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Entrevista do Big Four para a Spin

   02 de Maio de 2011     tags: entrevista, ulrich, big four, mustaine      Comentários

Semana passada em Indio, Califórnia, os Big Four do thrash metal dos anos 80 - Metallica, Slayer, Megadeth e Anthrax - tocaram seu primeiro show juntos em solos norte-americanos. Antes do show, a Spin conversou com as bandas - Lars Ulrich do Metallica, Dave Mustaine do Megadeth, Tom Araya do Slayer e Scott Ian do Anthrax. Confira alguns trechos da conversa abaixo.

Spin: Vocês todos tem estado nisso por 30 anos. Vocês ainda ficam nervosos para um grande show?

Ulrich: "Eu prefiro usar a palavra 'ansioso'. Há uma energia antecipadora que fica durante o dia inteiro. Você quer ir lá e fazer sua coisa... E por outro lado, há um chuveiro e uma taça de vinho [risos]. Isto é sempre bom depois de passar o dia inteiro no deserto."

Ian: "Oh, sim. Eu definitivamente fico nervoso. É uma animação nervosa, do tipo quando você é uma criança e está há uma semana do Natal e não consegue dormir."

Mustaine: "Eu acho que o termo clínico é nervoso. Minha adrenalina começa a aumentar e eu começo a ficar agitado. Mas eu amo subir ao palco. Nesta última turnê eu tive algumas coisas bem estranhas quando eu tive um monte de pedras nos rins. Eu achei que eu tinha apendicite e que eu ia morrer na Sibéria. Eu estava suando, pulando pra cima e pra baixo de dor, e o médico falava que eu tinha sangue no meu xixi e uma pedra nos rins. O promotor foi lá fora e disse em sua língua nativa, 'Dave deveria ir para o hospital, mas está se recusando a ir. Ele vai tocar para vocês e ele irá ao hospital depois do show'. Eu amo tocar."

Araya: "Eu sempre fico nervoso antes de tocar. Não importa o tamanho do show. Pode ser para 100 pessoas e eu ficarei nervoso. Meu coração palpita e algumas vezes eu fico tão nervoso que eu vomito. Isso acontecia bastante no começo."

Spin: De todos os músicos na turnê, quem é o seu favorito de assistir no palco?

Araya: "Essa é uma pergunta difícil, mas em questão de entretenimento, o Anthrax é bem animado. Eles se movem, eles correm."

Ulrich: "Eu não quero falar de favoritos. O exagero do que o Slayer faz me deixa perplexo. O Anthrax, a unidade que eles tem, o balanço que eles tem é muito, muito legal. Mas a banda que está mais próxima do meu próprio coração, musicalmente, é definitivamente o Megadeth. Meu DNA e o que me deixa de pau duro; há mais coisas com as quais eu cresci junto."

Ian: "[O baterista do Slayer, Dave] Lombardo me vem a mente. Ele é tremendo maníaco, ele é um baterista insano. E ele faz parecer tão fácil... Ver o Slayer na turnê Clash of the Titans em 1991, houveram tantas noites onde eu tinha minha própria roda sozinho, atrás da bateria do Lombardo. Eu ficava lá, andando em círculos, sozinho."

Mustaine: "Eu tenho que dizer que o Dave é basicamente o baterista mais talentoso de todos eles. Eu acho que todo mundo sabe disso. O Scott é um guitarrista divertido. E a equipe certeira de compor do Hetfield, Hammett e Ulrich? Eles pegaram o estilo de guitarra que desenvolvemos e o aperfeiçoaram. [Meu favorito] varia de noite pra noite - além disso, o Slayer tem um guitarrista diferente a cada noite por causa do triste acidente de Jeff [Hanneman, que está se recuperando de um vírus que atacou seu braço]. Deus te abençoes, Jeff, espero que você melhore."

A entrevista completa, em inglês, pode ser lida clicando aqui.

Fonte (em inglês): Bravewords.com

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Ulrich: "Temos mais de 700 riffs para o próximo disco"

   01 de Maio de 2011     tags: entrevista, ulrich      Comentários



O Metallica deve entrar em estúdio no final deste mês para começar a gravar um novo projeto ainda a ser revelado, que o guitarrista Kirk Hammett descreveu a RollingStone.com "mais como um projeto de gravação do que um álbum do Metallica propriamente dito".

