Em entrevista com Drew Dalby, da rádio 104.9 The Wolf, Robert Trujillo disse ter certeza que os fãs do Metallica não terão que esperar tanto tempo para conferir o sucessor do "Hardwired… To Self-Destruct": "Eu pessoalmente não deixarei passar oito anos. Entre o 'St. Anger' e o 'Death Magnetic' tivemos, se não estou enganado, o nascimento de cinco crianças. E isto nos rouba tempo. E tivemos ainda o filme 'Through The Never', fizemos um disco com Lou Reed, que foi muito importante para nós, além de algumas turnês muito interessantes. Dentre elas, houve uma onde tocamos o 'Black Album' na íntegra, no verão passado tocamos a música 'Frayed Ends Of Sanity' do 'Justice', que até então parecia impossível de ser reproduzida ao vivo, mas fomos e fizemos. Então estamos em um ponto de nossas vidas, nossas carreiras, onde encaramos os desafios, e isto ajuda a fazer álbuns melhores. E para aqueles que reclamam que demora muito, veja, é verdade que levou bastante tempo, mas está aí. E melhor ainda, vocês não terão que esperar mais tanto tempo, estamos ficando melhor nisto".
Em uma nova entrevista com Chris Jericho do podcast "Talk Is Jericho", o baterista do Metallica, Lars Ulrich, falou sobre como ele se tornou a fundação do groove da banda, depois de perder interesse na maestria técnica e focar mais em melhorar suas habilidades em manter um tempo estável.
"Este tem sido meu modus operandi por boa parte da carreira do Metallica", disse Ulrich, que tem recebido muitas críticas durante os anos de pessoas que o acusam de ser um baterista ruim. No entanto, Lars admite que ele nem sempre se impressionou com bateristas que mantinham um tempo estável, mas não se exibiam.
"As coisas começaram tão rapidamente [no Metallica], e literalmente, meia hora depois que começamos, estávamos em São Francisco, e então Jonny Z [o antigo empresário do Metallica e dono da gravadora Megaforce] me ligou e estávamos na Costa Leste, e então estávamos fazendo um disco", relembrou. "Digo, as coisas se moveram tão rapidamente. E quando nós voltamos do 'Ride the Lightning', foi tipo, 'Uau!'. E tivemos um pouco de folga. Na época, um ou dois meses eram uma eternidade. Era tipo, 'O que eu farei agora por um mês inteiro?'. E então Kirk [Hammett, guitarrista do Metallica] voltou a ter aulas de guitarra com [Joe] Satriani. E eu voltei e pensei que eu poderia... Eu nunca realmente tive aulas. Eu só queria estar no Diamond head e no Motörhead. Foi tipo, 'Oh, você precisa aprender a tocar instrumentos?'. Digo, foi quase como um karaoke no começo. Eu só queria estar em uma banda de heavy metal de karaoke. Isso é o que [James] Hetfield [frontman do Metallica] e eu fizemos - nós apenas nos sentamos e tocamos juntos do Diamond Head. Então, de repente, foi tipo, 'Uau! Está se tornando real'. Não foi realmente planejado dessa forma. E então eu nunca realmente tive aulas. Então eu tive algumas aulas com um dos caras do Satriani, um cara super legal. E Kirk teve aulas, e nós estávamos meio que correndo atrás do tempo perdido. Então eu passei por um período que provavelmente culminou no álbum 'Justice' onde eu senti meio que obrigado a tentar mostrar habilidade."
Segundo Lars, parte da razão dele se sentir inseguro quanto as suas habilidades foi o aumento da competição de alguns de seus colegas.
