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Bob Rock fala sobre Lulu

   01 de Dezembro de 2011     tags: bob rock, entrevista, lulu      Comentários

O produtor canadense Bob Rock, que é mais conhecido por sua longa parceria criativa com o Metallica, disse ao The Canadian Press que ele aproveitou a liberdade de explorar projetos diferentes desde que deixou de trabalhar com o grupo após o lançamento do "St. Anger" em 2003.

"Quando eu estava com eles, eles eram meio que totalmente envolventes", disse ele sobre trabalhar com o Metallica.

"Toda a viagem deles era quase tão sugadora. E eu não tinha uma chance de fazer muitas outras coisas enquanto estava trabalhando com eles, então eu realmente estou me divertindo muito."

Rock, que produziu o álbum homônimo de 1991 e que continua amigo do icônico grupo de metal, só tem coisas positivas a dizer quando perguntado se já ouviu a criticada colaboração do Metallica com Lou Reed, "Lulu", que atualmente tem uma nota 41 no agregador de reviews Metacritic.com.

"Eu sou um grande fã de Lou Reed e um grande fã de Metallica... Eu conheço esses caras muito bem, e soa como se eles fizeram o que eles queriam, e eu vejo arte nisso", disse Rock.

"Para o Metallica, eu acho que é incrivelmente corajoso para eles fazerem um disco como esse, e lança-lo como fizeram, pois eles não lançaram realmente como um projeto paralelo, eles lançaram como um disco do Metallica com o Lou Reed. Isso é bem corajoso."

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Assista Metallica e Lou Reed no Taratata

   27 de Novembro de 2011     tags: lulu, vídeos, lou reed, entrevista      Comentários

Em 9 de Novembro, o Metallica e Lou Reed participaram de uma entrevista e apresentação ao vivo no programa da TV francesa France 4, "Taratata". O programa, que foi ao ar em 25 de Novembro, pode ser visto abaixo.




Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Ulrich: "Eu era o maior fã do Iron Maiden"

   22 de Novembro de 2011     tags: entrevista, ulrich      Comentários

Em entrevista recente para a Rhythm Magazine o baterista do Metallica, Lars Ulrich, entre outras coisas declara todo o seu respeito e admiração ao baterista do Iron Maiden, Nicko McBrain. Confira!

Rhythm: Voltando ao EP Garage Days (1987), porque vocês não começaram tocando "Run To The Hills" do Iron Maiden?

Lars: "Nós sempre estivemos rodeados de britânicos. Nesses anos todos os managers das nossas turnês, nossos guias, os caras da nossa equipe, todos eram ingleses e por isso havia sempre um senso muito forte de cinismo e sarcasmo inglês e um pouco de humor áspero. Nós todos somos incríveis fãs do Iron Maiden, obviamente, e eu não acho que o Metallica estaria onde Metallica está hoje se não fosse o Iron Maiden, não só abrindo o caminho, mas também por me inspirarem em 1981 a formar uma banda. Estávamos sentados ali gravando coisas para o "Garage Days" em Los Angeles e foram sessões muito tranquilas, um dia começamos a fazer "Run To The Hills", que é uma daquelas coisas que qualquer um poderia tentar a qualquer momento. Às vezes, aquelas harmonias podem ser um pouco complicadas para os caras da guitarra e acho que eles estavam um pouco chapados. Algumas pessoas pensaram que nós estávamos tomando o lugar de alguém, mas obviamente aquilo foi concebido como um tributo à nossa maneira...

Cerca de um ano depois, eu acho, quando nós terminamos o álbum "And Justice for All" (1988), eu estava em Nova York na masterização do disco e o Iron Maiden estava tocando no Meadowlands, em Nova Jersey, provavelmente era julho de 1988. Então saí e fui para o show... Eles estavam fazendo a turnê do "Seventh Son Of A Seventh Son", e eu estava ali em pé atrás do Nicko, olhando para ele. Acho que "Run To The Hills" foi a primeira música do bis e ele me entregou as baquetas e apontou pra bateria. Eu estava tipo, "Né?", então eu rastejei até as escadas e eu lembro de ouvir Bruce Dickinson me apresentar ao público, então eu comecei a tocar a "Run To The Hills" na frente de 20.000 pessoas. Talvez eu tenha chegado quase tão longe como eu fiz na versão do Metallica que foi lançada. A coisa toda foi um desastre completo e eu acho que nem chegamos ao primeiro verso. Um dica, nunca toque bateria em público quando estiver bêbado! Nós demos o melhor de nós, mas eu creio que não chegamos nem ao primeiro refrão."