Em uma nova entrevista a revista Metal Hammett do Reino Unido, foi pedido ao baterista do Metallica, Lars Ulrich, que comentasse sobre os planos de gravação da banda. "Ooh, cara. Sim, eu... O que você gostaria que eu falasse?", respondeu. "Obviamente, eu não posso falar sobre isso. Se eu pudesse falar, eu diria - você me conhece. É... Veremos... É algo... Veremos como que isso se sai. Se há algo, você estará entre os primeiros a saber, acredite."

Quando perguntado se o projeto envolve "algo novo", Ulrich pausou antes de responder, "er... algo novo? Hm... Não necessariamente. Depende de como você olhar pra isso. Eu não diria que é algo novo. Vocês estarão lá quando estivermos prontos para compartilhar isto com alguém. No momento, não há nada a ser dito, e Kirk foi... er.. Ele teve que fazer 10 flexões! E não flexões para crianças! Kirk está fazendo 10 flexões todas as manhã até o ensaio."

A respeito de ter algum sinal de novo material, Ulrich disse, "James [Hetfield, guitarra/vocais] me disse na Austrália que ele tinha mais de 700 [novos] riffs. Isto foi um pouco supreendente. Quando eu falei com ele ontem, ele me disse que tem tocado guitarra de novo nas últimas semanas. E ouça, quando James pega sua guitarra, ele surge com três a cinco riffs usáveis de guitarra. É meio assustador. O James não pode tocar guitarra sem ser gravado. Literalmente! Há também horas e horas de jams e brincadeira na sala de ensaios. Depois do show [do Big Four em Indio], nós vamos nos sentar e passar pelo equivalente a dois anos e meio de riffs e jams e, espero, muitas das sementes para o próximo álbum do Metallica estarão nisso. Quando você está só fazendo uma jam ao invés de 'compondo', as coisas tem uma tendência a serem mais orgânicas e fluirem um pouco mais. Nós podemos usar o resto dos riffs para toques de telefone ou... Eu não sei. Abrir um site: SpareRiffs.com."

Falando sobre o "retorno" do Metallica as suas raízes do metal com o "Death Magnetic", Ulrich falou a Metal Hammer, "obviamente, o elemento chave desta coisa toda remete a tocar o 'Master of Puppets' na íntegra [em 2006], que era algo que 10 anos atrás eu nunca pensaria que faríamos. Revisitar o 'Puppets' enquanto estávamos escrevendo o próximo disco certamente colocou uma marca no 'Death Magnetic'. Nós nunca nos permitimos que fossemos inspirados pelo nosso passado. E Rick Rubin nos encorajou a estarmos ok em revisitar o 'Ride the Lighting' e assim por diante. Então veio o Rock and Roll Hall of Fame - que trouxe outro tipo de nostalgia. Então há estes destaques dos últimos 10 anos, estes pontos de partida. O lado do Metallica que a gente está se divertindo muito agora é mais pesado, mais rápido, mais maníaco, mais fora de controle do que, digamos, as coisas mais blues do 'Load'-'Reload'. Tocar muitas das coisas totalmente metal como 'Dyers Eve' e 'The Shortest Straw'. Nós tocamos 'The Call of Ktulu' na Austrália. Trazer de novo 'Trapped Under Ice'... Tem sido simplesmente legal se sentir confortável em abraçar esse lado do Metallica."

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Entrevista de Hetfield para 103.5

   26 de Abril de 2011     tags: entrevista, hetfield, vídeos      Comentários

A rádio 105.3 de San Diego, Califórnia, realizou uma entrevista com o frontman do Metallica, James Hetfield, neste último sábado (23 de Abril), antes do show do "Big Four" no Empire Polo Grounds em Indio, Califórnia. Assista ao vídeo abaixo.


Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Mais datas do Big Four nos EUA?

   26 de Abril de 2011     tags: entrevista, ulrich, big four      Comentários

Segundo o baterista do Metallica, Lars Ulrich, disse a RollingStone.com, a turnê Big Four pode se estender para outros lugares dos Estados Unidos.

