Destaques

Notícias

Metallica recebe discos de ouro e platina no Brasil

   31 de Janeiro de 2010     tags: são paulo, brasil, death magnetic, orgullo, pasión y gloria      Comentários

O Estadao.com.br publicou a seguinte matéria em seu site, sobre a coletiva de imprensa que rolou no final da tarde deste sábado.

O Metallica recebeu hoje (30) à tarde dois prêmios pela vendagem de CDs e DVDs no Brasil. A premiação foi realizada poucas horas antes de a banda realizar o show marcado para a noite no Estádio do Morumbi, em São Paulo. O grupo norte-americano recebeu um disco de ouro pelas vendas acima de 45 mil cópias do CD "Death Magnetic" e um disco de platina pela vendagem superior a 60 mil cópias do DVD ao vivo "Orgulho, Paixão e Glória".

Após a premiação, realizada no Salão Nobre do Morumbi, os integrantes do Metallica concederam uma breve coletiva à imprensa. Durante a conversa de cerca de 20 minutos com os jornalistas, disseram que estavam ansiosos para tocar pela primeira vez em um estádio de grandes dimensões no País.

Questionado sobre um eventual lançamento de um CD depois do sucesso do "Death Magnetic", o vocalista do Metallica, James Hetfield, disse que por enquanto a banda está concentrada na turnê "World Magnetic Tour" pela América Latina, mas que sempre há um tempo para ideias de músicas novas. "Criamos sempre alguns riffs nos quartos dos hotéis, mas é o espírito da turnê que deve nos inspirar para um disco novo", comentou.

Por volta das 20 horas, o Morumbi já estava lotado à espera do show de abertura da banda brasileira Sepultura. O entrada do Metallica no palco está prevista para às 21h30. Foram colocados à venda 68 mil ingressos.

    Top

Metallica: "Somos melhores músicos hoje"

   31 de Janeiro de 2010     tags: são paulo, brasil, entrevista      Comentários

O blog Fonico publicou a seguinte matéria em seu site, sobre a coletiva de imprensa que rolou no final da tarde deste sábado.

Depois de levar os fãs à loucura com um show em Port Alegre, o Metallica chegou a São Paulo neste sábado, 30, para dar continuidade à quarta turnê da banda no Brasil. Bem humorados, os músicos participaram de uma coletiva de imprensa horas antes da apresentação no Morumbi e falaram sobre as apresentações e também o futuro da banda.

Ansioso pela primeira apresentação em um estádio paulistano, Lars Ulrich avisa os fãs que já assistiram ao grupo em 1989, 1993 e 1999 que desta vez o show deve ser ainda melhor. “Nós somos melhores músicos hoje porque tivemos mais tempo para praticar. A melhor coisa de se fazer shows é poder tocar para vários tipos de fãs, inclusive os mais novos, que nunca nos viram ao vivo”, diz o baterista.

Os músicos do Metallica ainda agradaram os brasileiros afirmando que gostam muito de vir ao Brasil, “sempre vivemos bons momentos, as pessoas são muito abertas”, e pediram desculpas por terem cancelado uma apresentação prometida para 2003. “Estávamos gravando um disco e achamos melhor descansar um pouco”, diz Lars.

Falando sobre álbuns, James Hetfield contou que o Metallica já se prepara para lançar um novo CD. O novo material está sendo escrito durante a turnê, mas ainda não há data para que chegue às lojas. “Por enquanto são só alguns esboços, ideias. Depois da turnê elas vão se transformar em disco. Ainda não sabemos como vai soar, mas não temos medo de fazer algo novo. Adoramos o desconhecido”, diz o líder.

Durante a coletiva, o Metallica ainda recebeu um disco de ouro por “Death Magnetic”, CD de 2008 que teve 40 mil cópias vendidas no Brasil. Já pelo DVD “Orgulho, Paixão e Glória”, a banda ganhou disco duplo de platina, pelas 60 mil cópias vendidas.

O Metallica faz dois shows no show do Morumbi, nos dias 30 e 31 de janeiro.

    Top

Setlist primeira noite São Paulo, Brasil

   30 de Janeiro de 2010     tags: setlist, são paulo, brasil, world magnetic tour      Comentários

No show realizado neste sábado, dia 30 de Janeiro, em São Paulo, o Metallica tocou a seguinte setlist:

Creeping Death
For Whom The Bell Tolls
The Four Horsemen
Harvester Of Sorrow
Fade To Black
That Was Just Your Life
The End Of The Line
The Day That Never Comes
Sad But True
Broken, Beat and Scarred
One
Master Of Puppets
Blackened
Nothing Else Matters
Enter Sandman
- - - - - - - -
Stone Cold Crazy
Motorbreath
Seek and Destroy

Amanhã, segundo show de São Paulo, no Morumbi.

