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Ulrich: Metal está vivo e bem

   23 de Abril de 2008     tags: ulrich, entrevista      Comentários

A RollingStone.com entrevistou o baterista do Metallica, Lars Ulrich, neste último Sábado, 19 de Abril, durante o dia de autógrafos do Dia da Loja de Discos, na Califórnia. Um trecho da conversa pode ser conferida abaixo:

RollingStone.com: Vocês foram um dos primeiros artistas a processarem por causa de quebra de direitos autorais e a falar sobre os aspectos do download. Oito anos depois, bandas como Radiohead acolheram a rede. Você mudou sua posição a respeito disso?

Ulrich: Nós temos FLACs e MP3s a venda. Nunca foi por causa do download em si. Nós temos o Vault, onde você pode baixar shows de vinte anos atrás de graça, completos, e existe há anos. Você pode baixar shows recentes dias depois de terem acontecido, pagando. Naquela época, havia uma questão bem maior sobre quem deixou. Nós dissemos, "Espera um pouco, deveria ser o artista." Então todo o inferno aconteceu e nós ficamos de lado um tempo. Nós sempre fomos independentes e controladores, o que as vezes nos causa problemas. É por isso que nós existimos e por isso que todas essas pessoas apareceram.

RollingStone.com: E assim que esse disco acabar...

Ulrich: Sabe, este é o nosso último disco no contrato com a Warner, então estamos vendo como poderemos juntar tudo.

RollingStone.com: Como um acordo de direitos múltiplos com a Live Nation?

Ulrich: Hmm, nós nunca nos vendemos dessa forma, com todo o respeito. Nós queremos ser os mais livres como músicos possíveis. Nós temos observado o Radiohead e o Trend Reznor e em vinte e sete anos ou seja lá quanto tempo demorará para o próximo disco, nós investigaremos tudo em termos de possibilidades com a Internet.

RollingStone.com: O que você pode dizer sobre trabalhar com o gênio louco Rick Rubin neste próximo álbum?

Ulrich: Gênio louco? Você o conhece. [Risos] Tem sido um ano excelente, e tem sido muito divertido - uma chance de reinventar a roda de novo. É ótimo ter alguém que senta lá e joga as coisas na sua cara. Ele não é muito metódico; é tudo sobre a vibração e o momento. Nós estávamos interagindo e tocando mais um com o outro. Havia pouco método em sua loucura, mas você aprende a confiar nele e a lidar com isso.

RollingStone.com: Você pensou sobre o clima em que vocês lançarão este novo álbum? Qual é o estado do metal hoje?

Ulrich: Eu acho que você viu. Metal está vivo e bem, e melhor do que tem sido há muitos anos. É como se a maior parte do metal dos anos 70 e 80 ainda fosse reverenciada. Parece que a maior parte dos garotos de 14 anos gostam de Deep Purple, Iron Maiden e Judas Priest, ao contrário de alguma coisa alternativa, grunge ou especialmente os rap-rocks dos anos 90. Quando você está no meio há um tempo, tende a se desligar de círculos, mas parece que existe uma ressurreição mais profunda e mais penetrante nas mentes das pessoas de 14 anos de todo o mundo. É inacreditável.

A entrevista completa pode ser lida, em inglês, clicando aqui.

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Ulrich: "Estamos no final das gravações"

   02 de Abril de 2008     tags: ulrich, entrevista, disco novo      Comentários

Em entrevista na última edição da revista NME, o baterista Lars Ulrich fala sobre o festival de Reading e Leeds e o novo álbum da banda. Confira a conversa abaixo.

NME: Você está animado em retornar como atração principal dos festivais de Reading e Leeds pela primeira vez desde 2003?

Lars Ulrich: Sim! Quero dizer, o que você quer fazer em Agosto além de ir a Reading e Leeds e ser parte deste grande fim de semana? Quando eu comecei a gostar de bandas de metal inglesas entre o meio e o final dos anos 70, tudo era sobre Reading - e aqui estamos nós, 30 anos depois, sendo parte de toda esta coisa de novo. É bem legal, especialmente a energia quando você está fechando Reading no domingo. Nós fizemos isso cinco anos atrás e é como se você tivesse toda a energia do final de semana liberado nessas duas últimas horas. É incrível! Eu acho que esse é o lugar do Metallica agora.

NME: Vocês também serão atração principal em Leeds na noite de sexta. O que você fará no sábado?

