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Buick Skylark de James ganha prêmio de "Mais Elegante"

   06 de Fevereiro de 2007     tags: hetfield, carros      Comentários

O Buick Skylark de 1953 de James Hetfield ganhou o prêmio de "Mais Elegante" na edição deste ano do San Francisco Rod, Custom and Motorcycle Show, que aconteceu durante os dias 12 e 14 de Janeiro no San Francisco Cow Palace. Uma foto de James recebendo o prêmio pode ser vista clicando aqui. Mais fotos do Buick de James, tiradas no Grand National Roadster Show de 2007 podem ser vistas nos links a seguir:

Foto 1
Foto 2
Foto 3

James é membro do Beatniks de Koolsville, um ramo do Koolsville Club que se especializou em personalizar hotrods e motos. O site oficial deles pode ser conferido clicando aqui.

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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James Hetfield entre os melhores vocalistas de heavy metal

   02 de Dezembro de 2006     tags: hetfield, listas      Comentários

Mais uma lista dos "melhores em alguma coisa" foi divulgada, desta vez pela Hit Parader, que decidiu eleger os "100 maiores vocalistas de Heavy Metal de todos os tempos".

Segue abaixo a lista, que está na edição de novembro da revista norte-americana, e como de praxe além de contar com legítimos representantes do gênero, traz nomes que causarão polêmica tais como Mick Jagger, David Bowie, Rod Stewart e Kurt Cobain:

01. Robert Plant
02. Rob Halford
03. Steven Tyler
04. Chris Cornell
05. Bon Scott
06. Freddie Mercury
07. Bruce Dickinson
08. Ozzy Osbourne
09. Paul Rodgers
10. Ronnie James Dio
11. Axl Rose
12. Sammy Hagar
13. Geddy Lee
14. Geoff Tate
15. Mick Jagger
16. Jonathan Davis
17. Roger Daltrey
18. Paul Stanley
19. David Lee Roth
20. Kurt Cobain
21. Maynard James Keenan
22. Klaus Meine
23. Eddie Vedder
24. James Hetfield
25. Trent Reznor
26. Serj Tankian
27. Layne Staley
28. Steve Perry
29. Gene Simmons
30. Joe Elliott
31. Jon Bon Jovi
32. Alice Cooper
33. Vince Neil
34. Steve Marriott
35. Lajon Witherspoon
36. Sebastian Bach
37. Philip Anselmo
38. Zack De La Rocha
39. Brian Johnson
40. Bret Michaels
41. Udo Dirkschneider
42. David Draiman
43. Ian Gillian
44. Marilyn Manson
45. Jeff Keith
46. Chester Bennington
47. Sully Erna
48. Lemmy Kilmister
49. Aaron Lewis
50. Brett Scallions
51. Chino Moreno
52. Rob Zombie
53. Anthony Kiedis
54. David Coverdale
55. Gary Cherone
56. Andrew Wood
57. Scott Weiland
58. Tom Araya
59. Phil Lynnot
60. Rod Stewart
61. Scooter Ward
62. Ray Davies
63. Sonny Sandoval
64. David Bowie
65. Joan Jett
66. Josey Scott
67. Perry Farrell
68. Scott Stapp
69. Amy Lee
70. Don Dokken
71. Fred Durst
72. Mike Shinoda
73. Pepper Keenan
74. Dez Fafara
75. Gavin Rossdale
76. Blackie Lawless
77. Dave Wyndorf
78. Ann Wilson
79. Jimi Hendrix
80. Ville Valo
81. Peter Steele
82. Dave Williams
83. Dee Snider
84. Joe Lynn Turner
85. King Diamond
86. Corey Taylor
87. Jamey Jasta
88. Justin Hawkins
89. Dave Mustaine
90. Ian Astbury
91. Stephen Pearcy
92. Phil Mogg
93. Biff Byford
94. Cristina Scabbia
95. Dani Filth
96. Wes Scantlin
97. Tim "Ripper" Owens
98. Joshua Todd
99. Kevin Dubrow
100. Ray Gillen

fonte: Whiplash!

