Chris Steffen do The Village Voice entrevistou recentemente o guitarrista/vocalista do Metallica, James Hetfield, e o guitarrista Kirk Hammett sobre o álbum de 21 anos atrás que lançou a banda ao sucesso comercial, conhecido como disco preto. Alguns trechos da conversa podem ser conferidos abaixo.
The Village Voice: "Nothing Else Matters" foi um grande distanciamento da banda. Ela deixou alguns fãs com raiva, que esperavam por thrash metal, mas ainda é tocada em quase todos os shows.
James Hetfield: Isto é absolutamente louco, esta era a música que eu achava que era menos Metallica, que tinha a maior chance de nunca tocarmos, a última música que qualquer um gostaria de ouvir. Era uma música para mim, no meu quarto na turnê quando eu estava triste por estar fora de casa. É bem espetacular, é um verdadeiro testamento a honestidade e em me expor, liberando seu lado verdadeiro por aí, e aceitando o risco, apostando que alguém ou vai pisar no seu coração com espinhos ou eles vão colocar seus corações bem do lado dela, e você nunca saberá até tentar. Isto solidificou, eu acho, que nós estávamos fazendo a coisa certa, escrevendo de coração sobre o que sentíamos, e você não pode errar desta forma. Ela se tornou uma música inacreditável ao vivo, e desde o New York Hells Angels colocando-a em seu filme, as pessoas dos esportes, as pessoas se casando com ela, todos os tipos de coisas, as pessoas se relacionam com ela. Eu sou grato que os caras me forçaram a tirar do meu toca-fitas para torná-la do Metallica.
The Village Voice: O que você acha tão inspirador nos temas em "The Unforgiven" para você decidir revisitar a música para duas sequências?
James Hetfield: Talvez não esteja terminado, talvez eu não me sinta perdoado ou não foi capaz de perdoar. É uma daquelas músicas para mim que é bem pessoal, obviamente girando em torno do perdão do mundo e da própria pessoa e o que mais você tiver de ressentimento, e trabalhar nisso. A melodia em si nunca saiu da minha cabeça, é potente para mim, e liricamente, as coisas continuam a vir com ela, e provavelmente o fato de que você supostamente não deve fazer uma trilogia ou algo assim, ou continuar escrevendo a mesma coisa no próximo álbum. Eu acho que depois de "The Unforgiven III", nós meio que acabamos com isso. Eu acho que sou capaz de perdoar, me perdoar e seguir em frente.
The Village Voice: Vocês já olharam para uma setlist antes de um show, viram "Enter Sandman", e falaram, "Sério, caras, esta noite não"?
Kirk Hammett: Há uma certa quantia de músicas que sabemos que temos que tocar, pois a platéia espera que façamos isso, e as músicas que nós colocamos pois queremos tocar ou recebemos pedidos. A coisa legal de nossa música é que a maior parte dela é realmente divertida de se tocar, e muito dinâmica, dinâmica o suficiente que se quisermos mudar uma parte de uma música ou acrescentar uma parte, tirar uma parte, ela pode sobreviver a isso. Quando as músicas começam a ficar meio entendiantes, o que nós fazemos é mudá-las, tirar partes, acrescentar partes, ou torná-las mais dinâmicas, e esta é a nossa forma de para lidar com esse fato de tédio, o que eu acho que é uma boa forma de lidar. Houveram vezes em que mencionar "Seek and Destroy" me faria gargalhar, mas nós começamos a tocar de forma mais pesada, e agora ela soa como uma música nova para mim. Nós fizemos a mudança seis ou sete anos atrás, e eu a amo de novo.
A entrevista completa, em inglês, pode ser lida clicando aqui.
Fonte (em inglês): Blabbermouth.net
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