Lars: Dormir para curar minha ressaca, como sempre!

NME: Vocês já começaram a planejar sua apresentação?

Lars: Se tudo der certo, existirá um disco novo três ou quatro semanas antes, então nós estaremos sentindo muitas dessas músicas novas. Nos últimos três a cinco anos, nós tocamos sets diferentes toda noite, e durante os últimos verões que saímos, tivemos entre 40 e 50 músicas para tirar, tocando o que nós sentíamos vontade. Obviamente, nós não tocaremos as mesmas coisas que tocamos no estádio de Wembley ano passado; nós tentaremos variar o máximo que pudermos em relação a última vez. Para mim, Reading é menos sobre os fogos de artifício e visuais e mais sobre as relações e experiências compartilhadas; mais sobre achar a energia certa. Lançar isso e receber algo em troca.

NME: Então vocês não trarão nenhuma pirotecnia?

Lars: Haverá alguma merda estourando em algum lugar! Atualmente nós temos fé o suficiente no que fazemos que nós meio que só vamos lá e lidamos com isso.

NME: Você já pensou em contribuir com algum outro artista que estará lá? Vocês têm Slipknot e Tenacious D no palco pricipal antes de vocês...

Lars: Esses caras com certeza estariam no topo da lista. Você nunca sabe o que vai acontecer. Mas nada fica melhor do que estar no mesmo evento que Rage Against the Machine. E eu quero ver o The Killers tocar.

NME: Vocês têm chance de conferir outras bandas em festivais?

Lars: Bem, nós tentamos o máximo que podemos. Para mim, esse é o espírito dessas coisas. Você vai, sai e tenta se soltar com a vibração do dia todo. Nós costumávamos apenas sair do ônibus e voltar, mas agora nos sentimos um pouco mais sociais e tem sido divertido não levar isto tão a sério. A única coisa que é uma porcaria sobre tocar por último, no entanto, é que não podemos fazer parte de toda a bebedeira e festividades. Quando saimos do palco, todos estão na Holanda! Agora nós tentamos chegar antes, sair, e ver algumas de nossas bandas favoritas.

NME: Como está indo o álbum novo?

Lars: Nós estamos basicamente no fim dele. Como diriam no futebol, nós estamos no 85o. minuto.

NME: Como está soando?

Lars: Soa bem ao vivo, muito energético, bem heavy metal. Se tornou bem ao vivo, tocando cruamente, mas ainda assim soa sonicamente excelente; é grande, é gordo e é bem ao vivo;

NME: Você diria que é um retorno ao som clássico do Metallica ao invés de um "St. Anger"?

Lars: Sim, se "clássico" significar aqueles discos do começo. "St. Anger" foi mais um experimento que tivemos que fazer para nossa própria sanidade, este está mais alinhado com as coisas que fizemos nos anos 80.

NME: Tem algum detalhe que você pode compartilhar sobre as músicas?

Lars: Algumas semanas atrás nós nos sentamos e dissemos, ok, é hora de parar de chamarmos '10' e '19' e 'Munich' e 'German Soup' ou seja lá o que mais nós as chamamos quando as escrevemos. Nós vamos nos encontrar semana que vem e sentarmos e jogarmos alguns títulos reais de músicas uns nos outros.

NME: Quais títulos você vai sugerir?

Lars: Bem, sempre fica entre "Foda Sua Mãe Duas Vezes" e "Metallica e Outros Vícios", ou um dos meus favoritos, "Metallica Fede". Estes são sempre bons de voltar quando todo o resto falha.

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Metallica tocará músicas novas nos shows

   01 de Abril de 2008     tags: ulrich, entrevista, disco novo      Comentários

O baterista do Metallica, Lars Ulrich, comentou sobre a participação como atração principal nas edições deste ano dos festivais de Reading e Leeds, que acontecerão na Inglaterra entre os dias 22 e 24 de Agosto.

"Junto do castelo de Donington, não há outro lugar no Reino Unido que é mais histórico ou mais honroso para o Metallica tocar do que em Reading," disse Ulrich a revista Kerrang!. "Voltando aos tempos em que eu estava iniciando na música, eu via no line-up bandas como Iron Maiden, UFO e Whitesnake como atrações principais, então para nós, sermos convidados para voltarmos mais uma vez e estar no topo por assim dizer é um presente tremendo dos organizadores. É algo simplesmente inacreditável de sermos parte."

