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Ulrich "comemora" polêmica sobre festival

   04 de Junho de 2014     tags: ulrich, entrevista, glastonbury      Comentários

Escolha de banda como headliner do Glastonbury 2014 tem causado alvoroço entre nomes do rock alternativo

Lars Ulrich, baterista e um dos líderes do Metallica, comentou as críticas que a banda vem recebendo após ser confirmada como a principal atração do festival Glastonbury, que acontece na Inglaterra, em 2014. "O fato de que todos possuem uma opinião eu vou considerar uma coisa boa, pois significa que as pessoas ainda se importam, que nós ainda somos interessantes e ainda temos relevância", disse ele.

Lars também falou sobre o festival, agradecendo pela oportunidade de ser a principal atração do evento. "É confortante que, após 33 anos de carreira, ainda possamos aparecer um pouco. Glastonbury é o maior e mais importante festival do planeta. Nós vamos tocar no sábado e nos divertir, mas toda essa comoção é interessante", finalizou.

Fonte: Terra

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Ulrich: "Gostaria que estivéssemos compondo mais"

   04 de Junho de 2014     tags: entrevista, ulrich      Comentários



Em 28 de Maio, o baterista do Metallica, Lars Ulrich, foi entrevistado por Daniel P. Carter em Helsinki, Finlândia, para o programa Rock Show da BBC Radio 1. A conversa, que foi ao ar nesta última segunda-feira, pode ser ouvida clicando aqui. Alguns trechos da conversa podem ser lidos abaixo.

Sobre a atual turnê na Europa:

"Nós estamos fazendo a coisa do 'By Request', que ainda não fizemos na Europa; hoje é o primeiro show disso. E os finlandeses foram bem persistentes em votar em uma música em particular - de alguma forma eles tiveram uma campanha rolando e conseguiram com que as pessoas votassem em uma música que nunca tocamos ao vivo chamada 'The Frayed Ends of Sanity'. Então todo mundo está animado com a gente tocar uma música esta noite que nunca tocamos ao vivo. Ela nunca foi tocada ao vivo. Não há muitas delas, [risos] especialmente dos primeiros discos. Havia uma uns anos atrás chamada 'Escape', do disco 'Ride the Lightning', que nós tocamos pela primeira vez uns dois verões atrás. E esta noite, a estréia mundial de 'The Frayed Ends of Sanity', ao vivo e direto de Helsinki, Finlândia."

Sobre se ele se surpreendeu com as setlists que foram votadas pelos fãs na turnê "Metallica By Request" até o momento:

"Nós fizemos uma parte do 'By Request' na América Latina em Março, e há padrões que você consegue ver. Há certamente padrões geográficos. Tipo, o disco 'St. Anger' foi realmente grande na Alemanha e Escandinávia, e há músicas do 'St. Anger' em todos os shows da Alemanha e, eu acho, uma na Dinamarca e talvez uma na Suécia. Lima, Peru, foi a primeira vez em muitos anos que nós não tocamos 'Nothing Else Matters', pois não foi votada. Eu ahco que nós tocamos, tipo, quatro músicas do 'Kill 'Em All' nessa noite. Então é divertido. Entre a gente e as quatro paredes que estamos, não é tão variado quanto eu talvez esperasse. É bom e ruim. E eu digo isto... Não é ruim, ruim, ruim. Só não é tão variado quanto eu esperava, o que é bom, pois isso solidifica o fato de que as setlists que tenho escrito pelos últimos 10 anos estão meio que alinhadas com o que as pessoas querem. Há certas músicas que, obviamente, são meio que as fundações de nossas setlists, e mesmo que nós não tenhamos tocado a mesma setlist em mais de 10 anos, há certas músicas - 'Master of Puppets' ou 'Sandman' ou 'Sad But True' ou 'For Whom The Bell Tolls' - elas são aquelas que estão, tipo, no topo de todas as setlists. Então isso solidifica o que fazemos. Agora a coisa ruim - e eu digo 'ruim' de maneira vaga, bem vaga - a coisa ruim é que eu mudo a setlist... Nós temos, provavelmente, 60 músicas que nós podemos meio que rotacionar a qualquer momento, então eu usualmente coloco de seis a oito músicas diferentes a cada noite para meio que variar, principalmente para a gente. Há algumas noites que são supreendemente parecidas com a noite anterior ou com o próximo show. Então se você olhar para isso, por exemplo, nesta turnê, eu acho que nós estamos tocando 26 músicas e nós temos 18 posições para cada noite. O que significa que... Tipo, se esta fosse uma turnê 'normal', nós provavelmente tocaríamos 40 músicas em oito shows. Entende o que eu digo? Não é tão variado como era quando eu escrevia a setlist, pois nós vamos e tocamos o tipo de música obscura como... Não sei... 'Through The Never' ou 'Carpe Diem Baby', ou esse tipo de coisa. Então é divertido. E o que você sempre quer fazer, sempre que saímos e tocamos nesses festivais e fazemos coisas desse tipo, você sempre quer fazer isso diferente. Então cada aparição, ou o que for, é diferente, e nos mantém na linha, e espero que mantenha os fãs interessados. Então é diferente. E no fim, é dos fãs para os fãs. A única coisa que eu faço é sequenciar a setlist."

