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Distribuição de SKOM

   19 de Abril de 2004     tags: skom      Comentários

Segundo o site oficial da banda, a distribuição do mais novo documentário do Metallica, Some Kind Of Monster, ficou a cargo da IFC Films nos Estados Unidos, sendo que a Paramount Home Video ficará encarregada do lançamento em vídeo.

Quanto aos lançamentos internacionais, está sendo negociado o lançamento em cinema em vários países, incluindo Austrália, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Brasil, Dinamarca, Noruega, Finlândia, Suécia, Alemanha e Japão. Por enquanto, nenhuma data oficial de lançamento foi marcada.

Agradecimentos: Master of Justice
fonte (em inglês): Metallica.com

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Lars e Dave Mustaine: Some Kind of Monster

   16 de Abril de 2004     tags: skom, mustaine, ulrich      Comentários

"É difícil, Lars," um Dave Mustaine chocado, líder do Megadeth, diz a Lars Ulrich, baterista do Metallica. "Tudo que você toca vira ouro e tudo que eu faço explode," disse ele, explicando que ele acha que as pessoas gritam "Metallica" nas ruas para o provocar.

Ulrich se senta e escuta. "Eu me sinto culpado?" pensa ele, alto.

"Você tem idéia do que eu passei?" continua Mustaine. "Você tem a menor idéia?"

Mustaine, que foi um dos membros originais do Metallica, foi expulso da banda por Ulrich em 1983, e esta comovente sessão de terapia é uma das mais estranhas cenas do novo documentário do Metallica: Some Kind Of Monster.

Ulrich e Mustaine passaram várias horas discutindo suas dores, sempre supervisionados por Phil Towle, terapeuta do Metallica.

No momento dessa sessão, Towle já vinha trabalhando com o Metallica por um ano, então acaba não nos surpreendendo que Lars estava mais solto na hora de falar. Claramente, Dave também estava: apesar de não falar no documentário, o Megadeth também explorou a disfunção do grupo em terapias por muitos anos, no começo da década de 90.

"Muitas pessoas pensam que a gente vai para terapias para evitar a dissolução da banda," disse Mustaine certa vez a Billboard. "Não se trata disso. É intelectualmente estimulante, e é inovador e desafiador, e nós podemos aprender mais sobre nós mesmos e como sermos mais coesos como uma unidade."

E isso não é anormal. Outras bandas, como Aerosmith, Tesla, Motley Crue e Audioslave já passaram pelo divã. Naturalmente, isso nos leva a pensar se os Beatles ainda estariam juntos se eles tivessem contratado alguém para mediar o problema existente com Yoko Ono.

"Esta é uma cena histórica," disse Joe Berlinger, um dos diretores do documentário. "Ela mosta o grau de preparação que o Lars estava em explorar o seu passado e é uma cena emocionante e comovente. Lars foi acusado de ser egoísta no passado e mesmo assim ele estava preparado para ouvir os danos que causou a alguém. E aqui está Dave Mustaine, que não é exatamente o Metallica, mas ele vendeu 15 milhões de álbuns e o Megadeth é uma banda renomada e mesmo assim não é suficiente para ele. A sombra do Metallica ainda está presente nele."

Em 2001, o baixista Jason Newsted anunciou que queria sair da banda, e como última opção de mudar de idéia, o produtor sugeriu sessões de terapia. Towle foi originalmente trazido como uma rápida ajuda para melhorar as coisas com Newsted, mas dois anos e meio depois, o terapeuta de 65 anos acabou se encontrando com a banda todos os dias.

No final, Jason saiu da banda e Towle disse que os primeiros meses da terapia lidavam com a saída dele. Os membros restantes - James Hetfield, Kirk Hammett, Lars Ulrich e o produtor Bob Rock - começaram a falar sobre os ressentimentos que vinham construindo durante os anos.

"E quando ficamos melhores," disse Towle, "acabou forçando que os problemas pessoais surgissem e um deles era um dos piores problemas do James, que o forçou a tomar a decisão de se internar na clínica de reabilitação." Em determinado ponto da história do Metallica, eles chegaram a ganhar o apelido de "Alcohollica".

James esteve ausente na banda por quase um ano, tempo no qual Towle continou a encontrar os outros membros "para fazer um paralelo com a experiência que Hetfield estava passando na reabilitação".

Logo após a volta de Hetfield, a banda decidiu que deveriam ver Towle todos os dias - primeiro uma sessão de terapia, seguido de um trabalho no estúdio em seu álbum - e para isso, eles o pagaram 40 mil dólares por mês.