"Nós estamos vendo de agendar algo na costa leste por causa do sucesso disso - espero que esteja tudo acertado em uma ou duas semanas. Talvez façamos algo no centro-oeste e sul também. Ainda assim, eu não acho que isto se tornará em uma turnê de arena com 40 datas; isto a tornaria menos especial. Eu gosto do fato de que há um elemento de caos na coisa toda. Isto não deve ser estéril, fluido e perfeito: ela precisa ter um lado obscuro e afiado para permanecer autêntico", disse Ulrich.

A matéria completa, em inglês, pode ser lida clicando aqui.

Fonte (em inglês): Bravewords.com

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Ulrich: "Tocar uma música do Metallica com o Big Four não parece certo"

   25 de Abril de 2011     tags: entrevista, ulrich      Comentários

No domingo, 24 de Abril, Steve Appleford do LA Weekly realizou uma entrevista com o baterista do Metallica, Lars Ulrich. Alguns trechos da conversa podem ser conferidos abaixo.

LA Weekly: Como foi tocar nos campos de polo na noite passada?

Ulrich: Teve um pouco de vento, mas tirando isso, foi ótimo. As crianças estavam ótimas. A banda estava semi-ok, embora a gente não tenha tocado ao vivo desde Novembro. Nós nos arriscamos. Eu estou um pouco necessitado de que alguém caminhe nas minhas costas por algumas horas. Mas eu me diverti. Muitos amigos vieram, muitos rostos familiares dos últimos 25-30 anos, novos amigos e velhos amigos. Em suma, foi um dia vitorioso. As pessoas estavam animadas, o som estava bom.

LA Weekly: Você planejou diferenciar seu set para este show?

Ulrich: Quando você toca para 50 mil pessoas neste tipo de formato, você primariamente quer tocar as músicas que as pessoas conhecem. Talvez você toque mais os hinos. Algumas vezes as músicas realmente rápidas podem meio que se perder em configurações grandes. Nós tocamos em tantos setups diferentes: festivais, estádios, arenas, anfiteatros. No decorrer disso, nós descobrimos o que funciona em diferentes situações. Quando você toca em arenas, nós mudamos a setlist todos os dias e tocamos muitas músicas obscuras e b-sides, mas quando você está tocando estes eventos especiais realmente grandes como da noite passada, eu não sei se você quer começar a cavar em faixas super-obscuras de álbuns e tocar músicas que as pessoas nunca ouviram. Isso pode diminuir a vibração um pouco, especialmente quando as pessoas tem estado de pé no chão por seis ou oito horas em um calor de 30 graus.

LA Weekly: Na noite passada, quando vocês tocaram "Am I Evil?", vocês conseguiram colocar dois membros do Slayer no palco desta vez.

Ulrich: Ouça, continua rolando e caras diferentes aparecem. Se nós tentarmos ser persistentes, podemos conseguir colocar todo mundo em algum momento. Eu estava falando para o [guitarrista do Slayer] Kerry King na noite passada, depois do show, entre Sofia [Bulgária] e a noite passada, nós tivemos todos os quatro membros do Slayer lá - seja para a jam ou para a foto de trás do DVD [do Big 4]. Nós estamos melhorando entre Sofia e o Coachella.

LA Weekly: Por que vocês escolheram a "Am I Evil?" do Diamond Head?

Ulrich: Eu não posso te dizer uma razão cósmica. Nós sentimos que você não vai convidar as pessoas para vir ao palco e começar a tocar uma música do Metallica. Pareceria meio egoismo, então você quer achar uma música cover que tenha alguma resonância entre o que está rolando. Todo mundo tem influências diferentes, inspirações diferentes, mas certamente a banda Diamond Head tem muito a responder quando tem a ver com as quatro bandas tocando no deserto em 2011 em termos de linhagem. Eles provavelmente são uma das maiores razões da gente existir. Quando [Dave] Mustaine estava no Metallica, ele era muito inspirado por eles. Eu sei que o Diamond Head pode não ter tido a mesma relevância para os caras do Slayer, mas você precisa achar um bom ponto médio em algum momento. Nós temos mais meia dúzia de shows neste verão. Eu gostaria de ser um pouco mais aventureiro e não confiar sempre na mesma música se houver mais jams. Há outras coisas que podemos fazer, e eu sei que o Tom [Araya] do Slayer estava falando sobre a "The Four Horsemen" [do Metallica]. Convidar outras bandas para vir e tocar uma música do Metallica simplesmente não parece certo.

