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Ulrich: "Nós queremos voltar a fazer um disco"

   14 de Outubro de 2013     tags: entrevista, ulrich, vídeos, through the never, 3d      Comentários

A MultiMediaMouth fez parte de uma mesa de discussões que entrevistou o baterista do Metallica, Lars Ulrich, no Connaught Hotel em Mayfair, Londres, Inglaterra. Alguns trechos da conversa podem ser conferidos abaixo.

MultiMediaMouth: De onde surgiu a idéia original de ter uma narrativa junto do show [no filme "Metallica Through The Never"]? Ela originou de alguma pessoa em particular?

Ulrich: Não, ela definitivamente se originou dentro da banda. Nós sentimos que se fossemos fazer um filme dessa escala, então deveria ter algo além de nós. Então nós nos sentamos e conversamos sobre o que poderia ser, e sentimos que ter uma história nele seria bem interessante, pois seria único e estranho e desafiador. Além disso, eu acho que de certa forma, nós sentimos que a razão do "Some Kind of Monster" ter sido ressoante com tantas pessoas era que havia uma história lá; não eram só quatro caras fazendo um disco. Nós percebemos que se você adicionar um elemento dramático ou arte em algumas das coisas, então ele ressoaria diferente com as pessoas, as pessoas podem se relacionar com isso ou achar algo nele de forma diferente. Eu acho que com um filme desta magnitude, você vai precisar de algo... Escolha um filme. Vamos dizer "Homem de Ferro", não são só duas horas dele em uma armadura voando no espaço. Há algo que balanceia as sequências de ações; senão, seria só um borrão. Em muitos desses filmes, eles sempre cortam para alguma coisa. Eles cortam para uma parede ou uma animação. Ou como no "The Song Remains The Same", eles cortam para músicos em carros ou cavalgando cavalos. Em outros filmes de shows, eles cortam para pessoas entrando e saindo de aviões, então nós achamos que deveríamos cortar para algo, mas não necessariamente James Hetfield comendo um sanduíche, nós queríamos cortar para algo mais interessante e essa foi a idéia que Nimród [Antal, diretor] teve.

MultiMediaMouth: Você acha que shows em 3D serão mais comuns no futuro, com os ingressos aumento de preço?

Ulrich: Essa é uma boa pergunta. Esses tipos de coisas sempre vem e vão. Nos Estados Unidos, houve uma grande crítica ao 3D nos últimos anos, e o que nós estamos fazendo com nosso 3D não é tanto sobre o 3D, como isto [estende a mão próximo ao rosto], é mais sobre imersão e o 3D estilo "Avatar", mais sobre você estar lá do que coisas vindo até você. Agora todo mundo nos EUA está falando sobre o filme "Gravity", que eu vi uns meses atrás no IMAX; todos nos EUA estão, tipo, "Uau! 3D está de volta e está maior e mais legal do que nunca", e as pessoas gostam da imersão deste filme e assim por diante. É como se fosse um grande pêndulo que vai e vem. Agora o 3D é moda de novo pelas próximas duas semanas, tipo "Gravity", George Clooney voando no espaço, é legal! Daqui seis meses, as pessoas estarão tipo, "Foda-se o 3D!".

MultiMediaMouth: Como foi se ver em 3D? Meio estranho?

Ulrich: Eu estou meio acostumado com isso. Depois do "Some Kind of Monster", nada me assusta; depois disso, tudo está bom, é fácil! Então o sotaque dinamarquê bobo e papadas e pouco cabelo e todo o resto disso... Estou bem protegido. É meio legal. Eu me sentei na platéia em Los Angeles na Universal City depois de introduzir o filme uma semana atrás e assisti aos dois primeiros terços dele no IMAX e é bem legal. "O produtor fala sobre seu filme" [risos] Todos os produtores se sentam lá e falam, "você precisa ver meu filme na tela grande, pois foi feito pra ser assim". Mas este filme realmente merece ser visto na tela grande, por causa do som e tudo mais, eu tenho certeza que vai tocar bem um treco destes [pega um smartphone] daqui seis meses, mas em termos de experiência imersiva, aquela telona? É realmente legal.

MultiMediaMouth: Existem planos de levar o palco do show do filme em turnê?

Ulrich: Nós estamos meio que nos livrando de todas as coisas teatrais, e o que temos feito nos últimos 15 anos tem sido mais sobre a configuração. Eu não sei quanto dessas peças estão tanto em nosso radar atualmente, mas eu acho que quando você tem 30 anos de carreira... Digo, quando o [produtor] Rick Rubin se sentou com a gente seis anos atrás, ele disse, "está tudo bem em ser inspirado pelo seu passado e está tudo bem reconhecer seu passado e está ok em concordar com seus passado". Pois o Metallica passou muito tempo, não necessariamente fugindo de nosso passado, mas continuando a sempre querer nos reinventarmos, pelo medo da repetição, um medo de se estagnar ou o que for. Eu acho que cada vez mais estamos ok com estes elementos do nosso passado. Nós não queremos viver disso, e certamente não queremos nos tornar uma "banda clássica" nesse sentido. Nós queremos continuar seguindo em frente no melhor de nossas habilidades e olhar para frente. Mas eu acho que há uma chance de fazermos uma turnê com esse palco, então todas essas coisas podem estar em turnê em algum momento. Nós não estamos agendando esta turnê enquanto nos falamos; pode ser daqui cinco anos ou algo assim. No momento, nós queremos voltar a fazer um disco e fazer isso de novo. Mas provavelmente faremos uma turnê com este palco, eu diria. As chances aumentam a cada dia, enquanto eu ouço as pessoas perguntando isso. [risos]

A entrevista completa pode ser lida, em inglês, clicando aqui.

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net


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