Isso não era nada, levando em conta que o Metallica já vendeu mais de 90 milhões de álbuns no mundo (mais que os Beatles, Madonna ou Britney Spears) e sem preço, já que a banda dá todo crédito a Towle por tê-los ajudado a terminar o primeiro álbum de estúdio em cinco anos e estarem capacitados a realizar uma turnê.

"Em minha visão do que aconteceu é que Phil salvou a banda," disse Berlinger. "Se Phil não estivesse aqui, o Metallica não existiria mais. Esses caras precisavam de uma ferramenta para se comunicar."

Geralmente quando eles começaram a se comunicar, várias horas se passavam até que eles parassem. Uma cena editada de cinco minutos na qual Ulrich fica repetindo a palavra f**** era na verdade um monólogo de duas horas nascido da prisão da frustração dos mais de 20 anos de amizade com Hetfield.

"Eu acho que você é comprenetrado consigo mesmo," diz Ulrich, andando pela cozinha do estúdio. "Você me diz estou controlando, eu acho que você está controlando. Você controla tudo isto mesmo quando não está aqui. Eu não te entendo." Mais tarde, Hetfield diz a Ulrich que não gosta mais de ficar em uma sala tocando música com ele.

"Houveram vários problemas de poder e liderança entre Lars e James," diz Towle, que explica que Hammett era quem menos ligava para seu ego no grupo e assim precisava de ajuda para se acertar.

"Eu achei isso incrivelmente inspirador," diz Berlinger, acrescentando que a atitude do Metallica de ir a terapia o ajudou a consertar sua amizade e parceria com o co-diretor do filme e produtor Bruce Sinofsky.

"Se fosse o Dave Matthews Band ou algum grupo mais sentimental, não teria sido tão interessante, mas a justaposição deles fazendo isso foi incrivelmente poderosa. Eles são seres humanos reais que precisam trabalhar com suas coisas. E isso é sobre perceber que você não pode ser um adolescente para sempre. Estes são os caras que batiam cabeça e ficavam bêbados e agora são pais e ainda assim querem continuar fazendo música e saindo por aí."

Muitas vezes no filme, a banda discutia sobre demitir Towle, mas na sessão seguinte, lá estava ele. Em certo ponto, Hetfield disse "Phil tem sido um anjo pra mim. Ele foi enviado para me ajudar."

E o Metallica fez bastante por Towle também. Durante seu trabalho com a banda, além de ter mudado de Kansas para São Francisco, ele diz que agora é um melhor apreciador de heavy metal.

"Eu costumava ouvir todo tipo de música como Iron Butterbly e Cream, mas quando chegava no Nirvana e Metallica era tão estranho e eu era muito velho," diz ele. "Mas a ironia é que eu adoro os caras e isso vai mostrar que, se você entrar dentro de outro humano achará verdade espiritual e eu fiquei feliz em encontrar isso. Minha música favorita é, claro, Some Kind Of Monster."

Tradução: MetalRemains
Texto original em inglês: National Post

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Trailer de Some Kind Of Monster

   25 de Março de 2004     tags: skom, vídeos      Comentários

Um trailer para o "Some Kind of Monster" foi postado online em formato QuickTime no site oficial do filme.

O documentário será lançado no início de Julho em cinemas de Nova Iorque, Los Angeles e São Francisco, com planos de expandir o número de salas no outono americano.

De acordo com Joe Berlinger, que dirigiu o filme com Bruce Sinofsky, "Some Kind of Monster" será lançado em VHS e DVD no começo do ano que vem, em provavelmente duas edições: DVD duplo com o filme e material extra, e em um box com 4 DVDs com o filme e mais quatro horas e meia de material inédito. Ainda existe grande chance de que a trilha sonora acompanhe o DVD, disse Berlinger, informando ainda que ela provavelmente terá músicas que foram deixadas de lado no "St. Anger".

Link: Trailer
Link: Player de QuickTime
Site oficial: SomeKindOfMonster.com
Agradecimentos: jordan
fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Entrevista com Hetfield: Olhando o passado

   11 de Março de 2004     tags: hetfield, entrevista, skom      Comentários

James Hetfield admite que a pessoa que ele era quando começou o Metallica, no ínicio dos anos 80, não teria uma opinão respeitosa sobre os roqueiros mais antigos que o Metallica é atualmente.