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James faz jam com Alice in Chains

   27 de Novembro de 2006     tags: hetfield, alice in chains, vídeos, fotos      Comentários

O frontman do Metallica, James Hetfield, se juntou ao palco com o Alice in Chains para tocarem a música "Would?" neste domingo (26 de Novembro) no Warfield, São Francisco, EUA. Uma gravação amadora pode ser conferida no YouTube, clicando aqui. Já uma gravação profissional de Hetfield tocando "Would?" com o Alice in Chains no festival Rock am Ring em Nürburgring, Alemanha, no dia 2 de Junho de 2006, pode ser conferida aqui.

De acordo com um fã do Metallica que esteve presente no show da noite passada do Alice in Chains, "antes de James aparecer, eles prepararam sua guitarra no canto do palco, mas parece que ninguém sabia do grande segredo, já que somente meu amigo e eu o vimos chegar (além do pessoal da equipe e amigos, eu suponho). O lugar foi a loucura quando ele apareceu."

"No final do show, os fãs estavam olhando o carro de James [Foto1 Foto2 Foto3] (gostei da vaga dele frente a um hidrante!). James saiu e disse tchau para os fãs enquanto ia embora. Eu o vi dirigindo a oeste, na 6th Street enquanto esperava o AIC sair."

fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Hetfield: "Eu tenho um pressentimento de que Cliff gosta do que estamos fazendo"

   05 de Outubro de 2006     tags: hetfield, entrevista      Comentários



O frontman do Metallica, James Hetfield, falou ao jornal sueco Dagens Nyheter sobre o memorial que foi realizado dia 30 de Setembro de 2006 em homenagem ao baixista Cliff Burton, no bar e restaurente Gyllene Rasten em Ljungby, Dörarp, Suécia. Foi no dia 27 de setembro de 1986 - 20 anos atrás - que Burton morreu em um trágico acidente de ônibus na Suécia, na mesma rodovia que se encontra Gyllene Rasten.

Sobre tocar "Orion" ao vivo no verão (europeu) passado:

Hetfield: "Esse foi o ponto algo do set para mim. Ela resume Cliff e eu chorei toda vez que a toquei, mas foram lágrimas boas. Eu fui tomado por gratidão pelo fato de ter a oportunidade de tocar na mesma banda que Cliff e aprender muitas coisas com ele."

Sobre a importância de Cliff, o gênio musical:

Hetfield: "Nós nunca teríamos escrito harmonias de guitarra ou instrumentais ou músicas com melodias tão complexas e orquestrações sem Cliff. Nós não estaríamos onde estamos hoje."

Quando o memorial é descrito a James Hetfield, ele se espanta e fica muito feliz.

Hetfield: "Wow. Isso realmente mostra o tipo de relacionamento e amor que nossos fãs têm com nossa música e as pessoas por trás disso. Cliff é um dos ícones que nunca será esquecido. Aparentemente, alguns fãs que são muito dedicados conseguiram um tempo e se esforçaram para criar algo tão independente de tempo quanto um memorial para lembrar as pessoas sobre Cliff. É realmente fantástico."

O Metallica está atualmente trabalhando no próximo álbum com o produtor Rick Rubin. Em uma parede no QG do Metallica, existe um poster do concerto em Copenhagen, para o qual a banda se dirigia quando Cliff foi morto. James Hetfield disse que Cliff ainda está presente quando eles escrevem as músicas.

Hetfield: "Nós conversamos sobre o que Cliff pensaria e o que ele acrescentaria. E agora, especialmente com nosso novo baixista Rob [Trujillo] tocando tão energeticamente e com os dedos assim como Cliff, eu tenho um pressentimento de que ele gosta do que estamos fazendo."

Ninguém do Metallica voltou a Dörarp desde o acidente de ônibus, mas James Hetfield fala que eles provavelmente visitarão o lugar.

Hetfield: "Eu acho que isso nos fará bem. Mas meu relacionamento com a morte é diferente. Eu cresci com a ciência cristã onde você não acredita em funerais. De certa forma faz mal não ficar próximo, ter o tempo de se lamentar. Mas a idéia por trás disso é deixar a pessoa viver dentro de você. Eu sei que Cliff vive dentro de nós."

Você vai a Dörarp ver o memorial?

Hetfield: "Com certeza. Não existe dúvida de que todos nós gostaríamos de ir. Não para nos lamentarmos mas para vermos como Cliff é amado."

