O vocalista e guitarrista do Metallica, James Hetfield, revelou quais são os seus guitarristas base preferidos. A afirmação foi feita em entrevista ao Newsweek.
Questionado sobre suas influências no instrumento, ele diz que é um sujeito "percussivo". "Gosto de tocar bateria na guitarra. Sou rítmico e, obviamente, sou um guitarrista base, então há grandes músicos que fazem base por aí: Malcolm Young (AC/DC), Rudolf Schenker (Scorpions) e eu diria Johnny Ramone (Ramones)", afirmou.
Ele comentou sobre o estilo de Johnny Ramone. "Ele tem uma ótima mão direita: muita palhetada para baixo, como uma máquina. Tento soar daquela forma", afirmou.
Por último, mas não menos importante, James Hetfield citou Tony Iommi (Black Sabbath). "Obviamente, há a musicalidade de um riff: tento soar como Tony Iommi, que é o grande mestre dos riffs na minha opinião - uma combinação de peso e grandes melodias pelos riffs", disse.
Ele também disse que gostaria de tocar como o guitarrista solo do Metallica, Kirk Hammett, mas não consegue. "Então, me tornei o melhor guitarrista base que consegui. E sendo o vocalista, amo melodia. Michael Schenker é um dos meus guitarristas favoritos que tocam de forma melódica", afirmou.
James também fez uma comparação entre ele e Kirk Hammett. "Sou um pouco mais sutil que Kirk. Ele soa bombástico quando chega com uma sonoridade. Nos ensaios, é como, 'você notou que você está soando muito, muito alto?'. E ele não percebe. Ele ama barulhos", disse.
Em entrevista ao Newsweek, o vocalista e guitarrista do Metallica, James Hetfield, falou sobre os tributos que sua banda fez aos falecidos ícones Ronnie James Dio e Lemmy Kilmister. O grupo registrou "Ronnie Rising Medley" em uma coletânea e "Murder One" no novo álbum, "Hardwired...To Self-Destruct" - a homenagem a Dio também está presente na versão deluxe do disco.
"Todos temos mentores e precisamos deles, ou ao menos eu preciso. Preciso de alguém para me espelhar, que me ensine", explicou.
Ele conta que o Metallica foi convidado pela ex-mulher de Dio, Wendy, para contribuir com o tribtuo ("This Is Your Life", de 2014). "Não somos iniciantes em fazer covers. Então, o medley combinou todas as boas coisas que amamos de Dio. Foi ótimo me desafiar a cantar daquele jeito", disse.
Hetfield diz que Lemmy, por sua vez, foi um "ícone", um "padrinho" para quem gosta de heavy metal. "Achávamos que ele fosse imortal (risos), vivendo daquela forma na estrada. Sabíamos que aquilo chegaria a um fim, mas não esperávamos. Não há Metallica sem Motörhead", afirmou.
James voltou a comentar que é "vergonhoso" o Rock And Roll Hall Of Fame não contar com o Motörhead. "Mas ele ganhou um Grammy com uma versão de 'Whiplash', música que gravamos tentando soar como Motörhead. Ele fez um cover de uma canção que foi inspirada nele e ele ganha um Grammy por isso. Foi muito legal", disse.
O frontman do Metallica, James Hetfield, foi entrevistado para o programa de rádio "The Rubber Room", da rádio australiana Triple M. A conversa pode ser ouvida clicando aqui, e alguns trechos traduzidos podem ser conferidos a seguir.
Sobre o Metallica continuar a tocar com a mesma intensidade que há trinta anos:
Hetfield: "Isto é o que fazemos. É nisto que somos bons. Não há outra forma de fazer isto. Não temos interesse em não darmos o melhor, isso é meio que óbvio. Somos exploradores e amamos sermos artistas e fazer o que fazemos. E estamos escrevendo músicas que amamos ouvir. Isso meio que simplifica tudo."
Sobre a honestidade do Metallica:
Hetfield: "Nós não temos medo de mostrar nosso lado bobo, nosso lado divertido, nosso lado com erros e não sério. Todo mundo comete erros, e nós erramos - fizemos maus investimentos ou fizemos a coisa errada, mas é tudo em nome de tentar fazer nosso melhor. Então você pode culpar as pessoas pelo que quiser, mas no final, pelo menos estamos aqui tentando fazer algo. E eu concordo - este mundo é realmente poluído com muitas besteiras que as pessoas não precisam ver ou ouvir, pois são falsas. As pessoas apenas querem seus cliques e é tudo por causa do dinheiro. Estamos aqui fazendo isso, pois se não fizéssemos - eu não sei - definharíamos. Digo, isto é como respirar para gente. Eu acho que todo mundo pensa que conhece a verdade, mas no final, a minha verdade, o que eu acredito realmente, se eu apenas imaginar ou inventar que tem a mesma visão daquilo que você acredita, então podemos nos dar bem. Digo, sim, são opiniões diferentes - certo - mas estamos tentando fazer a próxima melhor coisa. Todo mundo está tentando se destruir, ao invés de se juntar e tomar boas decisões."