Rhythm: E você já excursionou com o Iron Maiden?

Lars: "Nós fizemos um monte de shows com eles."And Justice for All" saiu em agosto de 1988 e havia um monte de festivais europeus, onde tocamos com eles, na Península Ibérica, San Sebastian, Madrid, Barcelona... tocamos em arenas de touros na Espanha, Iron Maiden, Metallica e Anthrax, foi muito legal. Eu era o maior fã do Iron Maiden. Quando eles estavam tocando na Costa Oeste eu ia pra lá ficar com eles. Uma vez eu dirigi até Las Vegas, eles estavam tocando lá! Eles sempre foram super acolhedores, quando tocamos com eles em 1988 e tivemos a chance de sair juntos, o que era muito legal. "

Rhythm: Você já conversou com Nicko sobre sua bateria?

Lars: "Isso não me importa tanto. Estou mais interessado em como são como pessoas, e não como afinam sua bateria. Quando estou com outros bateristas que me inspiram, estou mais interessado no que eles são e o que estão fazendo naquele momento... Eu não acho que tenha esse tipo de relação com muitos bateristas, não há muito tempo para esse tipo de coisa. Mal posso afinar minha própria bateria! Estar perto de pessoas criativas é muito inspirador para mim, eu amo tentar entender quais são as suas fontes de inspiração. Sou muito interessado na linhagem e sua história musical. Vou sentar para conversar com Nicko sobre quando ele fez isso com confiança ou quando ele fez exatamente aquilo outro, sendo que eu nem sequer olhei para sua bateria, Nicko é tão avassalador e assustador, tem uma dos maiores set ups de bateria da história do Rock n' Roll! Eu tento estar em um nível um pouco mais baixo, e nunca fiz nenhuma das coisas mágicas da técnica dele."

Rhythm: Você e Nicko são muito animados no palco

Lars: "Eu tenho visto isso, sim! É o sentimento, você sobe no palco na frente de 20.000 pessoas e vai para outro nível. Nicko sempre foi grande e, obviamente, ainda é grande, porque ele tem personalidade e não há tanta visibilidade sobre ele. As pessoas realmente sentem que ele está lá se divertindo e existe algo ligeiramente louco sobre ele, mas nunca no nível de um Keith Moon, que nos dava medo. Ele apenas gostava realmente do que estava fazendo... As pessoas falam comigo sobre: Por que você mostra a língua para fora, enquanto você está tocando? - Eu não tenho uma resposta para isso, isso simplesmente acontece. Eu sou o único que tem que sentar e olhar para as fotos, eu sei que parece ridículo, simplesmente acontece. Me transformo neste pequeno Gremlin e não há nenhuma meditação cósmica ou coisa premeditada."

Fonte: Blog Flight 666

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Entrevista de Hetfield para That's Entertainment

   21 de Novembro de 2011     tags: entrevista, hetfield      Comentários

O frontman do Metallica, James Hetfield, foi entrevistado pelo "That's Entertainment", o programa semanal de entretenimento da Dubai One, antes do primeiro show da banda em Abu Dhabi, Emirados Árabes, no Yas Island em 25 de Outubro. Assista a conversa abaixo.


Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Ulrich: "Os reviews não focaram no que o álbum realmente é"

   20 de Novembro de 2011     tags: entrevista, ulrich, hetfield, lulu      Comentários

O álbum colaborativo do Metallica com Lou Reed, "Lulu", polarizou os fãs ao redor do mundo e fez com que a banda recebesse alguns dos reviews mais cruéis de sua carreira. O trabalho conta com as letras e poesias faladas do ex-frontman do Velvet Underground com o assalto musical do Metallica em uma experiência que não soa como nada que o Metallica já fez antes. Um álbum conceitual baseado em duas peças do começo do século XX, do autor alemão Frank Wedekind, o CD foi co-produzido por Reed, Metallica, Hal Willner e Greg Fidelman. Fidelman também mixou o disco.

Então, os reviews tão ruins afetaram os veteranos do heavy metal? O baterista Lars Ulrich disse ao Hindustan Times, "nós lemos vários reviews. Eles foram bem interessantes, já que as pessoas não focaram no que o álbum realmente é". O vocalista/guitarrista James Hetfield completa, "de qualquer forma, o álbum é bem especial para nós e nós tivemos uma experiência fantástica gravando-o."