"Eu, com 18 anos, teria olhado para nós (atualmente) e falado, 'Quer saber, desitam. Desencanem. Saiam da frente porque eu estou chegando. Nós passaremos," disse Hetfield por telefone recentemente, de sua casa em San Rafael, California, EUA. "Era uma atitude típica da jovens e de rebeldia."

E foi justamente essa atitude que nos ajudou a levar o Metallica ao topo do mundo do heavy metal e influenciar inúmeras bandas.

Mas foi essa mesma atitude que quase causou a auto-destruição da banda. Os últimos anos não foram generosos com o Metallica. Houve o caso Napster, que alienou fãs ao processar o programa de compartilhamento gratuito de músicas.

Houve então a tentativa de fazer um making of de "St. Anger", que seria o primeiro álbum de estúdio da banda após o ReLoad, de 1997.

Mas houveram problemas com a saída do Jason Newsted e a eterna batalha de James com o álcool, o que o forçou a entrar em uma clínica de reabilitação. A banda - incluindo Lars Ulrich e Kirk Hammett - até foram a terapias em grupo juntos. Newsted foi então substituído por Rob Trujillo, ex-Suicidal Tendecies.

Além disso, a banda concordou, antes de gravar "St. Anger", que dois diretores, Joe Berlinger e Bruce Sinofsky, gravassem todos os casos sórdidos. O resultado é o documentário "Metallica: Some Kind os Monster", que estreiou na edição de 2004 do Sundance Film Festival.

"Isso começou como uma ferramenta promocional," disse Hetfield. "Nós íamos gravar o making of deste álbum. Mas assim que Jason saiu e eu passei pela clínica de reabilitação, cara, acabou se tornando mais sobre relacionamento na banda do que sobre música. É muito mais sobre sobreviver e enfrentar nossos demônios."

Hetfield disse que o Metallica chegou bem mais perto de se separar do que as pessoas pensam.

"O processo se tornou uma grande revelação, um aviso para acordarmos," disse ele. "Nós chegamos a conclusão de que o Metallica poderia acabar, e isso foi um grande choque para nós todos. Todas as nossas identidades nos últimos 22 anos foram misturadas no Metallica e todo esse gosto e liberdade e todas essas coisas que vieram com isso. Nós aprendemos que tínhamos que ser real com nós mesmos."

Mas evolução pessoal raramente é fácil.

"Eu assisti o filme e me encolhi," disse ele. "Eu penso, 'Meu Deus, aquele sou eu e eu realmente quero que o mundo me veja assim?' Agora, eu tenho uma visão melhor de como as pessoas me vêem e como se sentem comigo quando estou sendo difícil, cabeça-dura ou insistente com algo. Isto realmente abriu nossos olhos para nós mesmos. É um grande espelho, e felizmente isto mostrará ao mundo que há humanos por trás desse machismo e a grande máquina que o Metallica é.

"Parte de mim está com medo de deixar o mundo ver como realmente somos. A outra parte está dizendo o quão bom será as pessoas me conhecerem de verdade. Eu sempre quis isso, mas tinha medo. E ainda existe uma parte de mim que adora estar guardada, na defensiva e intimidada para que eu não precise falar com as pessoas."

Mais de 1600 horas de filme foram gravadas por Berlinger e Sinofsky, premiados com o doumentário "Brother's Keeper", de 1992, o filme "Paradise Lost: The Child Murders at Robin Hood Hills" e a continuação "Paradise Lost 2: Revelations".

Hetfield disse que confiar nos diretores foi difícil, mas essencial.

"Nós amamos o trabalho deles, então sabíamos que eles seriam capazes. Mas algumas vezes você simplesmente não quer uma câmera na sua cara, gravando tudo que diz e faz. Porque você sabe que será nós. Nada será tirado porque alguém agiu como um idiota ou fez algo estúpido. Não havia nenhum roteiro."

Apesar de sua apreensão em se revelar ao mundo, Hetfield disse que está grato pela posição que está em sua vida - tanto profissional quanto pessoal. Hetfield é casado e tem três filhos, todos menores de 10 anos.

"Isto me parece como uma segunda chance," disse ele. "Eu me sinto totalmente limpo, sem névoas e dentro da realidade no momento e, eu devo dizer, me sinto bem por estar aqui."

E apesar dele estar em um ambiente diferente do que estava quando começou "St. Anger", ele disse que o álbum serviu como uma grande válvula de escape para a banda.