Agradecimentos: Philip666

    Top

Reportagem sobre show de SP da BandNews

   30 de Janeiro de 2010     tags: vídeos, porto alegre, são paulo, brasil      Comentários

A BandNew publicou uma reportagem a respeito dos shows do Metallica em São Paulo, que acontecem neste final de semana, mostrando durante o vídeo algumas cenas da apresentação de Porto Alegre, feita nesta última quinta-feira. Confira abaixo.

    Top

Opinião produtora comenta show de Porto Alegre

   30 de Janeiro de 2010     tags: porto alegre, brasil      Comentários

A Opinião Produtora, responsável pelo show do Metallica em Porto Alegre, divulgou o seguinte comunicado a imprensa:

A necessidade de troca de local do show do Metallica em Porto Alegre, a três semanas de seu acontecimento, resultou em um grande desafio à Opinião Produtora: por um lado, realizar um de seus maiores espetáculos em um período de tempo menor do que o esperado; por outro, fazer com que os fãs compreendessem que a mudança não era apenas necessária mas positiva para o evento.

A produção no novo parque foi intensa: no total mais de 1.000 pessoas estiveram envolvidas na construção das estruturas do parque. O resultado final, na noite de ontem, foi visto por mais de 25 mil pessoas.

Ao fim, pouco restou das críticas precipitadas dirigidas à produtora e ao local. Conforme a própria imprensa vem afirmando, o esforço da Opinião Produtora resultou em um dos shows mais memoráveis já realizados em Porto Alegre.

Esse retorno positivo, que nos traz grande satisfação, é conseqüência de um esforço conjunto entre os membros da equipe da Opinião Produtora e de seus parceiros, bem como da atenção do público que acreditou na realização e nos apoiou desde a confirmação do show. A todos vocês, nossos imensos agradecimentos por continuarem fazendo parte de nossos 27 anos de trajetória.

Atenciosamente,
Gabriel Pozzobom Silveira
Assessor de imprensa - Opinião Produtora


Fonte: Whiplash!

    Top

Fotos de Porto Alegre, Brasil

   30 de Janeiro de 2010     tags: fotos, porto alegre, brasil, world magnetic tour      Comentários



Fotos da apresentação que o Metallica realizou em 28 de Janeiro, em Porto Alegre, Brasil, foram disponibilizadas e podem ser conferidas clicando aqui.

Agradecimentos: KearBarl, Thazi

    Top

Informações adicionais sobre shows de SP

   29 de Janeiro de 2010     tags: são paulo, brasil      Comentários

A UOL publicou a seguinte em seu site, com horário de abertura dos portões, e melhroes caminhos para chegar ao Morumbi. Confira abaixo.

Depois de se reencontrar com os fãs de Porto Alegre na quinta-feira (28), o Metallica chega a São Paulo após 11 anos para duas apresentações de sua milionária "World Magnetic Tour". James Hetfield (voz e guitarra), Lars Ulrich (bateria), Kirk Hammett (guitarra) e Robert Trujillo (baixo) tocam no estádio do Morumbi neste sábado (30) e domingo (31), com abertura do Sepultura.

Os ingressos para sábado já estão esgotados, mas ainda há entradas de todos os setores para a apresentação de domingo. Os bilhetes custam R$ 150 (arquibancada laranja), R$ 170 (arquibancadas azul e vermelha), R$ 190 (arquibancada vermelha especial), R$ 250 (pista e cadeira inferior), R$ 300 (cadeira superior) e R$ 500 (pista vip). Estão à venda no www.ticketmaster.com.br, pelo telefone 4003-8282 e no estacionamento anexo do Credicard Hall.

