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Ulrich: "Sempre admirei o Dave Mustaine"

   10 de Abril de 2011     tags: entrevista, ulrich      Comentários

Em homenagem ao aguardado festival "Big Four" em Indio, Califórnia em 23 de Abril, a revista Revolver lançou uma edição especial de colecionador, contando a história das bandas mais lendárias do thrash metal. A revista já se encontra nas bancas dos EUA e pode ser comprada online clicando aqui. Enquanto esta edição era feita, a Revolver falou com alguns dos músicos dos "Big Four", incluindo o baterista do Metallica, Lars Ulrich. COnfira abaixo alguns trechos da conversa.



Revolver: Lars, quanta atenção você deu para o Megadeth no começo?

Ulrich: Eu não me lembro de ter curtido aquele primeiro disco, mas quando o "Peace Sells" saiu em 86, fiquei abismado. Era exatamente o que eu curtia. Ele literamente se tornou meu disco favorito por um bom tempo. Dave [Mustaine, líder do Megadeth e ex-guitarrista do Metallica] vinha e tocava muito em São Francisco. E eu sempre ia procurar por ele, e nós bebíamos e usávamos drogas e ficávamos sentados. Por aqueles anos, 84, 85, eu e ele superamos nossos problemas bem rapidamente naquela época.

Eu me lembro na turnê do "...And Justice For All", nós tocamos em Irvine Meadows [perto de Los Angeles], e Dave veio e saimos nos últimos shows da turnê do "Justice". Isto pode ter sido em 89, e nós simplesmente saímos. Eu me lembro, na verdade, quando terminamos o álbum "...And Justice For All" em Los Angeles, no verão de 88, eu fui em um apartamento e toquei para ele as 5 da manhã. Nós estávamos sentados lá, tocando "Blackened" e um monte de outras coisas enquanto estávamos ocupados tentando nos manter acordados. Eu e Dave meio que tínhamos uma amizade e era de boa naquela época, por boa parte dos anos 80.

Não foi até que ambas as bandas começassem a crescer que toda esta coisa começou a acontecer na imprensa, o que foi realmente meio diferente do que rolava entra nós. Havia quase que dois relacionamentos lá. A imprensa amava toda a rivalidade Megadeth-Metallica. E eu meio que acho que isso tomou vida própria. E de certa forma, você poderia argumentar que a coisa que a imprensa estava fazendo, provocando as bandas, eventualmente começou a transcender e entrar em nosso relacionamento pessoal, e provavelmente se tornou o grande motivo de, nos anos 90, ter ficado meio frio as vezes. Entende o que eu quero dizer?

Revolver: Quando você sentiu que reacendeu sua amizade?

Ulrich: Cara, tem ligado e desligado tanto durante os anos. Nós tocamos um monte de shows com eles em 93, mais pro final do ciclo do álbum preto, onde eles tocaram com a gente na Europa, onde éramos bem próximos de novo por um tempo. Nós saimos de novo em, porra, eu acho que em 99 no Milton Keynes, na Inglaterra. E eu acho que o Dave chegou e estava meio que em uma turnê promocional de seu novo disco, e ele veio e saiu no show, e eu me lembro dele tocar músicas do "Risk". Nós sempre saíamos quando estávamos na mesma cidade.

A época em que ficou mais apimentado, onde houve uma parada óbvia da comunicação, foi depois que o [documentário do Metallica] "Some Kind of Monster" saiu, e toda aquela coisa com a cena que tinha lá, que não precisamos detalhar. [Se referindo ao encontro entre Ulrich e Mustaine, que foi chutado do Metallica em 1983. O encontro acontece em 13 de Setembro de 2001, no hotel Ritz-Carlton em São Francisco, Califórnia, e foi intermediada pelo terapeuta da banda, Phil Towle - Editor]. Isso parou por cerca de quatro ou cinco anos ou algo assim.

