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Entrevista com Ron McGovney

   14 de Maio de 2004     tags: mcgovney, entrevista      Comentários

O site AllMetallica.com publicou recentemente uma entrevista com Ron McGovney, o primeiro baixista do Metallica. Segue abaixo a tradução:

Você poderia explicar para todos qual foi sua participação no começo do Metallica?
Eu não fui apenas o primeiro baixista do Metallica, eu era também o roadie principal do grupo. A banda foi formada em minha garagem e nós usávamos a pickup Ford do meu pai para transportar nossos equipamentos. Eu construí um mini-palco para a bateria do Lars para usarmos nos clubes. Na verdade, meus pais e eu que bancávamos financeiramente a banda no começo.

Quais músicas você gravou e ajudou a compor com eles e quantos shows vocês tocaram juntos?
Todas as músicas do Kill'em All foram escritas em minha garagem e nós tocamos todas elas enquanto eu estava na banda. Nós também tocamos covers de Diamond Head: The Prince, Sucking My Love, Am I Evil e Helpless. Coverizamos Blitzkrieg do Blitzkrieg, Let It Loose do Savage e Killing Time do Sweet Savage. Todas essas músicas podem ser encontradas em bootlegs, mas eu tenho uma fita gravada da gente tocando algumas dessas músicas. Eu vou colocar uma cópia no eBay em breve. Eu fiz alguns arranjos das músicas, mas nenhum crédito foi dado. Eu toquei no mínimo em 28 shows com a banda em seu primeiro ano. Um cara recentemente me mandou uma lista com todos os shows que eu toquei e eu tinha esquecido de alguns deles.

Quais foram suas influências naquela época e de quais bandas você gosta atualmente?
Eu era viciado em UFO quando estava no colegial e Michael Schenker era um deus para mim. É uma pena que ele não tem passado muito bem recentemente. Nós ouvíamos também Maiden, Priest, Sabbath, etc. Você sabe, todo tipo de metal. Eu ainda ouço alguma dessas coisas. A maioria das bandas novas soam parecidas. Eu acho que são os meus 40 anos falando. Eu soo como meu pai.

Você acompanha o Metallica atualmente e ouve os trabalhos recentes deles?
Eu não acompanho mais a carreira do Metallica do jeito que eu costumava acompanhar. Eu tenho 3 filhos e eles tomam boa parte do meu tempo. O último álbum do Metallica que eu comprei foi o álbum preto. Eu não tenho nenhum dos álbuns que saíram depois desse. Eu não acredito que eu ainda falo "álbum". Eu quero dizer "CDs". Vixi, estou ficando velho.

Você reencontraria o Metallica para fazer uma jam?
Jam? Eu não toco há tanto tempo que eles provavelmente ririam da minha cara. Você tem que lembrar que eles são músicos profissionais. Eu era só um baixista de garagem que fez alguns shows.

O que você faz atualmente?
Eu sou só um trabalhor do colarinho branco, como a maioria dos fãs do Metallica. Eu tenho uma casa nas montanhas em North Caroline. Minha família e eu nos mudamos de Los Angeles há cerca de 5 anos. É um lugar melhor para as crianças. Essa é minha opinião.

Quando o Metallica estava procurando recentemente por um novo baixista, você se sentiu tentado a tentar a vaga?
Isso nem passou pela minha cabeça. Entretanto, depois da perda trágica de Cliff Burton em 1986, eu pensei em tentar. Eu acho que eu não quis me desapontar caso eles escolhessem outra pessoa. Jason era um bom baixista e uma grande pessoa também.

Você ainda toca baixo? Você está em algum banda?
Eu não toco mais baixo atualmente, mas eu ainda tenho meus baixos e amplificadores. Todo final de semana, eu e meus filhos tocamos guitarra e bateria. Eu tenho uma guitarra Washburn A20 antiga de 1982 que meu amigo Jim Kiechle me deu. É bem divertido. Meu filho Tyler que tem 10 anos toca bateria. Eu aumento a distorção e nós tocamos Sabbath e coisas assim. A última banda que eu toquei foi a Phantasm em 1987. Ela tinha Katon Depena do Hirax como vocalista. Nós fomos bem aceitos nos clubes de LA. Nós também tocamos em Phoenix e Oakland.