"Ouça, quando você tem o Dave Lombardo [Slayer] e Charlie Benante [Anthrax] respirando nas suas costas, foi tipo, 'Ok, eu preciso...'. Eu tentei ir um pouco além e tentei fazer minha coisa própria e todas essas coisas loucas", disse ele. "Eu estava realmente me esforçando para colocar a bateria meio que no plano principal. E então, depois de tipo um ou dois anos disso, eu fiquei, tipo, 'Ok, sério? Apenas faça sua coisa. Se acalme. Apoie os riffs. Faça o que é melhor para a música'. Então desde eu acho que o final dos anos 80 - então eu acho que faz, tipo, 25 anos agora - a única coisa que realmente me interessa é fazer a melhor coisa para a música. E me sentar e fazer o four-on-the-floor, quando for preciso, isso é o que eu realmente amo fazer. E apenas poder fazer os riffs do James se destacarem e meio que dar vida a eles e fazer todo esse tipo de coisa. Eu apenas passei da fase onde eu simplesmente parei de me interessar em tentar fazer loucuras na bateria. É, tipo, deixe o Lombardo ser o Lombardo, e eu meio que farei minha própria coisa. Mas todo mundo passa por períodos desse tipo de coisa, e eu tirei isso do meu sistema bem cedo."
A Metal XS da França realizou uma entrevista com o baixista do Metallica, Robert Trujillo. Assista a conversa abaixo, e alguns trechos traduzidos podem ser lidos a seguir.
Sobre a falta de contribuição de Kirk Hammett, guitarrista do Metallica, no novo álbum da banda, "Hardwired... To Self-Destruct":
Trujillo: "Bem, sabe, em qualquer banda, qualquer relacionamento em sua vida, haverão momentos de tensão. Eu acho que a coisa legal desta banda e onde estamos agora é que aprendemos a nos comunicar melhor, e isso é importante. É meio que, para mim e minha posição, eu estou com Lars [Ulrich, bateria] e James [Hetfield, guitarra/vocal] noventa porcento do tempo quando estamos tocando desta vez, quando estamos fazendo jams, e é ótimo. É uma honra estar lá para mim, pois eu aprendo com cada situação, e eu aprendi muito com o Lars e o James, então eu sou parte da energia. Sabe, se é idéia do James, está tudo bem, se é idéia do Kirk, o que for, está tudo bem também, se é minha ou o que for, mas eu sempre estou lá para apoiar a música. E eu acho que estou lá para prover uma fundação para a idéia do James com a bateria, como baixista, o que é importante para o que fazemos agora. Todos nós vivemos em lugares diferentes - não estamos mais morando na mesma cidade - então não é sempre fácil. Kirk está... Muitas vezes ele está no Havaí, e todo mundo está em locais diferentes. Eu acho que no fim, quando você ouve um solo de guitarra do Kirk, é o Kirk - é sua personalidade, sua afirmação, e há magia nisso. Nós todos somos individualmente meio que músicos únicos, então aquela magia ainda está na música, não importa quem a escreveu. Então eu sempre penso comigo mesmo, mesmo que não seja uma idéia do Kirk, ou uma idéia do Robert Trujillo, ou se é uma idéia do Hetfield, não tem erro, primeiro de tudo, pois será um ótimo riff. James é um grande escritor de riffs - está provado - mas nosso trabalho é realmente honrar a música e a idéia e dar o melhor que podemos com isso. Já me perguntaram: 'Oh, não há tantas idéias vindas do Kirk', ou o que for, mas sua presença está lá, e o espírito do que ele faz está sempre lá, por causa de seus solos de guitarra, ou o meu baixo, ou o que for. Então ainda somos uma parte das músicas."