Mas tirando isso, até os anos 90, nós nos víamos aqui e ali. Nós saíamos juntos. Seria tudo bom. Havia duas trajetórias paralelas. Havia esta grande coisa Metallica-Megadeth na imprensa, e então tinha Lars e Dave saindo por aí, meio que fazendo suas coisas de lado, que as vezes era meio estranho. Você diria, "espera aí. Eu supostamente não devo gostar deste cara, porque é isto que está na edição desta semana da Kerrang!". Era meio estranho.

Revolver: Uma das partes mais emocionantes do documentário bônus do DVD do "Big 4" é quando você conta pra Dave o quanto seu filho ama sua banda.

Ulrich: Myles, meu filho mais velho, é um grande fã do Megadeth. E por um tempo, há alguns anos, no caminho pra escola, nós passávamos por essas fases, seja Rage Against The Machine ou System Of A Down. E havia esta fase onde nós ouvíamos muito Megadeth. E sua música favorita era "Hook In Mouth" [do "So Far, So Good... So What!"]. Então houve um tempo, três ou quatro anos atrás, onde basicamente eu acordava de manhã e preparava meus filhos para a escola, e entrava no meu carro as 7:40 da manhã e começava a tocar "Hook In Mouth" no caminho da escola. [Risos] Meio que uma vibe diferente do que de 15 anos atrás.

Sobre os membros das quatro bandas - Metallica, Megadeth, Slayer e Anthrax - subirem no palco para fazer a jam de "Am I Evil?" do Diamond Head em Sofia, Bulgária, em Julho de 2010:

Ulrich: Houve uma época, claro, onde havia um lado competitivo em todos nós, mas eu realmente não sinto mais isso. Não importa o quanto alguém force isso na imprensa, ou quantas pessoas não acreditem nisso, eu posso dizer com sinceridade que não há um lado competitivo. Não é um bando de caras de 27 anos tentando mostrar quem tem o maior pau. Anthrax, Megadeth, Slayer, Metallica, todos nós meio que temos nossos próprios nichos, nossos pequenos lugares únicos. Então não é tipo, quem é melhor nisso? Porque no final, todos nós fazemos nossas próprias coisas. E quando fala de baterias, Dave Lombardo [Slayer] é, de longe, Deus. Não há um lado competitivo, mas se houvesse, Dave ganharia. Lombardo chutaria o resto de nossas bundas só com um piparote de seus pequenos dedos. Então não havia um lado competitivo. Esta é a coisa que eu realmente posso dizer que é a grande diferença agora.

Se alguém tivesse falado há 15 anos, "vamos tentar e fazer isto", as pessoas provavelmente teriam que se sentar e discutir sobre isso e aquilo. Mas agora, nós quatro fazemos nossas próprias coisas, e nós celebramos o fato de que todos são únicos e individuais. E talvez isto meio que pegou todo mundo, de ter passado o que passamos para chegarmos até aqui. Eu não sei se isto seria possível há 20 anos.

Revolver: Lars, como foi para você tocar com Mustaine de novo?

Ulrich: Foi ótimo. Ouça, eu sempre o admirei. Ele é um músico incrivelmente talentoso. Tocar com ele, não é estranho. É um daqueles momentos que você quer que passe devagar. Foi legal ver isto de novo quando eu olhei no DVD. Eu diria que tinha uma vibração boa. E eu espero que as pessoas possam se relacionar com isso.

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Max Cavalera quer gravar com Hetfield

   08 de Abril de 2011     tags: max cavalera      Comentários

Dave Borgioli-Jones da NZRock entrevistou recentemente Max Calavera (Sepultura, Nailbomb, Soulfly, Cavalera Conspiracy). Na conversa, Cavalera falou um pouco sobre outros músicos com os quais gostaria de trabalhar mas ainda não teve a chance. Confira abaixo o trecho.

NZRock: Você trabalhou com vários músicos durante os anos. Com quem você ainda gostaria de trabalhar mas não teve a chance?

