Dave Ling da revista Classic Rock entrevistou recentemente o líder do Megadeth, Dave Mustaine, e durante a conversa, o guitarrista comentou sobre seu passado no Metallica. Confira abaixo a tradução.
Classic Rock: Como você se sentiu sendo o número 1 no livro "Os 100 Maiores Guitarristas de Metal" de Joel McIver?
Mustaine: Foi especialmente bom quando eu descobri que Joel escreveu livros sobre o Metallica. Eu olhei para a minha cópia do livro - eu não estava na capa na época. Eu achei que estaria em algum lugar tipo número 69. Então eu folheei; é um livro realmente bom e abrangente. Eu cheguei no número 50 e pensei, "eu estou aqui?", me falaram que eu estava, mas não em qual posição. Então eu cheguei no número 16 e vi o Hetfield. Eu pensei, "uau", porque eu respeito o James. Eu sou um melhor solista que ele, mas ele é um dos três melhores guitarristas base no mundo.
Classic Rock: Os outros dois?
Mustaine: Malcolm Young [do AC/DC] e eu. Malcolm se manteve básico mas trouxe todo um novo estilo de tocar bases ao mundo. Então eu cheguei no Top 10... Eu ainda não estava lá. A cada página que eu virava, eu ficava mais animado. Eu cheguei no número 5 e é o Kirk [Hammett], e eu pensei, "Obrigado, Deus". Nesse momento não importava [que posição eu estava]. Ser melhor que os dois [Hetfield e Hammett] significou tanto - é uma das coisas irrirantes da minha carreira e eu nunca soube como lidar com isso. Eu não percebi que isso afetava tanto minha vida. Então eu cheguei ao número 2 esta John Petrucci [do Dream Theater] e eu congelei. Eu era o número 1. O que tornou ainda melhor foi que o cara escreveu: "isto não tem a ver com o Dave como pessoa, porque ele é um pé no saco" [risos]. "Estas quatro páginas são sobre seu modo de tocar, que é o melhor. Existem pessoas que são melhores em uma coisa do que o Mustaine, e outras que são melhores em outras, mas ninguém que é tão bom em tudo". Tudo que eu pensei foi... Eu venci!
Classic Rock: De certa forma, isto representou uma conclusão?
Mustaine: Exatamente isso. Eu não sou viciado [em nada] mais. Eu não estou mais lutando contra meus demônios do passados de outra banda [Metallica]. O jogo terminou. Lars [Ulrich] me ligou e ofereceu a chance de ir a coisa do Rock and Roll Hall of Fame e não ser introduzido, para sentar na platéia. "É só para pessoas que estiveram nos discos" foi o que me falaram. Teria sido estranho. Então eu não fui. Há obviamente algumas coisas não resolvidas na parte do Lars. Mas quer saber? Se Deus quiser que eu esteja no Hall of Fame, eu estarei lá.
A entrevista completa, em inglês, pode ser lida clicando aqui.
Fonte (em inglês): Blabbermouth.net
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