Agradecimentos: Bay Area Thrasher
fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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James e Lars discutem importância de "Master of Puppets"

   31 de Agosto de 2006     tags: master of puppets, hetfield, ulrich, entrevista      Comentários

James Hetfield e Lars Ulrich falaram recentemente sobre a decisão de tocar o álbum "Master of Puppets" na íntegra, como celebração do aniversário de 20 anos de lançamento do disco. A entrevista foi ao ar no programa japonês "Rock City" e alguns trechos podem ser conferidos abaixo:

Hetfield: "Eu sinto que... Eu acho que 'Master of Puppets' representa um certo período da história. Foi meio que o final da era Cliff Burton no Metallica, o que é triste, mas também muito importante. E talvez 'Master of Puppets' tenha sido o disco que um monte de fãs antigos tenham se identificado. Porque depois disso Jason [Newsted] entrou na banda e a popularidade cresceu. E então o 'black album'... Foi diferente depois do 'Master of Puppets'. Então eu acho que ainda há uma inocência nisso e uma verdadeira atitude 'f*da-se o mundo' nele. E nós não éramos, eu acho, muito influenciados pela 'grandeza' do Metallica. E ainda tem as músicas - elas têm aquela energia, aquela chama; elas ainda são jovens, mas nós ainda estávamos crescendo, e as músicas se tornaram maiores e maiores, e [nós adicionamos] mais características as músicas. Eu acho que todas as músicas desse álbum são muito boas e não envelhecem."

"Nós já tínhamos tocado quase todas as músicas ao vivo antes, pois todas elas são, penso eu, músicas que precisam ser tocadas ao vivo. 'Orion' era a única música que nós nunca tínhamos realmente tocado ao vivo, e ela parece ser uma das mais legais - talvez porque não tocávamos ao vivo, mas... Tem muita emoção, mesmo que não tenha letras, e ter Rob Trujillo agora na banda tocando algumas coisas excelentes no estilo de Cliff... Soa melhor do que nunca. Mas eu diria que a músicas em si lembram um Metallica inocente. A palavra 'inocente'... De que jeito? Não estúpido, mas não arruinado pela fama, não desbotado. [Risos] Mesmo que tenhamos tentado ao máximo não nos deixar influenciar pela popularidade, é impossível não sentir os efeitos dela. Então a honestidade e inocência de 'Master of Puppets' - ainda dormindo, morando no estúdio; ainda crua e ainda com aquela chama. E somente Metallica em nossas mentes - só Metallica. Agora é diferente. Tem a família, tem muitas coisas que são importantes em nossas vidas. Eu acho que 'Master of Puppets' foi... Tudo aquilo que nós pensávamos."

"Quando nós íamos tocar na Europe, principalmente no Reino Unido, muita importância foi depositada no 'Master of Puppets', e eles fizeram um CD - a Kerrang! colocou em um CD todas essas bandas - Avenged Sevenfold, Trivium, Bullet For My Vallentine, muitas bandas novas de metal - fazendo um tributo ao 'Master of Puppets', e isso nos inspirou a fazermos nosso próprio tributo. Mas também, ouvindo essas bandas tocandos nossas músicas, nos colocou um pouco de fogo para voltarmos a isso e não sermos tão preguiçosos para tocá-las. Não que a gente seja preguiçoso, mas você meio que considera, sabe, nós estamos fazendo isso por 26 anos. Nós somos bons nisso. Sim, somos, mas podemos ser melhores. E isso nos ajudou a passarmos para outro nível. Eu pensei que o que faríamos era tocar 'Master of Puppets' ao vivo talvez em Donington, ou só em shows em locais fechados. Mas minha idéia era, ei, nós tocamos no Download/Donington Festival cinco, seis vezes. Vamos fazer algo diferente do 'melhor de'. Então nós fizemos isso na turnê inteira, e foi muito bom. Era um set longo, mas muito inspirador, e senti bem em tocar o álbum do começo ao fim."

