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Lars Ulrich: "Podemos ser agressivos mesmo ficando em hotéis 5 estrelas"

   20 de Setembro de 2004     tags: ulrich, entrevista      Comentários

O baterista do Metallica Lars Ulrich foi recentemente entrevistado pelo Post-Gazette de Pittsburgh sobre o documentário "Some Kind of Monster", "St. Anger" e turnês. Seguem alguns trechos:

Sobre o fato dos fãs terem ou não estranhado o acesso a banda mostrado no documentário:

Lars Ulrich: "Não que eu saiba, estranhado não. Eu acho que a maioria de nossos fãs dedicados sabem que com o Metallica é sempre um tipo diferente de jornada e que você nunca deve se limitar a um modo de pensar. Então eu não acho que isso os enlouqueceu ou algo do tipo. Eu acho que, basicamente, todos os fãs do Metallica estavam bem animados com isso e realmente gostaram de se aproximar de nós e de darem esse passo que foi dado entre eles e nós da banda.

Sobre a natureza da música de "St. Anger":

Lars Ulrich: "Eu acho que realmente precisávamos nos mostrar, provar para nós mesmo que somos meio que capazes de evoluir e agir dessa forma - fazer um álbum realmente pesado, agressivo, que não foi melhorado ou super produzido. Foi importante para nós depois dos últimos álbuns."

Em resposta a um crítico que escreveu sobre o "St. Anger", "Provavelmente nenhuma outra banda trabalhou tanto e tanto tempo para criar um álbum com o intuito de fazê-lo soar tão cru."

Lars Ulrich: "Isso é um erro de interpretação. Nós estávamos no estúdio por um bom tempo, mas... Eh. Eu acho que você pode deixar dessa forma. Quem sou eu para julgar? Nós estávamos no estúdio por um bom tempo mas a quantidade de trabalho nas músicas que foram parar no álbum foram mínimas. A maior parte do tempo foi tomada pelos 80 por cento do material que não entrou no álbum. Dependendo do ponto de vista que você vê isso, você pode dizer, sim, nós trabalhamos nele por um ano para acabar com essas 11 músicas. Mas nós trabalhamos nove meses desse um ano em 35 músicas que estão guardadas em algum lugar. Então depende muito de como você vê."

Sobre o modo como a banda fez o "St. Anger" em um ambiente positivo:

Lars Ulrich: "Existe este cliché, que quando você se torna famoso você perde a habilidade de ficar nervoso ou irritado. Talvez isso seja verdade para algumas pessoas, mas eu posso lhe dizer que eu quase inverteria isso e diria o oposto. Eu fico bem mais frustrado com muitas coisas agora que sou famoso, eu espero que as coisas estejam em outro nível, e quando elas não estão eu fico realmente frustrado [risos]. Eu fico muito frutrado com muitas coisas que me rodeiam a todo tempo.

"Então eu não acredito nesse cliché de que agora que temos um pouco de dinheiro ou qualquer outra porcaria significa que não podemos ser agressivos. Para mim, isso é algo que vem de dentro de você. Isso não vem necessariamente de algo como a comida que você come ou o tapete de sua sala, se está sujo ou não. Essas coisas, para mim, queimam tão lá dentro que eu gostaria de pensar que pelo menos para mim, para o James, elas ficam totalmente inafetadas independente de ficarmos em um hotel cinco estrelas ou em um três estrelas."

Sobre o próximo álbum do Metallica:

Lars Ulrich: "Certamente isso é o que nós esperamos e queremos fazer. Terminaremos a turnê em breve e então provavelmente iremos entrar em estúdio por volta da primavera ou verão [do hemisfério norte] e pensaremos sobre isso de novo. Estamos coletando várias idéias legais na estrada e temos uma pequena sala no backstage que tocamos e fazemos jams. Antes de entrarmos no palco, nós meio que nos esquentamos."

Leia a entrevista completa em inglês clicando aqui.

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Kirk Hammett: "Próximo álbum até o final de 2005"

   19 de Setembro de 2004     tags: hammett, entrevista      Comentários

O guitarrista do Metallica disse recentemente ao Cleveland Free Times sobre a saída de Jason Newsted, o documentário "Some Kind of Monster", turnês e sobre o próximo álbum de estúdio da banda, que ele espera finalizar até o final de 2005. Seguem alguns trechos:

Sobre a saída de Jason Newsted:

Kirk Hammett: "Foi bem devastador quando nós perdemos um membro da banda. Nós deveríamos ser aquela máquina invencível que solidificou durante os anos. De repente, isso abriu nossos olhos de que não éramos invencíveis. Não enfrentávamos todo tipo de coisa escondida. Tínhamos os mesmos problemas que todo mundo tem. Para mim, Jason era um amigo. Eu saía muito com ele. Não queríamos vê-lo partir. Mas ele estava infeliz por muito tempo. Ele fez o que deveria fazer para encontrar aquela felicidade de novo. Eu acho que isso não incluia nós ou o Metallica. Não queríamos que ele partisse, mas foi saudável para todos os envolvidos."