Sobre a dinâmica entre Lars e James:
Trujillo: "Há muita energia entre Lars e James, e algumas vezes essa energia pode estourar. Eu sei que antes de eu estar na banda, Kirk era o cara que geralmente estava no meio, e foi importante naquela época. E agora eu sinto que algumas vezes eu sou o cara no meio, não apenas entre James e Lars, mas até entre o Kirk. Eu sinto, na minha vida, em qualquer situação que estive, eu sempre meio que estive no meio. Com o Suicidal Tendencies, haviam muitas personalidades intensas, e você tinha que descobrir como balancear cada cara e onde eles estavam com seu humor, ou o que for que estivesse rolando. Com o Ozzy [Osbourne], havia muita energia intensa também, pois ele estava lutando contra vários demônios. E algumas vezes você tem uma sessão de composição, e ele não aparece e, claro, você fica bravo, ou fica frustrado, mas precisa manter calmo - ele é o chefe, entende o que eu quero dizer? Então haviam muitas personalidades em qualquer uma dessas situações que você precisa balancear. No Metallica, eu acho que é importante que haja... Seja eu mesmo ou Greg Fidelman, nosso produtor... Ele é ótimo para isso, pois ele entende a personalidade de todo mundo. E então tem os cronogramas, e todas essas coisas relacionadas, que podem causar frustrações em fazer um disco, especialmente para o produtor. Então o Greg Fidelman também é um ótimo meio para balancear. Mas é realmente importante ter isso com Lars e James. Como eu disse, eu sou como Joe Walsh no Eagles. Joe Walsh é alguém que... Ele é um compositor, obviamente, ele é um cantor-compositor, mas no final, quando tem a ver com o Eagles, ele está lá para tocar guitarra e ele está lá para prover o que for preciso para a banda, e é isso que eu sinto com o Metallica. Robert Trujillo no Metallica deve atender a música e realmente cuidar do Lars e James e Kirk."
Em conversa com a rádio Alfa 91.3 FM do México, James Hetfield falou sobre a inspiração para o novo álbum do Metallica, "Hardwired... To Self-Destruct":
"Sempre tentamos fazer o melhor disco, é algo natural, que está na gente. Ainda não fizemos o nosso melhor disco, quando vamos fazer eu não sei. Sempre seguimos em frente, criando coisas novas. Há bandas que apenas tocam seus sucessos e estão bem com o lugar que conquistaram ao sol. Não é o nosso caso; somos artistas e adoramos criar coisas novas. Para nós é tão vital quanto respirar - sempre precisamos disto. Então é fantástico quando lançamos material novo e as pessoas ainda por cima gostam."
Durante conversa com a iHeartRadio, perguntaram a Lars Ulrich se o Metallica planeja em algum futuro não tão distante reviver o festival Orion Music + More, e o baterista respondeu: "Esperamos que sim. Meio que deixamos de lado o projeto quando passamos a nos dedicar ao disco ("Hardwired"). Mas acredito que vamos excursionar por anos promovendo o álbum, ao menos até 2019, eu imagino. Então tentaremos organizar outro Orion. Realizamos dois nos EUA, talvez a gente leve um pra Europa, Canadá ou México, pra variar um pouco".
O comentário de Lars vai de encontro ao que disse James Hetfield no final do ano passado, quando ele explicou que a banda perdeu "milhares de dólares" com cada edição do evento, e portanto não pensava em realizar mais nenhum deles.
A edição de junho de 2013 em Detroit levou ao menos 40 mil pessoas para o evento que contou com Metallica, Red Hot Chili Peppers, Deftones, Silversun Pickups, Rise Against e outros.
O canal oficial do Metallica no YouTube disponibilizou o vídeo oficial do show que a banda realizou em 15 de Dezembro de 2016 em Los Angeles, CA, no The Fonda Theatre. Confira abaixo.
O frontman do Metallica, James Hetfield, foi entrevistado pelo site Deezer para discutir o novo álbum da banda, "Hardwired... To Self-Destruct". Na conversa, ele revelou que o disco novo foi tranquilo de ser feito, apesar do tempo que levou para ser concluído, chamando o processo de "confortável" e "fácil". Ele também destaca a música "Dream No More" como sua favorita do álbum.
Durante uma recente aparição no "The Joe Rogan Experience", o podcast apresentado por Joe Rogan, o frontman do Metallica, James Hetfield, falou sobre sua decisão de se mudar com sua família para Vail, Colorado, saindo da Bay Area de São Francisco, onde vivia desde o começo dos ans 80.