A entrevista completa em inglês pode ser lida clicando aqui.

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Anthrax e Megadeth falam sobre Big Four

   25 de Abril de 2011     tags: entrevista, vídeos, big four, indio      Comentários

A Artisan News Service falou com membros do Anthrax e Megadeth sobre a estréia do "Big Four" em solo americano, que aconteceu neste último sábado, 23 de Abril, no Empire Polo Club em Indio, Califórnia, para um público de mais de 50 mil pessoas. Confira o vídeo abaixo.


Além disso, mais galerias de fotos das apresentações foram disponibilizadas e podem ser conferidas nos links abaixo.
PE.com
Examiner.com
OC Reloaded
KPSP-TV

E reviews em inglês podem ser lidos nos sites a seguir:
MTV.com
The Hollywood Reporter
Los Angeles Times
ARTISTdirect
Phoenix New Times
Metal Shop Rocks
The Desert Sun

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Trujillo: "Tocar para 80 mil fãs no Brasil foi inimaginável"

   25 de Abril de 2011     tags: entrevista, trujillo, big four      Comentários

Alex Distefano realizou uma entrevista com o baixista do Metallica, Robert Trujillo, para a matéria de capa do Inland Empire Weekly. Alguns trechos da conversa podem ser conferidos abaixo.

Sobre o primeiro show do Big Four nos Estados Unidos (contando com Metallica, Slayer, Megadeth e Anthrax), que aconteceu no sábado, 23 de Abril, no Empire Polo Club em Indio, Califórnia:

Trujillo: "O local meio que nos escolheu. Nós fomos contactados pelos promotores com o local que estava livre apenas uma semana depois do [festival] Coachella. Simplesmente funcionou perfeitamente na agenda de todas as bandas. A época simplesmente pareceu apropriada de finalmente fazer isto nos Estados Unidos e ver como que o show rola. Para nós, tinha a ver com uma demanda; nós testamos a água na Europa e funcionou bem."

"Com o 'Big Four', estas quatro bandas ainda não compartilharam um palco no mesmo dia, então é um show meio que histórico para nossos fãs do sul da California. Mas nós também temos fãs vindo de todas as partes do mundo para este show."

"Há algo em ver estas quatro bandas em um palco que é simplesmente mágico. Dos shows que fizemos no verão passado, eu percebi que todos se levantam e dão seu melhor; dos músicos, há algo a ver com todas as bandas juntas, onde você simplesmente sente isto... É o espírito do heavy metal. Nós queremos mostrar que podemos prover as coisas e trazer a energia do heavy metal."

"Eu me lembro quando eu estava tocando com o Metallica quando estava no Suicidal [Tendencies] - era no começo dos anos 90 - e para mim, eu só pensei que o show definitivo de metal seria Slayer com o Metallica. Agora que é uma realidade e eu sou parte disto, é simplesmente espetacular."

Sobre a ligação entre as quatro bandas que aconteceu nos shows da Europa:

Trujillo: "Nós tivemos este grande jantar antes do show, e cada noite nós saíamos juntos como nos velhos tempos; e para alguns foi uma reunião. Mas todos foram tão legais, como se todos nós fossemos uma família, nós tivemos um sentimento pelo espírito do show e música. Foi definitivamente um dos destaques da minha carreira."

Sobre o Metallica tocar seu clássico álbum de 1986, "Master of Puppets", na íntegra em 2006, para celebrar seu aniversário de 20 anos:

Trujillo: "Era o 20o. aniversário desse álbum, e para mim foi simplesmente uma honra ser parte destes shows mágicos. A música 'Orion' é uma das obras-primas do Cliff Burton. Para mim, só de tocar essa música é uma benção. Eu me sinto muito sortudo em ser parte dessa turnê especial."

Sobre a possibilidade de mais shows do "Big Four" no futuro:

Trujillo: "Os públicos na Europa foram espetaculares, os promotores estavam super animados e nos mostraram que havia uma demanda para o 'Big Four'. É possível que haverão mais no futuro, mas não há nada confirmado ainda. Mas o fato de podermos fazer este show e manter o momento de tocar ao vivo sem ter um disco novo é ótimo, e graças a Deus que nós todos ainda podemos tocar!"

