Rachel McArthur do Tabloid! da GulfNews.com dos Emirados Árabes entrevistou recentemente o guitarrista do Metallica, Kirk Hammett. Alguns trechos da conversa podem ser conferidos abaixo.
Sobre a primeira apresentação da banda em 2013, que aconteceu em Brisbane, Austrália, como parte do Soundwave Festival:
Hammett: "Eu realmente gosto de tocar shows ao vivo; qualquer um que me perguntar qual a melhor parte de ser um músico, eu digo que é tocar ao vivo. É uma tremenda satisfação compor músicas, e não tão divertido para mim no estúdio, pois eu tenho um pouco de déficit de atenção. Mas tocar ao vivo é onde eu prospero."
"Eu fico mais satisfeito tocando na frente da platéia; realmente conectando com o poder e energia da banda. Olhando para um dos últimos shows que tocamos em 2012, eu não estava com uma cabeça muito boa, e eu não acho que entreguei o tipo de show que eu queria entregar - mas eu queria provar para mim mesmo que eu ainda tinha isso em mim em 2013. Então eu me coloquei 120 porcento na apresentação, e foi ótimo. Eu tive um ótimo momento e a platéia de Brisbane foi fantástica."
"É sempre bom ter alguns meses de descanso para recarregar as baterias e passar tempo com a família e re-priorizar. No meu tempo de descanso, eu fiquei um pouco distante da banda e da minha carreira e só pensei sobre minhas prioridades. É importante para mim, fazer isso de tempos em tempos, já que já me culpei por não fazer isso no passado."
"Para nós, fazermos as coisas que queremos fazer, é importante que nós encontremos um equilíbrio, para que a gente não se sinta cansado ou sem equilíbrio. É realmente importante recarregar essa energia, e recarregar o fator de completude."
Sobre a longevidade do Metallica:
Hammett: "Com a gente, a química é tudo. E há uma certa química na banda que nos permite funcionar, em uma certa frequência. A frequência é bem mais única do que a frequência das outras bandas."
"Nós temos muita sorte de estarmos em uma posição onde temos controle criativo total sobre todas as coisas que entram e saem do Metallica. É um tipo de coisa bem, bem especial que as outras bandas não tem que nós temos. Há uma química que nos permite focar em tudo como um grupo; esperamos que todos os quatro de nós opinem."
Sobre os planos de lançar o sucessor do Death Magnetic em 2014:
Hammett: "Isso é o que esperamos que aconteça. Se isso é uma realidade ou não, veremos. Nós estamos gravando coisas aqui e ali, mas é um processo bem devagar."
Sobre o vindouro filme 3D do Metallica, "Metallica Through The Never", dirigido por Nimród Antal:
Hammett: "Isso está meio que tomando precedência sobre todo o resto no momento. Nós queremos garantir que este filme tenha toda nossa atenção e saia como nós queremos que saia."
"Haverá um momento em que a maioria dos filmes serão lançados em 3D. O gênero está só começando, e nós sentimos que será o futuro. Há pouco material de bastidores, e não há entrevistas com a banda. É um show e há uma história narrativa que vai e vem com o material. É interconectado de uma forma. É bem único de forma que não haverá uma dualidade nele - é entrelaçado de forma que se torna uma entidade. Nós estamos animados com isso, porque sentimos como algo que nunca foi feito antes."
"Do material que vimos, está bem surpreendente. É uma viagem se ver em 3D, com certeza! Na verdade, é uma viagem se ver em uma tela de 8 metros, para início de conversa. O aspecto 3D torna tudo isso muito mais intenso."
"Fazer um filme é um jornada tão diferente do que fazer um álbum. Com o filme, há muito mais panelas na cozinha, por assim dizer. Com a música, você pode deixar cozinhar, fechar a porta, e ninguém mais entrar. Com o filme, você não pode trancar a porta. É uma porta giratória; há pessoas indo e vindo. Então nós estamos nos ajustando a isso."
Sobre os fãs do Oriente Médio que lutam para colocar as mãos na música do Metallica:
Hammett: "É importante para as pessoas conseguirem música; seja pagar pela música, ou ouví-las de graça na rádio ou o que for, é importante ouvir nossas música e ouvir nossa arte. Nós obviamente não gostamos do tanto de pirataria que rola, pois nos afeta diretamente como artistas e músicos. E as pessoas discutem com a gente sobre isso por um tempão, mas no final, nós somos aqueles diretamente afetados por isso."
"Ninguém tem o direito de nos dizer que isso não nos afeta. Mas no fim, é importante para as pessoas ouvirem nossa música e experimentarem nossa arte. Se eles descobrirem que gostam do que fazem, então virão nos ver e divulgarão a palavra do Metallica."
A entrevista completa, em inglês, pode ser lida clicando aqui.
Fonte (em inglês): Blabbermouth.net
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