Sobre como está o processo de composição do próximo disco do Metallica:

"Está bem. Eu gostaria que estivéssemos escrevendo mais. Mas nós sempre acabamos fazendo isso, então temos que fazer isso, e então alguém diz isto, então precisamos ensaiar 'The Frayed Ends of Sanity', e então nós vamos tocar esta coisa para... Nós fizemos uma coisa para o Ozzy, meio que um tributo ao Ozzy uma semana atrás. E todas essas coisas sempre acontecem. E a palavra 'não' não é uma com a qual somos muito bons. Então as pessoas dizem para gente, 'venham e façam isso', 'ok, nós estaremos lá. E então de repente, lá se foi toda a semana. Mas está caminhando devagar. No momento não há nada no calendário a partir do meio de Agosto... Nós tem um show em Montreal, mas do meio de Agosto até o fim do ano, não há nada no calendário, então espero que nós possamos ter boas 60 horas por semana e fazermos isso."

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Hammett: Continuarei amando "Lulu" até a morte

   01 de Junho de 2014     tags: hammett, entrevista, lulu      Comentários



Em uma nova entrevista com a MTV finlandesa, o guitarrista do Metallica, Kirk Hammett, disse que ainda se sente orgulhoso por "Lulu", o controverso álbum colaborativo da banda com o ex- vocalista do Velvet Underground, Lou Reed.

"Lulu" polarizou fãs ao redor do mundo e rendeu ao Metallica alguns dos comentários mais contundentes de sua carreira. O trabalho contou com as palavras poéticas de Lou Reed nas letras, combinando com a música do Metallica em uma experiência chocante que não soa nada que a banda já tenha tentado antes. Um álbum conceitual baseado em duas peças do início do século 20, do autor alemão Frank Wedekind, o CD foi co-produzido por Reed, Metallica, Hal Willner - que já produziu álbuns para o próprio Lou Reed, Marianne Faithfull, e Laurie Anderson, entre outros - e Greg Fidelman. Fidelman também mixou o álbum.

Hammett disse que ele lembra com carinho sobre a composição de "Lulu" e as sessões de gravação, chamando-o de "uma experiência incrível". Ele acrescentou: "Ver Lou em ação naquele momento de sua vida, quando sua saúde não estava tão boa, ele já não tinha muita energia, e vê-lo em ação com idéias brilhantes, foi incrível. Foi uma coisa incrível para mim, porque eu sempre fui fã de Lou Reed, desde que me lembro, e poder estar na mesma sala com ele, conversar com ele e ouvir aquela voz falando com você... perfeito, incrível. E eu nunca vou esquecer".

De acordo com Kirk, ele não se sente incomodado com o fato de que maioria dos fãs do Metallica consideram "Lulu" praticamente inaudível, dizendo: "Eu amarei esse álbum até a morte. É lamentável que as outras pessoas não vêem isso da mesma forma que eu, mas o que posso fazer? Eu não posso fazer nada sobre isso. Posso apenas continuar amando-o. E se as pessoas gostam, ótimo. Se as pessoas não gostam, ótimo também. É apenas música".

