O canal do Metallica no YouTube disponibilizou o vídeo oficial da música Creeping Death gravado ao vivo em San Diego, EUA, em 6 de Agosto de 2017. Confira abaixo.
O canal do Metallica no YouTube disponibilizou o vídeo oficial da música Now That We're Dead, gravado ao vivo em Phoenix, EUA, em 4 de Agosto de 2017. Confira abaixo.
O jornal chileno "La Tercera", publicou hoje mais boatos sobre uma provável turnê do Metallica na América Latina em 2019.
Segundo o periódico, a banda deve retornar a Santiago, Chile, para um show no Estádio Nacional no segundo semestre do ano que vem, com data que deve ser fechada nos próximos dias. Até março de 2019, o Metallica estará em turnê pelos EUA, e posteriormente devem tocar na Europa, entre Maio e Agosto.
Entre final de Setembro e começo de Outubro, após suposta participação no festival Rock in Rio no Brasil, o grupo deve tocar em mais datas na região, incluindo Santiago.
O canal do Metallica no YouTube disponibilizou o vídeo oficial da música Moth Into Flame, gravado em 18 de Junho de 2017 em Chicago, EUA. Confira abaixo.
O baixista original do Metallica, Ron McGovney, relembrou em entrevista ao podcast Talk Is Jericho (transcrição via Ultimate Guitar) sobre a ocasião em que foi substituído por Cliff Burton. McGovney afirmou que o músico, falecido em 1986 durante um trágico acidente com o ônibus de turnê da banda, era "incrível" e fazia coisas que ele nunca conseguiria tocar no instrumento.
Inicialmente, Ron McGovney lembrou que Cliff Burton entrou na vida do vocalista e guitarrista James Hetfield e do baterista Lars Ulrich no outono de 1982. "Sua banda, Trauma, veio tocar no Troubadour. Brian Slagel, da Metal Blade, nos convidou para assistir. Achei que aquele som não era o meu tipo de música. De repente, Cliff começou com o solo. James e Lars ficaram com os olhos bem abertos assistindo a ele. Ali, eu meio que já sabia que aquele era o cara que eles iriam atrás", afirmou.
Mesmo após o show do Trauma, Ron McGovney não foi sacado do Metallica de imediato. "Fiz vários shows com eles depois daquilo. Eles nunca me tiraram, dizendo que queriam o cara. Eu meio que ouvi rumores, mas já sabia quem seria. Uma vez, estávamos tocando em San Francisco e Cliff estava nos assistindo. Ele estava na chuva e eu lhe ofereci uma carona, pois ele estava encharcado. Ele disse: 'não, está tudo bem'. Eu daria uma carona para onde ele quisesse, mas já sabia que ele seria o cara. Não era meu papel ser o baixista em longo prazo", disse.
McGovney afirmou que, ao ver Burton tocar, pensou: "não é algo que eu faça". Em seguida, ele destacou que não só a questão técnica foi determinante para a situação: sua falta de interesse em continuar na carreira musical também influenciou. "Eu queria ser um mecânico de motos. Queria andar de moto pelo deserto. Lembro de andar nas dunas e pensar: 'é tão bom fugir daqueles caras, é isso que eu quero fazer, não quero ficar brigando e discutindo'. É como uma relação. É como: 'não preciso disso, não quero fazer parte disso'", afirmou.
O ex-baixista do Metallica reforçou que não queria ser um astro do rock. "Eu apenas estava ajudando James. Tudo o que eu queria era fazer parte do Leather Charm (banda anterior ao Metallica), tocar em umas festas de quintal, beber... e só. Mas, então, quando tocamos em clubes de Hollywood, percebo que estou tocando em lugares onde vi outras bandas. Eu assisti ao Mötley Crüe ali. Estou no mesmo palco em que o The Doors tocou e coisas do tipo", disse.
Ainda durante o bate-papo, Ron McGovney relembrou de quando soube que Cliff Burton havia morrido. "Acho que ouvi na rádio KNAC. Disseram que alguém do Metallica havia morrido, mas não disseram quem. E eu pensava: 'meu Deus, quem foi?'. Então, quando soube que era o Cliff, não podia acreditar, porque eles tocaram em Long Beach na turnê de 1986 e eu fui aos bastidores antes do show, mas só Cliff estava lá. Jantamos juntos e conversamos. [...] Ele era um cara com os pés no chão. Ele foi à minha casa em Los Angeles e era um cara incrível. Era muito respeitoso comigo, por minha passagem pela banda", afirmou.
Ouça a entrevista, na íntegra e inglês, clicando aqui.
A revista Pollstar divulgou a parada de meio de ano das turnês mundiais, onde lista as turnês mais lucrativas do primeiro semestre tomando por base as vendas brutas dos ingressos.
Embora a lista seja dominada por estrelas pop como Ed Sheeran, Taylor Swift e Justin Timberlake, ela também inclui artistas relacionados ao rock e metal:
O baterista Lars Ulrich relembrou, em entrevista ao jornalista Jan Gradvall (transcrição via Blabbermouth), a ocasião em que conheceu o vocalista e guitarrista James Hetfield, com quem formou o Metallica no início da década de 1980.
Ulrich, que é dinamarquês, relembrou que sua família se mudou para Los Angeles e a ideia era que ele se tornasse jogador de tênis profissional. "Era para eu me tornar o 2° jogador da escola Corona Del Mar. Na Dinamarca, eu estava no top 10 do país e blá-blá-blá. [...] O problema é que quando tentei entrar para o time daquela escola, eu não fiquei entre os sete melhores. Eu não estava nem entre os sete melhores da rua onde eu morava. Então, em um dia, todo esse sonho do tênis acabou e a música estava esperando para tomar conta", afirmou.