Como você se tornou amigo de James? E quando você conheceu Lars?
James e eu nos tornamos amigos através da música. Ele costumava tirar sarro do meu adesivo do Elvis no meu caderno. E eu tirava com as imagens do Aerosmith dele. Ele que me trouxe ao metal. Eu não ouvia hard rock ou metal até que eu o conheci. Ele era um bom amigo no colegial. James encontrou Lars através de um amigo em comum e eu fui aprensetado a ele em um show do Priest em San Bernardino, Califórnia, em 1981. Eu fiquei chocado com esse dinamarquês baixinho cheio de patches na roupa. Ele era realmente engraçado. Era muito divertido quando ele brigava com a mãe ao telefone. Eles falavam em dinarmaquês e eu só conseguia entender a palavra "Fuck".

Sabendo do sucesso do Metallica, como é rever os seus dias com eles? Algum arrependimento?
Eu tenho alguns arrependimentos quanto ao passado. Eu gostaria de ter levado a música mais a sério como o James fez. Eu gostaria de ter sido mais tolerante quanto às coisas que aconteciam em minha casa. Era uma luta de poder. Todos queriam estar no comando.

Você ainda é amigo de James, Lars ou Dave?
Eu não converso com os caras do Metallica desde 1998. James e eu tivemos alguns problemas quanto ao que eu disse em uma entrevista sobre o Metallica. Eu sou só honesto. Nada do que eu falei em uma entrevista sobre o Metallica foi uma mentira. Eu acho que eu divulgo muita informação. Ele provavelmente gostaria que eu mantivesse a minha boca fechada. Eu não acho que o Lars liga para aquilo que eu falo. Eu não converso com o Dave Mustaine desde o começo dos anos 90.

Qual o tipo de baixo que você prefere tocar?
Eu só tive três baixos em minha vida. Meu Ibanez Roadster de 1981 que foi roubado em um show em Long Beach, Califórnia, em 1982 quando tocamos com Roxx Regime (Stryper). Eu ainda tenho meu conhecido baixo do Metallica, o Washburn B20 de 1982. E eu tenho um Fender P-bass de 1986 que usava no Phantasm.

Você e o James se tornaram amigos tão novos. Como ele era no colegial?
Eu conheci o James na East Middle School em Downey, Califórnia em 1974. Nós estávamos na sexta série. Nós não nos tornamos amigos até que fomos ao Downey High em 1977. Ele era bem tímido e quieto. Eu sei que pode parecer difícil de acreditar agora.

fonte (em inglês): AllMetallica.com

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Trechos de SKOM na web

   12 de Maio de 2004     tags: skom, vídeos      Comentários

A partir desta semana, o site oficial do Some Kind of Monster disponibilizará semanalmente um trecho do filme para nos mostrar aquilo que está por vir na versão completa do documentário. Os lançamentos ocorrerão até a data de estréia norte-americana do SKOM, no dia 9 de Julho de 2004.

O primeiro "webisode" (apelido dado aos trechos do documentário, um trocadilho com as palavras "web" e "episode") estreiará nesta quinta-feira, dia 13 de Maio.

Link: SomeKindOfMonster.com
Agradecimentos: Dands
fonte (em inglês): AllMetallica.com

Atualização: O primeiro "webisode" já está disponível para download no MetalRemains, clicando aqui.

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Metallica indicado no Arabian Music Awards

   11 de Maio de 2004     tags: premiação      Comentários

O Metallica foi indicado na categoria de "Melhor Grupo Internacional" na primeira edição do Arabian Music Awards, que será realizada em Dubai, Emirados Árabes Unidos em 15 de maio. Além do Metallica, concorrem na mesma categoria Limp Bizkit, Linkin Park, U2 e Evanescence.

Agradecimentos: Unnamed Feeling
fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Pastor de Calgary fará sermão sobre raiva e perdão utilizando músicas do Metallica

   05 de Maio de 2004     tags: curiosidades      Comentários

Michelle Mark do Calgary Sun informou que o heavy metal se juntará ao Antigo Testamento em uma igreja de Calgary, neste domingo. Um pastor um tanto inconvencional pregará mensagens falando sobre raiva e perdão utilizando músicas do Metallica. Ao invés de ouvir um sermão sobre honrar as mães neste Dia das Mães, os fiéis da New Hope Cristian Reformed Church (Igreja da Nova Esperança Cristã) no noroeste de Calgary serão recebidos com 20 minutos de músicas do Metallica, imagens do DVD da banda, e efeitos de luz e de fumaça.

"Dado que o Metallica virá a cidade esta semana, nós pensamos que poderíamos passar uma mensagem baseada no heavy metal neste domingo," disse o pastor John Van Sloten.