Fonte: Whiplash!

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Ulrich concorda com Iron Maiden ser melhor que o Metallica

   31 de Maio de 2014     tags: entrevista, ulrich, iron maiden      Comentários

Enquanto o Metallica se prepara para encabeçar a edição bretã do festival itinerante Sonisphere em julho, o baterista Lars Ulrich fez pública sua posição quanto a sua banda ser melhor do que outro peso pesado do gênero, o Iron Maiden.

Em uma recente entrevista com o jornal bretão The Guardian, Ulrich pareceu não ter dificuldade em consagrar o Iron Maiden com o status de ‘melhor banda’, apesar de o vocalista da Donzela, Bruce Dickinson, sempre querer ‘agitar’ dizendo que sua banda é superior ao ícone thrash da Califórnia.

“Eu jamais contestaria isso”, disse Ulrich. “Eu sempre apoiarei Bruce Dickinson seja lá qual besteira ele disser. É parte da diversão. Então, vai Iron Maiden! Beleza.”

Fonte: Whiplash!

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Ulrich fala sobre situação mais estranha que vivenciou em festivais

   31 de Maio de 2014     tags: entrevista, ulrich      Comentários

Em uma nova entrevista para o The Guardian, o baterista do Metallica Lars Ulrich falou sobre as participações da banda nos festivais Sonisphere e Glastonbury, que terão duas setlists distintas - o Sonisphere com a setlist escolhida pelos fãs, e Glastonbury com a setlist padrão, onde muitas pessoas talvez não estejam familiarizadas com o Metallica.

"É divertido quando a setlist é tirada de você, para alguém que gosta de controlar seu próprio ambiente como eu", disse Lars. "Eu ainda tenho a chance de sequencia-la, obrigado! Mas sim, Glastonbury será uma setlist direta do Metallica, seja o que isso significar, já que é nossa primeira vez tocando lá. Eu usualmente não escrevo a setlist antes de 15-30 minutos antes de irmos ao palco, dependendo do humor no local".

Perguntado sobre a situação mais estranha que já teve em um festival, Ulrich disse: "A primeira vez que tocamos no Monsters of Rock em Donington em 1985, teve uma cabeça de porco que foi jogada no palco enquanto tocávamos. Se você parar um segundo e pensar nisso, passo a passo... Tipo, primeiro você precisa conseguir uma cabeça de porco, que acho que dá pra comprar no açougue ou você mesmo matar um. Então precisa estar motivado para carregar a cabeça de porco até o show e mante-la com você. Então precisa entrar no local. Então você precisa chegar na grade, ainda com a cabeça de porco. E em algum momento, precisa jogar a cabeça de porco no palco, para que ela chegue perto do vocalista. Ela ficou lá por boa parte do show. Foi algo realmente bizarro. E essa foi nossa primeira experiência em festivais ingleses. Eu acho que nada chegou nesse nivel de bizarrice, e isso foi há 30 anos."

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Hammett comenta sobre tocar Frayed pela primeira vez

   30 de Maio de 2014     tags: hammett, entrevista, helsinki      Comentários



O Metallica tocou a música "The Frayed Ends of Sanity" ao vivo pela primeira vez nesta quarta-feira, 28 de Maio, durante a apresentação da banda no festival Sonisphere em Helsinki, Finlândia. O grupo havia previamente tocado a introdução da música diversas vezes, mas nunca havia a tocado na íntegra.

