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Ulrich fala sobre como parou de usar cocaína

   21 de Julho de 2014     tags: entrevista, ulrich      Comentários

Em uma entrevista recente ao Mirror do Reino Unido, o baterista do Metallica, Lars Ulrich, creditou mais uma vez a longevidade do grupo ao seu estilo de vida e dieta saudável, insistindo que todos os seus colegas de banda comem bem e tentam viver uma vida balanceada quando não estão na estrada.

Lars, que faz esteira toda manhã por 30 minutos e afirma "viver e respirar homus", disse: "Nós tendemos a comer muito frango, peru, peixe e salada - eu tenho alguns problemas hereditários de colesterol, então não como carne de animais quadrúpedes."

"Álcool agora é algo que está associado com o fim do dia, quando todo o trabalho terminou. Se eu beber alguma coisa em casa, é talvez uma vez a cada uma ou duas semanas, e é sempre depois que as crianças estão dormindo - eu não gosto de beber com elas por perto."

Ulrich também revelou que ele parou de usar cocaína dez anos atrás, graças, em partes, a sua amizade com Noel Gallagher (Oasis).

"Antigamente, eu sempre ficava bêbado mais rápido que os outros caras", disse Lars. "Eu percebi que se houvesse um pouco de cocaína envolvida, eu ficaria de pé mais tempo, ao invés de acabar com a cara pra baixo em um canto, três horas antes da festa acabar. Eu amava o elemento social da cocaína. Eu amava o perigo dela. Então, cerca de dez anos atrás, eu li uma entrevista com Noel Gallagher, na qual ele disse, 'eu simplemente parei de cheirar cocaína'. Eu achei que foi bem legal: pareceu tão revigorante, tão honesto, tão puro - eu amei esse lado dele. Eu nunca tive uma personalidade viciante, então acordei um dia e disse: 'chega'"

Em uma entrevista de 2008 a revista Blender, Ulrich comentou sobre o que ele sentia falta em relação a cocaína. "A ligação", disse ele. "Dois caras em uma cabine de banheiro - parece que é o lugar mais importante do mundo naquele momento. Eu já fui em cabines de banheiros com amigos desde que eu parei, só para que eu ainda tivesse um pouco dessa ligação."

Sobre se ele estava ou não sem controle em relação a bebidas, ele disse que nunca sentiu a necessidade de ir a uma clínica de reabilitação.

"Eu sempre bebi socialmente. Honestamente, eu nunca bebi tanto quanto [James] Hetfield. Olhe para mim, eu tenho 62 quilos. Se eu bebesse cinco cervejas, eu cairia, e se James bebesse cinco, ele continuaria, 'Eu preciso de mais 15'. Eu nunca fui do tipo acorda-e-pega-um-copo-de-whiskey. Eu teria pelo menos a decência de tomar o café da manhã primeiro."

Hetfield ficou limpo e sóbrio em 2002, retornando a banda para gravar o controverso disco "St. Anger" e realizar o documentário "Some Kind of Monster", que mostrou sua luta e o quase fim da banda.

Hetfield disse ao The Pulse of Radio na época que estava tudo bem com as pessoas vendo esse seu lado da vida. "Se conectar com as pessoas nunca foi fácil para mim. Eu acho que quanto mais as pessoas saibam sobre mim e das minhas lutas, mais fácil será para se conectar com as pessoas. Eu me coloquei lá, e se elas escolherem pisar no meu coração, ou abraçá-lo, elas que decidem."

O frontman disse ainda que entrar na reabilitação foi um dos momentos mais assustadores de sua vida. "Eu estava meio que muito assustado", disse ele. "Eu fui deixado nesse lugar e naquele ponto minha família estava em questão. Basicamente a família tinha se dividido, ou eu não estaria mais na casa, e foi totalmente um dos momentos mais assustadores da minha vida. Foi realmente como se o a terra estivesse balançando embaixo de mim, não havia estabilidade, parecia como um terremoto constante. Eu não tinha idéia do que estava fazendo, ou onde estava indo."

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net


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