Aqueles que compraram ingressos pela internet ou telefone devem retirar as entradas na bilheteria do portão 1 do Morumbi. Para bilhetes de meia-entrada é preciso apresentar documento de estudante. Os portões estão divididos da seguinte forma para a entrada do público:



- Pista: portão 2
- Cadeira inferior azul: portão 3
- Pista e cadeira inferior vermelha: portão 4
- Cadeiras superiores azul, azul premium e laranja: portão 5
- Arquibancadas azul e laranja: portão 6
- Arquibancadas vermelha e especial vermelha: portão 15
- Cadeira superior vermelha: portão 16
- Deficientes físicos e área reservada no anel inferior: portão 17
- Pista vip: portão 18

No sábado, os portões serão abertos para o público às 16h. O Sepultura toma conta do palco às 20h30 com o show do disco "A-Lex" (2009). O Metallica está previsto para entrar em cena às 21h30, encerrando a apresentação a meia-noite. Já no domingo os eventos começam com uma hora de antecedência: os portões estarão abertos às 15h, com o show do Sepultura às 19h30 e do Metallica às 20h30.

Está liberado o uso de máquinas fotográficas que não sejam profissionais, além de poder levar sanduíches, bolachas, copos descartáveis e frutas cortadas. Não é permitido entrar com correntes e cinturões, garrafas plásticas, bebidas alcoólicas, substâncias tóxicas, fogos de artifício e inflamáveis em geral, armas de fogo, frutas inteiras, latas de alumínio, jornais e revistas, bandeiras e faixas, capacetes de motos e similares, vidros em geral e guarda-chuva.

A previsão para o sábado, segundo o Tempo Agora, é de pancadas de chuva à tarde e de céu encoberto à noite. A temperatura não deve cair e pode ficar em 22ºC, com umidade relativa de 85%. No domingo há possibilidade de chuvas rápidas à tarde e à noite, com temperatura em torno de 22ºC e umidade relativa de 81%.

Trânsito no local

A CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) de São Paulo vai monitorar o trânsito nas imediações do estádio Morumbi a partir da meia-noite de sábado (30), quando serão colocados cavaletes nas principais vias de acesso, proibindo estacionamentos. O órgão recomenda que o público dê preferência aos transportes públicos, mas para aqueles que preferirem ir de carro particular são indicados os melhores caminhos saindo das regiões:

- Santo Amaro: ponte João Dias e avenidas Alberto Augusto Alves e Giovanni Gronchi;
- Brooklin e Aeroporto de Congonhas: ponte Morumbi e avenidas Morumbi e Padre Lebret;
- Rodovia dos Imigrantes e Anchieta: avenida dos Bandeirantes, Marginal Pinheiros, ponte Engenheiro Roberto R. Zuccolo (Cidade Jardim), avenida dos Tajurás, rua Eng.º Oscar Americano, avenidas Morumbi e Giovanni Gronchi;
- Avenida 9 de Julho: avenida Cidade Jardim, ponte Cidade Jardim, avenida dos Tajurás, rua Eng.º Oscar Americano e avenidas Morumbi e Giovanni Gronchi;
- Itaim: avenida Juscelino Kubitschek, Túnel Jânio Quadros, rua Eng.º Oscar Americano, avenidas Morumbi e Giovanni Gronchi;
- Centro (Consolação/Rebouças): avenidas Eusébio Matoso, Professor Francisco Morato e Deputado Jacob Salvador Zveibil, retornando para a avenida Jorge João Saad;
- Lapa: praça Panamericana, avenida Professor Manoel José Chaves, ponte Cidade Universitária, rua Alvarenga, avenidas Caxingui, Eliseu de Almeida, Deputado Jacob Salvador Zveibil e Jorge João Saad;
- Zonas Norte/Leste/Marginal Tietê e Rodovia Castelo Branco: rua Alvarenga, avenidas Caxingui, Eliseu de Almeida, Deputado Jacob Salvador Zveibil e Jorge João Saad;
- Rodovia Régis Bittencourt: avenidas Professor Francisco Morato e Jorge João Saad;
- Rodovia Raposo Tavares: Rodovia Raposo Tavares km 13 (Peri-Peri), avenidas Ministro Laudo Ferreira de Camargo, Eliseu de Almeida, Deputado Jacob Salvador Zveibil e Jorge João Saad.

Na saída do show, as ruas ao redor do estádio serão bloqueadas por aproximadamente 40 minutos para os pedestres. A partir das 22h30 de sábado e das 21h30 de domingo a CET vai bloquear viários e fazer a inversão no sentido de circulação dos veículos nas avenidas Jorge João Saad (entre a Francisco Morato e praça Roberto Gomes Pedrosa) e Giovanni Gronchi (no trecho entre a praça Roberto Gomes Pedrosa e a rua Santo Américo, e no trecho entre a praça Roberto Gomes Pedrosa e Avenida Morumbi).