"Quando começamos, tínhamos mais um som do tipo do 'Load/ReLoad'. Mas quanto mais explorávamos, mais queríamos tocar coisas rápidas de novo. Nós deixamos de lado todas essas coisas e começamos a nos sentir vivos novamente. E tocar rápido é uma extensão natural nossa para nos sentirmos vivos, por alguma razão. Então o álbum acabou se tornando muito mais brutal do que deveria ser originalmente."

Hetfield disse que raiva sempre foi uma força que controla sua vida. Foi apenas recentemente que ele aprendeu a lidar com isso de maneira mais produtiva.

"Quando estava totalmente alienado ou isolado quando criança, a música falava por mim. Quando eu perdi meus pais no colegial, eu estava com tanta raiva - e eu nem sabia disso - que eu engoli isto e isto eventualmente iria voltar, geralmente direcionado a uma banda ou a um membro da família. Eu tive que olhar em minha raiva, enfrentá-la, ver o porquê, de onde vinha e como enfrentá-la. Eu também aprendi que está tudo bem em estar com raiva, desde que isto não esteja direcionado a alguém com a intensão de machucá-lo."

Hetfield disse que a banda terá um merecido descando no final do ano, para finalmente retornar ao estúdio na próxima primavera. Depois disso, não se sabe o que acontecerá.

"Quando chegar a hora de parar como Metallica, nós poderemos ou não saber. Mas está a nosso cargo isso. E desde que possamos escrever e criar música, isto não parará. Isto é algo que é uma grande parte da minha vida e uma grande sensação de satisfação."

Entrevista original em inglês: AllMetallica.com
Tradução: MetalRemains

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Possíveis formatos de lançamento de SKOM

   27 de Fevereiro de 2004     tags: skom      Comentários

O documentário "Some Kind Of Monster", que mostra todo o processo de composição e gravação do último álbum do Metallica, "St. Anger", deverá ser lançado em DVD no ano que vem. No entanto, ainda não foi decidido ao certo o formato desse lançamento.

Os formatos mais prováveis são em um DVD duplo, onde um disco trará o documentário e o outro filmagens bônus, ou em uma caixa com 4 DVDs, com um DVD trazendo o documentário e os outros filmagens bônus, somando em cerca de 4 horas e meia.

Agradecimentos: .R.A.B ' Up Your Ass.
fonte:Dynamite

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Update: Some Kind of Monster

   17 de Fevereiro de 2004     tags: skom      Comentários

De acordo com um recente encontro com Berlinger, o chapter de Missouri do Metclub informou que o documentário Some Kind of Monster terá sua premiere em Nova Iorque, no dia 9 de Julho. Já o DVD será lançado por volta de Fevereiro de 2005 e trará material extra, contando com cerca de quatro horas e meia de duração. Além disso, Lars Ulrich disse a Joe que mais material gravado poderá ser lançado nos próximo cinco anos.

Agradecimentos: Master of Justice
fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Some Kind of Monster

   14 de Fevereiro de 2004     tags: skom, berlinger, entrevista      Comentários

O site The 4 Horsemen realizou uma entrevista com Joe Berlinger, um dos 2 produtores do documentário "Metallica: Some Kind Of Monster". Nela, Berlinger respondeu algumas perguntas sobre o trabalho com a banda, o filme e o lançamento do DVD. Segue a tradução da entrevista:

O filme sairá em DVD? E quando será lançado? Além disso, há aparentemente muito material da banda que ficou de fora do documentário, assim, teremos material extra no DVD?
Joe: Sim, o documentário sairá em DVD no começo de 2005. No momento, estamos focando mais no lançamento no cinema - você poderá ver o "Metallica: Some Kind of Monster" em salas dos Estados Unidos e do mundo todo a partir de Julho. Nós realmente esperamos que as pessoas vejam o filme no cinema - a incrível mistura do som Dolby Surround vale o preço do ingresso, especialmente para os fãs do Metallica. Este filme é uma verdadeira experiência de cinema. Quando o DVD for lançado, ele virá cheio de extras. Nós temos muitas e muitas gravações e cenas excluídas, então eu creio que vocês podem esperar no mínimo um DVD duplo.

Quais foram os momentos mais intensos durante a gravação? Houve um momento em que você pensou consigo mesmo "Eu não gostaria de estar aqui"?
Joe: Houveram alguns momentos intensos. O último dia de James antes de ir para a clínica de reabilitação foi pouco confortável. O primeiro dia depois que ele voltou foi difícil também. Apesar de todos estarem felizes por ele estar de volta, nós, produtores, nos sentimos pouco confortáveis, já que não sabíamos se ele gostaria que continuássemos a gravar ou não.