Ulrich: "Tem sido divertido. Tem sido bem interessante escrever o novo álbum e voltar e ouvir o 'Master of Puppets' - revivendo-o, reaprendendo-o. Durante o passar dos anos, nós começamos a tocar algumas das músicas um pouco diferente, e nós voltamos e tocamos todas as músicas exatamente... Quer dizer, mais ou menos... Com os mesmo arranjos do álbum. Nós colocamos várias partes de volta que foram tiradas durante os anos. E tem sido interessante escrever novas músicas enquanto temos o 'Master of Puppets' em nossas mentes, pois eu acho que isto está definitivamente nos afetando um pouco. Algumas das coisas novas tem o mesmo tipo de... É desafiante como algumas coisas do 'Master of Puppets' e talvez algumas das coisas sejam um pouco inspiradas em um pouco disso. Nós brincávamos, óbvio, no começo quando tentávamos reaprender as músicas, que se soubessemos há 20 anos que nós tocaríamos as músicas 20 anos depois, talvez não tivéssemos feito as coisas tão complicadas. Mas nós meio que reaprendemos isso, na verdade, mais rápido que pensávamos. Quando nós tocamos no primeiro show na Alemanha, no Rock am Ring, ficamos surpreso com a facilidade que foi, e quão natural pareceu tocar o álbum inteiro, e claro, o modo como os fãs responderam a isso foi muito positivo. Eles ficaram ainda mais surpresos que nós por ainda conseguirmos toca-lo, e ainda tocarmos bem e ainda sentir que estávamos no controle disso, pois algumas das coisas são meio complicadas e doidas, mas... Nós estamos em boa forma e nós temos estado com uma energia física muito boa na maior parte do ano, então tem sido divertido."

"Mas o que o álbum significa? É difícil destacar só esse álbum. Você já fez várias entrevistas comigo para saber como eu me sinto com nossos álbuns. Eu gosto da maioria de nossos álbuns, eu tenho respeito por todos eles, com certeza. Eu entendo que as pessoas achem o 'Master of Puppets' um grande destaque, mas para mim, é apenas um de vários álbuns, e um de vários álbuns que se encaixam em um quebra-cabeça. Eu acho que poderia existir um 'Master of Puppets' sem o álbum anterior a ele e sem o álbum posterior a ele, e isto vale para todos eles, então é difícil para mim para isolar esse álbum como um destaque especial, mas eu entendo que para muitas pessoas é um álbum muito especial, e eu estou bem com isso. Mas tem sido uma experiência bem positiva. Nós nunca fizemos nada como isso antes - nós nunca tocamos um álbum inteiro, nós nunca realmente comemoramos um álbum - e eu acho que estávamos um pouco hesitantes em fazer isso, pois eu acho que temos um certo medo de vivermos do passado. Nós ainda nos consideramos mais jovens do que somos, e em nossas mentes, nós sentimos que somos muito mais parte da geração atual do que da geração anterior. Iron Maiden e Judas Priest e AC/DC, eles ainda são nossos heróis e ainda são nossos ídolos. Então é difícil... Quando fizemos todo esse negócio do 'Master of Puppets', eu acho que ficamos com um pouco de medo de, talvez, sermos parte de uma geração mais velha, sabe o que eu quero dizer? Mas eu acho que está tudo bem. Tem sido bem divertido fazer isso, na verdade. Talvez façamos com cada álbum que chegue ao vigésimo aniversário. Quem sabe?!"

Trechos da entrevista podem ser conferidos no YouTube: James, Lars

fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Aniversário do James

   03 de Agosto de 2006     tags: hetfield      Comentários

Hoje, dia 3 de Agosto, o frontman do Metallica, James Alan Hetfield, completa seus 43 anos de vida. Parabéns a ele!

Agradecimentos: Rokera Hetfield

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Lars Ulrich: "St. Anger foi um experimento isolado"

   14 de Julho de 2006     tags: ulrich, hetfield, entrevista, st. anger      Comentários

O frontman do Avenged Sevenfold, M. Shadows, entrevistou os membros do Metallica, Lars Ulrich (bateria) e James Hetfield (vocal, guitarra) para a última edição da revista Revolver, antes do show da banda em Gelredome, Arnhem, Holanda, em 8 de Junho de 2006. Seguem alguns trechos da conversa:

M. Shadows: Por que vocês decidiram não trabalhar com Bob Rock no novo álbum? Como está o trabalho com Rick Rubin?

Lars Ulrich: "Nós acabamos de começar, sério. 'St. Anger' foi meio que um experimento isolado, onde escrevemos e gravamos tudo ao mesmo tempo no estúdio. Mas nós meio que voltamos ao modo como fazíamos antes de 'St. Anger', que é mais ou menos a fase de composição e então a fase de gravação. Ao contrário do que pensam, não estamos na fase de gravação ainda - estamos apenas compondo. Nós tivemos apenas meia dúzia de encontros com Rick, e ele só vem e ouve. Nós estamos nos conhecendo ainda. Quando começarmos a fase de gravação, o que espero que aconteça neste outono [primavera brasileira], é que quando a sua grande opinião entrará. Em 1990, quando começamos a trabalhar com Bob, foi porque Bob tinha feito os melhores álbuns de rock que estavam saindo naquela época - Mötley Crüe, David Lee Roth, The Cult - e ele estava envolvido na engenharia de todos os álbuns do Bon Jovi. Tudo que estava acontecendo no final dos anos 80 tinha a ver com Bob Rock. E agora, tudo que é bom no rock - das gravações do Slipknot as do System of a Down as do Chili Peppers as do Mars Volta, e até do Johnny Cash e do Neil Diamond - tudo tem a ver com Rick Rubin. A mesma coisa que nos trouxe a Bob 15 anos atrás é meio o que nos trouxe a Rick. Nós queremos trabalhar com o cara que sabe o que faz. E Bob foi o primeiro a apoiar isto, falando, 'olha, eu não sei mais o que eu posso oferecer depois de 15 anos'. Nós terminávamos a frase um do outro. Nós sabíamos o que ele ia dizer, e ele sabia o que nós falaríamos. Nós fizemos o que, cinco álbuns com ele? E ele realmente tem sido o quinto membro da nossa banda pelos últimos 15 anos. Por mais doloroso que possa ser, ter o apoio dele primeiro foi muito importante para nós. Então, até agora, tudo tem sido ótimo."

M. Shadows: A música mudou muito desde que vocês começaram, e eu tenho certeza que suas influências também mudaram. O que os motiva a continuarem tocando e quais são as suas influências atuais na música e na vida como um todo?

Lars Ulrich: "Honestamente, são vocês, caras. Sério! Vocês tocam músicas que nos inspira, e eu eu agradeço todo o carinho que recebemos de todos vocês, do Trivium, do Bullet For My Valentine - todo mundo. Isso que nos inspira - ouvir pessoas re-re-reinterpretando o que nós fizemos da mesma forma que nós re-reinterpretamos Black Sabbath e tudo daquela época. Vocês cospem coisas de volta na nossa cara, e é isso que nos mantém de pé e vivos. Nós somos só fãs de músicas, e a razão pela qual fazemos o que fazemos é porque amamos música. Nós sempre ouvimos coisas novas e tentamos fazer o melhor que nossas habilidades conseguem. E eu diria que só de estar em um meio musical que continua reinventando a si mesmo e ser estimulante é o que nos inspira. Nós fazemos isso por tanto tempo. Tem tantos altos e baixos e tantas relações dinânimas. E eu acho que o que realmente nos inspira agora é que estamos nos dando bem, estamos realmente nos divertindo. Como você pode ver, não há um psiquiatra por perto - não tem toda essa porcaria rolando. Phil [Towle, que participou das sessões de terapia em grupo mostradas no documentário de 2004, 'Some Kind of Monster'] disse o tempo todo que todo o trabalho que estávamos fazendo três, quatro anos atrás, apareceria no próximo álbum, não no 'St. Anger'. E é realmente verdade - ir todo dia ao estúdio para compor e ver esses caras, é divertido de novo. Não é tipo, 'agora eu tenho que lutar com James Hetfield todo dia', entender o que eu falo? E está aparecendo em tudo - o modo como tocamos no palco e toda a vibração."