"Eu lembro de ter tocado no festival em 2003 e ter a chance de fechar o Reading, e foi um sentimento absurdo de sentir," adicionou. "O fato de que eles nos chamaram para voltar e fazer a mesma coisa é algo grande para mim. Nós fomos atração principal em Wembley no ano passado, fizemos o Download Festival no ano anterior, então tocar no Reading e Leeds me parece a coisa óbvia a se fazer. Para mim, ainda é um dos maiores e mais monumentais festivais de música do mundo, e com bandas como Slipknot e Rage Against the Machine tocando, eu tenho certeza que será um dos melhores line-ups que as pessoas já viram nos últimos tempos."

Ulrich disse que os fãs poderão ouvir algum material novo do nono álbum da banda, ainda a ser lançado.

"Nós estamos loucos para tocar algumas músicas novas," riu. "Na verdade, se não tocarmos, então eu dou permissão para as pessoas virem, me acharem e me darem um tapa na cara! Nós estamos planejando soltar algumas das músicas novas pela primeira vez, mas no momento nosso foco é terminar o disco. Assim que isso estiver fora do caminho, nós vamos pra sala de ensaio e começar a arrumar as coisas para as tocarmos ao vivo!"

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Ulrich: "Solos gritantes" no novo álbum

   09 de Fevereiro de 2008     tags: ulrich, entrevista, disco novo      Comentários

A edição de Fevereiro de 2008 da revista Spin conta com um pequeno artigo falando sobre o novo álbum do Metallica. A tradução pode ser conferida abaixo.

Trabalhar com Rick Rubin pode fazer com que até o mais headbanger dos deuses do metal soe como um hippie. "Ele realmente se liga em preservar nossas energia, e sua coisa principal é mais sobre o que a música passa do que como ela soa," disse o baterista do Metallica, Lars Ulrich, em um intervalo das gravações do nono álbum da banda, ainda sem título, a sair no verão americano.

"Ele nos dirá, 'hoje vocês não estão se conectando. Vão para casa.'" Até agora, o caro produtor tem feito um melhor trabalho em fazer com que a banda lide melhor com ela mesma do que fez o caro terapeuta em 2003, durante o "St. Anger", já que o objetivo principal de Rubin tem sido ajudá-los a recapturar a mentalidade lunática na época do "Master of Puppets". "Eu garanto que não soa como St. Anger - esta é a única coisa que tenho 100% de certeza", disse Ulrich. "Solos gritantes de guitarra, baterias encorpadas, músicas longas com muitas dinâmicas diferentes como a gente fez nos anos 80. O último álbum foi só um exercício em esmurrar as pessoas a submissão".

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Mustaine comenta sobre o Metallica

   15 de Janeiro de 2008     tags: mustaine, entrevista      Comentários

De acordo com o The Metal Report, a edição de Março de 2008 da revista Revolver conta com o frontman do Megadeth, Dave Mustaine, em uma seção chamada "Going Postal", onde fãs fazem perguntas aos seus artistas preferidos. Confira o trecho em que Mustaine fala sobre o Metallica:

Revolver: Como tem sido entre você e Lars Ulrich e James Hetfield, do Metallica, desde a gravação de "Some Kind of Monster"?

Mustaine: Como tem sido o que? Eu não tenho idéia do que você tá falando. Você diz como amigos? Nada. Eu não tenho falado uma sílaba com eles. Eu acho que é bem decepcionante tudo isso. Nós temos os mesmos demônios. Nós sofremos das mesmas porcarias, e você não quer falar com alguém. Está tudo bem. E existe gente suficiente no mundo que está cansada dessa história, inclusive eu. Deus, tem quanto tempo isso? 30 anos?

Fonte: Peace Sells: Megadeth Fan Site

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Ulrich: Álbum novo é bem diferente de Loads e St. Anger

   09 de Janeiro de 2008     tags: ulrich, entrevista, disco novo      Comentários

O baterista do Metallica, Lars Ulrich, falou recentemente a revista Revolver sobre o novo álbum da banda, esperado para sair na primavera (americana) pela Warner Bros. Records.

"Este material é certamente muito mais dinâmico e muito mais variado do que os últimos trabalhos," diz ele. "Há muito mais luz e sombra nessas músicas. Há peso, velocidade, coisas loucas, e há também algumas partes calmas e interlúdios musicais. É bem diferente de 'St. Anger', e é bem diferente das coisas do 'Load'. Este material não é aquele soco na cara unidimensional que foi o 'St. Anger'. Ele é provavelmente um pouco mais como aqueles álbuns da década que começa com um 8."