Foi bom trabalhar com Dave Mustaine? Quero dizer, você acha que ele foi sincero com aquilo que disse ao Lars?
Joe: Dave Mustaine foi um verdadeiro cavalheiro. Para mim, ele me pareceu absolutamente sincero em sua conversa com o Lars. Foi bem intenso e honesto. Essa conversa foi realizada dois dias depois do 11 de Setembro de 2001, portanto a atmosfera foi um tanto estranha. Havia uma sensação de urgência e finalidade naquilo, e isto pode ser apenas as minhas emoções naquele momento, mas eu quase senti que tanto o Dave quanto o Lars não sabiam se falariam um com o outro de novo.

Durante as filmagens, os integrantes passaram por várias mudanças, terapias, etc. Como isto afetou a sua vida? Eu sei que o Bob Rock disse que passou por mudanças durante todo o processo, e estava pensando se acontecera algo semelhante com os produtores.
Joe: Nós mudamos consideravelmente. Bruce e eu trabalhamos juntos por muitos anos, e apesar de não sermos músicos, nós encontramos problemas de colaboração e de ego que são similares àqueles pelos quais o Metallica passava. Quando começamos este projeto, tivemos uma grande incerteza sobre trabalhar juntos de novo, por inúmeras razões. Algumas vezes depois que filmamos uma sessão de Phil, nós voltávamos ao hotel e tínhamos nossa própria terapia. Havia muitos gritos e algumas lágrimas, mas eu acho que no final, nos saimos como pessoas e artistas melhores, com mais força e uma relação mais honesta.

Qual a sua parte favorita do documentário?
Joe: É dificil dizer uma parte favorita - apesar de soar pouco humilde, eu realmente adoro este filme. Foi muito divertido ter o tipo de liberdade, apoio, respeito e confiança que o Metallica nos deu, assim como a capacidade de viajar com a banda e filmar tudo que acontecia. Há várias cenas individuais que eu gosto, e eu estou especialmente orgulhoso do modo como conseguimos manter tantos assuntos que se juntaram e compensaram no final do filme.

Houve algum momento em que algum dos integrantes o forçou a parar de filmar? Ou ficar muito agitado na frente das câmeras?
Joe: Não houve nenhum momento em que alguém disse "Desliga essa câmera" ou "Não filme isto", mas definitivamente houveram momentos em que os integrantes ficaram frustrados com a presença das câmeras - alguns estão no filme. Nossa equipe era pequena e incrivelmente talentosa, e nós fizemos tudo que podíamos para que ficássemos fora do caminho deles. Mas é impossível deixar o caminho totalmente desobstruído quando se está trabalhando em locais como estúdios de gravação. Eu acho que nós fizemos o melhor trabalho possível, mas eu tiro meu chapéu pra banda não apenas pela boa vontade de aceitar a nossa presença das câmeras no nível emocional, como no prático, físico também. Nós tínhamos câmeras e microfones neles o tempo todo por quase dois anos, o que acaba cansando, pra não dizer mais, mas eles foram sempre respeitosos com o processo e sabiam que tínhamos um trabalho a fazer.

Durante esta experiência de seguir a banda durante todo o processo de gravação e ouvir todas as músicas que fizeram, vocês se tornaram fãs da músicas da banda ou isto foi totalmente profissional pra vocês?
Joe: Você sempre tenta e mantém algum tipo de laço entre você e seus assuntos, mas nós realmente amamos a música do Metallica - se não, seria bem tortuoso ouvi-los tanto durante esses 3 anos! Eu acho que nossa apreciação pelo Metallica foi fundamental no filme. A música, algumas vezes, servia como uma porta de escape para o que eles estavam pensando e sentindo durante alguns momentos da gravação em que eles não falavam seus pensamentos. Apesar de seu peso, St. Anger é uma gravação muito pessoal, e uma das coisas que tentamos mostrar no filme é a relação entre o que estava acontecendo na vida deles e a música que estavam criando, e eu acho que nossa apreciação pela música deles foi importante para capturar isto de maneira precisa.


Atualmente, o documentário Some Kind of Monster está passando apenas em festivais de filmes espalhados pelo mundo. Não foi divulgado se o filme será lançado nos cinemas brasileiros.

fonte (em inglês): The 4 Horsemen Website
Tradução da entrevista: MetalRemains
Site oficial do SKOM: SomeKindOfMonster.com

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