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James Hetfield: "Eu comprei o CD da Hilary Duff"

   01 de Setembro de 2004     tags: hetfield, entrevista, curiosidades      Comentários

James Hetfield do Metallica foi entrevistado pela rádio The Blitz 99.7 FM de Columbus, Ohio, Estados Unidos nesta sexta-feira. Seguem alguns trechos da entrevista:

Qual tipo de metal, qual tipo de músicas você está ouvindo atualmente? Você já ouviu Mastodon? O que você acha dessas bandas de new metal que estão surgindo? Ou você é da velha-guarda e ainda ouve seus discos do Raven e do Diamond Head?

James Hetfield: "É tudo isso. Algumas vezes eu ouço rádio, algumas vezes XM [rádio por satélite], algumas vezes eu ouço um CD. Tenho ouvido muito a Radio Disney por causa dos meus filhos. [risos] Eles adoram música..."

É difícil imaginar você sentado em um carro enquanto toca Hilary Duff. É estranho.

James Hetfield: "Cara, eu comprei o cd... Minha filha de seis anos... bem, cinco na época... disse, 'Eu gosto disso. Podemos comprar?' e eu disse, 'Er, sim. Minha filha pediu alguma música. Eu não tenho como não me ligar a isso. Isso é demais.' Você sabe, 'Eu lidarei com isso.'"

Vinte anos atrás, você diria, "Hilary Duff. Pelo amor de Deus. Me ajude."

James Hetfield: "Bem, eu ainda falo isso. Mas minha filha ama isso, e assistir o amor dela faz tudo isso valer a pena. Entretanto... No computador, eu coloco no randômico, e vem todo tipo de coisa. Toca Tom Waits, Cypress Hill, Nekromantix - todos os tipos de coisas diferentes. Sobre o new metal, nós estamos tendo um ótimo período com o Godsmack. Eles fazem suas coisas muito bem. Eu acho que eles sabem bem o que está rolando e o precisa continuar, e são bem pés-no-chão. Então é isso que eu posso dizer sobre eles no momento."

A entrevista de James Hetfield pode ser ouvida clicando aqui.

fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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James Hetfield fala de Dave Mustaine

   04 de Agosto de 2004     tags: hetfield, entrevista      Comentários

Em uma nova entrevista ao EletricBasement.com, o frontman do Metalllica James Hetfield falou sobre o último trabalho da banda, o documentário "Some Kind of Monster". Quando perguntado sobre a cena em que Lars Ulrich e Dave Mustaine se sentam para conversar cara-a-cara e se ele teve a chance de fazer o mesmo com o líder do Megadeth, Hetfield disse, "Ainda não. Ainda não, e não há motivo para não fazer isso pois nós compartilhamos muita energia, muitos caminhos e lidamos com perfeccionismo e queremos nos bater. Você sabe, aquelas críticas em sua cabeça que são tão egoístas. Então nós compartilhamos muita coisa, e eu vejo nisso o sentimento que ele ainda guarda e o quanto ele queria se livrar do Lars e o quanto eu queria estar lá e proteger meu irmão lá, sabe. Hm, mas eu estou feliz por não ter estado. Foi bom que eles estiveram, quero dizer foi uma cena extremamente reveladora para ambos. Eu acho que o Lars finalmente não sabe o que fazer. Lars finalmente não está no controle e a câmera está lá, é ótimo! Quer dizer, ver ele daquele jeito, ver o lado humano dele e de Dave também, se libertar e sabe, talvez agora ele possa ver que, nossa, se ele pudesse ver isso. Eu espero que ele veja isso. Você sabe. Porque quando eu vejo as minhas cenas é como, 'Cara! Eu não aguentaria isso. Eu não ficaria em uma mesma sala que você.' Você sabe. É um grande espelho."

fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Aniversário de James

   03 de Agosto de 2004     tags: hetfield      Comentários

Hoje, dia 3 de Agosto, James completa 41 anos de idade. Felicidades para o frontman do Metallica e muitos anos de vida.