Quando perguntado se o material representa uma volta aos velhos tempos, Lars respondeu, "eu odeio ser tão específico, porque daqui seis meses as pessoas vão falar, 'Mas que diabos? Lars mentiu pra gente!' Mas pra mim, soa dessa forma. Não é nenhum segredo que Rick [Rubin, produtor] sugeriu para nós que usássemos alguns discos como pontos de referência - que nós passamos algum tempo meio que acessando essa mentalidade. Então quando chegamos em uma encruzilhada, algumas vezes o exercício se torna, 'O que faríamos neste ponto em 1985?'"

A conversa completa pode ser conferida na edição de Fevereiro de 2008 da revista Revolver.

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Hammett: "Tudo que tocamos é ótimo"

   23 de Dezembro de 2007     tags: hammett, entrevista      Comentários

A edição de Fevereiro de 2008 da revista Guitar World americana conta com uma entrevista com o guitarrista do Metallica, Kirk Hammett, sobre o próximo álbum do grupo - o primeiro em que a banda trabalha com Rick Rubin (System of a Down, Red Hot Chili Peppers, Audioslave, Slayer), um rompimento com o produtor de longa data Bob Rock. Seguem alguns trechos da conversa:

Guitar World: Depois de 16 anos e seis álbuns com o Bob Rock como produtor, como vocês escolheram Rick Rubin para produzir este?

Kirk: Nós sabíamos que precisávamos seguir um caminho diferente. E parece que sempre que eu mencionada que estávamos escrevendo outro álbum, as pessoas falavam, "você precisar pegar o Rick Rubin." E nós estávamos considerando isso de qualquer forma. Nós conhecemos Rick desde 1986, quando o "Reign in Blood" [do Slayer] saiu. Eu consido lembrar do Rick aparecendo no backstage em um show do "Master of Puppets" e ele tinha a master do "Reign in Blood". Nós estávamos pensando, "Oh, nossa, ele tem o novo álbum do Slayer. Nós precisamos ouvir." E eu lembro que assim que ouvimos, nós ficamos meio, "caramba, essa é a melhor coisa que já ouvimos".

Guitar World: O processo básico de composição foi diferente do passado? Ou é a mesma coisa de sempre?

Kirk: Nós trabalhamos de forma semelhante ao "St. Anger", no sentido de que todos nós aparecíamos e faziamos uma jam com as músicas. As sementes das músicas desde novo álbum vieram de jams que nós fazíamos na estrada, antes de subirmos ao palco. Nós tínhamos essa coisa chamada "sala de aquecimento" em nossos shows. Geralmente é uma sala bem pequeno com um kit de bateria, dois amplificadores de guitarra, um amplificador de baixo, um P.A. que nunca é alto o suficiente e um setup de ProTools. Um de nós vinha com um riff e nós fazíamos uma jam em cima disso. James [Hetfield, guitarra/vocals] sempre era o primeiro na sala, então muitas vezes ele estava tocando um riff quando o resto da gente aparecia. E nós fazíamos isso toda vez que tínhamos um show. Então no final da turnê nós tínhamos mais de 50 horas de músicas. Foi insano. Nós passamos por todas elas, tentando diminuir um pouco, o que foi um processo horrível para mim, já que eu acho que tudo que tocamos era ótimo. Eu não fui de muita ajuda. Eu deixei que os outros caras escolhessem os riffs. Assim que os melhores riffs foram escolhidos, nós começamos a ensaia-los e a transforma-los em músicas. Depois de cerca de um ano, nós tínhamos 22 músicas. Nós só refinamos daí.

Guitar World: Em que ponto o Rick entrou no processo?

Kirk: Bem quando tínhamos as 22 músicas. Nós tivemos muitas reuniões com ele. Ele ouvia as músicas que tínhamos escritos até então, e ele gostou do que ouviu. "Sim, continuem trabalhando nessas músicas. Continuem melhorando elas." Eventualmente nós tivemos uma votação das 14 músicas mais fortes. A partir disso nós focamos basicamente nessas músicas e as trabalhamos com Rick. Nós estávamos constantemente aperfeiçoando as músicas neste álbum. Quando estávamos gravando as faixas de bateria, nós ainda estávamos aperfeiçoando.