"World Magnetic Tour"

O Metallica, que já vendeu mais de cem milhões de cópias de discos, volta ao país para divulgar o disco "Death Magnetic", de 2008. Na estrada desde outubro de 2008, a "World Magnetic Tour" já esgotou ingressos nos Estados Unidos e países da Europa e Reino Unido. Só em 2009 teve mais de 70 apresentações, e em São Paulo contabiliza o 126º e 127º shows, respectivamente.

A banda trouxe a produção completa da turnê, com telões gigantes, luzes e cenário. No total, o show do Metallica comportará 68 mil pessoas. A capacidade é menor do que os 70 mil das apresentações de Madonna no Morumbi em 2008 e maior do que os 68 mil lugares do show do AC/DC no ano passado.

O repertório da turnê é repleto de clássicos, como "Fade To Black", "Sad But True", "Enter Sandman" e "Nothing Else Matters". No Peru, na Argentina e no Chile, as apresentações começaram com "Creeping Death", do álbum "Ride the Lightning" (1984), e foi com a mesma faixa que o Metallica abriu seu show no Parque Condor, em Porto Alegre. No entanto, segundo o guitarrista Kirk Hammett, "nunca tocamos o mesmo set duas vezes. Mudamos de noite para noite".


Agradecimentos: Kirk Hetfield

    Top

G1: Metallica marca volta ao Brasil com clássicos e pirotecnia em Porto Alegre

   29 de Janeiro de 2010     tags: porto alegre, brasil      Comentários

O G1 publicou a seguinte resenha do show do Metallica em Porto Alegre, que aconteceu nesta última quinta-feira, dia 28 de Janeiro:

Metallica marca volta ao Brasil com clássicos e pirotecnia em Porto Alegre

Show no Parque Condor reuniu mais de 20 mil, segundo a organização.
Apresentação foi a primeira da turnê de 'Death magnetic' no Brasil.

O primeiro show da banda norte-americana Metallica em seu retorno ao Brasil após quase 11 anos reuniu mais de 20 mil pessoas no Parque Condor, em Porto Alegre. Em pouco mais de duas horas de espetáculo, a banda mostrou porque é o principal nome na história do trash metal.

Anteriormente agendado para o estádio do São José, o local foi alterado devido a problemas de regularização junto ao Corpo de Bombeiros. A chuva que caiu no início da tarde em Porto Alegre parou antes da abertura dos portões, às 17 horas, mas deixou de herança ao público um lamaçal que acompanharia todos os fãs durante a noite de quinta-feira.

Quem não conhecia ficou impressionado com a Hibria, banda local que abriu a noite do metal em Porto Alegre. Com turnês pela Ásia, Europa e América do Norte no currículo, o quinteto mostrou porque está consolidando seu nome no cenário do metal internacional. Nos exatos 45 minutos entre a abertura com “Tiger punch” e o encerramento com “Steel lord on wheels”, a banda despejou um power metal vigoroso, deixando o palco ovacionada pelo público já aquecido para a atração principal.

Metallica abre com trinca do disco “Ride the lightining” e fãs alucinam

Às 21h50, o silêncio recheado de expectativa foi quebrado subitamente pela projeção no telão de uma cena do clássico faroeste “O bom, o mau e o feio”, e sua trilha “The ecstasy of gold”, que costuma abrir os shows da banda. James Hetfield (vocal e guitarra), Kirk Hammett (guitarra), Robert Trujillo (baixo) e Lars Ulrich (bateria), os quatro aguardados cavaleiros do apocalipse, entraram no palco e deixaram o público em ebulição imediata, abrindo o setlist com “Creeping death” – a exemplo dos shows anteriores da World Magnetic Tour no continente. Na seqüência, outra clássica, “For whom the bell tolls”. Quando ninguém mais esperava por outra do disco “Ride the lightning”, de 1984, a própria faixa-título foi executada – uma raridade nos shows da banda.

A seguir, como um maestro diante de milhares pessoas hipnotizadas, o vocalista James Hetfield invocou uma celebração que pegou a todos de surpresa. Queria que todos comemorassem ao máximo esta, que seria a primeira passagem do Metallica por Porto Alegre. Aparentemente, o show de 1999 no Jóquei Clube da cidade não ficou em sua memória. Mas o show seguiu, petardo após petardo. “The memory remains”, do álbum “Reload” foi a próxima, e colocou todo o público para cantar. A seguir, “Fade to black”, outra que jamais faltaria. Então, o quarteto abriu alas para apresentar as novas músicas, do disco “Death magnetic”, lançado em 2008.