Agradecimentos: KuKa HeTfielD

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James Hetfield: "Jason fugiu quando as coisas ficaram pesadas"

   25 de Julho de 2004     tags: hetfield, entrevista      Comentários

James Hetfield do Metallica foi recentemente entrevistado por Greg Kot do Chicago Tribune sobre o documentário "Some Kind of Monster". Seguem alguns trechos da entrevista:

P. Lars Ulrich disse que o Metallica que existe atualmente é o Metallica que Jason Newsted sempre quis quando estava na banda. Você concorda?

James: "Jason certamente nos incentivou a refletirmos sobre nós mesmos, mas infelizmente ele foi aquele que não fez isso, ele fugiu. Assim que começou a ficar pesado, ele caiu fora. Eu estou feliz em termos continuado com aquilo que tínhamos que fazer. De certa forma, estávamos desapontados pelo fato dele não querer continuar o trabalho. Ele queria só chegar ao final. Ele não queria percorrer o caminho para isso."

P. Então o que exatamente você e o Lars têm em comum além das lutas pela liderança em uma banda de rock milionária?

James: "[risos] Você não está errado em dizer que nós somos pessoas bem diferentes em nossos interesses externos. Mas internamente, a música nos move de certa maneira, e a mesma música tocou nossas vidas logo no começo. Além disso, nós dividimos os problemas de controle, de confiança, de poder. Então há bastante coisa que temos em comum, e nós usamos isso um contra o outro por um bom tempo. Por isso é tão difícil para nós nos aproximarmos, porque nós usamos as mesmas armas e as mesmas barreiras. Nós estamos conseguindo abaixar a guarda e nos conhecermos melhor, e agora sabemos quando um de nós está usando as velhas táticas para trilhar seu caminho."

P. Vocês já pararam para pensar se este filme poderia se tornar em uma versão verdadeira de "Spinal Tap" (filme que retrata a trajetória e crise da banda fictícia "Spinal Tap")?

James: "[risos] Quando alguém diz algo desse tipo, duas coisas me vêm a mente. Uma é, 'Meu Deus, o que fizemos? O que fizemos de errado? Eu não posso voltar atrás agora.' E a segunda é o quão triste é alguém pensar que o que fizemos é tão chocante. Que alguém ser ele mesmo, e se abrir - que presente maravilhoso é ter câmeras lá durante nossa época mais traumática. Ninguém entende isso de verdade. Por que não explicar?

"Este filme é sobre relacionamentos. São quatro caras que estão passando a vida juntos e por acaso nós tocamos música. Não é sobre rock. Gira em torno de estarmos em uma banda, mas poderia ser um filme sobre quatro caras que não estavam em uma banda. A parte mais interessante é que nós estamos em uma banda sempre visível e em uma carreira que é muito baseada no uso e controle da imagem, e estamos quebrando isto."

fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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James fala sobre como é tocar sóbrio

   14 de Julho de 2004     tags: hetfield, entrevista      Comentários

James Hetfield do Metallica disse a Launch que a turnê de 2003 da banda foi a primeira com um cantor sóbrio, e conseqüentemente, sua perspectiva mudou muito: "Agora, é a nossa melhor turnê de todas, a melhor experiência na estrada, a vez que eu fiquei mais feliz. No começo, era a mais assustadora. Fazer algo novamente pela primeira vez sem o álcool foi duro. Eu tive um bom apoio, alguns amigos que me ajudaram a me preparar para sair por aí. E eu sabia que eu precisava cuidar de mim, e houveram algumas pessoas que me ajudaram a fazer isso, e eu sou muito grato a elas."

James disse a Launch como é fazer shows sóbrio: "Demais. Quero dizer, ver os rostos das pessoas claramente... Quer dizer, eu não estava com meus óculos, mas... Apenas ver os rostos delas, ser capaz de ver o que fazemos para elas, o que elas fazem para a gente, e cara! Eu sei porque a gente está por aí."