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Ulrich: "Teremos que reaprender o 'Black Album'"

   18 de Novembro de 2011     tags: entrevista, ulrich, download festival      Comentários

O Metallica está preparando um show muito especial para a edição de 2012 do Download Festival, que acontece na Inglaterra.

Para a alegria dos fãs, a banda tocará na íntegra seu clássico disco autointitulado de 1991, mais conhecido como The Black Album - mas terão de aprender as músicas novamente, revelou Lars Ulrich, em entrevista ao Kerrang!. Especialmente porque duas delas, "Don't Tread On Me" e "The Struggle Within", nunca foram tocadas ao vivo.

"Mas, para ser sincero, uma música como 'The Struggle Within' é muito mais fácil de reaprender que 'The Frayed Ends of Sanity'. Acho que não será muito difícil para nós entendermos essas músicas. (...) O pessoal do Download pediu [o show do Black Album]. Isso não foi nossa ideia. O negócio é que, apesar de não tocarmos nesse festival há seis anos, nós tocamos na Inglaterra praticamente todos os anos desde então. Então eles queriam que nós fizéssemos algo diferente, e essa foi a sugestão deles", explicou o baterista.

O Download Festival acontece no dia 8 de junho de 2012 e terá como atração principal o Black Sabbath, reunido com sua formação original.

Fonte: Omelete

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Hammett: "É importante que exploremos coisas novas"

   10 de Novembro de 2011     tags: entrevista, hammett      Comentários

Karl Baz do Time Out Dubai falou com o guitarrista do Metallica, Kirk Hammett, antes do primeiro show da banda em Abu Dhabi, Emirados Árabes, no Yas Island em 25 de Outubro. Alguns trechos da conversa podem ser vistos abaixo.

Time Out Dubai: Bem, o Metallica certamente tem sido uma influência massiva na cena local; várias pessoas começam tocando covers de vocês, ou tentam mimetizar suas músicas.

Hammett: Bem, você precisa começar de algum lugar! E que lugar melhor? Eles regularmente tentam moldar suas coisas a região. Na verdade, vários grandes nomes que vem a Abu Dhabi tentam mudar sua música ou estilo um pouco para combinar com a platéia local, mas não vocês... A platéia queria o Metallica inteiro, 100% Metallica.

Time Out Dubai: Falando disso, você sabe quantas bandas meio que somem com o tempo? Como o Metallica continua novo e relevante mesmo depois de todos esses anos no ramo?

Hammett: Muita energia. Sabe, para nós, nós somos simplesmente o tipo de personalidade de banda onde queremos tentar coisas novas, coisas diferentes. Nós somos bem curiosos criativamente, e todos nós compartilhamos uma curiosidade intelectual para ver o que existe depois daquela colina, sabe, do outro lado da colina, falando criativamente. Eu acho que é realmente importante para nossa própria satisfação, e para nossa gratificação criativa, que nós exploremos coisas diferentes, e irmos a lugares diferentes, e tentemos coisas diferentes musicalmente. Nós queremos experimentar tudo, nós queremos provar tudo, sabe? Digo, nós não queremos nos prender em algum canto quando há um grande campo pra tocar ou coisas a tentar, sabe o que eu quero dizer? Nós não queremos ficar presos, eu acho.

Time Out Dubai: Presos como?

Hammett: Digo, nós estamos bem cientes de que podemos nos prender, tocar o mesmo tipo de música e, sabe, é um lugar bem fácil e bem confortável de se ficar, em seu pequeno canto. Mas eu acho que para nós, nós sempre fomos de buscar e se rebelar na verdade. É meio como se nós estivessemos nos rebelando contra os limites que são colocados contra nós. Eu vejo isso dessa forma, nossos fãs gostariam de nos manter em nossa jaula, mas nós nos recusamos.

Time Out Dubai: Bem, vocês não tem perdidos fãs, isso é certo.

Hammett: Sim, eu acho que a maior parte de nossos fãs entende que nós precisamos ser desapegados e sem limites. Não há um grande plano com nossos álbuns, nós não nos sentamos e falamos, "Ok, agora vamos tocar ragas indianas". Não é assim, é apenas instinto principalmente. Nós seguimos nossos instintos, e vamos onde nos levarem.

Time Out Dubai: E depois de todo esse tempo, ainda não fica cansativo?

Hammett: Não, eu não estou cansado. Bem, você sabe que nós sempre poderíamos dormir mais! Mas eu não estou cansado disso, é sempre desafiador. Eu nunca estou cansado de tocar minha guitarra, pois ela me oferece tamanha oportunidade de experimentar tantas outras coisas. Eu amo música; de forma alguma eu poderia me cansar disso.