Músicas do novo álbum têm aprovação imediata

A escolha do repertório deixou muito clara uma tentativa de aproximação entre o trabalho mais recente e a fase clássica dos anos 80, quando o Metallica moldou o gênero e se transformou no maior expoente mundial do trash metal. Também fica óbvio o objetivo de esquecer o período conturbado que quase pôs fim à banda, após a saída do baixista Jason Newsted em 2001. Nenhuma faixa do disco St. Anger, de 2003, foi executada. Visto com restrições pela maior parte dos fãs, tal trabalho virou marco de um período de dificuldades e reconstrução. Tanto a banda quanto o público sabem disso, e tal ausência não foi sentida.

“That was just your life”, “The end of the line” e “The day that never comes” foram tocadas na sequência, com o público cantando junto e mostrando que o novo material está definitivamente aprovado. Então James perguntou se sua audiência queria peso. Com a resposta positiva, o quarteto tirou da manga o que possui de sobra: clássicos. “Sad but true”, “Master of puppets” e “Battery”, intercaladas pela recente e já consagrada “Cyanide” trouxeram o Parque Condor abaixo. Entre elas, a épica “One” abusou da pirotecnia, com chamas, sons de bombardeio e fogos de artifício sincronizados à música sendo lançados de trás do palco.

Para acalmar os ânimos, chegou a vez de “Nothing else matters”, seguida por outra do histórico disco preto de 1991, “Enter Sandman”. Após essa – talvez a música mais emblemática da banda para o grande público – o palco foi abandonado. Seria o fim?
No bis, banda resgata primórdios e Hetfield confirma “primeira vez”

Todos sabiam que não. Na escuridão do palco, o guitarrista Kirk Hammett puxou o riff de “The frayed ends of sanity”, outra de rara execução. Apesar do fiel coro dos fãs, que demonstravam conhecer cada detalhe das canções mais obscuras, a escolha para abrir o retorno da banda ao palco foi a cover de Misfits, “Die, die my darling”. Então, um álbum que ainda não havia sido devidamente contemplado, veio à tona para tranquilizar os mais exigentes. Para quem conheceu o Metallica já no disco “Kill ‘em all”, de 1983, o presente chegou com “Phantom lord”, mais uma música que há décadas não era garantida no repertório.

O público sabia que viria mais, e “Seek and destroy” foi o grito uniforme nos últimos momentos da noite. James Hetfield voltou a celebrar a grande estreia do Metallica em Porto Alegre. “Como é nossa primeira vez aqui, vamos tocar algo simples, mas pesado”. Ao fundo, um Hammett constrangido acenava para o público mostrando os dois dedos, talvez confirmando que lembrava de 1999. Sem problemas: “Seek and destroy” veio, e todos ficaram satisfeitos. Para os fãs que sempre querem mais, o riff de “Wasting my hate” foi executado. Mas só uma vez, e tudo se acabou. Assim, “Load”, disco de 1996, também ficou órfão.

Já com o show finalizado, um membro da equipe da banda é alvo de tortadas e abraços. James explica tratar-se do “presidente do Metallica”, Zach Harmon, o homem por trás das cortinas. Palhetas e baquetas lançadas ao público, Trujillo e Hammett agradecem em português, e Lars chega para consertar as coisas. “Ei, só eu acho que não devemos esperar mais onze anos para tocar aqui em Porto Alegre?” O público concorda.

O quarteto vai embora para São Paulo, que o aguarda para dois shows, sábado (30) e domingo (31). Se James esqueceu 1999, pode também esquecer 2010. Os fãs de diversas partes do Brasil que estiveram em Porto Alegre nesta noite de quinta-feira o perdoam, não se importam, e não esquecerão.

    Top

Terra: "Com clássicos de peso, Metallica derruba Porto Alegre na lama"

   29 de Janeiro de 2010     tags: porto alegre, brasil, fotos      Comentários

O Terra Música publicou a seguinte reportagem, a respeito do show do Metallica em Porto Alegre:

Mesmo 11 anos mais velhos depois do último show no Brasil, o Metallica não se mostrou nem um pouco fora de forma com o passar do tempo. Ao som de clássicos dos primeiros discos da banda, os 26 mil fãs presentes em Porto Alegre pareciam não se importar com o chão lamacento do Parque Condor, indo a nocaute diante dos riffs de guitarra da banda americana, formada nos anos 80.