Hetfield descreveu a diferença entre tocar sóbrio e não: "Agora eu posso realmente sentir a grande energia criada por isso, eu realmente entendo o sentimento de família ao redor disso, como todos contribuem para isso. Todos, a equipe, se dedicam a isso. Eles são dedicados. Eles curtem o que a gente faz. Eles acreditam na gente. E quando eu saio por aí e represento todas essas pessoas, é um sentimento ótimo."

fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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James Hetfield: "Jason era um dos egos da banda"

   09 de Julho de 2004     tags: hetfield, ulrich, entrevista, skom      Comentários

Lars Ulrich e James Hetfield foram entrevistados, separadamente, recentemente pelo CHUD.com sobre o documentário "Some Kind of Monster". Seguem vários trechos:

Sobre a seqüencia na qual Dave Mustaine, ex-guitarrista do Metallica e atual Megadeth, fica cara a cara com Lars em uma sessão de terapia:

Lars: "Essa interação foi emocional em diferentes níveis. Principalmente confusa, pois foi difícil para mim, compreender que quando ele pensa em sua carreira e aquilo que conseguiu e sobre ter feito alguns dos melhores álbuns de heavy metal dos anos 80 em diante, ele só pensa em estar atrás do Metallica. Isso é meio difícil de compreender. Eu achei que foi ótimo passar um tempo com ele. Eu sempre tive um certo carinho por ele. Eu sempre achei que ele era mais doce do que aparenta. Eu sempre tive vontade de abraçar Dave Mustaine. Eu não sei porque, talvez eu sinta atração sexual por ele. Eu sempre gostei de passar qualquer tempo com ele. Nós passamos por esses períodos nos quais falávamos muito ao telefone e depois não nos falávamos por um ano e, de repente, falávamos de novo ao telefone uma vez por semana durante seis meses."

James: "Eu queria entrar no meio e defender Lars, primeiramente. Eu posso realmente entender aquilo que Dave passou. Mesmo com todas as coisas que conseguiu, seus criticismo em sua mente não o deixa em paz. Eu me sinto feliz por não estar lá - se eu estivesse, poderia ter perturbado o modo natural como esses dois se comunicaram. Foi legal ver Lars - eu acho que ele está mais revelador nesta cena do que em qualquer outra. Ele não estava atuando para a câmera. Eu acho que ele começou a se perder e a se culpar por coisas que ele não precisava. Também foi muito bom pra Dave, é um trecho para ser visto. Dá uma boa visão daquilo que o Dave tem passado."


Sobre o fato de Dave não estar muito feliz com a cena no filme e se ele falou ou não com eles sobre isso:

Lars: "Nós nunca falamos sobre isso diretamente, mas eu acredito que [os diretores do filme] Joe e Bruce enviaram a cena de Dave Mustaine ou algo próximo dessa cena para ele e ele não foi muito receptivo quando a isso. Nós meio que debatemos o que deveríamos fazer com isso. Nós já passamos a fase de encher uma pessoa de propósito. Ele não foi muito receptivo, mas não sabíamos se era ele ou seus produtores; era estranho."

"Algo que me aconteceu é que quando eu comecei a ver algumas cenas editadas do filme juntas era difícil de assistir, e estranho. Assim que eu vi de maneira dramática, como um filme, eu pensei, 'Claro!'. Nós não podíamos enviar o filme (ou talvez pudéssemos) mas ele viu essa cena isoladamente e parece que ele não gostou de ver o Dave Mustaine vulnerável por aí para as massas ou algo assim. É uma pena."


Sobre o fato de ter acontecido algo depois do encontro com Dave:

James: "A única comunicação que tivemos sobre ele é que ele está chateado com o trecho e isso me desapontou um pouco, mas faz sentido pra mim. Mas eu acho que quanto mais retorno ele tiver das pessoas, ele ficará melhor."