Sobre não querer tocar mais do que cinquenta shows por ano:
Hetfield: "Eu tenho vários amigos que dizem, 'Cinquenta? Tá louco?'. É tipo, bem, não. Nós estávamos fazendo bem mais do que isso. Mas nós amamos turnês, nós apenas queremos conseguir sobreviver - mente, corpo e espírito. Somos caras bem espertos; nós sabemos o que nosso corpo aguenta. Por que nos punirmos por aí? Tem que ser divertido. E se nós não estamos tocando cento e dez porcento em cada show, então não é divertido."
James Hetfield, do Metallica, é o narrador de um documentário que sai em abril e que lança um olhar sóbrio sobre o impacto que o vício em pornografia está causando nas pessoas e culturas em todo o mundo. Chamado "Addicted To Porn: Chasing The Cardboard Butterfly" o documentário, dirigido por Justin Hunt, disseca o impacto da pornografia em todo o mundo, analisando desde como afeta o cérebro das pessoas, até o impacto que a tecnologia moderna causa devido ao excesso de exposição massiva, principalmente para os jovens, o que acaba por causar uma ruptura devastadora que nos fará dar maior atenção à seriedade da coisa.
A Clique da França realizou uma entrevista com o frontman do Metallica, James Hetfield. Assista a conversa abaixo e confira alguns trechos traduzidos a seguir.
Se ele acredita em Deus:
Hetfield: "EU acredito em uma força superior, sim. Eu não sei... Ele, ela, o que for... Eu a vejo em todos os lugares. Isto é tudo para mim. E se eu escolhi vê-la, isso me faz sentir melhor. Se eu acho que posso fazer melhor [risos], isso nunca funciona. [Risos]"
Se essa "força superior" já o salvou na vida:
Hetfield: "Eu acredito que sim. Eu acredito que uma força superior, seja o que for... Algumas vezes eu penso que é o meu pai voltando para me ajudar, ou minha mãe, ou alguém, ou Cliff [Burton, ex-baixista do Metallica]. É tudo uma coisa só de qualquer forma. Se eu escolhi vê-la... Ela aparece muito na minha esposa. Ela dirá, 'O que você está fazendo? Não faça isso.' Isso costumava me deixar bravo. 'Não me diga o que fazer'. Mas, certo, eu entendo que há algo aqui me ajudando. Algo está falando... Se eu escolhi ouvir isto, então eu escolhi ouvir isto. Algumas vezes eu não ouço, mas está em todo lugar."
Sobre lidar com os aspectos negativos da fama:
Hetfield: "Para mim, eu nunca... Eu não entendo as fofocas. Isso nunca foi importante para mim. Minha esposa ama ver a revista People. 'Ohh, olha quem está namorando quem'. Eu não ligo. Mas para algumas pessoas, é importante, e eu não sei porque. Eu acho que elas apenas se veem nas outras pessoas, ou gostariam de se ver, ou estão sonhando, ou elas são seus mentores ou algo assim. Eu não sei. Para mim, eu acho que quando as pessoas me seguem na rua ou algo assim, eu entendo o que elas podem estar procurando, mas eu não sou isso. Digo, eu sou apenas alguém que toca música e achei meu caminho. O que eu acho é que elas esperam algo - elas esperam algo, seja um autógrafo ou uma foto ou o que for. É como se elas quisessem algo. E eu quero cumprimentar, eu quero falar olá, eu quero conversar com elas, e eu não me lembro muito de como era apenas ir a um show e se sentar na grama e curtir, e não ter alguém vindo e te pedindo algo. Então é uma parte da minha vida, e eu vejo que as pessoas querem, elas tem uma necessidade de algo. Elas te admiram, ou elas investem - elas investem uma parte delas em você, e quando você as desaponta, elas não sabem o que fazer. É difícil. Então tudo que eu posso fazer é ser eu mesmo. Eu não posso ser tudo para todo mundo. Não é justo comigo mesmo."
Durante conversa com o "WTF With Marc Maron", James Hetfield falou de sua relação com Dave Mustaine, que foi membro do Metallica por menos de dois anos, entre 1982 e 1983, quando foi dispensado e substituído por Kirk Hammett:
"Não há motivo para as coisas não serem boas entre a gente. A esta altura da vida, todos já piramos além do normal, fomos pro fundo do poço, ressurgimos e aprendemos com nossos erros. E no fim das contas trata-se apenas de uma jornada, cada um tem a sua, e por que devemos ficar guardando mágoas de outras pessoas ou vice-versa?"
Durante conversa com Chris Hardwick para o podcast "Nerdist", James Hetfield e Kirk Hammett, embora concordem que quando se trata de uma banda iniciante seja preciso excursionar intensamente, disseram que o Metallica fará no máximo 50 shows no ano: "Meu corpo me disse pra eu contar pra estes caras que 50 shows por ano é o que podemos fazer, para que possamos dar o máximo de nós neles", diz James Hetfield. Ele prossegue: "E todos concordamos com isto. Mas 50 anos é muito bom. Meu corpo consegue suportar. Corpo, mente e espírito precisam se revitalizar em casa, e é preciso uns dias de folga para a voz se recuperar, coisas assim. Há os que dizem que 50 shows é muita coisa mas não é mesmo, comparado ao que costumávamos fazer".