Sobre tocar para grandes públicos em virtualmente todas as partes do mundo - mesmo em momentos de crises financeiras:

Trujillo: "Nós amamos nossa música e compartilhá-la no palco é espetacular para nós em cada um dos shows. Nos últimos anos, fomos para a América do Sul, América Central, Japão, Coréia do Sul, e nós podemos ter sido até a primeira banda de metal a tocar na Costa Rica e Guatemala."

"Foi meio assustador na Guatemala. Os policiais tiveram que vir com equipamentos para conter motins; eles não esperavam que uma banda de heavy metal atraisse tantos fãs. Eles estavam com medo da energia - você sabe como é em um show de metal. Foi uma experiência maravilhosa no fim. Nós amamos viajar e vivenciar outras culturas. Tocar para 80 mil fãs no Brasil foi inimaginável. Há muita paixão pelo heavy metal na América Latina."

"Nós vamos tocar na Índia em Outubro. Isto deve ser interessante, tocar em um local que nunca havíamos imaginado tocar. É uma honra para todos nós sermos parte de todo este cenário musical como uma banda de metal, compartilhando nossa música com os fãs na Índia neste incrível show!"

A entrevista completa, em inglês, pode ser lida clicando aqui.

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Rick Rubin deve produzir novo disco do Metallica

   24 de Abril de 2011     tags: entrevista, trujillo, vídeos      Comentários

Kevin Conklin e Patrick Tish da rádio 93.7 KCLB Rocks! de Palm Springs, Califórnia, realizaram uma entrevista com o baixista do Metallica, Robert Trujillo, ontem (sábado, 23 de Abril), antes do show do Big Four no Empire Polo Club em Indio, Califórnia. A conversa pode ser vista abaixo.


Quando perguntado se o Metallica trabalhará de novo com o produtor Rick Rubin no sucessor do "Death Magnetic" de 2008, Trujillo disse, "sim. Eu amei trabalhar com Rick. O Rick, para mim, ele é meio que um guru espiritual zen que o Metallica precisa no momento. Não quero dizer que a gente precisa agora, porque estamos nos dando incrivelmente bem, estamos animados em compor algumas músicas novas. Não há falta de idéias no mundo do Metallica no momento. E eu acho que só vai ficar melhor. O primeiro álbum com o Rick foi também o meu primeiro álbum, então de várias formas, você está meio que testando a água. Agora que estamos confortáveis com Rick e seu incrível engenheiro, Greg Fidelman, que trabalhou com o Slayer, na verdade, neste último disco - é meu herói - é um ótimo álbum. E só vai ficar melhor; eu realmente acredito nisso. Então eu estou super animado. Eu sei que nós temos mais alguns discos na gente. E eu acho que há uma demanda. Parece que nós conseguimos alguns novos fãs, e ele estão esperando [por novas músicas do Metallica]."

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Ulrich: "Temos a tendência de sermos aventureiros no Metallica"

   22 de Abril de 2011     tags: entrevista, ulrich      Comentários

Vanessa Franko da The Press-Enterprise realizou uma entrevista com o baterista do Metallica, Lars Ulrich, a respeito do show do Big Four que acontece neste sábado, 23 de Abril, no Empire Polo Club em Indio, Califórnia. Confira alguns trechos abaixo.

Sobre as quatro bandas de thrash metal - Metallica, Slayer, Megadeth e Anthrax - se juntarem e realizarem uma turnê na Europa ano passado:

"Nós estávamos todos de dedos cruzados para que o experimento funcionasse. Quando nós tocamos o primeiro show em Warsaw, há cerca de 10 meses, em Junho do ano passado, todos sentiram de cara que a coisa estava dando certo e as 75 mil pessoas que foram em Warsaw realmente sentiram que estava dando certo também."

Sobre não querer forçar a turnê goela abaixo nos fãs:

"Há uma tênue linha. Você não quer forçar ao ponto de 'agora nós vamos a todas as arenas, todos os teatros, todos os quintais, em todos os lugares'. Você quer manter isto especial."

Sobre o show do Big Four em Indio, Califórnia:

"Nós estamos trazendo todas as coisas que ligam e desligam e todas as coisas que estouram. Espero que as pessoas de toda Southern California possam participar de alguma parte disto, se não diretamente, pelo menos indiretamente. Será legal. Se o tempo estiver limpo, eles poderão compartilhar isto em toda Southern california."