Por volta das 21h45, o início da World Magnetic Tour no Brasil era anunciado com a pesadíssima e pulsante Creeping Death. Sem tempo para saudações, o baixista Robert Trujillo chamou logo em seguida o tema da For Whom the Bell Tolls. Uma pequena exibição de microfonias do guitarrista Kirk Hammett emendou na Ride the Lighting, faixa título do álbum de 1984 que abriga os três clássicos.

Depois dos três primeiros golpes, o Metallica partiu para um clima mais ameno, com a singela The Memory Remains, de uma fase mais mansa da banda. Com os ânimos mais calmos, o vocalista e guitarrista James Hetfield surge com um violão e toca os primeiros acordes da épica Fade to Black, com belos solos de Kirk.

Após apresentar três músicas do último disco, o Death Magnetic, que dá nome à turno, Hetfield afirma: "ouvi falar que os brasileiros gostam de música pesada". Era o prenúncio de outro petardo: Sad but True, no disco conhecido como "Black Album". Nessa, o baterista dinumarquês Lars Ulrich parecia que pretendia quebrar os pratos de sua bateria, tamanha força colocada no acompanhamento da música grave e marcante.

Outro ponto alto do show foi a sequência fatal de One, Master of Puppets e Battery, que dispensam apresentações. A balada Nothing Else Matters, introduzida por arranjos de guitarra limpa de Kirk, foi a que recebeu maior coro dos fãs. Na sequência, Enter Sandman fechou o repertório do disco preto do Metallica.

No bis, Metallica surpreendeu ao tocar Die Die My Darling, da banda de punk Misfits. O desfecho foi uma volta às origens, com Seek and Destroy, do primeiro disco da banda, o Kill 'em All.

Gafe
Por duas vezes, James Hetfield afirmou que o show desta quinta-feira era o primeiro da banda na capital gaúcha. Na verdade, a banda também tocou em 1999, no Jóquei Clube. Quando James repetiu a frase, no fim do show, Kirk gesticulou para a plateia que este era o segundo espetáculo da banda em Porto Alegre. O vocalista, no entanto, parece não ter notado o sinal do colega.

Torta e presentes
Após o show, James jogou várias tortas na cara de um dos membros da equipe da banda, em cima do palco, em "comemoração"ao seu aniversário. A pedido do vocalista, plateia cantou "parabéns" ao aniversariante. Depois, os integrantes do Metallica arremessaram centenas de palhetas para os fãs que estavam na área VIP, em frente ao palco. Alguns conseguiram pegar mais de uma palheta estilizada do Death Magnetic.


Além disso, foi também disponibilizada pelo Terra uma pequena galeria de imagens da apresentação, que pode ser conferida clicando aqui.

    Top

Estado de São Paulo: matéria sobre Metallica

   29 de Janeiro de 2010     tags: brasil, entrevista      Comentários

O jornal Estado de São Paulo publicou a seguinte matéria em seu site:

Metallica volta ao Brasil em fase 'relaxada'

Grupo anda com a família, faz ioga e se espelha em ídolos antigos para seguir na estrada por muitos anos

A chuva que castiga São Paulo por todo mês de janeiro vai ter a companhia de um vulcão em erupção neste fim de semana. Assim que os primeiros acordes de Creeping Death ecoarem no Estádio do Morumbi, a maior banda de heavy metal do mundo despertará para o primeiro dos dois shows marcados para São Paulo da World Magnetic Tour. Mais de 100 milhões de discos vendidos depois, os 11 anos que separam a última passagem do Metallica pelo Brasil escancaram uma mudança de comportamento cristalino, tanto em entrevistas, como na forma de cada integrante encarar a vida dentro e fora dos palcos.

Antes do concerto que a banda realizou em Buenos Aires na sexta-feira passada, o guitarrista Kirk Hammett recebeu o Estado nos camarins do Estádio Monumental Nuñez e falou sobre o atual humor das quatro partes que formam o Metallica - além de Kirk, James Hetfield (vocal e guitarra), Lars Ulrich (bateria) e Robert Trujillo (baixo): "Todos passamos pelas mesmas experiências, temos famílias, somos pais. Hoje, nosso maior desafio é ser ao mesmo tempo bons pais e rockstars que têm de viajar pelo mundo." Kirk tem dois meninos e durante toda conversa, sempre que pôde, colocou o assunto criança na pauta. "Turnês são os únicos momentos que posso testar novas guitarras e efeitos. Em casa, meus filhos estão sempre pedindo para eu abaixar o volume."