Então, o baterista colocou um anúncio no jornal de classificados locais The Recycler, que era vendido em todas as lojas da franquia 7-Eleven. "Havia uma pequena seção de músicos e coloquei o anúncio: 'Baterista procurando por outros fãs de metal para começar uma banda. Influências: Diamond Head, Angel Witch, Tygers Of Pan Tang e Venom'. Aí alguns caras me ligaram falando: 'eu curto heavy metal, gosto de Styx, Kansas e Van Halen'. E eu perguntava quem era Diamond Head. Era o tipo de conversa que rolava. Tentei tocar com alguns desses caras e não deu certo", disse.
Depois de algum tempo, um cara chamado Hugh Tanner ligou e perguntou se poderia levar um amigo. "O cara era James Hetfield. Muito tímido, introvertido, mal olhava nos olhos, custava a conversar. Mas havia alguma conexão quando tocávamos. [...] Era junho de 1981, então passei o verão na Europa e passei algum tempo na Inglaterra com DIamond Head e Motörhead. Quando voltei à América, em outubro daquele ano, liguei para aquele James Hetfield, porque havia uma vibe, uma conexão. Perguntei se ele queria se juntar e ver se havia a chance de fazermos algo. E 37 anos depois, estou aqui", afirmou.
O baterista, em seguida, destacou a diferença cultural entre os dois. "Venho de uma cultura europeia, fui filho único, muito próximo aos meus pais, que eram meus melhores amigos. Ele era o exato oposto: o clássico rebelde americano, tipo: 'f*dam-se meus pais, a sociedade e Deus'. Acho que o pai dele abandonou a família. Não sei quando, mas sei que ele era bem desconectado de seu pai e foi criado pela mãe, que teve câncer quando ele tinha 14 ou 15 anos. E por causa da crença que tinham, não podiam procurar ajuda médica. Durante um ano e meio, ele viu a mãe morrer, então teve um impacto forte nele. Eu o conheci, acho, depois de um ano, talvez ele tivesse 17 ou 18 anos. Ele era muito tímido e estranho, mas nos conectamos e ouvíamos discos do Tygers Of Pan Tang, Girlschool, Saxon e Angel Witch, que ele amava. Ele ouvia mais bandas americanas, como Aerosmith e Ted Nugent, mas encontramos uma linguagem comum", disse.
Enquanto as bandas locais tocavam covers de Kiss e Judas Priest, Lars Ulrich queria fazer algo diferente com o Metallica. "Muitas das músicas que tocávamos eram covers de NWOBHM que estavam bem fora do radar, porque queríamos começar a tocar logo. Muitas bandas nos clubes tocavam músicas de Kiss e Judas Priest, então, pensamos em tocar covers, mas de músicas que as pessoas não conhecessem. Então, teríamos tempo de começar a fazer nossas músicas depois", afirmou.
Assista à entrevista, na íntegra, no player de vídeo a seguir (em inglês).
Durante uma longa conversa com o jornalista Jan Gradvall, realizada antes do Metallica ser prestigiado com o Polar Music Prize no dia 14 de junho em Estocolmo, na Suécia, o baterista Lars Ulrich falou sobre diversos assuntos, incluindo a mudança de direcionamento musical pela qual a banda passou em 1991 quando lançou o "Black Album".
"O Metallica estava excursionando com o Aerosmith, bem no final do ciclo do 'Justice' no verão de 1990, daí James, eu e Cliff (Burnstein, empresário do Metallica) descemos até a parte de baixo da arquibancada do CNE Stadium em Toronto e dissemos pra Cliff que sentíamos que havíamos expandido o lado progressivo do Metallica... a última música do '... And Justice For All' era 'Dyers Eve', que consiste basicamente em cinco minutos da gente fazendo o que batizamos, a título de piada, de 'Metal Matemático'. A turnê ia rolando e o público ia aumentando cada vez mais e mais e descobrimos que algumas das músicas mais loucas, aquelas progressivas de dez minutos, estavam cada vez menos conectadas com a plateia. Sentimos que havíamos atingido, sob o ponto de vista criativo, o nosso limite... aonde ir depois de algo como 'Dyers Eve'? Era tipo, chegamos ao fim, não havia nada mais além daquilo. Então decidimos que tentaríamos... de forma criativa faríamos um retorno. E percebemos que a simplicidade e tentativa de fazer algo mais coeso... precisávamos fazer algo. E... fizemos. E então fizemos o 'Black Album' com o Bob Rock (produtor) e aquilo tudo aconteceu. Sentimos que estávamos seguindo uma jornada criativa - e sempre sentimos que vivemos esta jornada criativa que sempre precisa ser revigorada, reinventada. E eu acho que nós, como pessoas, temos medo de nos repetir ou de ficarmos estagnados. E talvez até ao ponto em que você pode argumentar que nós lutamos demais. Acho que fizemos alguns retornos em algum ponto onde quase passamos do ponto, apenas por não querermos ficar presos ao que as pessoas querem de nós, ao que a comunidade espera da gente. E somos tão independentes e autônmos, e ninguém vai nos segurar, e sempre mudaremos isto o tempo todo. Mas este álbum foi realmente um reflexo... eu acho que se você analisar nossos primeiros quatro trabalhos - 'Kill 'Em All', 'Ride The Lightning', 'Master Of Puppets', '…And Justice [For All]' - há um crescimento progressivo natural e evolução que chegou ao ponto final no '…And Justice For All'. E o único lugar que tínhamos pra ir, além de se repetir ou ficar estagnado, seria fazer algo completamente diferente, e foi o que fizemos nos anos que se seguiram".
O canal do Metallica no YouTube disponibilizou o vídeo oficial da música Halo On Fire gravado ao vivo em Stuttgart, Alemanha, em 9 de Abril de 2018. Confira abaixo.