A entrevista completa pode ser lida, em inglês, clicando aqui.

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Ulrich sobre Reed: "Nós simplesmente nos conectamos"

   02 de Novembro de 2011     tags: entrevista, ulrich, lou reed, lulu      Comentários

O baterista do Metallica, Lars Ulrich, e o ex-frontman do Velvet Underground, Lou Reed, falaram com Marc Spitz da VanityFair.com sobre a colaboração musical de Reed e o Metallica, "Lulu", que foi lançado ontem (terça-feira, 1 de Novembro) na América do Norte. Confira alguns trechos da conversa abaixo.

VanityFair.com: Quando Lou Reed apareceu no seu radar quando criança?

Lars Ulrich: Eu cresci em uma casa que era bem cultural. Havia música e arte e muita escrita ao redor. Meu pai passou muito tempo viajando nos Estados Unidos nos anos 60, e ele trazia muitos discos para casa e tinha essas pessoas nos visitando... E eles ouviam de discos do Doors a Hendrix. O Velvet Underground começou a aparecer nesse grupo de bandas tocadas na casa.

VanityFair.com: Lou é uma figura autoritária. Ele ficou mal humorado alguma vez com vocês durante as sessões de gravação?

Lars Ulrich: Este não é um cara que mede palavras. Ele vai direto ao ponto: ele diz o que está em sua mente, e nós o amamos por isso. Algumas vezes ele é bem brusco e é quase como, "whoa, entendi!" Nós tivemos três a quatro fantásticos dias de rock juntos em Nova Iorque alguns anos atrás, então obviamente nós sabíamos onde estávamos no metendo. Nós nos tornamos amigos de alma. Nós simplesmente nos conectamos. Eu estou ciente de sua reputação, mas ele me trata com respeito.

VanityFair.com: Eu acho que é diferente com outros músicos de como é com os jornalistas.

Lars Ulrich: Houveram algumas vezes em que nós fazíamos um take de uma música, e eu estava batendo na porta e falava, "ei, vamos fazer outro take?". E ele só olhava para mim e falava, "eu nunca mais vou cantar isso". E eu pensei, ok, Lou, eu não posso discutir com isso. Eu gosto da aspereza disso.

VanityFair.com: O quão longe você estava do projeto "Lulu" antes de decidir que queria este poder em particular para suas músicas?

Lou Reed: Eu fiz uma versão disso para o Bob Wilson que foi de um jeito, e eu pensei que seria marcante faze-la com meus irmãos do metal... Foi feita com eletrônicos e violoncelos e cordas - e então quando fizemos com o Metallica, nós enviamos a eles aquilo e falamos, "agora, o que acontece quando você a rompe, usando isto como ponto de partida?"

VanityFair.com: A liberdade que eles tem e a liberdade que você tem juntaram forças...

Lou Reed: Para falar o mínimo. Olhe, ok? Só para cortar toda essa formalidade - eu poderia fazer qualquer coisa que eu quisesse. Eles poderiam fazer qualquer coisa que eles quisessem. Nós escolhemos fazer isto como um projeto que queríamos fazer. Algo bonito. Ponto. Não é complicado.

A entrevista completa pode ser lida, em inglês, clicando aqui.

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Hammett: "Música é como água - ela corre, ela se mantém fresca"

   01 de Novembro de 2011     tags: entrevista, hammett, vídeos      Comentários

O ThinkFlash realizou uma entrevista com o guitarrista do Metallica, Kirk Hammett, antes da primeira apresentação ao vivo da banda nos Emirados Árabes em 25 de Outubro no Yas Arena em Abu Dhabi.

"Eu acho que é importante para nós fazermos coisas diferentes, só para manter a música viva e em movimento", disse Hammett no vídeo que pode ser visto abaixo. "Para nós, música é como água - ela corre, ela se mantém fresca; se ela ficar em um único lugar, fica estagnada. E esta tem sido basicamente nossa filosofia desde o começo."


Fonte (em ingl6es): Blabbermouth.net

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Hammett fala sobre Lulu, Cliff Burton e Velvet Underground

   01 de Novembro de 2011     tags: entrevista, hammett, lulu      Comentários

O guitarrista do Metallica, Kirk Hammett, foi entrevistado pela revista Revolver a respeito de como encontrou Reed no 25o. aniversário do Rock and Roll Hall of Fame que levou o Metallica a fazer o álbum que os forçou para fora de sua zona de conforto. Confira abaixo alguns trechos da conversa.