Sobre como o Metallica planeja celebrar seu aniversário de 30 anos:

"Eu acho que nós meio que esquecemos. Quando você tem estado por aí por tanto tempo quanto a gente, você pode quase achar um aniversário em qualquer coisa - 10 anos desde isto, 20 anos desde que aquilo saiu, 15 anos desde que alguém colocou o dedo no nariz. Há sempre um aniversário que se pode celebrar."

Sobre o sucesso contínuo do Metallica e sua relevância, o que Ulrich atribui a habilidade da banda em mudar:

"Nós temos a tendência de sermos bem aventureiros no Metallica. Nós não temos medo de mover no mapa musical um pouco... Você tem várias personalidades curiosas nesta banda; você tem várias pessoas que são muito inspiradas por coisas diferentes. Há sempre um sabor diferente que surge quando nos juntamos e fazemos nossa coisa. Nós gostamos de misturar o máximo possível. Esperamos que no final disso surja algo imprevisível e algo que as pessoas não te classifiquem e não deem o devido valor."

A entrevista completa pode ser lida, em inglês, clicando aqui.

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Ulrich: "Sempre admirei o Dave Mustaine"

   10 de Abril de 2011     tags: entrevista, ulrich      Comentários

Em homenagem ao aguardado festival "Big Four" em Indio, Califórnia em 23 de Abril, a revista Revolver lançou uma edição especial de colecionador, contando a história das bandas mais lendárias do thrash metal. A revista já se encontra nas bancas dos EUA e pode ser comprada online clicando aqui. Enquanto esta edição era feita, a Revolver falou com alguns dos músicos dos "Big Four", incluindo o baterista do Metallica, Lars Ulrich. COnfira abaixo alguns trechos da conversa.



Revolver: Lars, quanta atenção você deu para o Megadeth no começo?

Ulrich: Eu não me lembro de ter curtido aquele primeiro disco, mas quando o "Peace Sells" saiu em 86, fiquei abismado. Era exatamente o que eu curtia. Ele literamente se tornou meu disco favorito por um bom tempo. Dave [Mustaine, líder do Megadeth e ex-guitarrista do Metallica] vinha e tocava muito em São Francisco. E eu sempre ia procurar por ele, e nós bebíamos e usávamos drogas e ficávamos sentados. Por aqueles anos, 84, 85, eu e ele superamos nossos problemas bem rapidamente naquela época.

Eu me lembro na turnê do "...And Justice For All", nós tocamos em Irvine Meadows [perto de Los Angeles], e Dave veio e saimos nos últimos shows da turnê do "Justice". Isto pode ter sido em 89, e nós simplesmente saímos. Eu me lembro, na verdade, quando terminamos o álbum "...And Justice For All" em Los Angeles, no verão de 88, eu fui em um apartamento e toquei para ele as 5 da manhã. Nós estávamos sentados lá, tocando "Blackened" e um monte de outras coisas enquanto estávamos ocupados tentando nos manter acordados. Eu e Dave meio que tínhamos uma amizade e era de boa naquela época, por boa parte dos anos 80.

Não foi até que ambas as bandas começassem a crescer que toda esta coisa começou a acontecer na imprensa, o que foi realmente meio diferente do que rolava entra nós. Havia quase que dois relacionamentos lá. A imprensa amava toda a rivalidade Megadeth-Metallica. E eu meio que acho que isso tomou vida própria. E de certa forma, você poderia argumentar que a coisa que a imprensa estava fazendo, provocando as bandas, eventualmente começou a transcender e entrar em nosso relacionamento pessoal, e provavelmente se tornou o grande motivo de, nos anos 90, ter ficado meio frio as vezes. Entende o que eu quero dizer?

Revolver: Quando você sentiu que reacendeu sua amizade?

Ulrich: Cara, tem ligado e desligado tanto durante os anos. Nós tocamos um monte de shows com eles em 93, mais pro final do ciclo do álbum preto, onde eles tocaram com a gente na Europa, onde éramos bem próximos de novo por um tempo. Nós saimos de novo em, porra, eu acho que em 99 no Milton Keynes, na Inglaterra. E eu acho que o Dave chegou e estava meio que em uma turnê promocional de seu novo disco, e ele veio e saiu no show, e eu me lembro dele tocar músicas do "Risk". Nós sempre saíamos quando estávamos na mesma cidade.

