Destaques

Notícias

Hammett: "Eu perdi meu iPhone com duzentas e cinquenta idéias musicais"

   18 de Abril de 2015     tags: entrevista, áudio, hammett      Comentários

O guitarrista do Metallica, Kirk Hammett, foi recentemente entrevistado pelo frontman do Hatebreed, Jamey Jasta, em seu podcast oficial, "The Jasta Show". Você pode ouvir a entrevista completa, em inglês, abaixo, e também a transcrição em português de alguns trechos.


Sobre quem está produzindo o próximo álbum do Metallica:

Kirk: "Eu acho que ainda é um pouco cedo para dizer quem está produzindo, mas eu te digo que Greg Fidelman está envolvido. Ele é simplesmente ótimo. Nós amamos trabalhar com ele. E para mim, toda a sua atitude em relação ao trabalho é tão 'é isso aí', cara. Eu mal posso esperar entrar no estúdio e trabalhar com ele. Ele não é um reclamão, mas sim um trabalhador."

Sobre como o processo de composição funciona no Metallica:

Kirk: "Eu coloco riffs no meu iPhone, mas algo bem infeliz aconteceu comigo uns seis meses atrás. Eu perdi meu iPhone com duzentas e cinquenta idéias musicais. E eu fiquei arrasado. Não tinha backup. E quando isso aconteceu, eu fiquei triste por dois ou três dias. Eu entrei em casa, minha esposa me viu, e disse, 'O que aconteceu? Você recebeu um telefonema de algum parente?'. Eu disse, 'Não' e ela perguntou, 'O que está rolando?'. Eu contei a ela, e ela entendeu."

"Eu perdi meu telefone. Eu simplesmente perdi. Eu não consigo achar. Eu ainda estou procurando até hoje, mas eu simplesmente deixei em algum lugar e... Ainda pode reaparecer. Eu espero que isso aconteça. Tentar lembrar aqueles riffs? Eu consigo lembrar só uns oito deles. Então eu acho que talvez não era para ser e eu seguirei em frente com isso."

"Para mim, música vem todas as horas do dia. Quando eu tenho um riff, algumas vezes é um riff completo e eu posso tocar e aqui está, algumas vezes é metade de um riff e eu tenho que aprimorar. Algumas vezes é só um ritmo ou uma seleção de notas. Ou algumas vezes é só algo que eu cantarolo na minha cabeça. Mas isso pode vir de qualquer lugar, e eu coloco no meu telefone, e eu garanto que o telefone está fazendo a merda do backup."

"Todos os músicos por aí que usam seus telefones, garantam que estão fazendo backup. Certo?!"

"E, sabe, nós nos juntamos e fazemos jams das idéias. E um riff leva a outro riff, que leva a outro, e, de repente, você tem meio que um esqueleto de um arranjo, e você só ensaia em cima disso, e fala sobre isso - fala sobre o que gostaria de ouvir, onde gostaria de chegar com isso. Digo, há tantas possibilidades que você pode fazer com isso. Para nós, é mais sobre o que escolhemos não fazer com aquele pedaço de música, pois há tantas coisas que você pode fazer com isso. Nós só queremos a coisa certa com a música, o approach certo e o arranjo certo para qualquer riff ou progressão de acordes ou melodia."

Sobre como o material novo do Metallica está soando:

Kirk: "Vamos apenas dizer que as coisas que estão surgindo tem bastante riffs, bastante peso... Nós desenvolvemos um vocabulário sobre como nós nos expressamos através dos riffs e das técnicas, e vamos apenas dizer que esse vocabulário é bem diverso. Eu diria, sabe, que é bem similar ao 'Death Magnetic', mas diferente em algumas partes. James [Hetfield, guitarra/vocal] está fazendo muitas melodias bem, bem legais ultimamente, muitas camadas de vozes. A 'Lords of Summer' [do ano passado] é um bom exemplo disso, o começo. E eu diria que é bem parecido com o 'Death Magnetic'. E sabe, tá certo, há algumas músicas que me lembram de algo do '...And Justice For All' [de 1988], mas o álbum não soa como o '...And Justice For All'."

Sobre se ele presta atenção as críticas negativas que o Metallica constantemente recebe na internet:

Kirk: "Eu não penso muito sobre nada dessa merda. As pessoas tem suas opiniões, e elas tem todo o direito de ter suas opiniões. Eu sei que se eu ler muita negatividade, eu fico cheio disso. E é apenas mais saudável e mais seguro para mim nem colocar esses pensamentos na minha cabeça. Eu faço o que planejo fazer e quais são meus objetivos. E eu me prendo a isso. Eu só vou lá e faço o melhor que posso fazer. Se as pessoas amam isso, ótimo. Se as pessoas odeiam, é a opção delas. Eu não posso fazer nada sobre isso. Eu posso apenas fazer o melhor que eu consigo, e esta tem sido nossa atitude, coletivamente, desde sempre. E, para mim, é a única forma de realmente se manter são nesse negócio. Pois se você começa a caçar o que os odiadores estão odiando e o que os fãs estão amando, você vai ficar louco. Nós só tentamos fazer o melhor que podemos, e não tentamos nos preocupar muito com o que as pessoas tem a dizer. Digo, é como antigamente, antes das mídias sociais, nós recebíamos várias resenhas boas do disco e algumas ruins também. Quais você acredita? Eu não acredito em nenhuma delas. Eu simplesmente sei no meu coração onde eu estou com qualquer trabalho e eu me firmo nisso."

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net


Veja também

Hammett dá mais detalhes sobre seu telefone perdido (12 de agosto de 2015)
Hammett só se lembra de quatro riffs de iPhone perdido (10 de dezembro de 2016)
Hammett comenta sobre o próximo álbum da banda (07 de agosto de 2015)
Hetfield: "Eu acredito em uma força superior" (17 de janeiro de 2017)
Hammett: Material novo é um pouco mais progressivo que Lords of Summer (15 de abril de 2015)

Comentários




Newsletter
Receba em seu e-mail as últimas notícias sobre Metallica:

Conecte-se

Facebook   Google+   Twitter   RSS   Fórum

© 1998-2020 Metallica Remains - Desde 13 de Janeiro de 1998 | Política de Privacidade