O quarteto montou seu QG latino-americano em Buenos Aires, cidade da mulher de James Hetfield, Francesca Tomasi. Já Lars veio com a mulher e o filho mais novo. Mais do que a presença da família, a atitude dos músicos pouco lembra os clichês de uma banda de rock pesado. Nos camarins, onde antes era possível chafurdar em "toneladas de bebidas, comida, sprays, maquiagem e loções hidratantes para as groupies que tomavam banho depois dos shows", segundo Kirk, hoje é possível esbarrar em fraldas, brinquedos, desenhos da Disney, vitaminas e um professor de ioga. "Antes de entrar no palco ouço jazz e bossa nova."

Na entrevista coletiva que antecedeu a apresentação na capital argentina, o baixista Rob Trujillo contou como cada integrante do Metallica gasta seu tempo fora dos palcos: "Treinamos muito. O Lars corre todos os dias. Kirk faz Ioga e surfa e eu faço exercícios com o James e sua esposa."

A rotina de exercícios é necessária. Nos últimos 10 anos, segundo a Billboard, a banda fez 406 aparições ao vivo. As apresentações vieram entrelaçadas com problemas de ordem jurídica e emocional. Em 2000, Lars Ulrich entrou em guerra contra a pirataria digital, na época representada pelo Napster. Hoje, quando fala de internet, ainda soa rancoroso. "Não tenho ocupado a minha mente com isso, mas temos que educar a nova geração de 8, 9 anos sobre o mal da pirataria. Se eles não souberem a consequência dos seus atos nunca vão ser responsáveis." Quando questionado sobre as críticas que recebe pela rede, respondeu: "A internet possibilita a pessoas anônimas a falarem um monte de merda."

Golpe mais agudo veio com a quase dissolução da banda em 2003. A saída do baixista Jason Newsted, uma crise de criatividade e os problemas de alcoolismo de James potencializaram um cenário devastador. Um psicólogo foi convocado e um documentário filmado, Some Kind of Monster (2004), levou as mazelas de uma banda em frangalhos às telas de todo mundo. "As coisas estavam muito ruim com o Jason. Não sabíamos como lidar com aquilo e quase acabamos. Mas não gostei nada de que nossas roupas sujas foram lavadas em público", lembrou Kirk. "Eu sou um cara quieto, gosto de ficar sozinho, sou uma espécie de outsider. Um filme daquele vai contra as minhas crenças." O resultado da terapia, ao menos, foram positivos. Kirk diz que o grupo nunca esteve tão afiado, o segredo: Robert Trujillo. "Com o Rob na América Latina é outra experiência. Ele tem uma mãe mexicana e as pessoas se identificam com ele. Rob é uma fonte de inspiração e muito melhor do que Jason."

As boas vibrações são parte do lançamento de Death Magnetic, disco lançado em 2008 - após o fracassado St. Anger (2003) -, que levou novamente a banda aos topos da parada. "É um álbum muito energético e uma grande Polaroid de nós como grupo agora", afirmou Kirk. As comemorações continuarão nos quatro shows em junho na Europa chamados de The Big Four, onde Metallica, Slayer, Megadeth e Anthrax estarão tocando pela primeira vez juntos. James explicou como os papas do thrash metal se uniram: "Depois de gravar um CD como Death Magnetic e entrar no Rock’n’Roll Hall of Fame muitas histórias antigas vieram à cabeça. A Bay Area (local na Costa Oeste dos Estados Unidos onde surgiram as bandas) foi muito importante para nós e resolvemos celebrar os sobreviventes. Estamos vivos e muito fortes." Aqui no Brasil, é o Sepultura quem ciceroneia o Metallica depois de prometer nunca mais abrir para os americanos após o concerto de 1999. O Sepultura alega que foi boicotado naquela data, pois teve seu volume abaixado.

Quanto ao futuro, James se espelha em seus ídolos: "Olhamos as outras bandas, como o Rolling Stones, o Lemmy do Motörhead, e eles continuam tocando no mesmo nível e intensidade. Angus Young é um atleta. Enquanto eles estiverem aí, temos que segui-los."

Encontro de Lou Reed com gigante do rock pesado, em outubro, foi fenomenal

"Disseram para a gente que iríamos fazer um show com convidados. Algumas das bandas sugeridas não faziam muito sentido. Mas, depois de algumas jams com elas, fez todo o sentido. Nós temos muito em comum, não apenas musicalmente, mas em nossas mentes e corações."