Antes do show de Helsinki, o guitarrista do Metallica Kirk Hammett disse a MTV sobre o formato do "Metallica By Request": "É realmente legal porque, ao criarmos isso, nós achávamos que os fãs escolheriam todas as coisas estranhas e deixariam de fora todas as músicas que nós tocamos desde sempre, mas assim que os resultados começaram a sair, as pessoas simplesmente votaram nas mesmas coisas que nós já tocávamos. Tipo, as músicas mais votadas eram tipo 'Nothing Else Matters', 'Enter Sandman', 'Sad But True', 'Creeping Death'... E em vários lugares diferentes, era a mesma coisa também, o que foi interessante para gente. Houve tipo, três ou quatro músicas que surgiram que são músicas que não costumamos tocar, e nós esperávamos que tivéssemos mais desse tipo de música, mas não tivemos. Mas quando nós olhamos todos os resultados - porque nós tivemos os resultados antes da turnê começar - nós percebemos que o pedido mais fora do comum e esquisito foi da Finlândia, e era para 'The Frayed Ends of Sanity'. E nós pensamos, 'Sim! Nós temos um lugar onde as pessoas realmente querem ouvir 'The Frayed Ends of Sanity'.' Pois nós nunca tocamos isso antes. Era uma música que nós nunca prestamos muita atenção, é bem obscura. Então nós temos ensaiado muito essa música, e nós vamos tocá-la esta noite pela primeira vez, e estamos realmente animados. Eu só espero que nós possamos tocá-la bem, pois está tão frio no palco. Mas sim, eu acho que vai ser bem excitante, e será uma inédita do Metallica aqui em Helsinki."

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Hetfield fala sobre o novo disco do Metallica

   21 de Maio de 2014     tags: entrevista, hetfield      Comentários



Antes da segunda edição do Metallica Night no AT&T Park em São Francisco, a rádio Live 105 falou com o frontman do Metallica, James Hetfield, sobre seu amor pelo San Francisco Giants, carros customizados, os próximos passos da banda e muito mais. A conversa pode ser vista clicando aqui.

Perguntado sobre o progresso das sessões de composição do sucessor do "Death Magnetic" de 2008, Hetfield disse: "Nós temos que passar por tipo 800 riffs e ver quais são os melhores. Liricamente, há muito para trabalhar desde os últimos seis ou sete anos desde o último disco. Nós somos constantemente inspirados por coisas - não só livros ou filmes ou coisas do tipo, mas por acontecimentos da vida, sermos pais, coisas que acontecem na vida. Liricamente, especialmente, vem de dentro. Todos nós aprendemos muito de nossas vidas nos últimos seis anos. Isso vai aparecer lá."

Se o grande catálogo de material resultará em lançamentos separados do próximo disco do Metallica, como aconteceu com o "Load" de 1996 e "Reload" de 1997, Hetfield disse: "Não, eu acho que não. 'Load/Reload' foi mais como um excesso. Haviam muitas músicas e o que nós iríamos fazer com tudo isso. Nós podemos fazer um monte de músicas muito boas. Eu acho que nós aprendemos um pouco do porquê não focar em oito ou dez realmente boas. É qualidade ao invés de quantidade. Não que elas não fossem músicas ótimas, mas pareceu um pouco demais para digerir. E fazer os fãs esperarem ainda mais e nós, francamente... Esperar mais para lançar algo. Nós vamos nos focar em um único álbum."

Hetfield também falou sobre o futuro do festival Orion Music + More, que durou dois anos antes da banda cancelá-lo, pois segundo James, ele foi "um desastre financeiramente". Ele disse a Live 105: "Você nunca sabe o que vai acontecer. Há sempre obstáculos que aparecem para gente. Aventuras. O Orion foi uma que nós tentamos. Parece que não deu certo. Nós nos divertimos. Nós nos divertimos nas duas edições e espero, se você esteve lá, teve sorte. Eu não sei se vai acontecer nos EUA de novo. Quem sabe o que vai acontecer com isso? Outras coisas como ir para a Antártida, tocar na China pela primeira vez, e continuar a fazer festivais e escrever um novo disco. Isso que está na nossa agenda."

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Hammett: "Temos material equivalente a três ou quatro álbuns"

   16 de Maio de 2014     tags: entrevista, hammett      Comentários



Nesta última segunda-feira, 12 de Maio, aconteceu o 10o. show da MusiCares MAP Fund, onde Ozzy Osbourne foi homenageado pelo Metallica, Slash, dentre outros. A Loudwire conversou com o guitarrista do Metallica, Kirk Hammett, no tapete vermelho do evento. Confira a conversa abaixo.