Sobre a crise pessoal da banda durante as gravações de "St. Anger":

Kirk Hammett: "Eu realmente acho que nesse período a banda era mais importante do que nossas vidas pessoais, o que não era saudável, especialmente quando nos dedicávamos tanto ao trabalho. No entanto, eu estou feliz por termos sobrevividos. Eu não previa que tomaríamos o rumo tomado. Eu acho que nenhum de nós pensamos. A tensão existia entre todos nós. O filme tenta focar em James e Lars, mas vocês têm que entender, os produtores tinham que traçar uma linha dramática da história para criar um clima. Eles focaram nisso. Havia muita tensão."

Quando perguntado sobre como o Metallica continua a encher locais enquanto muitas das bandas contemporâneas passaram a tocar em lugares bem menores, Kirk admite não saber realmente:

Kirk Hammett: "Eu só sei que nós tentamos ir por aí e escrever as melhores músicas que conseguimos para fazer o melhor álbum que podemos, e tentamos tocar os melhores shows possíveis. Nós tentamos fazer tudo da melhor forma possível. Eu acho que esse foi o troco de tudo isso. As pessoas ainda vêm sabendo que terão uma certa qualidade. Metallica é um nome que vem associado com uma certa quantidade de qualidade. Essa é a única justificativa que encontrei."

Para ler a entrevista completa, clique aqui.

fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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James Hetfield, sobre o hobby de Lars

   17 de Setembro de 2004     tags: hetfield, entrevista      Comentários

O documentário do Metallica "Some Kind of Monster" revelou o gosto do baterista Lars Ulrich por arte - para o desprazer do co-fundador James Hetfield. Hetfield disse ao Launch Radio Networks que ele não gosta que Lars exiba seu hobby em público, embora admita que Ulrich sente o mesmo sobre sua paixão por carros esportivos e motos. "Essa coisa de Lars pela arte - é difícil de ver, mas é algo dele," disse James. "Eu não tenho nada a ver com isso. Ele está provavelmente pensando a mesma coisa sobre mim e meu capacete estúpido e a [moto] T-bucket, dizendo, 'Meu Deus, isso é tão vergonhoso,' sabe? Mas nós sabemos que temos nossas próprias vidas, e é isso cara."

fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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James Hetfield: "Eu comprei o CD da Hilary Duff"

   01 de Setembro de 2004     tags: hetfield, entrevista, curiosidades      Comentários

James Hetfield do Metallica foi entrevistado pela rádio The Blitz 99.7 FM de Columbus, Ohio, Estados Unidos nesta sexta-feira. Seguem alguns trechos da entrevista:

Qual tipo de metal, qual tipo de músicas você está ouvindo atualmente? Você já ouviu Mastodon? O que você acha dessas bandas de new metal que estão surgindo? Ou você é da velha-guarda e ainda ouve seus discos do Raven e do Diamond Head?

James Hetfield: "É tudo isso. Algumas vezes eu ouço rádio, algumas vezes XM [rádio por satélite], algumas vezes eu ouço um CD. Tenho ouvido muito a Radio Disney por causa dos meus filhos. [risos] Eles adoram música..."

É difícil imaginar você sentado em um carro enquanto toca Hilary Duff. É estranho.

James Hetfield: "Cara, eu comprei o cd... Minha filha de seis anos... bem, cinco na época... disse, 'Eu gosto disso. Podemos comprar?' e eu disse, 'Er, sim. Minha filha pediu alguma música. Eu não tenho como não me ligar a isso. Isso é demais.' Você sabe, 'Eu lidarei com isso.'"

Vinte anos atrás, você diria, "Hilary Duff. Pelo amor de Deus. Me ajude."