Sobre a cena com o ex-baixista do Metallica, Jason Newsted, na qual fala sobre os egos da banda:

James: "Bem, é duro. Existe verdade nisso para a realidade dele também. E sim, egos, claro. Ele definitivamente era um deles. Os três juntos não funcionam. Do modo como a banda está atualmente existe um Lars e um James que ligam mais para o ego e tem o Kirk e o Rob, que balanceiam isso bem. Com Jason havia um pouco de, 'Ei, e quanto a mim?'. Nós não demos a ele essa chance, nós acabávamos com suas coisas todas as vezes, era como éramos. Nós fazemos de maneira diferente atualmente. Nós não podemos mudar o qua fizemos naquela época - bem, nós podemos não fazendo isso de novo. Deve ter sido difícil."

A entrevista completa com Lars pode ser lida, em inglês, clicando aqui. Já a entrevista de James, pode ser lida clicando aqui.

fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Entrevista com James Hetfield

   24 de Maio de 2004     tags: hetfield, entrevista, vídeos      Comentários

Um pequeno vídeo com uma entrevista com James Hetfield, realizada nesta terça-feira, dia 18, na cerimômia de premiação do Pop Music Awards foi postado no site do Reuters.

Como já foi noticiado anteriormente, o Metallica foi homenageado pela ASCAP (American Society of Composers, Authors and Publishers - Sociedade Americana de Compositores, Autores e Editores) na vigésima primeira edição do Pop Music Awards, realizada no dia 18 de Maio no hotel Beverly Hilton em Beverlly Hills, Califórnia. Mais de 600 pessoas do meio artístico e da indústria musical compareceram no evento de gala.

Link: Entrevista
Agradecimentos: Master of Justice
fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Hetfield nem sempre ri das piadas sobre o Metallica

   19 de Março de 2004     tags: hetfield, entrevista      Comentários

O frontman do Metallica, James Hetfield, disse ao Edmonton Journal que está acostumado a ser alvo de piadas, uma das conseqüências de ter processado o Napster e a compania de cosméticos com a linha "Metallica" de perfumes e batons. Mas Hetfield nem sempre acha graça disso, como por exemplo a banda "Metallicugh!" que tirou sarro do nome "Metallica" devido aos inúmeros processos legais já ocorridos. Como esperado, a banda canadense logo recebeu um comunidado dos advogados do Metallica para mudar de nome, e foi de fato o que aconteceu.

"Quer saber? Nós estamos defendendo aquilo que é nosso," disse Hetfield. "As pessoas podem rir o quanto elas quiserem."

Hetfield disse também que acredita que estão pegando pesado com o Metallica devido ao problema com o Napster.

"O fato de que era de graça era o que estava nos incomodando," disse ele. "Nós poderíamos ligar menos se eles estivessem baixando, nós queremos conveniência. Mas nós queríamos que fossemos perguntados se gostaríamos de ser parte disso. Pra mim, era roubo e eu cresci sabendo que roubar é errado. Nós estávamos defendendo aquilo que achávamos certo. Foi difícil devido a excitação das pessoas quanto as possibilidades. Nós estávamos também, mas estávamos ao mesmo tempo com medo delas - o que significava para nós e para nossa carreira? Como sustentaríamos nossos filhos?"

"Você sabe, revistas como Rolling Stone ou Forbes divulga listas das bandas com maior arrecadação e sempre estamos lá. Mas eles nunca têm uma coluna que mostra os nossos gastos, quanto pagamos com impostos e todas essas coisas. É realmente injusto que as pessoas pensem que devido ao dinheiro que você tem, você deve agir de maneira diferente - roubar está certo porque você tem o suficiente. Eu realmente não entendo isso."

fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Entrevista com Hetfield: Olhando o passado

   11 de Março de 2004     tags: hetfield, entrevista, skom      Comentários

James Hetfield admite que a pessoa que ele era quando começou o Metallica, no ínicio dos anos 80, não teria uma opinão respeitosa sobre os roqueiros mais antigos que o Metallica é atualmente.