Kirk acrescenta: "Sim, fazíamos turnês loucas onde ficávamos dez meses na estrada indo para todos os lugares no mundo rodando doze, quinze, dezesseis semanas diretas, fazendo cinco shows por semana..." e James emenda: "E voltávamos pra casa, nos separávamos das namoradas que iam embora, éramos viciados em algumas coisas e vivíamos brigando", e Kirk finaliza: "Faz parte do processo de aprendizado. Aprendemos muito com tudo isto".
Em uma nova entrevista para a rádio Planet Rock do Reino Unido, o frontman do Metallica, James Hetfield, falou sobre a falta de contribuição do guitarrista Kirk Hammett no novo álbum da banda, "Hardwired... To Self-Destruct". Perguntado se é verdade que Hammett perdeu seu telefone com centenas de idéias de riffs para o sucessor do "Death Magnetic" de 2008, Hetfield disse: "Eu não sei. Isso é o que ele nos conta [risos], então eu considero como verdade. Não, ele submeteu alguns riffs. Digo, não 'submeteu'... Todos nós juntamos nossas idéias, e elas estão na grande pilha de riffs do Metallica, e Lars [Ulrich, baterista do Metallica] é o cara - já que ele não está escrevendo nenhum dos riffs - ele passa por eles e ele é capaz de identificá-los. Ele tem um ótimo ouvido para riffs, e ele ouvirá coisas que eu não ouço. Eu acho, 'Ei, este riff é ótimo', e 'Sim, mas e essa parte deste aqui?'. E ele dirá 'Nah, não é tão bom'. E, 'Vamos pegar este...'. Ele não é um guitarrista, então é uma abordagem não ortodoxa de escolher riffs, o que é ótimo."
Ele continuou: "Mas sobre o Kirk... Kirk não estava presente no estúdio. Ele estava lidando com a vida. Ele tinha muitas coisas da vida rolando, que ele escolherá falar a respeito se quiser. Mas, sabe, foi Lars e eu guiando o navio como usual, passando pelos riffs, criando as músicas. E eu tive que fazer muitas coisas de guitarra que não fiz na época do 'Death Magnetic' e 'St. Anger' - algumas das coisas de harmonia de guitarra, harmonia de vocais... Sabe, um pouco mais de camadas, como no Black Album."
A revista Bild da Alemanha realizou uma entrevista com o frontman do Metallica, James Hetfield, em 17 de Novembro em Berlim. A conversa pode ser assistida abaixo e alguns trechos traduzidos podem ser lidos a seguir.
Sobre o que mantém o Metallica motivado a tocar música e fazer turnê ao redor do mundo:
Hetfield: "Nós somos quatro indivíduos com abordagens bem diferentes de vida e filosofias e tudo mais. Nós temos nossas próprias famílias, nós temos nossas próprias vidas, mas quando nos juntamos, nós sabemos que, nossa, o Metallica é uma parte realmente importante de nossas vidas e das vidas de outras pessoas. Nós precisamos dele. Cuidar do Metallica é o que precisamos fazer. E se alguém não está se sentindo particularmente inspirado, então os outros três entram em ação e concluem isso, e então eventualmente aparece de novo. Então é uma família... É feliz e triste e tudo mais. Digo, é brutal. Há tensão, há amor, há ódio, há tudo isso. Sim, é uma família de irmãos."
Sobre os temas das letras do último álbum do Metallica, "Hardwired... To Self-Destruct":
Hetfield: "Há momentos em que estou feliz; há momentos em que não estou tão feliz. Eu acho que sou humano a maior parte do tempo. A música é uma terapia para mim. Eu preciso escrever letras, eu preciso colocar os pensamentos loucos da minha cabeça no papel, e as outras pessoas leem e dizem, 'Uau! Eu entendo isso'. Então me faz sentir bem. Eu tento me sentir bem a maior parte do tempo. Mas é uma visão cínica, eu diria, na maior parte deste disco, sobre a humanidade. Quem você pensa que é, sabe? Estar neste planeta por este tempo [coloca os dois dedos próximos um do outro] na história do universo, você acha que tem algum controle sobre o que está acontecendo no mundo ou neste planeta? Então eu acho que é um visão pessimista, mas no final... Eu sempre começo pessimista e termino otimista de alguma forma. [Risos]"
O frontman do Metallica, James Hetfield, divulgou sua lista com as dez melhores coisas de 2016. Confira abaixo.
- O retorno do Oakland Raiders - As montanhas - Tocar músicas novas ao vivo - Show "Too Heavy For Halftime" no AT&T Park - Motor home pelo oeste americano - Filha indo para universidade - And Honey For All [em referência a sua criação de abelhas] - Gunther - Benefícios de se sentir bem - Nascimento do Hardwired... To Self-Destruct!!!