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Ulrich: "Muito mais dinâmicas e formas diferentes" no novo álbum

   25 de Outubro de 2007     tags: ulrich, entrevista      Comentários

Shay Quillen do Mercury News realizou recentemente uma entrevista com Lars Ulrich, baterista do Metallica. Alguns trechos podem ser conferidos abaixo:

Sobre o set acústico do show da Bridge School:

"Não é só acústico e pronto. Tem um pouco mais de ênfase obviamente nos vocais, nas letras, nas melodias do que quando você está tocando plugado. Então você tenta achar músicas que tem letras relevantes e melodias fortes, e então você se senta e tenta fazer algumas reinterpretações diferentes."

Sobre participar do Bridge School Benefit todo ano que suas agendas permitir:

"Independente de estar tocando ou só saindo, é um bom momento, e sempre é interessante."

Sobre tocar no evento pela primeira vez em 1997:

"Haviam algumas músicas que tocamos da última vez onde nós transformamos uma música presunçosa do Metallica em algo aleatório. Ou você pega alguma coisa e a deixa com tempo muito mais lento. Então é uma grande oportunidade de re-olhar para suas coisas, e para mim é uma das coisas mais inspiradores e desafiadoras do show."

"Dá um novo ângulo disso. Quando você está tocando estes shows, é como, 'oh, meu dedão esquerdo dói', ou 'meu copo de Gatorade não tem nove cubos de gelo nele como eu pedi'. Você aparece na Bridge School na frente de um grupo de crianças, e é meio que, 'Ok'. De repente essas coisas não parecem mais tão relevantes."

Sobre trabalhar no nono álbum de estúdio da banda com o produtor Rick Rubin:

"Rick tem, obviamente, um jeito muito diferente de fazer isso. Tudo pra ele é sobre a vibração, como nós tocamos uns com os outros, como estamos conectados uns com os outros. Ele não liga sobre como os sons individuais estão ou quão perfeitos estão."

"Sabe, quando você fica um pouco mais velho, você meio que faz do seu jeito. É bom quando sua rede de proteção e toda essa coisa é tirada de você."

"Certamente comparado com o último disco, tem muito mais dinâmica e formas diferentes - rápido e devagar, pesado e leve. É mais progressivo e louco, e as músicas são longas e têm muitos solos de guitarra doidos."

"Nós na verdade nos divertimos em estar na mesma sala, muito mais do que há cinco anos atrás, e nós estamos fazendo um disco agora sem nenhum guia. Está tudo bem."

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Ulrich: "Novas músicas são pesadas, mas muito melódicas"

   23 de Outubro de 2007     tags: ulrich, entrevista, disco novo      Comentários

Tom Lanham do Examiner.com entrevistou recentemente o baterista do Metallica, Lars Ulrich. Alguns trechos da conversa podem ser lidos abaixo:

Sobre como ser pai demanda mais do que qualquer outra coisa que ele já fez na vida:

"Porque ter filhos mudou tudo em minha vida, desde minhas relações com outras pessoas até a minha atenção comigo mesmo - você se vê envolvido, apaixonado, prestando atenção, você se vê pela primeira vez em sua vida pensando em outras pessoas e não só em você mesmo."

Sobre seu rigoroso ritual diário que começa quando o galo canta:

"O despertador é desligado as 6:45 a.m., eu tomo uma rápida xícara de chá enquanto eu confiro as manchetes do jornal, e então eu, sabe... Começo."

Sobre não poder votar nos Estados Unidos, assim como sua namorada Connie Nielsen, por ser dinamarquês:

"Mas nós pagamos impostos e temos filhos americanos. Então nós tentamos ser tão envolvidos quanto possamos ser em nossa comunidade para contribuir com o futuro de nossos filhos. E ao invés de pensar no próximo álbum do Metallica como sua prioridade, você pensa em seus filhos. E as coisas do Metallica meio que encontram seu caminho nisso."

Sobre a decisão da banda de mudar de produtor para o novo álbum, substituindo Bob Rock pelo Rick Rubin:

"Para nossa própria sanidade, nossa própria sobrevivência criativa, nós precisávamos trabalhar com um conjunto diferente de circunstâncias e dinâmicas. Então nós estamos presos em nossos mecanismos de defesa, e tem sido bem revigorante ser desafiado de novo. Rick pegou tudo que a gente sabia sobre fazer álbuns e virou totalmente do avesso."