"Eles são bem parecidos com os profetas do Antigo Testamento que lutavam contra as porcarias que estão acontecendo no mundo e que de alguma forma refletem o coração de Deus contra as injustiças e a dor," disse Van Sloten.

Van Sloten deu sermões semelhantes antes, focando nas bandas U2 e Evanescence, Johnny Cash, o artista Vicent Van Gogh, e outras figuras famosas.

"Alguns desses caras viveram vidas muito trágicas e não é de se espantar que eles estejam com tanta raiva."

"Mas isso também é sobre trabalhar junto da raiva e achar perdão."

Agradecimentos: Dands
fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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100 melhores solos de guitarra

   02 de Maio de 2004     tags: listas      Comentários

O website Ultimate Guitar elegeu essa semana os 100 melhores solos de guitarra da história. Eis os vinte primeiros colocados:

01. "Stairway to Heaven" - Jimmy Page (Led Zeppelin)
02. "Eruption" - Eddie Van Halen (Van Halen)
03. "Freebird" - Collins/Rossington (Lynyrd Skynyrd)
04. "Comfortably Numb" - David Gilmour (Pink Floyd)
05. "All Along The Watchtower" - Jimi Hendrix
06. "November Rain" - Slash (Guns N' Roses)
07. "One" - Kirk Hammett (Metallica)
08. "Hotel California" - Don Felder/Joe Walsh (Eagles)
09. "Crazy Train" - Randy Rhoads (Ozzy Ozbourne)
10. "Crossroads" - Eric Clapton
11. "Voodoo Chile" - Jimi Hendrix
12. "Johnny B. Goode" - Chuck Berry
13. "Texas Flood" - Stevie Ray Vaughan
14. "Layla" - Clapton/Allman
15. "Floods" - Dimebag Darrel (Pantera)
16. "Heartbreaker" - Jimmy Page (Led Zeppelin)
17. "Cliffs Of Dover" - Eric Johnson
18. "Little Wing" - Jimi Hendrix
19. "Highway Star" - Ritchie Blackmore (Deep Purple)
20. "Bohemian Rhapsody" - Brian May (Queen).

Como se pode ver, Kirk Hammett do Metallica conseguiu a sétima posição, com "One". Além disso, o solo de "Fade to Black" ficou na 24ª posição e o de "Master of Puppets" na 51ª posição.

A lista completa pode ser vista, clicando aqui.

fonte: Whiplash!

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Top 20 Riffs da Total Guitar

   02 de Maio de 2004     tags: listas      Comentários

Mais de 2000 leitores da revista Total Guitar, do Reino Unido, votaram e elegeram os 20 melhores riffs de todos os tempos, enquete na qual o Metallica conseguiu a quinta e sétima posição, com "Enter Sandman" e "Master of Puppets" respectivamente.

Segue a lista completa:

01. GUNS N' ROSES – "Sweet Child O' Mine"
02. NIRVANA – "Smells Like Teen Spirit"
03. LED ZEPPELIN – "Whole Lotta Love"
04. DEEP PURPLE – "Smoke On The Water"
05. METALLICA – "Enter Sandman"
06. DEREK & THE DOMINOES - "Layla"
07. METALLICA - "Master Of Puppets"
08. AC/DC – "Back In Black"
09. JIMI HENDRIX – "Voodoo Child"
10. BLACK SABBATH – "Paranoid"
11. OZZY OSBOURNE – "Crazy Train"
12. FREE – "All Right Now"
13. MUSE – "Plug In Baby"
14. LED ZEPPELIN – "Black Dog"
15. VAN HALEN – "Ain't Talkin' 'Bout Love"
16. AEROSMITH – "Walk This Way"
17. CREAM – "Sunshine Of Your Love"
18. QUEENS OF THE STONE AGE – "No One Knows"
19. GUNS N' ROSES – "Paradise City"
20. RAGE AGAINST THE MACHINE – "Killing In The Name"

fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Lars rebate críticas sobre o som da bateria de St. Anger

   01 de Maio de 2004     tags: ulrich, st. anger, entrevista      Comentários

Lars Ulrich disse recentemente a revista Rhythm, do Reino Unido, sobre as origens do som um tanto peculiar da bateria obtido no mais recente álbum da banda, "St. Anger"."O famoso som da bateria que todos estão falando," disse ele. "Um dia, eu esqueci de afinar a caixa pois não estava pensando nessas coisas. Na hora de ouvir o que havia gravado, eu decidi que estava realmente gostando daquilo que ouvia - tinha um jeito diferente. Aquilo soou para mim de maneira bonita. Parecia totalmente natural. As opiniões contrárias vieram quando algumas pessoas ouviram o álbum e disseram, 'Sabe, caixas de heavy metal não devem soar assim.' Bem, eu acho que pulei o capítulo 3 do Livro de Regras do Heavy Metal [risos]. É doido, esse tipo de mentalidade fechada."