Loudwire: Kirk, você pode falar um pouco sobre o que significa estar aqui hoje homenageando o Ozzy?
Hammett: É uma grande honra. Nós estamos apenas felizes de estar aqui para apoiar o Ozzy no que ele precisar. A MAP e a MusiCares são grandes organizações que ajudaram tantos de nossos amigos. É uma honra de verdade ser uma parte disso tudo.

Loudwire: Embora o próprio Metallica seja lendário, você fica inspirado em estar perto de um ícone como Ozzy Osbourne?
Hammett: Estar próximo de outros músicos é sempre inspirador. Eu diria que esta noite, sabendo que Ozzy estará lá, e outros músicos incríveis, me dá um empurrão. Outra coisa que me incentiva é querer me tornar melhor como músico e querer crescer tanto como músico quanto como pessoa. Eu ainda tenho aquela fome de simplesmente me tornar melhor em meu instrumento e aprender coisas novas. Eu acho que isto me ajudará em termos de longevidade da banda. Eu espero que nós quatro estejamos em sintonia com a idéia de seguir adiante.

Louwdire: Quais as novidades do vindouro álbum do Metallica?
Hammett: Ainda nos primeiros estágios de um novo disco. Digo, nós temos muitos riffs. Nós somos abençoados com a maldição de ter muitos riffs. Então vocês só precisam ser pacientes, mas é uma boa maldição de se ter. Nós provavelmente temos material equivalente a três ou quatro álbuns, mas nós queremos fazer um disco realmente bom. Talvez nós só vamos jogar tudo isso em uma música, fazer uma música de nove minutos com todos esses riffs!

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Trujillo: Não faltam idéias para o próximo álbum

   15 de Maio de 2014     tags: entrevista, trujillo, hammett, vídeos      Comentários

O guitarrista do Metallica, Kirk Hammett, e o baixista Robert Trujillo foram entrevistados no tapete vermelho nesta última segunda-feira, 12 de Maio, no 10o. show do MusiCares MAP Fund, que homenageou o vocalista do Black Sabbath, Ozzy Osbourne. Falando sobre o progresso das sessões de composição do aguardado sucessor do "Death Magnetic" de 2008, Trujillo disse: "As idéias estão todas lá; não há falta de idéias. É só o tempo de realmente organizá-las e focar. E isto será em breve. Depois desta noite, espero."

Hammett completou: "E nós somos da velha guarda quanto a isso também; nós gostamos de nos juntarmos em uma sala e colocar para fora. Eu conheço muitas bandas e muitos músicos trabalham digitalmente agora, só trocando arquivos, mas, sabe, nós ainda somos homens da cavernas quanto a isso. Nós gostamos de ir em uma sala e colocar para fora e falar uns com os outros e discutir e brigar. É tudo parte do processo, mas ainda parece real quando tem o resultado final."


Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Lars Ulrich defende banda tocar em festivais pop

   14 de Maio de 2014     tags: entrevista, ulrich      Comentários

Recém-confirmado para ser a primeira banda de Metal da história a se apresentar no tradicional festival inglês de Glastonbury mês que vem, o Metallica, representado por seu baterista e fundador Lars Ulrich, falou com o jornal inglês The Guardian sobre o que espera encontrar no evento.

O que segue abaixo é um trecho traduzido da entrevista.

Algumas pessoas sugerem que o público que vai a Glastonbury podem não ser muito familiarizados com o trabalho do Metallica. Como é que vocês ganharão os que duvidam?

Ouça, nós só vamos lá e fazemos o que fazemos. Não é maravilhoso que, 33 anos depois, possamos nos colocar em situações nas quais há uma possibilidade distinta de você ainda ter que, como você diz, ganhar as pessoas? Eu não sei se o fogo da competição ainda queima com a mesma intensidade como queimava 20 anos atrás, então não sei se estamos preocupados com essas coisas do modo que fomos outrora. Mas, obviamente, tocar pra quem quer que seja que não esteja realmente familiarizado com o que você faz é sempre interessante. No momento, minha reação é de júbilo e êxtase e agradecimento por ter sido dado a chance de ser convidado para o solo sagrado de Glastonbury. Então não estou esperando por nada além disso, que do caralho, tamo chegando!