"Eu, com 18 anos, teria olhado para nós (atualmente) e falado, 'Quer saber, desitam. Desencanem. Saiam da frente porque eu estou chegando. Nós passaremos," disse Hetfield por telefone recentemente, de sua casa em San Rafael, California, EUA. "Era uma atitude típica da jovens e de rebeldia."

E foi justamente essa atitude que nos ajudou a levar o Metallica ao topo do mundo do heavy metal e influenciar inúmeras bandas.

Mas foi essa mesma atitude que quase causou a auto-destruição da banda. Os últimos anos não foram generosos com o Metallica. Houve o caso Napster, que alienou fãs ao processar o programa de compartilhamento gratuito de músicas.

Houve então a tentativa de fazer um making of de "St. Anger", que seria o primeiro álbum de estúdio da banda após o ReLoad, de 1997.

Mas houveram problemas com a saída do Jason Newsted e a eterna batalha de James com o álcool, o que o forçou a entrar em uma clínica de reabilitação. A banda - incluindo Lars Ulrich e Kirk Hammett - até foram a terapias em grupo juntos. Newsted foi então substituído por Rob Trujillo, ex-Suicidal Tendecies.

Além disso, a banda concordou, antes de gravar "St. Anger", que dois diretores, Joe Berlinger e Bruce Sinofsky, gravassem todos os casos sórdidos. O resultado é o documentário "Metallica: Some Kind os Monster", que estreiou na edição de 2004 do Sundance Film Festival.

"Isso começou como uma ferramenta promocional," disse Hetfield. "Nós íamos gravar o making of deste álbum. Mas assim que Jason saiu e eu passei pela clínica de reabilitação, cara, acabou se tornando mais sobre relacionamento na banda do que sobre música. É muito mais sobre sobreviver e enfrentar nossos demônios."

Hetfield disse que o Metallica chegou bem mais perto de se separar do que as pessoas pensam.

"O processo se tornou uma grande revelação, um aviso para acordarmos," disse ele. "Nós chegamos a conclusão de que o Metallica poderia acabar, e isso foi um grande choque para nós todos. Todas as nossas identidades nos últimos 22 anos foram misturadas no Metallica e todo esse gosto e liberdade e todas essas coisas que vieram com isso. Nós aprendemos que tínhamos que ser real com nós mesmos."

Mas evolução pessoal raramente é fácil.

"Eu assisti o filme e me encolhi," disse ele. "Eu penso, 'Meu Deus, aquele sou eu e eu realmente quero que o mundo me veja assim?' Agora, eu tenho uma visão melhor de como as pessoas me vêem e como se sentem comigo quando estou sendo difícil, cabeça-dura ou insistente com algo. Isto realmente abriu nossos olhos para nós mesmos. É um grande espelho, e felizmente isto mostrará ao mundo que há humanos por trás desse machismo e a grande máquina que o Metallica é.

"Parte de mim está com medo de deixar o mundo ver como realmente somos. A outra parte está dizendo o quão bom será as pessoas me conhecerem de verdade. Eu sempre quis isso, mas tinha medo. E ainda existe uma parte de mim que adora estar guardada, na defensiva e intimidada para que eu não precise falar com as pessoas."

Mais de 1600 horas de filme foram gravadas por Berlinger e Sinofsky, premiados com o doumentário "Brother's Keeper", de 1992, o filme "Paradise Lost: The Child Murders at Robin Hood Hills" e a continuação "Paradise Lost 2: Revelations".

Hetfield disse que confiar nos diretores foi difícil, mas essencial.