Sobre os títulos provisórios:

"Tem uma chamada '19', '10', 'German Soup' ('Sopa Germânica', em tradução livre), 'Glass Cow' ('Vaca de Vidro'), e até 'Black Squirrel' ('Esquilo Preto'). Só nomes que relatam de onde surgiu a idéia, como Glasgow, Escócia, virou 'Glass Cow'. E quando não temos nenhum nome inteligente para dar, simplesmente as chamamos por um número. Eles são só títulos provisórios bobos."

Se as músicas são mais porradas, com quatro ou cinco minutos de duração:

"Bem, a maioria das introduções tem quatro ou cinco minutos. Eu não sei - Metallica e músicas curtas não combinam muito. Mas onde o 'St. Anger' era um exercício de espancar o ouvinte, estas novas músicas ecoam algumas de nossas coisas dos anos 80 - longas, épicas jornadas por diferentes horizontes musicais, pesadas, mas muito mais melódicas."

Sobre tocar na Bridge School neste final de semana:

"Quando Neil Young te chama, tudo que você diz é sim, e quando e onde. Neil tem dedicado toda a sua vida em ajudar os outros, então quando ele te chama, você não tem que fazer nenhuma pergunta. Tudo que você tem que fazer é aparecer."

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Hammett: "Eu me arrependo de termos gravado o Some Kind of Monster"

   02 de Outubro de 2007     tags: hammett, entrevista, skom      Comentários

Em entrevista a revista dinamarquesa Rock Tribune durante a passagem do Metallica pelo país, Kirk Hammett comentou, entre outros assuntos, sobre a participação de Rick Rubin no novo álbum da banda, o documentário "Some Kind of Monster" e seu atual gosto musical. Seguem alguns trechos:

Q: Quão grande foi o impacto de Rick Rubin no Metallica?

Kirk: "Bem, ele tem algumas grandes idéias sobre música, pode ter certeza. Ele diz sua opinião honestamente, e isto é algo que realmente gostamos. A grande diferença de Bob [Rock] é que Rick não é um músico, ele se expressa apenas em termos de ser ou não ser interessante. Quando Bob não gostava de alguma coisa, ele sempre vinha com algo teórico que poderíamos aplicar para tornar uma música 'não interessante' melhor, como por exemplo tocá-la uma nota um tom acima para alguma coisa. Rick sempre mantém simples, ele só diz 'faça melhor'. Depois de tudo, deveríamos ter parado de trabalhar com Bob há muito tempo. Bem, nada contra o Bob, ele significou muito para gente e ele sempre deu o melhor que tinha para nós., mas nós precisávamos de uma nova visão, e isto que Rick possui."

Q: É fato conhecido de que Rick não gosta de músicas longas, ainda assim, vocês tocaram uma música ["The New Song"] de mais de 9 minutos na última turnê. Então agora o Rick entra e corta a música pela metade?

Kirk: [Risos] Bem, eu posso dizer que existirão algumas músicas longas neste novo álbum, algumas partes com um toque oriental. Eu acho que nossa música mais longa no momento tem mais de 9 minutos, e acredite, Rick a considera muito interessante. Eu posso garantir a todos os nossos críticos que desta vez existirão solos, até o James fará alguns solos neste próximo álbum.

Q: O Metallica sempre tentou ser aberto com seus fãs. Sempre há um encontro com os fãs antes de um show. Teve também o "Some Kind of Monster" que abriu muito mais a banda a seus fãs do que eu poderia imaginar. O que você pessoalmente pensa sobre isso tudo?

Kirk: "Eu realmente me arrependo do fato de termos gravado este filme. Eu era totalmente contra essa coisa toda, mas o Metallica é uma democracia. Eu era minoria, então tive que aceitar isso. Eu não acho que o resto do mundo deva saber de nossas discussões internas. Haviam alguns momentos realmente íntimos que eu acho que não eram de nenhuma relevância para este filme. Enfim, depois de tudo, isto com certeza teve algo positivo, mas não é algo que nós faríamos de novo, pode ter certeza."

Q: Que tipo de música você gosta atualmente, da nova geração?

Kirk: "Bem, os caras do Trivium são uns dos meus favoritos. Eu também gosto de Mnemic, eles abriram para nós na Dinamarca. Mas não é só na cena do metal que tem coisas que eu gosto. Eu amo Muse e The Mars Volta. Eles tem um jeito diferente das bandas de metal de fazer música, que eu meio que gosto. Interpol é outra banda que eu acho legal."

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