Destaques

Notícias

Ulrich comenta sobre vida depois do Metallica e Napster

   22 de Novembro de 2008     tags: ulrich, entrevista      Comentários

O Stereo Warning postou as duas primeiras partes (de três) de uma entrevista com o baterista do Metallica, Lars Ulrich. Confira abaixo alguns trechos da conversa.

Stereo Warning: As revistas fizeram um escarcéu sobre vocês pegarem avisões diferentes no último verão na Europa. Como estão programadas as viagens para essa turnê?

Lars: Nós estamos voando muito para casa depois dos shows, então estamos viajando juntos. As pessoas tem a tendência de focar em algo que pode ser visto como negativo. A razão de viajarmos muito separados é que nós queremos que todos estejam confortáveis, não que nós não queremos ficar juntos. James Hetfield não quer se fixar em Copenhagen por duas semanas, ele não deve ser obrigado só porque eu quero. Está ligado a dar espaço e liberdade uns para os outros para ser confortável nessa bolha louca da turnê. Os caras que estão contentes têm a tendência de querer fazer turnê por mais tempo e de serem mais produtivos. É um investimento que retorna a banda. Claro, pode ser visto como um exagero ou excesso e eu entendo isso, especialmente para as revistas inglesas, mas está tudo bem. Você pode se preparar para isso.

Stereo Warning: Você sente falta dos dias loucos de antigamente?

Lars: Eu estou feliz por os ter vividos. Eu tenho muitas ótimas memórias e eu me diverti muito. Nós tivemos muita merda louca que estava rolando. Eu não preciso mais viver isso. Muitas crianças que crescem ao redor do rock pesado e metal tem uma tendência de serem solitárias, rejeitadas e que não se adaptam, e eu não quero dizer isso como algo necessariamente negativo. Eu era um solitário. Eu passei muito do meu tempo sozinho. Eu sou um filho único e muitas vezes nos círculos sociais, os caras pode ser estranhos. Quando você está em uma banda, de repente todas as garotas prestam atenção em você, então você passa muito tempo correndo atrás de garotas, especialmente se quando novo você era uma espécie de rejeitado porque não conseguia muita ação com as garotas quando tinha 17 anos. De repente, você tem 25 e está recuperando o tempo perdido. De certa forma isso também pode te ajuda a dar confiança e identidade de quem você é, pois se sente melhor sobre quem é. Mas quando você tem 44 anos, eu tenho uma ótima mulher, eu tenho três crianças lindas, eu não preciso mais validar quem eu sou através desse tipo de festa ou buscar aceitação ou ser notado. Eu me diverti muito, mas agora não é algo que identifica quem eu sou. Eu posso beber como qualquer outra pessoa, mas mais vinho tinto e não vodka como costumava ser.

Stereo Warning: O que você faria sem o Metallica?

Lars: Eu tenho toda uma lista de coisas. Eu tenho certeza que eu provavelmente começaria no mundo do cinema, a maioria dos meus amigos ou fazem ou produzem ou escrevem filmes. Eu não tenho muito interesse em atuar, Connie (Nielsen, namorada dinamarquesa de Lars) pode fazer isso. Escrever, produzir... Dirigir é mais desafiador, talvez eu deixe isso para depois. Mas eu adoraria sentar por 6 meses e escrever um filme. Não há falta de coisas a fazer, eu não tenho medo do que pode acontecer do outro lado do Metallica. Eu só espero que eu consiga chegar a tudo que eu quero fazer.

Stereo Warning: Alguma idéia do tipo de filmes que você poderá escrever?

Lars: Eu tenho coisas guardadas na minha cabeça. Há mais gente do cinema que vem para casa para jantar do que músicos. Parece natural ir nessa direção.

Stereo Warning: Você estava certo sobre o Napster e a maioria das pessoas admitiria isso agora, mas você recebeu muitas críticas na época. Foi um erro de relações públicas bater de frente com esses caras?

Lars: Não, isso foi a coisa certa a fazer, mas deveríamos estar melhor preparados. Mas isso é o Metallica, cara, nós só pulamos e não sabemos onde vamos pousar na maioria das vezes. E isso é uma coisa bela a se fazer, mas algumas vezes você também se machuca quando pousa. Eles foram brilhantes porque eles nos jogaram contra nossos fãs. Não era verdade que o Metallica estava processando os fãs, nós nunca processamos nenhum de nossos fãs. Nós falamos, por favor, nos tire do servidor, eles falaram que não podiam fazer isso, nós não sabemos quem está baixando sua música. Nós falamos que isso era bobagem. Então nós chamamos alguma empresa e eles conseguiram os nomes de todo mundo. Foi tão fácil quanto colocar leite no seu cereal. Então nós falamos, aqui estão eles, e eles falaram que o Lars está processando os fãs. Eles foram bem espertos. Eu gostaria que estivéssemos mais preparados. Foi irritante ter sido interpretado tão errado e ainda hoje, 8 anos depois, algumas pessoas lembrar que o "Metallica faz tudo por dinheiro". Não era dinheiro, era controle. Não era pra ser algo grande. A forma como eu vejo o Metallica é um detalhe. Mas para algumas pessoas, o Metallica é o pessoal que foi atrás do Napster.

As duas primeiras partes na íntegra, em inglês, podem ser lidas clicando aqui. A terceira parte deve ir ao ar ainda hoje, também em inglês.

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net


Veja também

Ulrich: "Arte é uma das áreas em que posso ser eu mesmo" (26 de novembro de 2008)
Ulrich: "Algumas pessoas gostariam que o Metallica fizesse o mesmo disco a cada dois anos, mas isto não é o que eu quero" (07 de fevereiro de 2012)
Bob Rock sobre o Metallica: "Eu não tenho nada além de ótimas coisas a dizer sobre eles" (16 de julho de 2007)
Ulrich: "Eu sou viciado em internet" (10 de outubro de 2009)
Hetfield: "Temos a América do Sul para ir" (04 de agosto de 2009)

Comentários




Newsletter
Receba em seu e-mail as últimas notícias sobre Metallica:

Conecte-se

Facebook   Twitter   RSS   Fórum

© 1998-2026 Metallica Remains - Desde 13 de Janeiro de 1998 | Política de Privacidade