Descrevendo seu novo lar, Hetfield disse: "É silencioso. Não há trânsito. Especialmente agora - super silencioso. Neve... Neve faz algo para te acalmar um pouco."
"Há uma parte de lobo solitário em mim que você talvez possa se identificar. Mas eu gosto de ficar sozinho. Mas eu também preciso de pessoas para me conectar. Se mudar da Califórnia para Colorado foi ótimo para mim. Eu me sinto realmente... Me sinto como uma parte da natureza lá. E você não quer ficar do lado de dentro lá. Tem algo nisso. Você quer ficar do lado de fora o tempo todo."
"Nós conseguimos ver o Gore Range bem da nossa colina. E eu bebi muitas Coors Lights na minha vida e essa é a que está na lata. Tipo, 'Uau! Eu estou olhando para ela". E muitos picos de motanha com pelo menos 14 mil pés, muito snowmobile, rafting, paddle boarding... O que você quiser."
Perguntado sobre o que fez ele e sua esposa Francesca - que ele conheceu em 1992 quando estava em turnê com a banda, trabalhando no departamento de figurino, e se casaram em 1997 - junto de seus três filhos adolescentes, se mudarem para Colorado neste ponto de suas vidas, Hetfield disse: "Há provavelmente várias coisas que fizeram isso acontecer. Minha esposa cresceu lá. Ela nasceu na Argentina, eles se mudaram para Vail; ela foi para o ensino fundamental lá. Nós íamos muito para Tahoe para esquiar e coisas assim. E ela disse: 'Nós temos que ir para Vail. Isto não é neve. Nós iremos para Vail e sentiremos a neve'. E nós fomos lá algumas vezes e eu adorei."
Ele continuou: "Eu não sou um grande esquiador, mas eu posso esquiar e me divertir fazendo isso. Meus filhos amam isso. Então isso. Minha esposa vira uma criança quando nós vamos para lá, o que eu meio que gosto. É um pouco mais parecido comigo. [Risos] Ela pode ser um pouco [faz um movimento de linha reta com sua mão] - um pouco direto ao ponto demais. Sabe, ela se solta e se torna jovem de novo lá. Então tem isso."
"Eu meio que enjoei da Bay Area, a atitude das pessoas lá, um pouco. Elas falam sobre quão diversas elas são, e coisas assim, e está tudo bem se você for diverso como elas. Mas aparecer com um cervo no para-choques não rola em Marin County. Minha forma de comer orgânico não combina com a deles."
Hetfield, que é um membro da National Rifle Association e um ávido caçador, completou que ele se sentiu cada vez menos bem vindo em uma comunidade onde a caça é desaprovada por ser um ato cruel e desnecessário. Ele disse: "É algo que eu senti. Eu provavelmente criei um pouco disso tudo na minha cabeça. Pois eu sou muito bom nisso. Eu sou bem criativo, e eu posso começar lutas comigo mesmo na minha cabeça o tempo todo. Mas havia... Havia apenas... Eu não sei... Eu senti que havia uma atitude elitista lá - que se você não fosse do jeito deles politicamente, do jeito deles ambientalmente, tudo isso, você era desprezado. Eu acho que em Colorado, todo mundo é bem natural; as pessoas não estão jogando algum jogo, elas não estão posando. Elas são bem, 'oh, você curte fazer isso? Legal. Como foi? Como você está fazendo com isso?' E elas são menos obsessivas em parar o que você está fazendo e curtindo mais o que elas estão fazendo."
Ele continuou: "Eu me sinto mais em casa no centro oeste ou nas montanhas ou algo assim. Digo, eu amo o oceano, eu amo a Bay Area, eu amo o que ela tem a oferecer, mas há essa atitude que era... Não era saudável para mim. Estava começando a sentir como se estivesse lutando o tempo todo, e eu apenas tinha que tirar isso da minha cabeça. Então Colorado faz isso para mim."