Enter Sandman' parece vencedora. Você termina com o orgasmo, que é a primeira música."

Sobre o tópico da mudança do disco preto do speed metal para músicas mais simples e curtas, que definiu o tom do resto da carreira do Metallica, Lars disse, "eu sou um grande crente de que os discos todos se juntam. Aquela coisa mais direta, quatro caras tocando, estava presente nos primeiros discos, em 'Harvester of Sorrow' e 'Ride the Lightning'. Mas nós saímos disso tudo porque não havia mais para onde ir. Onde você vai depois de 'Dyers Eve'? Você não pode ficar mais rápido. Você não pode ficar mais puto do que Hetfield gritando com seus pais. Isto foi o final dos anos 80 para nós."

Ele continou, "nós tocamos um show com o Aerosmith no verão de 1990, bem no momento que começamos a compor o disco preto. Eu me lembro de sentar debaixo desta arquibancada com o [co-empresário] Cliff Burnstein. Ele disse, 'os Misfits são grande parte de sua influência - 'Last Caress' tem um minuto e meio, 'Jumpin' Jack Flash' [dos Rolling Stones] é parte do que você é. Vocês ainda não lançaram isso.'"

"Eu voltei a São Francisco e havia um riff na fita de Kirk [Hammett, guitarra, que se tornou o lick de 'Enter Sandman']. A coisa toda é só aquele riff. 'Enter Sandman' foi o projeto. O resto do disco apareceu depois de dois meses."

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Hetfield: "Eu só tenho 864 riffs" para o próximo álbum

   20 de Maio de 2012     tags: entrevista, ulrich, hetfield, hammett, trujillo      Comentários

A revista Rolling Stone americana realizou entrevistas separadas com os quatro membros do Metallica - guitarrista/vocalista James Hetfield, baterista Lars Ulrich, guitarrista Kirk Hammett e baixista Robert Trujillo - durante uma recente visita ao quartel-general da banda em San Rafael, Califórnia. Alguns trechos podem ser conferidos abaixo.



Rolling Stone: Como está indo a composição do novo álbum?

James Hetfield: "Eu só tenho 864 riffs."

Rolling Stone: Isso é um número exato?

James Hetfield: "No iTunes, você pode ver quantas coisas você tem. E isso não inclui as passagens de sons, as coisas que brincamos ali. Você pluga em um amplificador. De repente, te faz sentir bem - você surge com um riff. 'Cara, você viu isso?' Você não pode se livrar de ser gravado aqui."

"Mas Lars, o depósito do Metallica, é obcecado em revisitar cada pedra, revirar: 'isto poderia ser ótimo!'. Sim, tudo poderia ser ótimo. Mas eu tenho algo novo agora. Isso é um círculo vicioso. Você tem um riff de cinco anos de turnê que é ótimo. Eu ainda o sinto? Não se preocupe. Algo melhor surgirá."

Rolling Stone: Há distrações demais - turnês, o festival Orion Music + More, o vindouro filme 3D - que te tiram do negócio principal de...

James Hetfield: "Compor músicas? Com certeza. Esta semana é entrevistas, sessões de fotos, gravar vídeos para coisas. Quando vamos começar a compor? 'Nós temos que ensaiar o álbum preto'. Eu amaria sentar e compor sem ter que pensar em outras coisas."

Rolling Stone: Quanto tocar o álbum preto na íntegra afetará o próximo disco?

Lars Ulrich: "Eu tenho sentado com as músicas do álbum preto por um mês agora, ouvindo-as enquanto estou dirigindo, me aprodundando antes de tocá-las: 'por que subimos uma nota aqui? Por que repetimos esta coisa quatro vezes ao invés de duas?. Eu estava pensando sobre isso de novo hoje. Houve um momento em 'Sad But True' com aquele meio-refrão no meio. Então volta ao solo de guitarra, e então tem uma pequena pausa antes de ir para o terceiro verso."

"Eu não conseguia não pensar, 'por que foi colocado desta forma?' Talvez possamos emprestar levemente isso?' Se você não pode se copiar, qual o propósito? Será interessante ver, assim que soltarmos esse álbum para as pessoas de países diferentes, com o que voltaremos para as sessões de composição no outono."

Rolling Stone: Vocês tem muitos projetos que ficam no caminho de fazer música nova.