Uma coisa que eu deduzi ao longo do caminho é que o Metallica tem uma tendência de extrair algumas opiniões bem fortes das pessoas – o que é ótimo, porque ninguém parece ser neutro ou indiferente. Todo mundo sempre tem uma opinião sobre o que fazemos, ou o que estamos tocando ou o que comemos no café da manhã, ou o que seja. Isso é algo dentro do qual você acha algo de bom, porque quer dizer que as pessoas se importam. E é melhor que as pessoas se importem do que ninguém se importe. Então achamos o lado bom em tudo, muito obrigado por perguntar!

O metal parece ser a última tribo musical que sempre foi separada das demais e mantida apenas para festivais de metal. Deve ser bom quando alguém diz, “Sim, vocês podem fechar Glastonbury – vocês são do Metallica.”

O que eu posso te dizer é que, viajando por todo o mundo, tocando para pessoas que nunca experimentaram o que vocês faz antes, você se dá conta que as pessoas simplesmente gostam de música. As pessoas não sentam ali e dividem as coisas em gêneros ou categorias, ou colocam barreiras em volta dela, ou definições. Claro, em países que têm tido acesso a musica e à infraestrutura que apoiam a música faz décadas – provavelmente a Inglaterra mais do que em qualquer outro canto – você está lidando com meio que o contrário disso. Antes de mais nada, nós defendemos a música, e além disso, se as pessoas quiserem dissecá-la e fazer o que seja, eu não tenho um problema com eles por causa disso. Mas quando eu sento ali e fuço no meu iPod, eu não categorizo a música tipo ‘Agora vou ouvir um pouco de jazz, agora vou escutar um pouco daquilo… ’

Na Inglaterra, quando você já tem décadas de imprensa musical semanal. Onde a certo ponto vocês chegaram a ter quatro revistas semanais de música – você tinha a Melody Maker, a New Musical Express, você tinha a Sounds e a Record Mirror – você encontra esse tipo de cena, esse tipo de cultura, há uma necessidade de se aplicar definições mais profundas ás coisas. Eu não estou criticando. Estou apenas dizendo que há uma história na Inglaterra, desse tipo de definições, mais do que em outros lugares.

Então, ter uma oportunidade de tocar em Glastonbury e representar a primeira banda de rock mais pesado é com certeza uma grande honra. E estamos cientes que pode haver algumas pessoas em algumas das barracas que vão sentar e dizer, ‘O que caralhos o Metallica está fazendo no nosso festival?”E tudo bem. Como eu disse antes, o Metallica tem essa tendência de arrancar opiniões das pessoas. Tenho orgulho de que sejamos os primeiros, e tenho certeza que 99,9% das pessoas vão gostar disso.

Na Inglaterra, há um histórico com o festival de Donington que talvez seja mais pro rock, e com o Sonisphere. Mas olhe para o festival de Reading. Começou como um festival de folk. Daí, no fim dos anos 70, e ao longo da maior parte dos anos 80, ele foi primariamente um festival bastante hard rock. E agora Reading e Leeds acharam um ponto que parece ser um grande equilíbrio entre o rock e o alternativo e coisas diferentes. Eu não sei – eu não sou o tipo de cara que acompanha muito essas coisas, porque o que fazemos no Metallica é pregar união – sem querer soar piegas quanto a isso. Nós pregamos unidade, e sempre fomos os líderes na quebra de barreiras e fronteiras musicais. Mas eu tenho noção do fato que na Inglaterra algumas pessoas desenham do hard rock como algo menor e não tão valioso, ou não tão importante quanto os outros gêneros. E eu nem vou falar muito disso. È bobo demais.

Ao longo das décadas, o hard rock por vezes não se ajudou ao adotar clichês e machismo e falta de visão. Mas isso não se limita necessariamente ao hard rock. Quero dizer, eu acho que você pode mexer em qualquer gaveta musical e achar versões diferentes de clichês e mente fechada, então é do jeito que é. Mas, pra bom ou pra ruim, estamos chegando! E estamos empolgados pra cacete com isso. Se alguém tem algo a dizer, eu tenho aqui meus dois dedos médios, podem levar.

Fonte: Whiplash!

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