Ulrich disse também sobre o fato da bateria parecer ser o centro das músicas em "St. Anger", o que não foi o caso dos últimos álbuns da banda.

"Tudo que a gente faz é uma reação àquilo que fizemos antes," disse ele. "Nos últimos álbums, a bateria ficava basicamente no fundo, se mantendo simples e dando base para os riffs de guitarra. A maior parte das críticas ao 'St. Anger' veio do fato da bateria ser o catalisador, como nos velhos tempos. Hetfield começava então a tocar junto da base de bateria e partíamos disso. As músicas do 'Load', e até do 'Black album', davam mais ênfase aos riffs de guitarra e mantinham a bateria no fundo."

Perguntado se isso estava bom para ele, Ulrich disse, "Ah sim, isso foi o que eu queria fazer. Eu passei por todas essas fases e algumas vezes ficava meio enjoado de baterias e de tocar bateria como um todo. Existem momentos que eu quero ficar mais ao fundo, musicalmente falando. Outras vezes, eu quero que a bateria apareça mais no Metallica."

"Neste último álbum, apesar da bateria estar bem destacada, não há tantas viradas. Eu enjoei de fazer viradas na bateria. Eu cheguei a conclusão de que eu não tinha mais nenhuma virada animadora para tocar, então é melhor eu não tocar nenhuma. Então eu passo por esses ciclos e tenho prioridades diferentes."

Sobre o fato dele se sentir ou não orgulhoso do Metallica ter experimentado musicalmente durante os anos apesar das duras críticas dos fãs mais hardcores, Lars disse, "Lógico que sinto. Eu me sinto totalmente orgulhoso de sempre termos feito aquilo que queríamos. Mas recebemos críticas por algo que não somos. A gente não tem vários encontros fechados para decidirmos o que tocaremos. Musicalmente, tudo que fizemos foi puro, espontâneo, e até inocente de certa forma. Ainda assim, fomos desrespeitados por isso algumas vezes."

"Mas eu tenho 40 anos agora, então está tudo bem para mim se as pessoas nem sempre entendem isso. Nós fizemos coisas que foram sucessos muitas vezes, criativamente falando. É irritante que as pessoas não aceitem a gravação quando a foto atrás do álbum não é algo ao qual elas se possam ligar. Eu estou há 23 anos nesta carreira e estou mais em paz com isso. Existem cinco milhões de fãs que compraram 'St. Anger' e milhares de pessoas que apareceram em nossos shows. Aparentemente ainda existem bem mais pessoas interessadas naquilo que a gente faz do que aquelas que nos criticam. Eu disse muito lixo durante os anos e muitas vezes fui uma estrela de rock arrogante - e o mesmo com todos dessa banda, apropósito. Mas tentamos acertar e voltar a terra. Tem sido uma longa jornada, com vários altos e baixos. O fato de não ter sido uma experiência direta e linear é algo excelente. Ultimamente, aquilo que as pessoas respondem sobre esta banda é que nós nos entregamos de alma e coração àquilo que fazemos com grande nível de emoção. Isso gera algo nas pessoas, tanto bom quanto ruim."

Agradecimentos: Unnamed Feeling
fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Frantic ganha Prism Awards

   01 de Maio de 2004     tags: premiação      Comentários

Conforme informado previamente no MetalRemains, o clipe de Frantic havia sido indicado na categoria de vídeos da oitava edição do Prism Awards.

Realizado no dia 29 de Abril no Hollywood Palladium, o Metallica levou o prêmio oferecido pela Entertainment Industries Council Inc, Robert Wood Johnson Foundation e National Institute on Drug Abuse/National Institutes of Health e destinado a atores, músicos e artistas de quadrinhos que mostraram em seu trabalho os perigos do uso de drogas, álcool e cigarro.

Curiosamente, houve um empate na escolha do vídeo, o que fez com que o clipe de "Hurt", de Johnny Cash, também levasse o prêmio.

Para ver a lista completa dos ganhadores, clique aqui.