Revolver: Lou Reed influenciou o Metallica, musicalmente, antes disso?
Hammett: Esta é uma pergunta bem, bem interessante, porque a pessoa que me fez ligar em Velvet Underground foi Cliff Burton. Ele ouvia Velvet Underground. Ele começou ouvindo ao Velvet Underground na turnê do Ride the Lightning, e eu e ele dividimos um quarto. Então nós dividíamos as vezes de DJ e tocávamos várias coisas. E ele sempre colocava a mesma coisa. Ele sempre colocava Misfits [risos], Lynyrd Skynyrd, Velvet Underground, Dictators, e Creedence Clearwater Revival. Dito isso, eu sempre fui um grande fã de Velvet Underground, desde que o Cliff me apresentou a banda.

Você precisa realmente entender o Velvet Underground em contexto, para realmente apreciar o que eles fizeram. Eles estavam escrevendo músicas, e Lou estava escrevendo letras que não havia precedentes antes deles. Para mim, isto ganha o maior respeito, pois você pode quase falar isto sobre o Metallica. Antes da gente, não havia precedente para aquilo que fizemos. Nesse ponto, claro, uma grande influência. Eles são de fora, o Velvet Underground, da mesma forma que o Metallica era de fora naquela época, e ainda é de certa forma atualmente. Então, é isso [risos], Lou é o punk original. Ele é verdadeiramente o punk original. Ele explorou toda aquela atitude punk. Está no Metallica agora, porque compartilhamos um pouco daquela ética punk. Nós sempre fizemos isso e ainda fazemos um pouco hoje, eu diria. Nossa atitude meio que de foda-se-tudo. [risos]

Revolver: É interessante que, 25 anos após sua morte, Cliff ainda afeta o que vocês fazem.
Hammett: Sabe, você está absolutamente correto. Eu nunca pensei muito ou olhei desta forma. Mas sim, ele ainda está nos afetando e ele ainda tem uma influência em nós, o que é bem surpreendente.

Revolver: Como vocês mudaram a música das demos de Lou?
Hammett: Nós estávamos bem soltos. As demos eram basicamente... A maioria das letras estava lá, eu diria que 95 porcento das letras estavam lá. Mas então você teria alguns acordes por trás das letras, ou ele teria um tipo bem definitivo de melodia que corria pela música. Uma melodia que ia por esses acordes e basicamente nós pegamos o que estava lá e meio que colocamos riffs nisso, e fizemos com que crescesse e virasse outra coisa. Foi bem fácil, porque foi. [risos]

Revolver: O que vocês fizeram que foi aventureiro no estúdio?
Hammett: Para mim, a grande coisa era que Lou Reed não gosta de solos de guitarra, e eu sou um guitarrista solo. Eu tive que chegar com um jeito totalmente diferente, então eu toquei muita guitarra sintetizada, muita guitarra Moog. E eu toquei muito eBow na minha guitarra. Eu parti dessa forma e funcionou brilhantemente porque estávamos vindo com sons e texturas que se encaixavam no clima como um todo das letras e músicas. E era basicamente o que nós estávamos tentando alcançar. E Lars fez muita coisa de bateria totalmente experimental. James estava bem, bem feliz sobre o fato de que ele não tinha que escrever uma tonelada de letras e cantar cada letra para cada música. O Rob também estava curtindo totalmente. Ele estava totalmente e completamente nisso. Foi uma situação bem legal para nós e foi bem, bem confortável. Foi bem legal.

Revolver: Você está preocupado em como os fãs do Metallica receberão o álbum?
Hammett: Foi uma jornada criativa que nós precisávamos embarcar para nós mesmos, e eu diria que não é para todos. Definitivamente não é para todos. Se você conseguir se ligar, eu diria que é uma coisa ótima. Mas se você não conseguir se relacionar com isso, está tudo bem também, porque realmente não é para todos. Eu até arriscaria dizer que alguns fãs do Metallica amarão isto, e que alguns fãs do Metallica odiarão. Eu não quero estar seguro nem nada, mas isto é o que eu realmente sinto. Este não é um álbum muito acessível. É artístico de várias formas, mas é algo que nós queríamos atingir criativamente. E é algo que nós queríamos ver onde que iria chegar, onde poderíamos levar. E é principalmente um desafio artístico para nós, e estamos apenas convidando todo mundo para a festa. De verdade, isto é o que é.

A entrevista completa, em inglês, pode ser lida clicando aqui.

Agradecimentos: Waneska Candido

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