O frontman do Metallica, James Hetfield, conversou com Sully da Triple M, antes da apresentação da banda em Brisbane, Austrália, e perguntou sobre o lançamento do EP "Six Feet Under", que conta com oito gravações ao vivo cobrindo os 15 anos de história da banda com os fãs australianos.
"Nós queríamos juntar apenas um pedaço de cada vez que viemos aqui e lançar", disse Hetfield.
Hetfield continuou e disse que as antigas faixas foram gravadas por fãs na platéia. "Nós não começamos a gravar nossas turnês até duas turnês atrás. Agora com o mundo digital, você pode gravar qualquer coisa, qualquer hora, em qualquer lugar. Mas naquela época, nós não estávamos gravando... E alguém estava, graças a Deus", ri ele.
A qualidade do som é ótima, considerando que foi feita antes dos dias da internet, quando todos tem um gravador digital no bolso.
Hetfield diz que muitas das gravações foram feitas em cassete ou DAT players. "É bem interessante, pegar alguns áudios de bootlegs e torná-los de certa forma decentes... É meio divertido."
O álbum captura totalmente o som cru de seus shows ao vivo. E a banda não ficou com medo de deixar os pedaços grosseiros também. Sully inclusive notou que em uma das faixas, há algumas palmas dos fãs que estavam hilariamente fora do ritmo.
"Se você começa especialmente uma música suave, é da natureza humana, você começa a bater palmas", disse ele, "e você quer se ouvir, então começa a bater um pouco mais rápido, um pouco mais alto e então todo mundo faz isso."
"E isso depende de onde você está", continua. "Há certos países que tem mais ritmo que outros."
E quem tem a melhor noção de ritmo? "Os países da América do Sul, especialmente o Brasil. Eles são bem bons de ritmo. Estados Unidos são os piores, cara. Eles são tipo, mais rápido, mais rápido, mais rápido! Sabe, esse é o estilo de vida. Se for mais rápido, é melhor", ri.
Fonte (em inglês): Triple M
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