Agradecimentos: Unnamed Feeling
fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Encontro do Metallica e Jason

   27 de Abril de 2004     tags: skom      Comentários

Os produtores do documentário Some Kind of Monster, Joe Berlinger e Bruce Sinofsky, falaram recentemente ao U-Wire.com sobre o projeto, que deve ser lançado no verão americano. Seguem alguns trechos interessantes da entrevista:

U-Wire: Vocês tentaram fazer com que a banda conversasse com Jason Newsted? Durante o filme, Lars conversa com Dave Mustaine. Houveram tentativas de fazer o mesmo com Jason e a banda ou isso nunca aconteceria?

Berlinger: "Havia muita intriga e haviam momentos que eles estavam próximos disso... E quando você diz 'conversar', nós observamos o Mustaine e o Lars, mas não fomos nós que iniciamos isso [era uma parte do processo de terapia com Phil Towle]. Mas o encontro Jason/Metallica foi sugerido várias vezes e por diferentes razões não aconteceu e eu não acho que o Jason estava preparado para isso... Jason se separou e eu não acho que ele estava preparado para falar com eles."

Sinofsky: "Parece que eles estavam sempre próximos disso e algo aparecia de ambas as partes, tanto real quando inventado. Eu sei que certa vez eles deveriam se encontrar na quinta com ele e então eles anunciaram a Summer Sanitarium Tour e então tinham que ir a Los Angeles. E então quando perguntaram se poderiam se encontrar na sexta, ele tinha outros planos e eu acho que desde então, eles não tentaram mais se sentar e conversar sobre os problemas que poderiam ser resolvidos, o que é uma pena. Não deveriam demorar 20 anos."

Berlinger: "Uma coisa interessante aconteceu com nós, que tentávamos evitar pois nos deixava em uma posição pouco confortável. Nós nos tornamos uma espécie de canal de informação. Sempre que filmávamos o Jason, a banda queria saber o que ele falou. E dado que eram eles quem pagavam as contas, nós achávamos que não poderíamos dizer 'não podemos falar'. Mas tínhamos que ser cuidadosos sobre o que falávamos para que não piorássemos a situação. E o Jason queria saber o que a banda estava pensando e então nós meio que, por um breve período, nos tornamos os informantes e estávamos literalmente acabando com o encontro deles."

Sinofsky: "De certa forma, quase estávamos."

Berlinger: "Nós meio que estávamos porque éramos o canal de informação e então meio que deixando que cada lado soubesse sobre os sentimentos do outro sobre terem um encontro e meio que ficamos em uma posição pouco confortável."

Sinofsky: "Mas nós, como produtores, estávamos tentando realizar o encontro, nós o queríamos. Nós pensamos que seria uma ótima parte do filme. Obviamente, não tínhamos controle sobre os momentos, então o máximo que podíamos fazer era dizer, 'Provavelmente seria uma boa idéia pra vocês se tirassem isso de letra.' Quando eles perguntavam a Joe e eu sobre o que ele falou quando ele nos via, dizíamos 'Bem, porque vocês não o perguntam diretamente? Se juntem.' Mas, infelizmente, isso ainda não aconteceu.

Berlinger: "Aliás, nós convidamos o Jason para a premiere em Sundance, torcendo para que ele fosse e visse toda a experiência do filme e que visse que a banda evoluiu e mudou e que talvez houvesse um lugar para ele na família Metallica, mas não recebemos retorno dele, então ficamos meio desapontados."

Entrevista na íntegra, em inglês: U-Wire.com
fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Metallica recusou reality show

   27 de Abril de 2004     tags: skom      Comentários

O documentário “Metallica: Some Kind Of Monster”, por pouco não se tornou um reality show.
O diretor do filme, Joe Berlinger, revelou que a princípio, a Elektra, gravadora da banda, tinha aceitado doar os direitos das músicas para que o filme fosse feito, o que renderia uma boa divulgação do disco “St. Anger”, que estava para ser lançado.
Quando Berlinger e o co-diretor Bruce Sinofsky começaram a filmar a decadência da banda, as sessões de terapia às quais os músicos compareceram e a volta do vocalista James Hetfield da clínica de reabilitação por seu alcoolismo, os executivos da Elektra cresceram os olhos.
Como os membros da banda recusaram transformar o projeto em um reality show, a gravadora passou a cobrar pelo direito de uso das músicas, e a preços salgados.
Os integrantes do Metallica desembolsaram 2 milhões de dólares para pagar pelo direito de usar as músicas e mais 2 milhões para que os diretores pudessem terminá-lo.

Agradecimentos: wilbermetal
fonte: Dynamite

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