James Hetfield: "Bem, eu ainda falo isso. Mas minha filha ama isso, e assistir o amor dela faz tudo isso valer a pena. Entretanto... No computador, eu coloco no randômico, e vem todo tipo de coisa. Toca Tom Waits, Cypress Hill, Nekromantix - todos os tipos de coisas diferentes. Sobre o new metal, nós estamos tendo um ótimo período com o Godsmack. Eles fazem suas coisas muito bem. Eu acho que eles sabem bem o que está rolando e o precisa continuar, e são bem pés-no-chão. Então é isso que eu posso dizer sobre eles no momento."

A entrevista de James Hetfield pode ser ouvida clicando aqui.

fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Entrevista de Lars na Rolling Stone: "Não tem um case que eu não urinei ainda"

   13 de Agosto de 2004     tags: ulrich, entrevista      Comentários

"Houveram muitas brigas durantes esses vinte e três anos da banda," disse o baterista do Metallica Lars Ulrich. "Mas a gente se diverte." Se você viu o documentário conta-tudo "Some Kind of Monster", você sabe sobre o que Lars está falando. A luta pelo poder, alcoolismo e atitudes infantis que quase destruíram a maior banda de metal deram origem a um novo e melhor Metallica, graças a chegada do baixista Robert Trujillo e um gasto de quarenta mil por mês. No filme, no qual Ulrich também mostra seu amor pela arte, nós encontramos o seu mais duro crítico: seu pai, Torben, um escritor de jazz, jogador de tênis profissional e clone de Gandalf do Senhor dos Anéis. No dia 16 de Agosto, o Metallica iniciará a parte final de sua turnê em St. Paul, Minnesota.

Seu pai parece ser tão legal. Qual música ele tocava em casa quando você era criança?

Sua paixão, seu amor, a principal coisa para ele era jazz. Então de seu quarto vinha muito Miles, Coltrane, Charlie Parker, Ornette Coleman, Sonny Rollins. Copenhagen era a capital do jazz da Europa Ocidental naquela época. Mas ele também ouvia The Doors, Stones, Beatles e Muddy Waters. Quando eu comecei a ouvir as primeiras coisas de rock por volta de 73, como Deep Purple e Uriah Heep, nós começávamos a nos bicar. Ele dizia que era muito quadrado e que o baterista era muito branco.

Você costumava ir em casas de shows quando criança?

Sim. Um lugar chamado Montmartre - Eu fui levado lá algumas vezes. Mas muitos músicos passavam lá em casa, como Sonny Rollins, Ben Webster e Dexter Gordon, que era meu padrinho.

Quantas batidas por minuto você consegue tocar no seu pedal duplo?

Eu não sei, mas tecnicamente, eu estou na melhor forma que já estive. Eu tenho desenvolvido bastante neste ano, correndo. Eu parei de fumar. Quando estamos sentado lá no décimo quinto minuto da terceira hora tocando "Dyers Eve" eu estou muito, muito bem. Virando a casa dos quarenta, é bom dizer.

O Rob Trujillo te assusta no palco? Ele é bizarro.

Eu tenho a opção de desviar o olhar [risos]. Quando ele está fazendo seu passo sumô-luta-livre-satânico-podre, eu viro meu olhos para o [James] Hetfield. Se ele está fazendo sua cara de luta do inferno, eu sei que eu posso olhar para o [Kirk] Hammett - há um pouco mais de amor por lá. Mas o Rob tem sido incrível. No final dos anos noventa, o Metallica era como uma operação militar: as coisas ficaram meio egocêntricas demais, e Rob nos ajudou a nos soltar. Isso é bom.

Você fica bravo por não poder mais ficar bêbado com o Hetfield?

Eu, o Kirk e o Trujillo ainda podemos nos embebedar. Acredite em mim. Nós também podemos fazer isso quando o James está por perto. Não há problema. James tem sido um anjo com isso. Ele não reclama, não policia, ou fica em cima das porcarias dos outros.

Você costumava beber muito no palco. Onde você urinava?

Desde que você não mije em algo que está ligado. Eu não toco em álcool no palco desde o ano novo de 83-84, em algum lugar do estado de Nova Iorque com o Anthrax. Nenhum de nós conseguíamos tocar. Mas o Kirk geralmente mija em uma garrafa em seu pequeno cubículo, e eu vou e urino nos cases. Não tem um case que eu não urinei ainda.

Qual a melhor tirada que você já fez?

Eu amo The Cult, mas quando a gente ficou com eles durante o verão inteiro em 89, um membro da banda tinha uma namorada que trouxe peixes dourados em pequenos sacos. Um dia o dia o motorista de ônibus esqueceu de ligar o ar condicionado, o peixe basicamente ferveu, e a garota os perdeu. Então para o show em Portland, nós compramos metade da loja de animais e por dois minutos choveu peixes dourados no palco. O membro não identificado e a namorada chocada tentaram pegar os peixes que ficavam pulando. O baterista deles, Matt Sorum, começou a comê-los.