James Hetfield: "Sim, com certeza. O fato de não sabermos nosso potencial, ainda buscamos por aquela coisa final - 'nunca satisfeito' é tanto uma maldição quanto uma benção, sabe? A próxima música que você escreve sempre será a melhor da sua carreira. E bandas como a sua estão fazendo com que nos avançassemos e nos lembrássemos das raízes das quais viemos. Também, estar com o Rick Rubin, outra entidade. É como 'imagina se o Metallica gravasse com Rick Rubin? Nossa, como seria?'. Tem muita coisa que não foi gravada, e não sabemos até onde podemos ir até tentarmos. Além disso, quando você evolui em sua vida, você ouve música de forma diferente de quando era mais novo. Músicas daquela época tem um sentido totalmente novo e te inspiram de maneira totalmente diferente - principalmente as letras."

M. Shadows: Como ter uma família mudou a vida de vocês na estrada?

James Hetfield: "Mudou muito. Só por ficarmos fora por muito tempo, eu não consigo. Eu simplesmente não farei isso. Eu não quero perder meus filhos crescerem, sabe? E se estivermos fora - como no Download Festival que é no aniversário da minha filha, nós pegaremos ela mais cedo da escola e trazemos para cá. Coisas como essas são muito importantes - você não tem uma segunda chance nisso. Isso não quer dizer que os shows sempre estarão lá para nós também, mas existe uma prioridade ali. E ter eles vivendo junto... Realmente, introduzi-los uns aos outros foi muito importante. Sabe, 'família, esta é a banda! Banda, esta é a família! Vocês viverão juntos, então é melhor se darem bem'. Então está indo muito bem. E o fato de Lars e eu estarmos na mesma posição, com crianças e o tempo fora e as prioridades - é o que nos ajuda com esta banda. Eu acho que se estivéssemos diferentes nisso, seria muito difícil fazer qualquer coisa. [Risos]"

Lars Ulrich: "Pois é, costumava ser Metallica, e agora é família e Metallica. Como James disse, isso também nos ajudou em nosso relacionamento, pois nossos filhos tem a mesma idade. Nós temos muitas diferenças - as coisas que compartilhamos com o Metallica e a família - coisas tão pequenas como isso realmente nos ajudou a nos darmos melhor e co-existirmos, e isso faz o Metallica melhor. Algumas semanas atrás, antes de virmos para cá, nós fizemos um pequeno churrasco do Memorial Day. O filho dele e meu filho estavam jogando air hockey juntos, e eu estava como, 'Uau, isso é realmente legal - as crianças estão se dando bem!'. O fato delas poderem co-existir no mesmo espaço torna tudo bem mais fácil. Você perguntou sobre a vida na estrada, e obviamente os dias de turnês intermináveis, de bebedeiras e clubes de strippers e toda essa porcaria - é uma coisa diferente. Antes, era ficar na estrada o máximo que pudesse - como 'eu não quero ir pra casa! Eu quero ficar fora e sair toda noite!'e agora são duas ou três semanas no máximo, e você tem que voltar e lidar com a realidade. Quando eu tinha a sua idade, eu pensava, 'Hã, ter filhos? Ugh!' mas eu sinto orgulho de dizer que tivemos filhos e ainda podemos tocar como nunca no palco. Eu sei que é cliché, e eu sei que soa besta para algum carinha de 19 anos, mas nós estamos tocando mais pesado hoje do que há muito tempo, e tocando melhor."

A entrevista completa com Ulrich e Hetfield pode ser conferida na edição de Setembro da revista Revolver.

fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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James Hetfield: O novo álbum "está saindo exatamente como deveria"

   18 de Junho de 2006     tags: hetfield, disco novo, vídeos      Comentários

O Metallica participou de uma conferência a imprensa dia 13 de Junho de 2006, antes de seu show no Tallinn Song Festival Grounds, na Estônia. Sobre o processo das sessões de composição para o novo álbum da banda, o guitarrista e vocalista James Hetfield disse que "está saindo exatamente como deveria. Não estamos correndo demais. Estamos seguindo nosso ritmo. Nós queremos que isto seja realmente bom. [Risos] Nós não estamos só separando - bem, antigamente, nós tínhamos uma fita com riffs, um cassete cada um. Você sabe, 'Aqui estão minhas idéia.' Quando estávamos em turnê [do 'St. Anger'], as jams na sala de ensaios foram gravadas, então nós tínhamos cerca de 15 CDs cheios - e isto nem era tudo - de boas bases para as músicas. Então nós temos muito material, que é bem melhor do que o contrário. Temos muito a fazer e escolheremos o melhor. Nós vamos ficar um tempo ainda nisso. Rick Rubin é o produtor, que fez coisas excelentes com as pessoas, e especialmente bandas que.. pensam que foram tão longe quanto podiam, ele aparece e mostra a elas o que fizeram dela o que são e porque, e as trazem de volta as origens de uma forma diferente. Então estão bem animados com sua opinião."