"Nós amamos o trabalho deles, então sabíamos que eles seriam capazes. Mas algumas vezes você simplesmente não quer uma câmera na sua cara, gravando tudo que diz e faz. Porque você sabe que será nós. Nada será tirado porque alguém agiu como um idiota ou fez algo estúpido. Não havia nenhum roteiro."

Apesar de sua apreensão em se revelar ao mundo, Hetfield disse que está grato pela posição que está em sua vida - tanto profissional quanto pessoal. Hetfield é casado e tem três filhos, todos menores de 10 anos.

"Isto me parece como uma segunda chance," disse ele. "Eu me sinto totalmente limpo, sem névoas e dentro da realidade no momento e, eu devo dizer, me sinto bem por estar aqui."

E apesar dele estar em um ambiente diferente do que estava quando começou "St. Anger", ele disse que o álbum serviu como uma grande válvula de escape para a banda.

"Quando começamos, tínhamos mais um som do tipo do 'Load/ReLoad'. Mas quanto mais explorávamos, mais queríamos tocar coisas rápidas de novo. Nós deixamos de lado todas essas coisas e começamos a nos sentir vivos novamente. E tocar rápido é uma extensão natural nossa para nos sentirmos vivos, por alguma razão. Então o álbum acabou se tornando muito mais brutal do que deveria ser originalmente."

Hetfield disse que raiva sempre foi uma força que controla sua vida. Foi apenas recentemente que ele aprendeu a lidar com isso de maneira mais produtiva.

"Quando estava totalmente alienado ou isolado quando criança, a música falava por mim. Quando eu perdi meus pais no colegial, eu estava com tanta raiva - e eu nem sabia disso - que eu engoli isto e isto eventualmente iria voltar, geralmente direcionado a uma banda ou a um membro da família. Eu tive que olhar em minha raiva, enfrentá-la, ver o porquê, de onde vinha e como enfrentá-la. Eu também aprendi que está tudo bem em estar com raiva, desde que isto não esteja direcionado a alguém com a intensão de machucá-lo."

Hetfield disse que a banda terá um merecido descando no final do ano, para finalmente retornar ao estúdio na próxima primavera. Depois disso, não se sabe o que acontecerá.

"Quando chegar a hora de parar como Metallica, nós poderemos ou não saber. Mas está a nosso cargo isso. E desde que possamos escrever e criar música, isto não parará. Isto é algo que é uma grande parte da minha vida e uma grande sensação de satisfação."

Entrevista original em inglês: AllMetallica.com
Tradução: MetalRemains

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Hetfield, sobre o Presidio Sessions

   27 de Fevereiro de 2004     tags: hetfield, entrevista, presidio      Comentários

James Hetfield deu uma curta entrevista por telefone a rádio The Blitz, de Ohio, EUA, na quarta-feira, dia 25. Quando perguntado para comentar sobre as informações divulgadas sobre o material escrito e gravado em 2001, pouco antes de ir a clínica de reabilitação, acabar em uma trilha sonora, James respondeu "nós ainda não sabemos ao certo sobre esse negócio da trilha sonora. Mas há algumas músicas que não estão no St. Anger que... Presidio foi um lugar que nós gravamos em São Franciso antes de construirmos nosso QG e antes da reabilitação. Então havia provavelmente... Eu não sei... 15 músicas ou algo do tipo que não entraram no St. Anger, talvez mais. E essas coisas. Nós as temos. Elas são legais - elas não estão terminadas, mas provavelmente aparecerão em algum lugar alguma hora, haverá o momento certo para isso. Mas para nós, St. Anger é muito bom, e é difícil não parar de escrever, então seria duro voltar atrás e refazer algumas coisas ou arrumá-las para serem lançadas. Isto me lembra do Load e ReLoad. Mas há tanta boa vibração atualmente, não há motivo de voltar atrás. Então essas coisas aparecerão de uma forma ou outra."

A entrevista pode ser baixada no site da rádio, clicando aqui.

fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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