Sorum tocou com o Guns'n'Roses. Você fizeram uma turnê com o Guns'n'Roses. O quão estranho é Axl?

Eu não ouço do cara há vinte anos, mas Axl era duas pessoas. Você ficava realmente pensando que diabos ia acontecer em seguida. Quando ele estava de bom humor, ele é o cara mais doce, e quando ele esquecia de tomar seu remédio ou decidia explodir, ele era meio estranho. Ele era a última pessoa que eu vi, talvez além de Bill Clinton, que quando entrava todo mundo saía da frente. Isso é algo raro.

Qual pintura melhor incorpora o espírito do Metallica?

Ótima pergunta: eu estou tendendo àqueles grandes Jackson Pollocks. Quando penso no Metallica, eu penso em energia e movimento; um caminho que está sempre se mexendo e mudando toda hora. Eu escolheria o Número 32 de Pollock, de 1950.

Quem é o melhor baterista vivo?

Jon [Theodore] do Mars Volta. Nós fizemos três semanas de shows com eles na Austrália em Janeiro. Eles eram tão bons, e Jon é o melhor baterista que eu vi em dez anos. Ele toca com energia e fogo, o peso de Bonham e a técnica de alguém como Phil Taylor do Motorhead mas também Elvin Jones. Eu queria desistir depois que vi ele tocar.

fonte (em inglês): Rolling Stone

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Lars: "O acesso dos fãs vem de nossas raízes punk"

   12 de Agosto de 2004     tags: ulrich, entrevista, skom      Comentários

O baterista do Metallica Lars Ulrich foi recentemente entrevistado pelo Star Tribune sobre o documentário de 4.3 milhões de dólares "Metallica: Some Kind of Monster" e sobre o livro "So What! The Good, the Bad and the Ugly", a sair dia 17 de Agosto nos Estados Unidos. Seguem alguns trechos:

P: Você está surpreso que o filme vem sendo um sucesso, mesmo entre os não-fãs da banda?

Lars Ulrich: "Não. Um ótimo documentário é um ótimo documentário. Funcionou porque, como a maioria dos grandes documentários, é uma história humana. Independente de ser sobre uma banda de rock, McDonald's, Bush, Al-Jazeera ou qualquer outro excelente documentário, no fim eles são todos histórias sobre pessoas. Esses ótimos produtores de documentários são capazes de pegar essas histórias e humanizá-las e fazê-las com que as pessoas que não gostem desse estilo tenham algum tipo de ligação."

P: Como os fãs mais fervorosos do Metallica vêm reagindo ao filme?

Lars Ulrich: "Muito, muito positivamente. Eles gostaram desse passo, no qual nós nos abrimos. Eles gostaram desse acesso. Nós sempre tivemos uma relação aberta, acessível com nossos fãs e eu acho que o filme foi o passo seguinte para isso - talvez o último passo. Eu não sei o quanto mais nós podemos nos abrir.

"Nós tomamos uma decisão há muito tempo que não seríamos como o Led Zeppelin ou o Kiss, não seríamos uma banda com um mistério em volta. Isso vem das nossas raízes punk, e eu acho que isso é uma continuação disso."

P: Algumas das partes mais sérias do filme são aquelas que mostram os problemas pessoais da vida de James, e eu sei que existem alguns problemas em sua vida atualmente. O quanto se pode culpar estar em uma banda - ou esta banda em particular - por esses problemas?

Lars Ulrich: "Excelente pergunta. E você ter deixado essa de lado [risos]. Sabe, será que a banda é o lugar onde você vai quando tem esse tipo de problema? É o último santuário? Existe uma grande área cinza que é difícil de definir.

"Obviamente, viver esse tipo de vida envolve muitas coisas. É ligado a criatividade. É ligado a quebrar as regras. É ligado a fugir. É ligado a viajar. Ela permite tantos comportamentos exagerados e extremos que não são tolerados em outras partes da sociedade. Então a questão talvez seria, seriam as bandas o lugar onde as pessoas que já estão partidas vão?"

P: No filme, Rob Trujillo acabou de se juntar a banda e apenas fica de boca calada e toca baixo. Isso mudou?