O comentário do vocalista do Metallica, James Hetfield, referia-se ao convidado que receberiam a seguir, no Madison Square Garden, no dia 30 de outubro, em Nova York, no show comemorativo dos 25 anos do Hall da Fama do Rock’n’Roll. O cara que veio de preto do fundo do palco era ninguém menos que Lou Reed, ex-Velvet Underground, remanescente da blank generation, ex-pupilo de Andy Warhol, Cavaleiro Negro do underground nova-iorquino, um dos avós do punk rock.

Foi o show mais estranho e ao mesmo tempo eletrizante que os fãs das duas partes veriam. Lou e Hetfield encabeçaram o palco, cantando Sweet Jane e White Light/White Heat, duas pérolas do Velvet Underground. A plateia berrava um "Looouuuu" em uníssono, e aquilo parecia uma vaia - coisa que Lou Reed teria adorado nos anos 70, mas ele acabou se tornando respeitável, como (quase) todo o rock de sua época.

E, de fato, Hetfield tinha razão: havia muito em comum entre o Metallica e o convidado. Lou Reed, que integra o Hall da Fama do Rock desde 1996 e foi condecorado com a medalha de Cavaleiro das Artes e das Letras pela França, gosta da armadura metálica do barulho. Seu lado hardcore aflorou em 1973, quando ele lançou o disco ao vivo Rock and Roll Animal, com versões pesadas de Sweet Jane, Carolina Says e outros clássicos.

O guitarrista Kirk Hammett teve um acesso de fanzoca depois da coisa toda. "Um dos meus momentos favoritos foi quando Lou Reed foi atrás do cara do monitor e disse: ‘Hey, eu preciso de mais Kirk Hammett no meu monitor! Lou Reed queria me ouvir mais de perto! Irado!", disse o guitarrista à revista Rolling Stone.

O próprio Reed, em uma de suas visitas ao Brasil, em 1996, questionou os rótulos usados para definir música. "O que é underground? Miles Davis e Ray Charles são alternativos ou são mainstream?", perguntou a repórteres. "Outsider? Na verdade, nunca experimentei ser um insider de coisa alguma, então eu não saberia dizer se já estive do lado de fora", afirmou.

Outra grande surpresa do show: Ray Davies, dos Kinks, cantando You Really Got Me, de 1964 (gravada pelo Van Halen em 1978), e All Day and All of the Night. O vocalista James Hetfield parecia realmente maravilhado com seus convidados, especialmente com Ray Davies. "Ele foi nossa escola nos primórdios dos riffs do rock", afirmou Hetfield. Quando Davies deixou o palco, após cantar All Day and All of the Night, ele exclamou: "Uau, que doideira!"

E o dueto com Ozzy em Iron Man e Paranoid foi de arrepiar. Ozzy tomou os vocais e as guitarras do Metallica não pareciam alheias, era como se Zakk Wylde estivesse ali do ladinho. Deste convidado, Hetfield não falou de nenhum estranhamento - foi o Metallica quem conduziu Ozzy ao clube do Hall da Fama do Rock, anos atrás.

O Metallica deixou todo mundo com os ouvidos zunindo. Está soando ainda mais pesado do que da última vez que esteve aqui, nos anos 1990. Ofereceu um belo coquetel de rock pesado, com músicas como Enter Sandman (que foi precedida de imagens no telão do jogador dos Yankess Mariano Rivera, que tem a música como seu tema da vitória), Stone Cold Crazy, For Whom the Bell Tolls. Na cover de Bob Seger, Turn the Page, que o Metallica gravou em 1998, a plateia cantou a plenos pulmões (a balada de Bob Seger, compositor popular de Detroit, é um hino melódico típico da cultura americana, e já foi gravada também pelo Thin Lizzy).

O show do Madison Square Garden foi gravado pela HBO americana e transmitido no Brasil pelo canal TNT. Os encontros inusitados são uma marca das celebrações do Hall da Fama do Rock, mas desta vez parece que se superaram. Houve momentos memoráveis, como Jeff Beck ao lado de Billy Gibbons, do ZZ Top, esmerilhando Foxy Lady, de Hendrix.

    Top


<<< Anteriores Próximas >>>

Newsletter
Receba em seu e-mail as últimas notícias sobre Metallica:

Conecte-se

Facebook   Twitter   RSS   Fórum

© 1998-2026 Metallica Remains - Desde 13 de Janeiro de 1998 | Política de Privacidade