
Em uma nova entrevista para a Rolling Stone, o baterista do Metallica, Lars Ulrich, falou sobre o filme "Some Kind of Monster" de 2004, que documenta os três anos mais turbulentos da carreira da banda.
Perguntado sobre o que ele aprendeu sobre resolver desavenças na banda, Ulrich disse: "Eu aprendi que não há nada mais importante do que a saúde da banda. Ao invés de forçar as pessoas a fazer algo que elas não querem fazer, haverá sempre outra oportunidade de criar algo legal."
Sobre o que ele aprendeu ao se assistir no filme, Lars disse: "Foi bem difícil. [Pausa] Eu tenho uma habilidade de compartimentar as coisas que algumas vezes me assustam, pois eu posso me sentar lá e assistir tudo isso, mas eu consigo me remover emocionalmente do fato de que era eu. Eu poderia deixar isso em terceira pessoa. Alguns dos caras foram mais transparentes com o quão difícil foi para eles. Todos nós lidamos com isso de maneiras diferentes; eu lidei varrendo para debaixo do tapete, o que obviamente é o básico da psiquiatria de que não se deve fazer isso. Parte disso foi tão difícil que eu tive que me remover emocionalmente. Eu acho que foi doloroso demais assistir algumas das coisas se desdobrarem na minha frente."
Ele continuou: "Eu tenho orgulho do fato de que fomos completamente transcendentes e deixamos as pessoas ver. Obviamente, há algumas coisas que parecem ser privadas demais ou quase voyeurísticas. As pessoas que criticaram falaram que era informação demais. É aquele papo, não se encontre com seus heróis pois algumas vezes eles te decepcionarão. Foi informação demais para as pessoas, então, como eu disse, eu compartimento isso. Mas não me entenda mal. Eu tenho orgulho do fato de que fizemos o filme e que tivemos coragem de dividí-lo."
Fonte (em inglês): Blabbermouth.net
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