Lars Ulrich: "Oh, ele é um membro da banda. Quando estamos em nossa sala de ajustes na estrada, ele fica tocando e vem com algumas idéias. Ele faz entrevistas. Ele dá sugestões para as setlists. Ele é um enviado de Deus, esse cara. Ele é uma das grandes razões da tranquilidade e boas vibrações na banda atualmente."

P: Diga-me sobre o livro que a banda está lançando na próxima semana ["So What! The Good, the Bad and the Ugly", com entrevistas, fotos raras e anotações pessoais].

Lars Ulrich: "Nosso fã-clube lança umas quatro ou cinco revistas por ano. Provavelmente é a área onde nós chegamos no nível mais pessoal com nossos fãs. Nós escrevemos histórias para isso, contribuímos com coisas muito pessoais. Ninguém mais as vê a não ser os membros de nosso fã-clube. Bem, vieram com a idéia de fazer um livro que fosse uma espécie de "melhor de" desse material. E é isso que é."

fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Lars explica sua paixão pela arte

   11 de Agosto de 2004     tags: ulrich, entrevista      Comentários

O baterista do Metallica Lars Ulrich disse recentemente ao Launch Radio Networks sobre uma das cenas mais comentadas do documentário "Metallica: Some Kind of Monster" - trecho no qual Lars leiloa sua coleção de artes por milhões de dólares. Até agora, poucos fãs sabiam deste hobby um tanto caro que Lars tem em comprar pinturas originais de artistas famosos. Ele explicou que sua fascinação por arte data de sua infância. "Sabe, eu cresci em uma família cercada de música e arte e em algum ponto de, não sei, final da década de oitenta, começo de noventa, eu comecei a redescobrir muitas dessas raízes. E o que aconteceu é que isso acabou virando uma espécie de santuário para mim fora do Metallica. Era minha particularidade do resto dos caras da banda e acabou virando uma grande paixão."

fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Kirk Hammett diz que as "coisas estão mais reais" no Metallica

   09 de Agosto de 2004     tags: hammett, entrevista      Comentários

O guitarrista do Metallica Kirk Hammett disse recentemente ao Reno Gazette Journal que a banda passou por uma "troca de paradigmas" graças as sessões de terapias documentadas no filme "Metallica: Some Kind of Monster". Um exemplo é James Hetfield que costumava amaldiçoar a platéia e chamar o público de perdedores. Mas no final de "Some Kind of Monster", podemos o ver dizendo "Metallica ama vocês!".

"Eu acho que o James costumava dizer essas coisas porque na verdade ele amava o público," disse Hammett sobre os insultos. "Ele podia dizer essas coisas por causa da máscara que ele usava nessa época. Essa máscara foi tirada e o que você vê hoje é a versão mais verdadeira do James Hetfield que você poderá ver. É estranho porque o James Hetfield de hoje é bem mais parecido com o James Hetfield que eu conheci há 21 anos, antes de tudo isso começar. James está bem mais confortável dizendo aquilo que ele quer dizer.

"Sabe, sempre ficava estranho quando a gente dizia que amávamos uns ao outros e isso era sempre depois de muito álcool e sei lá o que. Mas hoje, as coisas estão bem mais reais por aqui e estão bem mais honestas. É um ótimo progresso para a gente.

"E tudo isso começou - eu odeio dizer - quando Jason saiu. Ele foi o responsável pela mudança. Nós vemos tudo diferente hoje, tudo, das músicas para os shows para o modo como tratamos as pessoas para o modo como tratamos uns aos outros para o modo como tomamos decisões."

Em uma seqüência do filme, o vocalista Hetfield sai por um pequeno período dos ensaios para comparecer ao recital de ballet de sua filha mais nova. Se isto fizer com que alguns fãs gritarem "fruta!" Hammett diz para ser assim.

"Estamos apenas sendo honestos. Existe poder na verdade. E espero que quando as pessoas virem isso, elas se sintam até mais próximas de nós. Se as pessoas entenderem a intimidade que estamos oferecendo, talvez elas achem respeito."

Apesar de torcer para que o filme dê lucro, Hammett achou que a experiência não tem preço.

"Nós saímos disso ainda de pé e como uma banda com o relacionamento entre seus membros em seu melhor momento," disse ele.

