Matthew Priest da revista What's On entrevistou recentemente o baixista do Metallica, Robert Trujillo. Alguns trechos da conversa podem ser conferidos abaixo.
What's On: O Metallica está na ativa por mais de 30 anos. De onde vem a motivação?
Trujillo: Por mais cliché que isso soe, é a música - ou talvez só música em geral. Quando nós voltamos para casa e colocamos as correias nas guitarras, isso simplesmente funciona. No momento, nós estamos no meio de compor um novo álbum e, se houver algo, o problema é que escrevemos muitos riffs. Isso prova que há ainda muita música na gente.
What's On: O que vocês fazem quando não estão tocando?
Trujillo: Nós somos todos bem diferentes. Kirk [Hammett, guitarra] e eu amamos surfar. Nós amamos ir para lugares novos, achar onde estão as ondas locais e ir e surfar. Lars [Ulrich, bateria] ama fazer um pouco de mergulho, enquanto James [Hetfield, guitarra/vocais] é um pouco mais culto; ele prefere ficar um pouco mais na cidade e conhecer os arredores e as sensações de lugares como África do Sul ou Japão.
What's On: Como está se saindo o novo álbum?
Trujillo: Bem, nós não podemos dizer muito, pois ainda está sendo escrito, mas nós temos ouvido bastante nosso último álbum, "Death Magnetic", o que está inspirando os arranjos que estamos compondo. Há uma certa qualidade nesse álbum que nós realmente nos orgulhamos e queremos manter um certo padrão. O disco novo soará como o "Death Magnetic"? Provavelmente não, mas ainda terá aqueles elementos de groove e thrash típicos do Metallica.
What's On: O segredo de sua longevidade é se adaptar?
Trujillo: Sim, é. Nós tivemos que mudar nossos estilos de vida para se adaptarem a ficarmos mais velho. Nós ainda queremos ter a energia para tocar como costumávamos, pois a última coisa que nós te daremos é um show meia boca do Metallica - isso não vai acontecer. Noutro dia, eu estava surfando na Austrália com cerca de 30 caras locais e havia um cara que tinha cerca de 60 anos. Eu olhei para ele e pensei que é legal que esse cara dessa idade está surfando. Mas então eu percebi que eu era o segundo cara mais velho lá! Lá estava eu, com quase 50 anos, surfando com essas crianças, tocando esses shows de rock. Eu tenho a agradecer. A vida é bem boa.
A entrevista completa, em inglês, pode ser lida clicando aqui.
Fonte (em inglês): Blabbermouth.net
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