Quando perguntado como o processo criativo - tanto ao vivo quanto em estúdio - mudou durante os últimos 20 anos, Hetfield disse, "O processo criativo... ao vivo e criando em estúdio são dois monstros completamente diferentes. O que acontece por aí [nas estradas]... Nós estamos obviamente no meio do processo de gravar um novo álbum, vindo aqui e fazendo alguns shows... isso te anima, deixa sua voz em forma de novo, ajuda a lembrar o porque de estar fazendo isso, você vê todos os fãs por aí, isso te inspira, e você volta ao estúdio com uma apreciação renovada do porque ter este dom. Então o show ao vivo, tudo isso, inspira no estúdio. O processo criativo no estúdio... Mudou um pouco do tempo que Lars [Ulrich, baterias] e eu sentávamos em uma sala para colocarmos as coisas juntos e incluirmos todos, e agora é um pouco da combinação dos dois. Eu tiro algumas coisas da manga que já tem letras ou algo assim, ou Lars vem com algumas idéias, e nós todos temos nossas idéias individuais, mas também estamos criando coisas juntas. Muito disso aconteceu, como eu disse, na sala de aquecimento da turnê do 'St. Anger'."

Um vídeo de 26 minutos contando as melhores partes da conferência assim como o ritual pré-show da banda e trecho do show pode ser visto clicando aqui.

fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Discurso de James para a MusiCares MAP Fund

   14 de Maio de 2006     tags: hetfield, premiação      Comentários

O frontman do Metallica, James Hetfield, foi homenageado nesta sexta-feira pela MusiCares MAP Fund. A organização sem fins lucrativos que objetiva ajudar músicos da indústria musical com tratamentos de recuperação de viciados, presenteou Hetfield com o Stevie Ray Vaughan Award pela sua "devoção em ajudar outros viciados com o processo de recuperação". Segue abaixo o discurso completo de James:

Quem precisa de álcool e drogas quando se tem Tom Waits? A emoção é maravilhosa. E quem precisa de drogas e álcool ou qualquer coisa quando se tem amigos como os que estão aqui esta noite? Eu estou muito honrado que todos estejam aqui e vieram para isso.

Eu gostaria de dedicar um momento as pessoas que não conseguiram, que não estão conosco, que poderiam estar e eu acho que deveriam estar. E eu gostaria de dedicar um momento de silêncio àqueles que não estão aqui.

Morrer, morrer, alguém disse pra mim noutro dia, morrer é fácil. Morrer é fácil. Viver é difícil. E é isso. Para todos. Não só para o ferido e para aqueles que continuam abrindo suas feridas. Mas eu amo desafios e isso não é uma opção que todos têm. É a maneira fácil de fugir. Para aqueles músicos que estão lá ou por aí, seja o que for, qualquer que seja a porcaria que você está escondendo ou está lá no fundo, você pode sobreviver. Eu sou um sobrevivente. Eu estou aqui porque é possível sobreviver.

Cinco anos atrás, as coisas bem diferentes, e no filme 'Some Kind of Monster', nós mostramos por aí isso. Isso foi um presente. Nós estávamos gravando um álbum, vamos filmes o processo de gravação, então coisas gigantes aconteceram em nossas vidas. Você nunca tem uma câmera por perto nesses momentos, e elas estavam lá. E que presente ótimo que foi.