"Para mim, se as pessoas conseguirem ver este filme e conseguirem extrair algo disso que os ajudem em suas vidas ou se outra banda puder vê-lo e está quase acabando, se eles puderem vê-lo e talvez fizerem as pazes, eu acho que isso é algo excelente. Eu acho que isso é uma maravilhosa contribuição que estamos fazendo embora eu ache difícil de assistir e eu pessoalmente me não me sinto bem."

fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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James Hetfield fala de Dave Mustaine

   04 de Agosto de 2004     tags: hetfield, entrevista      Comentários

Em uma nova entrevista ao EletricBasement.com, o frontman do Metalllica James Hetfield falou sobre o último trabalho da banda, o documentário "Some Kind of Monster". Quando perguntado sobre a cena em que Lars Ulrich e Dave Mustaine se sentam para conversar cara-a-cara e se ele teve a chance de fazer o mesmo com o líder do Megadeth, Hetfield disse, "Ainda não. Ainda não, e não há motivo para não fazer isso pois nós compartilhamos muita energia, muitos caminhos e lidamos com perfeccionismo e queremos nos bater. Você sabe, aquelas críticas em sua cabeça que são tão egoístas. Então nós compartilhamos muita coisa, e eu vejo nisso o sentimento que ele ainda guarda e o quanto ele queria se livrar do Lars e o quanto eu queria estar lá e proteger meu irmão lá, sabe. Hm, mas eu estou feliz por não ter estado. Foi bom que eles estiveram, quero dizer foi uma cena extremamente reveladora para ambos. Eu acho que o Lars finalmente não sabe o que fazer. Lars finalmente não está no controle e a câmera está lá, é ótimo! Quer dizer, ver ele daquele jeito, ver o lado humano dele e de Dave também, se libertar e sabe, talvez agora ele possa ver que, nossa, se ele pudesse ver isso. Eu espero que ele veja isso. Você sabe. Porque quando eu vejo as minhas cenas é como, 'Cara! Eu não aguentaria isso. Eu não ficaria em uma mesma sala que você.' Você sabe. É um grande espelho."

fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Phil Towle: "Jason teve a coragem de se levantar frente ao Metallica"

   30 de Julho de 2004     tags: skom, entrevista      Comentários

Em recente entrevista ao The Kansas City Star, o ex-terapeuta do Metallica, Phil Towle, disse sobre a saída do baixista Jason Newsted da banda, cena que não aparece no documentário "Some Kind of Monster". Quando perguntado como ocorreu, respondeu, "estávamos sentados fazia meia hora mais ou menos quando Jason disse a mim, 'eu quero falar com os caras, pode pode nos dar licença?' Então eu fui para uma outra sala. Eu podia ouvir toda a dor ressoando da sala em que eles estavam, e depois de 10 minutos, eu voltei para lá. Jason disse, 'eu não quero você aqui.' Eu disse, 'eu fui contratado para estar aqui, para trabalhar com vocês e seus problemas, e eu não posso ficar na outra sala.' Houve silêncio. Então Lars disse, 'Deixe ele ficar.'"

"Eles estavam tão chocados que um membro da família por 14 anos estivesse saindo da banda por várias razões. Eles disseram, 'nós temos que fazer algo quanto a isso.' Então ofereci isto: Ao invés de investir essa energia na raiva contra o Jason, use isto para explorar os problemas mais profundos de desconforto e conflitos que os fez sair."

"Em uma família desfuncional, Jason teve a coragem de se levantar. Ele foi aquele que iniciou o processo de chamar a atenção. Eu li uma antiga entrevista com o Metallica na Playboy na qual os membros da banda separamente falaram mal um dos outros. Então agora o conflito tinha vindo a tona."

Towle também falou sobre a cena próxima do fim de "Some Kind of Monster", na qual ele, James e Lars discutem sobre o papel de Phil na banda. Perguntado sobre o que ocorreu, Towle disse, "a banda estava passando por um momento de indecisão sobre continuar ou não comigo. Eu precisava de uma resposta. Eu disse que precisava saber porque estava pensando em parar com eles. Fora do foco das câmeras, tivemos algumas conversar sobre continuar ou não. Então eu realmente me senti meio pego de surpresa. Eu sentia que eu tinha ajudado apenas em partes para resolver alguns dos problemas."

"Mas também foi difícil para mim pensar em sair. Eu estava com esse cliente todos os dias por quase 2 anos e meio. Nós começamos com sessões de 2, 3 horas, e então quando as coisas esquentaram enquanto faziam o álbum, eu estava no estúdio todos os dias. Eu não queria sair do precesso, da intimidade. E eu pensei que tínhamos um acordo. Mas, você sabe, a coisa que me fez sair de tudo isso foi quando Lars veio ajudar James. Isto realmente estabilizou as coisas entre eles."

A entrevista completa, em inglês, pode ser lida clicando aqui.

fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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