Max: Provavelmente Ozzy Osbourne e James Hetfield. Ozzy é, claro, o padrinho do metal e do Black Sabbath e de sua carreira solo. Eu toquei com ele várias vezes e o conheço pessoalmente, mas eu nunca o pedi para tocar gravar nada ainda. Mas eu acho que em algum momento, a chance definitivamente surgirá. Eu também gostaria de fazer algo com James Hetfield porque eu amo o Metallica antigo e eu sempre fui um grande fã do thrash que o Metallica trouxe e eu gosto dos vocais de James. Eu acho que uma música thrash comigo e James cantando seria realmente legal também."

A entrevista completa, em inglês, pode ser lida clicando aqui

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Ex-produtor do Metallica: "Master of Puppets é uma obra-prima"

   08 de Abril de 2011     tags: flemming rasmussen, entrevista, master of puppets      Comentários

Foi há 25 anos, completados no mês passado, que o Metallica lançou seu terceiro e épico álbum, "Master of Puppets". O disco saiu em 3 de Março de 1986 e foi produzido por Flemming Rasmussen, que também produziu o "Ride the Lightning" de 1984 e o "...And Justice For All" de 1988. Em uma entrevista para o Noisecreep da AOL, Rasmussen foi perguntado sobre como ele entrou em contato com o Metallica pela primeira vez. "Eles me contactaram depois que ouviram a produção que eu fiz para o álbum 'Difficult To Cure' do Rainbow", respondeu. "Eles realmente gostaram do som que consegui no disco, então me procuraram. O sucesso do 'Ride the Lightning' fez com que nossa colaboração continuasse pelos dois próximos álbuns."

"Eu na verdade não tinha ouvido o Metallica até que nós começamos a fazer o álbum 'Ride the Lightning'", admitiu. "A banda tocou o 'Kill 'Em All' para mim porque nós estávamos conferindo alguns sons no disco. Para ser honesto, eu não me impressionei com o som dele, e o modo de tocar deles. Mas eu fiquei impressionado com a energia deles no álbum, e isso encobriu suas performances de verdade."

O "Master of Puppets" foi o último álbum a contar com o baixista Cliff Burton, que morreu em um acidente de ônibus em Setembro de 1986, e foi substituído por Jason Newsted. Rasmussen disse sobre Burton, "foi um grande prazer trabalhar com ele. Eu amo sua improvisação. Suas partes de solo na faixa instrumental, "Orion", foram fantásticas!"

Sobre o quão preparado estava o Metallica antes de entrar em estúdio:

"A banda fez uma demo realmente boa do álbum inteiro antes de começarmos a gravar, então tudo estava planejado. Na verdade, eles sempre fizeram demos de tudo antes de entrarmos em estúdio."

Sobre se havia festas rolando durante as sessões de gravações:

"Nós não fizemos festas no estúdio, na verdade. Nós éramos todos bem profissionais durante as gravações destes álbuns."

Sobre sua música favorita do "Master of Puppets":

"Se eu tivesse que escolher minhas músicas favoritas no álbum, eu iria de 'Welcome Home (Sanitarium)', 'Battery' e a faixa título."

Sobre se há algo que ele mudaria no "Master of Puppets":

"Eu o ouço de vez em quando, e não há nada que eu mudaria. É uma obra-prima do seu tempo, e deve ser deixado como é."

O "Master of Puppets" foi o primeiro disco de ouro do Metallica, por vendas de mais de meio milhão de cópias. Muitas músicas do disco, incluindo "Welcome Home (Sanitarium)", "Battery", "Leper Messiah" e a faixa título ainda são partes do set ao vivo da banda até hoje.

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Ulrich fala sobre modelo assinado de caixa de bateria

   07 de Abril de 2011     tags: ulrich, vídeos      Comentários

Um vídeo de sete minutos e meio com Lars Ulrich, do Metallica, falando sobre o modelo assinado de sua caixa de bateria da Tama foi disponibilizado e pode ser conferido abaixo.


Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Documentário de 30 anos do Metallica

   07 de Abril de 2011     tags: vídeos      Comentários

Um documentário feito por fãs com 150 minutos, para celebrar os 30 anos do Metallica, foi disponibilizado no YouTube e pode ser conferido abaixo. O documentário, que usa materiais lançados anteriormente, foi criado pelo ZonaMetallica e MilanicaChannel e conta com legendas em italiano.











Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Trailer de Hesher com música do Metallica

   06 de Abril de 2011     tags: hesher, vídeos      Comentários



O Metallica não costuma dar permissão de uso de suas músicas em filmes, com apenas algumas exceções durante seus 30 anos de carreira. Mas o grupo gostou o suficiente do filme independente "Hesher" para permitir que os cineastas usassem algumas das músicas da banda.

Joseph Gordon-Levitt, que faz o papel principal no filme, disse: "Eu amei fazer este filme, e amei como ele se saiu. É hilário, mas não só engraçado, é inteligente, é triste, é esperançoso, é sentimental, ele detona... E, eu estou honrado em dizer, o próprio Metallica gostou tanto que eles deram sua música, ele nunca dão suas coisas para filmes!""

Hesher chega nos cinemas americanos em 13 de Maio. O filme também conta com a ganhadora do Oscar, Natalie Portman, e Rainn Wilson, do "The Office".

O filme conta a história de um jovem perturbado, que entra na vida de um garoto e seu pai, após a morte da mãe do menino. Confira abaixo o primeiro trailer oficial.


Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Metallica entre melhores dos anos 80

   06 de Abril de 2011     tags: listas, master of puppets      Comentários

The Pulse Of Radio anuncia que o álbum "The Joshua Tree" do U2 foi votado como melhor álbum dos anos 80 pelos leitores da revista Rolling Stone, de acordo com uma enquete realizada pela publicação. O disco, quinto álbum de estúdio do U2 superou adversários como "Appetite For Destruction" do Guns N' Roses' e "Born In The U.S.A." do Bruce Springsteen, enquanto entre os outros finalistas estão álbuns do AC/DC, The Clash, Metallica, The Cure, Michael Jackson, Prince e The Smiths.

Os editores disseram que foi uma disputa acirrada. Eles também destacaram que o "London Calling" do The Clash quase não entrou para a lista porque ele foi lançado nos EUA em janeiro de 1980, apesar de ter saído no Reino Unido em dezembro de 1979.

Sobre o "The Joshua Tree", os editores disseram, "Ele fez deles uma das maiores bandas do mundo... após o álbum eles passaram a tocar em estádios."

Sobre o álbum nº 2, "Appetite For Destruction", eles escreveram: "As músicas deles eram enérgicas e ameaçadoras e eles passaram a imagem da cidade deles como sendo uma selva urbana violenta povoada por pornógrafos e bandidos viciados."

Slash, ex-guitarrista do Guns N' Roses, disse à The Pulse Of Radio há um tempo que parte do sucesso do álbum se deveu ao fato de que ele preencheu um vão no rock na época. "Nós éramos a única banda que estávamos fazendo aquilo que fazíamos, com atitude que tínhamos", disse ele. "As pessoas ficaram ávidas por ele, porque, quero dizer, tirando a gente, tinha o Simple Minds e o Mötley Crüe. Quero dizer, sabe, (risos) Cyndi Lauper, sabe? Quero dizer, é o que estava se passando então. Então as pessoas estavam morrendo por, tipo, uma verdadeira banda de rock feita de sangue, suor e lágrimas."

O "Back In Black" do AC/DC foi chamado de "um dos maiores álbuns de hard rock de todos os tempos", enquanto o "Master Of Puppets" do Metallica "os transformou de uma banda Cult de thrash metal no grupo mais popular da história do gênero."

Os 10 melhores álbuns dos anos 80 da Rolling Stone:

01. U2 - The Joshua Tree
02. Guns N' Roses - Appetite For Destruction
03. Michael Jackson - Thriller
04. Bruce Springsteen - Born In The U.S.A.
05. Prince - Purple Rain
06. AC/DC - Back In Black
07. The Smiths - The Queen Is Dead
08. The Clash - London Calling
09. The Cure - Disintegration
10. Metallica - Master Of Puppets

Agradecimentos: Panta rhei
Fonte: Whiplash!