A época em que ficou mais apimentado, onde houve uma parada óbvia da comunicação, foi depois que o [documentário do Metallica] "Some Kind of Monster" saiu, e toda aquela coisa com a cena que tinha lá, que não precisamos detalhar. [Se referindo ao encontro entre Ulrich e Mustaine, que foi chutado do Metallica em 1983. O encontro acontece em 13 de Setembro de 2001, no hotel Ritz-Carlton em São Francisco, Califórnia, e foi intermediada pelo terapeuta da banda, Phil Towle - Editor]. Isso parou por cerca de quatro ou cinco anos ou algo assim.

Mas tirando isso, até os anos 90, nós nos víamos aqui e ali. Nós saíamos juntos. Seria tudo bom. Havia duas trajetórias paralelas. Havia esta grande coisa Metallica-Megadeth na imprensa, e então tinha Lars e Dave saindo por aí, meio que fazendo suas coisas de lado, que as vezes era meio estranho. Você diria, "espera aí. Eu supostamente não devo gostar deste cara, porque é isto que está na edição desta semana da Kerrang!". Era meio estranho.

Revolver: Uma das partes mais emocionantes do documentário bônus do DVD do "Big 4" é quando você conta pra Dave o quanto seu filho ama sua banda.

Ulrich: Myles, meu filho mais velho, é um grande fã do Megadeth. E por um tempo, há alguns anos, no caminho pra escola, nós passávamos por essas fases, seja Rage Against The Machine ou System Of A Down. E havia esta fase onde nós ouvíamos muito Megadeth. E sua música favorita era "Hook In Mouth" [do "So Far, So Good... So What!"]. Então houve um tempo, três ou quatro anos atrás, onde basicamente eu acordava de manhã e preparava meus filhos para a escola, e entrava no meu carro as 7:40 da manhã e começava a tocar "Hook In Mouth" no caminho da escola. [Risos] Meio que uma vibe diferente do que de 15 anos atrás.

Sobre os membros das quatro bandas - Metallica, Megadeth, Slayer e Anthrax - subirem no palco para fazer a jam de "Am I Evil?" do Diamond Head em Sofia, Bulgária, em Julho de 2010:

Ulrich: Houve uma época, claro, onde havia um lado competitivo em todos nós, mas eu realmente não sinto mais isso. Não importa o quanto alguém force isso na imprensa, ou quantas pessoas não acreditem nisso, eu posso dizer com sinceridade que não há um lado competitivo. Não é um bando de caras de 27 anos tentando mostrar quem tem o maior pau. Anthrax, Megadeth, Slayer, Metallica, todos nós meio que temos nossos próprios nichos, nossos pequenos lugares únicos. Então não é tipo, quem é melhor nisso? Porque no final, todos nós fazemos nossas próprias coisas. E quando fala de baterias, Dave Lombardo [Slayer] é, de longe, Deus. Não há um lado competitivo, mas se houvesse, Dave ganharia. Lombardo chutaria o resto de nossas bundas só com um piparote de seus pequenos dedos. Então não havia um lado competitivo. Esta é a coisa que eu realmente posso dizer que é a grande diferença agora.

Se alguém tivesse falado há 15 anos, "vamos tentar e fazer isto", as pessoas provavelmente teriam que se sentar e discutir sobre isso e aquilo. Mas agora, nós quatro fazemos nossas próprias coisas, e nós celebramos o fato de que todos são únicos e individuais. E talvez isto meio que pegou todo mundo, de ter passado o que passamos para chegarmos até aqui. Eu não sei se isto seria possível há 20 anos.

Revolver: Lars, como foi para você tocar com Mustaine de novo?

Ulrich: Foi ótimo. Ouça, eu sempre o admirei. Ele é um músico incrivelmente talentoso. Tocar com ele, não é estranho. É um daqueles momentos que você quer que passe devagar. Foi legal ver isto de novo quando eu olhei no DVD. Eu diria que tinha uma vibração boa. E eu espero que as pessoas possam se relacionar com isso.

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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