É impressionante. Eu venho e digo, por que eu estou aqui? Por que eu estou recebendo este prêmio? Eu não me sinto valioso o suficiente, mas é algo com o qual estou tentando melhorar. Eu acho que aquele filme ajudou algumas pessoas, e jogou o véu negro para longe, tirou o mistério e o ar místico do mito do rock, 'sexo, drogas e rock'n' roll'. Que afirmação horrível, para mim. Isso é um mito. E ter essas coisas ligadas a música, que é a melhor droga do mundo inteiro, me move mais do que qualquer coisa. E eu agradeço a Deus por ter descoberto esse dom tão cedo. E eu tive que chegar perto do fogo. Ninguém precisa ir direto ao fogo como eu fiz, para saber o quão quente pode ficar. Alguns precisam, alguns não. Não cabe a mim isso. Eu não estou aqui pra pregar isso. MAP, MusiCares, pessoas que estão aqui ligam, e há ajuda, e você não está sozinho. Então não acredite no mito.

Eu tinha todas essas coisas na minha vida. Eu sou meio que paranoico com controle, tentando controlar minhas emoções com essas coisas, o que é absolutamente besta. Emoções é o que me conecta a música, e eu queria criar emoção bebendo, me drogando, o que quer que fosse aquilo, e escrever música. Eu não acho que a maioria das pessoas no planeta são assim. Então com quem eu estou tentando me conectar? Conectar com emoções reais. Medo. Maior controlador disso.

Fico nervoso por estar aqui. É louco. Eu estou em um lugar cheio de amor, e eu não sei o que fazer com isso às vezes. Mas está sempre lá.

Eu quero agradecer a MAP e a MusiCares e aqueles que uniram isso. Eu não estou familiarizado com todas as pessoas que fizeram isso, mas agradeço a Deus por estar por perto. E para os músicos que precisam de ajuda, que coisa ótima. Faz muito sentido pra mim. Então obrigado Wynnie (Wynn), que eu encontrei e que fez tudo isso. E as outras pessoas que salvam minha vida diariamente, quero que se levantem. Lars, Kirk e Rob, se levantem... Bob Rock. Cadê você, Bob? Por favor, se levante. Sim, e meus filhos. Vocês podem se sentar agora. Eu não sabia como terminar isso (risos). Meus filhos, que são uma das principais razões por ter escolhido viver e tomar o rumo certo. Minha filha Cali, que tem 7 anos, que realmente queria estar aqui. Meu menino Castor, que tem 5 anos. E minha anjinha, Marcela, que nasceu bem na época que eu e minha esposa estávamos passando por tudo isso. Ela é um anjo, um verdadeiro anjo, e a cola que nos ajudou a nos unir de novo. E a pessoa que eu mais admiro no planeta, que eu amo, que ficou ao meu lado durante todo esse inferno e que às vezes sofreu mais do que eu e ainda está aqui comigo hoje, minha bela esposa Francesca. Por favor, se levante. Eu te amo, amor. E eu realmente agradeço a todos por estarem aqui, falando como se eu fosse o motivo de estarem aqui! Muitas coisas boas aconteceram estar noite, e todas as bandas que estiveram aqui, muito obrigado. E a todas as pessoas que apareceram aqui, amigos, familiares, fãs e estranhos, para mostrar amor por quem nós somos, não pelo que somos. Muito obrigado.

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James se emociona ao recontar sua luta contra bebida

   13 de Maio de 2006     tags: hetfield, premiação      Comentários



O frontman do Metallica, James Hetfield, se emocionou ao recontar sua luta pública contra vícios, e rotulou o mito "sexo, drogas e rock'n'roll" como horrível.

O cantor e guitarrista de 42 anos foi homenageado no evento beneficiente da MusiCares MAP Fund, que ajuda membros da comunidade musical a se recuperarem de vícios.

O evento, que também homenageou o promotor de shows, Bill Silva, culminou em um set de três músicas tocado por Hetfield e Robert Trujillo do Metallica, juntamente do guitarrista Jerry Cantrell e baterista Sean Kinney do Alice in Chains. O set contou com as músicas "Would?" e "Them Bones" do Alice in Chains e terminou com a balada "Nothing Else Matters" do Metallica.

Outras performances da noite incluiram Tom Waits, Velvet Revolver, Jason Mraz e Black Rebel MOtorcycle Club. Entre os convidados, estavam Ozzy e Sharon Osbourne, o frontman do Motorhead, Lemmy, Kirk Hammett e Lars Ulrich do Metallica e o vocalista do Red Hot Chili Peppers, Anthony Kiedis.

Fotos do evento podem ser conferidas na WireImage e no site oficial da banda.

fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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