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Músicas do Metallica no filme Hesher

   02 de Abril de 2011     tags: hesher, vídeos      Comentários



Segundo a Rockville Music Magazine, o Metallica permitiu o uso de sua música no "Hesher", o novo filme independente estrelado por Joseph Gordon-Levitt, Rainn Wilson e Natalie Portoman. Os fãs ávidos do Metallica também notarão instantaneamente a fonte usada no cartaz do filme. Além disso, o trailer do filme, que estreia em 13 de Maio, inclui um trecho da música do Metallica, "The Shortest Straw".

Comentou Gordon-Levitt: "Eu amei fazer este filme, e amei como ele se saiu. É hilário, mas não só engraçado, é inteligente, é triste, é esperançoso, é sentimental, ele detona."

"Natalie decidiu produzir o script de Spencer por uma razão, e a propósito, o personagem dela não tem nada a ver com nada que ela já fez."

"Devin, o protagonista, é um jovem ator realmente talentoso."

"E, eu estou honrado em dizer, o próprio Metallica gostou tanto que eles deram sua música, ele nunca dão suas coisas para filmes!"

"Agora, este é um filme realmente independente, o que significa que está sendo lançado independentemente sem nenhuma grande corporação por trás do marketing e propaganda e todas essas coisas. '500 Days of Summer' tinha um espírito indie, mas foi lançado pela Fox Searchlight que tem toneladas de recursos para usar. 'Hesher' nos pegou. Então passe por aí!"

Para mais informações sobre "Hesher", visite o site oficial do filme, clicando aqui.


Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Membros de bandas comentam Master of Puppets

   01 de Abril de 2011     tags: master of puppets      Comentários

Em honra ao 25º aniversário de lançamento do álbum clássico do METALLICA, o site Noisecreep reuniu uma “bateria” de músicos que vai do Sepultura, passando por Arsis até Unearth, para descobrir como e quando eles tiveram a primeira experiência com um dos mais importantes álbuns já lançados. Alguns trechos seguem abaixo.

Andreas Kisser (Sepultura): “Eu estava com uma amiga minha que amava metal e tinha acesso a alguns álbuns importados. Ela veio até minha casa um dia com o ‘Master of Puppets’ embaixo do braço. Eu o ouvi e foi um choque total. Lembro que a primeira música que eu gostei foi ‘Welcome Home (Sanitarium)’. Isso foi em 1986 e foi um privilégio para um brasileiro ouvir aquele álbum naquela época.”

Ivar Bjørnson (Enslaved): “Eu estava na casa de nosso vocalista, Grutle, para uma festa, quando ele botou o álbum para tocar – acho que eu estava tomando refrigerante, pois tinha 12 ou 13 anos de idade na época. Não foi o primeiro álbum do Metallica que eu ouvi – em minha defesa, tinha oito anos de idade quando na verdade o ‘Master of Puppets’ foi lançado. De qualquer forma, Grutle tocou o álbum enquanto curtíamos na casa dele, em algum momento em 1990 – em acho.”

Chris Barnes (Six Feet Under): “A primeira vez que eu ouvi o ‘Master of Puppets’, eu era veterano na High School (Ensino Médio nos EUA), e cantando e compondo para minha banda de origem, Leviathan, e morando na periferia de Buffalo, Nova York. No ano anterior, eu tive o privilégio de assistir a um show do Metallica, da tour ‘Ride the Lightning’, no Salty Dog em Buffalo, no meio de uma galera, com 50 outros fãs malucos que arriscavam a vida comparecendo àquele show. Eu fiquei a um metro e meio de distância do Cliff Burton o show inteiro – nunca esquecerei isso.”