Lars Ulrich: "Eu não quero ser aquela banda que só grava, faz turnê; grava, faz turnê. Eu vou dizer até morrer, 'quem não gostaria de fazer um disco com Lou Reed?' Elas são aventuras, territórios desconhecidos, lugares onde você faz mais do que apenas exercitar sua memória. Eu quero sair desse modelo, de que a única razão de uma banda existir é somente fazer outro disco."

Rolling Stone: Como você se vê no futuro? Vocês celebraram seu 30o. aniversário. Outros 30 anos pode ser otimista.

Lars Ulrich: "Eu ainda não sinto que nos desafiamos o suficiente. Nós ainda falamos sobre 'o próximo álbum'. Nós podemos fazer o que quisermos com nossa música. 'Nós escondemos um novo CD do Metallica em cada CEP dos Estados Unidos. Vá achá-lo!' Não há nada além de opções."

"Eu não menciono a palvra 'trabalho'. O trabalho da manhã, preparar meus três filhos para a escola - isso é parte do trabalho do meu dia. Quando eu venho aqui é onde a diversão começa."

Rolling Stone: Vocês se distanciaram de fazer música nova, já que estão são ocupados fazendo turnês, o festival e o filme 3D.

Kirk Hammett: "Nós sabemos há pelo menos dois anos que temos que começar a compor músicas. Parece que eu estou do lado de uma montanha: há esta enorme pedra que eu sei que vai começar a rolar algum dias desses. E quando começar, nós não conseguiremos parar. Mas ela não começou a rolar ainda."

"Está na mente de todo mundo. Quando terminamos [de tocar os shows de 30 anos] no Fillmore [em São Francisco] no ano passado, eu pensei, 'daqui um ano, eu vou ter 50 anos. Nesse ritmo, isto significa que eu tenho dois álbuns restantes em mim? Três?' Mas se se andarmos em um ritmo diferente, quem sabe? Cinco? A única coisa que eu aprendi é que você não pode ser muito profético nesta banda, porque algo acontece, e as coisas mudam completamente."

Rolling Stone: Quanto vocês compuseram, falando de riffs, para o próximo disco?

Robert Trujillo: "Eu tenho cerca de 20 idéias que eu me sinto realmente bem sobre elas, onde no 'Death Magnetic' eu tinha uma ou duas. Mas uma delas acabou sendo a 'Suicide and Redemption'. Hetfield - ele é uma máquina de compor. Kirk tem mais de 300 idéias. Há tanta coisa das jams da sala de ensaios, de todos estes anos de turnê. Eu gosto de pensar que eu tenho 20 idéias em que eu acredito."

Rolling Stone: Qual a melhor até agora?

Robert Trujillo: "[Sorri] Há uma que me lembra de algo saído do 'Vol. 4' do Black Sabbath."

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Ulrich: "Eu definitivamente sou culpado de provocar algumas vezes"

   11 de Maio de 2012     tags: entrevista, ulrich      Comentários

Em uma nova entrevista para a Maxim.com, o baterista do Metallica, Lars Ulrich, foi perguntado se há algo no documentário "Some Kind of Monster" de 2004 que ele gostaria que tivesse ficado de fora.

"Eu definitivamente sou culpado de provocar algumas vezes", ele respondeu. "Eu sou dinamarquês, e dinamarqueses algumas vezes gostam de colocar seus dedos nos ombros de outra pessoa e empurra-la um pouco. Eu algumas vezes penso que a comunidade do metal é tão séria e cheia de opinião. De vez em quando precisa de um pouco de provocação, e eu não ligo de ser esse cara. Mais ninguém parece fazer isso. Algumas vezes eu leio, 'Oh, Lars Ulrich, que cuzão', ou, 'Lars Ulrich não consegue tocar bateria'. Eu dou risada de tudo isso. As pessoas se sentam lá e dizem coisas horríveis nos fóruns de discussões. Eu acho realmente engraçado quando alguém se senta lá e diz algo que digitou com seu pau, ou alguém de 12 anos que ainda não sabe como bater punheta mas ainda assim está sentado lá digitando insultos sobre alguém que ele nunca encontrou. A coisa toda é hilária."

A entrevista completa em inglês pode ser lida clicando aqui.

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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