Trevor Phipps (Unearth): “Acho que estava na 3ª ou 4ª série quando aquele álbum foi lançado e um amigo meu tinha um irmão mais velho que sempre trazia fitas cassete e vinis de metal para ouvir após as aulas. Foi um dos álbuns que nós ouvíamos enquanto jogávamos video-game na sala de estar. As primeiras audições de ‘Master of Puppets’ e ‘The Number of the Beast’, do Iron Maiden, são lembranças vívidas para mim e tenho certeza de onde eu estava sentado na primeira vez que eu ouvi aqueles álbuns. Posso assegurar que ‘Master of Puppets’ é um dos álbuns que mudou minha vida.”

Leia mais relatos de músicos no site Noisecreep (em inglês).

Há 25 anos, nesse mês, o METALLICA lançava seu épico terceiro álbum de estúdio, “Master of Puppets”. O disco foi lançado em 3 de março de 1986 e foi produzido por Flemming Rasmussen, que também produziu o “Ride the Lightning”, de 1984, e “... And Justice for All”, de 1988, para a banda. Em uma entrevista para o jornal Phoenix New Times, Rasmussen foi questionado se ele sabia que o álbum era especial enquanto estava trabalhando nele. Ele respondeu: “Claro! Desde as demos, nós já sabíamos que esse álbum seria incrível. Acho que nós todos sentíamos que esse seria o melhor álbum do Metallica, pois tínhamos um monte de músicas bem pesadas. Mesmo as instrumentais eram incríveis.!

“Master of Puppets” foi o último álbum a contar com o baixista Cliff Burton, que veio a falecer num acidente envolvendo o ônibus em que estavam durante a turnê, em setembro de 1986, e foi substituído por Jason Newsted. Rasmussen falou sobre Burton: “Com certeza, ele era único, e ainda que Jason seja um grande baixista, era impossível substituir Cliff.”

Muitos fãs consideram o “Master of Puppets” como o melhor trabalho do Metallica, o que a própria banda reconheceu quando tocou o álbum na íntegra numa turnê de verão em 2006 pela Europa. The Pulse of Radio perguntou ao frontman James Hetfield se a banda iria voltar a tocar outro álbum na íntegra num show. “É muito importante que o fã esteja envolvido nisso, sabe?”, disse ele. “Foi mais pelo pedido dos fãs para fazermos isso do que por nós querendo fazê-lo. Você sabe, aquele foi um álbum muito importante em nossa carreira, tão histórico para tanta gente e aquiele pedido fez sentido. Mas tanto quanto, você sabe – eu adoraria tocar qualquer um e todos os álbuns, porém depende muito dos fãs quererem isso de coração, ou não.”

“Master of Puppets” foi o primeiro álbum do METALLICA a ganhar disco de ouro, por vender mais de meio milhão de cópias. Muitas músicas do disco, incluindo “Welcome Home (Sanitarium)”, “Battery”, “Leper Messiah” e a faixa-título ainda fazem parte do repertório da banda até hoje.

Fonte: Whiplash!

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Lemmy: Lisonjeado por influenciar o Metallica

   30 de Março de 2011     tags: lemmy, entrevista      Comentários

O MetalInsider.net realizou uma entrevista recentemente com o frontman do Motörheard, Lemmy Kilmister. Durante a conversa, Lemmy falou sobre como se sente quando bandas como o Metallica citam o Motörhead como uma de suas maiores influências.

"Bem, o Metallica tá começando a sentir um pouco da idade agora, não é? [Risos] Eles estão por aí há bastante tempo. Digo, você não pode superar o Metallica. Eles são uma banda excelente. Eu fico lisonjeado quando dizem que eu fui uma de suas influências. Tipo, eles tem todas suas influências, mas você não consegue ouvir as influências neles, o que é ótimo. Eles se tornaram suas próprias pessoas, e isso é ótimo. EU gosto muito deles. Eu passei muito tempo com esses meninos. Tem um clipe comigo, fazendo uma jam com eles em Nashville, Tennessee no filme ['Lemmy']", disse.

A entrevista completa, em inglês, pode ser lida clicando aqui.

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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